Rodrigo de Haro visita UFSC para discutir ampliação do mosaico da Reitoria

14/09/2012 12:05

A reitora da UFSC, Roselane Neckel, recebeu em seu gabinete na manhã desta sexta-feira, dia 14, o pintor Rodrigo de Haro e seu assistente Idésio Leal para discutir a ampliação do mosaico feito pelo artista entre 1995 e 1997 na fachada do prédio da Reitoria, no campus da Trindade. Dentro de 15 dias, Rodrigo e Idésio vão apresentar um projeto com orçamento, prazos e medidas para que o painel cubra toda a parte externa e também a parede cega do andar superior. “Queremos completar o abraço que começamos e que ficou incompleto”, diz o pintor. A reunião teve a presença do ex-reitor Antônio Diomário de Queiroz, em cuja gestão foi construída parte da obra.

Atualmente, o painel tem 70 metros quadrados e se localiza na parede frontal do edifício e na lateral da Sala dos Conselhos e do auditório. Como parte dos mosaicos se soltou e houve uma rachadura na parede do lado norte, foi realizada uma reforma em 2009 para a recolocação do material pelos próprios artistas.

Os textos da obra resumem a história das Américas por meio de relatos de viagens, crônicas pré-colombianas, lendas amazonenses, literatura colonial e poemas de autores contemporâneos. Há excertos de textos do folclorista Câmara Cascudo, dos navegadores/cronistas Francisco Lopes de Gómara e Adelbert Von Chamisso e de escritores brasileiros como Raul Bopp, Pedro Port e Alcides Buss. Num dos lados do hall da reitoria, parte de uma parede é dominada por um mosaico com a imagem de Catarina de Alexandria, padroeira dos estudantes e do Estado de Santa Catarina, também feita por Rodrigo de Haro.

O mosaico externo se tornou uma das atrações da universidade e, para muitos, uma visita obrigatória para quem vem a Florianópolis. É comum pessoas que participam de congressos e outros eventos na UFSC posarem para fotos em frente à Reitoria por causa da obra. O trabalho é citado no livro “Mosaicos brasileiros”, de Henrique Gougon, como uma das referências na arte do mosaico no país. “Gostaria de reforçar a idéia da pirâmide e completar a abordagem da história fascinante, ambígua e cheia de contradições da América Latina”, ressalta Rodrigo, ao justificar a intenção de cercar todo o prédio com a obra.

É importante ressaltar que no hall do prédio há um grande painel de 1972 e no gabinete da Reitoria existem duas telas do pai de Rodrigo, Martinho de Haro, que foi um dos mais expressivos pintores modernistas brasileiros.

Paulo Clóvis Schmitz/ Jornalista da Agecom/ UFSC

Fotos: Wagner Behr/ Agecom/ UFSC

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