Nova edição do Jornal do CCE já circula pelo campus

14/06/2012 16:00

Já está em circulação a 27ª edição do Jornal do CCE, publicação feita pelos alunos da segunda fase do curso de Jornalismo da UFSC.  Entre os destaques da edição está o projeto que prevê a reforma do Bloco A do Centro, a criação da Empresa Júnior do curso de Cinema, a mostra nacional de filmes sobre a ditadura – Cinema pela Verdade -, e a transmissão dos jogos da Eurocopa pela Rádio Ponto UFSC. Além disso, a entrevista com o professor Paulo Berton, nomeado para comandar a Secretaria de Cultura (Secult).

O Jornal tem periodicidade mensal e pode ser visto também em sua versão online. A orientação é do professor Elias Machado.

Por Isadora Ruschel, bolsista na Agecom/UFSC.

Tags: CCEjornal do CCEUFSC

Professora analisa influência de Dante Alighieri sobre a cultura ocidental

13/06/2012 14:23
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O evento discute a produção literária atual a partir do entrecruzamento entre as esferas artística e política e da contaminação da narrativa por outros discursos, como os da crítica, da história e da filosofia

Estudiosa do legado de Dante Alighieri, a professora Silvana de Gaspari fez uma análise da influência da obra-prima do autor italiano, “A divina comédia”, na cultura e no pensamento do mundo ocidental durante a terceira mesa redonda do congresso internacional Fluxos Literários: Ética e Estética, que termina hoje (13) à tarde no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC, em Florianópolis. O evento, realizado pelo programa de pós-graduação em Literatura do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras, se propõe a discutir a produção literária atual a partir do entrecruzamento entre as esferas artística e política e da contaminação da narrativa por outros discursos, como os da crítica, da história e da filosofia.

 

Mestre em literatura italiana pela Universidade de São Paulo (USP) e há 20 anos lecionando na Universidade Federal de Santa Catarina, Silvana de Gaspari afirmou que, entre outros fatores, a sobrevivência da obra clássica de Dante deve-se às escolhas linguísticas que fez, à narrativa apocalíptica que permeia a trama da “Divina comédia” e à riqueza das citações de filósofos e pensadores que precederam o autor florentino. “Ele fez da literatura um meio de expressão das angústias e anseios do homem, se tornando um poeta que hoje, sete séculos depois, é considerado experimental e de vanguarda por especialistas como Haroldo de Campos, por exemplo”, disse a professora.

 

No seu clássico, Dante se metamorfoseia nos papéis de autor, narrador e personagem, relendo as tradições e construindo uma iconografia do Juízo Final que marcou sucessivas gerações de escritores que vieram depois dele. “Ele juntou dois mundos, o antigo e medieval, e fez do mito da viagem a busca de uma condição humana perdida em algum momento do passado”, analisa a professora. Em seu itinerário, atravessa o inferno, o purgatório e o paraíso, demonstrando uma grande bagagem cultural e a capacidade de “ler as necessidades de mudanças em seu tempo”. Sua atualidade, segundo a palestrante, também tem relação com a capacidade de colocar o homem no centro de tudo, usando os costumes do povo e o italiano vulgar como matérias-primas de sua obra.

 

Obra de Lobato – Na palestra que abriu a programação da manhã, o professor Marcos Natali, da USP, abordou a suposta presença do racismo na obra de Monteiro Lobato, motivo de uma polêmica gerada em 2010 pela solicitação, pelo professor Antonio Gomes da Costa, de Brasília, de retirada do livro “Caçadas de Pedrinho” da lista das obras distribuídas pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas. Citando críticos e intelectuais que se manifestaram sobre o tema, ele disse que esse tipo de comportamento demonstra “desconfiança sobre a capacidade dos leitores” e sempre traz de volta o fantasma da censura, contra a qual todos se rebelam. Natali também questionou a crença no caráter “branco” da escravatura brasileira, que vigorou no país por longo tempo.

 

A programação da manhã terminou com Rogério de Souza Confortin, pós-doutorando em Educação e integrante do Grupo Onetti/UFSC, falando “Da paradoxologia em Maurice Blanchot e Samuel Beckett. Esgotar o possível como estética e ética literária”. A agenda do congresso Fluxos Literários: Ética e Estética termina à tarde com duas mesas redondas, que terão as presenças dos palestrantes Cláudio Maiz (Universidad Nacional de Cuyo, Argentina), Fabio Pierangeli (Universidade di Roma, Itália), Prisca Agustoni (UFRJ), Jorge Wolff e Liliana Reales (ambos da UFSC).

