UFSC na mídia: professor do CCA explica nuvem de gafanhotos

25/06/2020 14:31

Nuvem de gafanhotos ataca lavouras na Argentina. Foto: Divulgação/Governo da Província de Córdoba

Conforme Alex Sandro Poltronieri, professor do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o início de uma nuvem de gafanhotos ocorre devido a condições climáticas favoráveis, porque populações de insetos são afetadas por fatores como temperatura e chuvas.

“Neste sentido, é possível que devido ao inverno, com temperaturas elevada para o período e os baixos índices pluviométricos possam ter contribuído para o surgimento de elevadas populações de gafanhotos. Entretanto, este não é o único fator, pois a ação humana pode ter sua parcela de culpa devido a destruição de habitats naturais e uso abusivo de pesticidas que podem eliminar os inimigos naturais destes gafanhotos”, explicou.

Conforme o especialista, os gafanhotos são considerados pragas agrícolas relevantes em algumas localidades, como na África, onde várias espécies formam agregações que invadem extensas regiões, abrangendo diversos países, mas agregações do inseto já foram registradas em outros continentes.

“Na América do Sul há registro de espécies de gafanhotos gregários na Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil. No cerrado brasileiro há a ocorrência da espécie Rhammatocerus schistocercoides, que devido ao hábito gregário, causa danos significativos em plantas cultivadas e nativas, com registro de até 250 indivíduos por metro quadrado”, afirmou.

A matéria publicada por Anaísa Catucci e Carolina Holland, do G1 SC, está disponível na íntegra neste link.

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