Setembro Amarelo: servidores e alunos participam de palestra sobre prevenção ao suicídio

05/09/2017 18:15

Vanessa Leal, médica psiquiátrica, explica fatores de risco e de proteção ao suicídio. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O Setembro Amarelo foi criado em 2014 para incentivar instituições e pessoas a promoverem a prevenção do suicídio. Para participar dessa campanha de conscientização, a Coordenadoria de Promoção e Vigilância em Saúde (CPVS) da Universidade Federal de Santa Catarina promoveu a palestra ‘Setembro Amarelo: Mês Internacional da Prevenção ao Suicídio’. A atividade ocorreu nesta terça-feira, 5 de setembro, e foi ministrada pela médica psiquiátrica da Associação Catarinense de Psiquiatria, Vanessa Leal.

A palestra teve como público-alvo os servidores e alunos da UFSC e foi transmitida pela internet para os demais campi da universidade, proporcionando a interação. Bernadete Quadro Duarte, uma das organizadoras do evento, declarou que o objetivo é conscientizar principalmente os servidores. “Abrir o debate é o primeiro passo”, diz Bernadete. O intuito é saber como lidar com alunos ou colegas que estejam deprimidos ou passando por alguma situação envolvendo pensamentos suicidas, além de promover saúde e bem-estar. 

“Falar sobre o suicídio pode ser uma atitude de salvação”, afirma Vanessa, que também diz que o assunto é delicado, no entanto é uma epidemia e precisa ser discutido. É a segunda causa de morte de pessoas entre 15 e 29 anos e tem Santa Catarina como o segundo estado do país com maiores taxas de mortes relacionadas à doença. Os sintomas aparecem e as vítimas revelam sinais, por isso família e amigos devem ficar atentos a comportamentos e discursos incomuns e negativos sobre a vida. Noventa por cento dos casos podem ser prevenidos com o tratamento adequado.

O estigma social relacionado ao suicídio é muito grande, devido a questões religiosas e culturais, além de ser a principal barreira para detectar o problema desde cedo, declara a psiquiatra. Todo tipo de tentativas e discursos suicidas devem ser levados a sério sem nenhum tipo de julgamento. Oferecer apoio à vítima e encaminhá-la ao médico especialista é o principal ato recomendado pelos médicos.

No âmbito acadêmico, o cenário de estresse e sobrecarga de atividades é comum. Na UFSC existe o Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi), que faz o trabalho de acolhimento das pessoas da comunidade universitária e moradores da região. Além do Sapsi, a comunidade pode contar com o Projeto Amanhecer do Hospital Universitário, que abrange diversos tipos de terapias individuais e coletivas. E se o problema é o deslocamento, o Centro de Valorização da Vida (CVV), oferece atendimentos por telefone e por chat no site. Os três atendimentos são gratuitos e sem fins lucrativos.

Confira as fotos do prédio da Reitoria iluminado em referência ao “Setembro Amarelo”

Mais informações nos sites: CPVS, Setembro Amarelo, SAPSI, CVV e Projeto Amanhecer.

Texto: Luna Mariah Zunino/Estagiaria de Jornalismo da Agecom/UFSC

Fotos: Henrique Almeida/Agecom/UFSC