Projeto `Papo Sobre Cência` aborda o tema Radicais Livres
Mais de 200 doenças humanas estão diretamente relacionadas, como causa ou conseqüência, com os chamados Radicais Livres de Oxigênio (para aqueles que estudam o assunto, substâncias representadas pela sigla RLO). Os Radicais Livres são moléculas transitórias que buscam estabilidade em outras moléculas, átomos ou compostos íntegros do corpo humano. Alteram estruturas do organismo e as convertem em outro radical livre. Por sua atuação sobre o corpo humano, os RLO estão relacionados a várias doenças, principalmente as cardiovasculares, neurodegenerativas e ao envelhecimento.
O professor Danilo Wilhelm Filho, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, que estuda estas substâncias, é o convidado de mais um encontro do projeto ‘Papo Sobre Ciência’. Promovido pela Agência de Comunicação e Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC, o encontro acontece na terça-feira, 9/12, às 9h, no Auditório do Departamento de Engenharia Mecânica (BlocoA, térreo).
A produção de Radicais Livres está relacionada ao próprio metabolismo do corpo e à utilização do oxigênio, explica o professor. A respiração é a sua principal fonte, mas o processo natural de produção de RLO é acelerado pela poluição, exposição à radiação, atividade física extenuante, consumo de fármacos, má alimentação e doenças. Uma curiosidade sobre o assunto, relacionada com a chegada do verão, é que a malhação preparatória para o ´período de praias´ é prejudicial ao organismo. Assim como acontece com os atletas profissionais, o excesso de atividade física concentrada num período curto de tempo, provoca um grande desgaste. “O número de RLO aumenta muito e, quando a alimentação (e/ou suplementação antioxidante) não é adequada para atender às necessidades extras do organismo, o dano se acentua e acumula, e o envelhecimento fica acelerado”, ensina o professor.
Para se ter uma idéia da quantidade de radicais livres produzidos diariamente, cada célula transforma cerca de 2% do oxigênio consumido nestas substâncias. Considerando que cada célula consome cerca de 1 trilhão de moléculas de oxigênio por dia, isso equivale a uma média de 20 bilhões de RLO por dia para cada célula.
ALIMENTAÇÃO
Os estudos neste campo mostram que o modelo de alimentação pode ser fundamental para controle da produção de radicais livres. Isso porque algumas vitaminas atuam como antioxidantes, podendo doar aos RLO a carga elétrica (elétrons) que está faltando. Outras substâncias muito importantes no combate aos RLO são os flavonóides, encontrados em grandes quantidades nos sucos de uva, vinhos tintos, chás e diversos vegetais. Por isso aquela antiga recomendação médica do consumo de uma ou duas taças de vinho todos os dias, mesmo se desconhecendo àquela época a ação antioxidante deste flavonóides. Diante da alimentação moderna, muitas vezes inapropriada e deficiente em alguns componentes, há casos em que é indicada a suplementação das vitaminas C e E. Potentes antioxidantes, são usadas em tratamentos de beleza. Embora pareçam grandes vilões, os RLO são fortes aliados do organismo quando este é atingido por infecções. Eles são utilizados pelo sistema imunológico num verdadeiro bombardeamento de RLO contra bactérias e corpos estranhos.
PESQUISA
O interesse pelo estudo dos radicais livres é relativamente recente. Apesar de estarem presentes em grande quantidade, sua observação era difícil, pois sua meia-vida é muito curta e modificam-se rapidamente. O primeiro estudo sobre as conseqüências clínicas e biológicas dos RLO foi escrito em 1954, pela pesquisadora argentina Rebecca Gershman, várias vezes nominada para o Nobel de Medicina. A pesquisa alertava para a produção de RLO durante o metabolismo e sua toxicidade, o que até então era descartado.
Somente em 1969 os pesquisadores Irwin Fridovich e Joe McCord, relacionaram os RLO à existência de uma enzima abundante em todas células aeróbicas, a Superóxido dismutase (SOD), e descobriram que ela atuava como um antioxidante. Na década seguinte, vários pesquisadores perceberam que a SOD, assim como os RLO, são encontrados em todas células aeróbias. Isto foi decisivo para despertar o interesse científico nesta área, pois ficou demonstrada a importância biológica dos RLO e dos antioxidantes. A partir da década de 70 o número de pesquisas nessa área cresceu exponencialmente. Hoje são desenvolvidos em todo mundo cerca de 50 mil novos estudos a cada ano. Uma média de 137 produções por dia! A maioria voltada para a investigação e o tratamento antioxidante das enfermidades causadas pelos RLO.
PROJETOS
O professor Danilo Wilhelm Filho, do Departamento de Ecologia e Zoologia/UFSC, está envolvido em uma série de projetos que trabalham com os Radicais Livres. Um deles utiliza animais como peixes, berbigão e mariscos, para diagnosticar a poluição do ambiente, através de testes que revelam a quantidade de antioxidantes e RLO existentes nesses animais. São os chamados biomarcadores de estresse oxidativo, muito empregados no diagnóstico e monitoramento ambientais de áreas poluídas.
