Laboratório promove lives abordando cartografia tátil e escolar, educação geográfica e inclusiva

21/05/2020 11:59

O Laboratório de Cartografia Escolar (LabTATE) está promovendo, bissemanalmente, lives abordando cartografia tátil e escolar, educação geográfica e educação inclusiva, chamadas de Livetates. Às terças, o destaque é inclusão e cartografia tátil e nas quintas, geografia e cartografia escolar.

As Livetates podem ser vistas no canal da professora Rosemy da Silva Nascimento, criado com intuito de divulgar os trabalhos de audiovisual da disciplina de Recursos Didáticos aplicados a Educação Geográfica e Ambiental do PPGG/UFSC. Todas as lives são com professores que pesquisam e vivenciam as temáticas.

A agenda de maio e junho está fechada, com lives sobre Alfabetização Geográfica – Espaços, Escalas e Vivências do Estudante Cego (26/5); Livro Didático de Geografia – 45 Anos de uma Trajetória de Elian Alabi Lucci (28/5); Maquetes Interativas como Recurso Didático Inclusivo (2/6); O corpo aprende – Neurociência e Educação (4/6); Caixa Tátil-Sonora – Tecnologia Assistiva para Educação do Estudante com Deficiência Visual (9/6); O quê, das relações étnico-raciais, interessa à educação geográfica? (11/6); BNCC – O novo e o processo da Educação Geográfica (18/6); A Cartografia Tátil no LEMADI (USP), uma História de Conquistas (23/6); Educação Geográfica e a mediação digital (25/6); As Dimensões da Educação do Estudante Surdo-Cego (30/6).

Mais informações pelo e-mail rosemy.nascimento@gmail.com

Confira as lives que já foram ao ar:

 

 

Tags: cartografiaLaboratório de Cartografia EscolarLabTATEliveUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Florianópolis sedia simpósio internacional sobre precisão de produtos cartográficos

09/07/2012 07:59

O 10th International Symposium on Spatial Accuracy Assessment in Natural Resources and Environmental Sciences, encontro que reúne alguns dos principais pesquisadores da área de precisão de produtos cartográficos, mapeamento e sistema de base de dados, será realizado em Florianópolis, entre os dias 10 e 13 de julho, no Hotel Porto do Sol, no bairro Ingleses. O evento, que acontece a cada dois anos, já foi recebido por países como China, Estados Unidos, Holanda e Austrália. Esta é a primeira edição sediada na América Latina.

Na noite de terça-feira, 10 de julho, durante a cerimônia de abertura, o evento vai homenagear, com a medalha Peter Burrough, o geógrafo da Universidade da Califórnia Michael Goodchild, considerado o “pai” da Ciência Informática Geográfica. Cerca de outros 50 pesquisadores estarão presentes no evento. Além de Goodchild, Thierry Toutin, do Canadá Centre for Remote Sensing, e Robert Haining da Universidade de Cambridge, ministrarão palestras.

Ao longo do primeiro dia acontecem os workshops sobre estatística para precisão de pesquisas espaciais, ministrado pelos professores Daniel Griffith e Yongwan Chun, da Universidade do Texas, e sobre imprecisão da propagação de modelos dinâmicos espaciais, com os professores Gerard Heuvelink, da Universidade de Wageningen, e Derek Karssenberg, da Universidade de Utrecht. O evento ainda contará com a apresentação oral de trabalhos e de pôsteres.

O simpósio é organizado pela International Spatial Accuracy Research Association (ISARA) e pela Commission on Modelling Geographical System of the International Geographical Union. No Brasil, as entidades responsáveis pelo evento são a UFSC e a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). O 10th International Symposium on Spatial Accuracy Assessment in Natural Resources and Environmental Sciences é aberto e as inscrições ainda podem ser feitas no site. Todas as atividades serão realizadas em inglês.

