Funcionamento do sistema solar é explicado em estande da UFSC

18/05/2007 10:48

Com o tema “Astronomia na UFSC”, professores e estudantes exibem em um estande na 6ª Sepex materiais explicativos sobre o tema para divulgar seus trabalhos e disseminar conhecimento. Exibição de vídeos sobre o sistema solar, banners e simulação de eclipses são alguns dos recursos utilizados pelas equipes do Planetário e do Grupo de Astrofísica.

A coordenadora do Planetário, Edna da Silva, diz que a Sepex é também uma oportunidade para divulgação do projeto que propõe a construção do primeiro Museu de Ciências do Estado. A intenção é recolher 20 mil assinaturas para serem posteriormente entregues ao Presidente Lula, com o objetivo de demonstrar a importância do Museu para toda a comunidade. O projeto foi elaborado pela Associação Parque Viva Ciência, da qual fazem parte professores e colaboradores da UFSC. Edna é vice-presidente da Associação.

O Planetário está vinculado ao Departamento de Geociências (CFH) e foi inaugurado em dezembro de 1971. Possui um auditório utilizado para aulas e palestras, além de uma sala construída especialmente para simular o céu noturno. É um dos setores que integra o programa “Venha Conhecer a UFSC”, pelo qual recebe visitas de estudantes do ensino médio.

No mesmo estande o Grupo de Astrofísica, ligado ao Departamento de Física da UFSC, mostra suas pesquisas, que incluem estudos sobre galáxias e estrelas.

Por Ana Carolina Dall’Agnol / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Jogos matemáticos são atrações em estande da Sepex

18/05/2007 10:44

Imagine um jogo em que três bastões em posições verticais são fixados numa base. Em um destes bastões, são encaixados cinco ou mais discos de diâmetro variado e com um orifício no centro. Os discos ficam dispostos em ordem decrescente de tamanho, de baixo para cima. O desafio consiste em transportar as peças uma a uma para um dos outros pinos, sem colocar um disco maior sobre um menor e com o menor número de movimentos possível.

O jogo é “Torre de Hanói” e tem como objetivo principal o estímulo do raciocínio lógico. É com este propósito que ele está entre os jogos disponibilizados no estande do Laboratório de Estudos de Matemática e Tecnologias (LEMAT), na 6a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC.

Além de “Torre de Hanói”, os visitantes do estande podem participar de outros jogos que envolvem o uso da Matemática, como Tangram, Cubo Soma e Quadrado Mágico, além de exercícios com Matrizes e Origami.

O LEMAT foi criado com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino de matemática nos níveis fundamental e médio, através da elaboração de materiais didáticos e de atividades computacionais. O laboratório faz parte do programa “Venha Conhecer a UFSC”, pelo qual as escolas podem agendar visitas à universidade. Para saber mais sobre o Lemat, acesse o site http://mtm.ufsc.br/lemat/Lemat.html

Mais informações com Rosimary Pereira, pelo telefone 3721-9774

Por Ana Carolina Dall’Agnol / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Departamento de Enfermagem simula parto normal na Sepex

18/05/2007 10:38

Com diversos modelos do corpo humano, o estande do Departamento de Enfermagem chama a atenção de quem passa pela 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. Através de simulações, os visitantes podem ter uma idéia de como funcionam procedimentos como o parto normal e as massagens cardíacas.

As vantagens do parto normal são exibidas em um vídeo. Em seguida, a professora Katiuscia Pereira mostra a simulação de um parto com um boneco, explica detalhadamente todas as etapas do processo para o público, formado principalmente por crianças, e responde aos questionamentos em relação à dilatação e alimentação através do cordão umbilical.

Katiuscia demonstra também como funciona o parto de cócoras, método já adotado pelo Hospital Universitário da UFSC. As gestantes podem optar entre a nova técnica e o parto normal. De acordo com a professora, muitas mulheres ainda escolhem a segunda opção, por sentirem-se mais familiarizadas com ela.

Os visitantes podem observar também como funciona o processo de reanimação através de massagem cardíaca. A técnica, demonstrada por alunas, utiliza bonecos de um adulto e de um bebê para explicar as diferenças entre os tipos de massagem.

Os trabalhos do Grupo de Apoio à Pessoa Ostomizada (GAO) também estão em exibição no estande. Trata-se de um programa de extensão do Departamento de Enfermagem, desenvolvido em parceria com o HU, Secretaria de Estado da Saúde e Associação Catarinense da Pessoa Ostomizada (ACO). O paciente ostomizado não consegue evacuar e/ou urinar pelas vias normais, devido a doenças como o câncer e a ferimentos na região da bexiga ou do intestino.

Estas pessoas passam a depender, necessariamente, de uma bolsa de ostomia, uma espécie de sacola plástica que fica junto ao corpo e serve para armazenar as fezes e urinas.O estande localiza-se na área de Saúde, número 91.

Mais informações pelo telefone 3721-9480.

Por Ana Carolina Dall’Agnol / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Modelo energético é tema de debate na Sepex

18/05/2007 10:35

A Associação de Professores da UFSC (Apufsc) participa da 6ª Sepex promovendo o debate Modelo energético brasileiro e conseqüências sócioambientais. O evento, que tem o apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (Feec) e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (Prec) da UFSC, acontece nesta sexta-feira, dia 18, a partir das 14 horas, no auditório do Centro de Convivência.

O objetivo do debate é refletir sobre a situação atual do modelo energético do país e perspectivas futuras. Além de discutir a implantação de barragens, o evento busca pensar em formas alternativas de geração, distribuição e consumo de energia, visando a sustentabilidade energética, sócio-econômica e ambiental do país, perseguindo sua soberania neste âmbito do desenvolvimento

Coordenada pela professora Albertina Dutra Silva, diretora da Apufsc, o debate terá a participação de Denilvo Moraes, representando o Ministério de Minas e Energia, Miriam Prochnow, representante da Rede de ONGs da Mata Atlântica, e do engenheiro Dorival Gonçalves, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Fonte: Apufsc

Encontro internacional discute importância da atividade física na terceira idade

18/05/2007 10:00

Pela primeira vez em Santa Catarina será realizado o ´Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade`. Em sua nona edição, o evento vai ocorrer de 21 a 23 de maio, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. O tema será “Novas Perspectivas em Políticas Públicas na Atividade Física e no Envelhecimento”. A novidade para esta edição é que, além de promover debates entre profissionais, o seminário vai oferecer atividades voltadas especialmente aos idosos, como mesas-redondas e oficinas de ginástica, yoga e dança de salão.

A UFSC já desenvolve trabalhos na área através do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) desde 1982, e no Centro de Desportos (CDS), desde 1985, como destaca uma das organizadoras do evento, a professora do CDS Marize Amorim Lopes: “Trabalhamos há mais de 20 anos com atividades físicas para idosos, daí a importância de trazer o seminário para Santa Catarina”. Ela ainda ressalta: “Com o aumento da população de idosos no Brasil, é fundamental que haja a conscientização para a necessidade da prática de atividades físicas como forma de manutenção da saúde”.

A programação do seminário contará com palestras, minicursos, mesas-redondas e oficinas. Inscrições pelo site www.zanda.com.br/siafti/index.php. Após essa data as inscrições deverão ser feitas no local do evento.

A conferência de abertura “Programas de Atividade Física e Políticas Públicas Internacionais” será ministrada pelo vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Milton Gorzoni. Outros temas a serem discutidos são: Direitos da pessoa idosa e atividade física; Qualidade de vida, envelhecimento e atividade física e O papel da universidade na formação de recursos humanos para a atividade física para idosos.

Para conferir a programação e obter mais informações também acesse www.zanda.com.br/siafti/index.php

Mais informações com professora Marize Amorim Lopes, fone 3721 8564 / 8401 6767, e-mail: marize@floripa.com.br

Por Ingrid Cristina dos Santos / Bolsista em Jornalismo da Agecom

Arquivo

Laboratório de Mídia do Centro de Desportos dá suporte didático à graduação e à pós-graduação

18/05/2007 09:58

O Laboratório de Mídia do Centro de Desportos é um dos destaques da 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), que está sendo

realizada no Campus da UFSC. Ele foi criado para dar apoio didático às atividades de ensino, pesquisa e extensão, tanto na graduação como na pós-graduação do CDS. Diferentemente dos demais setores, o Labmídia prepara os alunos para usarem os equipamentos como ferramenta didático-pedagógica nas mais diversas atividades que vão desenvolver como profissionais.

Segundo o professor Giovani Lorenzi Pires, que coordena o laboratório, o setor tem como conceito preparar bem o aluno para conviver nesse meio. Por conta disso foi criado o Observatório da Mídia Esportiva, vinculado ao Núcleo de Estudos Pedagógicos. Uma das pesquisas que estão sendo elaboradas diz respeito à recepção e divulgação dos atletas que vão participar do Pan 2007. Outro estudo propõe a implantação de uma plataforma virtual, inicialmente aberta apenas para a comunidade do CDS, que pretende ser um espaço de convivência na web.

