Pesquisadores da UFSC apontam que uso controlado do fogo pode mitigar incêndios em campos de altitude

Manejo do fogo pode até ser benéfico para o ecossistema dos campos de altitude. (Fotos: Divulgação Peld/Bisc)
Grandes incêndios em campos podem ser evitados com o manejo adequado do fogo. É isso que demonstram os estudos desenvolvidos por pesquisadores do Programa Ecológico de Longa Duração sobre Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC), vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As pesquisas orientaram a primeira operação de Manejo Integrado do Fogo no Parque Nacional de São Joaquim (SC), realizada neste ano.
A reserva ambiental, situada na região serrana do estado, é uma área de Mata Atlântica composta por “mosaicos campestres florestais”, ou seja, manchas de floresta em meio a uma paisagem de campos, como explica Rafael Barbizan, doutor em Ecologia pela UFSC e vice-coordenador do PELD-BISC. Nesses campos a queima pode ser não só benéfica, mas essencial.
A biomassa – material orgânico como folhas mortas – é um combustível natural para o fogo que, se não aplicado de forma prescrita, isto é, com planejamento, pode ser devastador. Os pesquisadores alertam que a queima deve ser realizada em áreas específicas para que a biomassa não se acumule e contribua para a ocorrência de incêndios.
O coordenador do programa Eduardo Giehl aponta, no terceiro episódio do podcast Pod[e] Bisc, que políticas de fogo zero não são adequadas para todos os ecossistemas. Também enfatiza que a queima não deve ser feita por qualquer pessoa. No caso do Parque Nacional de São Joaquim, profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram a operação seguindo protocolos rígidos que garantiram a segurança da operação.
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