Estudo feito na UFSC pode auxiliar no desenvolvimento de informações nutricionais em restaurantes

11/03/2016 16:41

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve como objetivo verificar a percepção de adultos sobre calorias e avaliar a influência da disponibilização de informações nutricionais em restaurantes nas escolhas alimentares saudáveis.

A pesquisa fez parte da tese de doutorado da nutricionista Ana Carolina Fernandes, sob a orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença. O estudo foi apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de bolsas de doutorado e de estágio de doutorado sanduíche no exterior (Tufts University – EUA), bem como pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de financiamento da pesquisa.

Na primeira etapa, foram realizadas entrevistas em grupo com estudantes universitários da Grande Florianópolis. Temas comuns discutidos indicaram a compreensão do conceito de calorias como unidade de energia e sua baixa associação com alimentação saudável, uma vez que percebem esse conceito de forma mais ampla, relacionado à qualidade dos ingredientes e nutrientes, como tipos de gordura, alimentos integrais e com baixo teor de sódio. Em todos os grupos foram citados exemplos de alimentos calóricos e saudáveis, como abacate, castanhas e açaí.
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Pesquisa da UFSC estuda controle de gordura trans em produtos de lanchonetes da Universidade

09/09/2015 11:27

Os padrões e comportamentos alimentares da população têm sido influenciados por fatores como menor disponibilidade para o preparo das refeições e o tempo gasto nele, o aumento do número de vezes em que as pessoas comem fora de casa e o acréscimo do consumo de alimentos processados. Os produtos alimentícios industrializados mais comprados pelos brasileiros são os de panificação – salgados fritos e assados, biscoitos salgados, pizzas e sanduíches –, que apresentam elevado teor calórico e de gorduras, entre elas, a trans, que pode ocasionar diversos malefícios à saúde, como desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes melito, obesidade, depressão e câncer. Jovens no ambiente universitário consomem habitualmente produtos de panificação com presença da gordura trans.

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN), no contexto do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da UFSC, teve como objetivo implementar o controle de gordura trans em produtos de panificação de um fabricante que é fornecedor de lanchonetes do campus de Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo é resultado de uma dissertação de mestrado defendida em 2015 pela nutricionista Mariana Kilpp Silva, com orientação da professora Marcela Boro Vieiros, e parcerias com a professora Rossana Pacheco da Costa Proença e a egressa de doutorado, Vanessa Hissanaga-Himelstein.

 Etapas do estudo

O estudo foi executado em três etapas: a primeira foi a da identificação dos produtos de panificação com gordura trans comercializados nas lanchonetes do campus Florianópolis – a coleta de dados foi realizada nas 13 lanchonetes do campus. A etapa seguinte foi a seleção do fabricante, escolhido devido à possibilidade de fornecer maior número de produtos de panificação passíveis de conter gordura trans aos consumidores da Universidade. Na terceira etapa houve a implementação, no fabricante selecionado, do Método de Controle de Gordura Trans no Processo Produtivo de Refeições (CGTR), que ocorreu de novembro de 2014 a fevereiro de 2015.

Foram avaliados todos os produtos de panificação comercializados que continham rotulagem: pães de queijo, pães de batata recheados com requeijão, biscoitos salgados simples, salgados assados de massa branca e integral (empanadas, calzones e esfirras), salgados assados de massa semifolhada (croassãs e folhados), salgados fritos de massa cozida (coxinhas) e calzones doces.

Todas as lanchonetes comercializavam produtos de panificação com presença da gordura trans. Dos 120 produtos analisados por meio dos rótulos, 92 (76,7%) continham ingredientes passíveis de conter gordura trans, dos quais 60 (65,2%) foram identificados pela presença dessa gordura na tabela de informação nutricional, e 68 (73,9%) pela lista de ingredientes – devido ao uso de margarina (51,5%), gordura vegetal hidrogenada (27,9%) e gordura vegetal (20,6%).

Foram identificados 21 fabricantes que comercializavam produtos de panificação nas lanchonetes: o selecionado para o estudo os fornecia para três lanchonetes do campus da Universidade, com sete diferentes produtos de panificação, todos com ingredientes passíveis de conter gordura trans.

