Sepex contará com atividades para promover a cultura da sustentabilidade

14/11/2012 16:33

Geodex será uma das ações promovidas na Sepex pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio +20

A 11ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex), que acontece de 21 a 24 de novembro, contará com atividades realizadas pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio +20. O objetivo das ações é aproximar a geração de estudantes ingressantes na UFSC em 2012 à cultura da sustentabilidade, estimulando-os a assumir um compromisso ético intergeracional em sua formação universitária.

A primeira ação específica é a Recepção dos Calouros 2012, em que o Comitê pretende sensibilizá-los de duas formas para questões da sustentabilidade: por meio de envolvimento prévio virtual, em uma rede onde grupos atuarão de forma colaborativa em torno das temáticas da Rio +20, para participação com músicas e poemas no Festival Cultural Arte para a Sustentabilidade; e pelo evento de recepção, que será realizado dia 21 de novembro, quarta-feira, às 17h, no Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos. São esperados 2500 calouros para a solenidade, na qual será apresentado o projeto do Comitê como exemplo de engajamento da juventude no compromisso entre gerações para a sustentabilidade.

A segunda atividade é a Oração Ecumênica pelo Planeta. Trata-se de uma ação local-planetária entre jovens do mundo todo que queiram fazer uma reflexão, oração ou manifestação artística, afirmando um compromisso pela participação na construção de um mundo melhor e mais sustentável. A celebração será realizada no Templo Ecumênico da UFSC, às 18h do dia 22 de novembro, quinta-feira, e será conduzida pelo frei Luiz Antonio Frigo e pelo professor Daniel José da Silva.

A terceira ação específica é a Geodex, espaço bioconstruído de bambu que abrigará atividades alternativas durante a Sepex – práticas, capacitação, troca de saberes, arte, cultura e cooperação para sustentabilidade – e ficará ao lado do lago do Restaurante Universitário. Será conduzida por diferentes grupos envolvidos com a temática ambiental na UFSC (além do Comitê, GTHidro, NEAmb, Instituto Çarakura, GEABio, Escola Velatropa, Grupo Tecendo, entre outros). Durante a Sepex, a programação da Geodex incluirá yoga, meditação, capoeira, oficinas de manutenção de bicicletas, minicursos, diálogos, participação comunitária, exposições, apresentações culturais, feiras de trocas e de sementes, entre outras atividades. A construção da estrutura geodésica aconteceu nos dias 26 e 27 de outubro e teve a participação de aproximadamente 40 pessoas.

O planejamento de todas as atividades foi inspirado nos resultados obtidos do processo de facilitação do Comitê, que estão descritos no documento “Demandas Civilizatórias do Processo de Facilitação da Sociedade Civil do Comitê Catarinense para a Rio +20”, disponível no site www.riomais20sc.ufsc.br. O Comitê surgiu em janeiro deste ano sob a coordenação do professor Daniel, com o compromisso de trabalhar para garantir o desenvolvimento sustentável em solidariedade com futuras gerações.

Mais informações:

Professor Daniel José da Silva: .

www.geodex.ufsc.br

www.sepex.ufsc.b

 

Isadora Ruschel / Estagiária de Jornalismo na Agecom / UFSC

Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC
 

Tags: 11ª SepexRio+20UFSC

Audiência apresenta trabalhos do comitê catarinense na Rio+20

19/09/2012 15:15

Audiência pública foi realizada no último sábado, 15 de setembro, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Florianópolis. Foto: Rodrigo Parente Botarro

No último sábado, 15 de setembro, foi realizada no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a audiência pública para a apresentação dos resultados do trabalho do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20. O evento teve por objetivo registrar os depoimentos dos participantes dos eventos da Rio + 20, apresentar os documentos oficiais da Conferência e dos eventos paralelos, além de construir estratégias de disseminação das mensagens da Rio+20 junto à sociedade catarinense.

