Os pecados e os milagres da comunicação

Alcides Buss, Artemio, Lúcio Botelho e Diomário de Queiroz
Essas e outras perguntas norteiam o livro Santos e pecadores – comunicação versus crise na era da informação do jornalista Artemio Reinaldo de Souza. A obra é baseada em sua dissertação de mestrado em Engenharia de Produção, intitulada A assessoria de imprensa e as novas tecnologias: a comunicação integrada como ferramenta de gestão da imagem organizacional, e foi lançada recentemente na Pizzaria San Francesco, no centro da Capital.
Globalização e informação – As transformações ocorridas com a globalização e o advento das novas tecnologias influenciaram também a forma como o homem se comunica, e a relação entre organizações e a imprensa, como afirma o autor. “Globalizaram-se os processos, as emoções e, sobretudo, os fluxos e circuitos da informação. Nesse mundo novo, as instituições, incluindo-se as empresas, agem pelo que dizem, em especial pelos acontecimentos significantes que produzem, com os quais interferem na realidade, ao usarem a eficácia difusora do jornalismo, que tornou-se espaço público de socialização dos discursos particulares para os confrontos da atualidade, em todos os campos da atividade humana organizados sob a lógica da competição”. Outra faceta desse mesmo ponto também é citado por Almyr Gajardoni, Chefe do Núcleo de Redação da Imprensa Oficial de São Paulo, na apresentação do livro. “O problema real está na urgência de se preparar, técnica e culturalmente, para reagir instantaneamente – em tempo real, diz-se no novo jargão – ao permanente fluxo de novos acontecimentos(…)”.
Artemio reúne na obra o resultado de seus estudos sobre o tema com a experiência em assessoria de comunicação: ele trabalha há 19 anos na Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC. Mais que uma pesquisa de campo, seu livro é também uma análise ou ainda, um testemunho pessoal das transformações ocorridas na chamada comunicação empresarial. Traz também um pouco da história da própria Agecom, criada para desvincular a assessoria de imprensa da universidade do crivo da reitoria. Reitor da UFSC de 92 a 96, Antônio Diomário de Queiroz assina a orelha da obra, onde relembra. “Tornava-se necessário superar o conceito herdado de assessoria de imprensa, órgão subordinado ao reitor com a função restrita de divulgar seus projetos, programas e planos de trabalho. Foi então criada a Agecom, uma agência de comunicação independente, como órgão suplementar da Universidade. Além de dar continuidade à assessoria de imprensa ao reitor, passava a conduzir a política de comunicação em suas múltiplas funções. Considerou-se o Jornal Universitário um espaço aberto à expressão livre de todos. Fortaleceu-se o jornalismo científico. Facilitou-se o acesso externo dos órgãos de imprensa à informação produzida na Universidade. Assegurou-se à Agência toda a infra-estrutura avançada de comunicação para que pudesse utilizá-la com autonomia”.
Por esse caminho, o autor também vai ao encontro de João José Azevedo Curvello, que defende uma atuação mais estratégica dos profissionais de comunicação. “É essencial ainda superar as restritas visões meramente profissionais e operacionais da área. Os assessores de comunicação precisam assumir-se mais estratégicos e, entre outras coisas, assumir-se como educadores para a comunicação”. Assumir-se mais estrategicamente é o que Artemio sugere. “O que se propõe aqui é uma reflexão sobre como a instituição (ou instituições) pode(m) gerir a sua identidade perante a evolução interna e as mudanças externas”.
CONTATOS: EdUFSC: 48 – 3721 9605/ 3721 9408
Artemio de Souza: 48 – 3333 3942


Volta ao palco do Teatro da UFSC o espetáculo “De como Ser”, que se apresentou em dezembro do ano passado, num trabalho realizado pelo Curso de Formação de Ator, da Oficina Permanente de Teatro (OPT), oferecida pelo Departamento Artístico Cultural da UFSC (DAC).
O Projeto 12:30 Acústico recebe nesta quinta-feira, dia 10 de maio, o grupo BaiaCatu. O show acontece às 12h30 e, pela primeira vez, será no Auditório do Centro de Convivência da UFSC. Mais um espaço da universidade que receberá durante este ano as atrações do Projeto, como já vem acontecendo na Concha Acústica e no Teatro da UFSC.
O senador Cristovam Buarque vai lançar oficialmente, neste sábado(12) em Florianópolis, o Movimento Educação Já!
A aula inaugural do curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi ministrada ontem, às 16h, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CED), pelo educador Carlos Rodrigues Brandão, professor da Unicamp. A aula foi precedida de uma cerimônia de inauguração, que contou com representações e leituras de textos de Paulo Freire, que se destacou por seu trabalho na área de educação popular. Além disso, alguns dos organizadores e convidados do curso discursaram sobre a importância da EJA, sobretudo como forma de inclusão social.
A Universidade Federal de Santa Catarina abre mais uma vez suas portas à comunidade e realiza em maio sua Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. A sexta edição da Sepex será realizada de 16 a 19 de maio, mantendo o objetivo de integrar a comunidade acadêmica com a sociedade. O evento que foi realizado pela primeira vez em 2001 vem crescendo e consolidando-se como uma importante mostra de ciência e tecnologia no país, já que a universidade tem posição de destaque no ranking nacional da pesquisa. A UFSC ocupa o terceiro lugar entre as instituições de ensino e pesquisa mais produtivas do país (quinto lugar na América Latina). Com relação ao número de equipes cadastradas no Diretório dos Grupos de Pesquisa, organizado pelo CNPq, a UFSC figura em 7o lugar entre as instituições nacionais, com 414 grupos, 1.660 linhas de pesquisa e 2.336 pesquisadores, entre professores, estudantes e técnicos.

























