Notícias da UFSC
  • Sinter seleciona docente para mobilidade na República Tcheca

    A Secretaria de Relações Internacionais da UFSC divulgou a abertura das inscrições para o Programa Erasmus + UFSC – UHK 2021 para mobilidades de docentes, conforme o Edital 20 SINTER 2021. Esta edição do Programa de Mobilidade Erasmus + UFSC – UHK 2021 é destinada a docentes ativos do quadro permanente da UFSC que desenvolvam atividades de ensino nas áreas de História, Arqueologia, Filosofia, Sociologia, Ciência Política e Relações Internacionais e que sejam proficientes no idioma inglês. Um docente será selecionado para realizar mobilidade na Universidade de Hradec Králové (UHK), na República Tcheca.

    O docente selecionado receberá reembolso pelo deslocamento, no valor de €1500, além de diárias totalizando €1680. Os benefícios serão pagos ao docente pela UHK. O candidato deverá enviar cópia digitalizada de toda a documentação exigida no edital, no formato pdf, para o endereço de correio eletrônico programas.sinter@contato.ufsc.br entre os dias 19 e 30 de novembro de 2021.


  • PET-Letras discute a ação de pré-vestibulares populares durante a pandemia

    O Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras (PET-Letras), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove, nesta terça-feira, dia 23 de novembro, a mesa redonda: Como os cursinhos populares lutaram para manter o ensino na pandemia. O evento tem como objetivo apresentar o funcionamento e a dinâmica de cursos pré-vestibulares populares e discutir os impactos da pandemia sobre eles, bem como as estratégias empregadas para lidar com cada um dos desafios enfrentados durante este período. A conversa será realizada na sala de webconferência do PET-Letras, às 18h, e é necessário realizar inscrição para obter o certificado de participação.

    Para compor a mesa, foram convidados representantes de três cursinhos populares da Grande Florianópolis, sendo eles o Cursinho do Zinga, com Bárbara Poerner e Ciro Palo, o Gauss Pré-Vestibular, com Felipe Kaminsky Riffel, e o Einstein Floripa Vestibulares, com Rafaela Borth. 

    O Cursinho do Zinga é um curso pré-vestibular gratuito que luta por uma educação popular. Localizado em Florianópolis, já atendeu mais de 300 estudantes desde sua fundação, em 2019. Ele conta com docentes e colaboradores voluntários que acreditam na possibilidade de um mundo justo e usam a educação como ferramenta para isso.

    O Gauss Pré-Vestibular é um projeto de extensão promovido pelo PET Matemática da UFSC. É um curso gratuito disponível à comunidade de Florianópolis e região. Além disso, promove-se um espaço de experiência e de formação docente. O Gauss visa oportunizar o contato e inserção de seus alunos na universidade, tanto através da preparação ao vestibular como pelo contato com o espaço e com a comunidade universitária da UFSC.

    O Einstein Floripa Vestibulares é um curso pré-vestibular gratuito sem fins lucrativos voltado para pessoas de baixa renda da região da Grande Florianópolis. A equipe do curso é constituída por recrutamento e desenvolvimento de universitários das mais diversas áreas da graduação, que trabalham voluntariamente para colaborar com o ingresso dos alunos na universidade.


  • UFSC gere fortalezas da Baía Norte há 42 anos

    Há 42 anos  – completados neste domingo, 21 de novembro –  a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assumiu a gestão de um patrimônio histórico que representa como poucos a formação do sul do Brasil. Em 1979, a UFSC recebeu oficialmente a responsabilidade da gestão, guarda e manutenção da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Alguns anos depois, a universidade se tornaria gestora também da Fortaleza de São José da Ponta Grossa e da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones.

    Saiba mais sobre a história aqui

    No final da década de 1960, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim recebia as primeiras intervenções de restauro por conta dos esforços de alunos e professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O local não tinha mais atividade militar da Marinha do Brasil, mas era tombado como Patrimônio Histórico Nacional desde 1938.

    Esse trabalho inicial começou a recuperar as primeiras construções arruinadas pelo tempo na Ilha de Anhatomirim. No entanto, havia a preocupação em eleger um gestor responsável para a fortaleza. Isso garantiria que os esforços para recuperação desse patrimônio não fossem perdidos. Quem chamou a UFSC a assumir a gestão de Anhatomirim foi o empresário Armando Gonzaga. Ele levou pessoalmente o então reitor da universidade, professor Caspar Erich Stemmer, em um passeio por Anhatomirim. Embora inicialmente cauteloso pelo tamanho da empreitada, Stemmer se convenceu. O processo foi levado ao Conselho Universitário, que recomendou a adoção da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim pela universidade.

    Obras

    Atualmente, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa e a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones passam por novas obras de restauração e requalificação. As fortificações estão recebendo novos equipamentos e soluções de acessibilidade. Haverá ainda renovação das exposições nos monumentos.

    As obras, que ainda estão em andamento, são custeadas pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com projetos, contratos, gestão e fiscalização da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Santa Catarina. Servidores da CFISC acompanham de perto o andamento das obras e dão apoio logístico.

    Candidatura a Patrimônio Mundial

    Paralelamente às obras nas duas fortificações e às ações de requalificação, a UFSC participa do comitê técnico catarinense para a Candidatura a Patrimônio Mundial do Conjunto de Fortificações Brasileiras. A Fortaleza de Santo Antônio de Ratones e a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim fazem parte da lista de 19 fortificações do Brasil que podem se tornar Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

    O mote para se tornarem Patrimônio Mundial diz respeito à participação dessas fortalezas na construção das fronteiras do Brasil – um país de dimensões continentais. As representantes do sul estão na lista indicativa pois foram construídas no século XVIII como forma de manter o controle da Coroa Portuguesa na região. Hoje, elas são patrimônios físicos ainda preservados da história colonial de formação do nosso país em Santa Catarina.


  • EdUFSC lança e-book Em defesa da liberdade: ensaios sobre a tirania moderna

    A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) lançou o livro Em defesa da liberdade: ensaios sobre a tirania moderna, disponível em formato digital. A obra reúne  reúne sete palestras e uma entrevista, resumindo os últimos dez anos de investigações históricas conduzidas pelo autor Timothy Snyder. Por meio desse conjunto de textos, pode-se ter um panorama de outras três publicações de Snyder, disponíveis no Brasil: Terras de Sangue (2010), Terra Negra (2013) e Na contramão da liberdade (2019).