A audiência foi aberta oficialmente pela reitora da Universidade Federal de Santa Catarina,  Roselane Neckel. “A Universidade é um espaço de teoria, mas essa teoria tem que estar em diálogo com a realidade. É isso que faz com que nós tenhamos papel essencial na transformação da nossa sociedade”, disse. Para finalizar, a reitora declarou que  um dos principais focos de sua gestão é constituir um comitê gestor de questões ambientais na UFSC.

Na sequência foram apresentados cinco documentos relacionados à Rio+20: a declaração da “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – O Futuro que queremos”, a Declaração Final da Cúpula dos Povos na Rio+20, a Declaração Kari-Oca dos Povos Indígenas sobre Rio+20 e Mãe Terra, a Carta do Major Group Crianças e Jovens e a  Carta dos Comitês Estaduais e Locais à Assembleia dos Povos. Todos os documentos estão disponíveis online e podem ser acessados pelo link http://riomais20sc.ufsc.br.

À tarde, a plenária foi aberta para a participação do público. Todos os depoimentos e demandas serão incluídos no documento final a ser encaminhado e protocolado pelo Ministério Público. Maria Gabriela Knapp, membro da coordenação do Comitê Catarinense, acredita da força do jovem como agente de mudança. “Os jovens têm energia, novas ideias e capacidade de diálogo com as novas e antigas gerações” diz. Os próximos passos do Comitê são partir para uma jornada catarinense de apresentação dos resultados e a continuação do grupo como um projeto permanente na Universidade.

A programação contou também com a apresentação teatral “Gaia: um romance universal”, produzida pelos alunos da Escola Municipal Professora Ada Sant’Anna da Silveira, de Joinville.  Também foi apresentado o desenho e a redação da aluna Ana Beatriz Pereira Machado, da quarta série da Escola Básica Municipal Donato Alípio de Campos, de Biguaçu, vencedores do Concurso “Ao Redor de Iberoamérica 2012”, sobre a visão infantil sobre Cidades Sustentáveis, um projeto de educação de valores ambientais promovido pela Proactiva Meio Ambiente com apoio da Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI).

A seguir, veja um resumo dos cinco documentos apresentados:

Declaração da conferência

Professor em Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC, Daniel José da Silva destacou que a declaração da “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – O Futuro que queremos” representa um discurso comum de todos os 197 países signatários e que isso demonstra uma visão global sobre o tema. O Comitê Catarinense se concentrou nos avanços presentes no documento de 283 parágrafos. A erradicação da pobreza foi definida como um dos maiores desafios globais da atualidade. Concluir até 2015 as metas acordadas internacionalmente como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a importância da força dos povos como agentes de tomadas de decisões foram alguns dos assuntos citados no capítulo Nossa Visão Comum.

No capítulo II – Renovação do compromisso político, foram propostos novos instrumentos de medida de crescimento, em complemento ao PIB, mais amplos e que levem em conta questões ambientais; o reconhecimento da expressão “Mãe Terra”, que consagra direitos da natureza e responsabilidade do ser humano; também foi lançado um apelo pela adoção de abordagens holísticas e integradas do desenvolvimento sustentável.

O conceito de Economia Verde, presente do capítulo III, foi bastante discutido ao longo de todo o documento e da própria Conferência. Foi declarado que os modos de produção e consumo, frutos da cultura estabelecida na sociedade moderna, tornam impossível o desenvolvimento sustentável e impõem a necessidade da melhoria da eficiência de utilização dos recursos naturais. Foi adotado o Programa-Quadro de 10 anos para produção e consumo sustentáveis (criado a partir da Rio+10, realizada em Joanesburgo, em 2002). No texto do capítulo está registrado o convite à Assembleia-Geral da ONU a designar, em setembro de 2012, um Estado-membro para operacionalizá-lo.

O membro do Comitê Catarinense Diego Souza apresentou o capítulo IV – Quadro Institucional, que propõe uma integração mais completa das dimensões política, econômica e ambiental do desenvolvimento sustentável. Entre as ações estabelecidas pelo capítulo para serem postas em prática estão: expandir as atividades do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC); estabelecer um fórum político de alto nível que substitui a Comissão e acompanha as atividades; encorajar ações nos níveis regional, nacional, subnacional e local para promover o acesso à informação, a participação pública no processo decisório e o acesso à justiça em questões ambientais.

O capítulo V – Quadro de ação e acompanhamento relaciona os temas a serem enfocados nos próximos anos. São eles: erradicação da pobreza; agricultura sustentável, segurança alimentar e nutricional; água e saneamento; energia; turismo sustentável; transporte sustentável; cidades e assentamentos humanos sustentáveis; saúde e população; promoção de emprego pleno e produtivo, trabalho decente para todos, e proteção social; mares e oceanos; pequenos Estados insulares em desenvolvimento; países menos desenvolvidos; países em desenvolvimento sem acesso ao mar; África; esforços regionais; redução do risco de desastres; mudança climática; florestas; biodiversidade; desertificação, degradação de solos e seca; montanhas; produtos químicos e resíduos; produção e consumo sustentáveis; mineração; educação; igualdade de gêneros e empoderamento da mulher.

Para os meios de implementação, capítulo VI, as Nações Unidas definiram um comitê intergovernamental, compreendendo trinta especialistas nomeados por grupos regionais, com base na representação geográfica equitativa que irá preparar um relatório que proponha opções sobre uma Estratégia de Financiamento do Desenvolvimento Sustentável eficaz para facilitar a mobilização de recursos e sua efetiva utilização, concluindo o trabalho em 2014. Também está garantido pelo documento o registro dos compromissos voluntariamente assumidos na Conferência, mantidos como base na internet para seu acompanhamento e continuidade.

Declaração final da cúpula dos povos

O segundo documento apresentado foi a Declaração Final da Cúpula dos Povos na Rio+20. A Cúpula dos Povos na Rio +20 por Justiça Social e Ambiental ocorreu paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), organizado pela sociedade civil. O evento paralelo foi um sucesso de público, reunindo cerca de 30 mil pessoas por dia no Aterro do Flamengo. O Comitê Catarinense teve importância direta na construção do documento, pois foi responsável por conduzir a dinâmica Convergência das Juventudes para a Defesa dos Bens Comuns e Contra a Mercantilizaçao da Vida.

A declaração manifesta que os bens comuns devem ser mantidos preservados e que o acordo global oficializa o cuidado destes. Também a cultura e a comunicação fazem parte do conjunto de bens comuns e não devem ser alvo de mercantilização ou colonização. A questão da soberania alimentar também foi levantada. Segundo o documento “A soberania alimentar é a proposta campesina-indígena alternativa às múltiplas crises do capitalismo”, e defende a adoção da agroecologia como caminho para a transformação do sistema de produção de alimentos.

Declaração dos povos indígenas

A seguir foi apresentada a Declaração Kari-Oca dos Povos Indígenas sobre Rio+20 e Mãe Terra. A Declaração da Kari-oca 2 foi entregue pela marcha dos Povos Indígenas, com participantes aborígenes de várias partes do mundo ao representante do governo brasileiro na Rio+20, Ministro Gilberto Carvalho, que se comprometeu a levar o documento até os participantes da Conferência.

O documento é considerado um referencial para o conhecimento do pensamento indígena e estabelece a cultura como quarto pilar para o desenvolvimento sustentável. Além disso, a declaração convida a repensar o modo de consumo e produção na sociedade focando nas comunidades sustentáveis com base nos conhecimentos indígenas e no desenvolvimento capitalista. A declaração também reconhece o direito da Terra de criar e manter a vida e rejeita as promessas falsas do desenvolvimento sustentável, citando que não existe tal coisa como “mineração sustentável” ou “petróleo ético”.

Carta das crianças e jovens

A Carta do Major Group Crianças e Jovens não foi reconhecida pela ONU como documento oficial, e apresenta o desapontamento desse grupo com os resultados da Rio + 20 e enaltece a necessidade de cooperação intergeracional.

Carta dos comitês estaduais

O último documento apresentado na audiência foi a Carta dos Comitês Estaduais e Locais à Assembleia dos Povos. A Rede de Comitês Estaduais e Locais que se formou espontaneamente estima ter dialogado diretamente com mais de 100 mil pessoas nos Estados de  São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Os comitês criaram o endereço http://forumdospovos.net que pode ser acessado para o acompanhamento das atividades.

De março a junho foram realizados Diálogos Sociais em cinco regiões do estado de Santa Catarina: Florianópolis, Araranguá, Chapecó, Joinville e Lages. Nestas reuniões com a sociedade civil foram abordados temas como: Água e Saneamento, Planejamento Territorial, Educação e Cultura, Agricultura, Economia Verde e Governança. Dos Diálogos Sociais resultaram demandas civilizatórias que foram utilizadas pelos representantes do Comitê Catarinense para representar o povo catarinense nas discussões durante a Rio+20.  Na Síntese da Demandas Civilizatórias  do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20 (SDCSC) são destaques a implementação da Educação Ambiental em todos os níveis de educação formal e não formal e transdisciplinar; o incentivo por meio de subsídios para o desenvolvimento de tecnologias limpas; a construção de planos diretores municipais a partir do processo participativo; a valorização do profissional da educação; alternativas para o transporte público urbano e o incentivo a produção orgânica. Também são demandas uma mudança de comportamento de uma cultura da indiferença para uma cultura da sustentabilidade; a transmissão de campanhas com a temática da sustentabilidade em horário nobre nos meio de comunicação e a busca pelo consumo consciente.

Patrícia Cim / Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC
 

Tags: Rio+20UFSC

Programa ao vivo sobre resultados da Rio+20

19/09/2012 14:27
O programa Conexão TVCOM, canal 36 da NET, exibe ao vivo nesta quarta-feira, dia 19, às 18h30, a apresentação dos resultados da Audiência Pública sobre a Rio+20 pelo professor Daniel da Silva e membros do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20.
A Audiência Pública foi realizada no último sábado, 15 de setembro, presidida pela reitora Roselane Neckel e coordenada pelo professor Daniel da Silva. O evento teve como intuito ouvir e registrar os depoimentos dos participantes dos eventos da Rio+20, apresentar os documentos oficiais da conferência e eventos paralelos, e construir estratégias de disseminação das mensagens da Rio+20 junto à sociedade catarinense.
Tags: Rio+20TVCOMUFSC

UFSC organiza audiência pública sobre trabalhos do Comitê Rio+20

03/08/2012 12:44

A Universidade Federal de Santa Catarina organiza no dia 15 de setembro, às 9 horas, uma audiência pública para apresentar os resultados do trabalho do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio + 20. O evento acontece no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Santa Catarina.

A Audiência tem três objetivos. Um deles é ouvir e registrar os depoimentos dos participantes nos eventos da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Cúpula dos Povos e demais atividades paralelas realizadas no período de 13 a 24 de Junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.

Outro objetivo é apresentar os documentos oficiais da Rio+20: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS); Cúpula dos Povos (CP); carta dos Comitês Estaduais Brasileiros para a Rio+20 (CCEB) e Síntese das Demandas Civilizatórias do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20 – SDCSC.

Por fim, a Audiência visa construir estratégias de disseminação das mensagens da Rio+20 junto à sociedade catarinense, que serão encaminhadas aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, às organizações educacionais, sociais, públicas, privadas e à mídia impressa e audiovisual. A perspectiva é contribuir para uma adaptação e ajustamento de conduta da sociedade catarinense à cultura e aos mandatos legais da sustentabilidade.

Saiba mais:

Comunicado de Audiência Pública

Edital de convocação, assinado pela reitora Roselane Neckel

 

Serviço

O quê:  audiência pública para apresentação dos resultados do trabalho do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio + 20

Quando: 15 de setembro

Onde: Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Santa Catarina, à Rua Paschoal Apostolo Pitsica, 4860, Florianópolis, SC, CEP 88025-255.

Mais informações: www.riomais20sc.ufsc.br

Tags: Rio+20UFSC

Reitora da UFSC participa da Rio+20

22/06/2012 13:11

A convite da Secretaria Geral da Presidência da República, a reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Roselane Neckel, visita nesta sexta-feira a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. “Viajo para dar apoio aos professores e estudantes que nos representam no evento”, disse ela.

A programação da visita inclui a participação na conferência “Diálogos federativos – Por uma agenda nacional de desenvolvimento sustentável pós Rio+20”, no auditório CNO – 1/Parque dos Atletas.

A reitora aproveitará para prestigiar alguns projetos desenvolvidos pela UFSC e que estão sendo apresentados no evento, incluindo o Barco Solar, executado com financiamento do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, CNPq e INCT EREEA (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia).

Também foram apresentadas na conferência as propostas recolhidas pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20, composto pelo Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental/CTC da UFSC, Fórum Permanente para a Preservação do Aquífero Guarani e das Águas Superficiais (ligado à Assembleia Legislativa do Estado) e Grupo Transdisciplinar de Pesquisa em Governança da Água e do Território.

Esta semana foi lançada na Rio+20 a obra “Transgênicos para quem? Agricultura, Ciência, Sociedade”, organizada pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O professor Rubens Onofre Nodali, do Departamento de Fitotecnia da UFSC, que pesquisa os transgênicos há mais de 20 anos, é autor de um dos artigos da publicação, organizada pela brasileira Magda Zanoni e pelo francês Gilles Ferment.

Por Paulo Clóvis Schmitz, jornalista da Agecom/UFSC.

Tags: Rio+20Roselane NeckelUFSC

Conferência Preparatória para a Cúpula dos Povos e Rio+20

05/06/2012 18:14

Acontece neste sábado, 9 de junho, a Conferência Preparatória para a Cúpula dos Povos e Rio+20. O evento, que será realizado pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20, no auditório da  Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Florianópolis, às 8h30min, tem como objetivo produzir as sínteses civilizatórias que serão encaminhadas às plenárias de convergência da Cúpula dos Povos e na Rio+20.

O Comitê é formado por integrantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Fórum Permanente para a Preservação do Aquífero Guarani e das Águas Superficiais (Alesc) e do Grupo Transdisciplinar de Pesquisa em Governança da Água e do Território. A conferência é aberta à comunidade.

Saiba mais:

A Rio +20:
A Rio+20, como é chamada a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, ocorrerá entre os dias 20 e 21 de junho de 2012 no Rio de Janeiro, e marca os 20 anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92 ou Eco-92), assim como vinte anos da primeira vez em que a sociedade civil mundial sentou-se para conjuntamente decidir o futuro do planeta, evento chamado Fórum Global . Na ocasião,  Santa Catarina se preparou e participou ativamente na elaboração dos tratados promulgados, que hoje são diretrizes para o mundo de valorização do humano, dos seres que habitam este planeta e suas futuras gerações.

Contudo, mesmo com essas inúmeras diretrizes, a falta de ações para superar a injustiça social e ambiental reafirma a existências de vazios de efetivação que tem deixado a população desacreditada no processo de Desenvolvimento Sustentável nestas últimas duas décadas.

O Comitê Facilitador:
Este Comitê busca, conjuntamente com as organizações da sociedade civil e os movimentos sociais e populares de SC, transformar este momento em uma oportunidade para preencher estes vazios de efetividade de forma participativa, contribuindo globalmente com a valorização das boas e economia das más experiências vivenciadas neste território, acreditando na força e na perenidade proporcionada pela conexão desta rede de atores sociais para a sustentabilidade.

