Documentário retrata pesquisas da UFSC sobre biodiversidade marinha

15/01/2014 17:15

Nova espécie de esponja descoberta em Santa Catarina (Foto: João Luís Carraro/MNUFRJ)

A equipe do Laboratório de Biodiversidade Marinha do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anuncia o lançamento do documentário “Biodiversidade Marinha de Santa Catarina”, produzido com o apoio do Instituto Larus. O trabalho expõe resultados de pesquisas realizadas pela Universidade com o auxílio de laboratórios parceiros nos últimos quatro anos.  O documentário será divulgado nesta quarta-feira, 15 de janeiro, no site do Projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, no site do Instituto Larus, na página da ONG no Facebook e no YouTube.

“O litoral sul é um laboratório natural de diversidade marinha. A proposta é divulgar não apenas a biodiversidade marinha, mas a ciência marinha; o que é feito cientificamente com os organismos marinhos”, explica o coordenador do Laboratório de Biodiversidade Marinha, Alberto Lindner. Temperatura da água, predação, limites de distribuição de organismos marinhos e ambientes de transição são alguns dos aspectos investigados.

O documentário – de 12 minutos, com imagens em high-definition (HD) – foi produzido em três meses, com a participação de oito alunos de graduação e de pós-graduação da Universidade. Ao todo, foram captadas 60 horas de gravações, em três saídas de campo no entorno da Ilha de Santa Catarina – as primeiras tomadas foram feitas em outubro de 2013.

“Selecionamos temas interessantes que descobrimos nos últimos anos. Este é o primeiro vídeo-documentário com seleção de quatro temas, não só do programa Biodiversidade, mas da Rede SISBIOTA”, explica o coordenador. A SISBIOTA-Mar é uma rede nacional de pesquisa em biodiversidade marinha.

As investigações foram realizadas por meio do projeto de pesquisa Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, executado pela UFSC desde 2010, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC). O projeto conta com o apoio da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e apoiou duas teses de doutorado, sete dissertações de mestrado e mais de dez iniciativas científicas e de graduação. De acordo com Alberto, cerca de 30 saídas de campo foram feitas nesse período.

Obter novos dados, sintetizar informações sobre a biodiversidade marinha de Santa Catarina – com destaque para corais, águas-vivas, esponjas e anêmonas do mar –, fazer a divulgação dessas informações e consolidar um grupo multidisciplinar de pesquisa na área são os principais objetivos do projeto.

A equipe do programa faz uso de ferramentas da inovação tecnológica da Biologia Molecular, e o coordenador explicaque muitos dados novos foram obtidospor meio das pesquisas.Traduzir essas informações da melhor maneira é um dos desafios do Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC. “Nos últimos quatro anos, acumulamos um grande número de novas informações sobre a biodiversidade em Santa Catarina; muitos desses conhecimentos não foram transmitidos de forma adequada. A foto é interessante, mas o vídeo dá a ideia do organismo vivo, não há comparação”, afirma.

Instituto Larus

O Instituto Larus criou o primeiro Programa Estadual de Educação Ambiental do Brasil, em 1996, e tem produzido vídeos desde a década de 80, fornecendo material de ensino, em vídeo,para 1.500 escolas de Santa Catarina – a maioria, da rede pública estadual.

A estimativa do presidente da instituição é de que cerca de um milhão de pessoas assistam ao documentário. “Trabalhamos primeiro a conscientização, para depois trabalhar a educação ambiental. O InstitutoLarus nasceu de um projeto na UFSC em 1982 e se transformou em ONG – ele é filho da UFSC”, explica Alcides Dutra.

“Conhecemos tão pouco o mar perto de onde vivemos.A fauna marinha de Santa Catarina é surpreendente: temos aqui o limite sul de distribuição de organismos marinhos tropicais do Oceano Atlântico. Eles tendem a ser bonitos, coloridos – tanto os peixes como os corais”, comenta Alberto.

O documentário será divulgado nesta quarta-feira, 15 de janeiro, no site do Projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, no site do Instituto Larus, na página da ONG no Facebook e no YouTube.

 

Bruna Bertoldi Gonçalves/ Jornalista /Diretoria-Geral de Comunicação/ UFSC
 

 Revisão: Claudio Borrelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação UFSC
 


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