Foi criado também um programa de capacitação e reciclagem de professores da rede municipal e de alunos do CDS, que passaram a dominar as técnicas de produção de material didático em vídeo. Os resultados disso vão ser mostrados durante o Congresso do Colegiado Brasileiro de Ciências do Esporte, que acontece em setembro, em Recife. O Labmídia teve 16 trabalhos aprovados para apresentação e parte desse material poderá ser visto durante a 6ª Semana de Ensino e Pesquisa da UFSC.

Outras informações com o professor Gionavi, no ramal 3721.8615

Por José Antônio / Agecom

Mapas para deficientes visuais produzidos em laboratório da UFSC são expostos na Sepex

18/05/2007 09:33

Folhas de papel, linhas de barbante, palitos de sorvete, papel dobradura. Com estes materiais, é possível produzir um mapa especial, interpretado através do toque das mãos. São os chamados mapas táteis, desenvolvidos especialmente para deficientes visuais. Eles servem para ajudar na orientação e locomoção de pessoas cegas em lugares públicos, e também como material didático, para mostrar aspectos como relevo, divisão territorial, entre outros. Porém, têm como principal função a inclusão social, já que disponibilizam informações antes inacessíveis por uma parcela da população.

Estes instrumentos são desenvolvidos pelo Laboratório de Cartografia Tátil da UFSC e estão em exposição no estande do Departamento de Geociências, na 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. Um dos trabalhos realizados atualmente pelo laboratório é o desenvolvimento de um padrão para a confecção dos mapas táteis. Os padrões criados serão repassados à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Antes de estabelecer padrões, os mapas devem ser aprovados pelos próprios cegos, que testam a eficiência dos materiais escolhidos. Um mapa tátil deve apresentar texturas e elementos que transmitam a mensagem proposta com facilidade.

O laboratório participou também da criação do primeiro mapa tátil da área central de Florianópolis, projeto desenvolvido pela aluna Luciana Cristina de Almeida e pela professora Ruth Emília Nogueira Loch. O painel possui representação de diversos pontos do centro da cidade, como da Catedral, do terminal de ônibus e das principais ruas e praças. Atualmente, está instalado no Terminal do Centro (Ticen).

Os recursos dos trabalhos idealizados pelo laboratório são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Mundialmente, a produção de mapas táteis é escassa. Na Espanha, a Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE) produziu alguns mapas para cegos em escala grande. Em Portugal, a responsabilidade de confecção destes materiais é do Governo, através do Ministério da Educação, e são usados apenas como materiais didáticos.

No Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram pesquisas na área na década de 90. Em Santa Catarina, até 2004, os mapas táteis eram de responsabilidade da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), mas a produção ocorria sem a orientação de especialistas em cartografia. Desde então, o Departamento de Geociências da UFSC vem pesquisando para melhorar os mapas táteis produzidos na FCEE. Em 2006, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi montado então o laboratório de Cartografia Tátil.

O estande do Departamento de Geociências localiza-se na área de Meio Ambiente.

Mais informações pelo telefone 3721-8593

Por Ana Carolina Dall’Agnol / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Programação artístico-cultural da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão prossegue com diversas atrações sexta e sábado

18/05/2007 09:23

Trio Butiá na Concha Acústica, dia 18, às 12h30

Trio Butiá na Concha Acústica, dia 18, às 12h30

Teatro, dança, coral, música, mostra de filmes e exposições fazem parte da programação artístico-cultural que está sendo realizada durante a 6ª Sepex – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC. A maioria das apresentações acontece no palco da Sepex, na lona principal. Os locais daquelas que não ocorrem no palco são especificadas na programação abaixo. Confira a agenda de sexta e sábado.

Dia 18 (sexta-feira)

10h – Dança Afro-Brasileira e Hip Hop: Valorizando nossas raízes na atualidade, com crianças do Centro de Educação Complementar Vila União, da Vargem do Bom Jesus.

Coordenação: Ana Alonso

10h30 – Coral Canta Beatriz, da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, bairro Pantanal.

Coordenação: Jackson Cardoso

11h30 – Teatro “Surtos ou Manual da Internação Involuntária”, criação coletiva do Grupo de Teatro, Cinema e Terapia para Usuários do Caps, projeto de extensão do Departamento de Psicologia da UFSC.

Coordenação: Professor Marcos Eduardo Rocha Lima

12h30 – Mostra de Filmes Universitários, de alunos dos cursos de Cinema da UFSC e da Unisul

– UFSC: “Duas Vidas”, 10 min., Direção Coletiva e “Entropia”, Dir: Lucian Chaussard, 10 min.

– Unisul: “Mnésia”, 15min., de Oscar R. Júnior , “Passagem”, 15 min., Direção Coletiva e “Sinestesia”, 12 min., de Paulo Maisatto.

Coordenação: Zeca Pires e Oscar R. Junior

Local: Auditório do Centro de Convivência

12h30 – Projeto 12:30 – Trio Butiá

Local: Concha Acústica da UFSC

15h – Grupo Reaja – apresentação musical. O grupo trabalha com animação de pacientes em hospitais

16h – Teatro de fantoche do Grupo Reaja

17h – SaraUFSC – Poesia, Teatro e Música. Integrantes: alunos do Curso de Letras da UFSC e artistas da comunidade. Diretora Artística: Juliana Impalé

18h30 – Violão e Voz MPB, com Lilian Rodrigues e Jackson Cardoso.

Cravo-daTerra no Centro Convivência, dia 18, às 20 h

Cravo-daTerra no Centro Convivência, dia 18, às 20 h

20h – Grupo Cravo-da-Terra, com instrumentos de sopro, corda e percussão numa viagem pela música brasileira. Integrantes: Ive Luna, Marcelo Mello, Mateus Costa, Rodrigo Paiva e Otávio Rosa. Centro de Convivênica, às 20 horas

21h – “Sonhos”, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo DAC/UFSC. O mágico espetáculo teatral com luz negra apresenta aspectos da cultura açoriana local, formada por várias cenas: os pescadores, as rendas de bilro e a rendeira, além de temas universais evocados do universo onírico. Roteiro, direção e produção: Carmen Fossari. No Teatro da UFSC, ao lado da igrejinha, dias 18 e 19, às 21 horas.

Dia 19 (sábado)

10h – Fanfarra Municipal de Governador Celso Ramos. Regência: Jéferson Magnos de Souza e Rafael Geraldo Haskel. Coreografia: Aline Lima Duarte

11h – Grupo de Dança Folclórica da 3ª Idade do CDS/UFSC. Dança da Farinhada, Ratoeira, Rendeira, Pau de Fita e Arco de Flores.

Coordenação: Professora Marize Amorim Lopes.

12h30 – Projeto 12:30 – Banda Ilha de Nós

Local: Concha Acústica da UFSC

14h – Duas coreografias de Dança de Salão – Tango e Salsa, relacionadas ao estande do Projeto de Extensão “Una vuelta por hispanoamérica”, do Curso de Letras / Espanhol da UFSC, coordenado pela profa. Luizete Guimarães Barros.

15h – Grupo de Arte e Cultura Ilha Xucra, danças Maçanico, Pezinho, Cana-Verde, Pau-de-Fitas, etc. e apresentação de chula. Coordenação: Cristiane Fortkamp, diretora do Departamento Jovem do MTG-SC.

17h – Maracatu – Grupo Arrasta Ilha, com alunos e ex-alunos da UFSC e outros integrantes da comunidade

21h – “Sonhos”, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo DAC/UFSC. O mágico espetáculo teatral com luz negra apresenta aspectos da cultura açoriana local, formada por várias cenas: os pescadores, as rendas de bilro e a rendeira, além de temas universais evocados do universo onírico. Roteiro, direção e produção: Carmen Fossari. No Teatro da UFSC, ao lado da igrejinha, dias 18 e 19, às 21 horas.

EXPOSIÇÕES

Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos

“Florianópolis e Açores” – O encontro das origens. Exposição fotográfica de Joel Pacheco. De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e das 14h às 17h.

Galeria de Arte da UFSC

Exposição “Único e Múltiplos”, com instalações de Cristina Bastos (Vitória – ES), feitas com tampinhas de garrafa Pet que permitem a intervenção do público em algumas obras. De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30.

Espaço Cultural do Hall da Reitoria da UFSC

– Exposição “Retrospectiva a Restauração da Fortaleza de São José da Ponta Grossa e maquetes das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina”. De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

– “Sabores da França”. Fotografias de Rossana Proença. De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

Espaço Estético do Colégio de Aplicação da UFSC

Exposição de Velas e Pinturas do Laboratório de Química: a produção artística favorecendo a apropriação de conhecimentos químicos. Trabalhos de alunos do ensino médio do Colégio de Aplicação da UFSC, orientados por Lígia Catarina Mello e Juliana Cardoso Coelho e Dilma Maria Marconi. De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30.

