UFSC participa da XXI Feira do Mel de Santa Catarina, em Florianópolis

13/05/2022 11:41

Depois de dois anos no mundo virtual, por conta da pandemia, a Feira do Mel de Santa Catarina retorna para as ruas do centro de Florianópolis e realiza sua 21ª edição no Largo da Alfândega, até dia 14 de maio. Nesta edição, núcleos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam aos visitantes  a diversidade de espécies de abelhas que ocorrem em Santa Catarina, bem como os resultados de suas pesquisas que contribuem com o setor apícola do estado

Núcleo de Pesquisas Avançadas em Produtos da Colmeia (Nupac) promove uma exposição de banners com as propriedades dos méis de abelhas sem ferrão e do mel de melato de bracatinga, além de disponibilizar material informativo sobre fraudes e adulterações em méis. Na feira, é realizado um ensaio físico-químico para detectar fraude em mel por adição de açúcar, o chamado teste do Lugol. A Universidade realiza ainda uma exposição de méis florais (cristalizado e fluido), de abelhas sem ferrão e de melato da bracatinga, explorando suas diferenças sensoriais. Os visitantes têm a oportunidade de responder a um quiz com perguntas sobre os diferentes tipos de méis com distribuição de brinde.

Já o Núcleo de Estudos em Abelhas, Produtos Apícolas e Polinização (Neap) expõe coleções de abelhas pertencentes ao Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC, coordenado pela professora Josefina Steiner, em que são apresentadas as espécies produtoras de mel e aquelas que, por não formarem colônias, não são criadas para esta finalidade. Também estão disponíveis para demonstração três colônias de abelhas-sem-ferrão vivas, do meliponário do Parque Ecológico Cidade das Abelhas, representando as espécies mais criadas pelos meliponicultores catarinenses. Para estas três espécies (as abelhas jataí, mandaçaia e bugia), os visitantes têm a oportunidade de provar o mel que produzem, disponibilizado pelo engenheiro agrônomo egresso da UFSC, Pedro Faria Gonçalves, proprietário do Sítio Flor de Ouro.

O Neap apresenta ainda seus trabalhos com abelhas-sem-ferrão, abelhas africanizadas e cochonilhas relacionadas com a produção do mel de melato da bracatinga. Os estudos com as abelhas-sem-ferrão são realizados com o objetivo de compreender como a paisagem do entorno do meliponário interfere nos fatores ambientais, na coleta de recursos pelas abelhas e, consequentemente, no desenvolvimento e sobrevivência das colônias.

Os estudos com abelhas africanizadas buscam compreender os efeitos subletais de agrotóxicos (formulações comerciais do herbicida glifosato e dos fungicidas fluazinan e captana), sendo apresentado aos visitantes os resultados sobre avaliações da geleia real, sanidade das abelhas e sobrevivência das colmeias. O núcleo é coordenado pelos professores Alex Poltronieri e Márcia Faita, tendo como linhas de pesquisas: biologia reprodutiva e polinizadores; flora apícola; produtos apícolas; e sanidade das abelhas.

A feira

O evento reúne 19 produtores, que estão expondo seus méis e derivados, e a expectativa é que em torno de 10 mil pessoas passem pelo local diariamente. A organização é da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), Epagri, Sebrae/SC e prefeitura de Florianópolis. A Faasc realiza esse ano uma campanha do agasalho e de arrecadação de alimentos. As doações poderão ser deixadas no estande da federação durante os dias da feira. As roupas e alimentos arrecadados serão encaminhadas para o Lar Recanto do Carinho e para o Asilo Irmão Joaquim, ambos em Florianópolis.

Para informações sobre a programação, preços e produtos, acesse a página da Faasc.

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