A influência do Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC na maricultura catarinense

21/08/2019 09:10

O crescimento das ostras depende de uma larva, chamada de semente ou matriz.

O Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC (LMM) é essencial à prosperidade da Maricultura em Florianópolis. As sementes de ostras, por exemplo, dependem da produção em laboratório, considerando que na coleta natural não há volume de sementes para atender a demanda comercial; assim o laboratório produz milhões de sementes e os excedentes são comercializados. A UFSC atende os ostreicultores, fomentando o mercado local há mais de duas décadas. Na safra de 2016-2017, foram cerca de 217 vendas, que oscilam entre 50 mil e um milhão de sementes.

No âmbito da pesquisa científica, o LMM possibilita que os acadêmicos do curso de Engenharia de Aquicultura realizem estudos em suas locações e, eventualmente, colaborações com pesquisadores de outras áreas, como biologia, engenharia de alimentos e engenharia sanitária. Segundo Claudio Blacher, que gerencia o LMM, a pesquisa é mantida, em boa parte, pela comercialização de excedentes, que proporciona retorno na estrutura do laboratório, sendo o maior do Brasil no setor de moluscos.

Com fundação nos anos 1990, o LMM especializou-se na reprodução e produção de moluscos bivalves e tem dedicado-se ao estudo de técnicas de reprodução da espécie Crassostrea gigas, popularmente conhecida como ostra do pacífico, e a Crassostrea gasar, uma espécie de ostra nativa. Nos últimos anos, mexilhões, vieiras, berbigões e outras espécies nativas também foram prioridade para o LMM.
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