Agenda Cultural: Teatro da UFSC recebe “Eu Confesso!”, do Grupo Armação, neste fim de semana

23/05/2014 15:25

O  Teatro da UFSC recebe o espetáculo “Eu confesso!” neste fim de semana, dias 23, 24 e 25 de maio, às 20h, e também no próximo, dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, no mesmo horário. Nessa montagem – que estreou em Florianópolis em abril, com o Grupo Armação – o ator Édio Nunes apresenta um monólogo com texto e direção de Antônio Cunha. A apresentação integra o projeto Cena Aberta do Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura da UFSC.

Édio Nunes na peça “Eu Confesso!”

O espetáculo

No momento em que o próprio Deus resolve contar a sua versão da criação, ele revela detalhes até então desconhecidos: suas ideias, as ações planejadas, os acasos e os acidentes de percurso que trouxeram a humanidade a tal grau de complexidade deixam-no ora orgulhoso, ora perplexo; por vezes preocupado, por vezes decepcionado – mas nunca, em momento algum, arrependido. Não há no texto de Antônio Cunha nem na atuação de Édio Nunes a intenção de afirmar ou negar a existência de um ser criador nem a própria criação; mas, sim, a de levantar ficcionalmente aspectos que se conectam com a constituição da sociedade, sem preocupação com cronologia nem com a própria “verdade histórica”, mas com o suscitar de reflexões acerca da condição humana e das suas consequências. O deus apresentado no espetáculo passa boa parte do tempo sentado em uma poltrona, de pijama e pantufas, tomando algumas doses de medicamentos e questionando seu trabalho e os imprevistos que enfrentou enquanto criava a humanidade.

O princípio

 No ano de 2012 o veterano ator florianopolitano Édio Nunes completou 50 anos de teatro – a maior parte deles no Grupo Armação, que, também em 2012, comemorou seus 40 anos de fundação. Embora tenha representado neste meio século de atividades algumas dezenas de personagens em montagens do Grupo, dentre elas Está Lá Fora Um Inspetor (J. B. Priestley), Um Grito Parado no Ar (Guarnieri), Zumbi (Boal e Guarnieri), O Inspetor Geral (Gogol), Os Órfãos de Jânio (Millôr), Sim, eu Sei! (Fábio Brüggemann) e A Estória (Ademir Rosa), Édio jamais havia subido ao palco para enfrentar o desafio de um desempenho solo. Segundo o dramaturgo Antônio Cunha, a verve irônica de Édio e seu bom e tranquilo humor formaram a base da inspiração para a criação da personagem e do seu discurso, revelando um criador que assumidamente perdeu o controle da sua criação – mas que jamais perde a piada.

 

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