REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Banda Samambaia Sound Club, cinema, dança e teatro nesta terça

18/07/2006 09:24

MÚSICA AO MEIO DIA:

O Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC recebe a banda Samambaia Sound Club, conhecida por ser dona de um show dançante e repleto de ironia. Seu primeiro CD, que leva o nome da banda, foi lançado na última quinta-feira, no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) e traz 13 canções que falam de “sexo e adjacências”. O álbum, que vinha sendo preparado há um ano, foi gravado e mixado entre setembro de 2005 e fevereiro de 2006. A Samambaia Sound Club, formada por André Guesser, Daniel Gomes, Thiago Gomes, Jean Mafra e Marco Antônio, toca na Concha Acústica às 12h30.

CINEMA

Curtas Catarinenses: O Vôo Solitário, no auditório do Centro de Convivência da UFSC às 12h30.

Documentário dramatizado sobre a vida e a obra do entomólogo e naturalista alemão Fritz Plaumman, radicado em Seára-SC desde a década de 1920, e dono de uma das mais expressivas coleções de insetos do planeta. Produção de 1991, com 36 minutos de duração, em 16mm/colorido. Roteiro e direção de Éverson Faganello, com apoio operacional da UFSC.

TEATRO:

Crimes Delicados – Grupo de Teatro do CEART/UDESC, no auditório do Centro de Convivência às 18h30

MÚSICA ÀS 18H30:

Cláudia Passos e Trio Vocal Vila Lobos/MBP, no auditório da Igrejinha da UFSC.

Cláudia Passos é carioca e seu interesse por cantar começou ainda criança, quando tentava acompanhar as melodias dos LPs que suas irmãs ouviam. Tropicália, Novos Baianos, Chico Buarque, Beatles. Mais tarde, Elis Regina, uma grande influência. Mudou-se para Florianópolis, e desde 1998 vem se apresentando em diversos bares e eventos da cidade. Em 2001 formou o Trio com o pianista Luiz Gustavo Zago e o Contrabaixista acústico Mateus Costa. Com eles, vem desenvolvendo um trabalho de rearranjo e reinterpretação em um repertório diversificado, que passeia pelo samba, MPB, Bossa-Nova e Jazz.

“Dona de uma voz firme, densa e singular, seus vibratos lembram as antigas cantoras da era do rádio brasileiro e as damas do blues norte-americano. Essa característica se reflete num repertório diversificado que vai dos anos 70 até os dias de hoje, redescobrindo um pouco da história da música popular brasileira e suas influências.”

Mateus Costa, contrabaixo acústico, desde 1989, participou de bandas em Florianópolis tocando diversos estilos. Atuou em corais com o maestro Carlos Lucas Besen (Etefesc) e Rute Gebler (Udesc). Foi arranjador e regente do grupo Urubá (Madrigal e Banda). Tocou junto à Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA) e Quinteto de cordas da OSSCA. Integrou a Camerata Florianópolis. Participa como membro Orquestra de Câmara do IMCARTI (Itajaí), da Orquestra Municipal de Florianópolis e do grupo Cravo-da-terra.

Luiz Gustavo Zago, pianista, compositor e arranjador tem participado intensamente da cena musical local. Formado em Bacharelado em Música – Habilitação: Piano pela Udesc, começou a tocar profissionalmente em 1999. Em 2000, integrou o Leonardo Garcia Quarteto, com o guitarrista Leonardo Garcia, André Maia no contrabaixo e Rodrigo Paiva na bateria. No repertório, grandes nomes da guitarra, como Toninho Horta, Hélio Delmiro, Ricardo Silveira, Pat Metheny, George Benson, Lee Ritenour, transitando por estilos como o jazz contemporâneo, o fusion e a moderna música instrumental brasileira, como as linguagens de Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Ao mesmo tempo, participou de jam sessions com o quarteto e com convidados como Guinha Ramires, Alessandro Kramer, Carlos Ribeiro, Cássio Moura e Toicinho. Participou do 1º Festival de Música do SESC como tecladista na música Bom Tempo, de Silvio Mansani e Com participações em CDs e premiação em festivais, em 2002 venceu o 3º Festival de Música do SESC com a canção Por entre os dedos, composta em parceria com Silvio Mansani. Luiz Gustavo Zago é destaque como um dos grandes instrumentistas de Santa Catarina, tocando com grandes nomes do cenário musical do Estado.

DANÇA: Grupo Folclórico Danças e Cantares Açorianos de Biguaçu, na entrada da Feira de Livros da SBPC, às 18h30

TEATRO: Don Pablo Entre Vogais, sobre a vida e obra de Pablo Neruda, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC, sob a direção de Carmen Fossari. No Teatro da UFSC às 20h30, até dia 21.