Mais informações: www.riomais20sc.ufsc.br,  (48) 3721-7736 ou

Tags: Rio+20

Primeiro Diálogo Social para a Rio+20 e Cúpula dos Povos começa nesta semana

19/03/2012 18:01

O Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio+20, sediado pela Universidade Federal de Santa Catarina (http://riomais20sc.ufsc.br/), promove nos dias 22 e 23 de março, nos municípios de Araranguá, Chapecó, Florianópolis, Joinville e Lages, o 1º Diálogo Social para a Rio+20 e Cúpula dos Povos. Fazem parte do comitê catarinense os professores Claus Troger Pich, Daniel José da Silva e Rosemy Nascimento, que é organizado por estudantes da UFSC.

Estes encontros iniciais culminarão na Audiência Pública Santa Catarina+20. Aproposta tem como objetivo, conjuntamente com as organizações da sociedade civil e os movimentos sociais e populares deste Estado, transformar o Rio+20 e Cúpula dos Povos em uma oportunidade participativa de contribuir globalmente nos diálogos para a sustentabilidade.

Informações e inscrições no endereço http://riomais20sc.ufsc.br/dialogos-sociais/.

Florianópolis

Data: 22/03/2012

Horário: das 14h às 18h

Local: Auditório Professor Luiz Antunes Teixeira – Teixeirão

Engenharia Elétrica – Centro Tecnológico

Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Florianópolis – SC

Joinville

Data: 23/03/2012

Horário: das 13h 30min às 18h

Local: Rua Prudente de Moraes, n° 406

Bairro Santo Antônio – Sala A 119

Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Joinville – SC

Araranguá

Data: 23/03/2012

Horário: das 14h às 18h

Local: Sala 201 – 2° andar

Rua Pedro João Pereira, n° 150 – Bairro Mato Alto

Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Araranguá – SC

Lages

Data: 23/03/2012

Horário: das 19h às 21h30min

Local: Auditório do CAV – Centro de Ciências Agroveterinárias

Universidade do Estado de Santa Catarina – Lages – SC

O que é a Rio+20

A Rio+20, como é chamada a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá entre os dias 20 e 22 de junho de 2012, marca os 20 anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92). Em virtude da realização da Rio 92, foram promulgados os seguintes documentos, a saber:

■Convenção da biodiversidade: estabelece metas para preservação da diversidade biológica e para a exploração sustentável do patrimônio genético, sem prejudicar ou impedir o desenvolvimento de cada país;

■Convenção do clima: estabelece estratégias de combate ao efeito estufa. A convenção deu origem ao Protocolo de Kyoto, pelo qual as nações ricas devem reduzir suas emissões de gases que causam o aquecimento anormal da Terra;

■Declaração de princípios sobre florestas: garante aos Estados o direito soberano de aproveitar suas florestas de modo sustentável, de acordo com suas necessidades de desenvolvimento;

■Agenda 21: conjunto de 2.500 recomendações sobre como atingir o desenvolvimento sustentável, incluindo determinações que prevêem a ajuda de nações ricas a países pobres;

■Carta da Terra: é considerada o documento oficial da ECO-92 e este documento nasceu como resposta às ameaças que pesam sobre o planeta como um todo e como forma de se pensar articuladamente os muitos problemas ecológico-sociais.

Contudo, mesmo com essas inúmeras diretrizes, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental frustra as expectativas e tem deixado a população desacreditada no processo de Desenvolvimento Sustentável, nestas últimas duas décadas. A Conferência da ONU não só revisitará as principais recomendações, os protocolos e convenções acordadas no Rio de Janeiro em 1992, como irá retomar as discussões para que se avance no sentido de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável para o planeta.

As organizações da sociedade civil e os movimentos sociais e populares de todo o mundo buscam transformar este momento em uma oportunidade para enfrentar os graves problemas com que se defrontam a humanidade e o planeta Dessa forma, construirão juntos, a Cúpula dos Povos na Rio+20 por justiça social e ambiental (http://cupuladospovos.org.br/), que acontecerá entre os dias 15 e 23 de junho, no Rio de Janeiro, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20.

A articulação catarinense se juntará ao Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 e aos demais comitês nacionais e sociedade civil, em geral, na Cúpula dos Povos.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-7736 ou pelo e-mail .

Tags: comitê catarinenseRio+20UFSC