Projeto de extensão que adapta clássicos da mitologia e da literatura latina para crianças é apresentado na Sepex

14/05/2007 11:48

A UFSC tem um trabalho que adapta clássicos da mitologia e da literatura latina para crianças do ensino fundamental. O projeto ´Latim na Escola` é desenvolvido pelo Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (DLLV) e coordenado pela professora Zilma Gesser Nunes e pelo professor José Ernesto de Vargas, ambos do DLLV. A iniciativa conta com a participação de estudantes do curso de Letras, que obtêm créditos de disciplina optativa para participar. O objetivo é reconquistar espaço para a língua e a cultura latina no ensino fundamental.

Desde 2001, quando foi criado, o projeto já adaptou textos como contos de “As Metamorfoses de Ovídio” e “Fedro e Suas Fábulas”. As narrativas ganham vários formatos além do textual, sendo transformados em histórias em quadrinhos, edições ilustradas, peças de teatro e materiais didáticos – todos produzidos pelos acadêmicos de Letras.

De acordo com a professora Zilma Gesser Nunes, além de receberem aulas, os alunos das escolas fundamentais participantes têm a oportunidade de adaptar as histórias por conta própria. “Os alunos acham que uma aula por semana é pouco, e as turmas que não têm este atendimento reclamam”, diz Zilma. Conforme a professora, não há nas escolas disciplinas que tragam dados a respeito da cultura e da língua latina de modo mais aprofundado. “Além dos mitos, os estudantes também têm interesse em aprender sobre a etimologia das palavras, ou seja, o significado de certas expressões e de onde elas surgiram”, explica.

No momento, o projeto não está atendendo nenhum estabelecimento de ensino, por causa das dificuldades operacionais que enfrenta. “Os estudantes de Letras não conseguem obter bolsa para este trabalho, então poucos se dispõem a participar. Assim, não há como atender a todos os pedidos das escolas que nos procuram”, lamenta a coordenadora. Apesar de ser muito bem recebida nos colégios, a iniciativa não conta com qualquer tipo de financiamento. “Agora estamos buscando auxílio para a edição de um livro, pois todo o nosso material ainda é produzido pelos alunos de Letras”, completa.

O ´Latim na Escola` será divulgado ao público através de um painel na 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex).

Mais informações com a professora Zilma Gesser Nunes pelo endereço eletrônico zilma@cce.ufsc.br, fone 3721 9293

Por Jéssica Lipinski / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Cultura indígena integra a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC

14/05/2007 10:45

Foto: Laboratório de História Indígena

Foto: Laboratório de História Indígena

A história dos índios Kaingáng será apresentada em livros e vídeos na 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC. O material faz parte dos projetos do Laboratório de História Indígena (Labhin), fundado em 1998. As publicações são desenvolvidas em parceria com a Escola Indígena de Educação Básica Cacique Vanhkrê, localizada na Terra Indígena Xapecó, no município catarinense de Ipuaçu. O lançamento dos livros é feito na Terra Indígena Xapecó e parte das publicações é distribuída para as escolas indígenas e outras escolas da região.

A parceria do laboratório com o grupo Kaingáng começou em 1999, com o primeiro contato entre a professora Ana Lúcia Vulfe Nötzold, coordenadora do laboratório, e as lideranças Kaingáng, no I Fórum de Debates de Questões Indígenas do Estado de Santa Catarina.

Depois de 1999, o Laboratório de História Indígena firmou sua parceria com a Escola Cacique Vanhkre. A mestranda do Labhin, Ninarosa Manfroi, esclarece que a temática dos projetos é elaborada a partir da necessidade dos indígenas em registrar suas histórias. Ninarosa destaca a publicação ´Jogo de Memória Kaingáng´, um instrumento de troca cultural entre as crianças que foi desenvolvido com o objetivo de diminuir o preconceito entre as etnias. O jogo possui desenhos dos artefatos indígenas e pequenos textos em Português e Kaingáng. As ilustrações foram feitas pelas crianças da Escola Cacique Vanhkre.

A publicação mais recente – ‘Ouvir Memórias Contar História: Mitos e Lendas Kaingáng’ – é o primeiro projeto sobre a temática indígena aprovado pelo Ministério da Educação para uma universidade federal do Sul do país. Além do MEC e da PRCE, a Secretaria de Educação Superior (SESu) e o Departamento de Projetos Especiais de Modernização do Ensino Superior (Depem) financiaram o projeto.

O livro é bilíngüe e traz a cultura dos Kaingáng em desenhos que retratam suas lendas e mitos. As histórias foram repassadas aos docentes da escola indígena através de oficinas. A mestranda Ninarosa Manfroi conta que os indígenas mais velhos transmitiram seus conhecimentos em histórias contadas aos professores. A publicação tem os professores da Escola Indígena como co-autores.

Na 6ª Sepex, além da cultura Kaingáng, o grupo apresentará banners com histórias dos Guarani e Xokleng, completando as três etnias indígenas presentes em Santa Catarina. A Semana de Ensino Pesquisa e Extensão da UFSC acontece de 16 a 19 de maio, no campus universitário.

Outras informações sobre o LABHIN – Laboratório de História Indígena no site www.cfh.ufsc.br/~labhin/ ou no telefone 3721 9642.

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Colégio de Aplicação da UFSC divulga metodologias para alfabetização de crianças com paralisia cerebral

14/05/2007 09:42

Professores do Colégio de Aplicação da UFSC vão demonstrar na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) da UFSC alternativas pedagógicas para o processo de alfabetização de crianças com paralisia cerebral. As possibilidades foram desenvolvidas no âmbito do projeto “Um caminho diferente para aprender a ler a escrever”. A Sepex acontece de 16 a 19 de maio, no campus da UFSC.

Para o grupo, a inclusão de alunos com necessidades especiais no ensino regular não deve ser sinônimo de homogeneização das diferenças. O desafio é criar condições para que essas crianças sejam incluídas na escola e na sociedade, tendo suas singularidades e diferenças respeitadas. “Isso não significa ignorá-los ou colocá-los em sala regular e esperar que eles aprendam pela proximidade com colegas da mesma idade, mas oferecer condições de acesso, permanência e possibilidades de sucesso educacional, já que a função social da escola está relacionada à apropriação do conhecimento”, alerta a professora uma das integrantes do projeto.

O projeto segue pressupostos teóricos do Sócio-construtivismo, segundo Piaget quanto à construção do conhecimento, e segundo Vygotsky quanto às contribuições sobre o desenvolvimento da linguagem e interação entre os sujeitos. O grupo também trabalhou com a escolha de sistemas alternativos de comunicação e adaptação de materiais pedagógicos desenvolvidos para atender as características específicas desses educandos.

Na Sepex serão expostos os diversos materiais adaptados, produzidos para realizar o trabalho pedagógico em sala de aula, como letras, sílabas, palavras, números, jogos, material de contagem, gravuras e cenários. Todos esses materiais foram imantados para serem utilizados em placas de metal. Também serão expostas fotos dos materiais produzidos, das atividades realizadas em sala de aula e das viagens de estudos realizadas durante o ano letivo de 2006.

Além disso, durante a Sepex o grupo oferecendo um minicurso, que vai mostrar como confeccionar esses materiais, como utilizá-los com a criança e serão apresentados vídeos com as crianças realizando diversas atividades.

Mais informações com as professoras Mariza konradt de Campos ou Maria Elza, fone 48 3721 6701 / 3721 6708

Por Arley Reis / Agecom / UFSC

Hospital Universitário promove curso para aprimorar a assistência a mães e bebês no processo de amamentação

14/05/2007 09:24

A Maternidade do Hospital Universitário (HU) da UFSC, através da Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (Ciam), em parceria com as secretarias Estadual e Municipal de Saúde, promove o 19º Curso de Manejo e Promoção do Aleitamento Materno. O evento acontece nos dias 23 e 24 de maio, no Auditório do HU, das 8h às 18h.

Na programação, palestras e aulas práticas sobre os seguintes temas: anatomia e fisiologia da mama, produção de leite, boa pega e posição mais adequada para amamentar, cuidados com a mama para proteção do ingurgitamento mamário, fissuras e mastites. As vantagens da amamentação sob a ótica da fonoaudiologia, odontologia e psicologia também fazem parte do conteúdo previsto.