ENGENHO DO SEU ZICO

Um engenho produzindo farinha de mandioca com tração animal, aos moldes que os povoadores açorianos implantaram aqui no litoral catarinense. Demonstração da produção artesanal e comercialização de produtos derivados da farinha de mandioca.

Local: Centro de Convivência da UFSC, das 8h às 21h.

FEIRA COLONIAL

Os Colégios Agrícolas da UFSC, sediados em Camboriú e Araquari, estarão comercializado sua produção de hortaliças, queijos, conservas e carnes defumadas. De quarta a sexta-feira, das 9h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

FEIRA DE ARTESANATO

A Feira de Artesanato da 6ª Sepex contará com vários artesãos ligados à UFSC, demonstrando e comercializado seus produtos. De quarta a sexta-feira, das 9h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

Coordenação da Programação Artístico-Cultural: Clóvis Werner, Irac Orsi e Marco Antônio Vieira Valente.

Departamento Artístico Cultural/Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC.

Contatos: (48) 3721-9348 e 3721-9447 ou pelo e-mail sepexartistico@reitoria.ufsc.br.

Grupo de Astronomia promove edição catarinense do Dia Internacional da Astronomia na Calçada

18/05/2007 09:14

Com o objetivo de incentivar e disseminar o gosto pelas Ciências, em especial, pela observação de objetos celestes, o Grupo de Estudos de Astronomia do Planetário UFSC (GEA) realizará um evento público neste sábado, dia 19, a partir das 17h30, no Trapiche da Avenida Beira Mar Norte.

A atividade integra o primeiro “Dia Internacional da Astronomia na Calçada”, no qual astrônomos de vários países estarão disponibilizando seus equipamentos para o público. Serão feitas apresentações sobre diversos temas relacionados com a astronomia. Os eventos que poderão ser observados são: conjunção Lua/Vênus, planetas, constelações e céu profundo.

Segundo José Geraldo Mattos, secretário do GEA, “espera-se reunir centenas de pessoas interessadas em observar planetas, estrelas e outros objetos celestes, diretamente nos telescópios que estarão no local”. Para a realização dessa atividade é necessário que o tempo esteja bom, ou seja, exige céu claro e boa visibilidade.

Os seguintes equipamentos estarão disponíveis: Telescópios Meade 10″ e Celestron 6″, e binóculo 20X60.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9241 ou pelo site www.gea.org.br

Canções de um momento

18/05/2007 08:37

Para os integrantes, o coral é mais do que o canto

Para os integrantes, o coral é mais do que o canto

Uma das apresentações culturais da noite de quinta-feira de Sepex foi proporcionada pelo Coral da UFSC. Unindo integrantes experientes e novatos que começaram a cantar em março, o show trouxe músicas da MPB, como A Ponte, de Lenine, Emoldurada, de Ivan Lins e a desconhecida e delicada Canções e Momentos, de Milton Nascimento.

As vozes foram acompanhadas pela dança de seis meninas, cinco delas professoras de Educação Física. As coreografias trouxeram aquilo que a música inspirava, significava, ritmava. Depois de materializar algumas canções, as bailarinas desceram e se misturaram à platéia, dando outros espaços à melodia. Mais algumas canções e quem se misturou com o público foram os coralistas. As dançarinas, então, cantaram também, fazendo parte da grande roda que envolveu a platéia. Veteranos – usando camisetas coloridas -, iniciantes (que trajavam branco) e os visitantes da Sepex se fundiram num momento de canção originalmente inspirado por Milton Nascimento e executado pela maestrina Míriam Moritz e seus coralistas.

União – Vera Pardo, aluna do curso de Educação Física, uniu sua voz ao coro pela primeira vez em público naquela noite. Antes disso, sua participação sempre se deu através dos silenciosos movimentos do corpo. “Nossa primeira dança com o coral ilustrava uma música do Boi de Mamão”, relembra. O convite de integrar dança e canto partiu de Miriam, e desde 2006 o grupo de meninas, que se denomina Fazendo Corpo Mole, realiza oficinas de expressão corporal junto aos coralistas. “Como queremos trabalhar a união, achamos que cantar também seria interessante para atingir esse objetivo. E é ótimo, porque assim posso me colocar no lugar deles e vejo que existem certos movimentos que são difíceis de serem executados enquanto se canta”, constata.

Evandro Belmiro está quase terminando o curso de Pedagogia, e conta que um dos momentos mais marcantes vividos em quatro anos e meio de convívio com o coral foi exatamente o início. “Fui no Departamento Artístico e Cultural para me informar a respeito de aulas de violão e lá conheci Severina Borges, a antiga maestrina. Conversando, ela me convenceu a ingressar, pois havia falta de vozes masculinas. Eu tinha clareza de que não sabia cantar – quando tocava violão fazia parceria com minha irmã, que acompanhava as músicas – mas fui mesmo assim. O coral então, se tornou a maior experiência acadêmica que tive, muito além da graduação, da participação no movimento estudantil ou da prática de esportes.”

Terapia – O estudante compartilha da opinião de Miriam, de que o coral é muito mais do que pessoas reunidas em torno da música. “Aqui se formam amigos, namorados. A pessoas vão pra casa com outro resultado”, atesta a maestrina, que não só entende como estimula essa outra relação com o coral. “Percebi que muitas pessoas procuravam o coral como uma forma de terapia. Então nosso objetivo vai além de trabalhar a música como um elemento sonoramente perfeito”. Em 2003 Míriam finalizou sua pós-graduação em Musicoterapia.

À frente do Coral da UFSC desde 2004, a maestrina é a quarta regente desde 1963, ano da fundação. Com experiência em regência de corais de crianças, adolescentes e adultos, Míriam entende a música como algo a ser dividido. “Sempre me agradou trabalhar em grupo. Gosto de integrar, compartilhar a música e as experiências decorrentes dela”.

Desde que o coral surgiu esta é a primeira vez que se forma uma turma de iniciantes. O projeto de extensão foi idealizado por Miriam, como forma de oportunizar a participação de outras pessoas da comunidade e também avançar ainda mais com os que já têm experiência com o canto.

Por Cláudia Schaun Reis/Jornalista na Agecom

Mobilização por melhorias no RU pressiona reitoria

17/05/2007 17:46

Estudantes e pró-reitora debatem condições do RU

Estudantes e pró-reitora debatem condições do RU

Dezenas de estudantes participaram de uma manifestação por melhorias no RU. Eles seguiram com bandejas nas mãos, do Restaurante Universitário até o prédio da reitoria, reivindicando audiência com o reitor. A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Corina Martins Espíndola, conversou com os manifestantes e debateu questões apontadas por eles.

Dentre os pontos destacados estão a qualidade e quantidade das refeições oferecidas pela empresa terceirizada que foi contratada em caráter de emergência, a reforma da cozinha do RU e a construção da terceira ala, além do número de vagas da Moradia Estudantil e das autorizações para realização de festas no campus.

Corina declarou que a expectativa é de que na próxima semana as panelas retornem da manutenção e, consequentemente, as refeições voltem a ser preparadas pelos funcionários da universidade. Afirmou que a prioridade é a reforma da cozinha, pois, de acordo com ela, sem seu funcionamento, nenhuma das alas pode oferecer a alimentação. “A construção da terceira ala depende de processo de liberação de recursos, está orçada em cerca de 1 milhão de reais, e pretendemos iniciá-la em dezembro, época de recesso, para não prejudicar ainda mais os estudantes”, justificou.

Convites – Os estudantes convidaram a pró-reitora a passar uma semana freqüentando as filas do RU e almoçar no restaurante, para verificar a qualidade das refeições. A fim de atestar a transparência do processo de contratação emergencial da empresa – respaldado na Lei 8666/93, que regulamenta o artigo 37 da Constituição – Corina também convidou os manifestantes a buscarem junto à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) os contatos das empresas consultadas e marcar uma reunião com o proprietário da que foi contratada, a fim de obterem outros esclarecimentos.