 

Por Paulo Clóvis Schmitz/ Jornalista na Agecom
Foto: Wagner Behr/Agecom

Tags: CCEDantefluxos literáriosLobato

Palestra sobre novos caminhos da literatura abre congresso Fluxos Literários

12/06/2012 20:59

Professores Wander Miranda, Patrícia Peterle e Raúl Antelo na mesa de abertura do congresso Fluxos Literários, que acontece nos dias 12 e 13 de junho

Com a palestra do professor Wander Melo Miranda, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisou a obra do escritor mexicano Mario Bellatin, teve início nesta terça-feira, 12 de junho, o congresso internacional Fluxos Literários: ética e estética. O evento reuniu mais de cem professores, pesquisadores e estudantes no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina (CCE/UFSC), que tiveram a oportunidade de ouvir e debater também com o professor Raúl Antelo, que falou sobre fluxos e movimentos da literatura a partir do questionamento “É isto ainda a Europa?”.

Wander Miranda começou sua fala alertando que seu estudo ainda está em fase de gestação. Sua análise é a de que o texto de Bellatin tem uma lógica do mundo virtual, ao utilizar trechos de entrevistas publicadas na internet dentro de seus romances e ao retomar situações narrativas de outras obras do próprio autor. “O que ele faz é decompor a estrutura de um corpo morto de texto para transformá-lo em outro texto. Essa mimetização está em harmonia com o cenário comunicacional de trocas. Estou fazendo um mapa para conseguir localizar as narrativas”, afirma o professor Wander. Para ele, o texto passa da propriedade privada simbólica do escritor para transformar-se em uma plataforma pública de discussão.

”É como se Bellatin se embrenhasse dentro da obra para ficar fora da obra. Há uma cena emblemática de um de seus romances em que a personagem está no parapeito da janela de um casarão em ruínas, olhando de fora para fora”. A obra de Bellatin apresenta novas proposições até para o objeto livro, que pode ser interpretado como uma instalação. A editora brasileira Cosac Naify, que publicou o livro Flores, descreve o projeto gráfico como radical: sem capa, com a orelha despregada do miolo, o livro envolto num saco plástico.

Para ele, a obra de Bellatin é perturbadora, pois não há antes e depois, fora ou dentro. É ao mesmo tempo atraente e repugnante, o que revela possibilidades na literatura, pois foge do esquematismo e apresenta a ideia do todo como um horizonte utópico. Portador da síndrome de talidomida, Bellatin nasceu sem o braço direito. Sua obra é marcada por personagens com corpos mutilados, amputados, sangues contaminados.  “Quando você lê a obra dele, você vê que existe uma outra proposição de literatura que interrompe esse fluxo mundializado. É possível estudar a literatura muito mais pela voz do que estão pensando as artes visuais do que quem está pensando a literatura. Críticos de arte colocam questões estéticas e poéticas que a literatura ainda está aquém”, afirma o professor.

O fluxo

Intitulada “The flow: é isso ainda a Europa?”, a outra palestra da manhã foi ministrada pelo professor Raúl Antelo (UFSC), que tomou como ponto de partida o artigo do crítico literário italiano Alberto Asor Rosa, “Se questo è ancora un romanzo” (“É isto ainda um romance?”). Nele Asor Rosa debate o que é o romance, uma vez que a narrativa está presente em todos os lugares, seja na publicidade, nas histórias em quadrinhos, no discurso político. Conforme aumenta o fluxo do comércio literário, a literatura passa a fazer parte da categoria de economia.

Antelo desenvolveu sua narrativa citando Guy Debord, Primo Levi, Gunther Grass, Michel Foucault, Pier Paolo Pasolini, entre outros pensadores, para tratar do conceito de humano e do conceito de sem forma na literatura. “O sistema literário, quando comparado ao sistema econômico, é uma rua de mão única dos fluxos literários, em que uma literatura hegemônica pode exterminar as outras literaturas”, afirma Antelo.

