UFSC promove reunião para consolidar proposta para Base Nacional Comum Curricular

07/07/2017 11:53

Reunião para consolidação da proposta da Universidade para a Base Nacional Comum Curricular. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na manhã desta sexta-feira, 7 de julho, uma reunião para consolidação da proposta da UFSC para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento será apresentado em audiência pública promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no dia 11 de agosto em Florianópolis.

O pró-reitor de Graduação, Alexandre Marino, a coordenadora da Coordenadoria de Articulação de Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação Básica (Coafor) da Universidade, Rute da Silva, e a gerente de Políticas e Programas de Educação Básica e Profissional da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED), Júlia Siqueira da Rocha, compuseram a mesa de abertura. Marinho destacou a importância da reunião preparatória para a audiência de agosto. “Serão apresentados mais subsídios, em uma discussão aberta na qual todos possam contribuir para que tenhamos um conjunto de propostas amplas para esse tema”, afirmou.

Rute falou sobre a trajetória da UFSC na construção da BNCC. “A Prograd foi convidada a participar da comissão de trabalho BNCC em 2015. Trouxemos a discussão para o âmbito da Universidade, dando andamento às ações e discussões da Base, trabalho desenvolvido entre 2015 e 2016. Promovemos um processo de discussão das diferentes áreas de conhecimento que a compõem”, informou.

A primeira versão foi apresentada em 2015, com a abertura de um portal do Ministério da Educação (MEC) para contribuições. Em 2016, o órgão governamental estabeleceu uma data limite para submissão de contribuições, que culminou na segunda versão da proposta. Depois, veio a terceira versão, com contribuições para ações entre universidades e outras instituições envolvidas, como conselhos regionais e secretarias municipais. As audiências públicas para discussão da BNCC sendo realizadas pelo Brasil. “O CNE, neste momento, está promovendo audiências regionais em Manaus e Recife”, destacou Rute. São Paulo e Brasília também serão palco das discussões sobre o ensino no país.

A gerente da SED discorreu sobre o cenário nacional e estadual entre 2015 e 2017. Para ela, a BNCC é concebida pela perspectiva do direito à aprendizagem e ao desenvolvimento. “Essa pode, talvez, ser a última oportunidade para interferir na BNCC, porque o cenário nacional pode mudar a qualquer momento. É algo que vai influenciar em todas as futuras gerações”. Para a pedagoga, o terreno dos currículos é um espaço de disputa e nunca será tranquilo. “Hoje, há muita gente contra. Ter uma Base Nacional é uma ideia que causa, por um lado, desejo de participação, porque envolve o direito de aprender, mas arrepia um pouco porque saímos de uma ditadura militar, e, naquela época, os planos curriculares vinham ‘prontinhos’. Pensar em uma base curricular comum é um desafio”, complementou.

De acordo com o parecer nº 07/2010 do CNE, entende-se a BNCC como “os conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e que são gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e corporais; na produção artística; nas formas diversas de exercício da cidadania; nos movimentos sociais”.

Coordenadores de cursos de licenciatura, representantes de departamentos vinculados ao Centro de Ciências da Educação (CED), do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC, do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e outros coordenadores de curso de formação continuada para profissionais da Educação Básica também participaram da reunião. Após a explanação feita pela gerente da SED, os participantes se organizaram em pequenos grupos para, posteriormente, apresentar contribuições para o grande grupo. “Os marcos legais apontam para a necessidade de ter uma BNCC, para que uma criança na Amazônia e uma em Campo Erê tenham direito a ter um conhecimento comum”, exemplificou Júlia.

Texto: Bruna Bertoldi Gonçalves / Jornalista / Agecom / UFSC