Projeto de atenção obstétrica neonatal é lançado no Hospital Universitário

07/03/2018 19:33

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

O projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice On), desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com diversas instituições nacionais, foi lançado nesta quarta-feira, 7 de março, no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC). Na cerimônia de lançamento, o projeto foi apresentado por Carolina Junges, enfermeira do HU e representante da coordenação de neonatologia do hospital. “O Apice On propõe a qualificação dos campos de atenção e cuidado no parto e nascimento; planejamento reprodutivo no período pós-parto e pós-aborto; atenção às mulheres em situação de violência sexual, de abortamento e de aborto previsto em lei”, explicou.

O projeto — que é destinado a hospitais universitários, com atividades de ensino, ou que atuem como unidade auxiliar de ensino — está sendo implementado em diversos hospitais do país, visando resultados a longo prazo. Ele se insere no âmbito da Rede Cegonha, ampliando seu alcance, reformulando e aprimorando seus processos. “O objetivo é adequar o acesso, a cobertura e a qualidade do cuidado. A ideia não é extinguir a Rede Cegonha, mas sim aprimorar o que já vem sendo construído”, afirmou Carolina.

Segundo a enfermeira, uma pesquisa nacional realizada recentemente apresentou dados alarmantes: “São frequentes os procedimentos invasivos em gestantes e recém-nascidos saudáveis, que não precisariam ser submetidos a nenhum deles. A partir do projeto, podemos mudar a prática e formar pessoas com novas práticas. As mulheres, de forma geral, não estavam satisfeitas. Por isso é fundamental qualificar os processos de atenção, gestão e formação relativos ao parto. Tudo isso deve ser feito com humanização, segurança e garantia de direitos.”

Carolina também apontou outros objetivos do Apice On: qualificação do ensino da obstetrícia e da neonatologia; incorporação de diretrizes nacionais para o parto normal; fortalecimento das ações de saúde sexual e reprodutiva, com oferta de anticoncepção pós-parto e pós-abortamento; implementação de ações direcionadas às mulheres em situação de violência sexual; atenção humanizada às mulheres em situação de abortamento e aborto legal; articulação entre a gestão local do SUS e hospitais com atividades de ensino; desenvolvimento de pesquisa na área.

Mais informações sobre o projeto na revista do Apice On, que está disponível no Portal de Boas Práticas de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente.

Mais informações sobre a Rede Cegonha aqui.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC