UFSC oferece curso de extensão em Gestão de Acervos Museológicos

22/03/2011 17:01

Foto: Thaine Machado

Pessoas que moram no raio de três quilômetros dos museus nas cidades brasileiras são as que menos visitam o seu acervo. Essa pesquisa recente do Observatório Nacional de Estudos de Público, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus, mostra o quanto os acervos de memória estão desvinculados das comunidades que representam. Quanto mais próximo o cidadão mora de uma instituição museológica menos se dispõe a conhecê-la, aponta o estudo de 2009. Capacitar pessoas que atuam no setor para que os museus deixem de ser arquivos mortos da história e da cultura de uma cidade, integrando-os ao público é o objetivo do Curso de Extensão Gestão de Acervos Museológicos, que o Núcleo de Estudos Museológicos da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina oferece de 7 de abril a 16 de junho.

Com aulas sempre às quintas-feiras, das 9 às 12 horas, na sala 606A, do Centro de Ciências da Educação e carga horária de 30 horas/aula, o curso é gratuito, aberto ao público em geral, mas se direciona a alunos dos cursos de biblioteconomia, arquivologia, museologia, professores, pesquisadores e profissionais da área de museologia que querem melhorar a integração com o público. “É preciso empreender todo um esforço de gestão para atrair a comunidade e torná-lo uma instituição viva, afinal, é a referência de sua história e de sua identidade que ele representa”, explica Francisco do Vale Pereira, historiador e coordenador do Nemu.

Oferecendo 30 vagas, o curso quer fortalecer a ação educativa dos museus, aperfeiçoando as formas de interação com os diferentes públicos visitantes e ensinando não só a quantificá-los, mas principalmente a qualificá-los. “A gestão de um museu precisa considerar as diferentes linguagens de cada público, seja ele crianças de uma escola, portadores de necessidades especiais, turistas, estrangeiros, indígenas ou pesquisadores”. Será ministrado pela museóloga Rosana Andrade Dias do Nascimento, doutora em História pela UFBA; professora de História da Arte no Curso de Design da UFSC e professora convidada do curso de Mestrado em Museologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, com reconhecida atuação nacional e internacional na área de Documentação Museológica, Teoria Museológica.

Em Santa Catarina são aproximadamente 200 museus no Estado que têm como principal desafio melhorar a qualidade técnica dos acervos e mostrar sua importância à população. “O melhor caminho para cumprir esse desafio é prepará-los para preservar e difundir melhor os museus, de modo que estejam mais presentes na vida das cidades”, aponta Pereira. O curso capacita os gestores a realizarem o inventário do seu acervo, a cuidarem da sua reserva técnica, restauração e conservação em laboratórios e finalmente foca na exposição ao público, mostrando as diferentes dinâmicas de apresentação do acervo. “Quanto mais um gestor conhece e administra o seu acervo, mais tem condições de transformá-lo em uma ponte de ligação e diálogo com a sociedade em torno”.

Interessados devem enviar seu nome completo e CPF para o e-mail , ou entrar em contato pelo telefone: 3721 6318 / 9114 4477.

Programa:

  1. Conceito de Documento
  1. Documentação
    1. Definição básica;
    2. Documentação: na Museologia, na Biblioteconomia e na Arquivologia;
    3. A interdisciplinaridade e a documentação museológica.
  1. A Documentação Museológica: procedimentos de aquisição
    1. Ética de Aquisição;
    2. Políticas de Aquisição;
    3. Tipos de Aquisição;
    4. Documentação provisória para aquisição.
  1. Documentação Técnica Museológica
    1. Sistema de numeração;
    2. Procedimentos de marcação;
    3. Inventário;
    4. Sistema de Fichas: de Identificação, de Localização com Planta baixa, de Conservação;
  1. Diagnóstico de acervo.
  1. Banco de dados para acervos de museus.

Contatos: (48) 99110524 – 37219459

assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

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