Curso de Engenharia Mecânica comemora 50 anos de fundação

30/05/2012 12:18

Aproximadamente 50 pessoas acompanharam as homenagens aos fundadores do primeiro curso da então Escola de Engenharia Industrial. Fotos: Wagner Behr / Agecom

Com muitas lembranças e a presença de pioneiros, o Curso de Engenharia Mecânica da UFSC comemorou cinco décadas nesta terça-feira, 29 de maio. Professores que participaram da fundação discursaram e recuperaram memórias da graduação implantada em 1962, numa parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O professor responsável por elaborar a grade curricular do curso, Caspar Erich Stemmer, também ex-reitor da UFSC, e os docentes Werner Adelmann e José da Costa Difini, que a partir de 1966 ajudaram a fortalecer o ensino de Engenharia Mecânica na UFSC, estavam entre os presentes.

A sessão solene foi conduzida pelo professor titular aposentado da UFSC Arno Blass, coordenador da Pós-Graduação em Engenharia Mecânica por 12 anos. Aproximadamente 50 pessoas acompanharam as homenagens aos fundadores do primeiro curso da então Escola de Engenharia Industrial.

Quando a UFSC iniciou o projeto de criação do curso não havia profissionais da área aptos a ensinar Engenharia Mecânica no Estado. Foi preciso buscar gente de fora e que já tivesse experiências bem-sucedidas. O então reitor João David Ferreira Lima firmou um convênio com a UFRGS. Assim foi a largada para a construção de um dos mais reconhecidos cursos de Engenharia Mecânica do país.

A proposta era trazer um contingente de professores regentes gaúchos a cada 15 dias, para ministrar aulas e também orientar os instrutores de ensino, jovens engenheiros recém-formados pela UFRGS. Estes instrutores tornaram-se, no futuro, responsáveis pelas disciplinas.

Os professores Werner Adelmann e José Defini foram profissionais que se dividiram entre Porto Alegre e Florianópolis. Eles contaram que é uma honra voltar a Santa Catarina depois de tanto tempo e apreciar o fruto de seu esforço. “Nós plantamos a semente, mas o grande mérito foi dos nossos colegas que continuaram nosso trabalho de forma muito competente”, afirmou Adelmann. “Nós nos dividíamos entre as duas cidades. Era puxado, mas sabíamos que iria valer a pena”, lembrou Difini.

A primeira formatura do novo curso da UFSC aconteceu em 19 de novembro de 1966, com 11 formandos homens e apenas uma mulher. Hoje, a cada semestre ingressam 55 novos estudantes e 2.700 engenheiros mecânicos já foram formados. Após cinco décadas, a Engenharia Mecânica da UFSC alcançou prestígio nacional e internacional. “É gratificante ver todo o trabalho que foi desenvolvido aqui”, destacou emocionado Difini.

Na última avaliação dos cursos de engenharia mecânica, realizada em 2009 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao MEC, a graduação da UFSC recebeu nota 5, valor máximo concedido pela equipe. As análises levam em conta três conceitos, e a Engenharia Mecânica da UFSC conquistou o máximo em todos. Entre 346 cursos de diferentes áreas avaliados em Santa Catarina, apenas quatro alcançaram nota 5 no quesito Conceito Preliminar de Curso (CPC), mais abrangente, que engloba o Enade e o Indicador de Diferença entre os Índices Esperado e Observado (IDD).

Assista também a matéria dos 50 anos do curso de Engenharia Mecânica feita pela TV UFSC aqui.

Por Nayara Batschke / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: Engenharia MecânicaUFSC

Engenharia Mecânica da UFSC completa 50 anos nesta terça-feira

29/05/2012 10:49

A UFSC comemora na tarde desta terça-feira, 29 de maio, os cinquenta anos de criação do curso de Engenharia Mecânica. A solenidade acontece às 16h30min no Auditório do Polo (Bloco A2), Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC), campus Trindade. Estão confirmadas as presenças da reitora, Roselane Neckel, e de dois professores que, em 1962, vieram do Rio Grande do Sul para implantar o curso: Werner Adelmann e José R. da Costa Difini.

