VESTIBULAR 2006: UFSC divulga a 11ª e a 12 ª chamadas

12/07/2006 21:54

O Departamento de Administração Escolar da UFSC divulgou a 11ªchamada de candidatos classificados no Vestibular UFSC/2006, por meio do Edital Nº 24/GD/DAE/2006. Os 48 estudantes convocados devem realizar sua matrícula de 13 a 21 de julho, no Departamento de Administração Escolar. A convocação é para o segundo semestre.

O Departamento de Administração Escolar da UFSC divulgou também a 12ªchamada de candidatos classificados no Vestibular UFSC/2006, por meio do Edital Nº 25/GD/DAE/2006. Os três estudantes convocados devem realizar sua matrícula de 13 a 21 de julho, no Departamento de Administração Escolar. A convocação é para o segundo semestre.

Acesse os editais completos em

site do DAE.

UFSC e prefeituras do interior de Santa Catarina aprovam implantação de seis novos pólos de ensino a distância

12/07/2006 14:03

A UFSC homologou nesta quarta-feira a implantação de mais seis pólos de educação a distância. Em solenidade na Sala dos Conselhos, na Reitoria, com a presença do reitor Lúcio José Botelho, do vice-reitor, Ariovaldo Bolzan, representantes das pró-reitorias e de centros acadêmicos, os prefeitos dos municípios contemplados assinaram os convênios. Chapecó, Canoinhas, Palhoça, Pouso Redondo, Braço do Norte e Praia Grande receberão os novos pólos.

O projeto de interiorização da UFSC tem por objetivo descentralizar o ensino superior público federal – até então restrito à Florianópolis – oferecendo, de início, as licenciaturas de física, matemática e administração. O objetivo é possibilitar aos professores não licenciados da rede pública uma formação superior nas cidades em que trabalham, evitando seu êxodo em direção à Capital e outras cidades de maior porte. Essa proposta foi reforçada pelo prefeito de Canoinhas, Leoberto Weinert: “Devemos ter a condição de manter os jovens no interior, já que, quando saem para estudar, dificilmente retornam”.

Lúcio Botelho definiu como ‘sonho acalentado’ a expansão do ensino a distância. O reitor chamou atenção também para a importância de lutar por mais uma universidade federal catarinense: “Devemos superar o fisiologismo e lutar juntos por uma nova universidade federal”. Após agradecerem o apoio e a iniciativa da UFSC os prefeitos destacaram a importância do ensino superior em suas regiões: “Uma indústria que não polui mas produz um desenvolvimento extraordinário”, definiu João Rodrigues, prefeito de Chapecó.

Em 17 de dezembro de 2005 foram inaugurados pólos de educação em Araranguá, Tubarão e Lages. No começo deste ano seguiram Laguna, Criciúma e Turvo. O sistema de ensino se baseia tanto em atividades presenciais, como a distância. Isso implicou na criação de um ambiente virtual, no qual os alunos podem interagir por meio de material multimídia, chats e correio eletrônico, entre outras ferramentas. As primeiras turmas de licenciatura em matemática e física iniciaram as aulas em março.

Mais informações no site www.ead.ufsc.br

Licenciatura em Matemática: 3331-6539

Licenciatura em Física: 3331-9223

Por Manfred Matos / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: simpósio discute significado do futebol no imaginário

12/07/2006 12:25

“Planetarização de práticas esportivas: o fenômeno transnacional do futebol”. Este é o tema do simpósio que reunirá os professores Alexandre Vaz e Carmen Rial, da UFSC, e a professora Simoni Lahud Guedes, da Universidade Federal Fluminense (UFF), para discutir as causas e efeitos das migrações dos jogadores de futebol e suas implicações nos indivíduos e na sociedade. Integrado à programação da 58ª Reunião Anual da SBPC, o encontro será realizada na quarta, 19 de julho, a partir de 16h, no auditório do Centro Tecnológico da UFSC.

Segundo a professora Simoni Guedes, coordenadora do Curso de Ciências Sociais da UFF e doutora em Antropologia Social pela UFRJ, o tema do simpósio remete automaticamente para a imagem do capitão da seleção brasileira, Cafu, erguendo a taça da copa do mundo em 2002. No momento em que os olhos do mundo miravam em sua direção, o jogador brasileiro estampava em sua camisa a inscrição 100% Jardim Irene, uma referência ao bairro pobre onde cresceu em São Paulo, mostrando que a mundialização do futebol não obscurece o local e o específico, podendo até mesmo reinventá-lo e revitalizá-lo.

Com o clima de copa do mundo ainda presente no ar, Simoni vai levar para a mesa de discussões um de seus temas prediletos: as formas como o Brasil e os brasileiros se representam através do futebol, discutindo justamente a copa do mundo como um período de ritual nacional. Outro ponto que a professora pretende levantar diz respeito à participação da mídia na aceleração do processo de mundialização do futebol.

O professor do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSC e doutor em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade de Hannover, Alexandre Vaz, vai destacar que o futebol é um tema que não passa despercebido por nossos intelectuais. Entre os que escreveram sobre o futebol, Alexandre destaca as figuras de Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro e Roberto DaMatta, que considera o grande responsável pela legitimação do esporte como tema de pesquisa acadêmica no Brasil. É dele a consagração da ambígua figura do malandro como marca de nossa sociedade e daquilo que seria o nosso jeito de lidar com o indeterminado, prevalecendo aqui, em detrimento dos países anglo-saxões, a versão do futebol jogado com os pés e movido pelos quadris.

Alexandre destaca, também, intelectuais que se dedicam ao futebol com a paixão do torcedor e a competência de seu ofício. Tais intelectuais falam de futebol com conhecimento de causa, como conhecedores da cultura futebolística, inclusive de seus aspectos táticos e técnicos. Entre esses está Décio de Almeida Prado, professor e teatrólogo paulista já falecido, cuja prosa deve muito à prodigiosa memória de freqüentador do Pacaembu.

A professora Carmen Rial, do Departamento de Antropologia da UFSC, doutora pela Universidade de Paris V e com pós-doutorado, também na França, na área de Antropologia Visual, falará dos jogadores brasileiros na Espanha como emigrantes diferenciados. Assim como os cerca de três milhões de brasileiros que vivem no exterior, os jogadores de futebol mantêm relações estreitas com o Brasil, investem no Brasil e sonham um dia retornar para o Brasil. A situação destes atletas, no entanto, não pode ser comparada com a de brasileiros que exercem, no exterior, trabalhos rejeitados pela população local. O caso dos jogadores de futebol se assemelha ao de intelectuais ou engenheiros que ocupam posições de destaques. São emigrantes que formam uma categoria à parte: a de especialistas.

Entender como vivem estes emigrantes foi um dos objetivos da pesquisa de Carmen, que esteve na Espanha nos meses de novembro e dezembro de 2004 e de setembro e outubro de 2005. Convivendo com os jogadores e suas famílias, a professora pôde traçar vários aspectos comuns a todos os atletas. A maioria dos jogadores, por exemplo, é proveniente de uma faixa da população que está entre pobres, porém não-miseráveis, e a classe média baixa.

Segundo a professora, os meios de comunicação ajudam os jogadores a se “aproximarem” do Brasil. É a comida, no entanto, que dá o sabor deste Brasil imaginário. A maioria dos jogadores dá preferência à comida caseira, feita por alguém da família, e pouco freqüentam restaurantes no exterior.

Ainda segundo a professora, a importância destes emigrantes não está tanto nas divisas que têm aportado ao país com a venda de seus passes e posteriormente com as remessas, e sim no enorme impacto que causam no imaginário nacional e global. Seu prestígio no sistema futebolístico e da manutenção de suas identidades como sendo brasileiros, influenciam tanto na constituição de um imaginário global sobre o Brasil, como na construção de uma identidade brasileira nacional.

Por: Daniel Ludwich / bolsista de Jornalismo na Agecom

Mais informações:

Carmen Rial/UFSC: rial@cfh.ufsc.br

Alexandre Vaz/UFSC: alexfvaz@uol.com.br

Simoni Lahud Guedes/UFF: simonilahud@uol.com.br

Mais discussões envolvendo o futebol na Reunião Anual:

Conferência

Aerodinâmica e futebol

Quinta-feira, 20/7 – 10h às 11h45

Auditório Laranjeira – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Carlos Eduardo Magalhães Aguiar (UFRJ)

Mesa-Redonda

O futebol e a copa do mundo da Alemanha: um debate sobre esporte,

identidade, cultura e mercado


Sexta-feira, 21/7 – 10h às 11h45

Miniauditório da FAPEU

Debatedor e Moderador: Paulo Ricardo Canto Capela (UFSC)

Debatedor(es): Arlei Sander Damo (UNISC); João Batista Freire (UDESC)

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Feira do livro é mais uma das atrações culturais

12/07/2006 09:26

Além das 12 filiadas da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), 25 editoras de várias áreas do conhecimento, incluindo universitárias e comerciais, marcam presença na 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Florianópolis, no período de 16 a 21 de julho.

Elas participam, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Feira Nacional de Editoras. Integrada à programação do maior evento científico da América Latina, a mostra está sendo organizada pela Editora da UFSC (EdUFSC) que, nesse ano, comemora 25 anos. A Feira, que funcionará nos pavilhões em frente ao Centro de Cultura e Eventos, prevê também lançamentos e tardes de autógrafos.

Aproveitando a Reunião da SBPC e a feira do livro, a direção da ABEU marcou uma reunião das editoras universitárias da Região Sul. Será no dia 21, a partir das 10h, na Sala dos Conselhos do prédio da Reitoria da UFSC. O primeiro debate terá como tema “Políticas públicas de comunicação para as editoras universitárias”. Em seguida, os participantes farão uma visita à Feira.

No período da tarde, às 14h, a ABEU discutirá novos caminhos para a

circulação do livro universitário. Depois, às 16h, a preocupação será com a política editorial: “O que, como e por que publicar?” No final do encontro, será definido o nome do novo diretor da ABEU para a Região Sul.

A EdUFSC) apresentará na Feira uma seleção dos mais de mil títulos que publicou nos últimos 25 anos, além dos seus lançamentos recentes. Entre as novidades, destacam-se as recém-lançadas Série Ethica, Coleção Zero em Um (sobre literatura e informática), a Coleção RIEN (Relações Internacionais e Estado Nacional). A Série Didática, considerada carro-chefe da Editora, estará presente com uma outra roupagem: onze títulos vêm com nova diagramação, incluindo capas mais atraentes.

Além das confirmações das editoras e livrarias da Edusp, Edusc, UFMG,

Fiocruz, UFRJ, UEPG, Unicamp, Unesp, UFRGS, Livraria Duetto, Editora Vozes, Prona, Distribuidora de Livros Espíndola, Livraria Livros e Livros, Livraria Ilha Mágica, Editora da UFSC, Ontopsicologia UFSC, Revistas do CFH, Revista Caros Amigos, Los Libros mas pequeños del mundo, ADM, Fundação Boiteux/OAB/CLC, EDUEPB, a Feira ainda terá um estande da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, onde estarão reunidas em prateleiras PUC-Minas, UFPA, PUC-RGS, UFBA, UFS, UFPE, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, EDUNISC, ULBRA, UBES-UCB e UEL, entre outras.

Informações com Alcides Buss e Fabian Mondini: (48) 3331-9605 e

(48)-9972-3045; e-mail: edufsc@editora.ufsc.br e feiradolivro@sbpc.ufsc.br

Por Artêmio Reinaldo de Souza / Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: iniciativas e importância da divulgação da ciência estarão em pauta

11/07/2006 13:16

A Reunião Anual da SBPC, que acontece de 16 a 21 de julho, na UFSC, também reserva espaço para troca e debate sobre iniciativas e estratégias voltadas à popularização do conhecimento científico e tecnológico. Um minicurso sobre jornalismo científico, debates sobre a percepção pública da ciência na América Latina e a relação entre divulgação científica e sociedade são assuntos que integram a programação.