     

    O texto é de autoria de Snyder, sendo organizado e traduzido por Fábio Lopes da Silva e André Cechinel. O e-book pode ser acessado pela plataforma da Fundação Getulio Vargas (FGV), disponível pelo preço de R$16,00.


  • Profissionais do HU aprimoram programa de controle de uso de antibióticos

    O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), por meio da equipe do Programa de Gerenciamento de Uso de Antimicrobianos, decidiu adotar uma nova estratégia, fazendo uma busca ativa da prescrição e uso de antibióticos no hospital, num trabalho conjunto com farmacêuticos clínicos e infectologistas do hospital. Até agora, este gerenciamento era feito pelo infectologista, principalmente com base nas justificativas apresentadas pelo médico na prescrição. As ações ilustram a proposta da Semana Mundial de Conscientização Sobre o Uso de Antibióticos, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a resistência a antibióticos e de incentivar as melhores práticas entre o público em geral, profissionais de saúde e formuladores de políticas para evitar o surgimento e a disseminação de resistência a antibióticos. O debate é ainda mais importante neste período, devido ao aumento do uso destes medicamentos por causa da pandemia de Covid-19.

    Na prática, o programa do HU funciona com a participação dos infectologistas do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH), que recebem informações dos farmacêuticos e dos médicos, por meio de planilhas eletrônicas na hora em que um antibiótico é prescrito. Com as informações disponibilizadas em tempo real, os membros da equipe podem saber a indicação da prescrição, além de avaliarem se a dosagem está adequada e outras intervenções que ajudem a racionalizar o uso do medicamento.

    A infectologista do HU Patrícia de Almeida Vanny explicou que, com a pandemia, houve um aumento no uso de antibióticos e, uma vez iniciado o tratamento com este tipo de medicação, é mais difícil de retirá-la. “Por isso, a equipe decidiu partir para esta busca ativa e, nesta estratégia, o farmacêutico clínico tem um papel central”, explicou a médica.

    O farmacêutico clínico do HU e um dos idealizadores do projeto, André Prado, explicou que não é somente fazer a busca ativa, mas também discutir o uso racional do antibiótico, procurando individualizar a terapia, para otimizar o uso dos antimicrobianos. Segundo ele, no ano do lançamento do projeto, em 2019, houve uma redução no uso destes medicamentos, além de uma aproximação maior dos profissionais com os médicos prescritores. “Agora, concluímos que esta ação conjunta e a busca ativa são fundamentais para ajustar o andamento do projeto”, explicou. O programa do HU atende a uma das diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está em sintonia com as autoridades em saúde pública de todo o mundo, que têm alertado para a necessidade de controle no uso de antibióticos.

    Além de gerenciar e controlar o uso de antibióticos e favorecer a integração entre os profissionais o programa traz uma melhor assistência ao paciente com infecção, reduzindo efeitos adversos e o impacto causado pelo uso de antimicrobianos. Outros fatores positivos são o menor custo para o hospital, decorrente do uso racional, e um tratamento mais efetivo e especializado de infecções.

    Conforme informações registradas no site da Anvisa, desde a sua descoberta em 1945, os antimicrobianos têm servido como a pedra angular da medicina moderna. No entanto, o uso excessivo e persistente desses medicamentos na saúde humana e animal levou ao surgimento e à disseminação da resistência aos antimicrobianos. Esse fenômeno ocorre quando microrganismos, como as bactérias, tornam-se resistentes às drogas usadas para tratar as infecções causadas por eles, deixando-nos sem opções terapêuticas para diversos tipos de infecções como pneumonias e infecções urinárias, levando, desta forma, os indivíduos à óbito por falta de tratamento.
    Unidade de Comunicação Social do HU


  • Prêmio Mulheres na Ciência: Ana Lúcia Severo Rodrigues

    Ao longo das últimas duas semanas, a Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (Agecom/UFSC) tem publicado reportagens sobre as vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Na sétima matéria da série, conheça a trajetória e o trabalho de Ana Lúcia Severo Rodrigues, contemplada na Categoria Sênior – voltada a docentes que ingressaram no quadro permanente da UFSC antes de 31 de dezembro de 2000 –, na área de Ciências da Vida.

    Ana Lúcia é professora do Departamento de Bioquímica e dos programas de pós-graduação em Bioquímica e Neurociências e bolsista de produtividade em pesquisa nível 1B do CNPq. Coordenadora do grupo de pesquisa Neurobiologia da depressão, tem se dedicado a compreender os mecanismos bioquímicos e fisiológicos envolvidos nessa enfermidade e na regulação do humor, com estudos que podem colaborar com o desenvolvimento de novas possibilidades de tratamento e prevenção da doença.

    Apesar de sua longa carreira dedicada à pesquisa e ao ensino (são quase 30 anos somente como professora na UFSC) e de sua extensa produção (mais de 200 artigos publicados, de 8 mil citações e de 50 alunos de mestrado e doutorado orientados), a docente recebeu com surpresa o anúncio da premiação: “Quando fiquei sabendo, acabou sendo, de certa forma, uma notícia muito impactante. Não estava exatamente esperando que fosse acontecer, porque a gente sabe que tem excelentes profissionais. Eu fiquei muito feliz, com certeza. É um reconhecimento da trajetória acadêmica e principalmente da dedicação que a gente tem à ciência e às atividades de pesquisa e de ensino”.
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  • Seminário Prograd começa nesta segunda; veja programação

    A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (Prograd/UFSC) promove, entre os dias 22 e 25 de novembro, o 2º Seminário PROGRAD – O Ensino de Graduação no Brasil. O evento, que ocorre no formato virtual, é dirigido a docentes e técnicos-administrativo
    s(as) em educação da UFSC. O link de acesso à sala será enviado por e-mail às pessoas inscritas. As inscrições devem ser feitas aqui.
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  • GP Metas realiza Seminário de Saúde Mental e Riscos Psicossociais dos Trabalhadores de Aviação

    O Grupo de Estudos em Meio Ambiente, Trabalho e Sustentabilidade da Universidade Federal de Santa Catariana (GP Metas – UFSC), realiza o Seminário Internacional de Saúde Mental e Riscos Psicossociais do Trabalhador do Transporte com Ênfase na Aviação. O evento será remoto, com transmissão por meio do canal do grupo no YouTube, entre os dias 23 e 25 de novembro. O seminário terá certificado de participação de 20 horas e é necessário realizar a inscrição nas datas desejadas para confirmá-lo.