A PRAE também divulgou nota de esclarecimento, assinado por Corina, reproduzida aqui na íntegra:

”A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PRAE, diante das notícias veiculadas no âmbito desta Universidade, sente-se no dever de prestar os devidos e necessários esclarecimentos à Comunidade Universitária a respeito da atual situação da cozinha do Restaurante Universitário – RU, conforme segue:

1) A reforma da cozinha do Restaurante Universitário já estava definida, como prioridade, para o mês de dezembro/2007, sobretudo pela sua premente necessidade, como também pela disponibilidade orçamentário-financeira;

2) A Direção do RU, bem como esta Pró-Reitoria, sempre dispensou integral apoio às orientações e solicitações formuladas, objetivando a manutenção dos equipamentos pelos órgãos responsáveis da UFSC, além da qualidade dos serviços prestados e, sobretudo, da segurança dos seus servidores;

3) Com relação ao problema ocorrido com a tampa de uma das panelas do RU, que gerou insegurança ao trabalho, a PRAE decidiu efetuar uma avaliação das demais panelas, através de uma empresa especializada, sem vinculação com a UFSC, a fim de demonstrar a sua idoneidade;

4) Esta decisão implica na necessidade de um pequeno período para recomposição das panelas. Todavia, será emitido um laudo técnico pela empresa especializada que, certamente, irá afastar toda e qualquer dúvida em relação à segurança dos servidores do RU;

5) A PRAE sempre primou por ações e decisões responsáveis, voltadas à qualidade dos serviços oferecidos pelo RU, bem como pelo respeito a todas as pessoas envolvidas com o Restaurante Universitário;

6) O caso ocorrido na cozinha não decorre da falta de responsabilidade ou de ações da Direção do RU, ao contrário, tem empreendido todos os esforços visando oferecer melhores condições de trabalho, como também garantir total segurança aos seus servidores.

7) Por fim, a PRAE confirma que o fornecimento das refeições será realizado pela Empresa NUTRIBEM, no prazo aproximado de 20 (vinte) dias, a contar desta data.

Na certeza de ter prestado os devidos esclarecimentos, a PRAE espera contar com a compreensão de toda a comunidade universitária, apesar dos possíveis transtornos, porquanto tem ciência de que, para muitos estudantes, esta é a única forma de viabilizar a alimentação”.

Calendário de formaturas desta semana é divulgado

17/05/2007 16:50

O Centro de Cultura e Eventos divulgou o calendário de formaturas dos cursos de Engenharia Civil, de Alimentos, Química, de Materiais e Mecânica, Ciências da Computação e Sistemas de Informação. Todas as solenidades acontecerão no Centro de Cultura e Eventos. Confira as datas e horários:

Dia 18 de maio, sexta-feira

19h30 – Curso de Engenharia Civil

Dia 19 de maio, sábado

10h – Curso de Engenharia de Alimentos

10h – Curso de Engenharia Química

15h – Curso de Ciências da Computação

15h – Curso de Sistemas de Informação

19h30 – Curso de Engenharia de Materiais

19h30 – Curso de Engenharia Mecânica

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Formaturas são realizadas gratuitamente

Os estudantes da UFSC que estão prestes a se formar não precisam se preocupar com as despesas com a solenidade. A universidade fornece gratuitamente o auditório com decoração interna, becas, capelos, mestre de cerimônias, iluminação, som, cadeiras, sala para recepção dos formandos, seguranças, recepcionistas e um coordenador geral do evento. Além disso, a cerimônia é transmitida via internet e o filme é disponibilizado no site do departamento com acesso livre.

A partir de 2004 as formaturas da UFSC passaram a ser realizadas obrigatoriamente no auditório do Centro de Cultura e Eventos. De acordo com o diretor do centro, Luiz Roberto Barbosa, o objetivo é de que os alunos não tenham custo algum. “Todas as cerimônias são niveladas, possuem boa qualidade, já que fornecemos toda a infra-estrutura”.

Prova disso é o depoimento de quem já se formou na

universidade: “Achei a cerimônia muito profissional e organizada. Já fui em formaturas de amigos meus de outras universidades e nunca vi uma tão boa como a da UFSC. O fato de ser quase tudo gratuito reduz muito os custos pra gente”, conta Marcela Lim, formada em 2006 pelo curso de Jornalismo da UFSC.

Os estudantes podem contratar empresas de foto/filmagens para que elaborem clipes e executem a fotografia e filmagem durante a cerimônia. A empresa escolhida deve se credenciar junto à UFSC com cinco dias de antecedência. Além disso, os formandos definem os CDs e DVDs a serem executados e as homenagens a serem realizadas durante a solenidade, respeitando os critérios de tempo estabelecidos pela universidade.

O período em que são realizadas as formaturas é definido com um ano de antecedência, quando é elaborado o calendário acadêmico. Cada centro da universidade recebe algumas opções de datas em que podem ocorrer as cerimônias e as distribui entre os cursos que possui.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9360, na Divisão de Projetos Especiais e Formaturas.

Estudantes de Jornalismo fazem cobertura fotográfica da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC

17/05/2007 16:08

Foto: Dael Limaco / Ensaio UFSC

Foto: Dael Limaco / Ensaio UFSC

A “Ensaio Fotojornalismo” é uma agência experimental criada pelos alunos de Jornalismo da UFSC para desenvolver a área de fotografia dentro do curso. A partir dos trabalhos realizados, o objetivo passa a ser o de fornecer imagens para os diversos meios de comunicação dentro da UFSC.

A agência está localizada no Laboratório de Fotografia, dentro do curso de Jornalismo, e conta com 25 voluntários, todos estudantes do curso. O marco inicial dos trabalhos da Ensaio é a cobertura fotográfica da Sepex, e pode ser conferido no site www.ensaiofotojornalismo.ufsc.br

Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão tem dia dedicado a pensar Florianópolis

17/05/2007 15:30

Florianópolis prepara o quarto Plano Diretor de sua história e pela primeira vez esta construção vai ser feita em conjunto com a sociedade. Neste segundo dia da sua 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão, a UFSC mostrou que não pretende ficar alheia a este processo. A abertura da “I Jornada A UFSC e o Plano Diretor de Florianópolis” deixou claro o compromisso da universidade em contribuir para o debate.

De acordo com Lino Fernando Bragança Peres, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, essa iniciativa ainda é rara no país. Ele destacou a importância de “expor a posição acadêmica à sociedade, mostrar o que a universidade tem a oferecer”. Idéia reforçada pela professora Eunice Nodari, pró-reitora de Cultura e Extensão, que conclamou a comunidade universitária a participar e a colaborar com a troca de idéias nessa discussão. Nodari afirmou ainda que a própria Sepex “é uma mostra do que nós produzimos e contribuímos para a sociedade”.

Ildo Rosa, presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), chamou atenção para a forma como o evento foi proposto. “É importante ter um olhar diferenciado sobre uma cidade multifacetada como é Florianópolis.” Rosa disse ainda que a jornada “representa um corolário de todo o envolvimento da universidade na construção do plano diretor”.

O professor do Departamento de Geociências e representante da UFSC na elaboração do Plano Diretor de Florianópolis, Elson Manoel Pereira, afirmou que a universidade está presenciando um momento ímpar. “Em quase cinqüenta anos de existência talvez seja esta uma das poucas vezes que os seus vários departamentos estão discutindo, juntos, um único objeto de pesquisa: a cidade de Florianópolis.”

Ainda segundo Pereira, “o planejamento em que acreditamos consiste em encontrar soluções a partir de debates públicos”. Este debate, entretanto, não deve ser sobre um projeto, mas sim um debate para um projeto. “O urbanismo no qual acreditamos não tem verdadeiro projeto ou solução antes do debate público, mas somente após o debate público.” E complementa. “A partir da contribuição de saberes, informações ou competências de todos os participantes envolvidos.”

A jornada reúne hoje 12 especialistas de sete departamentos pertencentes a três diferentes centros, mas Pereira destaca que estes 12 trabalhos estão longe de representar todo o conhecimento produzido na UFSC sobre o contexto de Florianópolis. “Esta jornada quer ser também um elemento sensibilizador para toda a comunidade universitária para fazermos outros tantos encontros deste tipo, necessários para discutirmos em exaustão os problemas desta cidade.”

Mais informações sobre a representação da UFSC no Plano Diretor de Florianópolis:

“A UFSC e o Plano Diretor de Florianópolis” – Estande 001 da Sepex

planodiretor@cfh.ufsc.br

Mais informações sobre a elaboração do Plano Diretor de Florianópolis:

www.planodiretorfloripa.sc.gov.br

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Programação da tarde:

14h – Mesa II:

Prof. Elton Ricardo Ouriques – Departamento de Ciências Econômicas

Título: Turismo, Trabalho e Meio Ambiente em Florianópolis.

Profa. Maria Inês Sugai – Departamento de Arquitetura

Título: Segregação Urbana e Disputas Sócio-Espaciais.

Prof. Lino Fernando Bragança Peres – Departamento de Arquitetura

Título: A Solução da Não-Solução: a Questão Urbana e Habitacional em Florianópolis.

Profa. Marta Dischinger – Departamento de Arquitetura

Título: Discutindo a Acessibilidade Espacial como Forma de Inclusão Social.

16h – Mesa III:

Prof. Alina Gonçalves Santiago – Departamento de Arquitetura e Arquiteto

MSc. Jorge Rebollo Squera

Título: Plano Diretor e Índices de Densidade Demográfica.

Prof. Carlos Loch – Departamento de Engenharia Civil

Título: Planta Genérica de Valores e Justiça Social.

Representante do Núcleo de Estudos de Serviço Social e

Organização Popular – NESSOP – Departamento de Serviço Social

Título: Formas de Organização Popular na relação com as Políticas Públicas.

Prof. Fernando Ponte de Sousa – Departamento de Sociologia Política

Título: Reforma Urbana: o Processo Deliberativo e a Participação Direta como Controle Social.

Especialista mostra como facilitar a circulação do livro universitário

17/05/2007 14:50

Estabelecer um plano para distribuição conjunta dos livros das editoras universitárias e ampliar o número de atacadistas e distribuidores para atender as redes de livrarias e as pequenas lojas, inclusive do interior dos estados mais distantes. Estas foram duas medidas sugeridas por Eduardo Yasuda, da Associação Nacional de Livrarias, para fazer o livro universitário chegar ao maior número possível de pontos de venda no País. Ele foi um dos palestrantes do primeiro dia da 20ª Reunião Anual da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (Abeu), que está sendo realizada na UFSC, em Florianópolis.

Falando para representantes de editoras de todo o Brasil, Yasuda também sugeriu a criação de políticas de vendas para as livrarias e feiras, a elaboração de planos de mídia, em parceria com as livrarias, para tornar os títulos conhecidos e chamar a atenção dos potenciais leitores, e pesquisas de mercado para identificar o perfil dos leitores das editoras universitárias. Com isso, acredita ele, será possível vencer o maior problema do setor, que é a ampla circulação do livro universitário.

Além disso, as editoras precisam encontrar soluções para outras dificuldades que reduzem a capacidade de fazer o livro chegar à população, como a grande extensão territorial do País, que dificulta o acesso às informações, o elevado custo do frete e o não-cumprimento dos prazos de entrega. Ele acredita que um encontro como o da Abeu pode facilitar a identificação de caminhos que resolvam esses impasses para as editoras universitárias. “Editar livros de qualidade não basta, é preciso mostrá-los à sociedade”, afirma ele.

Eduardo Yasuda também apresentou um levantamento feito pela ANL mostrando que existem 2.676 livrarias com CNPJ no País, sendo que 53% estão na região Sudeste, 20% no Nordeste e 15% no Sul. O Estado de São Paulo tem, sozinho, 25% de todas as livrarias brasileiras, ou seja, 676 estabelecimentos cadastrados oficialmente. Na região Sul, o Paraná tem 185 livrarias (44%), o Rio Grande do Sul, 166 (40%), e Santa Catarina, 66 (16%).

Feiras internacionais

Outro palestrante da reunião da Abeu foi Armando Antongini Filho, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que falou sobre a importância da participação das editoras universitárias em feiras internacionais. A Câmara leva os livros brasileiros para Frankfurt (o maior evento do gênero no mundo), Paris, Bolonha (Itália), Buenos Aires, Santiago, Guadalajara (México) e outras cidades que realizam feiras anuais. Ele alertou, no entanto, que antes de viajar é preciso conhecer as características de cada feira e preparar material de divulgação de elevada qualidade, para sensibilizar eventuais compradores e parceiros externos. Uma vez na feira, deve-se cumprir rigorosamente os horários das reuniões e buscar parcerias que combinem com o perfil e o público de cada editora. “Nesses eventos, tudo é absolutamente profissional”, diz Antongini.

Uma vantagem atual, em relação ao Brasil, é que “somos bem vistos lá fora”, afirma o representante da CBL. Muitos editores têm admiração pela literatura brasileira e também “se impressionam com o fato de um ex-operário estar na presidência da República”. Por outro lado, as editoras vêm buscando autores que tenham prêmios em seu currículo, para assegurar a qualidade das obras que vão traduzir. Autores como Paulo Coelho e Augusto Cury são sucesso no exterior, e os títulos de auto-ajuda brasileiros possuem hoje um mercado consolidado na maioria dos países do mundo.

Editoras universitárias discutem problemas comuns na UFSC

17/05/2007 14:44

Foi aberta na noite de quarta-feira, dia 16, no auditório da reitoria da UFSC, a 20ª Reunião da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (Abeu), que vai discutir, até sábado, temas como a circulação do livro universitário, a política de comunicação das editoras e os sistemas de gerenciamento de dados nas editoras filiadas à Abeu.

Estiveram presentes na solenidade de abertura o reitor da Universidade, Lúcio Botelho, o diretor da Editora da UFSC, Alcides Buss, o presidente da Abeu, Valter Kuchenbecker, o presidente da Associação Nacional de Livrarias, Vitor Tavares da Silva Filho, a presidente da Câmara Brasileira do Livro, Rosely Boschini, e o secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura, José Castilho Neto, representando os ministérios da Educação e da Cultura, entre outras autoridades.

Valter Kuchenbecker abriu o encontro falando da importância do evento para a consolidação das editoras universitárias. “Nós trabalhamos com aquilo que é mais precioso, que é o conhecimento, por isso é importante que o evento se preocupe com a arte e a cultura num espírito acolhedor”, disse ele, ressaltando o clima de confraternização da noite de abertura.

Falando em nome da organização, Alcides Buss disse que o trabalho na Abeu será sempre intenso e que “grandes lições ainda nos esperam”. Ressaltou a importância da reunião para que as experiências trocadas auxiliem o planejamento futuro das editoras universitárias.

Trabalhar conjuntamente é a idéia da ANL, revelou Vitor Tavares da Silva Filho. O presidente da Associação Nacional de Livrarias disse, parafraseando Umberto Ecco, que quer chegar ao dia em que as livrarias brasileiras estejam cheias de livros que todo mundo lê. Rosely Boschini, da CBL, ressaltou a oportunidade do encontro como um meio de resolver o antigo problema brasileiro de incentivo à leitura.

“Compartilhar sonhos e lutas pelo livro e pela leitura” é o lema de José Castilho Neto, do Plano Nacional do Livro e da Leitura. O secretário-executivo do PNLL ressalta que pela primeira vez os Ministérios da Cultura e da Educação estão trabalhando juntos para dar à população maior acesso ao livro.

O reitor Lúcio Botelho lembrou que a reunião da Abeu acontece num momento especial para a Universidade, ou seja, simultaneamente à 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex). “Nesse momento a comunidade pode conferir melhor a importância da universidade pública brasileira”, disse ele.

No final, o coral da Universidade apresentou-se cantando o hino da cidade de Florianópolis e outras composições conhecidas.

Tenda escura desperta curiosidade em quem visita estandes da Sepex

17/05/2007 14:25

Quem visita a Semana de Ensino Pesquisa e Extensão da UFSC encontra entre os estandes uma barraca preta. A “tenda ótica” do Labidex (Laboratório de Instrumentação Demonstração e Exploração) apresenta a física de maneira acessível aos visitantes – alunos do ensino fundamental, médio e superior e profissionais de diversas áreas.

Ao entrar na tenda escura, os visitantes se deparam com dois painéis, um cheio de lentes submetidas a iluminação de lasers, outro com olhos humanos ilustrados. Através desses painéis, o monitor do estande apresenta o comportamento da luz em meios diferentes como ar e vidro, e através dessa explicação mostra quais os tipos de lente usados para corrigir problemas de visão como miopia e hipermetropia.

Uma atividade que se torna brincadeira para alguns é a de dizer qual a cor de um painel, inicialmente branco, que muda a coloração conforme a luz a que é exposto – pode ficar verde, azul ou vermelho. O objetivo do experimento é provar que a cor que vemos num objeto depende da sua capacidade de absorção e reflexão de luz de cores diferentes.

Everton Luiz Medeiros Marques, bolsista do laboratório, realiza e explica os experimentos aos visitantes “Crianças e adultos têm reações diferentes, as crianças são mais participativas, questionam mais. Para os adultos os experimentos servem como consolidação de um conhecimento, as crianças os vêem como uma novidade”, relata.

O Labidex faz parte do projeto “Venha conhecer a UFSC” que traz professores e estudantes para visitar atividades desenvolvidas no campus. O objetivo do laboratório é tornar o conhecimento da física acessível a estudantes e despertar neles e nos professores o interesse em desenvolver a ciência.

Talita Fernandes / Bolsista de jornalismo da Agecom

Agecom ajuda a divulgar o Código de Ética do Servidor Público

17/05/2007 13:00

A direção da Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) participou do Curso Ética na Universidade Pública, ministrado pelo professor Erni José Seibel, e integrado ao Plano de Capacitação implementado pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social, através do Departamento de Desenvolvimento e Potencialização de Pessoas.

Atendendo a sugestões, a Agecom está empenhada em difundir conceitos e informações que possam melhorar a conduta ética e profissional da comunidade universitária. Uma delas é estimular a leitura e o respeito ao Código de Ética do Servidor Público, que passa a integrar a página da UFSC. Leia aqui

Núcleo de Mediação Comunitária resolve conflitos com economia de tempo e custo

17/05/2007 12:10

Quem quiser conhecer e tirar dúvidas sobre o processo de mediação pode visitar o estande do Núcleo de Mediação Comunitária, do Centro de Ciências Jurídicas, na 6ª Sepex – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. Atuando desde o ano passado, o Núcleo tem como objetivos principais não só a formação profissional dos estudantes de Direito nessa área, mas também o atendimento à comunidade da Grande Florianópolis que não possui condições financeiras. Os interessados, geralmente encaminhados pelo EMAJ – Escritório Modelo de Assistência Jurídica, passam por uma triagem que avalia as condições sócio-econômicas. O setor, que ainda conta com dois bolsistas, recebe entre 5 a 10 casos por semana.