Na implementação do método CGTR, após acompanhamento e avaliação de todas as etapas do processo produtivo, foi identificado que todos os 39 produtos de panificação fabricados pela empresa utilizavam ingredientes passíveis de conter gordura trans, dos quais 59% possuíam em sua composição caldo de galinha industrializado; 54%, gordura vegetal hidrogenada; 44%, margarina industrial; 13%, requeijão cremoso original; e 3%, queijo cheddar – todos identificados com presença de gordura trans por meio das informações contidas nos respectivos rótulos.

Foram então realizados testes culinários para desenvolver novos produtos sem gordura trans: o teste dos recheios foi feito com a substituição do caldo industrializado por temperos frescos e naturais e por caldo industrializado sem gordura trans; além disso, houve a substituição de requeijão contendo gordura vegetal por produtos similares sem gordura trans. Para as massas, foram realizados testes culinários substituindo gordura vegetal hidrogenada e margarina por óleos vegetais (soja, girassol e algodão) e o caldo de galinha industrial por caldo de galinha caseiro. Com o desenvolvimento e testes das novas formulações, foi demonstrada a possibilidade de fabricar produtos de panificação isentos de gordura trans industrial.

Além dos testes, foram implementadas ações para o controle da gordura trans no local do estudo, que deram origem a diversas recomendações para fabricantes envolvidos no processo produtivo de produtos de panificação.

Resultados

Destaca-se a relevância do método CGTR no processo produtivo de refeições e, a partir do estudo, a viabilidade de implementá-lo na produção de produtos de panificação. A aplicação do método auxilia colaboradores e gestores da área de panificação a identificar a gordura trans no processo produtivo e propor ações corretivas para controlar seu uso ou eliminá-la. Da pesquisa também se conclui que o uso de óleos vegetais na fabricação de produtos de panificação e a utilização de insumos isentos de gordura trans são alternativas viáveis para seu controle nos alimentos, possibilitando aos consumidores opções mais saudáveis do ponto de vista nutricional.

Conclui-se, portanto, que disponibilizar, em lanchonetes de ambientes universitários e escolares, alimentos com melhor qualidade nutricional e isentos de gordura trans é uma forma de prevenir doenças, já que essa substância é, comprovadamente, nociva à saúde e não possui limite seguro de ingestão.

Contatos: Mariana Kilpp Silva: ; Marcela Boro Veiros: ; e Rossana Pacheco da Costa Proença: .

 Edição: Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos/Agecom/DGC/UFSC

 

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Pesquisa constata alto teor de sódio em alimentos diet e light

26/08/2013 08:29

NutricionistaWaleska Nishida – foto NUPPRE/UFSC

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e o Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve como objetivo comparar os teores de sódio de alimentos convencionais com os de alimentos industrializados com alegações de isenção ou redução nutrientes, entre os quais se inserem os alimentos diet e light. É resultado da dissertação de mestrado defendida pela nutricionista Waleska Nishida, em julho de 2013, sob orientação da professora do Departamento de Nutrição, Rossana Pacheco da Costa Proença, com a parceria da doutoranda Ana Carolina Fernandes.
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Pesquisa da UFSC analisa preocupante conteúdo de sódio em lanches de crianças e adolescentes

12/08/2013 09:54

Mariana Vieira dos Santos Kraemer

A pesquisa sobre o conteúdo de sódio em alimentos industrializados para lanche consumidos por crianças e adolescentes brasileiros foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É resultado da dissertação de mestrado defendida pela nutricionista Mariana Vieira dos Santos Kraemer, em julho de 2013, sob orientação da professora do Departamento de Nutrição, Rossana Pacheco da Costa Proença e parceria com a doutoranda Renata Carvalho de Oliveira.

A dissertação está inserida em um projeto amplo que, até o presente momento, gerou três dissertações. A primeira averiguou o conteúdo de sódio em alimentos prontos e semiprontos para o consumo (http://noticias.ufsc.br/2012/09/brasileiros-consomem-excesso-de-sodio-em-alimentos-prontos-e-semiprontos) , utilizados em refeições de almoço e jantar. A segunda analisou o conteúdo de sódio presente em alimentos diet, light e convencionais  (http://noticias.ufsc.br/2013/08/pesquisa-da-ufsc-constata-alto-teor-de-sodio-em-alimentos-diet-e-light) . E, a presente pesquisa teve como objetivo analisar o teor de sal/sódio declarado no rótulo dos alimentos industrializados comercializados no Brasil usualmente consumidos em lanches por crianças e adolescentes.

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