Mais informações: Carlos Antonio Oliveira Vieira / (48) 3721-8593

Por Ana Luísa Funchal / Bolsista de jornalismo na Agecom

Tags: cartografiaUFSC

UFSC e UDESC organizam simpósio internacional sobre precisão de produtos cartográficos

05/07/2012 12:34

O 10th International Symposium on Spatial Accuracy Assessment in Natural Resources and Environmental Sciences, encontro que reúne os maiores pesquisadores da área de precisão de produtos cartográficas, mapeamento e sistema de base de dados, será realizado em Florianópolis, entre os dias 10 e 13 de julho, no Hotel Porto do Sol, no bairro Ingleses. O evento, que acontece a cada dois anos, já foi recebido por países como China, Estados Unidos, Holanda e Austrália. Esta é a primeira edição sediada na América Latina.

O geógrafo da Universidade da Califórnia Michael Goodchild será homenageado no evento

Na noite de terça-feira, 10 de julho, durante a cerimônia de abertura, o evento irá homenagear, com a medalha Peter Burrough, o geógrafo da Universidade da Califórnia Michael Goodchild, considerado o “pai” da Ciência Informática Geográfica. Cerca de outros 50 pesquisadores estarão presentes no evento. Além de Goodchild, Thierry Toutin da Canadá Centre for Remote Sensing e Robert Haining da Universidade de Cambridge também ministrarão palestras.

Ao longo do primeiro dia acontecem os workshops sobre estatística espacial para precisão de pesquisas espaciais, ministrado pelos professores Daniel Griffith e Yongwan Chun, da Universidade do Texas, e sobre imprecisão da propagação de modelos dinâmicos espaciais, com os professores Gerard Heuvelink, da Universidade de Wageningen, e Derek Karssenberg, da Universidade de Utrecht. O evento ainda contará com a apresentação oral de trabalhos e de pôsteres.

O simpósio é organizado pela International Spatial Accuracy Research Association (ISARA) e pela Commission on Modelling Geographical System of the International Geographical Union. No Brasil, as entidades responsáveis pelo evento são a UFSC e a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). O 10th International Symposium on Spatial Accuracy Assessment in Natural Resources and Environmental Sciences é aberto e as inscrições ainda podem ser feitas no site. Todas as atividades serão realizadas em inglês.

Mais informações: Carlos Antonio Oliveira Vieira / (48) 3721-8593

Por Ana Luísa Funchal/ Bolsista de jornalismo na Agecom

Tags: cartografiamapeamentoprecisão de produtos cartográficossimpósio internacionalUFSC

UFSC busca padrão de mapas para pessoas cegas

25/08/2011 08:32

Matriz e mapa tátil produzido no Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar

Os estudos da UFSC na área de cartografia tátil resultaram em propostas de padronização que procuram qualificar mapas para pessoas cegas e com baixa visão. Desenvolvido junto ao Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar, setor ligado ao Departamento de Geociências, o trabalho é realizado em parceira com a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e a Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC).

“No começo muitas pessoas cegas tinham receio dos mapas táteis”, lembra a professora Ruth Emilia Nogueira, pesquisadora da área de cartografia que acolheu o pedido de ajuda da Federação Catarinense de Educação Especial para adaptação de mapas para deficientes visuais.

Usar o título sempre na parte superior; a simbologia para o norte no campo superior esquerdo (o que facilita o posicionamento do mapa) e uma escala que tem como referência a medida do dedo para simbolizar distâncias aproximadas são algumas das propostas de padronização testadas com pessoas cegas.

“O uso da ponta do dedo indicador como referência para medidas nos mapas foi um pulo do gato. O corpo é usado como referência para escala nas representações gráficas para a pessoa que não possuem a visão”, explica a professora, orientadora de diversos projetos de conclusão de curso e de pós-graduação na área de cartografia.

