Grupo de pesquisa da UFSC usa moscas para testar potencial de medicamentos
O Grupo de Pesquisa do Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estuda a utilização da Drosophila melanogaster, conhecida popularmente pelo nome mosca-da-fruta, como cobaia nas pesquisas científicas. O inseto é usado para a experimentação de medicamentos antidepressivos. O grupo de pesquisa é um dos pioneiros nesse campo.
Cilene Lino de Oliveira, coordenadora do projeto e professora do CCB, considera que as drosófilas podem ser uma alternativa aos roedores, como ratos e camundongos, nos testes científicos. Segundo a pesquisadora, o estudo propõe substituir os animais vertebrados por moscas para ajudar a diminuir os custos e aumentar o poder estatístico dos experimentos.
A especialista explica que os roedores são maiores e têm mais tempo de vida do que as moscas, por isso exigem mais recursos financeiros para criação e manutenção em laboratório. Em um espaço em que cabe somente um rato de laboratório, por exemplo, cabem centenas de moscas. E apenas uma semana é necessária para acompanhar o inseto desde o nascimento até a vida adulta. Estes dois aspectos combinados, para a pesquisadora, fazem com que as despesas de manutenção das invertebrados em um laboratório sejam muito menores.
Segundo a professora Cilene, o número de roedores disponíveis para experimentação diminui por conta do preço elevado, então os experimentos com cobaias tradicionais costumam ter menor poder estatístico.
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