O professor Ildemar Egger é coordenador do núcleo e esclarece que o local é aberto a outros cursos. Estudantes de Psicologia e Serviço Social também buscam a mediação. Mas Egger observa que é essencial conhecimento na área para atuar no grupo. Por isso, os alunos do curso de Direito fazem disciplinas preparatórias no 6º semestre.

Egger diz que a mediação é um método antigo, mas ainda pouco conhecido pelas pessoas. O procedimento alia rapidez, sigilo e menor custo para as partes envolvidas. Embora não tenha um prazo fixo de término, a resolução dos casos não ultrapassa 60 dias. O coordenador do núcleo compara este prazo com a duração de alguns processos de divórcio que chegam a oito anos. Com a mediação, alguns casais entraram em consenso e assinaram um acordo em menos de dois meses.

Além da rapidez, o ambiente informal e a comunicação direta entre o mediador e as pessoas facilitam a resolução dos casos. Quem procura o procedimento decide quantas vezes na semana quer os encontros e quais regras devem ser seguidas. “Esse tipo de comunicação, diferenciada dos processos judiciais, tende a manter um bom relacionamento entre as partes”, avalia Ildemar Egger.

Grandes empresas utilizam a mediação para resolver desde conflitos internos entre funcionários até problemas com negociações. Egger lembra que a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil está incentivando o uso do procedimento nas companhias nacionais.Mas revela que nem sempre a mediação é eficaz. Muitas vezes as pessoas envolvidas não conseguem um acordo ou acabam quebrando algumas regras do procedimento como o sigilo ou o bom relacionamento.

Quem define os rumos do procedimento é o mediador. Para obter resultado positivo no procedimento, quem faz a mediação precisa ter domínio, ser imparcial, dando espaço igual às partes envolvidas. Além disso, é o mediador que facilita a resolução do conflito e que sabe a hora de encaminhar o caso para um tribunal ou para outra forma de resolução.

Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo da Agecom

Mais informações pelo telefone 3721 6743/3721 9292 ou 9983 1330, com o professor Ildemar Egger

MCT dá uma prévia da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

17/05/2007 12:07

O Ministério da Ciência e Tecnologia está participando da 6ª Sepex com estande sobre a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que será realizada entre 1ª e 7 de outubro em todo o Brasil. O objetivo do evento é levar o conhecimento da ciência para vários pontos do país, estimulando a criatividade da produção científica e tecnológica. Participam instituições de ensino e pesquisa, ONGs, empresas, escolas, órgãos de governo, grupos de pesquisa, secretarias estaduais e municipais.

O tema escolhido para a quarta edição é Terra, não só por questões como o aquecimento global, mas também pela ONU ter feito uma convocação internacional para que o planeta seja prioridade nos próximos anos.

Durante a semana os participantes realizam experimentos, oficinas, exposições, palestras, visitas a laboratórios, jogos, filmes, teatro, música. No estande, os visitantes podem obter informações sobre como participar e sobre o funcionamento da semana. Os eventos são gratuitos.

Na primeira semana, realizada em 2004, participaram 500 instituições de pesquisa com 1842 atividades. Já na edição do ano passado, com o tema O Centenário do vôo do 14-Bis de Santos Dumont, o número de participantes aumentou para 1014, num total de 8654 atividades.

Santa Catarina participou da última semana com 114 atividades realizadas em 14 cidades do Estado. A UFSC participou com palestras, seminários, apresentação de trabalhos e visitas monitoradas. A pró-reitora de pesquisa, Thereza Christina Monteiro de Lima, é responsável pela comissão do Estado, onde professores, pesquisadores ou instituições interessadas podem obter informações de como participar.

O Ministério da Ciência e Tecnologia participa da 6ª Sepex no estande de número 15. A assessora de imprensa do MCT diz que pessoas de várias localidades já procuraram o local para conhecer o evento, entre elas, Antônio Diomário de Queiroz, presidente da Fapesc (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina). Queiroz aproveitou a visita e levou material para distribuir em 1300 instituições de ensino do Estado.

Veja mais informações sobre a semana

Contato para comissão estadual : Roberto Orofino, telefone:(48) – 3721-9332 ou e-mail:orofino@reitoria.ufsc.br

Talita Fernandes, bolsista de jornalismo na Agecom

Pastoreio Voisin da UFSC mostra as vantagens de um manejo racional dos pastos

17/05/2007 12:02

“Não quero ser garçom de vaca!” Esta é uma reação comum a muitos agricultores quando apresentados ao método do Pastoreio Voisin. Depois de alguma conversa, entretanto, a maioria deles consegue realmente enxergar as vantagens proporcionadas por um manejo racional dos pastos. Quem conta essa e outras histórias são os integrantes do Grupo de Pastoreio Voisin (GPVoisin), do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, que mostram um pouco do trabalho desenvolvido na 6ª Semana de Pesquisa e Extensão (Sepex).

Criado em 1998, o GPVoisin atua como um grupo de extensão e pesquisa que tem como objetivo viabilizar a implantação de projetos de produção animal agroecológica em pequenas propriedades familiares. Formado por 16 alunos do curso de Agronomia da UFSC, sob a coordenação do professor Abdon Schmitt, o grupo já prestou assessoria para 586 propriedades rurais de Santa Catarina. O método de pastoreio proposto pelo grupo foi elaborado pelo cientista, agricultor, bioquímico e professor francês André Voisin.

A base do sistema – denominado de Pastoreio Voisin – é a divisão da área de pastagens através de piquetes. Uma vez por dia os animais saem de uma parcela pastoreada e são conduzidos para uma nova, de pasto fresco e odor agradável. O tempo de repouso concedido aos piquetes proporciona às plantas condições para que possam crescer, sem interrupções ou agressões, até que atinjam um novo ponto de corte. Os animais, por sua vez, consomem uma quantidade maior de um pasto com melhor qualidade.

As evidentes melhoras na produção são o melhor argumento em prol do Pastoreio Voisin. Mesmo assim, muitos agricultores ainda recebem o grupo com um certo receio. Por isso, antes da visita do GPVoisin, os agricultores passam por um processo de sensibilização. Um grupo de técnicos – que podem ser da Epagri, de ONG’s, de cooperativas, de prefeituras – organiza um encontro com os interessados e explica as etapas e benefícios do processo. De acordo com Fabian Busnardo, coordenador executivo do grupo, a sensibilização dos agricultores é uma etapa fundamental do trabalho. “É importante que eles entendam como funciona o processo e vejam que ele realmente pode ser adaptado às condições particulares das suas pastagens.”A sensibilização mais forte, porém, é feita quando os próprios agricultores vêem o sistema de pastoreio Voisin já funcionando em outras propriedades.

Depois do convencimento, o GPVoisin inicia o seu trabalho de campo. Nesta primeira etapa são feitas a medição e a análise sócio-econômica da propriedade. De volta a Florianópolis, o grupo confecciona dois mapas – um do estado atual da propriedade e outro já com a divisão dos piquetes, corredores e parte hidráulica – e, cerca de 15 dias após a primeira visita, retorna à propriedade. É feito, então, o balizamento e a demarcação de onde vão ficar os piquetes.

Nesta segunda visita, o grupo também constrói o piquete escola para que o agricultor aprenda como construir os outros. Em todo este processo é importante destacar a presença do técnico, que é quem vai dar continuidade ao trabalho iniciado pelo GPVoisin. Esta, aliás, é uma característica do projeto destacada por Busnardo. “O projeto não educa apenas estudantes. Ele também contribui para a capacitação de técnicos e agricultores”.

A participação dos estudantes se encerra com a confecção de um mapa definitivo. O sucesso do projeto vai depender, então, de dois fatores externos ao grupo: o proprietário rural – que nem sempre possui condições financeiras para promover uma implantação total ou imediata – e o técnico – que será responsável por continuar o trabalho do grupo. Não há uma estatística oficial de quantos dos 586 projetos iniciados foram totalmente implementados, mas Busnardo afirma que – “pela conversa com os técnicos e agricultores que nós reencontramos” – os resultados são animadores. O GPVoisin está apresentando o seu trabalho no estande 17 da 6ª Sepex.

