Palestra na UFSC discute suicídio e formas de prevenção

28/09/2016 14:01

índiceCom a presença de Eduardo Mylius Pimentel, médico psiquiatra e presidente da Associação Catarinense de Psiquiatria, a “Palestra de prevenção ao suicídio” discutiu como identificar e tratar as causas de um possível suicídio. A palestra ocorreu na sala Calêndula, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Durante o encontro foram abordadas questões como a ambivalência – quando a pessoa não quer se matar, mas pensa na possibilidade – e também a relação do suicídio com algum transtorno psiquiátrico tratável.

Apesar de, historicamente, os números de mortes por doenças como a leucemia e a Aids terem diminuído, o suicídio continua sendo a segunda maior causa de morte entre os jovens e, em 90% dos casos, está associado com algum transtorno psicológico ou psiquiátrico que possui tratamento. Segundo Pimentel, quanto mais cedo uma pessoa que possui tendências suicidas procura tratamento, mais chances ela tem de se recuperar.

Pesquisas apontam que a cada três segundos uma pessoa tenta tirar a própria vida no mundo, e, a cada 45 segundos, uma efetivamente consegue. No Brasil, o número é de uma morte a cada 45 minutos, o que significa dizer que todos os dias 32 brasileiros cometem suicídio.

Com o objetivo de prevenir e conscientizar a população sobre o suicídio – que por muito tempo foi tratado como tabu – a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), junto com o Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), promovem, desde 2014, o “Setembro Amarelo”. No ano passado, entre os destaques que marcaram a mobilização durante o mês de setembro estiveram a iluminação de monumentos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ); o Congresso Nacional e a ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF); e a ponte Anita Garibaldi, em Laguna (SC).

Bruno Rosa Ramos/Estagiário de Jornalismo/Agecom/UFSC

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