Outro estudo é realizado com pacientes que sofrem do mal de Chagas. O objetivo é estudar as defesas antioxidantes durante o tratamento, visto que todo processo inflamatório aumenta a produção de RLO e os medicamentos específicos para esta doença também contribuem para isso. Um terceiro projeto pesquisa os efeitos do tratamento com pó de tomate e extrato de goiaba, que são antioxidantes naturais, em animais obesos, uma vez que a obesidade favorece a produção de RLO. Há ainda projetos que incluem estudos com a prática esportiva (jogadores de futebol e ciclismo), o efeito de fármacos no estresse oxidativo, ação antioxidante de estratos e componentes de plantas medicinais (fitoterápicos), estudo sobre processos de envelhecimento em animais (gambás) e estudos vinculados à aqüicultura (piscicultura e miticultura).
JORNALISMO CIENTÍFICO
O projeto `Papo Sobre Ciência` vem sendo desenvolvido com o objetivo de estimular a produção de matérias na área de Jornalismo Científico pela mídia em geral. A estratégia empregada para aproximação de jornalistas e pesquisadores é a promoção de encontros periódicos, em que são tratados temas de destaque do desenvolvimento científico e tecnológico. Durante o `Papo`, o pesquisador tem um tempo para apresentação do assunto e os participantes podem colocar seus questionamentos, dúvidas, curiosidades. O projeto é especialmente dirigido a jornalistas, mas os encontros são abertos a outros interessados. No ano passado foram realizados seis encontros, sendo abordados os temas Biotecnologia/Genoma, Inteligência Artificial, Astrofísica, Fitoterápicos, Populações Indígenas e Biodiversidade/Peixes de Água Doce.
Este ano a temática do encontro é `Ciência e Saúde`.
Mais informações sobre o projeto Papo Sobre Ciência com Áureo Moraes ou Arley Reis, fone 48 331 9323
Contato com professor Danilo no telefone 48 331-6917, e-mail: dawifi@ccb.ufsc.br
Saiba Mais sobre o projeto Papo Sobre Ciência no site: www.papociencia.ufsc.br

Na formatura foram apresentados alguns trabalhos feitos pelos alunos durante as aulas. As professoras Marilei kobatli e Andreia Miranda entregaram os diplomas e falaram sobre o aprendizado dos alunos. “Eles aprendem mais rápido do que a gente imagina. Nós temos, por exemplo, um ex-aluno que hoje é monitor do curso.” explicou Marilei Kobatli. “Nós não ficamos presas nas limitações das pessoas, mas sim nas suas potencialidades. Sabendo usar a metodologia certa, a gente consegue fazer com que eles aprendam e se integrem ao mundo digital” explicou a professora Andréia Miranda.
Em parceria com a UFSC, o Veteran Car Club de Florianópolis promove neste final de semana o 2º VETERAN CAR CLUB – Encontro de Veículos Antigos da UFSC. A exposição de carros antigos acontece na Praça da Cidadania, no Campus Universitário, das 9h às 18h. A inscrição para expor veículos poderá ser feita na hora. Mais de 90 inscrições já foram realizadas.
O grupo instrumental Saracutiá se apresentar no Projeto 12:30 Acústico desta quinta-feira, 04 de dezembro. O trio é formado por Fernando Torres “cebola” no violão, Paulo Xavier na flauta transversa e Wanderlei Souza no pandeiro. No repertório, Pixinguinha, Altamiro Carrilho, Chico Buarque, Gilberto Gil, Tom Jobim, Lupicínio Rodrigues, Hermeto Pascoal, Maurício Carrilho e Villa-Lobos.
Além de tocar pandeiro no Saracutiá, Wanderlei Sousa, é integrante do Grupo Engenho e do Maracatú Arrasta Ilha. Tocou também na extinta banda Forró Ferrão, que agitou Floripa nas melhores noites de forró. Junto com seu irmão, possui uma oficina de instrumentos de percussão.
O Coletivo de Pesquisa e Atuação Cênica Artesãos de Dioniso apresenta neste final de semana (6 e 7/12) a peça `Um Processo: INFERNO – Nova Estação`. A apresentação acontece a partir de 21h, no Diretório Central de Estudantes, localizado no Centro de Convivência da UFSC. O trabalho do Coletivo foi realizado a partir de escritos do poeta francês Arthur Rimbaud e do treinamento de atores. Ingressos a R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 estudantes podem ser comprados antecipadamente no DCE/UFSC. O público é limitado a 50 pessoas. Informações artesaosdedioniso@yahoo.com.br

Abre nesta terça-feira, dia 02, às 20 horas, na Galeria de Arte da UFSC, a exposição `ATALHO 2 – (a)mostra coletiva de arte contemporânea`, das artistas Ale Delprá, Crica Gadotti, Fê Luz e Lela Martorano. Nesta exposição produtos usuais, objetos de consumo cotidiano, como bolsas, imãs de geladeira, chaveiros, jogo da memória e marcadores de livro foram transformados em suporte para os trabalhos
Segunda as autoras, “Consumir arte no sentido conceitual e poético, pois são poucas as pessoas que têm acesso e que freqüentam espaços de arte em Florianópolis e, também, no sentido de aquisição de um trabalho artístico, que se torna mais acessível pela sua reprodução nestes objetos cotidianos. Além disso, suscitam a discussão de temas como o valor da obra de arte e arte como mercadoria.”
