Criado em 1962, o curso de Engenharia Mecânica foi a primeira graduação em engenharia da UFSC. Hoje é reconhecido pela formação de profissionais qualificados, pela sua atuação integrada com setores industriais, pela cooperação com instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais, bem como pela expressiva produção científica. O Departamento de Engenharia Mecânica conta com uma infraestrutura formada por 19 laboratórios, cinco núcleos de pesquisa, uma biblioteca setorial e uma empresa júnior.

Mais informações:
– Departamento do curso de Engenharia Mecânica
(48) 3721-9225

Tags: CTCEngenharia MecânicaUFSC

Na mídia: Embraer e USP inauguram centro de engenharia de conforto em aviões. UFSC integra parceria

09/04/2012 16:56

A Embraer e a Universidade de São Paulo (USP) inauguraram no dia 5 de abril, nas dependências da Escola Politécnica (Poli), na capital paulista, o Centro de Engenharia de Conforto (CEC). Construído no âmbito de um projeto realizado pela Embraer com apoio da FAPESP e em parceria com a USP, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o centro de pesquisa visa aperfeiçoar o conforto no interior de aeronaves, harmonizando padrões de estética e de funcionalidade.

Para atingir esse objetivo serão realizados testes com participantes treinados e habituados a viagens aéreas sobre os fatores que influenciam a sensação de conforto no interior de uma aeronave. Entre eles estão vibração, temperatura, pressão, ergonomia e iluminação.

Avaliados nos últimos anos de forma isolada por diferentes grupos das universidades participantes do projeto, juntamente com a equipe técnica da Embraer, esses fatores deverão ser estudados de forma integrada no CEC.

“Os pesquisadores que participam do projeto vinham trabalhando nos últimos três anos em projetos específicos, como os de conforto térmico e vibração. Com a inauguração do centro será possível verificar, por exemplo, como esses dois aspectos se relacionam”, disse Jurandir Itizo Yanagihara, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli e coordenador do projeto.

O centro de pesquisas reproduz um aeroporto, com sala de espera para o embarque, painéis de chegada e partida de vôos e rampa de acesso a um simulador de vôo, que simula todas as características do interior da cabine de uma aeronave.

Desenvolvido a partir de um modelo em tamanho real (mock up) e reformado de partes de cabines de jatos comerciais modelos 170 e 190, fabricados pela Embraer, o simulador – que tem 30 assentos e está instalado dentro de uma câmara de pressão –, reproduz condições muito próximas de um vôo real.

“Esse tipo de câmara é única no mundo. Só existe outra similar no Instituto Fraunhofer, na Alemanha, mas que é voltada para aviões de grande porte”, contou Yanagihara.

Segundo Yanagihara, uma das questões que serão avaliadas no novo centro de pesquisas é a influência da pressão interna na cabine sobre o conforto dos passageiros, sobre a qual há divergência na avaliação entre os dois maiores fabricantes de aviões no mundo (Boeing e Airbus) em relação à altitude ideal de vôo para não fazer com que os passageiros sintam mais cansaço durante uma viagem.

“Além de desenvolver modelos para prever o desconforto com variações de pressão dentro da cabine, os modelos também serão alimentados pelo trabalho experimental que estamos desenvolvendo”, disse Yanagihara.

Outros aspectos que estão sendo estudados no projeto são os efeitos da iluminação interna da cabine sobre a sensação de conforto e calor dos passageiros. Por meio de um novo sistema de iluminação de LED aeronáutico, que ainda não está presente nos aviões da Embraer, os pesquisadores avaliam qual a cor e a intensidade mais adequadas para diferentes fases do vôo, como uma cor mais fria e suave na decolagem e mais quente durante o serviço de bordo.

