Aluno e professora do CCE denunciam caso de discriminação à reitoria

22/04/2014 19:08

Aluno da UFSC denuncia pixação antissemita, homofóbica e com ameaça de morte. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Durante reunião no gabinete da reitoria na tarde desta terça-feira, 22 de abril, chegou ao conhecimento da vice-reitora Lucia Helena Martins Pacheco um caso de homofobia e discriminação religiosa na UFSC. O estudante de Letras – Língua Portuguesa, Gabriel Eigenmann Carvalho, encontrou uma pichação de conteúdo antissemita e homofóbico na porta de um dos banheiros masculinos do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Gabriel identificou-se como a vítima da ofensa, pois, segundo ele, não há outros estudantes judeus homossexuais que estudem nos mesmos curso e turno (diurno) citados na mensagem.

O acadêmico percebeu a pichação há cerca de duas semanas; não há assinatura, e, até o momento, quem escreveu as mensagens não foi identificado – na porta do banheiro já existia um texto de conteúdo antissemita escrito há mais de um ano.

Depois de ler a pichação, Gabriel – que é membro do Coletivo LGBT Gozze! – comunicou o Departamento de Línguas e Letras Vernáculas (DLLV) e entrou em contato com a reitoria; primeiro por meio do coletivo e, depois, por intermédio da Associação Israelita Catarinense (AIC), da qual participa.

Na reunião desta tarde, a professora emérita do DLLV Leonor Scliar-Cabral, presidente da AIC, entregou à reitoria documento repudiando a mensagem que, para ela, incita a violência e constitui uma ameaça de morte ao estudante. A professora destacou o agravante de a violência ser motivada por ódio a duas minorias sociais.

De acordo com a lei federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, é crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A vice-reitora Lucia Helena Martins Pacheco destacou que a UFSC opõe-se, totalmente, a qualquer forma de discriminação, e que uma comissão de sindicância deve ser aberta para apurar quem pichou as mensagens, a fim de que as providências cabíveis sejam tomadas. A instituição prepara uma campanha voltada ao combate a preconceitos de qualquer natureza.

Matheus Alves / Estagiário de Jornalismo na Agecom / UFSC

Claudio Borrelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC

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