Programa de intercâmbio na América do Sul tem inscrições abertas até 29 de março

16/03/2018 13:33

Liana Cristina Dalla Vecchia Pereira, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas e Eloisa Rosalen, do Programa de Pós-Graduação em História participam da Jornada de Jóvenes Investigadores da AUGM, em 2017. (Foto: Divulgação/Sinter/UFSC)

Dentre todos os editais de intercâmbio internacional disponíveis na UFSC, o Programa Escala Estudiantes de Grado da AUGM é o maior – oferece mais vagas e recebe mais inscrições que qualquer outro. O edital vigente, lançado em 6 de março, oferece 16 vagas, para estudantes de graduação interessados em estudar em universidades argentinas, chilenas, paraguaias, uruguaias e bolivianas. Durante o ano, outros editais serão abertos, com mais oportunidades para estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e servidores técnicos administrativos.

Fundada em 1991, a Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM) é uma associação de universidades da qual a UFSC é parte desde 1994. Além dos intercâmbios, a AUGM organiza um um evento anual de pesquisa científica – as Jornadas de Jóvenes Investigadores – e ainda mantém redes de pesquisadores por meio de Núcleos Disciplinares e Comitês Acadêmicos temáticos.

“A finalidade principal é impulsionar o processo de integração latino americana através da criação de um espaço acadêmico comum ampliado, com base na cooperação científica, tecnológica, educacional e cultural entre os países membros”, explica a coordenadora de programas internacionais da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter/UFSC), Elenir Vieira.

Douglas, estudante de Engenharia Florestal da UFSC cursou um semestre no Paraguai. (Foto: Arquivo Pessoal)

Para além disso, participar de um intercâmbio com a AUGM tem proporcionado, nos últimos três anos, novas experiências para 95 alunos da UFSC que foram estudar nas universidades do Grupo. Um deles é Douglas Rufino Vaz, estudante de Engenharia Florestal da UFSC em Curitibanos. Douglas cursou um semestre na Universidad Nacional de Asunción, no campus localizado na cidade de San Lorenzo, no Paraguai.

“Tudo que passei no intercâmbio venho para somar e muito na minha vida pessoal, acadêmica e profissional. Posso dizer que meu maior aprendizado foi o cultural, viver uma nova rotina, conhecer pessoas de todos os cantos do mundo, só fazem você refletir cada vez mais e aprender”, relata Douglas. “Uma nova rotina, viver algo totalmente diferente do seu convencional te faz abrir novos olhos, ter novas expectativas, e lidar com coisas que você jamais imaginava”, conta.

Douglas acredita que todo estudante deveria ter a experiência de estudar em outro país, mesmo que seja um país próximo, como o Paraguai. “Realmente eu vivi a vida de um paraguayo, comi suas comidas, escutei suas músicas e falei seu idioma. O conhecimento cultural é algo que te engrandece e muito. Posso dizer que fui felizardo em ir para um país bilíngue, onde a cultura está muito presente, mesmo estando somente a 1000 km de distância da minha casa”, salienta.

Rachel, estudante de Ciências Sociais, fez intercâmbio pela AUGM para a Argentina. (Foto: Arquivo Pessoal)

A experiência de Rachel Tomás dos Santos Abrão, estudante de Ciências Sociais da UFSC também foi marcante. Rachel cursou um semestre na Universidad de Buenos Aires, na Argentina. A experiência agregou conhecimento em língua estrangeira e enriqueceu a pesquisa de conclusão de curso de Rachel, que será focada nas ditaduras civil-militares da América Latina.

“Foi um enorme aprendizado. Buenos Aires pode ser uma cidade fria e não muito amigável no começo, admito que sofri bastante no primeiro mês, mas quando você começa a fazer amigos e a criar uma rotina como um cidadão de lá mesmo, as coisas mudam e portas maravilhosas se abrem. Aprendi muito na universidade, nunca tive que estudar tanto na minha vida! E sempre fui tratada com a maior igualdade, a cobrança para comigo era a mesma que os professores tinham para com os alunos argentinos”, relata Rachel.

Para a estudante, a experiência fez com que ela reconhecesse  e valorizasse sua própria identidade latino americana. “Aprendi muito sobre a América do Sul em geral, e com isso, percebi como sabemos praticamente nada sobre nossos países vizinhos. Como somos países que compartilham histórias similares e ao mesmo tempo costumes tão distintos, e como se usa a desculpa da barreira da língua – além de outras – para nos mantermos afastados”, avalia.

Desde que voltou, no final de 2016, Rachel já teve a oportunidade de apresentar um trabalho que fez durante o intercâmbio em dois eventos acadêmicos. Também recebeu em sua casa amigos que fez durante o período no exterior.

Um dos eventos que Rachel participou foi a Jornada de Jóvenes Investigadores, que reúne anualmente centenas de estudantes de graduação e pós-graduação das universidades associadas à AUGM. A UFSC seleciona anualmente entre 10 e 20 trabalhos de estudantes, que recebem transporte e auxílio para hospedagem e alimentação. Nos últimos três anos, 71 alunos da UFSC estiveram nas Jornadas.

Para os estudantes que pensam em estudar fora, Douglas diz: “Não pensem, vão!”. “O conhecimento que você adquire não tem igual, e essa experiência é algo seu, que ninguém te tira”, encoraja. Rachel concorda: “juntamente com toda bagagem intelectual e acadêmica, de relações e de amizades, o intercâmbio também me proporcionou a fluência na língua espanhola, fechando essa viagem com chave de ouro, mostrando-se essa, uma maravilhosa experiência de vida”, conclui.

 

Mais informações:
Inscrições para o Programa 

http://sinter.ufsc.br/augm/
http://grupomontevideo.org/sitio/
http://grupomontevideo.org/escala/

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC

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