Segundo a enfermeira Ingrid Bohn Bertoldo, coordenadora da Central de Incentivo ao Aleitamento Materno do HU, “a procura por esse curso é grande, pois sendo nosso serviço referência no estado, muitos profissionais nos procuram para fazer este curso aqui no Hospital Universitário”.

O HU promove sistematicamente cursos de aleitamento materno por ser uma maternidade credenciada como “Hospital Amigo da Criança”. Para que um hospital seja considerado “Amigo da Criança” deve cumprir os “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, estabelecidos pela Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). O HU recebeu este título em 17 de dezembro de 1997.

A Iniciativa Hospital Amigo da Criança foi Idealizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em 1990, para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce.

Os objetivos da Iniciativa Hospital Amigo da Criança junto ao Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, coordenado pelo Ministério da Saúde, são: informar profissionais de saúde e o público em geral; trabalhar pela adoção de leis que protejam o trabalho da mulher que está amamentando; apoiar rotinas de serviços que promovam o aleitamento materno; combater a livre propaganda de leites artificiais para bebês, como bicos, chupetas e mamadeiras.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-8019.

Talita Fernandes/Bolsista de Jornalismo da Agecom

Educação Já! é defendido por Cristóvam Buarque no Aplicação

12/05/2007 17:01

Buarque também conversou com a comunidade antes do evento

Buarque também conversou com a comunidade antes do evento

O senador Cristóvam Buarque esteve neste sábado, no colégio de Aplicação, na UFSC, lançando o Educação Já!. O movimento busca a adesão da população a fim de estimular uma revolução da educação brasileira.

Buarque entende a educação como fim, e não como um meio. “A educação é um instrumento revolucionário. Propomos a igualdade de educação para todas as classes e a educação de qualidade”. O senador também defende que a conscientização a respeito do meio ambiente deve unir-se à educação. “Vivemos uma crise ecológica. As gerações mais jovens vão viver um inferno. O que vai acontecer com a agricultura e, portanto, com a alimentação? Essa preocupação ecológica é muito importante”.

O senador também analisou o atual sistema de ensino diante das novas tecnologias. “A universidade precisa mudar o conceito de universidade. O processo de ensino hoje é tão dinâmico, também por causa da internet, que até os conceitos de professor e aluno precisam ser revistos. Os estudos do passado ficaram obsoletos, e o professor não merece mais o título se não se atualiza. Certa vez ouvi: ´Quando o discípulo faz uma boa pergunta, quem é o mestre?`”.

Dentre as propostas do Educação Já! estão o padrão único de educação para o país e salários federais, além de uma carga horária maior. “Não existe escola boa se a criança não tiver atividades complementares, como têm as de melhor poder aquisitivo, que podem pagar aulas de judô, inglês e natação”. Os recursos para a educação, de acordo com Buarque, deveriam ser definidos através da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estipularia a educação como prioridade.

O ensino fundamental, para o senador, merece maior atenção que o superior. “Quem entra na universidade já rompeu a barreira da exclusão. Os universitários não são os melhores, mas sim os que os pais tiveram condições de oferecer uma boa educação de base”.

O Movimento Educação Já! foi lançado em Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Mariana (interior de Minas Gerais) e pretende seguir para Goiânia. “Em vez de ficarmos só nas palavras, temos que utilizar os pés, caminhando pelas ruas e exigindo mudanças na educação brasileira”.

Museu Universitário participa da V Semana Nacional de Museus

11/05/2007 18:44

A UFSC participará da Semana Nacional de Museus sediando uma palestra com o tema “Obra de um artista regional transformada em acervo universal” , sobre Franklin Cascaes e sua obra. O encontro será realizado na segunda-feira, dia 14/5, às 14h, no auditório do Museu Universitário. O ministrante será o museólogo Gelci José Coelho. A universidade também integra a V Semana Nacional de Museus apresentando atividades do Núcleo de Estudos Museológicos (Nemu) na 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

A semana é realizada anualmente desde 2003, em comemoração ao Dia Internacional de Museus, 18 de maio. A edição desse ano será entre os dias 14 e 20 de maio. O evento é organizado pelo Departamento de Museus e Centros Culturais, do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), e pela Associação Brasileira de Museologia.

Serão realizados 1.426 eventos em 464 instituições museológicas de todos os estados e do Distrito Federal. Museus de 25 cidades de várias regiões do estado de Santa Catarina participarão da semana com visitas, apresentações, exposições, palestras, oficinas, encontros e mesas-redondas. Florianópolis terá eventos em 12 museus.

O tema a ser trabalhado em 2007 é “Museus e Patrimônio Universal – Somos todos universais”. A Semana tem como máxima a frase “…O futuro tem caminho na unimultiplicidade, pois cada homem é sozinho a casa da humanidade”, do poeta Tom Zé.

O museólogo Gelci José Coelho, conhecido como Peninha, diz que a palestra na UFSC terá espaço para os participantes discutirem a divulgação da obra de Franklin Cascaes fora de Santa Catarina e do Brasil. Para Coelho, essa discussão sobre a dimensão da obra está fortemente ligada com a temática da semana, que é “Somos todos universais”. O museólogo relata que já recebeu vários convites para expor a obra de Cascaes fora do país, mas existe dificuldade em transportar o material devido à sua fragilidade.

Franklin Cascaes, cujo centenário será completado no próximo ano, é conhecido por ter registrado em sua obra, através livros, esculturas e quadros, a cultura açoriana, bastante presente na formação de Florianópolis.

Informações sobre a palestra: 3721-8821

Confira a programação da Semana

Por Talita Fernandes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Dia Internacional Contra a Homofobia terá manifestações

11/05/2007 18:05

Na próxima quinta-feira, 17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia, todas as capitais brasileiras vão realizar manifestações alusivas à data. Os GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros, Simpatizantes) reivindicam que os senadores de cada Estado aprovem o Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que proíbe também a violência contra cidadãos não heterossexuais no país.

Em Florianópolis, o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (Nigs), da UFSC, promoverá uma Tribuna Livre, às 11h, com Luana Cotroffi, presidente da ONG Adeh Nostro Mondo e coordenadora do Centro de Referência LGTB de Florianópolis. O evento acontece na Sala Multimeios, 10, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), e é aberto à comunidade em geral.

Na parte da tarde, às 17h, em frente à Catedral Metropolitana, será realizado um Ato Vigília pela Paz, pelos Direitos Humanos e Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9890, ramal 25.

Direitos dos homossexuais são direitos humanos

No dia 17 de maio de 1990, a Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) removeu a homossexualidade de sua lista de desvios e transtornos mentais. A homofobia é o medo ou aversão direcionada à homossexualidade ou às pessoas homossexuais. O ódio, a hostilidade ou a desaprovação das pessoas homossexuais é realidade presente nas sociedades contemporâneas. Em 75 países, ser gay ainda é considerado crime, sendo que, em nove deles – Afeganistão, Irã, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Emirados Árabes e Lêmen –, a punição é a pena de morte. Diversas organizações sociais acreditam que podem mudar esse quadro tendo uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), orientando mundialmente a discriminalização da homossexualidade.

Jornada ´A UFSC e o Plano Diretor de Florianópolis` apresenta estudos relacionados à cidade

11/05/2007 18:00

O grupo de professores da Universidade Federal de Santa Catarina envolvido com o Plano Diretor de Florianópolis promove nesta quinta-feira, 17/5, a primeira jornada ´A UFSC e o Plano Diretor de Florianópolis´. O encontro que está integrado à Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC será realizado no Centro de Cultura e Eventos, durante todo o dia.

A intenção é mostrar a produção científica da universidade relacionada ao desenvolvimento e ao planejamento urbano de Florianópolis. A jornada contará com professores de três centros de ensino da UFSC (Centro Tecnológico, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Centro de Ciências Biológicas e Centro Socioeconômico), o que demonstra a interdisciplinaridade no processo acadêmico de pensar a cidade.

O encontro também tem o objetivo de sensibilizar a comunidade universitária a participar da elaboração do novo plano diretor da Capital. A I Jornada é aberta a todos os interessados no planejamento da cidade. Não é preciso inscrição prévia.