Jornalismo e ciência: especificidade e interdisciplinaridade; os elementos do jornalismo aplicados à cobertura científica; fontes da ciência e fontes do jornalismo e a transposição do conhecimento científico para a linguagem jornalístico são assuntos que integram a ementa do minicurso sobre jornalismo científico, que será ministrado pela professora do Curso de Jornalismo da UFSC, Tattiana Teixeira. O minicurso será oferecido nos dias 17, 18, 19 e 20, das 14h às 15h45min, na sala 321 do Centro de Filosifia e Ciência Humanas da UFSC. Para participar dos minicursos é preciso estar inscrito na SBPC Sênior ou na Jornada de Iniciação Científica. Todas as demais atividades da Reunião Anual são abertas e gratuitas.

Ildeu de Castro Moreira, que coordena o Departamento de Popularização e Difusão da Ciência, do Ministério da Ciência e Tecnologia, é um dos integrantes do Encontro Aberto “Percepção pública da Ciência na América Latina”. O evento acontece na quinta, 20/7, entre 14h e 18h, na Sala Girassol do Centro de Cultura e Eventos. O departamento foi criado com o objetivo de subsidiar a formulação e implementação de políticas, programas e a definição de estratégias para popularização e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos.

“O poder da imprensa e seus limites” é tema de uma mesa-redonda que vai integrar jornalistas e profissionais da área de direito. Os jornalistas Ricardo Noblat e Paulo Henrique Amorim dividem a mesa com o advogado José Paulo Cavalcanti, na quarta, a partir de 16h, no Auditório da Reitoria da UFSC.

Centros e museus de ciências

A popularização da ciência e a integração de grupos que trabalham em projetos com esse objetivo também será incentivada pelos momentos organizados pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC). A Associação fará durante a Reunião Anual da SBPC sua assembléia anual, uma palestra (O Brasil na Antártica – um projeto de divulgação científica) e um curso (O Brasil na Antártica – uma metodologia educativa), com Luiz Alexandre Schuch,da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O objetivo dos encontros é possibilitar o intercâmbio de projetos e gerar oportunidades para que outros grupos conheçam os programas de difusão e popularização da ciência e tecnologia que vêm sendo realizados no país.

A ABCMC também é responsável pela mostra de 20 experimentos que integram a tenda Circo da Ciência, onde a população poderá experimentar e entender importantes conceitos de física. No mesmo espaço haverá uma exposição de atividades de grupos que fazem parte da Associação, como a Usina da Ciência (Alagoas); Espaço Ciência Viva (Rio de Janeiro); Estação Ciência (São Paulo) e o Parque de Ciência (Pará), entre outros.

Por Arley Reis / Agecom / UFSC

Confira abaixo eventos relacionados à comunicação e divulgação da ciência:

Encontro Aberto

PERCEPÇÃO PÚBLICA DA CIÊNCIA NA AMÉRICA LATINA

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 14h00 às 18h00

Sala Girassol – Centro de Cultura e Eventos

Coordenador: Luisa Massarani (FIOCRUZ)

Participantes: Carmelo Andrés Polino (Centro Redes); Glaucia Oliveira da Silva (UFF); Ildeu de Castro Moreira (MCT); Julia S. Guivant (UFSC); Renata Menasche (UFRGS)

Mesa-Redonda

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E SOCIEDADE

Instituto Ciência Hoje – ICH

Quinta-feira, 20/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório do Centro de Convivência

Debatedor e Moderador: Roberto Lent (UFRJ)

Debatedor(es): Antonio Carlos Pavão (UFPE); Marcelo Leite (FSP)

Conferência

CONFERÊNCIA DO LAUREADO – PRÊMIO JOSÉ REIS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA “A IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM FÍSICA”

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq

Segunda-feira, 17/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório do Centro de Educação (CED)

Conferencista: Ricardo Magnus Osorio Galvão (CBPF)

Encontro Aberto

ACESSO À INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA: QUESTÕES POLÍTICAS, TECNOLÓGICAS E DIFERENÇAS DISCIPLINARES

Associação Nac. de Pesquisa e PG em Ciência da Informação – ANCIB

Terça-feira, 18/7/2006 – 14h00 às 18h00

Sala CTC 202 – Bloco B 1° andar – CTC

Coordenador: Hélio Kuramoto (IBICT)

Participantes: Sely Costa (UnB); Marcelo Bax (UFMG); Sigrid Karin Weiss Dutra (UFSC); Piotr Trzesniak (UNIFEI); Rogério Meneghini (BIREME)

Encontro Aberto

CIÊNCIA MÓVEL – NOVAS EXPERIÊNCIAS DE INTERIORIZAÇÃO DA CIÊNCIA

Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência – ABCMC

Quarta-feira, 19/7/2006 – 14h00 às 18h00

Sala CTC 207 – Bloco B 1° andar – CTC

Coordenador: Ildeu de Castro Moreira (MCT)

Participantes: José Ribamar Ferreira (FIOCRUZ); Antônio Carlos Pavão (EC/PE); Antônio Juraci Almeida Siqueira (NovosCurupiras); Marcos Albuquerque (UFPE); Adriano Marcus Stuchi (UESC)

Mesa-Redonda

O PODER DA IMPRENSA E SEUS LIMITES

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quarta-feira, 19/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório da Reitoria

Debatedor e Moderador: José Paulo Cavalcanti (Advogado)

Debatedor(es): Paulo Henrique Amorim (Jornalista); Ricardo Noblat (Jornalista)

Minicurso

JORNALISMO CIENTÍFICO

Iniciantes

Sociedade Bras.de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM

Dias 17, 18, 19 e 20/07 – 14h00 às 15h45

Sala 312 – 1º andar – CFH

Professor(es): Tattiana Teixeira (UFSC)

Leia também:

Uma “Maratona Científica” na UFSC

Reunião da SBPC terá mostra de tecnologia

Seminário Cidades Solares Florianópolis dia 13 na UFSC

11/07/2006 11:11

A Universidade Federal de Santa Catarina, a ISES do Brasil (representante no Brasil da *International Solar Energy Society*), a Prefeitura e a Câmara Municipal de Florianópolis, o Fórum da Cidade de Florianópolis, o Instituto Vitae Civilis e o Departamento Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA promovem o *Seminário Cidades Solares – Edição Florianópolis, no próximo dia 13 de julho, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, das 8h30min às 17h.

Os *Seminários Cidades Solares* têm por finalidade discutir ações municipaisque criem condições para que a sociedade brasileira tome partido das vantagens sociais e ambientais da tecnologia solar e de outras tecnologias que, combinadas, criem um futuro sustentável para as cidades brasileiras.

Particularmente, os *Cidades Solares* buscam criar legislações municipais que incentivem o uso de aquecedores solares em substituição a chuveiros e aquecedores elétricos ou a gás.

O *Projeto Internacional CIDADES SOLARES* vem debater o projeto de lei que define a obrigatoriedade da instalação de aquecedores solares em edificações na cidade de Florianópolis, originalmente encaminhado à ISES do Brasil e ao Comitê de Mudanças Climáticas e Eco-Eficiência da PMSP pelo Instituto Vitae Civilis. Pretende-se consolidar as contribuições havidas no debate para elaborar um projeto de lei do Executivo, apresentado pelo Fórum da Cidade de

Florianópolis, a ser enviado à Câmara Municipal de Florianópolis e, assim, incentivar os demais municípios catarinenses a que passem a ter legislação própria para o aproveitamento das energias renováveis.

O objetivo do projeto é difundir em grande escala o uso desta fonte de energia limpa e que apresenta grandes vantagens sócio-ambientais, como a diminuição da pressão por investimentos no setor elétrico e conseqüente diminuição de novos impactos típicos das grandes barragens, a diminuição da poluição local e a criação de novos empregos qualificados. O projeto encaminhado pelo Vitae Civilis é inspirado em similar adotado em Barcelona com grande sucesso desde o ano 2000, que vem servindo como base para a legislação em vigência em mais de 30 cidades naquele país.

Programação:

9h – Abertura

Dário Elias Berger – Prefeito de Florianópolis (a confirmar)

Marcílio Guilherme Ávila – Presid. Câmara Municipal de Florianópolis (a confirmar)

João Batista Nunes – Presid. Comissão Meio-Ambiente da Câmara Municipal de Florianópolis

Carlos Magno Nunes – Presidente Fórum da Cidade

Lúcio Botelho – Reitor da UFSC

Maria Darci Beck -Presidente da COHAB

Rogério Portanova – Ex-Presidente FAPESC

Délcio Rodrigues – Instituto Vitae Civilis

Ivonice Campos – Conselho Nacional das Fundações Estaduais de CT&I

Modesto Azevedo – Presidente da UFECO (União Florianopolitana de Entidades Comunitárias)

10h – Aplicações e Soluções de Aquecimento Solar de Água – Elizabeth Duarte – Grupo de Estudos em Energia Solar – PUC-MG

10h15min – O Potencial da aplicação do aquecimento solar em Florianópolis e no estado de SC – Sergio Colle – LABSOLAR-UFSC e Samuel L. de Abreu -CEFET-SC e ISES do Brasil

10h30min – A experiência da Caixa Econômica Federal com sistemas de

aquecimento solar em habitações de interesse social* – Representante da CEF

10h45 min – O potencial da energia solar fotovoltaica em ambiente urbano e os aeroportos solares – Ricardo Ruther – Presidente da ISES do Brasil (Sociedade Internacional de Energia Solar Seção Brasil)

11h15min – O uso de sistemas passivos, eficiência energética e conforto

ambiental nas edificações e ambientes urbanos* – Roberto Lamberts –

Laboratório de Eficiência Energética em Edificações – UFSC

Debates

12h às 13h30min – Almoço e visita à CASA EFICIENTE DA ELETROSUL

13h30min – Estudos de impacto de insolação em edificações e a questão da avaliação do direito ao sol na vizinhança – Ana Ligia P. de Abreu – UNISUL

13h45min – Coleta e uso da água da chuva em meios urbanos* – Enedir Ghisi – Laboratório de Eficiência Energética em Edificações – UFSC*

14h -Leis municipais para Edificações Sustentáveis* – Délcio Rodrigues – Vitae Civilis

14h45 min – A experiência global das Cidades Solares e ferramentas de implementação no Brasil – Carlos Faria – DaSol/ABRAVA

15h30min – Fórum de debates – Público Presente

Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais

Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura

SindusCon SC – CREA SC

16h às 17h – Encerramento e encaminhamento de ações visando a inclusão de Florianópolis no projeto internacional Cidades Solares e realização da Conferência “Solar Cities 2010” em Florianópolis.

Promoção:

ABRAVA – Depto. Nacional de Aquecimento Solar –

www.portalabrava.com.br/news/revista.htm

ISES do Brasil – Sociedade Internacional de Energia Solar – Seção Brasil –

www.fotovoltaica.ufsc.br/ises

Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz

– www.vitaecivilis.org.br

UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – www.ufsc.br

Local:Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

Prédio da Reitoria – Hall principal (exposição) e Auditório (seminário)Trindade – Florianópolis – Santa Catarina

Público-alvo:

Vereadores, planejadores municipais, prefeitos, secretários de

meio-ambiente, habitação e planejamento,pesquisadores, CREA regional, SINDUSCON, ambientalistas, estudantes e público interessado em geral.

Inscrições:

www.cidadessolares.org.br/cidadessolares/cidadessolares_florianopolis_sc.htm

Informações sobre exposição de equipamentos solares no Hall da Reitoria:Alexandre Montenegro

alex.monte1971@gmail.com

48 8408.1498

Pólo UFSC do projeto Arte na Escola realiza minicurso “Relações estéticas, imaginação e criatividade”

11/07/2006 09:09

Andrea Zanella será a ministrante

Andrea Zanella será a ministrante

Acontece nesta quarta-feira, 12 de julho, o minicurso “Relações estéticas, imaginação e criatividade: reflexões sobre o processo de constituição do sujeito”, com a psicóloga e professora da UFSC, Andréa Vieira Zanella, doutora em Psicologia da Educação. A atividade, realizada pelo projeto Arte na Escola – Pólo UFSC, acontecerá das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Colégio de Aplicação da UFSC, sendo aberta a professores de arte da rede pública de ensino da grande Florianópolis e demais interessados. Carga horária será de 8 horas, limitada a 30 vagas. Haverá certificado de participação.

