UFSC vence prêmio nacional com projeto Ebó Epistêmico

O Programa de Pesquisa, Ensino e Extensão Ebó Epistêmico, conquistou o 1º lugar no Prêmio de Divulgação Científica da ABA, na categoria Ações Presenciais.
O Programa de Pesquisa, Ensino e Extensão Ebó Epistêmico, desenvolvido no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), venceu o Prêmio de Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na modalidade Ações Presenciais.
A premiação foi entregue em 15 de julho, durante a 35ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada em Goiânia (GO), e reconheceu o subprojeto Ebó Epistêmico nas Escolas, dedicado à promoção do letramento racial e da educação antirracista em escolas públicas catarinenses.
O Programa Ebó Epistêmico é coordenado pelas professoras Alexandra Alencar, Flavia Medeiros e Thainá Castro, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O subprojeto premiado foi coordenado pela professora Alexandra Alencar, do Departamento de Antropologia, com financiamento do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação da UFSC.
Entre 2024 e 2026, estudantes de graduação e pós-graduação participaram das ações desenvolvidas em escolas públicas de Palhoça, Joinville, Itajaí, Criciúma, Lages e Chapecó. As oficinas promoveram debates sobre relações étnico-raciais, identidade, combate ao racismo e valorização da diversidade, aproximando a universidade das comunidades escolares por meio da integração entre ensino, pesquisa e extensão.
Para Jo P. Klinkerfus, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e coordenadora de comunicação do projeto, o prêmio representa o reconhecimento de um esforço coletivo. “É uma felicidade imensa poder ter esse reconhecimento por todo o trabalho realizado com muito afinco, afeto e entrega à educação. As madrugadas passadas em vans para realizar oficinas de manhã cedo em outras cidades valeram a pena. A luta antirracista vale a pena”.
Além da premiação, o Programa Ebó Epistêmico celebra outros marcos importantes em 2026. Um deles é o lançamento da Bori revista, publicação artística textual e imagética produzida pelo grupo. Inspirada no ritual de matriz africana que dá nome à revista bori, expressão iorubá que significa oferenda à cabeça, a publicação reúne conteúdos sobre as ações desenvolvidas anualmente pelo programa e amplia o diálogo sobre letramento racial, cultura afro-brasileira e produção de conhecimento.
O grupo também promove a sétima edição do evento Fazendo Cruzos com Antropologias, Artes e Museologias, iniciativa que reúne pesquisadores, artistas e estudantes para debater temas relacionados às relações raciais, às artes e às diferentes formas de produção e circulação do conhecimento.








