Teatro da UFSC recebe mostra teatral “Se vira nos 20”

06/12/2007 14:38

Babaiaga

Babaiaga

O Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, recebe a Mostra de Teatro “Se vira nos 20” que faz parte do Programa de Extensão Clubes de Teatro, coordenado pela professora Márcia Pompeo (da UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina). O evento conta com a apresentação de 12 grupos, sendo dois de Terceira Idade e os outros dez formados por crianças e jovens das comunidades de Morro do Quilombo, Ratones, Sambaqui, Armação, Morro da Penitenciária, Rio Vermelho, Costeira e crianças da Instituição Pró-Menor. Todos os espetáculos são gratuitos, abertos ao público e serão apresentados no Teatro da Igrejinha da UFSC.

Intitulada “Se vira nos 20”, a mostra tem como regra que cada apresentação tenha duração máxima de 20 minutos. Os Clubes de Teatro representam um conjunto de ações integradas que envolvem a prática teatral estimulada por oficinas em diferentes aspectos da linguagem cênica, acesso a espetáculos de qualidade e mostra de teatro integrando a produção dos diferentes Clubes de Teatro.

Babaiaga

Babaiaga



Programação

Dia 06 – Dezembro

14:00- 14:45 : Espetáculo Babaiaga

14:45 – 15:00 : Desmontagem

14:50 – 15:10: lanche/ dança

15:10 – 13:30: Caminhos (Grupo da Pró-Menor)

15:30 – 13:45: Debate/montagem

15:45 – 16:05: Muito Barulho por Tudo (Morgana)

16:05 – 16:20: Debate/montagem

16:20 – 16: 40: Puxada de Rede

16:40 – 16:55: Debate/ Montagem

16:55 – 17:15: Romeu e Julieta 2008 (Teatro Juvenil da Armação)

17:15 – 17:30: debate/montagem

17:30 – 17:50: O Sonho (Sambaqui)

17:50 – 18:00: Desmontagem/debate/ encerramento

Programação dia 7- Dezembro

14:00 – 14:20: Historias de Mentira e Histórias de Verdade do Morro do Quilombo

14:20 – 14:35: Debate/ montagem

14:35 – 14:55: O Velório

14:55 – 15:10: montagem/debate

15:10 – 15:30: O Mangue Doente (Ratones Durval)

15:30 – 15:40: Montagem/ debate

15:40 – 16:00: O Mágico Contra o Som (Casa da Criança)

16:00 – 16:10: Debate/montagem

16:10 – 16:30: Lanche / dança

16:30 -16:50: Um Bonde Chamado Descaso

16:50 – 17:05: Debate/montagem

17:05 – 17:25: Confusão entre o Céu e a Terra

17:25 – 17:40 debate/ montagem

17:40 – 18:00 Improvisações

Equipe encarregada da organização do evento:

• Bolsistas de Extensão do Programa Clubes de Teatro

Evanise Figueiredo de Oliveira

Luana Mara Pereira

Valmir Alexandre Fernandes

• Alunos da Disciplina Teatro na Educação : Estágio II

Ana Leimann

Ana Carvalho

Ana Orlando

Andre Silva

Diogo Santiago

Elisza Ribeiro

Heloisa Silva

Ligia Ferreira

Luciano Oliveira

Maria Vieira

Potyra Borba

Sarah Nogueira

Vinicius Pereira

• Coordenação Geral

Márcia Pompeo Nogueira

Serviço:

O QUÊ: Mostra de Teatro “Se vira nos 20” – Programa Clubes de Teatro

QUANDO: 6 e 7 de dezembro de 2007

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, praça Santos Dumont

QUANTO: Espetáculos gratuitos e abertos ao público

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC com material do Site do CEART – UDESC, disponível em http://www.ceart.udesc.br/Eventos/se_vira_20.php

BABAIAGA abre Mostra de Teatro “Se vira nos 20”

No dia 6 dezembro, será apresentado no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, o espetáculo Babaiaga, peça que já foi vista por cerca de 2.600 crianças. Babaiaga participou do projeto “A Escola Vai ao Teatro” e no 33º FENATA em Ponta Grossa (Paraná), recebendo o prêmio de melhor atriz para Ilaine Melo. Entre outras indicações, recebeu o Prêmio de MELHOR ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS no 7º FETACAM – Festival de Teatro de Campo Mourão (Paraná). O espetáculo é gratuito e aberto ao público.

SINOPSE

A menina Vasilisa, após a morte da mãe e a viagem do pai, enfrenta árduos trabalhos impostos por sua madrasta. Ela é sempre acompanhada por uma boneca mágica, dada por sua mãe. Por ordens da madrasta ela deve enfrentar seus medos atravessando uma densa floresta em busca do fogo na casa da Babaiaga.

SOBRE O ESPETÁCULO

Como na maioria dos contos de fadas os heróis e heroínas têm o medo como companheiro inevitável e é nas profundezas do medo que surge o destemor e a consciência. Uma menina enfrenta sua madrasta e a terrível Babaiaga, a bruxa canibal habitante da misteriosa floresta escura. Vasilisa, a heroína conta em sua jornada, com sua boneca, seu talismã, que ganhou de sua mãe antes desta morrer. A parceria de Vasilisa e sua boneca é responsável pelas conquistas da menina, que enfrenta a bruxa, seus medos e recupera o fogo, a luz, que faltava em sua vida.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Clarice Steil Siewert, Andréia Malena Rocha e Vinícius Ferreira

Dramaturgia: Clarice Steil Siewert e Ilaine Melo

Figurinos: Lucas David

Cenário: O grupo

Confecção de Bonecos: Cidval Baptista, Lucas David e Fábio Henrique Nunes

Iluminação: Hélio Muniz

Trilha Sonora Original: Lausivan Corrêa

Músicas Cantadas: Andréia Malena Rocha

Vozes: Patricia Sayure

Operação de Luz: Hélio Muniz

Operação de Som: Eduardo Campos

Direção: Silvestre Ferreira e Ilaine Melo

Produção: Cristóvão Petry

Serviço:

O QUÊ: Espetáculo Babaiaga dentro da Mostra de Teatro “Se vira nos 20”

QUANDO: 6 de dezembro de 2007

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Espetáculo gratuito e aberto ao público

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC com material do Site do CEART – UDESC, disponível em http://www.ceart.udesc.br/Eventos/babaiaga.php

Curso prepara para estruturação de núcleos de inovação tecnológica

06/12/2007 10:21

A UFSC sediou de 3 a 6 de dezembro um curso de estruturação de núcleos de inovação tecnológica. A capacitação é oferecida pela Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas, por meio do projeto InovaNIT, que tem apoio da Finep. O objetivo central é contribuir para a estruturação e desenvolvimento de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) em instituições de ciência e tecnologia.

O curso sediado na UFSC foi o quarto de um total de seis que serão ministrados nas cinco regiões do país, com a colaboração do Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e universidades locais. Em Florianópolis contou com apoio do Departamento de Propriedade Intelectual da UFSC.

A capacitação foi estruturada em quatro módulos, oferecidos na modalidade semipresencial. As aulas foram ministradas com o apoio do ambiente de ensino a distância TelEduc1, para a interação entre os participantes e a equipe de capacitadores, para leitura prévia às aulas e disponibilização do material utilizado nas apresentações.

Introdução aos fundamentos teóricos e práticos para a institucionalização de um Núcleo de Inovação Tecnológica, com ênfase nas diretrizes, normas e procedimentos fundamentais para a implantação, assim como para a gestão e organização inicial, foi um dos assuntos abordados. A capacitação também incluiu formação sobre conceitos e aplicações de planejamento estratégico – missão, visão, objetivos, plano de ação, indicadores; identificação de oportunidades de mercado e planejamento de atendimento, entre diversos outros assuntos.

A coordenação foi de Marli Elizabeth Ritter dos Santos (doutora em Ciências da Administração pela Universidade Nacional Autônoma do México, coordenadora do Escritório de Transferência de Tecnologia e professora da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia, ambas na PUC/RS) e de Patricia Tavares Magalhães de Toledo (doutoranda em políticas científicas e tecnológicas pela Unicamp, coordenadora do Projeto InovaNIT e responsável pelo planejamento estratégico da Agência de Inovação Inova Unicamp).

O professor Luiz Otávio Pimentel, doutor em Direito, professor de Contratos e Propriedade Intelectual nos programas de Mestrado e Doutorado em Direito e Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, diretor do Departamento Propriedade Intelectual, foi um dos capacitadores.

Mais informações:

Cuso de Esruturação de Núleos de Iovação Tecnológica

Departamento de Propriedade Intelectual

Por Arley Reis / Agecom

Vestibular UFSC/2008: Coletivas e gabaritos

06/12/2007 08:44

Serão realizadas a partir de domingo (9/12) as provas do Vestibular 2008 da UFSC. O concurso acontece no domingo, na segunda e na terça, em dez cidades catarinenses, sempre no período da tarde (15h às 19h).

Este ano 30.652 candidatos concorrem a 4.095 vagas em 65 cursos, incluindo as três novas opções oferecidas – Oceanografia, Zootecnia e Artes Cênicas. As informações relativas ao andamento das provas e a abstenções serão repassadas ao final de cada dia, em entrevista coletiva concedida pelo presidente da Coperve, professor Edemir Costa, às 19h30min, na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria da UFSC. As informações serão também disponibilizadas no site da UFSC e enviadas para a mídia.

Os gabaritos serão divulgados somente no final de todas as provas, na manhã de quarta-feira, dia 12/12, às 9h, em entrevista coletiva com o presidente da Coperve e de outras autoridades da UFSC para um balanço final do concurso.

Em caso de dúvida ou necessidade de informação adicional, deverão ser procurados os jornalistas da Agência de Comunicação da UFSC, que farão o contato com a coordenação do concurso. Contatos pelos telefones 3721-9323, 3721-9601, 3721-9602 ou 9983 0616 (Arley) ; 9992 5127 (Paulo Clovis)

NETI forma mais uma turma de monitores de ação gerontológica

06/12/2007 08:16

O Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) vai formar mais um grupo de monitores da ação gerontológica para atuarem junto a unidades de atendimento de idosos, como prefeituras e centros sociais urbanos. A formatura dos 28 técnicos acontece no próximo dia 7, às 18h30m, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, com cerimônia religiosa pelo pastor Sérgio Gessner e pelo ministrante Marcos Roberto Leal. A entrega dos diplomas será às 19h30m, no mesmo local.

O grupo é paraninfado pela professora Leilane Mendonça Z. Rosa, tendo como patronesse a professora Maria Joesting Siedler. O orador é o formando José Jair da Silva e a turma leva o nome de Thiagus Mateus Batista. O grupo faz uma homenagem especial às famílias e aos amigos. O Núcleo de Estudos da Terceira Idade é subordinado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e é coordenado pela professora Ângela Maria Alvarez.

Informações no NETI pelos fones 3721-9445 e 3721-6559.

Por José Antônio de Souza/jornalista da Agecom

Manual ´Educação para a ação – homens pelo fim da violência contra a mulher` será lançado na UFSC

06/12/2007 08:14

Um ato público para divulgar a Lei 11.489, que institui 6 de dezembro como o “Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, está agendado para o dia 6 de dezembro, às 10h, no Centro de Florianópolis (próximo ao mercado público).

Ainda como parte das atividades planejadas para registrar a data acontece às 19h, no miniauditório do CFH/UFSC, o lançamento do manual “Educação para a Ação – homens pelo fim da violência contra a mulher”.

