Pesquisadora da UFSC Blumenau identifica vestígios de sangue em centro de tortura da ditadura militar

Maryah Elisa Morastoni Haertel, pesquisadora da UFSC Blumenau, com amostra de restos de sangue. Foto: Arquivo Pessoal.
A pesquisadora Maryah Elisa Morastoni Haertel, técnica de laboratório de Física do campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi responsável pelas análises que identificaram resíduos biológicos compatíveis com sangue humano no prédio onde funcionou o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo (SP), durante o período da ditadura militar.
A descoberta foi realizada por meio de um projeto de pesquisa interinstitucional, coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com participação da UFSC Blumenau, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de São Paulo (USP). A equipe de arqueologia era composta somente por mulheres e o resultado da pesquisa foi publicado recentemente na Forensic Archaeology, Anthropology and Ecology.
Durante a década de 1970, o complexo do DOI-Codi de São Paulo foi o principal centro de repressão da ditadura militar, com mais de sete mil pessoas detidas no local e pelo menos 52 mortes documentadas. O prédio de três andares, localizado na Rua Tutóia, no bairro Vila Mariana, foi um dos mais ativos centros de tortura, interrogatório, assassinato e desaparecimento do país.
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