Ele citou Foucault e sua ideia de que a literatura é essencialmente marginal, que questiona e que nunca será tomada como um discurso. “Até o século XIX escrever romance era querer edificar, construir. A partir daí a literatura passou por uma constante desinstitucionalização, pela transformação em palavra anárquica, sem instituição, que mina todos os outros discursos”, afirma Antelo. Para ele, a literatura sempre esteve fascinada pela loucura, seja imitando a loucura ou por tornando-se louca. Questionado sobre como pensar o alegórico hoje, Antelo afirmou que a alegoria estabelece limites entre o familiar e o estranho. “A mim interessa levar o texto à loucura, e não corroborar com os limites, pois isso seria estancar o fluxo.”, concluiu.

O Congresso Internacional Fluxos Literários: ética e estética é realizado pela Pós-Graduação em Literatura e pelo Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), UFSC e CCE. O evento é gratuito e continua até 13 de junho no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC.

Mais informações:

http://fluxosliterarios.blogspot.com.br/

 

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom. Fotos: Wagner Behr.

Tags: CCEfluxos literáriosliteraturaUFSC

UFSC recebe no dia 6 de maio congresso internacional de professores universitários de Inglês

02/05/2012 16:26

Entre os dias 6 a 9 de maio, o campus da UFSC recebe o III Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores Universitários de Inglês (ABRAPUI). O congresso visa debater sobre os desafios de ensinar e pesquisar a língua e literaturas estrangeiras no meio universitário brasileiro. O principal tema do evento é a pesquisa e o ensino da língua e da literatura na época da tecnologia.

A programação começa com minicursos durante a tarde de domingo, 6/05. Às 20h acontece a conferência de abertura, que será ministrada pela professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Goulart Almeida, no  Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos.

Estão previstas também palestras e mesas-redondas sobre ensino/aprendizagem de línguas com o suporte de tecnologias; pesquisa em educação a distância; formação de professores; e novos letramentos, entre outros. Interessados nos minicursos podem ser inscrever até esta sexta (04/05) às 12 horas. Após esta data, as inscrições serão feitas no local do evento, se houver vagas.

O evento é realizado pela ABRAPUI e tem o apoio da UFSC, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG), Secretaria de Comunicação e Arte da UFSC (SeCArte), Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Inglês, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e Consulado dos EUA em São Paulo.

Mais informações:
http://www.abrapui.org/congresso2012/pt/home

Tags: AbrapuiCCEInglêsUFSC

Ganhador do Prêmio Shell, dramaturgo Leonardo Moreira ministra palestra na UFSC

18/04/2012 16:49

Entre os dias 20 e 22 de abril o dramaturgo e ganhador do Prêmio Shell, Leonardo Moreira, estará em Florianópolis para um ciclo de palestra e oficinas gratuitas. A palestra acontece nesta sexta-feira, dia 20/04, às 19h00, na Sala Machado de Assis, 4º andar do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC. Leonardo falará sobre suas experiências como dramaturgo, diretor e como avalia a situação da dramaturgia brasileira contemporânea. “Ele vai abordar peculiaridades do processo que não segue, necessariamente, os preceitos da academia”, afirma o coordenador do evento, professor Stephan Arnulf Baumgärtel.

As oficinas serão ministradas nos dias 20 e 21 no Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). “A palestra e oficinas são abertas à comunidade, mas é necessário fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas”, esclarece. Os interessados devem encaminhar um e-mail para , com o seu nome e CPF.

Sobre Leonardo Moreira

Leonardo Moreira é bacharel em Artes Cênicas formado pela Universidade de São Paulo. Mestre em Dramaturgia, também pela ECA – USP, estuda as formas de dramaturgia contemporânea e seus procedimentos criativos. O diretor é destaque na cena teatral brasileira e conquistou recentemente o Prêmio Shell por “Escuro”, montagem que escreveu e dirigiu. Saiba mais: perfil.
Serviço

Palestra com o dramaturgo Leonardo Moreira
Data: 20 de abril, às 19h00
Local: Sala Machado de Assis – 4o andar prédio CCE, UFSC

Oficina com o dramaturgo Leonardo Moreira no CEART-UDESC

Datas:
– 20 de abril  – das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00
– 21 de abril – Das 9h00 às 12h00
Local: Sala Teatro & Educação, no Bloco de Cênicas no CEAR T – Av. Madre Benvenuta, 1907

Eventos gratuitos e abertos ao público. É necessário se inscrever pelo email

Tags: CCEdramaturgiaUFSC

Provas de proficiência em alemão do Instituto Goethe

27/09/2011 19:17

Serão realizadas na UFSC, entre os dias 27 e 28 de outubro, as provas de proficiência em alemão do Instituto Goethe. O Centro de Comunicação e Expressão (CCE) foi credenciado para aplicar os testes em 2010, executando agora sua segunda edição.