Sobre o minicurso

Ementa: Sujeito e alteridade. Relações interpessoais, relações prático-utilitárias, relações estéticas. Imaginação e atividade criadora. A constituição do olhar estético e algumas possibilidades de mediação. Educação estética.

Que mundo é esse em que hoje vivemos? Que pessoas são constituídas – com quais características – na sociedade imagética atual? Refletir sobre essas questões é fundamental, principalmente para educadores que se preocupam com a predominância das relações prático-utilitárias na sociedade capitalista. Relações estéticas são, nesse sentido, um contraponto, posto que se caracterizam como relações sensíveis em que é possível reconhecer e investir na potência criadora que afirma o ser humano enquanto humanidade; investir na pessoa que se lança ao futuro na intrincada e criativa trama de relações tecidas com os vestígios das histórias passadas, constantemente rememoradas, e as possibilidades que no presente se objetivam, nos encontros com muitos outros, como um em aberto, como devir.

Sobre a ministrante:

Andréa Vieira Zanella é psicóloga e doutora em Psicologia da Educação pela PUC/SP. Sua produção acadêmica compreende livros e diversos artigos onde predomina a interface da psicologia com a educação. Nos últimos anos vem investigando as temáticas “constituição do sujeito, relações estéticas e processos de criação”, o que a re-aproximou do universo das artes, muito presente em sua vida desde a infância. Nos últimos tempos, vem se deixando encantar pela palavra que não se compromete com verdades, mas sim com a expressão do que se imagina e (re)cria. Atualmente é professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e escritora, nos momentos em que se permite deixar capturar pelas palavras e seguir seu inesperado fluxo.

O projeto Arte na Escola – Pólo UFSC é uma parceria entre Departamento Artístico Cultural / Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, Colégio de Aplicação da UFSC e Instituto Arte na Escola.

SERVIÇO:

O QUÊ: Minicurso “Relações estéticas, imaginação e criatividade: reflexões sobre o processo de constituição do sujeito”, com a professora Andréa Vieira Zanella

QUANDO: Dias 12 de julho, quarta-feira, 08 às 12 e das 14 às 18 horas.

ONDE: Colégio de Aplicação da UFSC.

QUANTO: Gratuito e aberto a professores de arte e demais interessados. Limite de 30 vagas. Haverá certificado de participação.

CONTATO: (48) 3331-9348 e 3331-9447 e artenaescola@dac.ufsc.br – Visite www.dac.ufsc.br e www.artenaescola.org.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material da ministrante.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (MG) apresenta projetos de pesquisa

11/07/2006 08:53

A ferrita, material magnético conhecido e utilizado largamente há muitos anos, quando trabalhado em escala nanométrica, pode ter suas aplicações potencializadas seja na eletrônica, na saúde ou no meio ambiente.

Os avanços da pesquisa sobre esse material serão apresentados pela servidora do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) e aluna de Pós-Doutorado da UFMG, Juliana Batista da Silva, durante a 58ª Reunião Anual da SBPC, que acontece de 16 a 21 de julho em Florianópolis.

Esse trabalho, desenvolvido junto com sua orientadora, a professora da UFMG Nelcy Mohallem, foi um dos 22 escolhidos pela entidade durante a Chamada Interdisciplinar.

A ferrita, usada em escala nanométrica – um milímetro dividido por um milhão de vezes -, pode originar dispositivos inovadores com aplicações em diversas áreas. No meio ambiente, por exemplo, a ferrita é um importante agente catalisador, que tem sua atividade ampliada em 50% na degradação de organoclorados, como pesticidas, por exemplo.

“Outra vertente importante da pesquisa é na área de saúde, na qual a ferrita atua como um biomaterial que “transporta” o fármaco até a célula cancerosa, criando um campo magnético e atacando pontualmente a área doente”, explica Juliana. Segundo a pesquisadora, para que o país avance nesse segmento estão sendo buscados intercâmbios com centros de pesquisa no Exterior.

Popularização da ciência

O CDTN também se faz presente no maior evento científico da América Latina com o projeto Energia Nuclear: Exposições Itinerantes. Voltado à divulgação científica, o projeto, que consta de uma exposição, precedida de palestras sobre aplicações da tecnologia nuclear, já atendeu a 9615 alunos de 18 escolas da região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Segundo o chefe do Serviço de Negócios e Comunicação do CDTN e coordenador da atividade, Wellington Soares, “o objetivo é estimular o interesse de estudantes para as disciplinas básicas cursadas, a partir da visualização de aplicações reais da ciência”.

Aplicações da radiação Gama

Já na ExpoT&C, evento paralelo à SBPC, o Centro integrará a exposição da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia do Ministério da Ciência e Tecnologia, levando uma maquete do Laboratório de Radiação Gama (LIG) para demonstrações das aplicações na saúde, indústria e no setor mineral.

Entre elas, a irradiação de sangue e hemoderivados, a coloração de gemas a partir de técnicas nucleares que agrega valor de mercado às pedras, e a conservação de alimentos por meio de irradiação que elimina o risco de contaminação por microorganismos e gera produtos de maior aceitação no mercado internacional.

(Assessoria de Comunicação, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear)

Simpósio Roa Bastos traz escritores paraguaios à UFSC

10/07/2006 18:43

Contando com a presença dos escritores paraguaios Alejandro Maciel, Amanda Pedrozo e Luis Hernáez, o simpósio homenageia Augusto Roa Bastos, um dos maiores mestres literários latino-americanos do século XX. As atividades serão realizados no dia 24 de julho no Auditório Henrique Fontes, Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. Após a abertura do simpósio, às 9h, os escritores convidados discutirão a obra, os ideais e o legado de Bastos. A programação conta ainda com comunicações e mesas-redondas com professores da UFSC, alunos de Pós-Graduação e demais inscritos. Às 12h30min será exibido o filme “El treno entre hojas”, cujo roteiro foi composto por Bastos. O grupo de rappers da Tríplice Fronteira Payé será outra atração cultural.

Augusto Roa Bastos (1917 – 2005) foi escritor, poeta, dramaturgo, jornalista, roteirista de cinema e professor. Precoce, escreveu sua primeira peça de teatro aos treze anos. Foi voluntário na guerra do Chaco, o que marcou profundamente a sua vida e obra. Devido à ditadura de Alfredo Stroessner, foi obrigado a exilar-se na Argentina, Espanha e França por mais de trinta anos. Entre suas obras mais famosas figuram “Hijo de Hombre” e “Yo el Supremo”. Agraciado com o Prêmio Cervantes, tem sua obra traduzida em 25 idiomas.

O Simpósio é organizado pelo NELOOL, Núcleo de Estudos de Literatura Oral e Outras Linguagens, sob coordenação da professora Alai Garcia Diniz. De acordo com a própria organização do evento, o objetivo é “concretizar uma proposta de Augusto Roa Bastos de uma integração cultural entre os países do Cone Sul.”

Mais Informações: 3331-9288 ramal 230 ou www.nelool.ufsc.br

Por Manfred Matos/bolsista de jornalismo da Agecom

Pré-Vestibular Popular abre inscrições e oferece 200 vagas

10/07/2006 17:44

Quem não pode de pagar um cursinho pré-vestibular para concorrer a uma vaga na universidade nos vestibulares que acontecem no fim do ano tem uma alternativa gratuita. O Curso Pré-Vestibular Popular da UFSC abriu hoje suas inscrições. Até o dia 14/7, os interessados poderão se inscrever sempre das 12h até às 19h para concorrer a uma das 200 vagas oferecidas este ano. As aulas iniciam em 15/8, no Campus universitário da Trindade.

Além da comprovação da falta de condições para o custeio de um pré-vestibular privado, os candidatos ao processo de seleção do cursinho da UFSC precisam ter estudado todo o ensino médio em escola pública ou terem tido nesse período bolsa integral em escola particular. O terceiro pré-requisito exigido é não possuir curso superior. Para isso, o candidato preencherá juntamente à ficha de inscrição, a um cadastro sócio-econômico. Apenas os candidatos que tiverem seus cadastros aprovados pela Divisão de Serviço Social da UFSC entrarão na disputa por uma das vagas.

Esses documentos, mais o regulamento do curso, estarão disponíveis na Secretaria do Curso Pré-Vestibular Popular, instalada durante o período de inscrição no hall da Biblioteca Central (BU) da universidade. O candidato deverá apresentar ainda outros oito documentos (original e fotocópia), como carteira de identidade e histórico escolar do ensino médio, que podem ser conferidos no edital Edital

A divulgação da lista dos candidatos selecionados será feita através do site do Pré-Vestibular Popular, www.cursinho.ufsc.br, e de um mural no hall da Reitoria, onde serão afixados os nomes dos selecionados. A matrícula acontece em 14/8, das 9h às 19h, na Secretaria do Curso Pré-Vestibular Popular da UFSC, na Pró-Reitoria de Ensino da Graduação (PREG), no segundo andar do prédio da Reitoria.

As aulas ocorrerão de segunda a sexta-feira, das 18h40min às 22h10min, e aos sábados, das 14h às 17h40min, no campus da UFSC.

No último vestibular o cursinho aprovou 72 alunos em diferentes cursos.

Informações: 3331 9973 ou 3331 8319.

Por Talita Garcia / bolsista de Jornalismo da Agecom.

Projeto 12:30 apresenta a banda Compasso Aberto nesta quarta-feira na Concha Acústica da UFSC

10/07/2006 16:48

Com um repertório direcionado para a diversidade dos gêneros musicais brasileiros, a Banda Compasso Aberto toca nessa quarta-feira, no Projeto 12:30. Dirigida por Silvia Beraldo, o grupo foi criado em março de 1995, em Florianópolis, como parte da Compasso Aberto – Escola Livre de Música. A apresentação começa ao meio-dia e meia, na Concha Acústica da UFSC, em frente ao CCE (Básico).

Passeando por ritmos diversos como frevo, baião, samba, choro, lundus e marchas, e também por temas catarinenses do boi-de-mamão, a banda tem prestado relevantes serviços à comunidade, difundindo a música brasileira e os resultados da pesquisa em realização por sua diretora. As músicas são tocadas por quatro flautas, dois clarinetes, quatro saxofones, um trompete, além de baixo, bateria e teclado.

O grupo está percorrendo comunidades da grande Florianópolis e fazendo apresentações em espaços públicos e teatros. Além dos shows, através de um projeto contemplado pela Petrobrás, que visa à profissionalização de jovens instrumentistas, foram oferecidas dez bolsas de estudo a instrumentistas de sopro (trombone, sax, clarinete e flauta) de bandas de música da região da Capital, propiciando a eles acesso a materiais musicais diferentes.

O Projeto 12:30 é realizado pelo DAC – Departamento Artístico Cultural, vinculado à Pró- Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro. Artistas interessados em participar devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3331-9348/ 3331-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

SERVIÇO:

O QUÊ: Show com a Banda Compasso Aberto

ONDE: Projeto 12:30, na Concha Acústica da UFSC

QUANDO: 12 de Julho de 2006, quarta-feira, às 12h30

QUANTO: Gratuito e aberto ao público

PROGRAMA: Ritmos brasileiros

CONTATO: (48) 3222-0282

Fonte: Renan Fagundes – aluno bolsista de Extensão – Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30

DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC – (48) 3331-9348 / 3331-9447 www.dac.ufsc.br

Santa Catarina perde um grande Mestre da Ciência

10/07/2006 15:33

Faleceu, neste domingo, dia 9, o pesquisador Joaquim

Alves Ferreira Neto (carinhosamente chamado Mestre Quincas).

Cearense de Tauá, radicou-se em Florianópolis desde 1949 onde constituiu família e fez grandes contribuições para a ciência brasileira no estudo de vetores e no controle de doenças como a Malária, Filariose Linfática, Doença de Chagas e Esquistossomose, tendo participado ativamente do controle destas endemias em nosso Estado.

Sua dedicação,doação e ética na ciência influenciou de maneira marcante a formação de professores, pesquisadores e estudantes da UFSC, a qual o homenageou nomeando um laboratório de pesquisa com seu nome no MIP/CCB.