“Don Pablo entre vogais” apresenta um texto de metateatro, com autoria e direção de Carmen Fossari, profissional de teatro no Departamento Artístico Cultural da UFSC, versando sobre a vida e obra de Pablo Neruda, poeta chileno, ganhador de Prêmio Nobel de Literatura. A peça é uma montagem cuja linguagem se reveste da busca da cena ritualística, como requer a linguagem da poesia.

O texto bilíngüe (português e espanhol) mescla o verso de Neruda com a prosa que verseja sua vida e, mesmo considerando serem tratados temas conflitantes como o golpe do general Pinochet em Salvador Alende, no Palácio de La Monedano Chile dos anos 70, ou mesmo o cotidiano popular das classes trabalhadoras,há em cada momento da peça na formulação da imagem e da cena teatral a buscado lúdico permeando todo o espetáculo.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentações Artísticas na 58ª SBPC para o dia 18/07

ONDE: Campus da UFSC

QUANDO: Durante a 58ª SBPC na UFSC

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA: www.sbpc.ufsc.br

A programação completa para todos os dias está no site www.sbpc.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Cinema, dança, teatro e música integram as atividades culturais

18/07/2006 03:59

MÚSICA AO MEIO DIA:

O Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC recebe a banda Samambaia Sound Club, conhecida por ser dona de um show dançante e repleto de ironia. Seu primeiro CD, que leva o nome da banda, foi lançado na última quinta-feira, no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) e traz tem 13 canções que falam de “sexo e adjacências”. O álbum, que vinha sendo preparado a um ano, foi gravado e mixado entre setembro de 2005 e fevereiro de 2006. A Samambaia Sound Club, formada por André Guesser, Daniel Gomes, Thiago Gomes, Jean Mafra e Marco Antônio, toca na Concha Acústica às 12h30.

CINEMA – Curtas Catarinenses: O Vôo Solitário, no auditório do Centro de Convivência da UFSC às 12h30.

Documentário dramatizado sobre a vida e a obra do entomólogo e naturalista alemão Fritz Plaumman, radicado em Seára-SC desde a década de 1920, e dono de uma das mais expressivas coleções de insetos do planeta. Produção de 1991, com 36 minutos de duração, em 16mm/colorido. Roteiro e direção de Éverson Faganello, com apoio operacional da UFSC.

TEATRO: Crimes Delicados – Grupo de Teatro do CEART/UDESC, no auditório do Centro de Convivência às 18h30min

MÚSICA ÀS 18H30: Cláudia Passos e Trio Vocal Vila Lobos/MBP, no auditório da Igrejinha da UFSC.

Cláudia Passos é carioca e seu interesse por cantar começou ainda criança, quando tentava acompanhar as melodias dos LPs que suas irmãs ouviam. Tropicália, Novos Baianos, Chico Buarque, Beatles. Mais tarde, Elis Regina, uma grande influência. Mudou-se para Florianópolis, e desde 1998 vem se apresentando em diversos bares e eventos da cidade. Em 2001 formou o Trio com o pianista Luiz Gustavo Zago e o Contrabaixista acústico Mateus Costa. Com eles, vem desenvolvendo um trabalho de rearranjo e reinterpretação em um repertório diversificado, que passeia pelo samba, MPB, Bossa-Nova e Jazz.

“Dona de uma voz firme, densa e singular, seus vibratos lembram as antigas cantoras da era do rádio brasileiro e as damas do blues norte-americano. Essa característica se reflete num repertório diversificado que vai dos anos 70 até os dias de hoje, redescobrindo um pouco da história da música popular brasileira e suas influências.”

Mateus Costa, contrabaixo acústico, desde 1989, participou de bandas em Florianópolis tocando diversos estilos. Atuou em corais com o maestro Carlos Lucas Besen (Etefesc) e Rute Gebler (Udesc). Foi arranjador e regente do grupo Urubá (Madrigal e Banda). Tocou junto à Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA) e Quinteto de cordas da OSSCA. Integrou a Camerata Florianópolis. Participa como membro Orquestra de Câmara do IMCARTI (Itajaí), da Orquestra Municipal de Florianópolis e do grupo Cravo-da-terra.

Luiz Gustavo Zago, pianista, compositor e arranjador tem participado intensamente da cena musical local. Formado em Bacharelado em Música – Habilitação: Piano pela Udesc, começou a tocar profissionalmente em 1999. Em 2000, integrou o Leonardo Garcia Quarteto, com o guitarrista Leonardo Garcia, André Maia no contrabaixo e Rodrigo Paiva na bateria. No repertório, grandes nomes da guitarra, como Toninho Horta, Hélio Delmiro, Ricardo Silveira, Pat Metheny, George Benson, Lee Ritenour, transitando por estilos como o jazz contemporâneo, o fusion e a moderna música instrumental brasileira, como as linguagens de Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Ao mesmo tempo, participou de jam sessions com o quarteto e com convidados como Guinha Ramires, Alessandro Kramer, Carlos Ribeiro, Cássio Moura e Toicinho. Participou do 1º Festival de Música do SESC como tecladista na música Bom Tempo, de Silvio Mansani e Com participações em CDs e premiação em festivais, em 2002 venceu o 3º Festival de Música do SESC com a canção Por entre os dedos, composta em parceria com Silvio Mansani. Luiz Gustavo Zago é destaque como um dos grandes instrumentistas de Santa Catarina, tocando com grandes nomes do cenário musical do Estado.

DANÇA: Grupo Folclórico Danças e Cantares Açorianos de Biguaçu, na entrada da Feira de Livros da SBPC, às 18h30

TEATRO: Don Pablo Entre Vogais, sobre a vida e obra de Pablo Neruda, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC, sob a direção de Carmen Fossari. No Teatro da UFSC às 20h30, até dia 21.

“Don Pablo entre vogais” apresenta um texto de metateatro, com autoria e direção de Carmen Fossari, profissional de teatro no Departamento Artístico Cultural da UFSC, versando sobre a vida e obra de Pablo Neruda, poeta chileno, ganhador de Prêmio Nobel de Literatura. A peça é uma montagem cuja linguagem se reveste da busca da cena ritualística, como requer a linguagem da poesia.

O texto bilíngüe (português e espanhol) mescla o verso de Neruda com a prosa que verseja sua vida e, mesmo considerando serem tratados temas conflitantes como o golpe do general Pinochet em Salvador Alende, no Palácio de La Monedano Chile dos anos 70, ou mesmo o cotidiano popular das classes trabalhadoras,há em cada momento da peça na formulação da imagem e da cena teatral a buscado lúdico permeando todo o espetáculo.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentações Artísticas na 58ª SBPC para o dia 18/07

ONDE: Campus da UFSC

QUANDO: Durante a 58ª SBPC na UFSC

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA: www.sbpc.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: novas espécies de ostras e vieiras poderão ajudar Santa Catarina a intensificar a maricultura

17/07/2006 19:35

Vencedor do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica em 2005, o Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC está mostrando na Reunião Anual da SBPC como colabora com a intensificação da maricultura em Santa Catarina. Responsável pela produção das sementes de ostras que fazem de Santa Catarina o principal produtor desses moluscos no país, a equipe está ampliando sua áreas de atuação e intensificando os mecanismos de transferência do conhecimento gerado na universidade aos pescadores artesanais catarinenses. Além de trabalhar com a produção de sementes de ostras e mexilhões, agora o laboratório está também fornecendo sementes da espécie Vieira para maricultores. Durante esse ano, a produção deverá ser intensificada devido ao aprimoramento das técnicas de transferência do molusco para o mar.

Um novo projeto inovador é a produção de sementes de outro tipo de molusco, a Pteria. As pesquisas ainda estão nas fases iniciais, mas as potencialidades são animadoras. Além de ser uma espécie nativa da costa brasileira, a Pteria colymbus pertence à família das Pteridae, conhecida por sua capacidade de produzir pérolas comerciais. Assim, esse tipo de molusco pode proporcionar uma enorme possibilidade de uso artesanal e ornamental.

As primeiras sementes da Pteria colymbus cultivadas no Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC já foram transferidas para o mar e o resultado dessa produção poderá ser verificado dentro de oito meses. Três pontos básicos permitem que os pesquisadores tenham boas expectativas. A primeira vantagem dessa espécie é que ela possui uma produção semelhante a da Vieira, que já é conhecida pela equipe do laboratório. Além disso, esse tipo de molusco costuma habitar regiões de baía, justamente o local onde está a maioria dos pescadores. Por fim, a Pteria colymbus se caracteriza por se fixar naturalmente nas estruturas da maricultura, facilitando o acesso a novas sementes.

O Laboratório de Moluscos Marinhos também está desenvolvendo um trabalho de rastreamento de sementes de ostras. Através desse programa é possível acompanhar desde a origem genética da semente até o seu destino, por produtor e por área de produção. A equipe do laboratório espera que, através desse mapeamento, possíveis perdas de qualidade possam ser verificadas e que com isso ocorra melhorias na produtividade.

O LMM e o Prêmio Finep

O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC foi o vencedor do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2005, na categoria Inovação Social. O projeto apresentado pela equipe do laboratório para concorrer ao prêmio mostra que as atividades desenvolvidas pela universidade e o repasse desse conhecimento para pescadores artesanais estão na base do crescimento da maricultura no estado de Santa Catarina. Inscrito com o título “Cultivo de Moluscos: Uma Revolução Social no Litoral Catarinense”, o projeto descreve como o trabalho da universidade resultou em benefícios sociais e ambientais.