Segundo ela, os produtos da cartografia tátil podem funcionar como recursos educativos e também como facilitadores para a movimentação em edifícios públicos de grande circulação. Entre eles, terminais rodoviários, de metrô, aeroportos, shopping centers, campi universitários e centros urbanos.

Atlas Geográfico Tátil
Os estudos no Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar resultaram em diversos materiais, entre eles um Atlas Geográfico Tátil e um Globo Terrestre Tátil. Os produtos do grupo contemplam diversas peças voltadas para o ensino. Entre elas, mapa tátil das regiões do Brasil, de hidrografia, população e política. Há também mapas voltados para mobilidade, como o do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, do Centro de Florianópolis, do Terminal Centro de Florianópolis e da Rodoviária Rita Maria. Todos para leitura com as mãos e disponíveis para download e reprodução a partir do site www.labtate.ufsc.br.

Com a colaboração do professor Adriano Henrique Nuernberg, do Departamento de Psicologia, em um dos projetos de pesquisa mais recentes o grupo avalia a elaboração de conceitos geográficos em estudantes com deficiência visual congênita. A meta é gerar subsídios teóricos para a produção de materiais cartográficos e princípios pedagógicos que permitam ampliar as condições de acesso ao conhecimento espacial por esse grupo.

Outra pesquisa tem como objetivo continuar os estudos para concepção e produção de padrões cartográficos brasileiros para mapas táteis do espaço urbano central e de ambientes internos de edifícios públicos de grande circulação.

“Conseguir ler um mapa é fundamental para domínio do espaço social e físico”, defende a professora Ruth, escolhida este ano pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC como Destaque Pesquisadora 2011. Sua dedicação à cartografia será homenageada no mês de outubro, durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex).

Catálogo de símbolos e materiais para mapas táteis
Além de diversos mapas táteis, no site do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolas é possível acessar o Catálogo de Materiais Utilizados na Elaboração de Mapas Táteis.O projeto teve o apoio da Finep e do CNPq, como proposta de padronização de mapas táteis para o Brasil e como forma de dar subsídios para a comissão encarregada dessa tarefa na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O catálogo de símbolos e materiais mostra os métodos de produção dos mapas táteis em papel microcapsulado e em acetato (uma espécie de fibra).

Traz também detalhes sobre os métodos usados na matriz artesanal dos mapas táteis, construída com componentes simples como cordão, cortiça, miçangas, papel e cola. Nessa fase, miçangas de dois milímetros são usadas para representação dos símbolos que definem os Trópicos e o Equador, por exemplo. Miçangas enfileiradas, que o grupo denomina “do tipo rosário”, são usadas para representar as linhas dos trópicos e Câncer e Capricórnio. Uma cortiça representa o símbolo do norte geográfico.

O grupo alerta que para confeccionar mapas táteis é fundamental a utilização de materiais que sejam agradáveis ao toque e que não machuquem os dedos dos leitores. Materiais como lixa, areia e texturas ásperas ou pontiagudas não devem ser empregadas. Deve-se evitar também materiais muito moles ou que se desfaçam facilmente, pois podem deformar e passar informações inverídicas ou inexatas.

Mais informações: ruthenogueira@gmail.com / (48) 3721-9362, ou Ramal: 8593

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais:

– O Artigo 59 da LDB afirma que os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização peculiar para atender às suas necessidades.

– Entretanto, ainda não existem normas na Associação Brasileira de Normas Técnicas sobre a elaboração de Mapas Táteis.

– De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial possui alguma deficiência

– No Brasil, dados do censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000 indicam que aproximadamente 14,5% da população possuíam pelo menos uma deficiência. O percentual representa mais de 24,5 milhões de brasileiros.

– De acordo com esse censo, 16,6 milhões de brasileiros possuem alguma ou grande dificuldade de enxergar.

– Entre os que se declaram ser incapazes de enxergar, 620 mil têm menos de 40 anos.

Tags: cartografiaDestaque Pesquisadormapas táteis