    As palestras reunirão sindicalistas, pesquisadores, docentes e trabalhadores em torno das seguintes temáticas: A luta sindical dos trabalhadores do transporte na aviação civil; Vivências e enfrentamentos: violência, assédios e saúde mental no cotidiano do trabalho; e Violências e assédios no trabalho: atualidade e perspectivas nacionais. O evento é coordenado pela professora Norma Sueli Padilha, coordenadora e docente permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Direito da UFSC. Para conferir os palestrantes, acesse o site do evento: https://www.even3.com.br/siaviacao/


  • UFSC lança edital de concurso para contratar 43 docentes

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou o edital de um novo concurso público para professor da carreira do Magistério Superior, com 43 (quarenta e três) vagas para o cargo nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e  Florianópolis, em diferentes áreas do conhecimento, conforme explicita o Edital 087/2021/DDP. As inscrições começam no dia 2 de dezembro e seguem atém 13 de janeiro. As informações estão disponíveis no site https://087ddp2021.concursos.ufsc.br/.

    O concurso contará com prova escrita, didática e de títulos, além de prova prática para áreas pertinentes. O edital também assegura a reserva de vagas para candidatos negros e com deficiência. O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP) publicará no site , na opção do menu “Cronogramas de Provas”, o edital complementar com o cronograma de provas para cada campo de conhecimento, contendo as informações referentes aos locais, dias e horários de realização de todas as atividades.

    As inscrições são realizadas exclusivamente via Internet, sendo possível também a solicitação de isenção do pagamento da taxa de inscrição. As vagas são para professoras Adjunto A de 20 horas e dedicação exclusiva e para professor auxiliar, com remunerações que variam de R$ 2.688,95 e a R$ 10.074,18.

    De modo a garantir a segurança dos candidatos e demais envolvidos, a sessão pública de apuração do resultado final do concurso será transmitida on-line. Considerando o contexto do estado de emergência de saúde pública e tendo em vista os procedimentos definidos no Guia de Biossegurança da UFSC, será eliminado o candidato que descumpri-los e estará impedido de realizar a etapa do concurso e será eliminado aquele que apresentar sintomas da Covid-19.


  • Aluno especial da UFSC tem animação selecionada no Science Film Festival

    Uma animação produzida por um aluno especial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é destaque na seleção do Science Film Festival, o maior festival de cinema científico do mundo. A série animada Sonhos da Isah foi idealizada e produzida por João Ricardo Costa, publicitário que por meio de aulas em cadeiras de Cinema e Artes Cênicas na UFSC adquiriu a base necessária para transpor às telas seu desejo de produzir uma animação. A produção que concorre na categoria Entretenimento educativo para a família é o terceiro episódio da série, produzido em 2019. O festival teve início no dia 15 de outubro no Brasil, e se estende até o dia 20 de dezembro. Serão exibidas 37 produções de maneira remota e gratuita para todo o país, que podem ser acompanhadas pelo site do projeto.

    Saúde e bem-estar mental são os temas abordados na edição deste ano do Festival de Filmes de Ciências, tendo em vista o abalo acometido pela crise sanitária e econômica provocada pela pandemia de Covid-19. A animação de João Ricardo aborda a relação equilibrada entre filhos e pais divorciados, mostrando, por meio de uma viagem no tempo, a evolução da equidade na criação das crianças na guarda compartilhada. O tema foi inspirado na etapa de vida em que o diretor se encontrava, marcada pelo divórcio e a quebra do convívio diário com sua filha pequena. 

    O episódio está disponível para acesso gratuito no canal do YouTube Sonhos da Isah.

    João é formado em publicidade e fez um curso de especialização em cinema na modalidade de ensino à distância durante a graduação. Foi a partir de seu trabalho de conclusão dessa especialização que a série animada nasceu. “Eu estava terminando o curso de publicidade, mas não tinha nenhuma base presencial em produção audiovisual. Foi aí que um amigo que fazia filosofia na UFSC me deu a ideia de fazer matérias isoladas em cadeiras de Cinema”. Cursar matérias isoladas na UFSC como aluno especial foi essencial para o enriquecimento teórico e aprendizado, fornecendo a base para iniciar o projeto e aprimorá-lo. 

    “As matérias me deram outros olhares para o projeto que estava nascendo, me ajudaram muito no processo criativo, abrindo um leque de possibilidades de estilos e técnicas para executar a produção”, relata o diretor. Em 2015, o episódio piloto da série Sonhos da Isah foi finalizado, tratando sobre alienação parental e a nova lei da guarda compartilhada, promulgada no ano anterior à publicação. A animação foi selecionada para cerca de 40 festivais, contribuindo para arrecadar fundos e financiar o segundo e terceiro episódio da série, publicados respectivamente em 2017 e 2019.

    O processo de produção caminha a passos lentos, mas determinados. João tem o objetivo de concluir cinco episódios com ótima qualidade para entrar em serviços de streaming e na TV aberta, buscando uma maior repercussão de seu projeto. Para isso, ele pretende continuar aprimorando suas técnicas, tendo o desejo de retornar à UFSC como aluno especial. “Eu estava me preparando para fazer algumas cadeiras, talvez roteiro ou produção específica de animação. Isso iria agregar bastante”.

     

    Luana Consoli/estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC


  • Nota de Pesar: falece Américo Cruz Junior, técnico em Química da Pró-Reitoria de Pesquisa

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento do técnico em Química lotado na Pró-Reitoria de Pesquisa, Américo Cruz Júnior. O servidor, que atuava no Laboratório Central de Microscopia Eletrônica (LCME), faleceu neste sábado, 20 de novembro. Américo sofria de problemas cardíacos, foi submetido neste ano a uma substituição de válvula mitral, e mais recentemente foi hospitalizado com insuficiência respiratória, o que, segundo nota publicada no site do LCME, culminou em seu óbito.