Local: Auditório Guarapuvu – Centro de Cultura e Eventos da UFSC

Mais informações com o professor Elson Manoel Pereira 3721 8590 / representante da UFSC no Plano Diretor de Florianópolis

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Programação

9h – Mesa de Abertura

9h30 – Palestra de Abertura Prof. Ivo Sostizzo – Departamento de Geociências

Título: Cinqüenta anos de Planos Diretores em Florianópolis.

10h30 – Mesa I:

Profa. Maria Lúcia de Paula Herrmann – Departamento de Geociências

Título: Susceptibilidade a Riscos no Município de Florianópolis.

Profa. Dora Maria Orth – Departamento de Engenharia Civil

Título: Áreas Legalmente Protegidas na Ilha de Santa Catarina.

Prof. Cesar Augusto Pompêo – Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental

Título: Águas Pluviais: Ocupação de Áreas Frágeis e Inundações.

Profa. Tereza Cristina Barbosa – Departamento de Ecologia e Zoologia

Título: O Desenvolvimento Urbano e os Problemas Sócio-Ambientais em Florianópolis.

14h – Mesa II:

Prof. Elton Ricardo Ouriques – Departamento de Ciências Econômicas

Título: Turismo, Trabalho e Meio Ambiente em Florianópolis.

Profa. Maria Inês Sugai – Departamento de Arquitetura

Título: Segregação Urbana e Disputas Sócio-Espaciais.

Prof. Lino Fernando Bragança Peres – Departamento de Arquitetura

Título: A Solução da Não-Solução: a Questão Urbana e Habitacional em Florianópolis.

Profa. Marta Dischinger – Departamento de Arquitetura

Título: Discutindo a Acessibilidade Espacial como Forma de Inclusão Social.

16h – Mesa III:

Prof. Alina Gonçalves Santiago – Departamento de Arquitetura e Arquiteto

MSc. Jorge Rebollo Squera

Título: Plano Diretor e Índices de Densidade Demográfica.

Prof. Carlos Loch – Departamento de Engenharia Civil

Título: Planta Genérica de Valores e Justiça Social.

Representante do Núcleo de Estudos de Serviço Social e

Organização Popular – NESSOP – Departamento de Serviço Social

Título: Formas de Organização Popular na relação com as Políticas Públicas.

Prof. Fernando Ponte de Sousa – Departamento de Sociologia Política

Título: Reforma Urbana: o Processo Deliberativo e a Participação Direta como Controle Social.

UFSC apresenta estratégias contra aquecimento global na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

11/05/2007 16:44

Casa Eficiente demonstra eficiência energética

Casa Eficiente demonstra eficiência energética

A terceira parte do relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), cujo conteúdo foi divulgado no início desse mês (4/5), em Bangcoc (Tailândia), mostra que a eficiência energética tem um papel central na redução do aquecimento global. O documento defende que é mais econômico investir na melhoria da eficiência do que no aumento da oferta de energia.

Na UFSC, essa idéia é cultiva há anos nas pesquisas do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE), ligado ao Departamento de Engenharia Civil. Exemplo do trabalho do grupo será apresentado na 6a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC, de 16 a 19 de maio. Em um dos estandes será exposta uma maquete da Casa Eficiente, construída em Florianópolis por meio de uma parceria entre Eletrosul, Eletrobrás/Procel e o LabEEE/UFSC.

Além de uma maquete física, o visitante poderá interagir com uma maquete eletrônica, que permite visita virtual à construção. O público também poderá navegar em um desenho animado interativo, contendo as principais estratégias adotadas no projeto. Pesquisadores do LabEEE e integrantes da Eletrosul estarão ainda agendando visitas guiadas à edificação, visinha ao campus universitário.

Uso racional de energia

A Casa Eficiente foi construída com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras e eficientes na construção civil, visando o uso racional da energia elétrica e menor impacto ambiental. Pó isso, é uma vitrine de tecnologias de ponta em eficiência energética e conforto ambiental para residências.

A casa conta com geração de energia fotovoltaica interligada à rede elétrica, estratégias passivas de condicionamento de ar e aquecimento solar de água. Também foram usadas estratégias para o uso eficiente da água, como aproveitamento da chuva, reuso de águas e utilização de equipamentos que proporcionam baixo consumo.

O laboratório

O Laboratório de Eficiência Energética em Edificações está vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Construção do Departamento de Engenharia Civil da UFSC. Seus integrantes desenvolvem pesquisas com o objetivo de reduzir o consumo de energia em edificações novas ou já existentes, através da implantação de novas tecnologias de iluminação, condicionamento de ar e isolamento térmico sem, no entanto, reduzir os níveis de conforto. O LabEEE atua também na área de geração de eletricidade através de painéis fotovoltaicos integrados a edificações urbanas e à rede elétrica pública. Os trabalhos são realizados em parceria com outros laboratórios da UFSC: Laboratório de Conforto Ambiental (Labcon/Departamento de Arquitetura e Urbanismo), Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas dos Materiais (LMPT/Departamento de Engenharia Mecânica) e Laboratório de Energia Solar (Labsolar/Departamento de Engenharia Mecânica).

Conquistas

Uma das conquistas recentes do grupo é a´Regulamentação para Etiquetagem Voluntária de Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais e de Serviços e Públicos’ . O documento foi construído pelo grupo em parceria com a Eletrobrás, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O texto contém os requisitos técnicos necessários para a classificação do nível de eficiência energética de edifícios. “Essa regulamentação é voltada à aplicação voluntária em prédios comerciais, de serviços e públicos. No futuro, a classificação deve tornar-se obrigatória e também ser ampliada a edifícios residenciais”, explica o coordenador do LabEEE, professor Roberto Lamberts.

A regulamentação inclui três requisitos principais para classificar o nível de eficiência energética de um edifício: o sistema de iluminação, o sistema de condicionamento de ar e o desempenho térmico da envoltória do prédio. A análise da eficiência de cada um desses itens vai determinar a etiqueta a ser recebida, que pode variar de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente).

De acordo com Lamberts, assim como aconteceu no caso dos eletrodomésticos, a regulamentação deve beneficiar os usuários. “As pessoas terão a liberdade de optar por prédios eficientes no consumo de energia, gerando economia e menor impacto ambiental”, afirma. Além do professor, estudantes de graduação e pós-graduação da UFSC participaram da elaboração das normas, que levou cerca de dois anos para ser concluída.

A regulamentação completa está disponível no site do LabEEE (www.labeee.ufsc.br). A equipe também é responsável pelas primeiras normas de Conforto Ambiental para Edificações, concretizadas a partir de projeto integrado ao Programa de Tecnologia de Habitação (Habitare), financiado pela Finep. Os textos normativos serão referências para que arquitetos, engenheiros, projetistas e planejadores tirem proveito das condições naturais do clima e da iluminação, escolhendo mais criteriosamente materiais e componentes.

Mais informações com o professor Roberto Lamberts, e-mail: lamberts@ecv.ufsc.br, fone 48 3721 5193

Arley Reis / Agecom

Cristóvam Buarque lança Educação Já! neste sábado, no Aplicação

11/05/2007 16:31

Neste sábado (12) o senador Cristóvam Buarque estará no Colégio de Aplicação para lançar o Educação Já!, movimento que busca a adesão da população a fim de estimular uma revolução da educação brasileira. O lançamento acontece às 9h.

Dentre os pontos defendidos por Buarque estão a federalização da educação básica, transferindo para a União a responsabilidade de uma educação integral e de qualidade e piso salarial aos professores pago pelas prefeituras (atrelado à Lei de Metas e de Responsabilidade Social com a Educação) com complemento federal.

Buarque entende que quando se investe em educação, outros locais deixam de receber recursos, como o sistema penitenciário, mas lembra também que a violência tem dentre suas causas a falta de oportunidades que muitas vezes é gerada pela falta de educação.

“Queremos educação já. Todo brasileiro precisa ter a mesma chance. Os professores têm que ser bem remunerados e contar com equipamentos modernos. A educação de base nas mãos dos municípios é o grande gargalo educacional brasileiro. Precisamos de um projeto nacional com responsabilidade social para mudar o quadro social”, declarou Buarque, durante o lançamento do Movimento em Curitiba, no dia 2 de fevereiro.

Informações com Charles Silva pelo telefone 84082101 e pelo e-mail charlesilv@yahoo.com.br.

Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão: UFSC aberta à comunidade

11/05/2007 16:15

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estará oferecendo uma série de serviços gratuitos à comunidade na próxima semana, durante a 6a. Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex). Com mais de 100 estandes instalados na Praça da Cidadania (em frente ao prédio da Reitoria), acontecerão diversas atividades voltadas para integrar a instituição com a sociedade. O evento será entre os dias 16 e 19 de maio, das 9 às 21 horas.

A contribuição da universidade para o futuro Plano Diretor Participativo de Florianópolis será apresentada na primeira jornada ´A UFSC e o Plano Diretor de Florianópolis´, na quinta-feira, 17/5. A intenção é mostrar a produção científica da universidade relacionada ao desenvolvimento e ao planejamento urbano de Florianópolis.

Especialistas da área de saúde estarão orientando a comunidade sobre os riscos do consumo de drogas, bem como aplicando testes em pessoas interessadas em verificar o seu nível de estresse e aprender técnicas de relaxamento.

Como agir em casos de emergência será um dos temas de interesse público que será demonstrado durante o evento, incluindo a instrução de técnicas de primeiros socorros para aplicar no socorro de vítimas de acidentes.

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) também estará orientando os estudantes e distribuindo material sobre o vestibular, que anualmente mobiliza mais de 30 mil candidatos para o concurso.

Mais de 200 minicursos e diversas apresentações culturais também foram programados: mostras de danças, feira de livro, contadores de histórias, boi de mamão, teatro, música, entre outros. Estas são apenas algumas das centenas de atrações que serão ofertadas para o público durante o evento.

Mais informações pela internet: www.sepex.ufsc.br ou pelo telefone 3721-8304

Paulo Fernando / Agecom

Contadores de História dividem seus relatos com o público em estande da Sepex

11/05/2007 14:53

Numa escola localizada em uma comunidade carente de Florianópolis, o contador de histórias Julião Ayrton relata para os alunos a história de uma tartaruga que não conhecia sua família. Quando a tartaruga completou 150 anos, saiu em busca de seu pai. Nesse momento, um dos meninos diz: “Eu também não conheço meu pai!”. Julião, ciente da situação das crianças daquele lugar, revela que não escolheu o tema por acaso: “Uma história é um resgate de valores, de emoções, é um despertar de sentimentos em quem está ouvindo”.

Julião é um contador de histórias formado pelo Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) da UFSC e agora participa do Grupo de Contadores de História “Hora da História”, que vai fazer apresentações em estande na 6a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade, de 16 a 19 de maio. A exemplo do que fez na comunidade carente, Julião vai escolher suas histórias de acordo com o perfil do público, assim como os outros integrantes que também vão dividir seus relatos com os visitantes do estande.

O grupo de contadores de histórias é formado por componentes do curso de extensão “Contadores de História”, do NETI. Durante dois semestres, os alunos do curso reúnem-se uma vez por semana para aprender a narrar histórias de uma maneira envolvente. É uma forma de resgatar a memória afetiva dos participantes e também serve como um exercício de autoconhecimento.

As apresentações do grupo “Hora da História” ocorrem em todos os dias da Sepex, das 9h às 18h, em estande localizado ao lado da lona principal.

Por Ana Carolina Dall’Agnol / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Andifes quer participar mais da discussão das políticas de educação no País

11/05/2007 14:29

Aumentar a participação da entidade na discussão das políticas de educação no País e reativar o Instituto Andifes estão entre as metas estabelecidas na 62ª reunião ordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, encerrada nesta sexta-feira na UFSC.

No primeiro caso, o conselho de reitores pretende ter voz ativa na implementação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Queremos reorganizar a Andifes para que ela seja mais do que uma pauta das necessidades das universidades federais”, disse o reitor da UFSC, Lúcio Botelho, que é vice-presidente da entidade.

Neste sentido, a reativação do Instituto Andifes pode ajudar a tornar mais efetiva a presença da associação nas decisões das políticas para o setor no Brasil, acredita Lúcio Botelho. A opinião é compartilhada pelo reitor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e presidente da Andifes, Paulo Speller. “Observamos que as demandas e o papel da associação têm assumido dimensão política cada vez maior, o que nos leva a melhorar sua estrutura técnica e administrativa”, afirmou.

Estas e outras sugestões tiradas do encontro em Florianópolis servirão de base para o planejamento estratégico da entidade nos próximos anos. O resultado dos trabalhos irá à apreciação do Conselho Pleno da Andifes, durante uma nova reunião ordinária que será realizada entre os dias 17 e 19 de maio em Cuiabá, no Mato Grosso.

Paulo Clovis / Agecom

Governo lança edital para apoiar eventos sobre ciência, tecnologia e inovação

11/05/2007 13:55

A Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina – Fapesc – lançou o Edital Proeventos 2 para apoiar congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Os projetos serão enquadrados conforme sua abrangência e de acordo com os recursos solicitados. O valor é de R$ 12 mil para aqueles com alcance local ou microregional estadual e R$ 25 mil para eventos de interesse na região Sul do País. O edital cobre projetos a serem realizados de junho a novembro de 2007.

Esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo Edital podem ser obtidas pelos fones (48) 3215-1220 com Renato de Mello, ou 3215-1245 com Karla, das 13 às 19 horas. Mais informações através dos fones (48)3215-1217 / Fax : (48) 3334-8153, www.fapesc.rct-sc.br

Violência coloca em xeque a idade penal

11/05/2007 13:08

Crianças, idosos e qualquer cidadão de bem não são poupados da ação de bandidos na maioria das cidades no Brasil. A violência que se registra no país, com atuação livre e audaciosa dos criminosos, atinge membros importantes do poder judiciário, do executivo, artistas, empresários e pessoas comuns. Os bandidos, sabendo da sua impunidade, afrontam até mesmo a autoridade policial. Em alguns estados, sair de casa fardado para trabalhar é a mesma coisa que assinar previamente seu atestado de óbito. As delegacias e os quartéis vivem sendo bombardeados, mantendo aprisionados delegados, coronéis e agentes.

Os marginais conhecem a legislação brasileira tanto quanto seus advogados e se utilizam das suas brechas para escaparem das prisões. Uma delas é o “investimento” nos menores infratores para a prática de homicídios ou de crimes considerados hediondos, na certeza de que a lei do menor e do adolescente vai livrá-los da cadeia. Diante dos fatos e da inércia do poder público, a população exige dos parlamentares providências. Por conta disso, o país discute fórmulas de resolver o problema e uma delas é a redução da idade penal. A maioridade penal fixada em 18 anos é definida pelo artigo 228 da Constituição. É a idade em que, diante da lei, um jovem passa a responder inteiramente por seus atos, como cidadão adulto. É a idade-limite para que alguém responda na Justiça de acordo com o Código Penal, já que pela legislação atual um menor é julgado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A respeito desse assunto jornais têm publicado artigos, reportagens, enquanto que a população se manifesta através de cartas, entrevistas e protestos nas ruas das grandes cidades. Várias tentativas de parar a onda de agressões que se espalham no país estão sendo tentadas, embora pareçam band aid colocado sobre ferimento provocado por tiro de escopeta. Uma dessas pérolas saiu do presidente Lula, que anunciou a criação de emprego para jovens de 18 a 24 anos, enquanto deu ordens para sua tropa de choque abafar o discurso sobre a redução da idade penal. Ele recomendou que “nada seja feito na base da comoção”. Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, propõe a manutenção da idade e o aumento do tempo de internação dos infratores.

Os que defendem a redução da maioridade penal acreditam que os adolescentes infratores não recebem a punição devida e que o Estatuto da Criança e do Adolescente é muito tolerante, não intimidando os que transgridem a lei. O argumento é de que se com 16 anos a pessoa tem discernimento para votar, também pode responder por seus crimes.

Mas a antropóloga Paula Miraglia, Diretora Executiva do Instituto Latino Americano das Nações Unidas para a Prevenção de Delito e Tratamento do Delinqüente, pensa diferente. Em artigo publicado em jornal de circulação nacional, defende a manutenção da idade penal, mas quer o aprimoramento e a valorização do trabalho policial, a garantia de que os autores de crimes sejam punidos e maior velocidade na Justiça, assim como reforma no sistema prisional e medidas para prevenir e combater a criminalidade. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou no último 26 de abril, em votação apertada, por 12 votos a 10, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal no país. O texto, que é do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), propõe a redução, mas estabelece o regime prisional somente para jovens menores de 18 anos e maiores de 16 que cometerem crimes hediondos.

A professora Magda do Canto Zurba, do Departamento de Psicologia da UFSC afirma que reduzir a idade penal é um retrocesso histórico para o país. Os adultos são co-autores no ato infracional de uma criança ou adolescente, pois é de nossa responsabilidade cuidar das condições sociais da educação, do sistema econômico etc. Se o ato infracional é cometido por alguém tão jovem isso significa que é de nossa responsabilidade cuidar da reeducação desse sujeito, ou seja, que a culpa não é só dele, mas nossa também, do sistema bancário, da CPMF, das escolas, da polícia, da desorganização social em que vivemos. A professora garante que o adolescente infrator é muito mais vitima desse sistema do que um criminoso imparcial.

Reduzir a idade penal, salienta a professora, serviria apenas para eximir da culpa o resto da sociedade, e colocar a responsabilidade desse ato somente no jovem. “Isso não é solução, não é reeducação. Ninguém está discutindo sobre como recuperar esse sujeito, coisa que a psicologia poderia ajudar, ma apenas em como reprimi-lo, isolá-lo, encarcerá-lo em uma fábrica de bandidos que se tornaram os presídios brasileiros”, afirma.

José Antônio de Souza/jornalista

Calendário de formaturas desta semana é divulgado

10/05/2007 16:40

O Centro de Cultura e Eventos divulgou o calendário de formaturas dos cursos de graduação de Ciências Contábeis, Serviço Social, Administração e Economia. Todas as solenidades acontecerão no Centro de Cultura e Eventos. Confira as datas e horários:

Dia 11 de maio, sexta-feira

19h30 – Curso de Ciências Contábeis

Dia 12 de maio, sábado

10h – Curso de Serviço Social

15h – Curso de Administração

19h30 – Curso de Economia

Leia também:

Formaturas são realizadas gratuitamente

Os estudantes da UFSC que estão prestes a se formar não precisam se preocupar com as despesas com a solenidade. A universidade fornece gratuitamente o auditório com decoração interna, becas, capelos, mestre de cerimônias, iluminação, som, cadeiras, sala para recepção dos formandos, seguranças, recepcionistas e um coordenador geral do evento. Além disso, a cerimônia é transmitida via internet e o filme é disponibilizado no site do departamento com acesso livre.

A partir de 2004 as formaturas da UFSC passaram a ser realizadas obrigatoriamente no auditório do Centro de Cultura e Eventos. De acordo com o diretor do centro, Luiz Roberto Barbosa, o objetivo é de que os alunos não tenham custo algum. “Todas as cerimônias são niveladas, possuem boa qualidade, já que fornecemos toda a infra-estrutura”.

Prova disso é o depoimento de quem já se formou na universidade: “Achei a cerimônia muito profissional e organizada. Já fui em formaturas de amigos meus de outras universidades e nunca vi uma tão boa como a da UFSC. O fato de ser quase tudo gratuito reduz muito os custos pra gente”, conta Marcela Lim, formada em 2006 pelo curso de Jornalismo da UFSC.

Os estudantes podem contratar empresas de foto/filmagens para que elaborem clipes e executem a fotografia e filmagem durante a cerimônia. A empresa escolhida deve se credenciar junto à UFSC com cinco dias de antecedência. Além disso, os formandos definem os CDs e DVDs a serem executados e as homenagens a serem realizadas durante a solenidade, respeitando os critérios de tempo estabelecidos pela universidade.

O período em que são realizadas as formaturas é definido com um ano de antecedência, quando é elaborado o calendário acadêmico. Cada centro da universidade recebe algumas opções de datas em que podem ocorrer as cerimônias e as distribui entre os cursos que possui.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9360, na Divisão de Projetos Especiais e Formaturas.

Os pecados e os milagres da comunicação

10/05/2007 14:08

Alcides Buss, Artemio, Lúcio Botelho e Diomário de Queiroz

Alcides Buss, Artemio, Lúcio Botelho e Diomário de Queiroz

Como a profissão de jornalista é exercida hoje? De que forma as pessoas têm acesso à informação no século XXI? Como trabalham os órgãos de assessoria de imprensa em meio à revolução gerada pelas novas tecnologias?

Essas e outras perguntas norteiam o livro Santos e pecadores – comunicação versus crise na era da informação do jornalista Artemio Reinaldo de Souza. A obra é baseada em sua dissertação de mestrado em Engenharia de Produção, intitulada A assessoria de imprensa e as novas tecnologias: a comunicação integrada como ferramenta de gestão da imagem organizacional, e foi lançada recentemente na Pizzaria San Francesco, no centro da Capital.

Globalização e informação – As transformações ocorridas com a globalização e o advento das novas tecnologias influenciaram também a forma como o homem se comunica, e a relação entre organizações e a imprensa, como afirma o autor. “Globalizaram-se os processos, as emoções e, sobretudo, os fluxos e circuitos da informação. Nesse mundo novo, as instituições, incluindo-se as empresas, agem pelo que dizem, em especial pelos acontecimentos significantes que produzem, com os quais interferem na realidade, ao usarem a eficácia difusora do jornalismo, que tornou-se espaço público de socialização dos discursos particulares para os confrontos da atualidade, em todos os campos da atividade humana organizados sob a lógica da competição”. Outra faceta desse mesmo ponto também é citado por Almyr Gajardoni, Chefe do Núcleo de Redação da Imprensa Oficial de São Paulo, na apresentação do livro. “O problema real está na urgência de se preparar, técnica e culturalmente, para reagir instantaneamente – em tempo real, diz-se no novo jargão – ao permanente fluxo de novos acontecimentos(…)”.

Artemio reúne na obra o resultado de seus estudos sobre o tema com a experiência em assessoria de comunicação: ele trabalha há 19 anos na Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC. Mais que uma pesquisa de campo, seu livro é também uma análise ou ainda, um testemunho pessoal das transformações ocorridas na chamada comunicação empresarial. Traz também um pouco da história da própria Agecom, criada para desvincular a assessoria de imprensa da universidade do crivo da reitoria. Reitor da UFSC de 92 a 96, Antônio Diomário de Queiroz assina a orelha da obra, onde relembra. “Tornava-se necessário superar o conceito herdado de assessoria de imprensa, órgão subordinado ao reitor com a função restrita de divulgar seus projetos, programas e planos de trabalho. Foi então criada a Agecom, uma agência de comunicação independente, como órgão suplementar da Universidade. Além de dar continuidade à assessoria de imprensa ao reitor, passava a conduzir a política de comunicação em suas múltiplas funções. Considerou-se o Jornal Universitário um espaço aberto à expressão livre de todos. Fortaleceu-se o jornalismo científico. Facilitou-se o acesso externo dos órgãos de imprensa à informação produzida na Universidade. Assegurou-se à Agência toda a infra-estrutura avançada de comunicação para que pudesse utilizá-la com autonomia”.

Por esse caminho, o autor também vai ao encontro de João José Azevedo Curvello, que defende uma atuação mais estratégica dos profissionais de comunicação. “É essencial ainda superar as restritas visões meramente profissionais e operacionais da área. Os assessores de comunicação precisam assumir-se mais estratégicos e, entre outras coisas, assumir-se como educadores para a comunicação”. Assumir-se mais estrategicamente é o que Artemio sugere. “O que se propõe aqui é uma reflexão sobre como a instituição (ou instituições) pode(m) gerir a sua identidade perante a evolução interna e as mudanças externas”.

CONTATOS: EdUFSC: 48 – 3721 9605/ 3721 9408

Artemio de Souza: 48 – 3333 3942

UFSC recebe equipe do Ministério da Cultura para explicar os editais do Programa Cultura e Pensamento

10/05/2007 13:53

Estão abertas as inscrições para os editais do Programa Cultura e Pensamento 2007, do Ministério da Cultura (MinC), para patrocínio de projetos de debates presenciais, em publicações impressas ou em mídias eletrônicas on-line. Os editais destinarão R$ 1 milhão para os projetos selecionados em todo o Brasil. Interessados devem se inscrever até o dia 15 de junho de 2007.

