Morre, aos 88 anos, Helena Amélia Oehler Stemmer, professora da Engenharia Civil da UFSC

28/03/2016 18:59

Em dezembro, ela participou de homenagem póstuma ao marido  Caspar Erich Stemmer no CTCA professora Helena Amélia Oehler Stemmer faleceu por volta do meio dia nesta segunda-feira, 28 de março. Ela começou a lecionar na UFSC em 1969, um ano após a fundação do curso de Engenharia Civil, e foi também Chefe do Departamento, Coordenadora do Curso e Diretora do Centro Tecnológico (CTC). Ela estava internada desde 15 de fevereiro com problemas renais e pulmonares. O velório é no Templo Ecumênico da UFSC e o sepultamento será no Cemitério Jardim da Paz, a partir das 11h desta terça-feira, após culto religioso iniciado às 10h no mesmo local.

Nascida no dia 11 de novembro de 1927 em Porto Alegre, formou-se em Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1954, começou a trabalhar como calculista estrutural em empresas de construções e logo tornou-se uma das mais renomadas profissionais em sua área. Na juventude, praticou atletismo na Sociedade de Ginástica Porto Alegre (Sogipa); também era conhecida pelo seu gosto e conhecimento em ópera (que também sabia cantar, como soprano), a boa memória, o entusiasmo pela leitura e o vasto repertório cultural.

Aperfeiçoou-se em Cálculo Estrutural na Escola Superior Técnica de Aachen, no Extremo Oeste da Alemanha. Depois, lecionou na Universidade de Brasília. Veio para Florianópolis com o marido, o também professor e futuro reitor da UFSC, Caspar Erich Stemmer, de quem foi colega de universidade e com quem havia se casado em 1955. Antes de dar aulas na UFSC, ensinou Física e Química no Colégio Coração de Jesus (hoje Bom Jesus).

Nos anos 70, tornou-se a primeira professora da disciplina Estabilidade das Construções na UFSC. Dedicou-se à docência por quase três décadas até sua aposentadoria, em junho de 1992, e foi co-autora do livro Memórias da Engenharia Civil. Caspar Erich Stemmer faleceu em 2012. Em dezembro do ano passado, Helena participou de evento comemorativo aos 50 anos da posse dele como diretor da Escola de Engenharia Industrial, atual Centro Tecnológico. Na ocasião, ele foi homenageado com uma estátua jardim do prédio principal da Engenharia Mecânica.