    Américo era servidor da UFSC desde 1986, e desde 2007 atuava no LCME. Era natural do estado do Rio de Janeiro e morava em Palhoça. Ele deixa dois filhos, já adultos.

    Graduou-se em Química (Licenciatura e Bacharelado) pela UFSC, e foi na universidade onde trabalhava que também atuou como pesquisador, e concluiu seu mestrado e doutorado pelo Programa de Pós- Graduação em Engenharia Química. Durante o doutorado, Américo fez estágio sanduíche na Universidad Autónoma de Madrid, na Espanha. Suas pesquisas com a produção de biodiesel a partir da reutilização do óleo de soja do Restaurante Universitário rendeu uma matéria feita pela Agecom em 2007.

    O Laboratório no qual Américo trabalhava lamentou sua partida em uma Nota de Falecimento. “Nosso amigo nos fará falta!” manifestou a equipe técnica que assina a nota.

    A Pró-Reitoria de Pesquisa expressou pesar e votos de solidariedade com familiares, amigos e colegas de trabalho de Américo.

    O velório ocorre no domingo, às 9h, no Cemitério Municipal Senhor Bom Jesus de Nazaré, em Palhoça.

    A comunidade universitária expressa seu imenso pesar neste momento de luto, e oferece suas condolências à família e os amigos de Américo.


  • Conselho Nacional das Fundações de Apoio ocorre de 29 de novembro a 1º de dezembro; inscrições abertas

    O Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies) promoverá de 29 de novembro a 1º de dezembro, de forma on-line e gratuita, o 4º Congresso Nacional de Fundações de Apoio de Universidade Públicas.

    As inscrições podem ser realizadas até o dia 28 na plataforma on-line. O Confies reúne 95 fundações de apoio, entre elas as fundações ligadas à UFSC, como a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), a Fundação de Pesquisa e Ensino Socioeconômicos (Fepese), a Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc), e a Fundação José Arthur Boiteux (Funjab).

    A palestra de abertura oficial do evento será sobre o tema “O caso Cancellier: Recurso Final” e será apresentado pelo jornalista e escritor Paulo Markun, autor do livro “O Recurso Final”, que trata do caso do suicídio do reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, em 2 de outubro de 2017.

    Boas Práticas

    Durante o Congresso, o Confies irá selecionar vencedores para o Prêmio das Boas Práticas de Gestão das Fundações de Apoio, um instrumento para identificar, reconhecer, disseminar e estimular a realização de práticas bem sucedidas e replicáveis, desenvolvidas pelas Fundações de Apoio ou pelas suas IFES apoiadas, através dos projetos por elas gerenciados.

    A inscrição é feita pelo site do Congresso. Consideram-se boas práticas as ações, projetos e publicações, que apresentarem resultados comprovados de criatividade, aplicabilidade, replicabilidade e eficiência, implementados e executados pelas Fundações de Apoio ou pelas suas IFES apoiadas, através dos projetos por elas gerenciados, que contribuam para a melhor gestão das atividades.

    Mais informações estão disponíveis no Regulamento ou pelo e-mail confies@confies.org.br

    Confira a programação preliminar do Congresso


  • Professora leva temática antirracista em projetos de extensão para assistentes sociais

    A única professora negra do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina, Cris Sabino, ingressou como docente na instituição no ano de 2019. Logo que chegou ao departamento, encontrou estudantes organizados e solicitando que o curso oferecesse disciplinas voltadas ao estudo das relações raciais. Além do ensino, havia lacunas a serem preenchidas na pesquisa e na extensão, e a presença da nova professora contribuiu com a criação de disciplinas e projetos que levaram o debate sobre racismo para além da universidade.

    “Havia uma grande demanda reprimida, vindo principalmente dos estudantes, pela discussão de temática étnico-racial, racismo estrutural, articulando com o debate da superexploração da força de trabalho. Percebi que havia essa lacuna no meu departamento e no Centro Socioeconômico”, relata a professora. Além da mobilização dos estudantes, por meio do Coletivo de Estudantes Negras e Negros de Serviço Social – Magali da Silva Almeida, a demanda vinha dos conselhos profissionais, especialmente os conselhos Federal e Regional de Serviço Social (CFESS e o CRESS-SC), que traziam à época eventos com temas acerca do combate ao racismo na atuação profissional. 

    “Criamos uma disciplina optativa sobre relações raciais no Brasil, além de projetos de pesquisa sobre a relação entre Estado e racismo estrutural, e sobre o trabalho doméstico”, relata Cris. A disciplina foi ministrada de forma presencial nos dois semestres de 2019, com turmas lotadas. No segundo semestre daquele ano, os alunos de outros cursos também pediam para frequentar a disciplina. Durante a pandemia, a disciplina foi oferecida remotamente como “Tópicos Especiais” e ainda seguiu tendo boa receptividade pelos alunos do curso de Serviço Social.
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  • Biblioteca Universitária transmite no Youtube curso sobre revisão integrativa

    A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina oferece na próxima quarta-feira, 24 de novembro, pelo Youtube, o curso Revisão Integrativa, apresentando conceitos introdutórios, origens, etapas e exemplos do método, bastante utilizado na área da Saúde. O evento será realizado das 14h às 16h e dá direito a certificado. A ministrante é a professora Renata Cristina de Campos Pereira Silveira, da Universidade de São Paulo. As inscrições devem ser realizadas aqui.

    A revisão integrativa é um método de pesquisa que permite a busca, a avaliação crítica e a síntese das evidências disponíveis do tema investigado, sendo o seu produto final o estado atual do conhecimento desse tema, a implementação de intervenções efetivas na assistência à saúde e a redução de custos, bem como a identificação de lacunas que direcionam para o desenvolvimento de futuras pesquisas. Apesar de seu amplo uso na área da saúde, outras áreas do conhecimento têm adotado o método em suas pesquisas.


  • Pós em Relações Internacionais promove webinar sobre política externa da União Européia

    O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina, na celebração dos seus 10 anos, promove um webinar com o professor Olivier Costa, da Sciences Po Paris e do Colégio da Europa em Bruge, com o tema Política Externa da União Europeia. Ele é especialista em integração europeia e estudos parlamentares e participa da atividade na terça-feira, 23 de novembro, às 14h, com transmissão pelo Youtube. O evento será em inglês.

    Ao longo desse ano, por conta do aniversário, o PPGRI tem promovido o “Ciclo 10 anos – PPGRI/UFSC”, composto por diversas atividades que buscam dar visibilidade aos projetos de pesquisa do programa e analisar temáticas que moldam a área de estudo.  O convidado desta edição é doutor em ciência política pela Universidade de Paris 8 e tem textos publicadas em português. Mais informações no site.


  • Procura-se um Leitor celebra Cruz e Sousa e contribuição artística e literária da comunidade negra

    O projeto de extensão Procura-se um Leitor, da Universidade Federal de Santa Catarina, convida para a live Diálogos Sobre Cruz e Sousa e a Produção Artística Catarinense, que será realizada nesta quarta-feira, 24 de novembro, às 19h, em seu canal do Youtube. O evento ocorre no mês da Consciência Negra e celebra o valor e contribuição artística e literária da comunidade negra para o país.

    A proposta também é fazer um convite à reflexão sobre a problemática do racismo estrutural que persiste na sociedade. Além disso, a live ocorrerá no dia em que é comemorado o aniversário do catarinense Cruz e Sousa e tem o intuito de explorar e debater a obra do poeta por meio de produções artísticas contemporâneas.

    Os convidados da roda de conversa são os agentes da cultura catarinense Eliane Debus e Robson Benta. Eliane é doutora pela Universidade do Minho (PT) e atua como professora no Departamento de Metodologia de Ensino da UFSC. Ela também é responsável pela coletânea Triolé, Triolé, poemas de Cruz e Sousa, obra que reúne textos dessa forma poética do poeta catarinense. Robson Benta é professor, ator e diretor de teatro. Ministra aulas de teatro em instituições educacionais e atua profissionalmente em projetos de teatro, musicais e cinema. No projeto Cruz e Sousa para Todos, Robson produziu um audiobook e um videobook de Últimos Sonetos, ampliando a acessibilidade à obra do poeta catarinense.


  • Sala Verde promove bate-papo sobre produção de conteúdo

    A Sala Verde da Universidade Federal de Santa Catarina promove, na próxima sexta-feira, 26 de novembro, das 15 às 17h, mais uma edição online do Papo Verde UFSC, com o tema “Como produzir conteúdo sem enlouquecer?, ministrado pela jornalista Carol Gómez. As inscrições são gratuitas, podem ser feitas pelo site e dão direito a certificado de duas horas.

    Segundo a sinopse da atividade, produzir conteúdo virou uma forma de divulgar o próprio trabalho e agregar valor e autoridade para as marcas. Ao mesmo tempo, a pressão por produzir sempre e em grande quantidade vem afetando, principalmente, a saúde mental de pequenos empreendedores que são responsáveis por produzir o próprio conteúdo. A ideia deste Papo Verde UFSC é compartilhar experiências que têm se mostrado eficientes no cotidiano de produção de conteúdos . A convidada é estrategista de conteúdo para redes sociais e formada em Jornalismo pela UFSC.


  • Evento Research in Options começa neste domingo

    A 16ª edição do Research in Options: RiO 2021 será realizada entre os dias 21 e 24 de novembro, do meio dia às 18h, de maneira remota. Para participar, é necessário preencher o formulário para ter acesso à sala do Zoom. O evento tem a coordenação do professor Vinicius Albani, do departamento de Matemática da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e será sediado pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (EMAp/FGV) em parceria com o Departamento de Matemática da Universidade de Khalifa, dos Emirados Árabes Unidos. 

    Essa edição da conferência abordará diferentes aspectos das finanças quantitativas, incluindo o apreçamento de opções, renda fixa, negociação de volatilidade, opções reais, commodities, negociação algorítmica, e a gestão de risco de carteiras.  Participarão do eventos cientistas, matemáticos e trabalhadores da área das finanças de diversas universidades na América, na Europa e no Oriente Médio. A página oficial do evento e mais informações sobre os participantes podem ser acessados por meio do link: http://mtm.ufsc.br/rio2021/.


  • Pesquisadora mapeia trajetórias negras e racismos na infância

    Eu não denominava, mas aquela questão de ser chamada de macaca eu percebia que eram dirigidas para as pessoas negras…Pra mim foi uma ruptura profunda entender este mundo agressivo e hostil… Ai o que aconteceu: eu comecei a dizer pra minha mãe que eu tinha dor de cabeça, ai eu não ia para a aula. Eu amava estudar só que, ao mesmo tempo, eu não queria passar por aquilo todos os dias. De ser xingada, hostilizada.

    O tempo todo eu era chamada de negrinha suja, suco de pneu, suco de asfalto. E isso se estendeu até a sexta série quando mudei de escola.

    Hoje eu consigo ver que, se eu cheguei ao ponto de aos nove anos, de bater, foi o último assim, um estresse muito grande… eu tinha chegado no meu limite. Como a criança negra ela se sente sozinha assim porque… talvez hoje se tenha uma atenção porque a gente fala mais disso, mas antes se não era como a minha mãe respondeu… como se fosse algo simples sabe, tipo “ah, esquece, não dá bola que para”, “ah, se o fulaninho briga muito. iiih é porque gosta”. Sabe estas coisas assim de não dar bola pra um problema que é grave só porque é criança. Só que, com certeza, isso nos afeta muito.

    Os trechos acima são reprodução de depoimentos coletados pela pesquisadora Sandra Tonhote Sousa ao longo da sua pesquisa de mestrado, defendida em junho de 2020 no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina. Hoje cientista social e pesquisadora, ela também já foi criança. E embora tenha feito parte de um núcleo familiar que sempre positivou a negritude, a aproximação com coletivos e movimentos sociais fez com que decidisse se dedicar ao que precisa ser dito e enfrentado socialmente.