O calendário de provas, os preços e procedimentos de inscrição podem ser encontrados aqui.

Mais informações com a professora Ina Emmel – 3721-9288 / Ramal 241

Tags: AlemãoCCEletrasproficiência

Simpósio elucida obra de Leopardi

07/09/2011 10:21

O 1º Simpósio Internacional Leopardi e as Línguas será realizado no dias 13 e 14 de setembro no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e irá discutir a obra de Giacomo Leopardi, um dos mais representativos escritores da Europa do século XXI.

O simpósio receberá professores e escritores de quatro universidades brasileiras e três universidades estrangeiras, destacando-se o professor Marco Lucchesi da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Academia Brasileira de Letras com a palestra Vicissitudes de um leitor na silva leopardiana e a professora Cosseta Veronese da Universität Basel (Universidade de Basel) que participará de uma mesa-redonda com o assunto Lo Zibaldone nella ricezione di Giacomo Leopardi (A recepção de Diacomo Leopardi em Zibaldone).

Diacomo Leopardi é poeta, ensaísta e filósofo italiano precursor de algumas ideias de Friedrich Nietzche e Walter Benjamim, que se propôs a discutir os conceitos do niilismo, a fragmentação do homem moderno e o modo de filosofia moderna.

O 1º Simpósio Internacional Leopardi e as Línguas é gratuito e aberto ao público e será realizado na Sala Machado de Assis, no 4º andar do Bloco B do CCE, na UFSC a partir das 9h30 no dia 13 e 10h no dia 14.

O encontro é uma parceria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a Università per Stranieri di Siena (Universidade para Estrangeiros de Siena).

A programação do evento pode ser acessada aqui.

Mais informações sobre Giacomo Leopardi: www.appuntileopardiani.cce.ufsc.br

Por Ricardo Pessetti/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: CCELeopardi

Revista In-traduções tem quarta edição disponível

09/08/2011 16:18
Obra de Annie Sandano

Obras de Annie Sandano ilustra a 4ª edição

O programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC lançou a 4ª edição da revista In-traduções, disponível na página do programa.

A edição traz artigos, traduções inéditas (de dois artigos do Clem Robyns e do Paolo Balboni) e uma entrevista.

Artigos, traduções, dossiês, resenhas e entrevistas para a próxima edição podem ser submetidos até 01/10, devendo seguir as normas da publicação.

Mais informações: 3721-9288 R-215.

Tags: CCEPGETtradução

Princípio de incêndio é controlado no CCE

28/03/2011 10:17

Um incêndio de pequenas proporções atingiu as instalações do Centro Acadêmico de Artes Cênicas, localizado no prédio do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), na manhã desta segunda-feira, dia 28. Acionado, o Departamento de Segurança Física e Patrimonial da UFSC chamou o Corpo de Bombeiros. Antes da chegada das viaturas, um vigilante terceirizado fez a primeira contenção, evitando a propagação do fogo.

Quando chegaram, os bombeiros retiraram o material que poderia continuar queimando e a prefeitura do Campus providenciou o corte da energia elétrica. O diretor do Departamento de Segurança Física e Patrimonial, Leandro Luiz de Oliveira, disse que o forro da sala, de cerca de 12 metros quadrados, além de papéis e bebidas, foram atingidos pelo fogo.

“Agora, os bombeiros vão fazer o laudo para apontar as causas do acidente”, afirmou Oliveira. Pessoas que acompanharam a ação acreditam que o princípio de incêndio pode ter sido provocado por um curto-circuito ou por uma xepa de cigarro. No entanto, no momento em que a fumaça começou a se espalhar não havia ninguém na sala, que estava com as portas fechadas.

Por Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom

Foto: Paulo Roberto Noronha/Agecom

Incêndio no CCE

Fogo sob controle

Tags: bombeirosCCEIncêndio