Em outro mock up, também instalado no centro de pesquisa, serão estudadas as possibilidade de controlar a temperatura ao redor dos passageiros (microclima) por meio das saídas de ar ou com sistemas de ventilação e de aquecimento das poltronas.

Os pesquisadores desenvolvem um difusor com uma geometria que cria uma corrente de ar mais circunscrita a uma região, de tal forma que o ambiente e microclima de um passageiro não altere o de seu vizinho de poltrona. “Existe um leque grande de possibilidades de estudos que poderemos realizar”, disse Yanagihara.

Para viabilizar o Centro de Engenharia de Conforto foi necessário desenvolver sistemas inéditos, como o de controle de variação de temperatura e umidade no interior da cabine – criado por uma empresa fundada por um engenheiro formado pela Poli –, e o sistema responsável por reproduzir os efeitos acústicos e de vibração dentro da cabine, construído por pesquisadores participantes do projeto.

Modelo de cooperação

Na avaliação de Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, o projeto de pesquisa sobre conforto e design de cabines que a empresa conduz em parceria com as universidades está na vanguarda das pesquisas realizadas nessa área e representa um modelo de cooperação entre empresa e instituições de pesquisa para se fazer inovação.

“Ninguém consegue mais evoluir sozinho, somente com base em seus próprios esforços. Cada vez mais precisamos avançar na colaboração, fundindo ideias, como será feito nesse centro de pesquisas de classe mundial, que exigirá um esforço muito grande de coordenação”, disse.

A Embraer já mantinha parcerias de cooperação tecnológica com as universidades do projeto, como a UFSC, com quem realizava pesquisas sobre conforto vibroacústico, além da UFSCar, na área de ergonomia, e com a USP, sobre conforto térmico e pressão de cabine. Em 2005, a empresa procurou Yanagihara para construir uma rede de pesquisa envolvendo as três universidades e grupos de pesquisadores com quem a empresa já vinha realizando projetos.

A rede de pesquisa foi formada por integrantes dos departamentos de Engenharia Mecânica e de Engenharia de Produção da Poli e dos Institutos de Ciências Biomédicas e de Psiquiatria da USP, da engenharia de produção da UFSCar e da engenharia mecânica da UFSC.

Um dos resultados do projeto já absorvidos pela Embraer no desenvolvimento de suas aeronaves foi um modelo de predição de ruídos que a empresa utiliza no desenvolvimento do sistema de ar condicionado de algumas de suas aeronaves.

“Todo conhecimento gerado pelo projeto está sendo absorvido. A ideia é não esperarmos até a conclusão do projeto para usar as ferramentas que estão sendo criadas, mas aproveitarmos as janelas de oportunidades de aplicações”, disse André Gasparotti, gestor de projetos de desenvolvimento tecnológico nas áreas de conforto de cabine, design e ruído externo da Embraer.

O projeto está recrutando voluntários para participar dos testes de conforto em aeronaves. Os interessados podem se cadastrar pela página de internetwww.lete.poli.usp.br/confortodecabine/inicio.html .

Por Elton Alisson, da Agência Fapesp.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/15414

Tags: aeronáuticaEngenharia MecânicaUFSC

Engenharia Mecânica faz 45 anos

08/12/2011 15:00

O reitor Alvaro Prata e os professores Edison da Rosa, diretor do Centro Tecnológico, e Orestes Alarcom, chefe do Departamento de Engenharia Mecânica, participam nesta sexta-feira, 9 de dezembro, do encontro para celebrar os 45 anos de formatura da primeira turma do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina.

A solenidade será realizada às 20h, no restaurante Lindacap. Foram convidados os 12 alunos da primeira turma e alguns professores, além de servidores e familiares. A reitoria está promovendo a homenagem, em parceria com o Centro Tecnológico e o Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC.

Mais informações com o professor Fredel: 3721-7702

Tags: Engenharia Mecânicaformatura
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