Escritor diz que tecnologia não mudará o livro como “instrumento de prazer”
Como o leitor vê o livro editado pelas universidades? Leitor contumaz, professor e ex-diretor da Imprensa Oficial do Estado do Paraná, o escritor Miguel Sanches Neto acompanha o que acontece no mercado e diz que, assim como ele, o público em geral é conservador em relação ao livro e sua apresentação. “O livro deve ser o mais portátil possível”, afirma Sanches, ressaltando que as editoras universitárias precisam adotar uma política que equilibre a informação e o entretenimento se quiserem atingir o leitor comum, que representa um mercado latente e é o que mais consome a produção editorial no País.
Professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR), o escritor fez a palestra “O livro universitário na visão do leitor”, dentro da programação da XX Reunião Anual da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), que acontece na UFSC, em Florianópolis. Ele critica a prevalência dos projetos gráficos luxuosos sobre o conteúdo em muitas publicações, independente da área de atuação das editoras. “Em muitos casos, a apresentação denuncia o desejo de modificar o livro, transportando-o para a linguagem da internet”, destaca. Pior ainda é quando, além da capa, o projeto gráfico inadequado invade as páginas internas e interfere até no conteúdo da obra.
Em sua palestra, o escritor disse acreditar que o livro não sofrerá alterações substanciais em vista do advento das novas tecnologias. “Os livros de caráter técnico e que transmitem informações específicas poderão migrar para outros tipos de mídias, mas a leitura como instrumento de prazer – caso da literatura – continuará tendo espaço, e por isso o livro será por muito tempo produzido, editado e lido dentro dos padrões atuais”, afirmou. “Enquanto houver a arte da palavra, haverá o livro, que é um objeto perfeito, resolvido”, sentenciou.
Por outro lado, é possível que com a transferência dos livros mais informativos para plataformas modernas sobre mais espaço para a literatura e as publicações relacionadas à arte. De qualquer forma, as editoras universitárias precisam se adequar, selecionar bem os títulos e ocupar as brechas que as empresas comerciais, focadas essencialmente no lucro, deixam abertas no Brasil.
Acervos das bibliotecas – Dentro da programação da XX Reunião da ABEU também foi abordado o tema “Formação de acervo de bibliotecas e política de aquisição de livros”, a cargo de Sigrid Karin Weiss Dutra, diretora da Biblioteca Central da UFSC e membro da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias. Ela destacou que as bibliotecas estão procurando se adequar aos novos recursos tecnológicos, como o livro eletrônico e as consultas a distância, que vêm alterando a forma de acesso ao conhecimento. “Os usuários atuais estão mais exigentes e nós precisamos ter uma interação crescente com os novos padrões de tratamento da informação”, diz ela.
Para isso, será preciso capacitar os funcionários e ser criterioso na seleção das aquisições e na adequação dos espaços disponíveis ao acervo crescente das bibliotecas universitárias. No caso da Biblioteca da UFSC, os critérios utilizados para a compra de livros são as demandas representadas pelos novos cursos, as sugestões dos usuários, os livros não existentes, os títulos mais emprestados e os que apresentam maiores índices de reserva.

Imagine um jogo em que três bastões em posições verticais são fixados numa base. Em um destes bastões, são encaixados cinco ou mais discos de diâmetro variado e com um orifício no centro. Os discos ficam dispostos em ordem decrescente de tamanho, de baixo para cima. O desafio consiste em transportar as peças uma a uma para um dos outros pinos, sem colocar um disco maior sobre um menor e com o menor número de movimentos possível.
Folhas de papel, linhas de barbante, palitos de sorvete, papel dobradura. Com estes materiais, é possível produzir um mapa especial, interpretado através do toque das mãos. São os chamados mapas táteis, desenvolvidos especialmente para deficientes visuais. Eles servem para ajudar na orientação e locomoção de pessoas cegas em lugares públicos, e também como material didático, para mostrar aspectos como relevo, divisão territorial, entre outros. Porém, têm como principal função a inclusão social, já que disponibilizam informações antes inacessíveis por uma parcela da população.





