    Por meio de entrevistas concedidas a ela por quatro mulheres e de narrativas públicas de quatro personalidades, ela investigou o racismo na infância. Mesmo sabendo que estaria diante de dores compartilhadas, foi um percurso fundamental para trazer à tona um debate importante. “A ideia de explicitar o racismo é justamente para combater. Temos bastante debate sobre relações raciais na academia e na política, mas na sociedade falta um pouco esse olhar para a infância, para esse sujeito que está começando a se entender e já está sendo vítima”, contextualiza.

    Na dissertação Trajetórias Negras e Racismos: Memórias da Convivência Inter-racial na Infância, orientada pela professora Ilka Boaventura Leite, ela conclui que a descoberta do racismo pela criança negra pode ser interpretada em analogia com o mito da caverna de Platão. “Antes da primeira experiência amarga, acreditamos conhecer o mundo de uma maneira, mas, após, ele vai mudar significativamente quando somos de repente jogados para fora, lançados a outra realidade. Assim, depois de um episódio terrivelmente desconfortável, passamos a conhecer a realidade com a qual vamos conviver a partir de então”, escreve. As pesquisas bibliográficas também indicaram que as crianças negras podem experienciar ou passarem a ser vítimas da radicalização desde o berçário, na educação infantil ou até mesmo no interior das famílias.

    O percurso não foi prazeroso. Sandra teve de se confrontar com as suas memórias e remexer nas dores das suas entrevistadas. Apesar disso, tanto ela, quanto as interlocutoras na pesquisa compartilhavam de um mesmo objetivo: “a gente tem que promover mais esse debate como forma de acabar com isso, de mostrar que existe, de chamar atenção para esse ponto”.

    No caminho, deparou-se com pesquisas que retratavam a infância e o racismo sob a ótica da educação e usou a antropologia para se aproximar desse campo de estudos. Também investigou questões relacionadas à memória e à diáspora africana e, com o auxílio da autora portuguesa Grada Kilomba, remonta ao que a escritora chama de “a dor indizível do racismo”.

    Nesse aspecto, lembranças de olhares, de apelidos e de gestos de censura a traços físicos identitários – como o cabelo, por exemplo – permeiam as narrativas trazidas na pesquisa. “Lembro de uma vez em que meu pai fez um trabalho, ele foi cobrar um dono de um restaurante e o dono do restaurante não tinha dinheiro, então falou que o meu pai poderia ir jantar com a família dele. E nós fomos comer num restaurante bem classe média no centro da cidade. Eu nunca vou esquecer quando a gente entrou e todo mundo olhou. Foi horrível”, disse uma das entrevistadas.

    Para Sandra, nem mesmo a classe social é um mecanismo que afasta o racismo. A entrevista do cantor e compositor Gilberto Gil, que ela analisa na pesquisa, é um retrato disso: mesmo pertencendo a uma elite, à classe média, quando ele sai do contexto familiar e social em que os pais eram reconhecidos, o racismo passa a permear a sua existência. “No ciclo em que ele estava inserido ele podia ser lido como branco, depois que ele sai daquele ciclo acaba se deparando com o racismo. A racialização está na estrutura social, em todas as sociedades”, comenta.

    Precisamos falar sobre

    Na pesquisa, Sandra também remonta o momento em que opta pela construção de um objeto capaz de acionar dores e memórias tristes. Ela lembra que, quando começou a estudar relações raciais, sua ideia era fugir de assuntos delicados e investigar outros aspectos de fortalecimento identitário. Mas as leituras a fizeram subverter esse pensamento. “Fui entendendo a gravidade do tema e vi que não tinha como fugir. O debate é urgente. Precisamos falar do racismo, da juventude negra assassinada e de assuntos dolorosos”.

    Por conta das características da pesquisa, ela teve dificuldades, por exemplo, em formar uma rede maior de entrevistados. As vozes que ecoam no estudo são, em sua maioria, de mulheres. Todas as entrevistas realizadas por ela também são com interlocutoras femininas. “Eu não consegui entrevistar homens. E entendo que isso tenha acontecido porque, para um homem, é mais difícil se colocar nesse lugar de fragilidade. É uma parte da masculinidade que se tenta esconder”.

    Em contrapartida, as vivências captadas no estudo de Sandra revelam muitos padrões de comportamento de uma sociedade racista. Para ela, trata-se de uma disputa de narrativas, já que a ideia de raça é uma construção que vem afetando a toda a sociedade, por séculos e gerações. “Isso nubla a nossa percepção de realidade, tanto os sujeitos brancos, quanto os não-brancos, seja um para se sentir superior e outro inferiorizado”, pondera. “A gente tem consciência de que é uma narrativa e tem que tentar construir outra, contribuir minimamente para isso. E o esforço das pesquisas vai nesse sentido”, completa.

     

    Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC


  • Ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro palestra em evento da UFSC

    O ex-ministro da Educação, professor e pesquisador Renato Janine Ribeiro vai proferir a palestra de abertura do  2º Seminário PROGRAD – O Ensino de Graduação no Brasil, marcada para esta segunda-feira, 22 de novembro. O evento, que ocorre no formato virtual, é dirigido a docentes e técnicos administrativos. A fala terá como tema “O caráter público do ensino de graduação nas IFES” e começará às 19h. O link de acesso à sala será enviado às pessoas inscritas, mas a primeira noite será transmitida via Youtube.

    Renato Janine Ribeiro foi ministro da Educação em 2015. É filósofo, professor da Universidade de São Paulo e atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. O evento tem o propósito de debater sobre os rumos do Ensino de Graduação no Brasil e conta com uma programação que vai até o dia 25 de novembro.

    Confira a programação completa.

