Brinquedoteca do Colégio de Aplicação da UFSC recebe novos jogos para 2015

09/12/2014 11:13
Labrinca. Foto: Wagner Behr/Agecom/UFSC

Labrinca. Foto: Wagner Behr/Agecom/UFSC

O Laboratório de Brinquedos (Labrinca) do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC recebeu 35 jogos físicos e 85 virtuais para 2015. Para o próximo ano, o Labrinca também contará com um Xbox 360, um Playstation 4 e um Nintendo Wii U. A Brinquedoteca do CA é a primeira do país com jogos eletrônicos.

Entre os 35 jogos físicos estão Tetris, Bejeweled e Angry Birds (os três surgiram depois em versões digitais), e sua compra visa criar uma relação entre os jogos físicos e os digitais. Os recursos para comprar os consoles e jogos vieram da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio do Programa de Apoio a Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores (Life). Para 2016 está prevista a criação de jogos digitais com a ajuda das crianças do colégio, cujos pais foram favoráveis à implementação dos jogos eletrônicos, desde que eles tivessem relação com a educação e só fossem usados na brinquedoteca. “A gente sabe que não é o jogo em si que vai educar a criança, mas a mediação do seu uso com ela. Essa é a função do adulto. Isso muitas vezes isso não ocorre na família. Vamos tentar educar as crianças para o uso (dos jogos) com discernimento”, diz a professora Leila Lira Peters, coordenadora do laboratório.

O Labrinca busca desenvolver a cultura lúdica por meio do brincar, em crianças do 1º ao 5º ano do CA. O jeito com que elas veem a sociedade em que vivem, como desenvolvem algumas habilidades e a relação com outras crianças são alguns pontos observados para entender o desenvolvimento de suas capacidades cognitivas e sociais. A utilização da imaginação também é estudada. “Observei que as crianças, nas brincadeiras imaginárias, usavam muito os materiais quebrados, TV e teclado. Elas montavam uma visão na tela quebrada em relação à utilização da internet e dos consoles para jogar, como se realmente a eles tivessem acesso. Em uma análise mais apurada sobre essas brincadeiras, eu vi que as crianças tinham acesso ilimitado à internet. Tudo o que elas pensavam elas digitavam, até algumas coisas inadequadas para a idade. No imaginário delas, viam um mundo de informações aparecendo”, conta Leila sobre uma de suas pesquisas.

A professora ainda pretende criar um site com o objetivo de divulgar as pesquisas e trabalhos realizados no Labrinca para que os pais e a comunidade tenham acesso. “Inclusive serão disponibilizados jogos on-line interessantes e gratuitos para a comunidade escolar”, encerra Leila.

Mais informações: https://www.facebook.com/Labrinca.CA

 

Felipe Freitas/Estagiário de Jornalismo da Agecom/UFSC

Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC