Pesquisa da UFSC que propõe soluções para o aproveitamento de resíduos recebe Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese

18/12/2025 13:21

Matheus Cavali, pós-doutorando do PPGEA e Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese. A premiação é um reconhecimento concedido à tese de doutorado do pesquisador Matheus Cavali, atualmente pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA/UFSC).

A premiação foi entregue durante cerimônia realizada na quinta-feira, 11 de dezembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Com o tpitulo Hydrochar from co-hydrothermal carbonization of lignocellulosic waste and non-dewatered sewage sludge (Hidrocarvão a partir da co-carbonização hidrotérmica de resíduo lignocelulósico e lodo de esgoto não desidratado), a tese se destacou por sua originalidade e relevância científica, tecnológica e ambiental, critérios centrais de avaliação do Prêmio CAPES de Tese. 

A pesquisa propõe soluções inovadoras para o aproveitamento de resíduos, contribuindo para o avanço de tecnologias sustentáveis no campo da engenharia ambiental. O trabalho foi orientado pelo professor Armando Borges de Castilhos Junior (LARESO/PPGEA/UFSC) e coorientado pelo professor  Nelson Libardi Junior (LABEFLU/PPGEA/UFSC) e pela professora Adenise Lorenci Woiciechowski, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A pesquisa teve caráter internacional e foi desenvolvida de forma conjunta em três instituições: UFSC, a UFPR e o Institut National des Sciences Appliquées (INSA) de Lyon, na França, fortalecendo a cooperação científica entre Brasil e Europa.

Mais informações sobre a premiação na página do PPGEA.

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Estudo conduzido pela UFSC investiga como a ayahuasca pode ajudar a extinguir memórias aversivas

18/12/2025 12:51

Infográfico mostra como age o uso oral da ayahuasca no cérebro.

Um artigo científico liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), trouxe novas evidências sobre os mecanismos neurobiológicos envolvidos na ação da ayahuasca na extinção de memórias aversivas com características traumáticas. O estudo foi publicado no periódico Internacional European Neuropsychopharmacology. A pesquisa foi conduzida por  Isabel Werle e Leandro J. Bertoglio, da UFSC, em parceria com Francisco S. GuimarãesRafael G. dos Santos e Jaime E. C. Hallak, da USP. O trabalho investigou como a ayahuasca, bebida tradicional amazônica que contém o psicodélico N,N-dimetiltriptamina (DMT), atua no cérebro para modular processos relacionados ao medo.

Por meio de experimentos realizados com ratos e ratas, os pesquisadores observaram que a administração oral de ayahuasca facilita a extinção do medo e reduz a generalização de respostas aversivas, mesmo em situações de estresse prévio ou de condicionamento aversivo mais intenso. A generalização do medo ocorre quando respostas defensivas se estendem a contextos ou estímulos que não representam ameaça real, fenômeno comum em transtornos psiquiátricos relacionados ao trauma.

Isabel Werle e Leandro J. Bertoglio, pesquisadores da UFSC que conduziram o estudo. Foto: Divulgação.

Os resultados indicam que esses efeitos dependem de vias de sinalização envolvendo o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro) e seu receptor, o TrkB, no córtex infralímbico, uma região cerebral fundamental para a extinção da memória de medo. O estudo também identificou diferenças sexuais tanto na resposta à ayahuasca quanto na dependência do BDNF para a generalização do medo, apontando para a complexidade dos mecanismos envolvidos.

De acordo com os autores, os achados sugerem que a ayahuasca pode modular memórias de medo consideradas mal adaptativas por meio de mecanismos corticais específicos, destacando o potencial terapêutico de substâncias psicodélicas, como a DMT, no auxílio ao tratamento de condições resistentes às abordagens convencionais, a exemplo do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

O artigo completo está disponível aqui.

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