    23/11/2021

    10:00 – Políticas de formação de professores(as) no Brasil: limites e possibilidades – Palestrante Profª Dra. Helena Freitas (UNICAMP)

    15:30 – Mesa das representações APUFSC, SINTUFSC, DCE, PROGRAD
    24/11/2021

    14:00 – Palestra: Inserção da extensão universitária nos currículos das licenciaturas: propostas e implicações – Andréia Militão (UEMS/UFGD) e Malvina Tânia Tuttman (UNIRIO)
    16:00 – Palestra Ensino superior. Professores e alunos superiores? : Desafio à reflexão – Palestrante Profª Dra. Terezinha Rios

    25/11/2021

    14:00 – Apresentação Relatório da Avaliação do Semestre Letivo 2021.1 – Pró-Reitor de Graduação, Coordenações de Cursos, Direções de Unidades e Chefias de Departamentos

    16:00 – Palestra Universidade Pública e o ensino de graduação – Profª Drª Olinda Evangelista

    Mais informações na página https://seminarioprograd.paginas.ufsc.br/

     


  • Livro de Goethe traduzido por professor da UFSC é finalista do Prêmio Jabuti

    O livro Divã ocidento-oriental (em alemão West-östlicher Divan), de Johann Wolfgang Goethe, está entre os cinco finalistas do prêmio Jabuti de 2021, na categoria Tradução. A obra foi publicada em março de 2020, e a tradução é um dos resultados do doutorado do professor Daniel Martineschen, da área de alemão do Curso de Letras e Literaturas Estrangeiras do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A tese, intitulada O lugar da tradução no West-östlicher Divan de Goethe, foi defendida em 2016 no Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e trata de questões de tradução na poetologia do Divã.

    “O Divã ocidento-oriental é o resultado do movimento de Goethe em direção ao Oriente, ‘de onde há milênios têm chegado a nós tantas coisas grandiosas, boas e belas’. Este desejo teve sua gênese no encontro do poeta alemão com o Diwan — palavra persa para ‘coletânea’ ou ‘ciclo de poemas’ — do poeta persa Hafez. Reunindo mais de 500 gazéis (poemas curtos e líricos, de temática mística ou amorosa), o Diwan de Hafez circulava pelo Oriente desde o século XIV”, traz a apresentação do trabalho pela editora Estação Liberdade (460 p.).

    Daniel Martineschen atuou durante anos como tradutor técnico e juramentado para o idioma alemão no estado do Paraná. Atualmente é professor do curso de Letras Alemão da UFSC e é coordenador da área de alemão. Sua pesquisa na Universidade atualmente gira em torno da área da prática de tradução, com um projeto de investigação das possibilidades da tradução em dupla.

    Outras traduções suas incluem: Travessia: uma história de amor, de Anna Seghers (2014) e Béla Guttmann: Uma lenda do futebol do século XX, de Detlev Claussen (2014), ambos publicados pela editora Estação Liberdade; e Gente alemã: uma coleção de cartas, organizada por Walter Benjamin (2020), pela editora Nave de Florianópolis.

    Sobre o prêmio

    O professor Daniel não é o único representante da UFSC entre os finalistas do Prêmio Jabuti neste ano. A doutoranda Monique Malcher de Carvalho, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, também é finalista na categoria Conto, com a obra Flor de Gume (editora Pólen Livros, 112 p.), seu livro de estreia. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou a relação dos finalistas de cada uma das 20 categorias do prêmio na última terça-feira, 16 de novembro.

    Os vencedores serão revelados na cerimônia de premiação, que está marcada no dia 25 de novembro, às 19h, pelo YouTube da CBL. O evento ocorrerá de forma remota pelo segundo ano seguido por causa da pandemia. O mestre de cerimônia será o ator Dan Stulbach. O vencedor de cada categoria recebe R$ 5 mil e a estatueta do Jabuti. E os premiados dos eixos Literatura e Não Ficção concorrem ao troféu de Livro do Ano, com premiação no valor de R$ 100 mil.

    O editor e tradutor Marcos Marcionilo é o responsável pela curadoria da 63ª edição do prêmio. No conselho, que selecionou os jurados, há especialistas e profissionais de diversas áreas do conhecimento. A edição deste ano registrou 3.422 inscrições, um aumento de 31% em relação a 2020. Neste ano, o Prêmio Jabuti homenageia ainda Ignácio de Loyola Brandão. Autor de 47 livros e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), a Personalidade Literária do ano também coleciona prêmios, entre eles, cinco estatuetas do Jabuti.


  • Prêmio Mulheres na Ciência: Maria José Hötzel

    Professora Maria José Hötzel atualmente é uma das coordenadoras do Leta. Foto: Acervo pessoal

    As memórias das experiências vividas no meio do campo, dos verões que passou junto com a família em uma fazenda de seus tios, na Argentina, despertaram em Maria José Hötzel o interesse pelos animais ainda na infância. Do início da graduação em Medicina Veterinária ao posto de pesquisadora mundialmente reconhecida na área do bem-estar animal, Maria edificou uma carreira exemplar e agora acrescenta ao currículo o Prêmio Mulheres na Ciência 2021, concedido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

    A homenagem tem como objetivo estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, inspirando a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para diminuir a assimetria de gênero na ciência. Docente do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA), Maria sagrou-se vencedora na área de conhecimento Ciências da Vida, na Categoria Plena, voltada a pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da Universidade entre 31 de dezembro de 2000 e 31 de dezembro de 2013.

    Nascida em Buenos Aires, Maria José Hötzel viveu parte da infância no Rio de Janeiro (RJ) e na capital argentina até se estabelecer com a família em Porto Alegre (RS), aos 12 anos. Cursou Medicina Veterinária na graduação e concluiu o mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Obteve o título de PhD pela University of Western Australia, experiência que compartilhou com o marido, o professor Ricardo Ruther, do Departamento de Engenharia Civil da UFSC. “As pessoas que nos conheciam acharam meio exótico a gente ir para a Austrália, um país que poucos conheciam na época. Eu tive muita sorte com o orientador, o tema da tese, o grupo de pesquisa, a universidade e a cidade. Tive uma excelente formação e foram quatro anos muito bons do ponto de vista pessoal”, recorda a professora.

    A trajetória acadêmica 

    Ao retornar para o Brasil, a pesquisadora conquistou uma bolsa recém-doutor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1997, e logo se interessou pelo comportamento animal, passando a acompanhar e participar das pesquisas do Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal (Leta), onde atualmente é co-coordenadora. Desde então, Maria Hötzel seguiu na UFSC, primeiro como pós-doc, depois como professora substituta, pesquisadora visitante do CNPq e professora visitante. Em 2006, conquistou o primeiro lugar em um concurso público realizado para vaga de docência no Departamento.

