UFSC na mídia: estudante e bailarina Iara Cosmo se apresenta no Festival de Dança de Joinville

22/07/2019 13:48

Foto: Salmo Duarte.

A estudante do curso de Engenharia Ferroviária e Metroviária da UFSC Joinville, Iara Cosmo, foi destaque de reportagens veiculadas pelo Grupo NSC neste final de semana, dias 20 e 21 de julho. A joinvilense se divide entre os estudos, o trabalho e a dança; Iara é bailarina no Grupo de Dança Fernando Lima e se apresenta nesta segunda-feira, 22 de julho, no Festival de Dança de Joinville com a coreografia de jazz “Desnude”. Ela integram a categoria sênior, com bailarinos entre 18 e 37 anos.

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Festival de Dança: joinvilenses dividem rotina entre profissão e ensaios com grupos premiados 

Jovens como Iara Cosmo e Patrick Jimenez dedicam-se a faculdades em outras áreas e mesmo assim são destaque no Festival de Joinville

Sob as baixas temperaturas do mês de julho em Joinville, Iara Cosmo, 21 anos, tem dois motivos para acordar de madrugada. Um deles é o que a faz estar às cinco horas da manhã perto dos trilhos de trem que passam por dentro de Joinville com medidores de ruído ferroviário, realizando cálculos para mapear a paisagem sonora na zona Sul. O outro são os ensaios com o Grupo de Dança Fernando Lima, que são encaixados de acordo com a programação dos bailarinos profissionais da companhia, geralmente de manhã.

Iara faz ginástica rítmica desde os quatro anos, e aos 14 foi convidada a fazer a transição de atleta para bailarina. Já na primeira inscrição no Festival de Dança, passou para dançar na Mostra Competitiva, na categoria júnior, com um solo de dança contemporânea.

– A minha técnica de ginástica rítmica quis montar um grupo só para dançar em mostras de dança da cidade, mas o Fernando me assistiu e me convidou para entrar na companhia. Desde então, é o meu hobby preferido – afirma a jovem, destacando que, mesmo com a carga extensa de ensaios e o reconhecimento de estar em uma companhia que é sempre selecionada para a Mostra Competitiva, a dança é uma forma de prazer, não de ofício.

Quando, aos 18 anos, chegou a hora de selecionar a opção no vestibular, Iara chegou a fazer provas para faculdades de dança, incentivada pela própria mãe que via o potencial da filha para as artes. Mas a menina tinha outros planos: ela concorreu nos disputados vestibulares da Universidade Federal de Santa Catarina para ingressar no curso de engenharia ferroviária e metroviária. Agora, enquanto faz o último ano da faculdade, integra o projeto de extensão que realiza pesquisas sobre ruído ferroviário.

– Eu me vejo como duas pessoas diferentes nestes dois ambientes. Na faculdade, é outra postura, diferente de como é no grupo. Mas a arte no geral abre muito a nossa mente, tanto para relações sociais quanto para a criatividade. Então, ela ajuda muito na engenharia porque muda a forma como você enxerga o mundo – avalia ela.

Iara e o Grupo de Dança Fernando Lima se apresentam na segunda-feira, 22 de julho, com a coreografia de jazz “Desnude”. Eles integram a categoria sênior, com bailarinos que têm entre 18 e 37 anos.

A maioria vive da dança, ainda que a companhia não seja a principal fonte de renda: são professores, ensaiadores e coreógrafos de escolas e academias de Joinville e região que desdobram-se para seguir a profissão sem precisar deixar os palcos.

Destaque nas danças urbanas

Patrick Jimenez, do Kulture Kaos, é natural de São Paulo, mas mora em Joinville onde estuda Engenharia de Automação. Mesmo com a rotina dividida entre a faculdade e a dança, foi considerado pelos jurados o melhor bailarino de danças urbanas do Festival de Dança de 2019 na categoria Sênior. Ele apresentou a coreografia “O Todo é Irreal”, uma criação própria.

Cláudia Morriesen / NSC / Disponível em https://www.nsctotal.com.br/noticias/festival-de-danca-joinvilenses-dividem-rotina-entre-profissao-e-ensaios-com-grupos

*Foto: Salmo Duarte / Divulgação / NSC
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