O sepultamento ocorrerá no Cemitério Jardim da Paz às 16h30min desta segunda-feira.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: programação cultural valoriza talentos locais

10/07/2006 09:15

Teatro, dança, música e exposições fazem parte das atividades culturaisque serão realizadas ao longo da 58a Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A programação destaca a cultura da Ilha de Santa Catarina, bem como seus artistas. Entre as atrações estão a orquestra sinfônica de Florianópolis, peças teatrais de grupos da UFSC e Udesc, mostra de curtas catarinenses, feira do livro, além da encenação do folguedo do boi-de-mamão, figura típica do folclore de Santa Catarina.

A abertura do evento (16/7) contará com a participação da orquestra sinfônica da cidade e do grupo folclórico Danças e Cantares Açorianos de Biguaçu, às 18h30min. Em todos os outros cinco dias haverá a feira do livro, o pavilhão cultural – exposição de arte e artesanato regional, e o Engenho do Seu Zico, um engenho que produzirá farinha de mandioca com tração animal, aos moldes dos povoadores açorianos, e venderá produtos derivados da farinha. Entre as exposições, está “Olhares, desenhos e esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”, na Galeria de Arte da UFSC. A mostra de parte da obra do artista com instalação artística sobre as bruxas da Ilha. A obra completa do artista faz do acervo do Museu Universitário da UFSC.

Para a programação musical estarão presentes as bandas Aerocirco e Cravo da Terra, que já foram atrações do projeto 12:30 da UFSC (veja abaixo). Formada em 2002, Aerocirco possui canções inspiradas nos grupos The Strokes, Coldplay e Los Hermanos. Já o grupo Cravo da Terra, além de ter composições próprias, interpreta músicas de Chico Buarque, Dorival Caymmi e Hermeto Paschoal. Haverá também um recital com o conservatório musical, a apresentação do coral Nuvens Azuis e de cantores de MPB e um encontro de corais de Florianópolis.

A programação cultural da SBPC contará ainda com exposições, museus e grupos folclóricos da cidade, além de grupos de dança, como o de dança folclórica da terceira idade da UFSC e o Mixtura de Bombinhas -premiado por três vezes no Festival de folclore da cidade de Itapema. O grupo participa, desde 1999, do maior evento da cultura açoriana no estado de Santa Catarina, o AÇOR, e possui um repertório de 26 modas de várias ilhas dos Açores.

Curtas catarinenses também serão exibidos diariamente, às 12h e 30min no auditório do Centro de Convivência. Estarão em cartaz os documentários Farra do Boi, Vôo Solitário, Ponte Hercílio Luz e as ficções Desterro e Alva Paixão. Entre as peças teatrais – cerca de três por dia – está “A Náusea”, leitura performática de fragmentos da obra de Jean Paul Sartre pelos alunos da Oficina de teatro do Departamento artístico-cultural (DAC) da UFSC. Também serão encenadas “Crimes Delicados”, “O Presente”, “Fim de jogo” e “Variações da morte de Trótski”, do grupo de teatro do Ceart da Udesc, e “Dom Pablo entre Vogais”, do Grupo Pesquisa e Teatro Novo da UFSC.

Conheça algumas atrações

Lenzi Brothers (segunda, 17/7, às 13h, na Concha Acústica)

Formada em 1996 pelos irmãos Marzio, Matheus e Samuel Lenzio, a banda já lançou dois cds e fez mais de 500 shows em dez anos de estrada. Grilo Verde, o primeiro cd, foi lançado em 2002 e produzido de forma independente, trazendo oito composições próprias da banda. A faixa título do disco tornou-se hit nos show e a música Pára-Quedas serviu de trilha para a vinheta do programa Toca aí da MTV Brasil, em fevereiro deste ano.

O segundo disco, Qualquer Cor, foi lançado em dezembro de 2005 e logo foi indicado ao Prêmio London Burning de música independente (RJ), um dos mais importantes do país, ficando em 2º na escolha do público e 4º entre os cinco melhores escolhidos pela crítica. Participaram da gravação o americano Greg Wilson, vocalista da banda carioca Blues Etílicos, que excursionou com o Lenzi Brothers no começo do ano passado, e Andrei Garcia, organista e pianista de Florianópolis.

Aerocirco (quarta-feira, 19/7, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30min)

Com os integrantes Fábio Della, vocal e guitarra, Hudson Cabala, guitarra, Paulo Sant’Anna, baixo, Henrique Monteiro, bateria e César Moreno, teclados e backing vocal, a banda Aerocirco foi formada em 2002 em Florianópolis. O repertório é formado por composições próprias influenciadas pelas bandas de rock The Strokes, Coldplay e Los Hermanos. Além de realizar shows em Florianópolis, o grupo se apresenta em cidades do interior de Santa Catarina. Aerocirco gravou também videoclipes, entre eles o da música “Tarde demais” e “Foi por você”, que foram exibidos em programas de TV e são vendidos nos shows.

Cravo da Terra (quinta-feira, 20/, no Teatro da UFSC, às 12h3min)

O grupo Cravo-da-Terra é formado pela vocalista e flautista Ive Luna, pelo violonista Luís Coelho, o contrabaixista Matheus Costa e o violinista Mercelo Mello. Já conhecido em Florianópolis por realizar um trabalho inovador de divulgação dos compositores da Ilha, a banda também tem interpretações delicadas de músicas de grandes compositores como Chico Buarque, Dorival Caymmi e Hermeto Paschoal. Além disso, as músicas próprias do Cravo-da-Terra também mostram a qualidade musical deste quarteto. A canção O Vinil, de autoria de Ive Luna, foi a vencedora da etapa regional do 4º Festival de Música do SESC e conquistou a segunda colocação no estado.

Grupo Mixtura de Bombinhas (quinta, 20/7, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30)

Em 1999, a professora de Educação Física, Vera Eli Pereira Pires, preparou um grupo de alunos de 3ª a 5ª séries da Escola de Ensino Fundamental de Bombas para fazer uma apresentação na Festa Junina da Escola. A comunidade gostou, os alunos se interessaram e esse foi o gatilho para a criação de um grupo folclórico que reconstituísse através da dança a cultura açoriana, outrora viva em nosso litoral.

Em 2003 foi criada a Associação Folclórica Mixtura – Afomix – para melhor estruturar o trabalho voluntário desenvolvido por 30 jovens e adolescentes.

Grupo premiado por três vezes no Festival de Folclore da cidade de Itapema. Participou do Encontro Comunitário de Ensaiadores, realizado nas Ilhas do Faial e do Pico, no arquipélago dos Açores em junho de 2005. Participa também, desde 1999, do maior evento da cultura açoriana no estado de Santa Catarina, o AÇOR. Atualmente, o grupo possui em seu repertório 26 modas de várias ilhas dos Açores.

Para mais informações: Joi Cletison – 3331 8304

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista em Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Galeria de Arte terá mostra de Franklin Cascaes

09/07/2006 14:01

Bruxa montada em bode

Bruxa montada em bode

Abre nesta terça-feira, dia 11 de julho, às 19h, na Galeria de Arte da UFSC, a exposição “Olhares – Desenhos e Esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”. A mostra apresenta vários aspectos da cultura popular local, como o trabalho, a religiosidade, as brincadeiras tradicionais, as bruxarias etc., que foram artisticamente registrados pelo artista e pesquisador. Durante a mostra, será realizada a programação Outros Olhares, com quatro conversas – conduzidas por artistas, professores e pesquisadores -, sobre a vida e a obra de Franklin Cascaes.

A primeira conversa será dia 12, às 15 horas, com Gelci José Coelho “Peninha”, museólogo, que trabalhou com o Cascaes, e atual diretor do Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, da UFSC. Veja mais abaixo a programação das outras conversas. A exposição poderá ser visitada até dia 4 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30min. Gratuito e aberto à comunidade.

A Galeria de Arte da UFSC funciona no edifício do Centro de Convivência, no campus universitário. Contato: (48) 3331-9683 e pelo e-mail galeriadearte@dac.ufsc.br.

A grande fuga para o asfalto

A grande fuga para o asfalto

Segundo Aline Carmes Krüger, que divide a curadoria da exposição com Cristina Castellano, a mostra faz parte da programação cultural da 58ª Reunião da SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (www.sbpc.ufsc.br), que será realizada em Florianópolis, no campus da UFSC, de 16 a 21 de julho. “Esta exposição está sendo viabilizada graças ao apoio do evento nacional, que tornou possível a aquisição de caixas para o transporte seguro das obras de arte do Museu Universitário até a Galeria de Arte da UFSC, mantendo assim a integridade e proteção das peças que se encontram em constante processo de conservação e preservação”, explica a curadora, que acrescenta: “O apoio proporcionou a confecção de suportes para a montagem da exposição, como, por exemplo, molduras de vidro para as obras em papel, expositores em madeira para as esculturas, além da ambientação que está sendo produzida por Jone Cezar de Araújo”.

A exposição, com trabalhos de Franklin Joaquim Cascaes sobre a cultura local, de base açoriana, foi pensada para mostrar ao público esperado para a SBPC, cerca de 10 mil pessoas de todas as regiões do Brasil, um pouco da cultura popular do nosso litoral.

Cristina Castellano é diretora da divisão de Museologia do Museu Universitário, e Aline Carmes Krüger, formada em História pela UFSC, desenvolve, através de projetos, atividades na Reserva Técnica e na Divisão de Museologia do museu da UFSC.

Sobre a exposição

A exposição apresenta esculturas e desenhos. São 47 esculturas em argila crua e gesso, com peças que compõem três coleções, e cinco peças individuais, tendo como temas o Jogo do Bicho, o Sabá Bruxólico, o Lambe-lambe, A Procissão Nosso Senhor Jesus dos Passos, Vendedor Ambulante, Pescador, Fazendo Cigarro de Palha e Brincadeira Infantil, com menino soltando pandorga. Os 16 desenhos, em nanquim sobre papel ou grafite sobre papel, em temática diversifica, abordam temas da religiosidade, política, jogo do bicho, boitatá, festa junina, vendedores, pesca da baleia e bruxas.

A coleção O Sabá Bruxólico, de 1978, apresenta, em 13 peças, a cena de um ritual de bruxaria onde há o caldeirão das bruxas, em que Cobuche trabalha na preparação da poção, e Debrumu, figura com asas, passa unto sem sal no corpo de uma iniciada no sabá. Brudesa, outra figura alada, usa um bode como montaria, e na cena também há um sapo e uma porca bruxólicos. Movosdebo, com asas, é o secretário de Lúcifer, e há um diabo dançador, e o próprio Lúcifer. São tradições que se fazem presentes na idéia de divulgar Florianópolis como a Ilha da Magia.

Outra coleção desta mostra, O Lambe-lambe, de 1957, mostra um conjunto que ilustra o trabalho desse tipo de fotógrafo ambulante. Na coleção está o fotógrafo, o seu auxiliar – encarregado de fazer o fundo fotográfico. Além do freguês do fotógrafo, com o banquinho para se sentar e posar para a foto, a máquina fotográfica e até o balde, que era utilizado para lavar as fotos batidas. São peças que ilustram esse trabalho ambulante que circulava pelas ruas e praças da cidade.

Além de um conjunto montado de esculturas, há peças avulsas que mostram cenas como um homem fazendo cigarro de palha, um vendedor de gaiolas, um pescador torcendo fios de algodão num fuso manual de madeira, um menino em brincadeira infantil soltando pandorga – pipa ou papagaio, como também é conhecida em outros lugares -, e uma mulher com criança no colo, vestida de Senhor dos Passos para a Procissão do Senhor Jesus dos Passos. São alguns aspectos do cotidiano popular local – do trabalho, das brincadeiras e da religiosidade -, que foram pesquisados e artisticamente registrados por Franklin Cascaes.

Com alguns textos explicativos, os desenhos, em medidas que variam em torno de 90 por 60cm, mostram a pesca, a religiosidade, o trabalho ambulante, as brincadeiras tradicionais, cenas da política nacional, manifesto contra o progresso desenfreado, em que o asfalto acabou com a pesca tradicional, e até mesmo um demo surfista. São desenhos que retratam a pesca da baleia, um pombeiro vendedor de galinhas e um vendedor de capim de colchão, a corrida do saco, uma Festa Junina, um congresso bruxólico, e não falta um Boitatá Monsbaiche no paraíso mítico da Procriação Boitatariana. As peças fazem parte do acervo do Museu Universitário da UFSC.

Sobre o artista folclorista Franklin Cascaes

Nascido em 16 de outubro de 1908, em Itaguaçu, Município de Florianópolis, Franklin Joaquim Cascaes manifestou desde cedo interesse pelas histórias e eventos que diziam respeito ao processo de ocupação e colonização do litoral catarinense, mais especificamente da Ilha de Santa Catarina e ao modo de vida local.

Transformou, através de suas habilidosas mãos de artista, esse universo cultural num conjunto de desenhos, manuscritos e esculturas, criando ao longo de sua vida um acervo documental sobre a cultura popular do litoral catarinense.

Iniciou sua obra em 1946, aos 38 anos, e em seu trabalho “fala” muitas vezes de temas familiares ao artista, pois o mesmo também era descendente de açorianos.

Franklin Joaquim Cascaes falece em 1983, porém sua obra é uma referência para qualquer reflexão acerca das comunidades litorâneas catarinenses, não só no que tange a aspectos do passado, como ainda frente às intensas transformações que hoje são notáveis na cidade de Florianópolis. Sua obra é, todavia um clamor pelo respeito ao patrimônio natural e cultural.

O Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral é responsável pela guarda da coleção “Professora Elizabeth Pavan Cascaes”, homenagem póstuma prestada pelo artista à esposa. A incorporação desta Coleção ao patrimônio da Universidade Federal de Santa Catarina, ocorreu em junho de 1981, por doação em vida do artista.

“Para mim amigo artista a arte é um caminho inato colocado na vida de alguns indivíduos pelo Criador do universo, e o verdadeiro artista é solitário, mas de dentro dos caminhos da sua solidão ele arranca os frutos dos acontecimentos regionais do seu tempo e o entrega as massas para que elas conduzam de geração em geração como um dos mais verdadeiros testemunhos da verdade dos vestígios da humanidade através da passagem dos tempos.”

Manuscrito 262, do artista

Outros Olhares – conversas sobre a vida e a obra de Franklin Joaquim Cascaes:

Dia 12/7 às 15 horas – Gelci José Coelho “Peninha”: diretor do Museu Universirtário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral/UFSC.

19/7/2006 às 16 horas: Henrique Luiz Pereira Oliveira: professor de História Geral da Arte/UFSC

24/7/ às 15 horas: Betânia Silveira: ceramista, mestranda em Poéticas Visuais/USP

4/8 às 14 horas: Kellyn Batistela: bacharel em Artes Plásticas/UDESC, mestrado em Teoria Literária/UFSC

A Galeria de Arte da UFSC faz parte do DAC – Departamento Artístico Cultural / Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC.

SERVIÇO:

O QUÊ: Exposição “Olhares – Desenhos e Esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”

QUANDO: Abertura dia 11 de julho, terça-feira, às 19 horas. Visitação: Até 04 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h30.

ONDE: Galeria de Arte da UFSC, prédio do Centro de Convivência.

QUANTO: Gratuito, aberto ao público.

CONTATO: (48) 3331-9683 e galeriadearte@dac.ufsc.br – Visite www.dac.ufsc.br e www.museu.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material da curadoria da mostra.

Núcleo de Gêneros e Subjetividades da UFSC participa da Parada da diversidade de Florianópolis

07/07/2006 18:50

Com estudos relacionados ao feminismo, homossexualidade, e novas organizações familiares, o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades da UFSC estará presente na Parada do orgulho GLBTS de Florianópolis, que será realizada neste domingo (9/7), a 1ª PARADA DA DIVERSIDADE FLORIANÓPOLIS. “Nem mais nem menos, apenas iguais”.

A concentração será feita a partir das 14 horas em frente ao Koxixo´s bar na Avenida Beira-Mar Norte. Em torno das 17h, a passeata sairá do Koxixo´s em direção ao Trapiche da Beira-Mar, onde vão acontecer shows.

O NIGS é vinculado ao Departamento de Antropologia da universidade, e apóia o evento por defender a luta pelos direitos dos homossexuais. Desde 1991 o Núcleo desenvolve pesquisas na áreas de estudos de gênero e de metodologia da pesquisa. Violências contra mulheres e homossexuais, Parto e Nascimento, Gênero e Política, Estudos de masculinidades e Novas tecnologias reprodutivas contraceptivas são algumas das linhas de pesquisas do NIGS.

Para mais informações acesse: NIGS – www.nigs.ufsc.br

Parada da diversidade – www.diversidadefloripa.com.br

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: realidade dos idosos na sociedade atual também estará em foco

07/07/2006 15:33

Boom demográfico, progressão tecnológica, desenvolvimento industrial, revolução conceitual e moral. A dinâmica urbana re-configura os indicadores e grupos sociais, e essa nova configuração abrange inclusive aqueles que acompanharam seu desenvolvimento – os idosos. Registra-se no Brasil um grande crescimento na expectativa de vida – de 33,7 anos em 1900 para 71,6 em 2004, segundo dados do IBGE. Em termos gerais, isso significa um considerável aumento da população idosa no país. A velhice deixa de ser raridade no cotidiano das cidades, desmistificando a concepção paternalista do “ancião”, sábio e sensato. Questiona-se: quais as implicações dessa nova realidade na vida dos idosos e em suas relações sociais?

Para discutir a respeito dessa e de outras questões, será realizado na 58ª Reunião Anual da SBPC o encontro “Envelhecimento Populacional e Organização da Sociedade Civil”, dia 20 de julho, a partir de 14h, na sala Azaléia, no segundo andar do Centro de Cultura e Eventos. O coordenador é o professor Theophilos Rifiotis, do Departamento de Antropologia da UFSC. Além de Rifiotis, participam pesquisadores da UFSC, Unicamp, Udesc, do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI/UFSC) e da Sociedade Brasileira de Gerontologia.

Rifiotis explica o encontro como “uma atividade de reflexão visando contribuir para a orientação de políticas públicas, das instituições governamentais e de sociedades científicas sobre o envelhecimento no Brasil”, e fará sua colocação com base no artigo “O Idoso e a Sociedade Moderna: Desafios da Gerontologia”, de sua autoria.

As questões de Rifiotis

Na opinião do antropólogo, o saber científico sobre a gerontologia se defronta hoje com uma série de dilemas éticos e teóricos. Um deles é o desafio ético da minoridade, em que a problemática reside em um conceito reducionista em relação ao idoso, visto como vítima, excluído, objeto de assistência. Tal concepção é comum no meio urbano, e ainda que possua caráter solidário e intenção positiva, acaba por atribuir minoridade ao velho, infantilizando-o.

Outro dilema é o desafio teórico-ideológico, no qual com o crescimento da qualidade de vida das populações a figura do velho torna-se cada vez mais comum no meio urbano, e o país “envelhece” seus indicadores sociais. Este é um processo que se consolidou principalmente em países europeus, que possuem altos padrões de vida. No Brasil, essa transformação começa também a trazer um novo significado para o envelhecimento.

De acordo com Rifiotis, hoje é predominante a cultura co-figurativa, na qual os filhos e pais aprendem com seus respectivos pares, e a pós-figurativa, em que os filhos também ensinam a seus pais. Com isso, o modelo alicerçado primordialmente pela figura do pai instrutor deixa de ser tendência. O referencial paternalista do mais velho, espécie de “ícone disciplinar”, perde sua força à medida que o número de idosos aumenta.

Tais fatores vêm ocasionando a derrocada do estereótipo “ancião”, relacionado à figura de um patriarca, e criam novos parâmetros. “Cabe aos estudiosos do envelhecimento o desafio de reformular a mensagem da gerontologia, adaptando-a a essa nova realidade”, avalia o professor.

O NETI e a mobilização nacional

A discussão acerca dos novos rumos da gerontologia é cada vez mais freqüente e disseminada. Além do Estatuto e da Delegacia do Idoso, também foi criada a Conferência Nacional do Idoso, que teve sua primeira edição este ano. Saúde, previdência, educação, cultura e lazer foram os eixos temáticos principais. “Está sendo elaborado um relatório, que deve ser finalizado em dois meses. Houve uma boa manifestação de Santa Catarina”, conta Maria Cecília Godtsfriedt, presidente da Associação Nacional de Gerontologia no estado e professora do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI), da UFSC. Maria Cecília, que foi à conferência, também participa do encontro a ser realizado na reunião da SBPC.

Para o NETI, a oportunidade de integrar a discussão gerontológica no maior evento científico da América Latina é de grande importância. O Núcleo é pioneiro na incorporação dos idosos à universidade, através de cursos de capacitação e atividades voltadas para a gerontologia. “Serão apresentados três trabalhos do NETI no encontro. O objetivo é a elaboração de um documento, que será encaminhado para algum ministério, provavelmente o de Direitos Humanos”, revela Maria Cecília.

Por Gustavo Bonfiglioli / Bolsista de Jornalismo na Agecom / UFSC

Saiba mais sobre outros eventos programados para o período da SBPC:

Ciência e Religião

Amilcar Baiardi, professor da UFBA, Gustavo Caponi, da UFSC, e Carlos Ziller Camenietzki, da UFRJ, são os integrantes da mesa-redonda “Ciência e Religião”, que acontece na quinta-feira (20/7), no auditório do Museu Universitário, a partir de 10h. Amilcar Baiardi abordará a relação da ciência com a religião ao longo da história, da antiguidade até a contemporaneidade. As atividades científicas da Antiga Companhia de Jesus, em particular no Novo Mundo, serão enfocadas pelo professor Carlos Ziller. Gustavo Caponi, do Departamento de Filosofia da UFSC, vai fundamentar sua fala na idéia de que a convergência entre ciência e religião é desnecessária. Ao mesmo tempo, vai destacar que “a disjunção dos dois magistérios é somente uma saída de compromisso: há momentos, e há assuntos, em que a ciência pode entrar em conflito com a religião e aí teremos que saber por qual das duas tomar partido”.

Por que ler os clássicos?

Com o objetivo de divulgar e discutir aspectos dos trabalhos de tradução e adaptação de autores clássicos (em especial Antifonte, Platão, Aristóteles e Ovídio, fundadores da tradição humanista e científica do mundo ocidental), será realizada na terça-feira, 18/7, a mesa-redonda “Por que ler os clássicos? Traduzindo e adaptando autores gregos e latinos”. A mesa vai contar com professores da UFSC, ligados ao Departamento de Filosofia (Arlene Reis e Luís Felipe Bellintani Ribeiro) e ao Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (Zilma Gesser Nunes). A idéia é mostrar os aspectos que dificultam a tradução e adaptação dos textos e, ao mesmo tempo, a necessidade de te-los em nossa língua em função da permanência e a pertinência de suas obras. Na sala CTC 102, Bloco B, térreo.

Bruxas e mulas sem cabeça

Mistérios, espantos e curiosidade da herança cultural de base açoriana na Ilha de Santa Catarina e litoral catarinense são a inspiração da conferência “Ilha dos casos raros”, que contará com o museólogo Gelci José Coelho, na tarde de quinta, 20/7, na Sala dos Conselhos/Reitoria. Peninha vai falar sobre a procedência dos primeiros colonos europeus na Ilha de Santa Catarina e a herança cultural de indígenas, europeus e africanos. A conferência será apresentada com projeções de imagens de autoria do pesquisador e artista Franklin Cascaes, revelando mitos,

crenças e causos que enriquecem os mistérios da Ilha de Santa Catarina, povoada no imaginário popular por elementos regionais e aqueles trazidos na bagagem do europeu e do africano, como os lobisomens, mulas sem cabeça, bruxas e vampiros.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: encontro vai debater sustentabilidade na construção

07/07/2006 12:36

Projeto Casa Eficiente  busca sustentabilidade

Projeto Casa Eficiente busca sustentabilidade

Não é possível um desenvolvimento sustentável no Brasil sem que a construção civil sofra transformações profundas. No segmento habitacional são necessárias 5 milhões de novas habitações para a população de baixa renda, mas é inaceitável que estas novas habitações sejam produzidas a partir dos velhos paradigmas insustentáveis.

Estas e outras idéias serão levantadas para debate pelo professor Vanderley John, da Escola Politécnica da USP, no simpósio “O desenvolvimento sustentável e a construção habitacional”, integrado à programação da Reunião Anual SBPC, que acontece de 16 a 21 de julho, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O encontro sobre sustentabilidade na construção será realizado na sexta-feira, 21/7, a partir de 14h, no auditório do Centro Tecnológico, numa promoção da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC). Vai contar também com a participação do professor Roberto Lamberts, do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, e da professora Angela M. Gabriella Rossi, da Escola Politécnica da UFRJ.

Desafios

Coordenador geral da Conferência Latino-Americana de Construção Sustentável, Vanderley John lembra que a construção civil tem importante papel social, pois é responsável pela produção da infra-estrutura coletiva do país e pela geração de cerca de 15% dos empregos nacionais. Mas seus desafios são significativos, pois boa parte dos operários da construção encontram-se na faixa da pobreza e possuem pouca educação formal.

“A construção sustentável impõe inovação tecnológica, formação de recursos humanos, mudanças de cultura e práticas gerenciais, alterações na legislação e normalização, além de exigir alterações na forma de relacionamento entre os diversos integrantes da cadeia da construção. Não é possível, portanto, um desenvolvimento sustentável sem que a construção civil sofra transformações profundas”, alerta o professor.

Visão sistêmica

Coordenadora do Laboratório de Assentamentos Humanos Sustentáveis, ligado à Escola Politécnica da UFRJ, a professora Angela M. Gabriella Rossi, ressalta que do ponto de vista urbano, habitação é um sistema, que precisa estar integrado às redes de infra-estrutura de saneamento básico, aos serviços de saúde, de educação e de comércio, à oferta de trabalho, esporte e de lazer, e à rede viária. “Pelo fato da vida cotidiana girar em torno da habitação, é que a busca pela cidade sustentável depende, em boa parte, do bom funcionamento de cada um desses sistemas e da integração entre os mesmos”, defende a professora.

Ela lembra que em países periféricos e semiperiféricos, como o Brasil, o crescimento urbano acelerado tem provocado, historicamente, uma série de pressões de ordem social, econômica e ambiental. Na maioria desses países, a taxa de crescimento econômico não acompanhou a de urbanização, criando assim uma população em sua maioria com renda insuficiente para pagar pelos serviços e elevando os custos operacionais da cidade. Ao mesmo tempo, os governos locais não conseguem responder rapidamente a essa demanda, o que faz com que a população encontre suas próprias soluções, geralmente ilegais, gerando áreas precárias e superpopulosas.

“O Brasil hoje sofre intensamente as conseqüências da ocupação desordenada de seu território que apresentou nos últimos 50 anos uma das maiores taxas de urbanização do mundo”, lamenta a professora. “A busca pela sustentabilidade urbana não é tarefa fácil para o Brasil. Além de exigir respostas no setor construtivo e no setor econômico e social, o tema envolve atores públicos e privados, que devem interagir através de parcerias bem reguladas”, avalia.

Eficiência energética pode ajduar

Com inúmeros trabalhos nas áreas de eficiência energética, avaliação do desempenho térmico de casas populares, conforto ambiental e princípios bioclimáticos aplicados à construção, o professor da UFSC, Roberto Lamberts, vai mostrar no simpósio como estes campos podem colaborar com a busca da sustentabilidade na construção. Coordenador do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações, ligado ao Departamento de Engenharia Civil da UFSC, o professor já integrou projetos para elaboração das normas brasileiras na área de Conforto Ambiental e participa do projeto Casa Eficiente, desenvolvimento numa parceria da UFSC com a Eletrosul e Eletrobrás/ Procel. A casa modelo é uma vitrine de tecnologias de ponta na área de eficiência energética e conforto ambiental, além de ambiente para a demonstração e desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa.

Saiba mais sobre a Reunião Anual e temas relacionados à sustentabilidade:

Produção e geração de energia

As políticas estratégicas de aproveitamento e geração de energia no Brasil são tema do um simpósio que será realizado na segunda 17/7, a partir de 14h, no auditório da Reitoria, e vai contar com a participação de Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ, de Rogério César de Cerqueira Leite, da Unicamp, e de Sérgio Colle, da UFSC. As energias solar e eólica e seu papel complementar na matriz energética renovável no Brasil será um dos temas em foco. O Brasil figura na geografia mundial como o país que exibe a mais robusta matriz energética renovável, sobretudo nas modalidades de energia hidráulica, solar, eólica e de biomassa.

Agricultura sustentável

Na mesa-redonda “C&T para uma nova agricultura sustentável” , que vai contar com a presença do professor Miguel Pedro Guerra (UFSC), e de Sílvio Crestana (Embrapa), serão discutidos os caminhos da ciência e tecnologia na agricultura, com foco na sustentabilidade. O debate, na quarta 19/7, às 10h, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão, vai destacar o fato de que o Brasil é detentor da maior biodiversidade do planeta e os avanços da fronteira agrícola estão ameaçando os ecossistemas remanescentes. Por outro lado, são inegáveis os avanços que a agricultura brasileira experimentou nos últimos 30 anos, consolidando um dos mais importantes sistemas de produção da agricultura tropical no planeta.

Uso de plantas e conservação

Uso de plantas e conservação: abordagens etnobotânicas é o tema do simpósio que vai discutir o uso de plantas que podem servir ao homem e como essa relação pode ocorrer em conjunto com a conservação do meio-ambiente. Participam a professora da UFSC Natalia Hanazaki, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia; Cristina Baldauf e Alexandre Siminski, do Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais da UFSC. Entre os assuntos em foco, conceitos, contribuições e desafios da ciência que interpreta a história e a relação entre as plantas e os homens, além de estudos sobre o extrativismo da samambaia-preta no Rio Grande do Sul e o sistema de cultivo em roças em Santa Catarina. Na segunda,17/7, às 16h, na Sala EEL , Bloco A, térreo, no Centro Tecnológico.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: simpósio discutirá uso de plantas e conservação do ambiente

07/07/2006 11:40

Uso de plantas e conservação: abordagens etnobotânicas. Este é o tema do simpósio que vai discutir o uso de plantas que podem servir ao homem e como essa relação pode ocorrer em conjunto com a conservação do meio-ambiente. O simpósio, que contará com a presença da professora Natalia Hanazaki e dos pesquisadores Cristina Baldauf e Alexandre Siminski, todos da UFSC, vai ocorrer no dia 17 de julho, das 16h às 17h45min, na sala EEL 004, bloco A térreo do Centro Tecnológico. O evento, que está sendo organizado pela Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (SBEE), integra a 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada na universidade de 16 a 21 de julho.

A Etnobotânica

Essa é a ciência que estuda e interpreta a história e a relação entre as plantas e os homens em uma determinada localidade. Através dela é possível conhecer as sociedades, suas culturas e até mesmo criar subsídios para a recuperação de suas histórias. Congregando vários ramos do conhecimento humano, como a história, a antropologia, a botânica e a ecologia, a Etnobotânica utiliza o conhecimento tradicional de determinadas populações locais em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas e da conservação do meio ambiente.

Sua importância está na valorização dos conhecimentos e das medicinas tradicionais das comunidades, na utilização dos seus estudos para a preservação da flora, na ampliação do conhecimento sobre as propriedades úteis de espécies vegetais e na aquisição de subsídios para estudos étnicos, antropológicos, botânicos e ecológicos sobre os povos envolvidos na pesquisa.

A professora do Departamento de Ecologia e Zoologia, Natalia Hanazaki, vice-presidente da SBEE e doutora em Ecologia pela Unicamp, explica que o termo Etnoecologia é, assim como Ecologia Humana, referente à relação entre os seres humanos e o ambiente. A Etnoecologia, no entanto, possui suas raízes na Antropologia, apesar de possuir influências de outras áreas e de hoje constituir-se claramente como uma área de confluência entre as ciências biológicas e as ciências humanas.

Segundo a professora, o prefixo “etno” começou a ser usado com dois significados: primeiro, para fazer referência a um grupo étnico em particular e, segundo, para se relacionar às percepções ou visões do grupo local sobre o fenômeno em questão.

Natalia afirma que a Etnoecologia pode ser usada para cobrir toda uma gama de estudos de história natural derivados de populações locais – incluindo outras áreas de estudo como a Etnobiologia, a Etnobotânica, a Etnoentomologia e a Etnozoologia – não se restringindo, no entanto, à história natural a partir de uma perspectiva antropológica. A Etnoecologia procura, portanto, fornecer um entendimento dos sistemas de conhecimento de populações locais, investigando a sua percepção, conhecimento e relação com o ambiente natural, sem ignorar os aspectos históricos e políticos que influenciaram na cultura em questão.

Ainda segundo a professora, o conhecimento tradicional das comunidades pode complementar o conhecimento científico através do fornecimento de experiências práticas derivadas da convivência destas comunidades com os seus respectivos ecossistemas.

A ecóloga finaliza afirmando que entre as maiores contribuições do desenvolvimento da Etnoecologia para as questões que envolvem as populações locais, estão: a possibilidade de uma melhor compreensão de como estas sociedades percebem, estudam e classificam o seu ambiente natural e o estabelecimento de uma ligação direta entre o conhecimento construído localmente e o conhecimento acadêmico-científico, além da possibilidade de resgatar e valorizar um conhecimento que tende a desaparecer rapidamente. Natalia ressalta que os estudos etnoecológicos – junto às suas implicações sociais, ideológicas e éticas – possibilitam aumentar a representatividade de uma parcela da sociedade, que é freqüentemente marginalizada nos processos de tomada de decisão formais, em relação aos recursos que utilizam.

Estrativismo da samambaia preta

A pesquisadora Cristina Baldauf, do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), e do Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), vai falar sobre o extrativismo da samambaia-preta no Rio Grande do Sul. O trabalho, que foi tema da sua dissertação de mestrado em Biologia Vegetal, buscou subsidiar o manejo sustentável da espécie e fundamentar o processo de licenciamento da coleta deste recurso florestal.

Cristina afirma que a samambaia-preta destaca-se entre as demais devido à sua importância econômica, pois suas folhas são comercializadas mundialmente para a confecção de arranjos. Segundo a pesquisadora, é provável que mais da metade das folhas de samambaia-preta comercializadas no país seja oriunda do litoral do Rio Grande do Sul, onde a espécie ocorre de forma abundante e onde o seu extrativismo é fonte de renda de inúmeras famílias.

A coleta, que quase sempre é feita diretamente no ambiente natural da espécie, sofre restrições devido à legislação ambiental do RS, porém o seu manejo é permitido quando cumpridas algumas especificações, como o estudo sobre a produtividade da espécie explorada, sua demografia e interações com outras plantas, o impacto ambiental causado pela atividade extrativista e os procedimentos e alternativas que minimizem esse impacto.

A pesquisadora, que desenvolveu seu estudo no município de Maquiné (RS), afirma que os resultados demonstram que os sistemas de manejo estudados não afetam negativamente a estrutura demográfica e genética da espécie, sendo possível a regulamentação da coleta da samambaia-preta no RS. Cristina constatou, no entanto, um declínio das populações da espécie em ambientes com estrutura florestal em fases mais avançadas de sucessão (processo que implica na substituição progressiva de uma comunidade vegetal ou animal por outra mais apta). Ainda segundo a pesquisadora, os resultados obtidos permitem estabelecer indicadores de sustentabilidade para o licenciamento e monitoramento da atividade extrativista na região de estudo, no entanto esse licenciamento deve ser pensado de forma mais ampla e considerar a necessidade de medidas que viabilizem o manejo nas áreas de capoeira (área composta de uma vegetação nascida após a derrubada da mata virgem).

Roças em Santa Catarina

O pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais, ligado ao Departamento de Fitotecnia do CCA, e doutorando em Recursos Genéticos Vegetais pela UFSC, Alexandre Siminski, levará ao simpósio o seu trabalho sobre o conhecimento local no sistema de cultivo em roças em Santa Catarina. Segundo o pesquisador, ainda que potencialmente nociva ao meio ambiente, a atividade agrícola pode ter uma relação direta com a conservação dos recursos naturais, pois ela depende diretamente deles para a sua continuidade.

Alexandre explica que, mais do que uma atividade puramente comercial, a agricultura também é uma atividade cultural. As práticas utilizadas pelos agricultores tradicionais, em sua relação com o meio, são decorrentes das suas experiências acumuladas na luta pela reprodução das condições de existência material e social. Esse saber tradicional, explica o pesquisador, caracteriza-se por ser heterogêneo, contraditório, difuso, dinâmico e com capacidade de renovação, em função de seu caráter prático e vivo. Ele é parte da cultura do agricultor e instrumento fundamental na elaboração de sua identidade social.

Segundo o pesquisador, a floresta fazia parte de um ciclo de cultivo de espécies anuais nas pequenas propriedades agrícolas do litoral de Santa Catarina. Neste cultivo feito através da agricultura de pousio, tradição milenar da maioria das populações indígenas que foi assimilada pelas populações remanescentes dos processos de colonização, a floresta é suprimida e o solo é ocupado com culturas anuais por alguns anos até o declínio da sua fertilidade natural, sendo deixado em pousio até que tenha condições de suportar um novo ciclo de cultivo.

Através da observação do meio em que vivem, os agricultores adaptaram as técnicas de cultivo de modo a permitir a sua continuidade. Alexandre destaca que as observações dos agricultores permitem enfatizar que o processo de sucessão e de recuperação do solo na região é muito rápido, o que permitiria dizer que a agricultura de pousio é sustentável, pois nunca haveria a necessidade da derrubada de toda área de capoeira dentro das propriedades.

Com o surgimento de novas legislações ambientais no final dos anos 80 e com o conseqüente aumento da fiscalização, Alexandre mostra as transformações no sistema produtivo e exploratório das propriedades agrícolas da região como resultado dos conflitos de interesses entre as partes envolvidas na questão. Um dos pontos de maior discórdia estaria nos parâmetros que a Resolução no 04/94 do CONAMA estabelece para definir a vegetação no estágio inicial de regeneração, única vegetação passível de supressão total, como requer a agricultura de pousio.

Segundo a observação prática dos agricultores, este estágio inicial ocorre entre cinco e sete anos após o abandono dos terrenos, período que difere em muito dos 15 a 25 anos de pousio necessários para a nova utilização da terra pelos agricultores. Essa limitação ao uso das áreas com remanescentes florestais é apontada como responsável pelo comprometimento da continuidade do sistema produtivo, uma vez que pressupõe a derrubada da vegetação em um estágio de regeneração no qual a fertilidade do solo ainda não está recuperada do desgaste provocado pelos anos de cultivo.

Segundo Alexandre, em 65% das propriedades da região estudada houve redução da área de cultivo nos últimos 15 anos. Quanto às mudanças no sistema de cultivo, o tempo de repouso foi reduzido para evitar que as áreas onde a roça é implantada ultrapassem os limites permitidos pela legislação para derrubada ou corte raso. As roças também foram transferidas para locais mais distantes e de difícil acesso com a finalidade de se “esconder da fiscalização”, assim como a quantidade de roças diminuiu consideravelmente e estas passaram a ser “menos móveis”.

O pesquisador observa que as florestas passaram de integrantes do sistema produtivo, como uma das etapas do ciclo (pousio), a um empecilho ao atendimento das necessidades dos produtores rurais. Para Alexandre, a mudança na percepção da importância das florestas é resultante da intensificação das exigências para o uso de seus recursos, e da escassez de alternativas legais para o aproveitamento de seus benefícios. Os agricultores, por sua vez, têm como estratégia não deixar as áreas de pastagem e capoeirinhas se desenvolverem, pois para eles isso significa uma redução do potencial de uso e conseqüente perda de valor da terra.

Mais informações:

Natalia Hanazaki / natalia@ccb.ufsc.br / 3331-9460

Cristina Baldauf / crisbaldauf@yahoo.com.br / 3331-5337

Alexandre Siminski / alesiminski@yahoo.com.br / 3331-5337

Fonte adicional:

http://www.aultimaarcadenoe.com/etnobotanica.htm

Por: Daniel Ludwich / bolsista de Jornalismo na Agecom

Festival Latino-Americano da Classe Obreira na UFSC

06/07/2006 19:40

Lançamento da terceira edição do FELCO em Florianópolis

Dias 10, 11, 12 e 13 de julho – 18h30min – Auditório do CFH

O Festival Latino Americano da Classe Obreira (FELCO) é um festival de cinema e vídeo dedicado às lutas sociais, realidade e cultura da classe trabalhadora no continente latino-americano.

Este ano, em sua terceira edição, o festival vai percorrer a Bolívia, Brasil e Argentina e culminará com a mostra dos trabalhos

exibidos durante o ano e com o encontro de realizadores-militantes da América Latina, em São Paulo, entre os dias 2 e 10 de dezembro.

Programação:

10/7 – Lutas estudantis em Florianópolis: Revolta da Catraca

Filme: “Amanhã vai ser maior” (2005)

11/7 A luta pela moradia

Filme: Sonho real (2005)

12/7 Lula e a campanha eleitoral de 2002: marketing eleitoral

Filme: “O espetáculo democrático” (2004)

13/7 A luta boliviana

Filme: Kollasuyo (2005)

Realização: Laboratório de Sociologia do Trabalho – LASTRO / Núcleo de Estudos da Juventude Contemporânea – NEJUC

www.felco.ojoobrero.org / www.felco.guardachuva.org

Estudantes têm até o dia 17/7 para confeccionar novo cartão do RU

06/07/2006 18:41

O restaurante universitário (RU) voltou a confeccionar os novos cartões que, a partir do dia 17/7, serão obrigatórios para o acesso às refeições. O serviço foi suspenso por cerca de um mês devido a problemas operacionais.

O novo cartão deve ser confeccionado na sala anexa à direção do RU, das 8h às 19h. O processo é rápido – é necessário apenas apresentar o número de matrícula e um documento de identidade.

Mais informações fone 3331 -9203

SBPC Jovem ensina a ser cientista

05/07/2006 16:32

Você sabe como funcionam os radares? Qual o formato da casquinha de sorvete? E dos copos das lanchonetes? Quer a receita de como fazer uma máquina fotográfica com lata? E, afinal, qual a mágica dos brinquedos equilibristas? Tudo isso estará sendo falado, pesquisado, ensinado e criado na 14ª. edição da SBPC Jovem, a versão para crianças e jovens da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). E estará ao alcance dos mais de 3 mil estudantes de vários estados que vão acompanhar as atividades programadas para 16 a 21 de julho no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Florianópolis.

Enquanto os adultos estiverem discutindo temas importantes para o desenvolvimento científico nas universidades e empresas, as crianças estarão fazendo algo ainda mais fundamental: aprendendo a tomar gosto pela ciência. “A idéia é firmar a SBPC Jovem como um fórum científico que permite aos alunos participar desde cedo da produção de ciência e tecnologia do país”, diz Ivo Leite, da comissão organizadora. Por isso mesmo, este ano, o tema será “Jovens talentos transformando a sociedade”. E para homenagear Santa Catarina, o encontro adotou o Bernunça como mascote, personagem que integra o boi de mamão, folguedo popular presente nas comunidades de base açoriana no litoral de Santa Catarina.

Serão 200 atividades divididas em minicursos, oficinas, palestras, simpósios, comunicações orais, usina jovem de idéias, exposições e bate-papos com cientistas. Os minicursos, por exemplo, devem durar quatro horas. Durante esse tempo, os alunos do ensino básico e fundamental, podem aprender como lidar com a multidão de insetos que fazem parte do nosso meio ambiente, ou então descobrir mais sobre fungos (aqueles que costumam embolorar o pão), ou brincar de ver e entender as estrelas. Por falar nisso: você sabe o que são amphisbaenias? Pois é, são répteis subterrâneos, mais conhecidos como cobras-de-duas-cabeças. Eles serão personagens de uma história em quadrinhos que será distribuída aos participantes de um dos minicursos como material didático.

A SBPC Jovem terá 76 oficinas em que os participantes vão aprender a “botar a mão na massa”. Por exemplo, a usar a internet, fazer design de páginas da Web, projetos de trabalho com o uso dos ambientes de escrita coletiva Wiki e Colabotex. Ou aprender como se formam imagens por espelhos, lentes, movimentos de luz, e fazer um jogo eletrônico. E até a construir uma máquina a vapor e – de quebra – aprender mais sobre energia térmica e suas transformações, leis de Newton, expansão de gases, pressão, temperatura e volume.

Haverá cinco palestras que têm muito a dizer sobre assuntos que os jovens ouvem falar em casa, no cinema, na TV ou na escola: Antártida, fósseis e dinossauros, genética e a vida dos animais. Além disso, os jovens “candidatos a cientistas” podem conversar com seus “futuros colegas”. Haverá encontros com cientistas destinados a integrar estudantes com grandes pesquisadores brasileiros.

Os simpósios vão apresentar experiências interessantes já desenvolvidas em escolas públicas de várias cidades do Brasil. Por exemplo, as experiências realizadas com crianças da área rural da Amazônia, do Amapá e indígenas xavantes do Mato Grosso e guaranis do litoral paulista; ou com os kits tecnológicos usados por alunos do ensino fundamental e médio de Curitiba.

E se o público ainda tiver dúvidas sobre a capacidade desses alunos desenvolverem ciência de verdade, basta dar uma olhada na programação de comunicações orais em que serão apresentados trabalhos de bolsistas de iniciação científica júnior do CNPq e de outros institutos incentivadores. Eles vão mostrar o que estão fazendo em radiofreqüência, congelamento com microondas, reciclagem tecnológica, marketing, artes plásticas e jornalismo. Na Usina Jovem de Idéias, eles terão oportunidade de mostrar os trabalhos apresentados em feiras de ciência. Há de tudo: projeto biogás, produção de inseticidas e bioprotetores orgânicos, preservação de morcegos, clonagem de dálias e violetas. Quem gosta de sinuca? Quem levantou a mão pode aprender mais sobre as propriedades da elipse através do jogo e assim ganhar pontos entre os colegas.

Para completar, haverá exposições temáticas e dinâmicas pedagógicas envolvem práticas como vivência pedagógica, exposições institucionais de escolas e grupos e metodologias alternativas sobre o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), Laboratório de Ensino de Matemática (LEMA) e Memória do Movimento Estudantil Brasileiro.

Para conhecer toda a programação, acesse o site www.sbpcnet.org.br/eventos/58ra/

Histórico

A SBPC Jovem teve sua primeira edição em 1993, na cidade de Recife. O desafio era apresentar, de forma estimulante e descontraída, a ciência e aspectos culturais associados à pesquisa científica a crianças, a jovens e professores do ensino fundamental e médio. A partir desta data, a SBPC Jovem seguiu o encontro anual da entidade em todas as cidades pelas quais passou a caravana.

Em 2004, passou a ter estrutura administrativa própria, pois até então ficava sob a responsabilidade da cidade-sede do evento. Foi criado um banco de dados para registrar os participantes da reunião e concentrar todas as informações relativas a ela e um novo formato foi constituído por diferentes grupos de atividades: conferências, palestras, simpósios, mesas-redondas, oficinas, minicursos, Usina Jovem de Idéias em Ciências, Mostra Universitária e Mostra Profissional, Exposição Temática e Dinâmica Pedagógica e Circo da Ciência e Arte. Além disso, o encontro passou a ter tema próprio, desvinculado ao tema central da SBPC Sênior.

Ao longo dos anos a SBPC Jovem procurou se adequar às novas necessidades e solucionar problemas surgidos com a expansão de seus encontros. Isto sem perder de vista seu objetivo principal: integrar, unindo o lúdico a práticas educativas e de divulgação científica, alunos e professores do ensino fundamental e médio à reflexão e à prática da ciência.

* O credenciamento de imprensa poderá ser feito pelo site da Universidade Federal de Santa Catarina (http://www.sbpc.ufsc.br/).