No dia 23 de maio, das 14h às 18h, na Sala Petúnia, do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, será realizada uma oficina gratuita, ministrada por Ricardo Libório, coordenador técnico do programa, que orientará os interessados em concorrer aos editais. Além das dúvidas técnicas, com relação às modalidades de projetos e inscrições, ocorrerão pequenos debates sobre as linhas temáticas sugeridas pelo Programa Cultura e Pensamento.

As oficinas acontecem por todo o país e, durante o período das inscrições, estão previstas videoconferências e chats periódicos para o esclarecimento de dúvidas e orientação dos potenciais proponentes quanto às seleções públicas do Programa. A agenda pode ser acompanhada pelo site www.cultura.gov.br/culturaepensamento.

O Programa Cultura e Pensamento é uma iniciativa do Ministério da Cultura, coordenado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (FAPEX), e conta com o patrocínio da Petrobras e com a co-realização do Ministério da Educação (MEC), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), do Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP) e da TVE-Bahia.

Outras informações pelos telefones (48) 3231-1506 e 3721-8304 ou pelo site www.cultura.gov.br/culturaepensamento.

O Programa

O Cultura e Pensamento objetiva fortalecer espaços públicos de reflexão e diálogo em torno de temas importantes da agenda contemporânea, agregando iniciativas que fortaleçam a esfera pública nacional e produzam alternativas para o desenvolvimento cultural do país.

Os editais são abertos para projetos de debates presenciais e debates em publicações impressas (revistas) e on-line apresentados por intelectuais, pensadores da cultura, acadêmicos, artistas e pesquisadores, levando-se em conta que ele não se restringe à comunidade acadêmica, ampliando-se para espaços que proporcionem a reflexão dos temas propostos como a mídia (blogs, fóruns virtuais, portais, etc.), os movimentos sociais, os grupos culturais, etc.

Nesta edição, o Cultura e Pensamento sugere três linhas temáticas e abre a possibilidade de assuntos de livre escolha que possam apontar outras questões relevantes para a sociedade:

– Biopolítica e tecnologias: padrões contemporâneos de emancipação, propriedade, poder e controle;

– Populações e territórios: o global, o nacional e o local no agenciamento de identidades e na diversificação da cultura;

– Lógicas e alternativas para as dinâmicas culturais no centro da economia e da sociedade;

– Temática de Livre Escolha.

Os projetos que se candidatarem a discutir as temáticas acima devem ter como objetivo a difusão das idéias, a inovação das formas de encontro (e debate) de idéias e/ou a criação de novos circuitos (espaços) de circulação de idéias.

Cultura e Pensamento – Idéias ao alcance de todos

Ampliar e qualificar as formas de difusão de conteúdos, buscando atingir toda a extensão territorial do país, assim como incrementar a interação contínua entre os seus participantes, é uma das metas almejadas do Cultura e Pensamento. Para tanto, os debates serão transmitidos via internet, acessíveis às instituições que aderirem ao Programa. Estamos buscando parcerias com as TVs públicas para a veiculação de programas, a partir dos debates realizados no âmbito do Programa Cultura e Pensamento.

Além disso, serão lançados a “Revista Cultura e Pensamento” (trimestral) e os fóruns permanentes de debates no Portal do Programa (www.cultura.gov.br/culturaepensamento). Vale ressaltar que os conteúdos gerados pelos projetos apoiados em 2006 já estão acessíveis gratuitamente nesse mesmo portal.

Histórico do Programa Cultura e Pensamento

O ideal do debate público e circulação de idéias presente nos ciclos promovidos por Adauto Novaes (O Silêncio dos Intelectuais), em 2005, inspirou o Ministério da Cultura a implementar ações capazes de promover um amplo debate na sociedade. Essas ações estão abrigadas no Programa Cultura e Pensamento que, desde 2006, tem as seleções públicas de projetos através de editais como a mais abrangente das suas iniciativas.

No escopo do Cultura e Pensamento, destaca-se entre as mais relevantes intenções a possibilidade de criar condições de acesso, produção e difusão das reflexões produzidas em ambientes de debate ampliado, a respeito de temas fundamentais ao entendimento do Brasil contemporâneo.

Com o patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura, o Governo Federal destinou, em 2006, 900 mil reais que viabilizaram a realização de 11 Projetos de debates. O fomento à realização destes projetos com a utilização dos editais de patrocínio proporcionou a produção e a circulação de dez números especiais de publicações impressas no formato revista, duas publicações eletrônicas e ainda a realização de quatro grandes projetos de debates presenciais com eventos em seis Estados, cujos conteúdos estão disponíveis no Portal. Toda essa produção compõe um importante acervo de discussões destes temas estratégicos da atualidade.

Outras informações com Kátia Carneiro pelo e-mail katia@belemcom.com.br, com Luiz Pedrosa pelo e-mail pedrosa@belemcom.com.br, ou pelos telefones (21) 3826-2490, 2527-1805 e 9358-8886.

Comunidade científica de SC acredita em novos tempos na Fapesc

10/05/2007 12:15

A recondução do professor Antônio Diomário de Queiroz, ex-reitor da UFSC, à presidência da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) trouxe uma nova esperança à comunidade científica. Criada com o objetivo de unificar e fortalecer o Sistema de Ciência, Tecnologia & Inovação do Estado, a Fapesc ainda não conseguiu atender às expectativas e terá que vencer o ceticismo natural dos que se viram frustrados pelos seus primeiros anos de atuação.

Foi em 2003, através da fusão da Fundação de Ciência e Tecnologia (Funcitec) e do Fundo Rotativo de Estímulo à Pesquisa Agropecuária (Fepa), que a Administração de Luiz Henrique da Silveira criou a Fapesc. Com a missão de “promover o desenvolvimento científico e tecnológico no Estado de Santa Catarina através do fomento à pesquisa científica e da interação, em todos os níveis, das instituições científicas, dos complexos produtivos, do governo e da sociedade”, a fundação teve em Diomário de Queiroz o seu primeiro presidente. Em 2005, no entanto, ele deixou a fundação para assumir a Secretaria de Estado da Educação. Com a saída de Diomário, os recursos rarearam e a recém nascida Fapesc acabou ficando sem ação.

Expectativa de redenção – Apesar de um passivo de R$ 46 milhões e do emperramento da máquina nos últimos dois anos, a volta do professor Diomário de Queiroz cria na comunidade científica uma expectativa concreta de redenção. “A Fapesc funcionou melhor, em todo o tempo que ela existe, durante a gestão do professor Diomário. Então a gente tem a esperança de que ela volte a funcionar novamente.” É o que diz a professora Thereza Christina Monteiro de Lima, Pró-reitora de Pesquisa da UFSC. Segundo ela, assim que Diomário deixou a presidência o Governo não fez mais os repasses que deveria fazer. “Então ela praticamente não funcionou, ela trabalhou no mínimo do mínimo.”

Carlos Fernando Miguez, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU), concorda que o grande problema da Fapesc, mais do que quem a dirige, está justamente no volume de recursos. “A Fapesc plantou muita esperança na universidade para financiamento de projetos e logo em seguida isso se tornou uma decepção, porque foi um volume muito pequeno de dinheiro.” Miguez explica que este volume de recursos ficou muito aquém, não só da necessidade, como do que determina a lei. E o que a lei determina, através do artigo 193 da Constituição do Estado, é que “o Estado destinará à pesquisa científica e tecnológica pelo menos dois por cento de suas receitas correntes, delas excluídas as parcelas pertencentes aos Municípios, destinando-se metade à pesquisa agropecuária, liberados em duodécimos” .

Compromissos com a liberação de recursos – Ao que parece desta vez a lei deverá ser cumprida. Pelo menos esta é a certeza do professor Diomário de Queiroz. Em seu discurso de posse, o novo presidente da Fapesc reiterou a “convicção de que Luiz Henrique da Silveira será o primeiro governador catarinense a honrar o compromisso de liberar para a Ciência e a Tecnologia os recursos do artigo 193 da Constituição do Estado”. Esta certeza, entretanto, está longe de ser uma unanimidade. Júlio Felipe Szeremeta, diretor do Centro Tecnológico da UFSC, não compartilha do mesmo otimismo do professor Diomário. “Espero que eu esteja errado, mas eu não acredito que nós vamos conseguir chegar nem na metade dos 2% de recursos para a Fapesc”. Szeremeta, no entanto, não tem dúvidas de que a nova gestão da fundação será boa para a universidade. “Cria uma expectativa de que realmente consigamos trabalhar de maneira mais estrita com o Diomário, uma vez que ele conhece a universidade.”

