Escritor Adolfo Boos Júnior participa do Círculo de Leitura de Florianópolis

29/05/2012 11:38

Adolfo Boos-Júnior

O escritor Adolfo Boos Júnior, 81 anos, é o convidado da edição de maio do Círculo de Leitura de Florianópolis. Nesta quinta-feira, dia 31, a partir das 18h, na sala Harry Laus da Biblioteca Universitária da UFSC, ele falará sobre livros, leituras, produção literária, obras e autores prediletos. O encontro é informal, permite que todos os presentes falem dos livros que estão lendo e tem transmissão ao vivo pelo Laboratório de Ensino a Distância da UFSC (endereço: tvled.egc.ufsc.br/aovivo).  Considerado um dos principais ficcionistas brasileiros da atualidade, Adolfo Boos Júnior lançou seu primeiro livro, “Teodora & Cia.”, em 1956, quando fazia parte do Círculo de Arte Moderna de Florianópolis, mais tarde chamado de Grupo Sul, então em sua fase final. Daquele movimento, herdou o rigor estético do texto, a preocupação com o social e a resistência às imposições do mercado editorial.

Depois de um intervalo de 24 anos, período em que trabalhou como bancário em diferentes cidades do país, Adolfo Boos lançou “As famílias”, volume de contos que recebeu em 1981 o Prêmio Virgílio Várzea do governo do Estado de Santa Catarina. Os livros seguintes foram “A companheira noturna” (contos, Melhoramentos, 1986) e “Quadrilátero” (romance, Melhoramentos, 1986), que ficaram, respectivamente, em terceiro e segundo lugares na Bienal Nestlé de Literatura Brasileira.

Seguiram-se “O último e outros dias” (contos, EdUFSC, 1988), “Um largo, sete memórias” (romance, EdUFSC, 1997), “Presenças de Pedro Cirilo” (romance, Letras Contemporâneas, 2011) e “Burabas” (romance, Movimento, 2005). Ele também está presente em coletâneas como “Contistas novos” (do Grupo Sul), “Assim escrevem os catarinenses” (Alfa-Ômega), “Vinte e um dedos de prosa” (Cambirela), “Numa ilha” (Noa-Noa) e a trilogia “Este mar catarina”, “Este humor catarina” e “Este amor catarina” (todos pela EdUFSC).

Leitor e admirador do escritor William Faulkner, o estilo de Boos, tanto no conto quanto no romance, é sempre denso, caracterizado pelo fluxo de memória, a não-linearidade, os múltiplos focos narrativos e o diálogo com a história”, escreveu Viegas Fernandes da Costa, do site Sarau Eletrônico.

Regina Dalcastagnè, professora de literatura brasileira da Universidade de Brasília, coloca “Um largo, sete memórias”, romance publicado pela Editoria da UFSC em 1997, ao lado de obras de Autran Dourado, Luiz Antonio de Assis Brasil, Roberto Gomes e João Ubaldo Ribeiro como referências da “boa literatura de fundo histórico” escrita no Brasil.

Círculo  Criado pelo poeta e professor Alcides Buss, o Círculo de Leitura de Florianópolis é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Salim Miguel, Oldemar Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Zahidé Muzart, João Carlos Mosimann, Mário Prata, Rogério Pereira, Celso Martins, Rosana Bond, Silveira de Souza, Tabajara Ruas e Júlio de Queiroz foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

Mais informações sobre o Círculo de Leitura podem ser obtidas com o professor Alcides Buss (48) 9972-3045

Por Paulo Clóvis Schmitz/jornalista na Agecom

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