17ª Sepex: estandes expõem répteis, anfíbios e ossos de mamíferos aquáticos

19/10/2018 17:43

Foto: Ítalo Padilha/ Agecom / UFSC

O estande do Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis (LEAR), do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC), expôs a diversidade dos anfíbios e répteis, das formas e dos habitats em que vivem, seguindo a proposta da 17ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex/UFSC), com a mensagem de que, apesar das diferenças, todos os animais possuem uma importância no ecossistema.

Expondo várias espécies de sapos, rãs, pererecas e até cobras reais (porém mortas), a apresentação do estande reunia todo o público ao redor de potes e caixas, principalmente crianças, para observar de perto. A estudante Satybhama Oliveira indica a preservação da vida dos animais em espaços naturais, como em trilhas, muito comuns na ilha de Florianópolis. “Não precisa matar a cobra, ela provavelmente vai embora. É só deixar passar”, alerta. Caso elas não sumam, a alternativa é ligar para o corpo de bombeiro ou para a polícia ambiental.

Banners expostos e produzidos por alunos da graduação do curso de Biologia colocam em pauta, dentre os demais temas, o monitoramento a longo prazo de Boana poaju, espécie anuro que só pode ser encontrada em três municípios de Santa Catarina, localizados na Serra do Leste Catarinense. As imagens trazem registros do período de monitoramento.

Foto: Ítalo Padilha/ Agecom / UFSC

No centro do estande, um monitor reproduz vocalizações dos anfíbios. A vocalização acontece quando os anuros (classe que incluí sapos, rãs e pererecas) inflam o saco vocal (membrana que serve como ampliador vocal) e produzem som com diversos fins: para chamadas de acasalamento, demarcação territorial e outros avisos, a depender da espécie, explica o monitor. Ao lado, uma lupa para observar as peculiaridades da pele e, em casos de peçonhentos, como se definem as glândulas venenosas de pequenas rãs.

Outra sessão exibia fósseis de animais típicos da região catarinense, como a do jacaré do papo amarelo, nativo das áreas de mangue em Florianópolis. O casco de tartaruga marinha também está exposto com os demais ossos, incluindo o casco de um jabuti macho e o crânio de outra tartaruga marinha.

Laboratório de Mamíferos Aquáticos

Barbatanas de uma baleia verdadeira são parte da coleção do Lamaq. (Foto: Ítalo Padilha/ Agecom / UFSC)

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos (Lamaq), vinculado ao Centro de Ciências Biológicas da UFSC, tem como objetivo a coleta, a preparação e o tombamento de carcaças de mamíferos aquáticos recuperadas nas praias de Santa Catarina. No estande montado na 17ª Sepex, algumas dessas carcaças são exibidas. João Victor Silva, graduando de Ciências Biológicas e bolsista do Lamaq, explica a diferença entre o grupo dos misticetos e dos odontocetos, demonstrando as barbatanas de uma baleia verdadeira. “As baleias verdadeiras têm barbatanas e são do grupo misticetos, e as baleias dentadas são os golfinhos, dos odontocetos.”

João Victor Silva diz que o estande tem também como objetivo informar sobre educação ambiental, visando a preservação das espécies. “Como eles são predadores de topo, são extremamente importantes para manter o equilíbrio da cadeia trófica (alimentar) e controlar a população das espécies que consomem.”

O estande exibiu ossos de espécies de golfinhos observadas em Florianópolis. (Foto: Ítalo Padilha/ Agecom / UFSC)

Erick Vinícius e Maria Clara Flores / Estagiários de Jornalismo da Agecom / UFSC