17ª Sepex: novas formas de gerar energia é tema de pesquisas

19/10/2018 16:18

De modo a imitar os raios solares, o desafio do estande é usar os espelhos para direcionar o raio do laser e atingir a barra preta acima. (Foto: Ítalo Padilha/ Agecom/UFSC)

A energia solar é abundante e pode ser utilizada de diversas formas. Descobrir e criar novos usos é a proposta dos Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (LEPTEN), vinculado ao curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O LEPTEN agrega o Laboratório de energia solar (LABSOLAR), o Laboratório de tubos de calor (LABTUCAL) e o Laboratório de transferência de calor com mudança de fase (BOILING). No estande “Energias Renováveis: Eólica e Termossolar”, exposto na 17a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (SEPEX), está uma maquete que representa, em pequena escala, o protótipo de gerador de energia termossolar do prédio de Engenharia Mecânica da UFSC.    

Mônica Nassar Machuca, mestranda em Engenharia Mecânica da UFSC,  detalha o modo de funcionamento do sistema. “Os espelhos se movem ao longo do dia para redirecionar todos os raios que incidem neles para o tubo que fica acima, onde circula água fria, que acaba virando vapor no meio do caminho por seu aquecimento”. O vapor pode ser usado, então, em processos industriais ou para movimentar turbinas e gerar energia. Júlio César Passos, coordenador do BOILING (grupo de pesquisa que integra o LEPTEN), diz que os espelhos são ligeiramente curvados para promover uma maior concentração de energia.  “A energia renovável é muito diluível, muito espalhável, então o objetivo é concentrar para ter maior rendimento”.

O coordenador explica que o projeto é resultado de uma parceria entre vários cursos, instituições e pesquisadores. Participam do grupo de pesquisa alunos dos cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Mecânica, Engenharia de Automação, Física e Meteorologia da UFSC. Além disso, o projeto tem parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), com o Institut national des sciences appliquées de Lyon (INSA de Lyon-França) e com a Universidade de Eindhoven-Holanda.

Júlio Passos destaca a importância de espaços destinados à inovação tecnológica, como o LEPTEN. “É muito importante porque ao mesmo tempo em que a gente está fazendo pesquisas de ponta, de interesse do mercado, nós estamos também formando pessoas, que vão depois trabalhar nesse mercado.” A mestranda Mônica Nassar acrescenta:  “o Laboratório nos fornece muito conhecimento chegarmos em uma empresa sabendo coisas que a gente acaba não aprendendo na graduação.”

Maria Clara Flores / Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC