Peça `O Milagre` será apresentada no Teatro da UFSC
O grupo teatral Chão de Estrela apresenta o espetáculo `O Milagre` dias 12, 13 e 14/12, às 20h, no Teatro da UFSC. Atuando em Florianópolis desde 2001, o grupo é formado por doze integrantes com idade entre 50 e 86 anos, muitos deles participantes do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) da UFSC. Idealizadora e fundadora do Chão de Estrela, Elfriede Pauline Kalvelage coordena o grupo de convivência 5 de Maio do Neti desde a fundação do núcleo, há 20 anos.
Encenado a partir do texto O Anúncio Feito à Maria, (“L’Annonce faite à Marie”, de Paul Claudel), `O Milagre` estreou em abril de 2002 sob a direção de Márcio Correa e adaptação do ator Edilberto Brito. Para a nova temporada, o espetáculo foi reformulado pela atriz e diretora Maria Paula Bonilha que assumiu a coordenação das atividades do grupo, e já prepara um novo trabalho para o próximo ano.
“O Milagre” exibe virtude da fé
No mundo antigo, o que chamamos hoje de milagre não causava maiores surpresas. Com espírito de jornalista, Jaqcques Duquesne reconstrói em “Jesus – A Verdadeira História” a sina do camponês da Galiléia a partir de fatos e consultas a fontes históricas sem recorrer a falsas erudições ou citações de fontes canônicas “acima de qualquer suspeita”. Com espírito de artista e intenção de elevação espiritual
após sua conversão, o escritor francês Paul Claudel escreve, em 1892, L’Annonce Faite à Marie (O Anúncio Feito à Maria), uma tentativa de ilustrar o poder da oração e a revelação da força sobrenatural
existentes nos milagres.
Em L’Annonce Faite à Marie, duas irmãs de temperamentos antagônicos disputam o amor de um mesmo homem. A chegada de uma doença letal faz os personagens deste drama redimensionarem o valor do amor, sacrifício e doação em suas vidas. Claudel classificou a peça como mistério, por recorrer à temática de fundo religioso e à ambientação da Idade Média, período em que se consolidaram as encenações dos famosos mistérios e milagres baseados na vida e obra de santos católicos.
Insatisfeito com os primeiros resultados, Claudel só finaliza a peça 56 anos depois, em 1948. No Brasil, a primeira encenação do texto ocorreu em 1940, no Rio de Janeiro. Em Florianópolis, 62 anos após a
primeira encenação brasileira, o Grupo Chão de Estrela estreou sua versão para o clássico francês que aborda a virtude da fé capaz de mover montanhas. Dois anos após a estréia, o Chão de Estrela ressurge
na cena teatral catarinense com uma reformulação do espetáculo e um presente de Natal para o público.
Grupo prepara nova montagem
O grupo já está preparando nova montagem baseada em fragmentos de histórias de vida dos atores. O espetáculo `Nos Cantos da Memória` está sendo desenvolvido pela atriz e diretora Maria Paula Bonilha
desde junho. A montagem tem como foco o resgate humano e cultural do atores envolvidos no projeto, que encontra no cruzamento e expressão das linguagens artísticas, mais especificamente no teatro, na dança e na música, uma forma de inserção social e de desenvolvimento artístico. Numa primeira etapa, a montagem prevê dois objetivos específicos. O primeiro deles introduz o contato inicial com a linguagem do teatro e da dança, através de exercícios e jogos de improvisação individual e em grupo.
O segundo refere-se ao resgate de narrativas e histórias individuais dos participantes que atuam como ‘pré-textos’ a serem vivenciados e compartilhados no processo de montagem. As narrativas pessoais, extraídas inicialmente pelo processo de escritura textual, estão sendo organizadas enquanto material “bruto” a ser lapidado artisticamente durante a organização das cenas e a escritura do
texto cênico final.