As dúvidas, portanto, não repousam na figura do novo presidente – já amplamente reconhecida nos meios científicos e acadêmicos – mas sim no compromisso do Governo de finalmente cumprir a Constituição. E, de acordo com a professora Thereza, Diomário de Queiroz é a pessoa certa para essa missão. “Ele tem um trânsito bom com o governador, no sentido de fazê-lo entender o quanto é importante ter essa continuidade no repasse de recursos.” Se a lei será cumprida, entretanto, só o tempo dirá. “Eu espero que realmente ele possa fazer isso, porque é muito importante para esse Estado. É muito importante que haja uma sustentação do que já é feito em Ciência e Tecnologia e que novas áreas possam ser exploradas. Nós temos recursos humanos qualificados, só precisamos receber o suporte econômico para poder iniciar o processo de dar base tecnológica para a economia do Estado”.

Vice-Reitor da UFSC acredita que Fapesc está no caminho certo

Uma mudança de cultura. Segundo Ariovaldo Bolzan, vice-reitor da UFSC, esta é chave para um maior aporte de recursos em Ciência e Tecnologia no Estado. E, para ele, a Fapesc é uma peça fundamental neste sentido.

Apesar dos problemas pelos quais a fundação tem passado, Bolzan acredita que a Fapesc tem cumprido o seu papel – que seria o de primeiro criar uma cultura de valorização do investimento em Ciência e Tecnologia no Estado. “Pôr a Fapesc em funcionamento e fazer o Governo entender que este investimento é fundamental para o desenvolvimento do Estado não é tarefa fácil”, reconhece. A experiência do novo presidente, entretanto, faz crer que esta não é uma tarefa impossível. “É difícil, mas eu entendo que o professor Diomário é a pessoa certa para esse trabalho”.

Quem ganha é a população – A boa interlocução de Diomário de Queiroz com o governador Luiz Henrique da Silveira, na visão do vice-reitor, pode ainda ser um sinal de que o artigo 193 da Constituição do Estado será finalmente cumprido. “Na medida em que os recursos forem crescendo, as demandas vão sendo contempladas e a qualificação vai ser feita. E ganha a população como um todo. Então, o que a UFSC realmente espera é que ele consiga fazer cumprir o dispositivo constitucional”.

Os resultados do investimento em Ciência e Tecnologia, de acordo com Bolzan, trazem benefícios para toda a sociedade. “Nós temos aí exemplos emblemáticos de empresas que se consolidaram no seu ramo de atividade – cresceram, expandiram, e hoje empregam milhares de pessoas – graças a parcerias com a universidade.” Para que casos como estes se repitam, entretanto, é necessária a tal mudança de cultura. “Criar uma cultura é fazer as pessoas que estão à frente da área financeira do Estado aceitarem que aqueles dois por cento não podem ser mexidos, que eles fazem parte de um investimento estratégico do Estado – que é um investimento no futuro.”

Fapesc mostra impacto social da CT&I

10/05/2007 11:58

Foi lançado, em forma de livro, o Relatório de Atividades 2003-2006 da Fundação de Apoio à Pesquisa, Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Com o título “O impacto do investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação em Santa Catarina”, a obra traz os principais investimentos feitos nessas áreas durante o período.

Segundo a Fapesc, “apesar das limitações financeiras do governo, jamais este setor [econômico e social] recebeu tantos investimentos, promovidos de forma regionalizada, em projetos e programas que abrangem todas as áreas do conhecimento”.

Tendo dentre seu público universidades, órgãos do governo do Estado, entidades associativas de utilidade pública, incubadoras de empresas e parques tecnológicos, todos voltados à pesquisa científica, a Fundação incentiva o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado através de financiamento de projetos de pesquisa, concessão de bolsas, apoio, organização e participação em eventos científicos e tecnológicos, além do apoio a publicações e programas especiais na área de CT&I.

O ex-reitor da UFSC e atual presidente da Fapesc, Antônio Diomário de Queiroz, no relatório, atesta que “cabe à ciência diminuir progressivamente o sofrimento das pessoas e das nossas comunidades e construir um mundo melhor e mais justo. Ou seja, a inovação tecnológica e o acesso às novas tecnologias precisam criar impacto social. O que fez a Funcitec e o que faz a Fapesc é trabalhar para que a inovação tecnológica viabilize a eficácia social das atividades de ciência e tecnologia, integradas e associadas à educação, à cidadania e ao meio ambiente”.

Rogério Portanova, ex-presidente da Fapesc, vai ao encontro de Diomário quando se trata de unir tecnologia e meio ambiente. “Na encruzilhada civilizatória em que nos encontramos, não custa repetir que o principal desafio é o de harmonizar a produção econômica e industrial em escala global sem afetar o equilíbrio ambiental”.

O governador Luiz Henrique da Silveira, reconhecendo o papel da Fapesc, reforça: “Só com educação, ciência, tecnologia e inovação canalizadas em processos de pesquisa, desenvolvimento e inovação pode-se responder à necessidade de valorização dos recursos e das pessoas. Santa Catarina, por exemplo, já exporta dois terços dos seus produtos com valor agregado, isto é, incorporou os ganhos e valores da pesquisa. O nosso Estado possui hoje mais empresas certificadas do que a Argentina e detém um PIB maior do que o Uruguai e quatro vezes o do Paraguai”. Como também destaca Carlos Pieta Filho, ex-gerente do Fundo Rotativo de Estímulo à Pesquisa Agropecuária do Estado de Santa Catarina (Fepa): “Hoje, Santa Catarina mantém um status privilegiado de desenvolvimento, graças, em grande parte, ao seu agronegócio ou complexo agroindustrial (CAI) que participa com 21% no PIB, 37% na força de trabalho e 60% nas exportações, e, ainda, sendo sempre superavitário”.

A ex-secretária de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Elisabete Anderle, complementa o governador. “A Fapesc foi uma aliada decisiva e permanente na caminhada pela conquista da cidadania, da democratização do conhecimento e da construção da educação plena para todos os catarinenses, tendo como motes comuns a interiorização, a descentralização e a regionalização, marcas que caracterizaram e diferenciaram o governo de Luiz Henrique da Silveira e de Eduardo pinho Moreira”.

Outro ex-presidente, Vladimir Álvaro Piacentini, relembra que a Fundação “aproximou universidades e empresas, preservou a autonomia política e manteve-se em fina sintonia com a prática cotidiana de transparência das ações do governo catarinense, conquistando, assim, o respeito e a legitimidade da comunidade científica”.

Pioneiro da Internet em Florianópolis

10/05/2007 11:42

Aleksander Mandic, pioneiro na implantação da Internet no Brasil, vai estar na UFSC no dia 10 de maio, quando ministrará palestra sobre Internet e negócios.

A palestra começa às 19 horas, é aberta ao público e vai ser realizada no auditório do Centro de Cultura e Eventos.

A promoção é do curso de Jornalismo da UFSC e do Departamento de Cultura e Eventos.

Mais informações pelo telefone 3721 9215

Diretório Nacional da Andifes se reúne na UFSC

09/05/2007 18:55

Nos dias 10 e 11 de maio, acontece a LXIIª reunião ordinária do Diretório Nacional da Andifes. O encontro pretende formular uma proposta de planejamento para entidade. A reunião acontece na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Durante a reunião, o Diretório Nacional promoverá debates com os presidentes das Comissões da associação – de Política de Recursos Humanos, de Relações Internacionais, de Autonomia e LDB, de Hospitais Universitários, de Desenvolvimento Acadêmico, de Avaliação Institucional, sobre Planos de Saúde, de Ciência e Tecnologia, de Educação a Distância e de Orçamento e Financiamento – e com os coordenadores de fóruns – de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), de Pró-Reitores de Graduação (Forgrad), de Pró-Reitores de Planejamento e Administração (Forplad), Nacional de Extensão (Forproex) e de Dirigentes dos Hospitais Veterinários (Fordhov).

Os vice-presidentes também apresentarão as sugestões dos dirigentes de cada região. A intenção é interagir com os diferentes interlocutores, buscando sugestões para o planejamento da instituição. Após essa fase de debates, o Diretório Nacional se reúne para discutir a formulação da proposta. O resultado desse trabalho irá à apreciação do Conselho Pleno da Andifes, durante a reunião ordinária que se realizará entre os dias 17 e 19 de maio, em Cuiabá, Mato Grosso.