Estas atividades fazem parte da Campanha Brasileira do Laço Branco, presentes no Brasil desde 2001, e organizadas em Florianópolis pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG), do CFH/UFSC, e pela Rede de Homens pela Eqüidade de Gênero (RHEG). Para atrair o interesse dos passantes durante o ato público a atividade contará com rodas de capoeira e maracatu e distribuição de laços brancos aos homens, além de panfletos sobre as Leis 11.489 e Lei Maria da Penha.

A palestra e o lançamento do manual “Educação para a Ação – homens pelo fim da violência contra a mulher” visa lançar e distribuir o livreto para instituições educativas que trabalham com o tema da violência.

O manual foi elaborado como parte do projeto de intercâmbio entre a campanha brasileira e a campanha canadense do Laço Branco, coordenado pela White Ribbon Campaign Canadá, Instituto Promundo e Instituto Papai, com financiamento da Agência de Desenvolvimento Internacional Canadense/CIDA.

Direcionado para grupos de adolescentes e jovens e para escolas, este material pretende: fornecer informações sobre relações de gênero e violência contra a mulher; apresentar exemplos detalhados de oficinas que podem ser executadas com grupos de homens jovens (ou de ambos os sexos); ajudar adolescentes, principalmente os do sexo masculino, a refletir sobre como a socialização dos meninos e rapazes muitas vezes promove violência e apresentar formas alternativas de convivência que incluem colaboração, solidariedade, diálogo e respeito.

Outras informações – 3721-8211

Por Mara Cloraci/jornalista da Agecom

Zeca Pires fala de livros e de cinema no Círculo de Leitura

05/12/2007 17:33

Diretor de 10 filmes, entre documentários, curtas e longas-metragens, o cineasta Zeca Pires é o convidado da 30ª edição do Círculo de Leitura, evento realizado mensalmente no auditório Cruz e Sousa da Editora da UFSC, no campus da Trindade. Professor de cinema e funcionário do Departamento Artístico Cultural (DAC) da universidade, ele é filho do escritor Aníbal Nunes Pires, um dos mentores do movimento cultural que resultou na criação do Grupo Sul, no final dos anos 40, em Florianópolis.

Nesta edição do Círculo, dia 6, quinta-feira, às 17h, ele vai falar de sua admiração por Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Machado de Assis, José Saramago, Vinícius de Moraes, Jean-Claude Carriére e Salim Miguel.

Zeca Pires é um dos pioneiros do moderno cinema de Santa Catarina, pois está envolvido com a produção e direção desde os anos 80. Em 1987, foi assistente de direção de Cacá Diegues em “Um Trem para as Estrelas”. Quatro anos depois, realizou seu primeiro curta-metragem, “Manhã”, e de lá para cá foram mais nove filmes, incluindo os longas “Procuradas” (2004) e “A Antropóloga” (2006).

“Sou um pouco indisciplinado em relação à leitura”, admite Zeca, que costuma seguir sugestões de amigos e procura temas que o atraem, como a ligação entre os avanços tecnológicos e a criação artística, sobretudo na área do audiovisual, na qual está concentrado no momento. Ele é formado em Jornalismo pela UFSC (depois de desistir da faculdade de Engenharia Mecânica) e em Administração pela Esag/Udesc, fez mestrado em História e tenta concluir o doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas. Fala com carinho de Cacá Diegues, de quem é amigo, e de Salim Miguel (“quase um pai para mim”), com quem trabalhou na Editora da UFSC. E não se considera um intelectual, mas “um artista, um realizador/empreendedor”.

O projeto

O Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Oldemar Olsen Jr., Fábio Bruggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Mário Prata e Sérgio Medeiros foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

Breve entrevista

Filho de escritor e membro de uma família familiarizada com a literatura, como se deu sua iniciação e seu convívio com os livros na infância e como isso se desenvolveu na adolescência e ao longo da vida?

Zeca Pires – Sou filho de dois educadores, pois minha mãe também foi uma professora muito dedicada. Meu pai mantinha uma biblioteca particular muito boa e tinha a mania de interpretar poemas e textos de teatro em casa. Lembro dele declamando “As cinco em punto de la tarde”, do Lorca, representando o “Édipo Rei”, espetáculo que dirigiu, e o “José”, de Drummond. Era criança e acabei achando que aquele José era eu ou que o poema tivesse sido escrito para mim. À noite fazia minhas irmãs lerem o poema do Drummond, senão eu não dormia. No casarão da rua Almirante Alvin, 16, onde morávamos, tinha também as reuniões do meu pai com seus amigos intelectuais e artistas no salão grande e fechado, onde eles iam até altas horas com serenatas e discussões. Depois, no Colégio de Aplicação da UFSC, meu pai procurava me estimular para a leitura. Eu fazia tudo pra não atrapalhar o futebol, pois jogava no Figueirense (futebol de campo) e no BESC (futebol de salão) – era o capitão do infantil nas duas equipes. Ele não chegava a me obrigar a ler, para que não tivesse um efeito contrário à intenção dele. Se comentasse com ele uma música, logo pedia para que eu transcrevesse a letra e dizia que ia mostrar para os seus alunos. Com 15 anos perdi meu pai, e um pouco do meu referencial.

Quais são seus gêneros e autores prediletos?

Zeca Pires – Procuro não ter preconceitos. A nossa própria formação cultural induz a vários preconceitos dos quais a gente nem se dá conta, então sempre que reconheço algum em mim procuro demovê-lo. Também por isso não sei identificar um gênero predileto, nem mesmo posso dizer se prefiro o romance à poesia ou ao conto. Gosto de Saramago, de Machado de Assis, de Nietzsche, de Drummond, de Fernando Pessoa, da literatura catarinense, e reconheço que tenho um grande interesse pela cultura popular e pela questão da memória, que sempre expresso em meus filmes.

Que leituras considera terem sido mais marcantes em sua vida?

Zeca Pires – A poesia de Drummond, de Vinícius, de Fernando Pessoa. E a obra de Machado de Assis, de quem no colégio alguns amigos e professores falavam muito e que eu conhecia pouco. Um dia olhei para a coleção de meu pai e li todos: “Memorial de Aires”, “Esaú e Jacó”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba”, “Helena”, “Dom Casmurro”. Imaginava então como devia ser maravilhoso o Rio antigo. Apesar da violência, até hoje adoro o Rio de Janeiro, gosto de circular no centro da cidade e lembrar dessas leituras… Também me impressionou muito a primeira leitura de Nietzsche e de Erasmo de Roterdã. Não tenho vergonha de dizer que, numa determinada fase da minha vida, li e reli “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupery. Tenho muita vontade de levar para o cinema a relação de Exupéry com a Ilha de Santa Catarina e também a louca solidão dele. Meus alunos de cinema fizeram um documentário muito sensível sobre o autor do “Pequeno Príncipe”.

Que elos existem entre cinema e leitura? No seu caso, em que medida uma coisa influenciou ou interferiu na outra?

Zeca Pires – Existem muitas pontes entre cinema e literatura. Meu primeiro curta-metragem, “Manhã”, que dirigi junto com Norberto Depizzolatti, foi inspirado no maravilhoso poema “Morte do Leiteiro”, de Drummond. Curiosamente, Cacá Diegues me confidenciou que esse era também um dos seus primeiros projetos de curta. Não o fez pelo fato de que filmavam muito em PxB e era impossível representar esteticamente o final exuberante, quando o sangue e o leite se misturam (“duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enlaçam, formando um terceiro tom, a que chamamos de aurora”). Mais tarde, em 2001, fiz “Ilha”, levemente inspirado em “O Naufrágio do Black Ship”, de Guido Wilmar Sassi. Em 2003, fiz para TVi e a RBS, com José Frazão, “Perto do Mar”, baseado em “O Velho da Praia Vermelha”, de Salomão Ribas. Gosto muito desses três curtas, dois deles roteirizados pelo escritor, cineasta e amigo Tabajara Ruas e o último por Marcelo Esteves. Os três foram estrelados pelo grande ator catarinense Waldir Brazil.

Contatos com Zeca Pires podem ser feitos pelos telefones (48) 3721-9348 e 9971-7951 ou pelo e-mail zecapires@dac.ufsc.br.

Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista da Agecom

Professor da UFSC recebe Prêmio Medalha do Conhecimento

05/12/2007 15:29

O professor do departamento de Engenharia Mecânica e Superintendente Geral da Fundação CERTI (Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), Carlos Alberto Schneider, será um dos agraciados com a Medalha do Conhecimento, concedida a empresários e gestores da comunidade empresarial e científica que se destacaram nas áreas de inovação tecnológica e competitividade empresarial. A premiação, que contará com a presença do presidente Lula, acontece nesta quarta-feira, dia 5, no auditório do Sebrae Nacional, em Brasília.

Schneider, indicado pelo empresário Ernesto Heinzelmann por suas grandes contribuições ao Brasil em frentes inovadoras e de alta demanda tecnológica, foi premiado na categoria Gestores/Pesquisadores em Ciência e Tecnologia. Ele é o

fundador da CERTI, organização de pesquisa e desenvolvimento tecnológico atuante a nível nacional, criada em 1984 e localizada no Campus da UFSC.

O Prêmio Medalha do Conhecimento 2007 é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com a CNI,Sebrae, IEDI e Banco da Amazônia.

Fonte:Marília Pereira/Primeira Via Comunicação

(48) 3024.2007

www.1via.com.br

Curso gratuito para professores de Matemática do Ensino Médio

05/12/2007 14:31

O Departamento de Matemática da UFSC, em parceira com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada – IMPA, está promovendo o Curso de Atualização para Professores de Matemática do Ensino Médio no estado do Santa Catarina destinado aos professores de matemática do ensino médio da rede pública e privada.

Trata-se de um programa que visa oferecer treinamento gratuito, abordando assuntos relativos às séries do Ensino Médio.

As inscrições serão aceitas até 19/1/2008

O curso conta com 100 vagas e será realizado nas dependências da UFSC, no auditório da reitoria, no período de 28 de janeiro a 1º de fevereiro de 2008.

Mais informações e inscrições:

www.mtm.ufsc.br/ensinomedio

Professores da UFSC lançam o livro Críticas Minimalistas

05/12/2007 14:04

Nesta quinta-feira, dia 6 de dezembro, a partir das 19h30min na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi de Florianópolis, acontece o lançamento do livro Críticas Minimalistas de Héctor Ricardo Leis & Selvino Jose Assmann, editora insular.

Sobre o livro

Numa época saturada de ideologias e informações, e em meio ao espetáculo de imagens e sons, de muita rapidez, insegurança e liquidez, os autores das CRÍTICAS MINIMALISTAS entendem que a tarefa intelectual deve associar-se a uma atividade capaz de depurar e filtrar os acontecimentos. Afinal, o que está acontecendo? Mais do que acrescentar novas interpretações e sentidos a fatos por demais sobrecarregados, os autores querem ser eloqüentes na sua simplicidade, imitando o trabalho do jardineiro, que cautelosa e corajosamente varre as folhas caídas da árvore, folhas que muitos confundiram com o conhecimento absoluto quando estavam verdes.

A rigor, o minimalismo, ao qual a obra faz alusão, é muito mais o horizonte e o efeito de um pensar ascético que o corolário de um sistema filosófico-político particular ou de um suposto e claro sentido da história. Os 24 capítulos que compõem este livro, como breves ensaios, abordam diversos problemas emergentes focalizados nos eixos do Brasil, do Mundo e da Condição Humana. Seus temas circulam livremente da cultura do cinismo ao terror, da corrupção política à crise do pensamento, da democracia e do populismo à crise de autoridade, da guerra à crise da ética, da esquerda à direita, do mal à amizade, da religião à natureza humana, até compor um quadro geral onde as diversas peças poderão encaixar-se como num quebra-cabeça estruturado a partir do estranhamento geral que elas produzem.

Os autores

Héctor Ricardo Leis, natural de Avellaneda (Província de Buenos Aires, Argentina) é brasileiro naturalizado, tem doutorado e mestrado em filosofia pela PUC-Rio e mestrado em ciência política pela Universidade de Notre Dame (EUA).

Foi professor de diversas universidades estrangeiras e nacionais, sendo professor de ciência política da UFSC desde 1992. Integra o corpo docente do programa de pós-graduação em Sociologia Política e do programa de Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas. Publicou artigos em revistas e capítulos, assim como vários livros, sobre os temas de relações internacionais, sociedade e meio ambiente, e a condição humana na modernidade.

Selvino José Assmann, natural de Venâncio Aires (RS), tem mestrado e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Lateranense, e mestrado em Teologia pela P. U. Gregoriana, ambas de Roma (Itália). É professor de Filosofia da UFSC desde 1976. Além de ser docente do curso de graduação em Filosofia, e de ter trabalhado em cursos de pós-graduação de Educação, de Direito, de Administração e de Enfermagem, atualmente faz parte do corpo docente do programa de pós-graduação em Filosofia e do programa de Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas.

Interessando-se sobretudo por temas de ética, de política e de antropologia filosófica, orientou muitas dissertações e teses, e publicou artigos em revistas e capítulos de livros.

Fonte: www.cfh.ufsc.br

Coral da UFSC celebra o Natal em quatro apresentações

05/12/2007 13:34

Apresentação do Coral no Beiramar Shopping

Apresentação do Coral no Beiramar Shopping

O Coral da UFSC, juntamente com o Grupo de Dança Fazendo Corpo Mole, se apresenta quatro vezes neste fim de ano em Florianópolis. Na quinta-feira, dia 6, o coral realiza um concerto de MPB e de canções de natal no Festival das Flores, às 18h30min, na Praça XV de Novembro, no centro da cidade. O evento é gratuito e aberto ao público. cancelada devido ao mau tempo O Coral realiza mais três apresentações de Natal em dezembro deste ano. No dia 10, segunda-feira, no Floripa Shopping, às 19 h; dia 11, terça-feira, no Shopping Iguatemi, às 20h; e no dia 14, novamente na Praça XV de Novembro para a inauguração do Presépio de Natal da cidade.

O Coral da UFSC completa 45 anos em janeiro de 2008. Com cerca de 55 integrantes, é formado por alunos, professores e funcionários da UFSC, além de pessoas da comunidade em geral. Desde maio de 2004, conta com a regência de Miriam Moritz.

O Grupo de Dança Fazendo Corpo Mole integra o projeto de extensão “O corpo na Música, a Música no Corpo: a comunidade num processo de integração”. As atividades são planejadas e organizadas por todo o grupo. O objetivo é desenvolver a consciência corporal, a criatividade e a imaginação dos participantes através da dança e da improvisação.

Sobre a regente

Miriam Moritz iniciou seus estudos musicais aos 10 anos com o piano e canto em coral. Formou-se em música pela UDESC em 1987 e começou a lecionar música como auxiliar de regência aos 20 anos. Trabalhou como flautista em diversos locais em Portugal e Espanha. Após 5 anos voltou a lecionar em Florianópolis as disciplinas de percepção e teoria, flauta transversa, flauta-doce, canto, musicalização infantil, violão, percussão e formou três grupos vocais. Foi professora substituta do curso de licenciatura em música da UDESC e da UNIPLAC em Lages nas disciplinas de canto coral e regência.

Pós-graduada em musicoterapia, é regente do Grupo vocal Bocca Chiusa desde 1996 e foi nomeada regente do coral da Universidade Federal de Santa Catarina, após 1º lugar em concurso público realizado em fevereiro e março do ano de 2004. Desenvolve o Projeto de Extensão na UFSC: “Música para Pessoas com doença de Parkinson”.

Apresentação do Coral no Teatro da UFSC

Apresentação do Coral no Teatro da UFSC

SERVIÇO:

O QUE: Apresentação do Coral da UFSC no Festival das Flores, com repertório de MPB e de Natal.

QUANDO: Quinta-feira, dia 6, às 18h30min

ONDE: Antigo Miramar junto a Praça XV de Novembro, centro de Florianópolis.

QUANTO: Gratuito e aberto a todos

CONTATO: Fones (48) 3721-9348, (48) 37219447 ou pelo e-mail coraldaufsc@dac.ufsc.br.

Fonte: Lucas Sarmanho – Bolsista Acadêmico de Jornalismo – Assessoria de Imprensa do DAC-PRCE-UFSC, com informações do Coral.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO CORAL DA UFSC PARA DEZEMBRO:

FESTIVAL DAS FLORES

LOCAL: antigo Miramar junto a Praça XV

DATA: 6/12 – 5ª feira – 18h30min

REPERTÓRIO DE MPB E DE NATAL

LOCAL: Floripa Shopping

DATA: 10/12 – 2ª feira – 19h

REPERTÓRIO DE NATAL

LOCAL: Shopping Iguatemi

DATA: 11/12 – 3ª feira – 20h

REPERTÓRIO DE NATAL

LOCAL: Pr.XV de Novembro – Inauguração do Presépio

DATA: 14/12 – 6ª feira – 18h30min

REPERTÓRIO DE NATAL

Núcleo de Prevenção de Doenças Cardiovasculares do HU festejou 10º aniversário

05/12/2007 11:31

O Núcleo de Prevenção para Doenças Cardiovasculares do Hospital Universitário (HU) da UFSC comemorou nesta quarta-feira (5/12) seus 10 anos de atividades, voltadas para a pesquisa e a extensão e focadas no bem-estar dos pacientes da casa de saúde e de toda a comunidade. Para marcar a data, houve uma festa, brincadeiras e entrega de brindes envolvendo os pacientes e a equipe multifuncional da unidade coronariana, na sala de capacitação do HU, no período da manhã.

Atualmente, o Núcleo conta com quatro profissionais – um cardiologista, um nutricionista, um bioquímico e a coordenadora do grupo, Geny A. Cantos, do Departamento de Análises Clínicas do Centro de Ciências da Saúde – e atende a cerca de 270 pessoas. Além dos estudos e pesquisas sobre a prevenção e o comportamento dos doentes, oferece aulas de biodança, dá atendimento psicológico, trabalha com sensibilização e utiliza os métodos de Watsu e Halliwick para facilitar o tratamento e recuperação dos pacientes.

Chamado oficialmente de Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Assistência à Dislipidemia (Nipead-HU/UFSC), o grupo nasceu junto ao Serviço de Atendimento à Comunidade Universitária (SASC). Nesses 10 anos de trabalho, realizou dezenas de projetos dirigidos ao público interno e externo, a par do que sempre foi feito junto aos pacientes da instituição de saúde. O primeiro projeto, em 1998, chamou-se “Controle de Dislipidemia na Comunidade Universitária para Prevenção do Desenvolvimento da Aterosclerose”, através do qual os pacientes eram encaminhados para atividades físicas no Centro de Desportos da UFSC.

A partir daí, as ações foram se multiplicando, voltadas para a busca de soluções e a prevenção de problemas como a hipertensão, o diabetes, o estresse, o tabagismo e outros fatores de risco para as doenças do coração. Além das atividades de extensão, o Núcleo fez pesquisas sobre a relação entre estado nutricional e o elevado nível de lipídeos em pacientes do HU e sobre o peso do estresse no grupo de risco para doenças arteriais coronarianas. Da mesma forma, houve a preocupação em mostrar os benefícios da alimentação saudável, da atividade física e do controle do diabetes para a prevenção em todas as camadas sociais e faixas de idade.

“Profissionais, alunos e voluntários entram a saem, mas a base e o entusiasmo se mantêm”, diz a coordenadora do Núcleo, dra. Geny Cantos. “Os pacientes precisam de atenção, de alguém que lhes pegue pela mão e os convença a participar das atividades. A compensação é que melhoram bastante, passam a tomar corretamente a medicação e se sentem mais valorizados”.

Paralelamente a isso, os professores do Nipead-HU cuidaram de produzir artigos e trabalhos acadêmicos baseados em suas experiências, que foram publicados em jornais e revistas especializadas ou constaram de anais de congressos médicos. Ao longo do tempo, o grupo foi realizando cursos de capacitação, montou um banco de dados e se reestruturou, obtendo o reconhecimento da comunidade e até prêmios pelo seu trabalho.

Informações com a dra. Geny A. Cantos, coordenadora do Núcleo, pelos telefones (48) 3721-9712, ramal 221, e 9101-4927.

Por Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom

UFSC coordena capacitação nacional de tutores para educação a distância

05/12/2007 09:14

Fotos: José Antônio de Souza/Agecom

Fotos: José Antônio de Souza/Agecom

Começa hoje, dia 5, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, a primeira capacitação nacional de tutores do programa Universidade Aberta do Ministério da Educação (UAB/MEC). Cerca de 200 tutores dos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Piauí e Santa Catarina serão habilitados a interagir com mais de 2.500 alunos e professores de nove cursos de graduação e dois de pós-graduação a distância por meio do Ambiente Virtual de Ensino Aprendizagem (AVEA), que iniciam em fevereiro de 2008.

O AVEA utiliza o Moodle, um software livre adotado por mais de 100 países com conteúdos diversos em cerca de 70 idiomas. O Programa UAB para Capacitação de Tutores começou às 8h30min, no auditório da Reitoria, e prossegue até a sexta-feira, dia 7, em outros auditórios e laboratórios da Universidade. Além do AVEA, haverá videoconferências e materiais impressos especialmente desenvolvidos, mas a capacitação continua, via internet, até o final deste mês.

Graduações em Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Filosofia, Letras Espanhol, Letras Libras e Letras Português e pós-graduações em Controle da Gestão Pública e em Estudos da Tradução são os cursos do programa UAB/UFSC. No total são oferecidas 2.700 vagas distribuídas em 31 municípios. Eles têm a mesma duração de um curso presencial e igual diploma. De acordo com a SEaD, o objetivo é “possibilitar que instituições públicas de ensino superior ofereçam ensino superior público de qualidade aos municípios brasileiros que não têm oferta ou cujos cursos ofertados não são suficientes para atender a todos os cidadãos”.

A Secretaria de Educação a Distância (SEaD) e o Departamento de Ensino de Graduação a Distância da UFSC organizam esse programa, que realizou outras duas etapas nas cidades de Santa Maria, dias 26 e 27 de novembro, e Boa Vista, em Roraima, dia 1º de dezembro, capacitando 50 tutores, respectivamente.

Tutoria – O Guia dos Tutores dos cursos de Ciências Econômicas e Contábeis explica que o processo de ensino-aprendizagem a distância não pode estar centralizado apenas no professor, mas multiplicado a partir da atuação dos tutores, por exemplo. Eles envolvem-se, tanto na dimensão administrativa quanto na técnica e na pedagógica. Os tutores são alunos de graduação que já cursaram a disciplina em que vão atuar, sediados em um dos 33 pólos distribuídos pelo território nacional ou nos laboratórios da UFSC, onde atuam a distância.

Após participarem da abertura do programa de capacitação, os tutores dirigem-se a diferentes centros de ensino da UFSC para aprender os recursos do Moodle, praticar a interação a ser empreendida com os alunos, discutir o seu papel no modelo de educação a distância e participar do planejamento da disciplina no curso em que atuarão.

Na visão do secretário de Educação a Distância da UFSC, Cícero Barbosa, a realização desse programa de capacitação “é uma enorme responsabilidade e coloca a Universidade em uma posição de destaque no cenário de EaD nacional”. “Como já acontece com outros cursos a distância nacionais coordenados pela UFSC, neste observamos uma boa resposta do nosso corpo docente. Aeducação a distância traz perspectivas novas de como ensinar”, disse o professor. Cícero.

