Evento celebra 40 anos da IA na UFSC, relembra pioneirismo e debate desenvolvimento responsável

A conferência “A Inteligência Artificial no contexto universitário” combinou memória, ciência e perspectivas de futuro. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom
A história da Inteligência Artificial (IA) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ganhou novos contornos na noite desta terça-feira, 15 de setembro. Quatro décadas depois da criação da primeira disciplina dedicada ao tema na instituição, professores, estudantes, técnicos e gestores reuniram-se no Auditório da Reitoria, no Campus de Trindade, em Florianópolis, para celebrar essa trajetória única e refletir sobre o futuro de uma tecnologia cada vez mais presente nas salas de aula, nas pesquisas e nas relações humanas.
Promovida pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), a conferência “A Inteligência Artificial no contexto universitário” combinou memória, ciência e perspectivas de futuro. Mais do que apresentar ferramentas e conceitos, o encontro abriu espaço para discutir as transformações provocadas pela IA, suas possibilidades de aplicação e os desafios éticos e pedagógicos que impõe aos processos de ensino e aprendizagem.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem ao professor aposentado Renato Antonio Rabuske, responsável por ministrar, em 1986, a primeira disciplina de IA da UFSC. O reitor Amir de Oliveira e o professor Aldo von Wangenheim entregaram uma placa de reconhecimento à contribuição de Rabuske para a área. Ele estava acompanhado da esposa, a também professora aposentada da UFSC, Márcia Aguiar Rabuske, cuja atuação na área da Computação e no Departamento de Informática e Estatística (INE) também foi evidenciada.
Com apresentações artísticas da Companhia de Dança da UFSC, a solenidade inaugurou um ciclo de debates sobre Inteligência Artificial na Universidade. Participaram do evento o reitor Amir de Oliveira, a vice-reitora Felipa Amadigi, secretários, pró-reitores, docentes, técnicos-administrativos e estudantes. Ao revisitar o caminho iniciado há 40 anos, a UFSC não apenas reconheceu o trabalho de quem ajudou a construir essa história, mas também renovou o compromisso de pensar criticamente os impactos da IA na educação e na sociedade.
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