Dois lados

César Buss, coordenador técnico da equipe, tem uma visão singular sobre o Pastoreio Voisin. Filho de agricultores, o estudante de 25 anos teve o seu primeiro contato com o grupo cerca de um ano antes de entrar para a faculdade. Lembra da empolgação que sentiu quando o GPVoisin chegou à propriedade de seu pai, em São Bonifácio. “Eu acompanhei a medição, eles me falaram como funcionava e eu fiquei bem entusiasmado. Dar um descanso para a pastagem era uma coisa que me parecia bem lógica.”

O interesse inicial, no entanto, não foi o suficiente para aproximar César do grupo. E não era por falta de convite. Jailso Epping, colega de curso e amigo dos tempos de São Bonifácio, insistia para que o estudante entrasse no GPVoisin. “Ele me convidou várias vezes para participar do Grupo, mas eu sempre ficava com um pé atrás, achava que podia atrapalhar a minha faculdade.” A insistência, porém, acabou funcionando. Quando estava na 3ª fase, e já um pouco desanimado com o curso de Agronomia, César se juntou ao projeto. “Depois que comecei a viajar com o grupo é que eu comecei a vivenciar realmente o que é ser agrônomo. Com isso, eu passei a gostar ainda mais de Agronomia e hoje eu não me vejo fazendo outra coisa.”

Em relação aos colegas, César afirma ter uma facilidade maior para se comunicar com os agricultores. “Eu falo mais a linguagem deles, acho que eu consigo transmitir mais fácil para eles a forma como as coisas funcionam.” O estudante só não encontra essa mesma facilidade quando se trata de convencer um agricultor em especial – o próprio pai. “O meu pai tem o projeto lá desde 2001 e até agora só tem 10% do projeto implantado.”César acredita, contudo, que as resistências estão caindo com o tempo. “Devagarzinho ele está se adaptando ao projeto”.

Assim como a maioria dos estudantes formados que passaram pelo grupo, o aluno da 10ª fase pretende continuar trabalhando com Pastoreio Voisin. “A proposta inicialmente é trabalhar com consultoria e implantação de projetos”, revela. Depois de reunir algum capital, porém, os planos são de investir na propriedade familiar. “A propriedade tem 47 hectares e grande parte ainda é mato. Tem uma área lá que dá pra explorar bem, fazer pastagens… O que tu pensar dá pra fazer na propriedade. E é lá que eu quero investir.”

Mais informações sobre o Grupo de Pastoreio Voisin:

GPVoisin – 3334-3176 – gpvoisin@cca.ufsc.br ou voisin@cca.ufsc.br

http://www.gpvoisin.ufsc.br

Mais informações sobre Pastoreio Voisin:

http://www.planetaorganico.com.br/voisin1.htm

http://www.planetaorganico.com.br/voisin2.htm

http://www.planetaorganico.com.br/voisin3.htm

Por Daniel Ludwich/bolsista de Jornalismo na Agecom

Crianças aprendem e se divertem na 6ª Sepex

17/05/2007 10:07

Foto: Paulo Noronha / Agecom

Foto: Paulo Noronha / Agecom

Basta uma pequena caminhada por entre os estandes da 6ª Semana de Ensino Pesquisa e Extensão da UFSC para que o visitante perceba uma agitada e numerosa presença. São as crianças. Acompanhadas pelos pais ou trazidas pelos professores, elas se divertem ao mesmo tempo em que vão tomando os primeiros contatos com o ambiente universitário.

“É muito divertido e interessante para elas. As crianças são cheias de curiosidade pelo mundo e a Sepex vai ao encontro dessa curiosidade.” Esta é a opinião de Gilka Girardello, professora do Departamento de Metodologia de Ensino e mãe de Nora que, aos 7 anos, já é uma veterana em Sepex. Este ano, as duas conheceram um projeto sobre tratamento de esgoto e outro sobre técnicas de ressuscitamento. “Agora a gente está procurando as minhocas, que foi o que ela mais gostou de ver ano passado.”

O minhocário do projeto Reciclagem Orgânica da Família Casca é realmente uma das atrações preferidas das crianças. A estudante de Agronomia Monica Leite explica que o projeto estimula o contato das crianças com as plantas e com os animais. De uma centopéia feita de garrafas PET, as crianças são apresentadas a uma centopéia de verdade. “Muitas delas têm medo, principalmente as que moram em apartamento e acabaram se afastando do contato direto com esses animais.”

Foto: Camila Brandalise / Ensaio UFSC

Foto: Camila Brandalise / Ensaio UFSC

A Família Casca também foi o projeto preferido de Bruno, 9 anos. O processo de compostagem de resíduos orgânicos, entretanto, não é nenhuma novidade para o menino. A mãe, Carla Amorim, conta que eles já fazem isto em casa. Para ela, a Sepex é uma forma de reforçar essa consciência ambiental. “Eles têm que ter contato com projetos que lidam com a natureza. É importante para o futuro deles.” E Bruno não é apenas mais um visitante. O aluno do Colégio de Aplicação está participando da Sepex também como expositor.

O estande do Colégio de Aplicação é um dos mais movimentados da Sepex. Ao passar por ele, o visitante é logo abordado por um dos seus animados expositores. Rebeca, 10 anos, pede licença e começa a falar de tudo o que pode ser encontrado no estande. “Tem cajuzinho, empadão, receitas, jogos, desafio em braile, fotografias, uma história sobre Tamú – que eu não sei o que é mas eu falo.” Nesse momento, intervém Vitória, 9 anos. “Eu sei: é a história de uma tartaruga!”. As duas aplicadas expositoras ainda não tiveram tempo de visitar o restante da Sepex. “Mas eu quero ver a Visão em Cores”, conta Rebeca.

Mariza Campos, professora do Colégio de Aplicação, explica que a cada ano eles vêm com uma proposta diferente. Este ano o tema são as diferentes estratégias de ensino. “O objetivo é trazer as produções das crianças e deixar que elas apresentem essa produção”, revela. Em uma das paredes do estande estão cerca de 20 receitas que os alunos pesquisaram com as suas mães e avós. Duas delas, inclusive, foram feitas e são vendidas pelas próprias crianças. Gabriele, 9 anos, diz que foi a sua turma mesmo quem preparou os cajuzinhos. “A gente fez a receita e a professora foi ajudando.”

Em um breve intervalo das suas tarefas de expositora, Gabriele contou um pouco da sua experiência em Sepex. Em 2005, a estudante participou de um projeto feito em conjunto com crianças da Escola Indígena Wherá Tupã – Poty Djá da Aldeia Guarani M’Biguaçu. Deste intercâmbio, as próprias crianças tiveram a idéia de fazer um livro, lançado na Sepex daquele ano. “A gente teve a idéia porque as brincadeiras deles eram diferentes da nossa.” Publicado em português e guarani, DJ’A NHANHEVANGA – VAMOS BRINCAR? foi elaborado em conjunto entre os alunos das duas escolas e fala das brincadeiras preferidas de cada um dos dois grupos de crianças. Das brincadeiras indígenas, a preferida de Gabriele é a Caça Abelha – uma espécie de pega-pega em volta de uma árvore. Das suas, a estudante escreveu sobre a que mais gosta: escolinha. E antes que o repórter tente encontrar nisso alguma vocação, a menina revela: “Eu prefiro ser aluna.”

Mais informações:

Colégio de Aplicação – Maria Elza – 48 3721-6701 – Estande 51

Reciclagem Orgânica da Família Casca – Antônio Augusto Alves Pereira – 48 3721-5437 – Estande 14

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Sepex Cultural: acompanhe a programação de quinta-feira

17/05/2007 09:33

Teatro, dança, coral, música, mostra de filmes e exposições fazem parte da programação artístico-cultural que será realizada durante a 6ª Sepex – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC –, de 16 a 19 de maio, no campus universitário, na Praça da Cidadania. As atividades destacam os talentos da UFSC, que participam de projetos culturais institucionais, e abrem espaço para artistas e grupos da comunidade, alguns até de outras cidades. A maioria das apresentações acontece no palco da Sepex, na lona principal. Os locais daquelas que não ocorrem no palco são especificadas na programação abaixo.

Dia 17 (quinta-feira)

10h – Grupo de Dança Potlach. Coreografia: Que sei eu?

Coordenação: Professora Ida Mara Freire – CED-UFSC

10h30 – Boi-de-Mamão, com crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil NDI/ UFSC.

Coordenação: Regiani Parisi e Vânia Broering

12h30 – Mostra de Filmes Universitários, de alunos dos cursos de Cinema da UFSC e da Unisul.

– UFSC: “Era Uma vez na Lagoa”, Dir: Renan Blah, 20 min. e “Marisco e Miolos”,

20 min, de Renan Blah.

Unisul: “Aflora”, 15min., de Maíra Corrêa Machado.

Coordenação: Zeca Pires e Oscar R. Junior.

Local: Auditório do Centro de Convivência

12h30 – Projeto 12:30 – Banda Brasil Papaya

Local: Concha Acústica da UFSC

15h – Boi-de-Mamão (Boi-de-Cá) da comunidade de Canasvieiras

Coordenação geral: Marcos Vanderlei Alves de Oliveira (Marcoliva) e Coordenação pedagógica: Fátima Suely R. Cunha

16h – Ciranda do Anel, dança de roda com crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil – NDI/UFSC.

