Mobilização pela UFSC em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville reúne milhares de pessoas

16/05/2019 14:57

A mobilização em defesa da universidade pública, que reuniu milhares no campus da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, e posteriormente chegou às ruas da capital aconteceu também nos outros quatro campi da UFSC. Em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, estudantes, técnicos-administrativos em Educação (TAEs) e professores reuniram-se em rodas de conversa, assembleias e saíram em passeata pelas cidades, juntando-se, inclusive, a outras instituições de ensino.

UFSC Araranguá

A comunidade universitária da UFSC Araranguá reuniu cerca de 700 pessoas na manhã desta quarta-feira, para um ato em defesa das universidades federais e a UFSC. Participaram estudantes,

Em Araranguá o ato reuniu cerca de 700 pessoas. (Foto: Jonas De Medeiros Goulart/UFSC).

docentes e servidores técnico-administrativos. A mobilização começou na unidade Jardim das Avenidas e partiu em caminhada em direção ao centro da cidade. No local, fizeram panfletagem mostrando os ganhos da cidade tendo a universidade sediada na região e também todos os cursos e projetos de pesquisa e extensão que a UFSC oferece aos seus alunos e à comunidade.

O professor da Coordenadoria de Física, Química e Matemática, Bernardo Borges foi um dos representantes da Apufsc-Sindical. “Estamos aqui em defesa aos ataques contra as universidades federais, principalmente com os últimos cortes de verbas. A manifestação de hoje é um sucesso pela grande adesão.”

O aluno Eriel Bernardo Albino de Engenharia de Computação destacou as pautas para a manifestação dos estudantes. “Cada um pode ter sua pauta, mas a nossa pauta geral é em relação aos cortes de verbas para as instituições federais. Fizemos uma passeata e agora entrega de panfletos, essa é a nossa maneira de protestar, mostrando a importância da UFSC.”

com informações de Jonas Gourlart / Comunicação Institucional / UFSC Araranguá

UFSC Blumenau

Nem o tempo instável da última quarta-feira (15/5) abalou a mobilização de servidores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Blumenau em defesa da educação. O movimento que uniu forças ao Instituto Federal Catarinense (IFC) – Blumenau e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Gaspar tomou as ruas do centro da cidade, rumo à Praça do Teatro Carlos Gomes.

Centenas participaram do ato em Blumenau. (Foto: Tamara Kiernan).

Vestidos com roupas pretas, às treze horas a passeata saiu, em tom fúnebre, da Sede Acadêmica do Campus Blumenau da UFSC pela Rua João Pessoa, no bairro Velha, rumo à primeira parada, na Prefeitura de Blumenau. Estudantes carregavam faixas, cartazes e, simbolicamente, um caixão no qual se lia a palavra “Educação” gravada. No local, mais pessoas juntaram-se à mobilização: estudantes e professores da educação básica da região, além de movimentos sociais e sindicatos.

A organização do ato, entretanto, reforçou aos presentes e à imprensa o caráter suprapartidário e plural da iniciativa. “Essa mobilização partiu integralmente dos estudantes, sem viés político ideológico. Quando soubemos dos cortes, tivemos uma assembleia no Campus e logo após os estudantes se reuniram para planejar o que iria ser feito diante disso. Quando vimos que as atividades da universidade já poderiam paralisar a partir de agosto ou setembro, decidimos lutar pela nossa educação por meio de uma manifestação pacífica”, explicou Dartagnan Machado, aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação da UFSC Blumenau.