Pólos – O Programa UAB tem 33 pólos espalhados pelo País. Eles estão sendo instalados em escolas municipais e estaduais de cidades como Mata de São João, na Bahia, São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, e em locais isolados da Amazônia, no estado de Roraima. Em Santa Catarina, há dois pólos, em Treze Tílias e Videira.

Fonte: Assessoria de Comunicação da SEaD

Contatos com o Secretário de Educação a Distância da UFSC, professor Cícero Barbosa, pelo telefone (48) 3952-1900 ou e-mail cicero@reitoria.ufsc.br.

Cursos e pólos

Ciências Biológicas

Pato Branco (PR)

Letras – Português

Divinolândia de Minas (MG)

Treze Tílias (SC)

Videira (SC)

Pato Branco (PR)

Cidade Gaúcha (PR)

Cruzeiro do Oeste (PR)

Letras – Espanhol

Treze Tílias (SC)

Videira (SC)

Pato Branco (PR)

Foz do Iguaçú (PR)

Cidade Gaúcha (PR)

Filosofia

Videira (SC)

Pato Branco (PR)

Ibaiti (PR)

Administração

Mata de São João (BA)

Cidade Gaúcha (PR)

Cruzeiro do Oeste (PR)

Paranaguá (PR)

Seberi (RS)

Tapejara (RS)

Tio Hugo (RS)

Hulha Negra (RS)

Jacuizinho (RS)

São Francisco de Paula (RS)

Bonfim (RR)

Mucajaí (RR)

Boa Vista (RR)

Caroebe (RR)

Uiramutã (RR)

Ciências Econômicas

Seberi (RS)

Tapejara (RS)

Tio Hugo (RS)

Hulha Negra (RS)

Jacuizinho (RS)

São Francisco de Paula (RS)

Caracaraí (RR)

Cantá (RR)

Boa Vista (RR)

Iracema (RR)

Normandia (RR)

Ciências Contábeis

São Gabriel do Oeste (MS)

Cruzeiro do Oeste (PR)

Seberi (RS)

Tapejara (RS)

Tio Hugo (RS)

Hulha Negra (RS)

Jacuizinho (RS)

São Francisco de Paula (RS)

Esperantina (PI)

Pacaraíma (RR)

Rorainópolis (RR)

Amajari (RR)

São Luiz do Anauá (RR)

Boa Vista (RR)

Vestibular UFSC/2008: provas a partir de domingo

04/12/2007 17:38

Serão realizadas a partir de domingo (9/12) as provas do Vestibular 2008 da UFSC. O concurso acontece no domingo, na segunda e na terça, em dez cidades catarinenses, sempre no período da tarde (15h às 19h). Este ano 30.652 candidatos concorrem a 4.095 vagas em 65 cursos, incluindo as três novas opções oferecidas – Oceanografia, Zootecnia e Artes Cênicas. Os cursos mais concorridos são Medicina (40,75 candidatos/vaga), Oceanografia (21,10), Direito Noturno (15,25), Direito Diurno (14,74) e Arquitetura e Urbanismo (13,45).

As provas acontecem nas cidades de Florianópolis, Blumenau, Camboriú, Chapecó, Criciúma, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão. A primeira delas, no dia 9 de dezembro, inclui as disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Língua Estrangeira e Redação. No dia 10, ocorrem as provas de Biologia, Geografia e Matemática. No dia 11 de dezembro o concurso será concluído com as provas de Física, História e Química.

Acesso aos locais de prova e o que levar

O candidato terá acesso ao local de realização das provas a partir de 14h15min. A Coperve recomenda que os candidatos cheguem com pelo menos 30 minutos de antecedência, para localizar com tranqüilidade as salas em que farão o vestibular. O campus universitário concentra a maior parte dos candidatos de outras cidades e a Coperve orienta que os estudantes verifiquem nos dias anteriores seu local de prova, já que a universidade é bastante extensa.

O estudante deve levar o original do documento de identidade e o documento de confirmação de inscrição, com foto de 2007. Deve também ter em mãos caneta esferográfica de tinta preta ou azul, sendo que para o preenchimento do cartão-resposta a Coperve orienta o uso preferencial de caneta esferográfica de tinta preta, por recomendação do fabricante de leitura dos códigos. Os candidatos só poderão deixar o local de provas a partir de 17h30min.

Cuidado com eletrônicos

A Comissão Permanente do Vestibular da UFSC alerta os candidatos do Vestibular UFSC/2008 com relação aos celulares nos dias de provas. O mais indicado é que o estudante não leve o telefone para o concurso. Caso opte por levar, o celular deve ser desligado e entregue aos fiscais no local da prova. Ao sair o candidato terá o equipamento de volta. Os vestibulandos não podem estar com objetos eletrônicos, como calculadora, MP3-player, ipod ou equipamentos similares. Também não é permitido durante a realização das provas o uso de boné, óculos escuros e relógio (de qualquer espécie). Para controlar o horário, em cada sala será fixado um relógio de cartolina, que será ajustado a cada 15 minutos pelo fiscal do grupo.

Questões Discursivas

Assim como foi no ano passado, o vestibulando não pode zerar no conjunto das três questões discursivas, introduzidas com o objetivo de permitir o desenvolvimento do raciocínio através da expressão escrita. As questões discursivas serão pontuadas de 0 a 2 e avaliadas quanto ao domínio do conteúdo, capacidade de expressão, capacidade de organização das idéias e de síntese, entre outros quesitos.

Gabaritos e abstenções

O índice de abstenções será divulgado diariamente pela Coperve, a partir de 19h30min, na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria da UFSC. Mas, assim como já aconteceu no ano passado, o gabarito de todas as provas será divulgado apenas no dia seguinte à finalização do concurso – portanto, na quarta-feira, dia 12/12, a partir de 9h. As respostas serão disponibilizadas no site www.vestibular2008.ufsc.br

Ações afirmativas

Este ano a UFSC implanta um Programa de Ações Afirmativas que destina, do total de vagas em cada curso, 20% para alunos que cursaram integralmente o ensino fundamental e o médio em escolas públicas. Há também 10% de vagas para candidatos negros, com prioridade para aqueles que cursaram integralmente o ensino fundamental e o médio em escolas públicas, e ainda 5 vagas extras para candidatos indígenas.

Houve 5.141 candidatos inscritos para as vagas de escolas públicas, 559 candidatos que se autodeclararam negros, sendo 290 egressos de escolas públicas e 269 de escolas particulares. Sete pessoas se candidataram para as cinco vagas destinadas aos indígenas. Para ser aprovado, o candidato contemplado nas cotas deve alcançar os mesmos atributos dos demais: não zerar em nenhuma disciplina; fazer pelo menos três pontos em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Fazer pelo menos 20 pontos no conjunto das outras disciplinas (excetuando Língua Portuguesa e Redação); alcançar pelo menos três pontos na disciplina de Redação (em uma escala de 0 a 10) e ter pontuação superior a zero no conjunto das três questões discursivas.

Matrículas

Os candidatos classificados no Vestibular UFSC/2008 farão suas matrículas nos dias 14 e 15 de fevereiro, exceto os candidatos classificados para o curso de Engenharia de Materiais, que efetuarão suas matrículas nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. As aulas do primeiro semestre letivo de 2008 iniciam em 3/3/2008, exceto n Curso de Graduação em Engenharia de Materiais, com início em 4/2/2008.

Mais informações: www.vestibular2008.ufsc.br ou junto à Agência de Comunicação da UFSC: 48 3721 9323 / 3721 9601 / 3721 9602

Por Arley Reis / Agecom

1ª PROVA

Dia 9 de dezembro

15h às 19h

Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Língua Estrangeira e Redação

Prova composta de:

– Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas); – Língua Estrangeira: Alemão ou Espanhol ou Francês ou Inglês ou Italiano (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– Redação;

– uma questão discursiva interdisciplinar envolvendo o programa de duas ou mais disciplinas do vestibular exceto das Línguas Estrangeiras e Redação.

2ª PROVA

Dia 10 de dezembro

15h às 19h

Biologia, Geografia e Matemática

Prova composta de:

– Biologia (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– Geografia (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– Matemática (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– uma questão discursiva interdisciplinar envolvendo o programa de duas ou mais disciplinas do vestibular exceto das Línguas Estrangeiras e Redação.

3ª PROVA

Dia 11 de dezembro

15h às 19h

Física, História e Química

– Prova composta de:

– Física (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– História (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– Química (10 questões de múltipla escolha e/ou abertas);

– uma questão discursiva interdisciplinar envolvendo o programa de duas ou mais disciplinas do vestibular exceto das Línguas Estrangeiras e Redação.

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Infância, Educação e Escola lança dois livros na UFSC

04/12/2007 17:36

O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Infância, Educação e Escola – GEPIEE – vinculado ao Centro de Educação da UFSC(CED), convida a comunidade acadêmica para o lançamento dos livros “Participar, brincar e apreender”, organizado por Jucirema Quinteiro e Diana de Carvalho, e “Dossiê: Educação, infância e escola”, de Jucirema Quinteiro e Maria Isabel Serrão. A cerimônia acontece dia 5 de dezembro, às 19h, no Café do Centro de Educação da UFSC.

A abertura do evento será feita pelo Coral do Colégio de Aplicação e, na seqüência, apresentação do Coral Anonymus da Fundação Catarinense de Cultura.

A programação também inclui a exibição do documentário “Participar… também se aprende na escola”, com direção de Jucirema Quintero.

O GEPIEE é um grupo criado na UFSC em 2001, que atua no desenvolvimento de projetos de pesquisas e programas de formação continuada para professores, formação de pesquisadores, pais de estudantes e interessados na escola pública. Seu objetivo é articular as ciências sociais e humanas para esclarecimento dos fenômenos verificados nas relações entre infância, escola e educação.

Outras informações em www.gepiee.ufsc.br

João Bosco e PianOrquestra se apresentam no Centro de Cultura e Eventos da UFSC

04/12/2007 16:49

Nos dias 5 e 6 de dezembro (quarta e quinta-feira) a caravana 7 do Projeto Pixinguinha 2007, com João Bosco e PianOrquestra, chega a Florianópolis, para shows no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. O patrocínio é da Petrobras.

João Bosco se apresenta ao lado de Kiko Freitas (bateria), Ney Conceição (baixo) e Nelson Faria (guitarra), enquanto o grupo PianOrquestra toca, simultaneamente, um mesmo piano. A caravana estreou em Vitória e, depois de Florianópolis , segue para São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro – onde grava o espetáculo em vídeo. Até o fim fevereiro haverá mais 9 caravanas.

O Projeto Pixinguinha foi criado em 1977 por Hermínio Bello de Carvalho – a partir de outro projeto cultural, o Seis-e-Meia, que Albino Pinheiro criou no Rio de Janeiro e o chamara para coordenar. Duplas como João Bosco e Clementina de Jesus, Ivan Lins e Nana Caymmi, Simone e Suely Costa, Paulinho da Viola e Canhoto da Paraíba, Nara Leão, Camerata Carioca e Radamés Gnattali e Edu Lobo e o então estreante Boca Livre percorreram o Brasil e muitas cidades os viram ao vivo pela primeira vez. O Pixinguinha foi interrompido nos anos 90 e retomado pela Funarte em 2004, desde então com o patrocínio da Petrobras.

Na comemoração dos 30 anos do Projeto Pixinguinha, Hermínio Bello de Carvalho foi convidado para ser o curador e sugeriu o registro em vídeo dos 16 espetáculos, que farão parte da memória da música brasileira. A direção do show desta caravana é de Luis Felipe de Lima.

Compositor, cantor e violonista, João Bosco lançou seu primeiro disco em 1972, um compacto encartado no jornal O Pasquim: Agnus Sei de um lado e Águas de Março, de Tom Jobim, do outro. Antes, conhecera dois parceiros essenciais: Vinicius de Moraes – com quem compôs Rosa dos Ventos, Samba do Pouso e O Mergulhador, entre outras músicas – e Aldir Blanc, – com quem tem mais de uma centena de parcerias, entre elas, clássicos como O Bêbado e a Equilibrista, Bala com Bala e Falso Brilhante , lançados por Elis Regina.

Em 34 anos de carreira, o mineiro (de Ponta Nova) radicado no Rio de Janeiro lançou mais de 25 álbuns, incluindo um songbook de 3 volumes. Em 2003, para comemorar os 30 anos a serviço da música brasileira, lançou o CD Malabarista do Sinal Vermelho, que ganhou elogiosas críticas da imprensa.

Ao completar 60 anos de idade, em 2006, lançou seu primeiro DVD, João Bosco Ao Vivo – Obrigado, Gente!, com sucessos das décadas de 70, 80 e 90 como Memória da Pele, Desenho de Giz e Papel Maché. Veja mais informações em www.joaobosco.com.br

O grupo PianOrquestra surpreende o público com sua performance. Os cinco integrantes – Claudio Dauelsberg, Gisele Sant`Ana, Priscila Mattos, Marina Spoladore e Maira Freitas -, tocam, simultaneamente, um mesmo piano.

Resultado de anos de pesquisa de Cláudio Dauelsberg, pianista que já tocou com Plácido Domingo, Toots Thielemans, Chick Corea, Márcio Montarroyos, Hermeto Pascoal e Jacques Morelenbaum, o PianOrquestra foi criado em 2003 para inovar utilização do instrumento e explorar os timbres e sonoridades de dez mãos em um piano. Com luvas, correntes de metal, baquetas e até sandálias havaianas, reproduzem – sem qualquer efeito eletrônico – sons similares a contrabaixo, guitarra, cavaquinho, além dos mais variados timbres percussivos. O repertório fica entre o erudito e o popular, passeando por Heitor Villa-Lobos, Claudio Santoro e Milton Nascimento e por ritmos como samba, coco, maracatu e ciranda.

Em 2007 chegou às lojas PianOrquestra – Dez Mãos e Um Piano Preparado, DVD de estréia com patrocínio da Petrobras. Optando pela mídia audiovisual, os cinco integrantes mostram, com projeção de vídeo e iluminação cênica, o rigoroso sincronismo em performance inovadora que o público do Projeto Pixinguinha 2007 verá.

Mais informações em www.pianorquestra.com.br

FUNARTE – PROJETO PIXINGUINHA 2007

Quarta e quinta-feira, 5 e 6 de dezembro de 2007 – 19h

Centro de Cultura e Eventos da UFSC

Campus Universitário da UFSC – Auditório Garapuvu – Trindade

Capacidade: 1317 lugares – Classificação: Livre

Ingressos à venda no local:R$ 5,00 e R$ 2,50 (estudantes e idosos)

Uma parceira Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Assessoria de Imprensa Projeto Pixinguinha

Debs Produções Mary Debs / Alessandra Debs

( 21 – 2255-0285 /3208-2093 / 9763-6133 / 8106-7804

madebs@terra.com.br / a.debs@terra.com.br

Obs: Postada às 14h de 5/12

Ingressos esgotados para os dois dias.

Manual Educação para a Ação – homens pelo fim da violência contra a mulher será lançado na UFSC

04/12/2007 16:35

Um ato público para divulgar a Lei 11.489, que institui 6 de dezembro como o “Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, está agendado para o dia 6 de dezembro, às 10h, no Centro de Florianópolis (próximo ao mercado público).

Ainda como parte das atividades planejadas para registrar a data acontece às 19h, no miniauditório do CFH/UFSC, o lançamento do manual “Educação para a Ação – homens pelo fim da violência contra a mulher”.

Estas atividades fazem parte da Campanha Brasileira do Laço Branco, presentes no Brasil desde 2001, e organizadas em Florianópolis pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG), do CFH/UFSC e pela Rede de Homens pela Eqüidade de Gênero (RHEG). Para atrair o interesse dos passantes durante o ato público a atividade contará com rodas de capoeira e maracatu e distribuição de laços brancos aos homens, além de panfletos sobre as Leis 11.489 e Lei Maria da Penha.

A palestra e o lançamento do manual “Educação para a Ação – homens pelo fim da violência contra a mulher” visa lançar e distribuir o livreto para instituições educativas que trabalham com o tema da violência.

O manual foi elaborado como parte do projeto de intercâmbio entre a Campanha brasileira e a Campanha canadense do Laço Branco, coordenado pela White Ribbon Campaign Canadá, Instituto Promundo e Instituto Papai, com financiamento da Agência de Desenvolvimento Internacional Canadense/CIDA. Direcionado para grupos de adolescentes e jovens e para escolas, este material pretende: fornecer informações sobre relações de gênero e violência contra a mulher; apresentar exemplos detalhados de oficinas que podem ser executadas com grupos de homens jovens (ou de ambos os sexos); ajudar adolescentes, principalmente os do sexo masculino, a refletir sobre como a socialização dos meninos e rapazes muitas vezes promove violência e apresentar formas alternativas de convivência que incluem colaboração, solidariedade, diálogo e respeito.

Outras informações – 3721-8211

Por Mara Cloraci/jornalista da Agecom

Eco Power Conference traz discussões mundiais sobre energias renováveis e sustentabilidade para a UFSC

04/12/2007 15:39

Professores, alunos e muitas pessoas interessadas no futuro do planeta estiveram nesta segunda-feira (3/12) no auditório do Centro de Cultura e Eventos da UFSC para um dia de palestras sobre sustentabilidade e energias renováveis – foi a Eco Power na Universidade. O evento reuniu autoridades nacionais e internacionais em palestras que trouxeram a realidade das energias alternativas em outros países, iniciativas no Brasil e previsões para os próximos anos. Muitos questionamentos foram feitos pela platéia, demonstrando o interesse da comunidade universitária no tema. As fontes de energia eólica na Alemanha e o conceito de mercado voluntário trazido por uma companhia brasileira foram destaques de um dia importante para a universidade.

Jens-Peter Molly, diretor do Instituto Alemão de Energia Eólica (DEWI Group), trouxe a realidade da produção eólica na Alemanha na conferência ‘Perspectivas para Geração Eólica’. O DEWI reúne 900 clientes em 40 países e está no Brasil desde 2004. No próximo ano, expandirá seus serviços para Canadá, China e Itália. Falando em português, Molly apresentou gráficos sobre o crescimento da utilização de energia eólica no seu país e ainda sobre os mercados com potencial para o desenvolvimento dessa energia renovável, além de previsões para 2020 nos principais países.

Segundo Molly, a energia eólica está explodindo no mundo inteiro, principalmente na Ásia. Os dados apresentados na conferência colocam a Alemanha como o país que mais utiliza esse tipo de energia, com 27,8%. Espanha e Estados Unidos utilizam 15,6 % e Índia, 8,4 %. A China, além de estar entre os bons mercados para a produção eólica, com crescimento de 5.2% possui 30 empresas fabricantes de turbinas, revelando porque está no mapa de investimentos do DEWI. No Brasil, apenas uma empresa alemã produz esse material.

Molly apresentou além de dados técnicos e muitos números, os principais efeitos sociais conquistados com a produção de energia eólica. O menor impacto no meio ambiente em relação a outras formas de produzir energia, como as usinas hidrelétricas é evidente. Além disso, um KWH de energia eólica reduz de 0,6 a 1Kg de dióxido de carbono. Os parques de energia eólica podem ser utilizados também para outras atividades, como a agricultura. Interessante são os números de empregos gerados: 500 mil empregos diretos e indiretos em todo o mundo. Dados de 2006 revelam que 74 mil pessoas trabalham em todo processo produtivo na Alemanha.

A expectativa dos países para a produção eólica até 2020 é otimista: os Estados Unidos querem alcançar 80 mil MW produzidos e a Alemanha 45 mil MW, para uma demanda atual de 65 mil MW de energia. Jens-Peter Molly afirma que o mundo mudou completamente desde os primeiros estudos sobre energia renováveis. Países que não aceitavam esse tipo de produção e até mesmo empresas financiadoras relutantes estão agora entrando no mercado. A concessionária alemã E. ON, por exemplo, tem contratos milionários para fazer a conexão da rede eólica na Alemanha e outros países, como os Estados Unidos. Assim, encerrando a conferência, o diretor do Instituto Alemão de Energia enfatizou a obrigação de governantes em usar energias naturais para manter o equilíbrio do planeta.

Eduardo Petit, um dos diretores da companhia brasileira Max Ambiental (Maxam) iniciou sua palestra enfatizando que “a humanidade não está suficientemente consciente do problema em que vivemos”. A Maxam busca iniciativas que promovam a redução de emissões dos gases de efeito estufa, principalmente projetos capazes de gerar créditos de carbono. Os serviços prestados pela companhia às diversas empresas englobam desde o processo de desenvolvimento dos projetos até a venda dos créditos no mercado internacional.

Petit mostrou alguns clientes da Maxam que aderiram a uma iniciativa ambiental voluntária: a neutralização do carbono. A neutralização consiste em algumas opções de compensação ambiental, como plantio de árvores, conservação e proteção florestal e investimentos em energia renováveis. A empresa Nutry – fabricante de barras de cereais – participa desse projeto, com o plantio de 8.700 árvores na cidade paranaense de Pato Branco. As árvores compensarão as 3,5 toneladas de dióxido de carbono produzidas pela empresa. Banco Real e o Portal IG são outros exemplos de parceiros da Maxam.

Petit revelou que até mesmo festa de casamento, lua-de-mel e a Eco Power Conference em Florianópolis utilizaram a neutralização do carbono, mostrando a diversidade de áreas que o método abrange. Ele é otimista quanto à neutralização do carbono, pois acredita que o método traz uma reflexão sobre o futuro da humanidade, já que a luta é para retirar o dióxido de carbono conseqüente da atividade humana. Sendo uma iniciativa voluntária, a empresa parceira conquista a preferência dos clientes e torna-se uma referência na preservação ambiental.

A Maxam distribui selos com a frase ‘Em dia com o Planeta’ para que “seja identificado quem está fazendo alguma coisa para a melhoria do meio ambiente”, explica Petit. Porém, o representante da Max Ambiental revela que não adianta compensar o meio ambiente e continuar emitindo a mesma quantidade de gases do efeito estufa sempre. O objetivo é diminuir as emissões a cada ano, para que “a iniciativa seja para o bem-estar das pessoas e não para pagar a culpa das empresas”.

Finalizando sua apresentação na UFSC, Eduardo Petit falou que a revisão de nossos hábitos ainda é a melhor maneira de preservação e que a comunicação é a estratégia para multiplicar essas iniciativas. No último slide, a frase para fechar um dia de reflexão: “Pessoas ou empresas se distinguem por suas atitudes”.

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Filme que discute o ritual de ablação de mulheres africanas será exibido na UFSC

04/12/2007 14:24

Integrando a programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres será exibido nesta terça, dia 4 de dezembro, no miniauditório do CFH, às 18h30min, o filme “Moolaadé”, direção de Ousmane Sembène.

O evento é uma promoção do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAVI) e o Núcleo Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (MARGENS), ambos do CFH/UFSC.