Coordenação: Sandra T. de Mello

16h30 – Apresentação da Música Herdeiros do Futuro, com alunos da 2ª série A do Colégio de Aplicação. Regência: Professora Stela Maris Guerine

Projeto: “Um caminho diferente para aprender a ler e escrever”, coordenado por Maria Elza de Oliveira Lima

17h30 – Grupo de Dança Folclórica da 3ª Idade do CDS/UFSC – Danças: Aquarela, Jardineira, Ratoeira, Pau de Fita e Arco de Flores.

Coordenação: Professora Marize Amorim Lopes

18h30 – Capoeira Beribazu, projeto de extensão do CDS /UFSC

Coordenação: Professor José Luiz Cirqueira Falcão

19h15 – Dança, com Grupos Aplidança 1 e 2. Projeto de iniciação à Dança Clássica e Projeto de Dança e Expressão Corporal do Colégio de Aplicação da UFSC.

Coordenadora: Vera Pardo

19h30 – Coral da UFSC, com a participação do Coro Iniciante. MPB. Regência: Miriam Moritz

EXPOSIÇÕES

Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos

“Florianópolis e Açores” – O encontro das origens. Exposição fotográfica de Joel Pacheco. De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e das 14h às 17h.

Galeria de Arte da UFSC

Exposição “Único e Múltiplos”, com instalações de Cristina Bastos (Vitória – ES), feitas com tampinhas de garrafa Pet que permitem a intervenção do público em algumas obras. De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30.

Espaço Cultural do Hall da Reitoria da UFSC

– Exposição “Retrospectiva a Restauração da Fortaleza de São José da Ponta Grossa e maquetes das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina”. De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

– “Sabores da França”. Fotografias de Rossana Proença. De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

Espaço Estético do Colégio de Aplicação da UFSC

Exposição de Velas e Pinturas do Laboratório de Química: a produção artística favorecendo a apropriação de conhecimentos químicos. Trabalhos de alunos do ensino médio do Colégio de Aplicação da UFSC, orientados por Lígia Catarina Mello e Juliana Cardoso Coelho e Dilma Maria Marconi. De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30.

ENGENHO DO SEU ZICO

Um engenho produzindo farinha de mandioca com tração animal, aos moldes que os povoadores açorianos implantaram aqui no litoral catarinense. Demonstração da produção artesanal e comercialização de produtos derivados da farinha de mandioca.

Local: Centro de Convivência da UFSC, das 8h às 21h.

FEIRA COLONIAL

Os Colégios Agrícolas da UFSC, sediados em Camboriú e Araquari, estarão comercializado sua produção de hortaliças, queijos, conservas e carnes defumadas. De quarta a sexta-feira, das 9h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

FEIRA DE ARTESANATO

A Feira de Artesanato da 6ª Sepex contará com vários artesãos ligados à UFSC, demonstrando e comercializado seus produtos. De quarta a sexta-feira, das 9h às 21h, e sábado, das 9h às 17h.

Coordenação da Programação Artístico-Cultural: Clóvis Werner, Irac Orsi e Marco Antônio Vieira Valente.

Departamento Artístico Cultural/Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC.

Contatos: (48) 3721-9348 e 3721-9447 ou pelo e-mail sepexartistico@reitoria.ufsc.br.

Grupo mostra pesquisas com crianças de comunidades distantes na 6ª Sepex

17/05/2007 09:28

O resultado de pesquisas realizadas com crianças em creches e pré-escolas de várias regiões do Brasil está sendo apresentado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Educação na Pequena Infância (Nupein) durante a 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), que acontece na UFSC no período de 16 a 19 de maio. Painéis, fotografias, desenhos, banners e a exibição de curtas-metragens em um laptop ajudarão o público a conhecer as diferentes formas de manifestação de crianças quando estimuladas a expressar seus desejos e contar histórias sobre a vida em suas comunidades.

Em uma oficina ministrada no Vale do Jequitinhonha, por exemplo, crianças fabricaram, com a ajuda de um grupo de sociólogos e antropólogos, máquinas fotográficas artesanais para registrar o modo de vida e os rituais realizados na comunidade. No interior da Amazônia, numa oficina de desenho e contação de histórias, crianças indígenas elaboraram imagens coloridas a partir de suas experiências cotidianas. Outras atividades foram desenvolvidas nas regiões do Campeche e da Tapera, em Florianópolis, junto a escolas de educação infantil e ensino fundamental.

“Essas ações extrapolam o espaço escolar e o material que resulta do trabalho, além de ser exposto, oferece novas possibilidades para uso no curso de Pedagogia da Universidade”, diz o coordenador do Nupein, João Josué da Silva Filho. Há registros sonoros nos quais as crianças mostram as danças, cantos e festas das comunidades e que não raro se transformam em material para teses, dissertações e livros importantes na área do ensino básico. “Em muitas comunidades distantes, a família ainda tem um papel fundamental na condução do aprendizado e na formação das crianças, e isso é relevante para o cruzamento de informações e a comparação com as formas urbanas de lidar com a educação infantil”, diz o professor.

O material colhido nesses diferentes ambientes também é útil para os estudiosos da Antropologia Visual, pois permite a comparação de como as pessoas se põem nas fotos no mundo urbano e fora dele. No âmbito acadêmico, o trabalho próximo à realidade das escolas e das famílias conduz a uma discussão crítica que reduz o impacto sentido pelos professores formados na Universidade quando chegam na sala de aula.

Também estão expostos na 6ª Sepex os resumos dos trabalhos de pesquisa e extensão do Nuplein e do Grupo de Interdisciplinaridade na Infância (Oníria). Entre os temas abordados nessas pesquisas estão a questão da corporalidade na primeira infância e a relação entre disciplina e transgressão no ambiente escolar.

Mais informações sobre o trabalho do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Educação na Pequena Infância podem ser obtidas por meio de consulta ao site www.ced.ufsc.br/nupein e da revista eletrônica Zero-a-Seis, acessível no mesmo endereço.

Paulo Clovis / Agecom

Projeto que avalia parasitoses em escolares é tema de trabalho divulgado na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

17/05/2007 09:18

Uma pesquisa que avalia a presença de parasitas em escolares está sendo apresentada na 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex), que prossegue até sábado na UFSC. O painel “Parasitoses intestinais em escolares da rede municipal de ensino fundamental de Florianópolis – SC” é baseado em análises de material coletado de um mangue no Norte da Ilha, próximo a uma escola, e de amostras fecais dos escolares. O objetivo é promover educação nas comunidades.

O estudo começou com a análise de amostras da bacia hidrográfica de Ponta das Canas, região composta por ecossistemas de manguezal e de restinga. Após um ano de pesquisas, foi comprovada a contaminação do local com esgoto doméstico, evidenciada pela presença de parasitas intestinais humanos.

A partir de então, iniciou-se uma pesquisa de parasitoses em indivíduos que freqüentam uma escola próxima do local. Foram coletadas amostras para exames de cinco adultos e 102 escolares, antecedidas de reuniões com professores e pais dos estudantes.

O exames revelaram que 36,4% dos indivíduos abrigavam alguma espécie de parasita intestinal. As formas mais encontradas, Endolimax nana e Entamoeba coli, em respectivamente 13 e 22 casos, são comensais (não ocasionam danos). Porém, a coordenadora do projeto, professora Maria Márcia Imenes Ishida, adverte: “Estes parasitas comensais são adquiridos na ingestão de alimentos contaminados com matéria fecal, sugerindo que o portador está sujeito à aquisição de espécies patogênicas (que ocasionam doenças)”.

Os participantes da pesquisa com exame positivo para parasitas patogênicos (que causam danos à saúde) foram encaminhados para tratamento no posto de saúde do bairro. Também foram fornecidas orientações sobre os mecanismos de transmissão de parasitoses e as ações para seu controle e prevenção. Os pesquisadores incentivaram discussões a respeito de questões ambientais como saneamento básico, cuidados com a água e necessidade de preservação do meio ambiente.

O projeto de extensão foi desenvolvido pelo Departamento de Microbiologia e Parasitologia da UFSC. Participaram também alunos dos cursos de Enfermagem, Engenharia Ambiental, Farmácia e Bioquímica.

A Sepex foi realizada pela primeira vez em 2001 e tem como objetivo integrar a comunidade acadêmica e a sociedade. Este ano, são mais de 100 estandes interativos e mil banners explicativos sobre projetos da UFSC. Além disso, o público conta com cerca de 200 opções de minicursos gratuitos e diversas atrações culturais.

Mais informações sobre o projeto pelo telefone: Maria Márcia Imenes Ishida – 3721 52 09

Por Ingrid Cristina dos Santos / Bolsista de Jornalismo da Agecom