Um dos principais objetivos do movimento foi dialogar e demonstrar à população o que efetivamente é desenvolvido pelas universidades e institutos federais. Ainda na Praça do Teatro Carlos Gomes foram expostos banners com os projetos de pesquisa e extensão concluídos e em andamento. Estudantes e servidores distribuíram materiais informativos às pessoas que passavam pelo local, como forma de esclarecer e desconstruir notícias falsas (fake news) veiculadas virtualmente. No encerramento foi lido, em forma de coro, um manifesto em defesa da educação pública, universal e de qualidade para todos.  Segundo a organização cerca de 800 pessoas participaram do ato ao longo de toda a tarde. Segundo os números da Polícia Militar, 400 pessoas estiveram presentes. De acordo com o Comando da PM, nenhuma ocorrência foi registrada.

com informações de Camila Collato/ Comicom / UFSC Blumenau

 

UFSC Curitibanos

Mobilização em frente à Prefeitura Municipal de Curitibanos. (Foto: Gabriel Olivo/UFSC)

Em Curitibanos, pela manhã, acadêmicos, professores e técnicos administrativos realizaram uma roda de conversa e confeccionaram cartazes e faixas. No período da tarde integrantes da comunidade universitária se reuniram em frente a Prefeitura Municipal e expuseram banners de atividades de pesquisa realizadas no campus. Em seguida, seguiram em passeata pelo centro da cidade. As atividades contaram ainda com  panfletagem e conversa com a população sobre a importância da universidade pública para a região. O diretor do campus Juliano Gil Nunes Wendt enalteceu a importância da mobilização em relação aos cortes que podem impactar diretamente toda a sociedade.

com informações de Manu Vogel / Agente de Comunicação / UFSC Curitibanos

 

 

UFSC Joinville

Mobilização em Joinville. (Foto: Marcelo Kunde/UFSC)

Apesar da chuva, em Joinville a mobilização começou pela manhã, com um café coletivo, seguido de uma roda de conversa sobre um histórico do movimento estudantil mediado pela servidora Amarilis Laurenti. Cerca de 150 pessoas participaram das atividades. Em seguida, os professores Wagner Pachekoski e Fátima Machado falaram sobre projetos de pesquisa e de extensão no campus de Joinville. O que são estes projetos e o que já foi afetado pelos cortes e contingenciamentos e lembraram questões como a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

As assistentes sociais Giana Laikovski e Michele de Souza fizeram um relato sobre programas assistenciais aos estudantes e o histórico de lutas por estes programas, como auxílio moradia, por exemplo, subsidiados pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). A mudança do perfil socioecononômico com a lei de cotas em 2012, aumentando o número de estudantes de escola pública e de baixa renda, também fez ser necessário um investimento maior em políticas de permanência nas universidades.

Vanessa Lima fez um recorte sobre “O que significa ir para casa em agosto”, em referência à uma fala da diretora do campus, Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto, em reunião com alunos, falando que os orçamentos começam a ser cortados das universidades. Em Joinville há uma exceção na manutenção predial por se tratar de um local alugado, mas em outras universidades e campi da UFSC, não é assim, e manutenções básicas podem ser cortadas aos poucos. Assim, não haverá um fechamento da universidade, mas um desmonte, podendo faltar serviços de limpeza, materiais de higiene e outras questões básicas.

João Luis Bertoli, economista do IELUSC analisou, a partir da década de 90, o endividamento público com o plano real, do ajuste fiscal feito na época e como colocaram a taxa de câmbio a menos de um real, quando na época, 25% do PIB era proveniente da indústria, porém houve uma taxa de juros muito alta, causando o alto endividamento público. Em decorrência do endividamento, privatizações passaram a ser feitas, foram criados fundos sociais e a lei complementar ou lei de responsabilidade fiscal e estabeleceu metas de superávit primário, cortando gastos com saúde, educação, entre outros. Bertoli falou que uma auditoria poderia rever a questão da dívida pública, o que poderia alterar a questão do emprego, da economia e das verbas destinadas à saúde, segurança e educação, por exemplo.

À tarde, a partir das 15h, houve uma manifestação na Praça da Bandeira ao lado do terminal central de Joinville. A manifestação ocorreu com a presença da comunidade universitária do IFSC e UDESC.

com informações de Marcelo Kunde/Agente de Comunicação/UFSC Joinville

 

 

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