Premiado no Festival de Cannes 2004, o filme narra a história de Collé Ardo Gallo Sy, mulher marcada pela ablação (extirpação do clitóris) que sofreu quando menina. Ela recusa que sua terceira filha, a única que ainda vive, seja submetida ao ritual de ablação.

No filme, esta filha, sete anos depois, tem um pretendente que chegará à comunidade. No mesmo momento, outras seis meninas que devem passar pelo ritual de ablação são acolhidas por Collé, que evoca “moolaadé” (proteção) para que elas não passem pelo ritual. Há então uma discussão interna na comunidade entre os que defendem a ablação e os que se opõem a ela.

O diretor Ousmane Sembène (1923-2007) é senegalês, considerado o “pai” do cinema subsaariano. Além de cineasta, ele é também escritor, sendo que muitos de seus filmes são adaptações de livros que escreveu. Estudou cinema no Instituto Gorki em Moscou no início da década de 1960, fazendo seu primeiro filme em 1963. Suas produções trouxeram sempre uma preocupação pela questão das mulheres na África.

O filme é legendado em Espanhol. Após a projeção haverá debate.

Outras informações em www.cfh.ufsc.br/~navi/

Zeca Pires fala de livros e de cinema no Círculo de Leitura

04/12/2007 11:54

Diretor de 10 filmes, entre documentários, curtas e longas-metragens, o cineasta Zeca Pires é o convidado da 30ª edição do Círculo de Leitura, evento realizado mensalmente no auditório Cruz e Sousa da Editora da UFSC, no campus da Trindade. Professor de cinema e funcionário do Departamento Artístico Cultural (DAC) da universidade, ele é filho do escritor Aníbal Nunes Pires, um dos mentores do movimento cultural que resultou na criação do Grupo Sul, no final dos anos 40, em Florianópolis.

Nesta edição do Círculo, dia 6, quinta-feira, às 17h, ele vai falar de sua admiração por Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Machado de Assis, José Saramago, Vinícius de Moraes, Jean-Claude Carriére e Salim Miguel.

Zeca Pires é um dos pioneiros do moderno cinema de Santa Catarina, pois está envolvido com a produção e direção desde os anos 80. Em 1987, foi assistente de direção de Cacá Diegues em “Um Trem para as Estrelas”. Quatro anos depois, realizou seu primeiro curta-metragem, “Manhã”, e de lá para cá foram mais nove filmes, incluindo os longas “Procuradas” (2004) e “A Antropóloga” (2006).

“Sou um pouco indisciplinado em relação à leitura”, admite Zeca, que costuma seguir sugestões de amigos e procura temas que o atraem, como a ligação entre os avanços tecnológicos e a criação artística, sobretudo na área do audiovisual, na qual está concentrado no momento. Ele é formado em Jornalismo pela UFSC (depois de desistir da faculdade de Engenharia Mecânica) e em Administração pela Esag/Udesc, fez mestrado em História e tenta concluir o doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas. Fala com carinho de Cacá Diegues, de quem é amigo, e de Salim Miguel (“quase um pai para mim”), com quem trabalhou na Editora da UFSC. E não se considera um intelectual, mas “um artista, um realizador/empreendedor”.

O projeto

O Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Oldemar Olsen Jr., Fábio Bruggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Mário Prata e Sérgio Medeiros foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

Breve entrevista

Filho de escritor e membro de uma família familiarizada com a literatura, como se deu sua iniciação e seu convívio com os livros na infância e como isso se desenvolveu na adolescência e ao longo da vida?

Zeca Pires – Sou filho de dois educadores, pois minha mãe também foi uma professora muito dedicada. Meu pai mantinha uma biblioteca particular muito boa e tinha a mania de interpretar poemas e textos de teatro em casa. Lembro dele declamando “As cinco em punto de la tarde”, do Lorca, representando o “Édipo Rei”, espetáculo que dirigiu, e o “José”, de Drummond. Era criança e acabei achando que aquele José era eu ou que o poema tivesse sido escrito para mim. À noite fazia minhas irmãs lerem o poema do Drummond, senão eu não dormia. No casarão da rua Almirante Alvin, 16, onde morávamos, tinha também as reuniões do meu pai com seus amigos intelectuais e artistas no salão grande e fechado, onde eles iam até altas horas com serenatas e discussões. Depois, no Colégio de Aplicação da UFSC, meu pai procurava me estimular para a leitura. Eu fazia tudo pra não atrapalhar o futebol, pois jogava no Figueirense (futebol de campo) e no BESC (futebol de salão) – era o capitão do infantil nas duas equipes. Ele não chegava a me obrigar a ler, para que não tivesse um efeito contrário à intenção dele. Se comentasse com ele uma música, logo pedia para que eu transcrevesse a letra e dizia que ia mostrar para os seus alunos. Com 15 anos perdi meu pai, e um pouco do meu referencial.

Quais são seus gêneros e autores prediletos?

Zeca Pires – Procuro não ter preconceitos. A nossa própria formação cultural induz a vários preconceitos dos quais a gente nem se dá conta, então sempre que reconheço algum em mim procuro demovê-lo. Também por isso não sei identificar um gênero predileto, nem mesmo posso dizer se prefiro o romance à poesia ou ao conto. Gosto de Saramago, de Machado de Assis, de Nietzsche, de Drummond, de Fernando Pessoa, da literatura catarinense, e reconheço que tenho um grande interesse pela cultura popular e pela questão da memória, que sempre expresso em meus filmes.

Que leituras considera terem sido mais marcantes em sua vida?

Zeca Pires – A poesia de Drummond, de Vinícius, de Fernando Pessoa. E a obra de Machado de Assis, de quem no colégio alguns amigos e professores falavam muito e que eu conhecia pouco. Um dia olhei para a coleção de meu pai e li todos: “Memorial de Aires”, “Esaú e Jacó”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba”, “Helena”, “Dom Casmurro”. Imaginava então como devia ser maravilhoso o Rio antigo. Apesar da violência, até hoje adoro o Rio de Janeiro, gosto de circular no centro da cidade e lembrar dessas leituras… Também me impressionou muito a primeira leitura de Nietzsche e de Erasmo de Roterdã. Não tenho vergonha de dizer que, numa determinada fase da minha vida, li e reli “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupery. Tenho muita vontade de levar para o cinema a relação de Exupéry com a Ilha de Santa Catarina e também a louca solidão dele. Meus alunos de cinema fizeram um documentário muito sensível sobre o autor do “Pequeno Príncipe”.

Que elos existem entre cinema e leitura? No seu caso, em que medida uma coisa influenciou ou interferiu na outra?

Zeca Pires – Existem muitas pontes entre cinema e literatura. Meu primeiro curta-metragem, “Manhã”, que dirigi junto com Norberto Depizzolatti, foi inspirado no maravilhoso poema “Morte do Leiteiro”, de Drummond. Curiosamente, Cacá Diegues me confidenciou que esse era também um dos seus primeiros projetos de curta. Não o fez pelo fato de que filmavam muito em PxB e era impossível representar esteticamente o final exuberante, quando o sangue e o leite se misturam (“duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enlaçam, formando um terceiro tom, a que chamamos de aurora”). Mais tarde, em 2001, fiz “Ilha”, levemente inspirado em “O Naufrágio do Black Ship”, de Guido Wilmar Sassi. Em 2003, fiz para TVi e a RBS, com José Frazão, “Perto do Mar”, baseado em “O Velho da Praia Vermelha”, de Salomão Ribas. Gosto muito desses três curtas, dois deles roteirizados pelo escritor, cineasta e amigo Tabajara Ruas e o último por Marcelo Esteves. Os três foram estrelados pelo grande ator catarinense Waldir Brazil.

Contatos com Zeca Pires podem ser feitos pelos telefones (48) 3721-9348 e 9971-7951 ou pelo e-mail zecapires@dac.ufsc.br.

Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista da Agecom

Cursinho Pré-Vestibular da UFSC promove ´Aulão da Solidariedade` no sábado

04/12/2007 11:35

O Cursinho Pré-Vestibular da UFSC realiza no sábado (8/11) o ´5 Aulão da Solidariedade` para o Vestibular UFSC/2008. O evento será realizado no Centro de Cultura e Eventos da universidade, das 8h às 12h30 e das 13h30 às 18h.

As inscrições vão até 5 de dezembro. Devem ser feitas pessoalmente, por e-mail (cursinho@cursinho.ufsc.br) ou telefone (3721-8319). Para se inscrever é preciso fornecer nome completo, rg, telefone, e-mail e nome da escola em que estudou. No dia é necessário entregar 1kg de alimento na entrada ou R$ 3,00, como forma de ingresso.

Mais informações: 3721-8319, cursinho@cursinho.ufsc.br e www.cursinho.ufsc.br

NETI forma mais uma turma de monitores de ação gerontológica

04/12/2007 09:21

O Núcleo de Estudos da Terceira Idade – NETI – vai formar mais um grupo de monitores da ação gerontológica para atuarem junto a unidades de atendimento de idosos, como prefeituras e centros sociais urbanos. A formatura dos 28 técnicos acontece no próximo dia 7, às 18h30m, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, com cerimônia religiosa pelo pastor Sérgio Gessner e pelo ministrante Marcos Roberto Leal. A entrega dos diplomas será às 19h30m, no mesmo local.

O grupo é paraninfado pela professora Leilane Mendonça Z. Rosa, tendo como patronesse a professora Maria Joesting Siedler. O orador é o formando José Jair da Silva e a turma leva o nome de Thiagus Mateus Batista. O grupo faz uma homenagem especial às famílias e aos amigos. O Núcleo de Estudos da Terceira Idade é subordinado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e é coordenado pela professora Ângela Maria Alvarez.

Informações no NETI pelos fones 3721-9445 e 3721-6559.

Por José Antônio de Souza/jornalista da Agecom

Encontro em São José discute o plano estadual de recursos hídricos

04/12/2007 09:02

Para divulgar a realidade atual dos recursos hídricos e subterrâneos do Estado de Santa Catarina e saber o que a sociedade deseja para o futuro de suas águas, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Santa Catarina (SDS) com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, realizam no dia 4 de dezembro, das 8h às 17h30min , o evento “Plano Estadual de Recursos Hídricos: Encontro Preparatório da Região Hidrográfica do Litoral Centro” – PERH/SC.

Este encontro é o penúltimo de uma série de dez encontros realizados nas dez regiões hidrográficas do Estado de Santa Catarina. Foram planejados com a intenção de definir as ações necessárias para que as águas catarinenses sejam disponibilizadas em quantidade e qualidade suficiente para atender a todos os usos, de forma compatibilizada com a preservação ambiental.

A programação do encontro prevê para o período da manhã a apresentação do diagnóstico da Região Hidrográfica Litoral Centro, apresentando dados como a quantidade de água disponível, a quantidade de água que utilizamos para os diversos fins, qual a qualidade desta água, onde existe maior escassez, onde já existem conflitos de uso – e, em seguida, abre-se espaço para os debates.

À tarde os participantes formam grupos temáticos de discussão, com os assuntos delimitados nos temas: Cidadania e recursos hídricos; Poluição dos recursos hídricos; Preservação e recuperação dos recursos hídricos; Eventos hidrológicos críticos – secas e enchentes; e, Usos dos recursos hídricos. O encontro preparatório é voltado principalmente para a comunidade acadêmica e científica, acontece na Fundação Catarinense de Educação Especial, localizada na Rua Paulino Pedro Hermes, número 2.785, no Bairro Floresta, em São José.