    Atualmente Professora Associada IV da UFSC, Maria José desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão e tem seu trabalho direcionado ao desenvolvimento de agroecossistemas sustentáveis, por meio da compreensão e melhoria do bem-estar dos animais, considerando as várias implicações éticas, ambientais, sociais e econômicas das práticas e dos sistemas de criação e da produção animal. Tem experiência com pesquisas em laboratório controlado e estudos na fazenda em diferentes espécies, bem como as atitudes dos cidadãos e das partes interessadas em relação às práticas e sistemas de produção pecuária.
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  • UFSC na mídia: professora de Joinville comenta relação entre acidentes de trânsito e radares de velocidade

    A professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Renata Cavion, do Departamento de Engenharias da Mobilidade do Campus de Joinville, concedeu entrevista ao programa Jornal do Almoço, da NSC Joinville, na última quinta-feira, 18 de novembro. Na ocasião, a docente conversou com o repórter Guilherme Barbosa a respeito do crescimento do número de acidentes de trânsito e sua relação com a ausência dos radares no município.

    Joinville está sem radares de velocidade e lombadas eletrônicas desde março deste ano, quando o contrato com a empresa mantenedora dos equipamentos encerrou. Desde então, o número de acidentes vem crescendo, atingindo um aumento de 6% em relação a 2020, e de 18% em relação a 2019 (período pré-pandemia). Moradores de diversos bairros reclamam que os motoristas não respeitam os limites de velocidade e faixas de pedestres, aumentando o perigo nos cruzamentos e ao atravessar ruas.

    A professora Renata Cavion destacou em sua entrevista que os radares são importantes para evitar acidentes, sendo o excesso de velocidade a principal causa óbitos no trânsito no mundo. Renata acrescenta que, além da fiscalização, é importante que o poder público invista em conscientização e educação no trânsito, para evitar acidentes e também ressalta que os cuidados no pós-acidentes são fundamentais para reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito.

    A íntegra da reportagem está disponível AQUI, A participação da professora Renata inicia a partir do minuto 9’10”.


  • Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC comemora 45 anos

    O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) celebra neste mês 45 anos. Para comemorar a data, será realizada na próxima quinta-feira, dia 25 de novembro, uma conferência on-line, uma mesa com egressos e sessão de homenagens. O evento será transmitido pelo canal do PEN no Youtube.

    > Confira a programação:

    9h: Mesa de abertura

    10h: Conferência: “Programa Acadêmico de Pós-graduação em Enfermagem: impactos tecnológicos, políticos, sociais e econômicos”
    Palestrante: Dra. Marta Lenise do Prado (UFSC e UFAM)
    Moderadora: Dra. Patrícia Kuerten (UFSC)

    14h: Mesa com egressos: “PEN sem fronteiras – valorizando parcerias e construindo histórias de sucesso”
    Palestrantes:
    Dra. Silviamar Camponogara (UFSM)
    Dr. Darlisom Sousa Ferreira (UEA)
    Dra. Fabiane Ferraz (UNESC)
    Dra. Nadirlene Pereira Gomes (UFBA)
    Moderador: Dr. José Luís Guedes dos Santos (UFSC)

    16h: Homenagens


  • UFSC prepara Vestibular presencial com acessibilidade e prevenção

     

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se prepara para o primeiro vestibular presencial desde o início da pandemia de Covid-19. Desde a autorização para a realização das provas, a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) investe em medidas de prevenção e segurança sanitária e em garantir provas acessíveis aos mais de 25 mil possíveis candidatos.

    As inscrições encerram-se nesta sexta-feira, 19 de novembro. O processo será realizado de forma presencial nos dias 29 e 30 de janeiro de 2022, para o preenchimento de 4.521 vagas em 102 cursos de graduação oferecidos nos cinco campi da Universidade (Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville). O prazo para pagamento da taxa de inscrição termina dia 22 de novembro, com a confirmação da inscrição preliminar agendada para 24 de novembro. 

    “Nossa expectativa é o preenchimento de 100% das vagas, para início em 18 de abril, de forma presencial. Temos visitado escolas para falar do Vestibular e estamos em plena preparação para as provas, assim como os nossos candidatos,” explica a presidente da Coperve, Maria José Baldessar.

    “Estamos visitando todas as escolas que terão a aplicação das provas para avaliar a ventilação das salas, espaço para distanciamento social, todo o planejamento de serviços de limpeza e disponibilização de álcool em gel. Teremos espaço físico suficiente para garantir condições sanitárias adequadas, em salas com ocupação reduzida em até 50%. Os candidatos podem saber que todos os cuidados estão sendo tomados para um Vestibular em ambiente seguro, com toda a cautela. Vamos iniciar em breve a seleção de fiscais e pessoas que irão trabalhar nas provas, e uma das diretrizes é optar por pessoas com ciclo vacinal completo”, salienta Baldessar.

    O uso de máscara será obrigatório e a presidente lembra os candidatos que também devem se prevenir antes e durante o processo seletivo. Ela recomenda que evitem aglomerações nos dias que antecedem a prova, que busquem “preservar sua saúde antes e durante as provas, para proporcionar a todos uma prova segura”.

    A pandemia de Covid-19, acredita a presidente, tem afetado as escolhas dos candidatos. A Coperve já observa um aumento na procura dos cursos da área da saúde, com o curso de Enfermagem tendo um acréscimo mais significativo. A relação candidato-vaga será divulgada após a confirmação definitiva das inscrições, provavelmente em janeiro.

    Acessibilidade

    As provas estão em processo de finalização e começarão a ser gravadas em vídeo, na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

    “Em todos os concursos e editais, a Coperve disponibiliza aos candidatos a possibilidade de solicitar condições especiais para a realização das provas, inclusive a redação. Temos ainda os espaços especiais para amamentação e para o resguardo religioso dos sabatistas. Dispomos de prova em Libras e em Braille, intérprete de Libras, ledor, transcritor, salas reservadas para portadores de necessidades específicas. Essas condições são avaliadas por uma comissão formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais e pessoal da Coperve e atende às necessidades dentro da razoabilidade”, reforça a presidente.