O Quê? Espetáculo “O Milagre”, adaptação de Edilberto Brito do original L’Annonce faite à Marie, de Paul Claudel. Direção de Márcio Correa e Maria Paula Bonilha Onde? Teatro da Igrejinha da UFSC – praça Santos Dumont, na Trindade Quando? 12, 13 e 14 de dezembro, às 20h Quanto? R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível
Mais informações com a assessoria de imprensa, tel. 9965-4504 (Maria Paula) e 244-0957 (Brito)
Ficha Técnica
“O Milagre”, adaptação de L’Annonce faite a Marie, de Paul Claudel
Direção: Márcio Correa/Maria Paula Bonilha
Assistente de Direção: Mércia Comime Maldonado
Adaptação de texto: Edilberto Brito
Iluminação: Nilson Só
Operação de luz e som: Maria Paula Bonilha
Contra-regragem: Léa Palmira e Silva
Elenco:
Elfriede Pauline Kalvelage – Mãe
Idemício Silveira – Pai
Edilberto Brito – Jacques Hury
Rejane Sperb – Mara
Helena Maria Schuch – Violeta
Jurema Goulart – Monge-pedra
Ilza Gonzalez – Aprendiz
Iara Gre – Prefeito
Juracy Manoel Pires – Ladrão I
Léa Palmira e Silva – Ladrão II
Nesta quinta-feira, dia 11 de dezembro, às 20 horas, o Coral da UFSC realiza o seu concerto anual `Cantando para os Amigos`. O evento acontece na Igrejinha da UFSC e tem acesso gratuito aberto à comunidade. O objetivo do concerto é apresentar parte do repertório de música popular, incluindo algumas canções natalinas, próprias para a ocasião. Durante todo este ano, as apresentações do coral foram
A Universidade Federal de Santa Catarina realiza domingo e segunda-feira (14 e 15/12) seu
A fotógrafa Mara Rejane Freire ministrará um workshop de Cianotipia, em turma única, neste sábado, dia 13 de dezembro, das 9 às 12 horas, na Casa do Divino, instalações do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC. A Cianotipia ou Blueprint, ou ainda ferroprussiato, é um processo de impressão de imagens que utiliza sais de ferro para produzir cópias azuladas em papel ou tecido de algodão
A premiação da VI Olimpíada Regional de Matemática acontece neste sábado, 13/12, às 15h, na sede da ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC). A Olimpíada Regional de Matemática (ORM) acontece desde 1998 através de um Projeto de Extensão do Departamento de Matemática da UFSC, com o apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCE). Entre os objetivos da olimpíada estão descobrir jovens talentos na matemática, estimular o estudo dessa ciência nas escolas e colocar os alunos do Curso de Matemática da UFSC em contato com as escolas onde futuramente poderão vir a ensinar. Além disso, o evento é realizado com o objetivo de promover, através da resolução de problemas, um desafio na melhoria do ensino de matemática nas escolas.
A artista plástica, pesquisadora e professora Betânia Silveira lança nesta terça-feira, 9/12, o Manual Virtual de Cerâmica. A apresentação do material ao público acontece a partir de 19h30min, na Fundação Cultural de Blumenau. A produção em CD-Rom é resultado de um ano e meio de trabalho intensivo e reflete também os mais de dez anos de experiência da autora, incluindo suas atividades na oficina de cerâmica do Departamento Artístico Cultural (DAC), da UFSC. Esta semana o manual também será lançado em espaços culturais de Florianópolis e São José.
“A pluralidade de manifestações e entendimentos do que vem a ser a cerâmica e suas possibilidades, encontradas nestes depoimentos, nos dão elementos para um debate de idéias e uma conseqüente ampliação de conceitos e postura frente ao material”, avalia a professora Betânia Silveira. Segundo ela, o trabalho é um projeto coletivo. “Os conhecimentos adquiridos, anteriormente, com mestres, colegas, e outros livros, além de pesquisas pessoais, se somam e com as imagens e sons fazem um rizoma onde tudo se conecta e permanece aberto, como meio, à novas e infindáveis alianças”.
Mais de 200 doenças humanas estão diretamente relacionadas, como causa ou conseqüência, com os chamados Radicais Livres de Oxigênio (para aqueles que estudam o assunto, substâncias representadas pela sigla RLO). Os Radicais Livres são moléculas transitórias que buscam estabilidade em outras moléculas, átomos ou compostos íntegros do corpo humano. Alteram estruturas do organismo e as convertem em outro radical livre. Por sua atuação sobre o corpo humano, os RLO estão relacionados a várias doenças, principalmente as cardiovasculares, neurodegenerativas e ao envelhecimento. 
Na formatura foram apresentados alguns trabalhos feitos pelos alunos durante as aulas. As professoras Marilei kobatli e Andreia Miranda entregaram os diplomas e falaram sobre o aprendizado dos alunos. “Eles aprendem mais rápido do que a gente imagina. Nós temos, por exemplo, um ex-aluno que hoje é monitor do curso.” explicou Marilei Kobatli. “Nós não ficamos presas nas limitações das pessoas, mas sim nas suas potencialidades. Sabendo usar a metodologia certa, a gente consegue fazer com que eles aprendam e se integrem ao mundo digital” explicou a professora Andréia Miranda.

