O projeto global do Plano Estadual de Recursos Hídricos foi planejado em quatro etapas. A primeira etapa encerra no próximo dia 6 de dezembro, no Vale do Rio do Peixe, com o décimo encontro preparatório. Com base nos dados levantados durante estes encontros, inicia a segunda etapa, que consiste na realização de um prognóstico do crescimento das demandas de água, considerando os aspectos de qualidade e quantidade, e a consolidação de um cenário futuro desejado pela sociedade.

A terceira Etapa tratará da proposição de alternativas de intervenção e de gestão de recursos hídricos, de forma a compatibilizar os usos futuros da água, estabelecidos de forma conjunto entre o Governo e a Sociedade. Este conjunto de alternativas de intervenção será exposto e debatido com a Sociedade em uma nova rodada de dez encontros regionais, a serem realizados em cada uma das Regiões Hidrográficas do Estado. A quarta e última etapa do projeto representa a elaboração da proposta do Plano de Ações do Plano Estadual de Recursos Hídricos, no qual serão estabelecidas as metas, as estratégias e as ações necessárias para atingir o cenário desejado, para os horizontes de planejamento de curto, médio e longo prazo.

A situação atual dos recursos hídricos do estado de Santa Catarina

De acordo com os estudos realizados pela SDS, em termos médios, a disponibilidade de água do Estado, em todas as bacias hidrográficas, é suficiente para atender aos atuais usos. No entanto, são freqüentes os períodos em que a disponibilidade de água existente nos mananciais do Estado se mostra insuficiente para atender, com um razoável nível de garantia, os vários usos da água. Tais situações, decorrentes de variações meteorológicas, se mostram de forma mais intensa nos períodos de verão, gerando prejuízos sociais e econômicos.

O rio Itajaí apresenta a maior vazão média de longo período do Estado com um valor de 504,6 metros cúbicos por segundo. O rio Canoas, na Região Hidrográfica do Planalto de Lages, possui uma vazão média de 368,7 m3/s, enquanto que o rio Chapecó atinge 235,8 metros cúbicos por segundo. As regiões do Litoral Centro (RH 8), Sul Catarinense (RH 9) e Extremo Sul Catarinense (RH 10) indicaram, comparativamente às demais Regiões, menores disponibilidades hídricas. Esta condição, associada às atividades de irrigação, mineração e indústria, contribui para a formação de um cenário de baixa sustentabilidade hídrica, com a possibilidade de instalação de conflitos entre os usuários da água.

Em algumas regiões existem problemas no que se refere à qualidade das águas. Na região de Joinville e no trecho inferior do rio Itajaí, a qualidade da água está comprometida devido principalmente ao lançamento de esgotos domésticos e de efluentes oriundos da indústria. No Sul do Estado, nas bacias dos rios Araranguá e Tubarão, a qualidade das águas se encontra comprometida em alguns locais devido principalmente à mineração de carvão. No oeste e no extremo oeste do Estado, a intensa criação de suínos, associada ao lançamento de esgotos domésticos, se constitui no principal fator de contaminação das águas dos rios.

No que se refere aos atuais usos da água, os estudos realizados quantificaram as demandas de água para cada tipo de atividade: o abastecimento público, a irrigação, a indústria e a dessedentação animal.

Para o abastecimento das populações urbanas e rurais de todo o Estado, são captados cerca de 16,5 metros cúbicos de água a cada segundo. Na Vertente Atlântica, a maior demanda de água ocorre na Bacia do rio Itajaí (RH 7), onde são captados cerca de 4,2 metros cúbicos de água a cada segundo, seguida pela da bacia do rio Cubatão Sul (RH 8) com 3 metros cúbicos e pela Bacia do rio Cubatão Norte, onde a captação para abastecimento público atinge 1,7 metros cúbicos a cada segundo.

Na Vertente do Interior, destacam-se as bacias dos rios Canoas (RH 4) com cerca de 0,96 m3/s e a bacia do rio Chapecó (RH 2), onde são captados cerca de 0,73 metros cúbicos de água a cada segundo para o abastecimento das populações urbanas e rurais.

Para o suprimento de água das criações de animais, principalmente suínos, bovinos e aves, são utilizados, em todo o Estado, cerca de 4,3 metros cúbicos de água a cada segundo.

Para este uso, na Vertente do Interior se localizam as principais demandas, destacando-se a Região Hidrográfica do Meio Oeste, compreendendo as bacias dos rios Chapecó e Irani, com uma demanda da ordem de 1,02 metros cúbicos por segundo e a Região Hidrográfica do Vale do rio do Peixe (bacias dos rios do Peixe e Jacutinga), que utilizam cerca de 1,25 metros cúbicos a cada segundo para a dessedentação animal. Na Vertente Atlântica, a principal demanda de água se localiza na Região Hidrográfica do Sul Catarinense, nas bacias dos rios Tubarão e D’Una, onde são utilizados 0,42 m3/s, seguida pela Região Hidrográfica do Vale do Itajaí, onde são utilizados cerca de 0,37 m3/s litros de água por segundo para o suprimento das criações animais.

Para a irrigação, onde se destaca o cultivo do arroz, o Estado de Santa Catarina utiliza cerca de 105 metros cúbicos de água a cada segundo, se constituindo, portanto, no principal usuário das águas do Estado. No entanto, diferentemente dos demais usos, as demandas de água para irrigação ocorrem quase que totalmente no período de setembro a janeiro, época do cultivo de arroz. Nos demais meses, apenas o cultivo de hortigranjeiros utiliza água para irrigação.

Nas bacias dos rios Urussanga, Araranguá e Mampituba, na Região Hidrográfica do Extremo Sul Catarinense, são demandados 49 metros cúbicos por segundo para a irrigação do arroz. No Vale do Itajaí são utilizados 19 metros cúbicos por segundo, seguido pela Região Hidrográfica da Baixada Norte (bacias dos rios Cubatão do Norte e Itapocu), com 14,8 metros cúbicos por segundo.

A Vertente Atlântica responde por 96% das demandas de água para a irrigação do Estado. A indústria e a mineração utilizam 12,4 metros cúbicos de água a cada segundo em todo o Estado. A Vertente do Interior responde por 6,1 metros cúbicos por segundo e a Vertente Atlântica por 6,3 m3/s. A Região Hidrográfica do Extremo Oeste possui a menor demanda industrial com 0,37 m3/s, enquanto que a Região do Vale do rio do Peixe possui a maior demanda que é de 1,75 m3/s. Na Vertente Atlântica, o maior uso industrial ocorre na Região Hidrográfica do Vale do Itajaí, com 0,28 m3/s, e o menor ocorre nas bacias dos rios Tubarão e d’uma (Região Hidrográfica do Sul Catarinense) onde a demanda é de apenas 0,26 m3/s.

Águas subterrâneas

Com relação às águas subterrâneas, embora o estado de Santa Catarina seja ainda carente de estudos globais de avaliação, é possível individualizar quatro grandes sistemas aqüíferos:

– os aqüíferos localizados ao longo do litoral (Província Quaternária), onde as águas são utilizadas para o abastecimento de alguns municípios e aglomerações urbanas isoladas;

– os aqüíferos integrantes da Província Serra Geral que recobrem o Estado desde a porção central até o extremo oeste catarinense. Este sistema é de grande importância para o Estado uma vez que suas águas são principalmente utilizadas para o abastecimento de comunidades rurais e algumas vezes para a dessedentação animal;

– os aqüíferos integrantes das rochas sedimentares da bacia do Paraná, onde se destaca o Sistema Aqüífero Guarani, ainda pouco explorado no Estado devido à dificuldades para o acesso, uma vez que está recoberto pela rochas basálticas da Formação Serra Geral. Na Região Oeste do Estado, o Aqüífero Guarani encontra-se em profundidades superiores a 1 000 metros;

– os aqüíferos do embasamento cristalino, que se situam entre a região litorânea e o início da Província Serra Geral, nas proximidades de Lages.

A maior utilização das águas subterrâneas é no abastecimento humano, tanto rural quanto urbano. Nas bacias dos rios Iguaçu, Canoinhas e Mampituba, cerca de 92% da população rural é abastecida por águas subterrâneas. Nas bacias dos rios Peperi-Guaçu (no Extremo Oeste), Araranguá, Urussanga e Tijucas, o percentual de atendimento da população urbana com água subterrânea se situa em torno de 15%. Na bacia do Mampituba (Extremo Sul do Estado) 53% da população urbana é suprida por água subterrânea.

Em todo o Estado estima-se que o consumo de água subterrânea para abastecimento humano, pequena irrigação e dessedentação de animais, principalmente nas comunidades rurais, atinja cerca de 9.000 metros cúbicos por hora.

Balanço Hídrico

A comparação entre a quantidade de água disponível nos rios e os volumes de água que atualmente são retirados para os diversos usos (abastecimento humano, irrigação, indústria e dessedentação animal) mostra uma situação de relativo conforto na maior parte do Estado, em anos em que as chuvas ocorrem dentro da normalidade. Apenas na Região Sul do Estado, na bacia do rio Araranguá e do rio Tubarão, existe escassez de água devido ao intenso uso para irrigação nos meses de setembro a janeiro. Nestas áreas já existem conflitos de uso da água, mesmo em anos considerados como normais em termos de precipitação.

No entanto, em anos mais secos, o que tem ocorrido com certa freqüência no Estado, existem regiões em que a quantidade de água disponível é insuficiente para atender plenamente a todos os usos. Nestas situações, em praticamente todas as regiões do Estado onde é cultivado o arroz irrigado, existe escassez de água e, conseqüentemente, conflitos de uso.

As bacias dos rios Mampituba, Araranguá, Tubarão, d’Una, Cubatão Norte e Itajaí, nesta última principalmente na região dos municípios de Taió, Ituporanga e Rio do Sul, são aquelas em que a disponibilidade de água é insuficiente para atender a todos os usos atuais. Situação semelhante ocorre em áreas próximas à região do município de Caçador, no alto vale do rio do Peixe, na região de Chapecó e na bacia do rio das Antas, no Extremo Oeste catarinense.

No que se refere à qualidade das águas dos nossos rios, a situação é bem mais séria. Mesmo em anos considerados normais, várias regiões do Estado apresentam cursos de água com a qualidade comprometida. Na bacia do rio Tubarão a baixa qualidade da água é conseqüência da mineração de carvão, do lançamento de dejetos oriundos da suinocultura e do lançamento de esgotos domésticos sem tratamento.

Na bacia do rio Itajaí a indústria e os esgotos domésticos são os principais responsáveis pelo decréscimo da qualidade das águas. Situação semelhante ocorre na baia do rio Cubatão Norte, na região do município de Joinville. A região oeste do Estado, que engloba as bacias dos rios do Peixe, Irani, Chapecó, Antas e Peperi-Guaçu, apresenta a situação mais crítica do Estado em termos de qualidade da água. Nestas bacias, o lançamento de esgotos domésticos sem tratamento e os dejetos oriundos da criação de suínos são os principais responsáveis pela baixa qualidade das águas dos rios e arroios.

Tal situação assume proporções quase calamitosas em anos de baixas precipitações, quando a quantidade reduzida de água dos rios é insuficiente para diluir o grande volume de esgotos lançados. Em anos secos a quase totalidade dos cursos de água destas bacias apresentam baixos índices de qualidade, o que muitas vezes inviabiliza o uso das suas águas.

Este panorama geral da situação da qualidade e da quantidade das águas do Estado, ressalta a importância e a oportunidade da elaboração do Plano Estadual de Recursos Hìdricos, que tem como objetivo final a melhoria da qualidade e da quantidade da água com vistas a garantir o desenvolvimento econômico sustentado do nosso Estado.