SBPC – Assessoria de Imprensa

Maristela Garmes

Tel. 11 3259 2766 ramal 215

www.sbpcnet.org.br

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IX Encontro de Economia da Região Sul dias 6 e 7 de julho na UFSC

05/07/2006 16:24

Estudantes, professores e profissionais da área de economia estarão reunidos na UFSC, nos próximos dias 6 e 7 de julho, para o IX Encontro de Economia da Região Sul. O evento será realizado no Centro de Cultura e Eventos da universidade e é promovido pela Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Economia (CPGE) da UFSC.

Os participantes terão a oportunidade de discutir temas como macro e microeconomia, finanças públicas e economia política, industrial e agrária, por exemplo. Esses assuntos estão divididos em sessões temáticas que, junto com a programação completa do encontro, podem ser encontradas no site do CPGE, www.cpge.ufsc.br. No mesmo endereço também está a relação de todos os trabalhos que serão apresentados durante o evento.

A taxa de inscrição para estudantes é de R$40 e para professores e demais profissionais é de R$100. O pagamento pode ser feito através de depósito bancário (conta corrente 204001-8, Banco do Brasil, agência 3582-3) ou no dia do evento. A ficha de inscrição, que também está disponível no site do CPGE, pode ser encaminhada com antecedência para o e-mail ccpge@cse.ufsc.br.

Mais informações no site do CPGE: www.cpge.ufsc.br. Ou ainda pelo telefone 3331-9901

Por Julia Fecchio/bolsista de Jornalismo da Agecom

Círculo de Leitura nesta quinta com a escritora Tânia Piacentini

05/07/2006 16:14

No livro Literatura: o universo brasileiro por trás dos livros, publicado pela EdUFSC, a escritora Tânia Piacentini aborda e aprofunda questões relacionadas ao acesso à leitura no País, sublinhando o papel fundamental de bibliotecários, livreiros, professores, editores e meios de comunicação. Tânia é a 18ª convidada de honra do Círculo de Leitura de Florianópolis, que acontece na próxima quinta-feira, dia 6, a partir das 17 horas, no Espaço Cruz e Sousa (térreo da Editora da UFSC), no Campus da Trindade.

A escritora se destaca pelo trabalho contínuo que realiza há décadas a favor do livro e da leitura. Diretora geral da Sociedade Amantes da Leitura, que propõe o projeto Biblioteca Barca dos Livros, a professora é leitora-votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

O Círculo de Leitura de Florianópolis, fundado em julho de 2004, congrega escritores, artistas, professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados no hábito da leitura e na popularização do livro. O evento acontece uma vez por mês, normalmente na primeira quinta-feira. Consiste de um bate-papo informal sobre leituras que os presentes estejam realizando no momento. Para cada sessão é convidada uma pessoa com reconhecida dedicação à leitura.

Antes de Tânia Piacentini, o Círculo de Leitura de Florianópolis já contou com a participação especial de Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Salma Ferraz, Jaime Ambrósio, Mário Pereira, Clarmi Régis, Carmen Lúcia Fossari, Maria Odete Olsen, Carlos Henrique Schroeder, Maicon Tenfen, Valdemir Klant, Celestino Sachet, Cleber Teixeira, Regina Carvalho, Tânia de Oliveira Ramos e Dennis Radünz.

De acordo com Tânia Piacentini, a maioria silenciosa de leitores permanece no campo não “controlável” dos compradores. “Livreiros e bibliotecários só podem oferecer para venda ou para empréstimo uma reduzida parte da produção, levando em consideração a imagem que têm de seus leitores e as ofertas dos editores, ocorrendo assim uma segunda seleção de obras”, constata.

A pesquisadora observa que atualmente o consumo de livros também é influenciado pelos meios de comunicação audiovisuais, “não só pelas possibilidades de adaptação das obras literárias, como também pela facilidade de popularização do escritor e de sua obra, através de reportagens e publicidades que alimentam o imaginário do leitor, aproximam-no da vida literária e o incentivam à compra deste objeto de prestígio cultural que o livro de literatura”.

Quanto à imprensa escrita, sustenta a escritora, a difusão dos livros de literatura resume-se a resenhas, notas, pequenos comentários. “Raros são os casos de livros que conseguem uma análise crítica mais aprofundada, ensaios críticas literárias propriamente, mesmo porque é também escassa, para não dizer inexistente, a publicação de veículos especializados, os chamados suplementos literários”, lembra no livro publicado pela EdUFSC. Conclui, contudo, que “apesar desta carência e da limitação das formas em que se fala sobre literatura nos jornais, é inegável a capacidade de multiplicação das possibilidades de alcance do leitor’.

Seguem breve currículo e foto:

Tânia Maria Piacentini é catarinense do sul do Estado (Nova Veneza, Siderópolis e Criciúma), reside em Florianópolis, onde concluiu em 1969, na UFSC, o curso de Letras (Português e Francês). Mestra (1988) e Doutora em Educação (1996) pela UNICAMP, Campinas/SP, com a tese “Vuelta, uma revista de autor”, sobre a revista Vuelta, do México, dirigida pelo escritor Octavio Paz. Exerceu o magistério em todos os níveis de ensino, principalmente no Curso de Letras da UFSC.

Escreveu livros, artigos e resenhas na área de Leitura, Literatura e Ensino; publica regularmente no O Balainho e na revista eletrônica Dobras da Leitura www.dobrasdaleitura.com . É leitora-votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), participa dos circuitos culturais do SESC/SC, com oficinas, cursos e palestras em torno de livros e de bibliotecas, de preferências literárias, de histórias de leituras. É diretora geral da Sociedade Amantes da Leitura, criada em 2003 na Lagoa da Conceição, que propõe o projeto Biblioteca Barca dos Livros e organiza o evento anual Abril com Livros, entre outras atividades ligadas à leitura. Publicou Literatura: o universo brasileiro por trás dos livros. Editora da UFSC, 1991, e Contos da selva, de Horacio Quiroga: tradução, apresentação, cronologia. Ed. da UFSC, 1989.).

Contatos e entrevistas pelos fones:

(48) 3232-0283 e (48) 9989-3208, e-mail: taniap@brturbo.com.br ou talanita@terra.com.br . Mais informações e opiniões da escritora podem ser obtidas no site www.dobrasdaleitura.com (link Alinhavos).

Fonte: Editora da UFSC

“Futebol é o caminho mais rápido para sair da pobreza”

05/07/2006 14:54

A professora Maria Aparecida Barbosa, do Departamento de Língua e Literatura Estrangeira (DLLE), está coordenando a tradução de textos de jornais alemães no período da Copa do Mundo.

A tradução periódica de textos publicados em jornais alemães, no entanto, não será apenas mais um exercício comum aos estudantes de língua estrangeira. Trata-se de uma forma de envolver os alunos de Letras – Alemão e a comunidade, ajudando-os a perceber na prática a importância do seu trabalho. Ela salienta que a tradução de textos jornalísticos é uma maneira de observar como se comporta uma língua viva, possibilitando que os alunos observem o nascimento de novas expressões.

Acompanhe mais uma tradução, dessa vez do texto do jornalista Thomas Kilchenstein, do Frankfurter Rundschau (ttp://www.fr-aktuell.de/)

“Futebol é o caminho mais rápido para sair da pobreza”

Há apenas dois anos morreu o pai de Adriano. Repentinamente. Um homem com apenas 45 anos de idade. Adriano estava em Milão quando soube da notícia. Perdeu o enterro por causa de algumas horas. O pai, Almir, foi um grande exemplo para o jovem. Adriano é um jogador de futebol brasileiro, um feroz atacante e com certeza um dos melhores do mundo. Seu nome completo é Adriano Leite Ribeiro, e provém do Rio. Cresceu em uma favela, num miserável alojamento.

No ano de 2003 esta favela tornou-se tristemente célebre, quando um jornalista da TV Globo, a maior rede de televisão brasileira, foi seqüestrado e morto pela máfia de drogas naquela região.

Em 1992 o pai de Adriano caminhava despreocupado, quando começou um tiroteio entre o comércio de drogas e a policia, e ele acabou recebendo um tiro na cabeça. A operação era inviável. Sua morte, tempos depois, foi possivelmente uma conseqüência do ferimento.

Após o incidente, Adriano tirou sua família daquele bairro miserável. Seu pai morreu num apartamento na Barra da Tijuca, um dos melhores lugares do Rio. “Meu pai sempre me disse: na favela existem alguns caminhos, os quais você não deve seguir. Existe o caminho em direção ao poder, drogas e dinheiro rápido, e existe o caminho para o futebol”, conta Adriano.

Existem outras possibilidades num bairro pobre? Negativo. A maioria não consegue. Seu pai mostrou-lhe o caminho certo. Adriano impressionou a todos. Ele treinava na praia do Leblon. Lá, onde os caça-talentos do Flamengo, um dos clubes mais conhecidos do Rio ficam a espreita. E o rapaz de fato tinha talento suficiente para brilhar como jogador de futebol.

Na sua estréia no time, logo no primeiro jogo, fez um gol. Com 19 anos, mostrou à Europa sua bagagem na 17ª. Copa do Mundo. Adriano jogou no Inter de Milão, no Florenz, novamente no Flamengo e Parma. Quando o AC Parma quebrou por causa da falência de seu patrocinador Parmalat, o Inter o chamou de volta, e hoje em dia eles têm um contrato até 2008. Em Milão ele é comparado ao “fenômeno” Ronaldo e faz parte do quadrado mágico brasileiro, juntamente com Ronaldinho, Ronaldo e Kaká. Acima disso ele não poderia estar.

O grande sonho

Esse é o maior, talvez o único sonho de milhões de jovens brasileiros que dia após dia jogam até tarde da noite na praia, na rua ou em campos de futebol: desejam tornar-se uma célebre estrela, jogando com douradas chuteiras sobre um bom gramado e numa seleção européia. Todos os dias vêem na televisão que seus sonhos, ao que tudo indica, podem ser realizados facilmente. “O futebol”, diz Gilberto, que joga pela Hertha BSC de Berlim, “é o caminho mais rápido para sair da pobreza.”

Os negócios de exportação com o velho mundo no ramo do futebol explode atualmente, e vale a pena: estatísticas do Banco Central Brasileiro mostram que, entre 1994 e 2005, jogadores brasileiros tiveram um total de 840 milhões de euros como rendimentos pagos por clubes estrangeiros. Hoje jogam em todo o mundo aproximadamente 5000 brasileiros, fora do país do futebol – como nas ilhas de Feroé (Dinamarca) e na Rússia.

No ano passado 804 jogadores foram comprados por aproximadamente 132 milhões de euros no exterior, um acréscimo de 55% em comparação ao ano anterior. Sozinho, Robinho que joga no FC Santos, foi transferido para o Real Madri por 21 milhões de euros, uma quantia muito elevada para qualquer outro jogador.

Robinho também provém de um meio pobre. Seu pai, Gilvan Souza, trabalhava como encanador numa empresa de limpeza de esgotos, mas pelo menos tinha um trabalho. Aos quatro anos de idade, em São Vicente, uma cidade que fica nas proximidades de Santos, o menino deu os primeiros chutes.

Jogo de rua, descalço, com limões, pedras, bola de trapo. Talvez por isso tenha desenvolvido tanta habilidade. Certa vez, ele disse: “Quando a bola vem da calçada é preciso reagir rápido.” Ainda hoje, conta ele, se recorda daquele tempo. Agora, nessa fase em Madri, com cercas em torno de seu prédio e seguranças particulares, Robinho às vezes pensa que seus 21 anos foram em vão.

Pois, poucas vezes sua mãe está com ele. E também por causa da insegurança. Marina de Souza foi seqüestrada há dois anos, quando saía de um churrasco. Depois de 40 dias de muitas negociações a respeito do resgate, ela finalmente foi libertada. Correm boatos de que o seqüestrador seria conhecido de Robinho, e que como ele cresceu na favela.

(A matéria prossegue, falando sobre o engajamento social dos jogadores brasileiros. Aguarde a publicação da tradução!)

Thomas Kilchenstein – Frankfurter Rundschau

Colaboração da estudante de Letras – Alemão, Alexis Mariel Vidal Cabezas