Confira o calendário dos dois dias:

10 de maio de 2007

9h às 12h – Reunião do Diretório Nacional com os presidentes de comissões

14h30h às 18h – Reunião do Diretório Nacional com os coordenadores de fóruns

11 de maio de 2007

9h às 18h – Reunião do Diretório Nacional

Lilian Saldanha

Assessora de Comunicação

ANDIFES

(61) 3321-6341

www.andifes.org.br

Engenharia Mecânica inaugura nova obra

09/05/2007 18:34

O Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (EMC/UFSC) inaugura na próxima sexta-feira, dia 11, o complemento do bloco A3. A segunda ala do prédio que foi construído em duas etapas (a primeira ala inaugurou em 2003) tem quatro pavimentos que somam 960 m² de área. A solenidade de inauguração está marcada para às 17h, no hall do edifício.

O espaço fica atrás dos Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (POLO) , no acesso à universidade pelo bairro Pantanal. O piso térreo abriga a secretaria do departamento e no primeiro pavimento fica o Grupo de Análise e Projeto Mecânico (Grante). O Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (Lepten), do qual fazem parte o Laboratório de Energia Solar e o de Tubos de Calor, ocupa o segundo e o terceiro pisos. O terraço da construção também é utilizado pelo Laboratório de Energia Solar.

Mais informações: 3721 9225

Por João Munhoz

Projeto ´Fauna associada às Bromélias na Mata Atlântica` terá estande duplo na Sepex

09/05/2007 14:25

Mais de 300 espécies de animais são associadas às bromélias

Mais de 300 espécies de animais são associadas às bromélias

Abelhas, mosquitos, formigas, besouros, percevejos, libélulas, aranhas, pererecas, beija-flores e até macacos estão associados às bromélias. Plantas originárias das Américas, as bromélias relacionam-se com mais de 350 animais. Além de existirem em grande quantidade na Mata Atlântica, possuem uma enorme variedade de espécies. Por estas razões, as bromélias foram escolhidas para integrar a pesquisa “A Fauna associada às Bromélias na Mata Atlântica”, que possuirá um estande duplo na 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC, de 16 a 19 de maio.

Desenvolvida pelo Laboratório de Entomologia Médica e pelo Laboratório de Abelhas Nativas (Lanufsc), ambos do Centro de Ciências Biológicas, a pesquisa tem como objetivo estudar a importância dessa planta para a biodiversidade na Mata Atlântica. O estudo é coordenado pelo professor Carlos Brisola Marcondes, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia (MIP), e conta com a colaboração de outros profissionais, como a professora Josefina Steiner, do Departamento de Biologia Celular, Embriologia e Genética (BEG).

A principal característica das bromélias responsável pela atração dos insetos é a existência de uma estrutura chamada de “tanque”, que está localizada na base da planta e é capaz de armazenar água e ou humo. É neste local que os animais podem se reproduzir, se desenvolver, encontrar alimentos ou local de abrigo. Há mais de três mil espécies de bromélias no mundo e praticamente todos os exemplares ocorrem nas Américas, principalmente na área de Mata Atlântica. Somente uma espécie se encontra na África.

Durante o estudo são feitas observações sobre várias espécies de animais, como abelhas, formigas, besouros, mosquitos, percevejos, mutucas e libélulas, que utilizam as bromélias para diferentes fins. A primeira fase da pesquisa, a de levantamento da diversidade de animais presentes nas bromélias da Mata Atlântica, já foi concluída pelos pesquisadores da UFSC. Agora o estudo está sendo direcionado para a identificação de certas espécies animais consideradas “bromélias-específicas”, ou seja, que se reproduzem neste ambiente ou dependem dele para sobreviver.

Projeto identificou nova espécie de libélula

Projeto identificou nova espécie de libélula

Uma das descobertas recentes é a documentação de uma nova espécie de libélula que ocorre somente em bromélias. Também novas espécies de besouros, centopéias e até de baratas estão sendo documentados e descritos neste projeto. Tais resultados mostram o quanto é importante a realização deste tipo de pesquisa, pois a diversidade de animais presentes na Mata Atlântica ainda é pouco conhecida e esta mata está diminuindo a cada dia. De acordo com os professores, existem complexas “teias de interações” entre diferentes espécies de animais associados a bromélias que necessitam ser melhor investigadas.

Segundo o professor Carlos Brisola, a pesquisa da UFSC envolve, além dos mosquitos relacionados à malária, que já eram estudados antes, outros cujas formas imaturas se desenvolvem na água acumulada em bromélias. Foi também através da pesquisa do CCB que, pela primeira vez no Brasil, os estágios de desenvolvimento de uma mutuca foram descritos. A espécie é intitulada Laphriomyia rufopilosa e se cria no ambiente aquático da bromélia. Futuramente, Carlos explica que os estudos de ecologia abrangerão a relação de mosquitos com predadores e a influência do ambiente em que estão as bromélias.

O projeto “A Fauna associada às Bromélias na Mata Atlântica” também realiza atividades de extensão, a fim de divulgar o conhecimento adquirido. Segundo a professora Josefina Steiner, os bolsistas envolvidos no trabalho participam de eventos, como Bio na Rua e Semana da Biologia, e organizam visitas de alunos ao Lanufsc, além de ministrar palestras para diferentes níveis de público.

Esse ano na 6ª Sepex o estande da pesquisa contará com três espécies diferentes de bromélias, sendo uma com inflorescência (popularmente chamada de flor das bromélias) e visitantes florais (animais que procuram recursos da flor). “É importante que as pessoas entrem e manipulem o material”, conta Josefina Steiner. Haverá também gavetas entomológicas e apresentações em Power Point para diferentes públicos, inclusive o infantil. Teremos também pequenas mudas das plantas em exposição, diz a professora.

A pesquisa desenvolvida na UFSC faz parte de um programa chamado “Mata Atlântica”, que reúne outros quatros estudos sobre a conservação e o uso da floresta. O projeto “A Fauna das Bromélias na Mata Atlântica” é financiado por um convênio firmado entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério Federal para Formação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), órgão alemão que fomenta e financia pesquisas científicas.

Mais informações: 3721-5208 (Carlos Brisola) e 3721- 6509 (Josefina Steiner)

Por Lívia Helena Freitas / bolsista de jornalismo da Agecom.

Comunidade universitária do CTC realiza ato público

09/05/2007 13:52

Cerca de 150 pessoas entre estudantes, professores, servidores da UFSC e funcionários da Feesc participaram na manhã de hoje (9), em frente à sede da Fundação de Ensino de Engenharia, junto ao Centro Tecnológico, manifestação de apoio ao diretor da Fundação, Júlio Felipe Szeremeta. Ele foi afastado do cargo da presidência da entidade por suspeita de fraudar impostos devidos ao INSS. A Feesc está sendo investigada pela justiça federal. Os manifestantes querem propor mudanças no estatuto da entidade e da legislação que rege as fundações de apoio das universidades.

Segundo o professor Sérgio Peters, por força de estatuto, o diretor eleito do Centro Tecnológico passa, automaticamente, a ser o presidente da fundação, o que na sua opinião acarreta alguns problemas que precisam ser resolvidos. O ato público foi coordenado pela professora Lúcia Helena Martins Pacheco, do Departamento de Informática e Estatística. Ela salientou que o papel exercido pela Feesc tem agilizado os projetos e garantido verbas, permitindo que o ensino seja mais voltado aos problemas sociais do universo acadêmico.

Na opinião da professora, o dinheiro que os projetos recebem tem beneficiado o próprio Centro Tecnológico. Hoje o CTC conta com laboratórios avançados, assim como salas de aulas equipadas e até climatizadas. A professora criticou a Andes – Associação Nacional de Dirigentes de Ensino Superior – que, na sua opinião, combate ferozmente as fundações. “Essa organização se diz democrática e representativa, mas nunca ouviu as pessoas que trabalham nas fundações”, enfatizou.

Lúcia Helena conclamou os manifestantes a não abandonarem as conquistas e a posição invejável que a Feesc ocupa, não só no Brasil, mas na América Latina.

Por José Antônio de Souza / Jornalista da Agecom