Informações: mobilizacao.perh@gmail.com

Especial Pesquisa: Estudante de agronomia caracteriza populações de xaxim para conservar a espécie em extinção

04/12/2007 08:39

Estudo na Reserva Genética de Caçador

Estudo na Reserva Genética de Caçador

Durante muitos anos o xaxim foi retirado da floresta para fabricação de vasos e substratos para plantas ornamentais. A coleta intensiva e os métodos inadequados reduziram drasticamente as populações dessa planta e atualmente extração e transporte estão proibidos pela legislação. Trabalhando no projeto ´Fundamentos para a conservação de populações naturais de xaxim: crescimento anual`, por meio de um projeto de iniciação científica, a estudante de Agronomia da UFSC Andréa Gabriela Mattos está colaborando com o levantamento e com a organização de informações que podem subsidiar planos de conservação dessa espécie ameaçada de extinção.

Por ser um local pouco alterado pela ação do homem, a Reserva Genética de Caçador, em Santa Catarina, foi o local escolhido para as pesquisas de Andréa. O objetivo é caracterizar demograficamente o xaxim para posteriores projetos de conservação e de manejo sustentável. Os estudos integram os trabalhos do Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais da UFSC, coordenado pelo professor Maurício Sedrez dos Reis.

Conhecendo a espécie

Medições de altura e diâmetro

Medições de altura e diâmetro

Com o trabalho de Andréa, em uma área de 1,8 hectare foram analisadas todas as plantas de xaxim, com medições de altura e diâmetro quando a planta ultrapassava 1,3 metro. A estudante explica que o xaxim se concentra em locais de declividade acentuada e úmidos, perto de rios, por exemplo. O interesse da estudante era analisar se nestas áreas de grande incidência de xaxim as plantas também possuem maior crescimento.

As pesquisas confirmaram o maior crescimento do xaxim nas áreas úmidas e de alta declividade, com um total de 1.119 plantas nos hectares estudados entre os anos de 2005 e 2007. Dados de 2007 mostram que 61,89% das plantas encontradas eram jovens, com até 1,29 metro de altura. As espécies adultas, com altura entre 1,3 e 4,3 metros, tiveram um crescimento médio de 8,5 centímetros em altura e 0,3 centímetros em diâmetro, em dois anos.

Estes dados fazem parte da caracterização demográfica feita por Andréa e mostram que na Reserva Genética de Caçador a população avaliada está em crescimento. Além do aumento do número de plantas em dois anos de estudos, as já existentes mostraram crescimento em diâmetro.

Andréa defende que para diminuir a devastação de populações naturais de espécies nativas é necessário um plano de manejo sustentável, com regulamentação e fiscalização de órgãos responsáveis. Tanto para projetos de conservação, quanto de manejo, a continuidade dos estudos é essencial para dar consistência aos dados e utilizá-los em estudos de outras populações. No caso da Reserva Genética de Caçador, as pesquisas são ainda mais interessantes, pois o local possui muitos ambientes favoráveis ao xaxim, o que não é comum nos fragmentos de Mata Atlântica que ainda restam.

Outras informações no Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais: 3721-5321 ou no e-mail npft.ufsc@gmail.com

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Leia também: Pesquisas da UFSC constroem com as comunidades rurais conhecimentos para desenvolver usos alternativos da floresta

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Especial Pesquisa: Série de matérias mostra produção do conhecimento na UFSC

04/12/2007 08:02

– UFSC inaugura Laboratório Central de Microscopia Eletrônica

– UFSC contribui para identificação de comunidades quilombolas

– Estudantes da UFSC têm dicas para sobremesas mais saudáveis

– Parceria entre UFSC e Natura resulta em desenvolvimento de novos cosméticos

– Capes eleva conceito de 11 cursos de pós-graduação da UFSC

– Pesquisa sobre traduções de obras italianas em estudo na UFSC

– Obesidade infantil em Florianópolis é tema de pesquisa na UFSC

– Estudante da UFSC busca processos limpos e econômicos para o tratamento de resíduos hospitalares

– Jovem pesquisador: Estudante de agronomia caracteriza populações de xaxim para conservar a espécie em extinção

– Acadêmica da UFSC ganha Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo

– Trabalho estabelece composição nutricional do berbigão da Reserva Extrativista Marinha Pirajubaé

– Trabalho estabelece composição nutricional do berbigão da Reserva Extrativista Marinha Pirajubaé

-Doutoranda da UFSC recebe prêmio em simpósio na Alemanha

-UFSC comemora dez anos de produção solar de energia elétrica

-Estudo relaciona ansiedade, depressão e consumo de álcool entre jovens

-UFSC colabora com esforço nacional de estudo do biodiesel

-Pós-graduandos da UFSC recebem menção honrosa na Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia

-Consumo de medicamentos em comunidades indígenas é tema de dois estudos da UFSC

– Projeto do Departamento de Ecologia e Zoologia estuda pesca artesanal na Baía Norte

– UFSC estuda nanocápsulas com princípio ativo do açafrão para tratamento do câncer de pele

– Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar

– UFSC desenvolve tecnologia para recuperação de florestas degradadas

– Estudante da UFSC prepara livro sobre feijoada

– UFSC estuda células-tronco a partir de placenta e de cordão umbilical

– UFSC e Epagri lançam espécies melhoradas da goiabeira-serrana

– Fazendas marinhas diversificam produção em Santa Catarina

– Laboratório recebe financiamento para continuar pesquisas com vacina contra a AIDS

– Pesquisa comprova presença do subtipo C do vírus da AIDS em Santa Catarina

– Projeto da UFSC sobre utilização da água de coco verde ganha prêmio nacional

– Pesquisa da UFSC pode garantir a segurança no consumo de moluscos

– Laboratório da UFSC é peça-chave na pesquisa e no controle da leishmaniose em Santa Catarina

– Laboratório de Moluscos Marinhos participa de projeto de coletores de mexilhão

– Trabalho com samambaia-preta rende Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2006 para mestranda da UFSC

– Professores da UFSC participam da assinatura do convênio entre Sebrae e Acavitis para produção de vinhos finos

– Pesquisa analisa homicídios na Região Metropolitana de Florianópolis

– UFSC assina acordos e marca implantação de seu Núcleo de Inovação Tecnológica

– Pesquisador aborda em livro a formação econômica de SC

– Núcleo que pesquisa cuidado de pessoas com doenças crônicas completa 20 anos

– Pastoreio Voisin da UFSC mostra as vantagens de um manejo racional dos pastos

– Pesquisadores da UFSC desenvolvem bala de erva-mate

– Pesquisas da UFSC constroem com as comunidades rurais conhecimentos para desenvolver usos alternativos da floresta

– Estudo mostra como funciona o mercado imobiliário em áreas de pobreza da região metropolitana de Florianópolis

– Análise de vegetais consumidos em Florianópolis é apresentada na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

– Projeto que busca proporcionar ‘status de café’ à erva-mate será mostrado na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

– Professores da UFSC se unem para construir o primeiro Museu de Ciências do Estado

Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica lança revista Alexandria

04/12/2007 07:56

Trazendo na capa um desenho do artista Rodrigo de Haro, inspirado no quadro Santa Catarina de Alexandria, de Caravaggio, está disponível a primeira edição da revista eletrônica Alexandria. Publicação do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da UFSC, seu nome é uma referência à cidade histórica de Alexandria. Assim, a proposta faz referência à cidade que abrigou a maior biblioteca da antiguidade e à patrona de várias profissões ligadas ao conhecimento e ao ensino.

O principal objetivo da revista é divulgar trabalhos de pesquisa na área de ensino de ciências e de matemática. Nove artigos compõem o primeiro número, que conta com a participação de pesquisadores do Brasil e do exterior. A edição também faz uma homenagem à memória da professora Terezinha de Fátima Pinheiro, que faleceu em junho de 2007.

A revista traz artigos teóricos, empíricos, aplicados ou de revisão, com foco nas implicações sociais da ciência e da tecnologia, direcionados para o desenvolvimento da cidadania e para a teoria e prática que caracterizam o ensino das ciências. Isso inclui todos os níveis e fases da educação, tanto formal como não-formal, bem como a formação inicial e continuada de professores.

A equipe já está aceitando a submissão de artigos para publicação a partir do segundo número, em julho de 2008. As propostas devem ser enviadas ao e-mail EditorAlexandria@hotmail.com. O mesmo endereço pode ser utilizado para o envio de críticas, comentários e sugestões. Nos primeiros dois anos a publicação será apenas digital e estão previstos três números por ano. Os critérios e normas para publicação estão no site da revista.

Entrevista

O editor da Revista Alexandria, professor Arden Zylbersztajn, fala do surgimento da publicação e da expectativa na divulgação científica e no intercâmbio de pesquisas entre instituições de ensino nacionais e internacionais.

– Quando pensaram na publicação, qual a expectativa da equipe? Que marca buscam deixar com Alexandria?

Arden: Esperamos editar uma revista que se constitua em referência de qualidade acadêmica, e que tenha abrangência nacional e internacional (pelo menos nos países de língua portuguesa e espanhola), tanto no que diz respeito aos leitores quanto autores. Também quisemos inovar na apresentação da revista, tornando-a visualmente bonita.

– O foco na educação socialmente contextualizada, principalmente na área de educação científica e tecnológica, é algo de extrema importância para o nosso país. A revista busca também atingir outros profissionais da educação incentivando a capacitação dos mesmos para esta área?

Arden: A revista tem como público-alvo pesquisadores e alunos de pós-graduação, principalmente mestrado e doutorado em nossa área de atuação. Isto não significa que outros profissionais, como docentes universitários e professores do ensino fundamental e médio não possam tirar proveito dos artigos publicados. Assim como educadores não voltados especificamente para o ensino das ciências e da tecnologia. Até porque, o ensino em tais áreas não pode ser dissociado do currículo como um todo, algo que está claro, pelo menos nos parâmetros curriculares para o ensino fundamental e

médio. E por conseqüência para a formação de professores nas

licenciaturas.

– Qual será a próxima etapa após os dois anos de revista digital?

Arden: Daqui a dois anos vamos avaliar se passamos a publicar também em papel, ou mantemos apenas a edição on-line. A resposta vai depender de vários fatores: nível de aceitação da revista, possibilidade de financiamento e, sobretudo, de como estiver a situação das revistas acadêmicas impressas, ou seja, o apoio para este de tipo de periódico.

Saiba Mais

A Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica

O projeto de mestrado e doutorado foi aprovado pela Capes em dezembro de 2001, sob a responsabilidade do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas e do Centro de Educação. A pós-graduação ainda conta com docentes do Centro de Ciências Biológicas e do Centro Tecnológico.

O objetivo principal é desenvolver atividades de ensino e pesquisa que englobem a relação entre educação e ciência, especificamente o domínio das estruturas de pensamento exigido pela ciência e pela tecnologia e sua inserção na sociedade brasileira para promover um ensino mais adequado.

A prioridade das atividades é o ensino formal em seus vários níveis. Mas, o ensino formal não terá caráter exclusivo, sendo estudado também os processos informais de aquisição da cultura científica e tecnológica.

O programa prioriza a formação de educadores e pesquisadores capazes de entender a produção da ciência e suas formas de socialização, além da dinâmica social da ciência e tecnologia e a contextualização do seu ensino.

Já são cerca de 50 trabalhos concluídos, entre dissertações e teses e ainda seminários discentes e outras produções científicas de alunos e professores.

Informações sobre a Revista Alexandria com o professor Arden Zylbersztajn: 3233 5325

Informações sobre a pós-graduação: 3721 9072 – ramal 218 e pelo site www.ppgect.ufsc.br/index.htm

Por Fernanda Rebelo / Agecom