Roselane e Lucia concedem primeira entrevista coletiva

11/05/2012 18:39

Roselane: momento é de agrupar, unir, fortalecer, a partir do diálogo olho no olho

As professoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco, novas reitora e vice-reitora da UFSC, concederam nesta sexta-feira, dia 11 de maio, na Sala dos Conselhos da UFSC, a primeira entrevista coletiva do mandato que vai até maio de 2016. O professor Carlos Vieira, chefe de gabinete, também estava presente.

Antes das perguntas, Roselane falou sobre o processo de construção de equipes e sobre a nova administração. Disse que para além de prédios a UFSC é constituída de pessoas e por isto foi importante conhecer os setores in loco. Afirmou que o momento é de agrupar, unir, fortalecer, a partir do diálogo olho no olho.

Reorganização dos espaços
Falando sobre os objetivos da nova gestão, a reitora destacou que o principal é estabelecer uma política de continuidade dos trabalhos a partir da reorganização dos espaços, incluindo os espaços físicos. Na próxima semana a transição macro deve estar realizada, sendo priorizadas, no momento, as ações envolvendo equipes de infraestrutura.

A primeira visita realizada nesta sexta-feira foi à Secretaria de Gestão de Pessoas (antiga Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social) apresentando as novas secretárias de um setor prioritário na nova administração. Roselane disse que as mudanças serão feitas com “o carro andando”, exigindo alto espírito institucional e de serviço público, já que dos servidores da instituição dependem 45 mil pessoas.

Escolhas: confiança, competência e comprometimento
A reitora falou que no início da próxima semana serão apresentadas as equipes com minicurrículos de cada integrante, mostrando que as escolhas foram feitas a partir de liderança, confiança, competência e comprometimento, buscando colocar pessoas certas em lugares importantes, para atender uma UFSC multicampi, com seus desafios de demandas administrativas e, sobretudo, sociais. A meta é buscar  uma gestão com responsabilidade cidadã. Em seguida iniciaram as perguntas, mantendo-se a proposta de que a coletiva não se estendesse muito, já que a Reitora iria participar de uma homenagem às mães no Núcleo de Desenvolvimento Infantil da UFSC, onde seu filho Francisco estuda.

Esforço do diálogo
O jornalista da Apufsc-Sindical perguntou qual o posicionamento da nova gestão em relação às duas entidades sindicais que disputam a liderança da representação dos professores. Roselane respondeu que em uma instituição democrática deve existir o esforço do diálogo envolvendo as lideranças da Apufsc- Sindical e da ANDES-SN.  Há, afirmou ela, sem dúvida, uma questão legal que vem do período getulista –  que só reconhecia a representação de um sindicato. Penso, disse, que ambas querem o melhor para os docentes, mas é necessário buscar, por meio do diálogo, uma solução.

A jornalista do Diário Catarinense questionou a respeito do problema da Rua Antonio Edu Vieira. Roselane respondeu que, seguindo a deliberação do Conselho Universitário (CUn), haverá um estudo detalhado , com a participação de uma equipe multidisciplinar, para estabelecer uma proposta que contribua efetivamente para o problema da mobilidade urbana, que não ficaria resolvido com a cessão de menos de um quilômetro de extensão.

Comprometimento com o povo de Santa Catarina
A jornalista do Notícias do Dia perguntou sobre exemplos concretos de mudanças da nova gestão. A reitora falou sobre a criação da Pró-Reitoria de Extensão, mostrando que a UFSC não é só pesquisa, ensino, pós-graduação, mas também extensão e que a política de institucionalizar a extensão já mostra a mudança. Ela lembrou que outro fato novo é a constituição de equipes de pró-reitorias e secretarias sempre com um pró-reitor e um secretário adjunto, estabelecendo parcerias e quebrando a ideia de indivíduo.

A nova reitora citou também a política de capacitação a ser implantada, que além de cursos de questões técnicas vai contemplar a formação cidadã, incluindo estudantes. Remetendo-se ao discurso da cerimônia do dia 10 de maio, Roselane reafirmou que além da chamada para que os movimentos sociais venham à Universidade, a instituição deve ir aos movimentos sociais, o que qualificou de grande mudança. Falou, ainda, sobre o diálogo e a valorização das classes populares, seguindo o caminho da responsabilidade social e comprometimento com o povo de Santa Catarina e o brasileiro, numa universidade pública que deve amenizar as desigualdades sociais.

Condições de permanência
O jornalista do jornal do Bairro ( Trindade) perguntou sobre a questão das cotas e da não ocupação de 200 vagas. Roselane reafirmou a importância das cotas na inclusão social e dos problemas de permanência após o acesso. Falou sobre a dificuldade da manutenção do cursinho pré-vestibular que atinge três mil pessoas, já que o governo do estado de Santa Catarina não quer renovar o convênio que permite a interiorização.

A reitora destacou que é importante que os campi do interior tenham moradia estudantil e mesmo na capital seja ampliado o acesso à moradia, atualmente com 150 vagas. Para ela, é necessário que o estudante que ingressa na UFSC saiba quais as condições de permanência e que esta permanência possa ser garantida para evitar evasão.

A jornalista da Band perguntou sobre a questão das cotas raciais de ingresso na universidade. A vice-reitora, que continuou a responder após a saída da reitora, afirmou que os resultados têm sido positivos, mas é necessário paralelamente combater preconceitos. Ao jornalista da Adjori, que perguntou sobre os planos de expansão da UFSC, Lúcia Helena respondeu que primeiro é necessário consolidar os campi existentes, que estão defasados em termos de infraestrutura. Há ainda a proposta do campus da UFSC no Vale do Itajaí, já que o MEC percebe grande dificuldade jurídica na aproximação com a FURB. Este campus seria iniciado no próximo ano.

Por Alita Diana / Jornalista da Agecom
Fotos: Brenda Thomé/Agecom
 
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