Importância social

A transferência do trabalho desenvolvido no laboratório para os pescadores possibilitou o restabelecimento das atividades marítimas tradicionais, que passavam por um período de estagnação econômica devido ao declínio da pesca artesanal. Muitos pescadores deixavam de trabalhar no mar, por causa da baixa lucratividade, para se dedicar a outras atividades. Depois da valorização da produção de moluscos, essa situação foi revertida. Atualmente até os filhos dos pescadores aprendem a atividade através de uma formação técnica e deixam de abandonar as comunidades pesqueiras. Hoje já são mais de mil maricultores, reunidos em 20 associações em todo o Estado.

Várias regiões foram beneficiadas pelo crescimento do cultivo de moluscos, como o Ribeirão da Ilha. O local se transformou no maior produtor de ostras do Brasil e, impulsionado pelos restaurantes que têm os moluscos como principal prato do cardápio, consolidou-se como um importante pólo turístico da cidade. Além disso, o desenvolvimento da maricultura beneficiou a implantação e o crescimento de novos setores da economia, como fabricantes de insumos e de equipamento para cultivo.

Importância ambiental

O meio ambiente também foi favorecido pelo aumento do cultivo da ostra, espécie que exige locais apropriados para desenvolvimento. Como a atividade deve ser desenvolvida em locais com boa qualidade de água, há uma maior conscientização por parte dos produtores, que passaram a se comprometer com a limpeza do ambiente.

Além disso, o molusco concentra material particulado presente na água e cria nichos ambientais, serve de sistema para auxiliar na remoção do excesso de matéria orgânica dos ambientes e de local para desenvolvimento de grande quantidade de fauna acompanhante (aquela que se desenvolvem junto às espécies cultivadas). Assim, é comum nos locais de cultivo voltarem os camarões, os siris e os peixes, que podem novamente fazer parte das atividades de pesca dos pescadores artesanais locais.

O projeto

No Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC, são desenvolvidas diversas etapas essenciais para o cultivo de ostras em Santa Catarina. Entre elas, o estoque de reprodutores, a fecundação, a indução para desova e a produção de larvas que depois se transformam nas sementes de ostras que são repassadas aos pescadores. Esse trabalho, desenvolvido pelo LMM é fundamental porque o principal tipo de ostra comercializada e consumida no estado e já difundida para vários outros locais do Brasil é a japonesa, espécie que se adaptou bem às condições do mar catarinense. Além da ostra japonesa, o LMM trabalha com três espécies nativas: a ostra de mangue, a Vieira e o mexilhão. No caso da ostra japonesa, o cultivo da semente em laboratório permite maior controle da produção, que é feita de acordo com a demanda.de moluscos por parte de produtores.

Em 1997, o LMM tinha capacidade de entregar aos produtores cerca de 400 mil sementes por mês. Hoje esse número passou para 5 milhões. Atualmente, com as tecnologias desenvolvidas, o laboratório repassa ao setor produtivo aproximadamente 40 milhões de sementes no ano, com capacidade atual de triplicar essa produção, caso haja demanda e programa a entrega às necessidades e demandas do produtor por épocas e quantidades. Além da própria equipe do LMM, o trabalho conta com a parceria da EPAGRI e desperta a participação de vários outros setores da UFSC. O trabalho associado ao cultivo de moluscos envolve profissionais de mais de 20 departamentos da universidade.

Mais informações sobre o trabalho no Laboratório de Moluscos Marinhos com o professor Jaime Ferreira, 3232 3279 e-mail: jff@cca.ufsc.br

Por Julia Fecchio / Bolsista de Jornalismo na Agecom / UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: teatro “Don Pablo entre Vogais”, música e folclore no final dessa tarde de segunda

17/07/2006 19:33

Teatro, dança, música e exposições fazem parte das atividades culturais que serão realizadas ao longo da 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A programação destaca a cultura da Ilha de Santa Catarina, bem como seus artistas.

A programação completa para todos os dias está no site www.sbpc.ufsc.br

Veja algumas das atrações para o fim do dia de hoje, segunda-feira, 17:

Música às 18h30 no auditório da Igrejinha da UFSC, com Fernanda Rosa e Isaac Alves, vocal e violão, com repertório MPB.

Folclore às 18h30 – “Grupo Folclórico Alevanta Meu Boi” do bairro dos Ingleses. O folguedo do boi-de-mamão é o mais tradicional do litoral catarinense, narra a morte e ressurreição do boi. Local da apresentação: entrada da Feira de Livros da SBPC.

Teatro às 20h30 no Teatro da UFSC com a peça “Don Pablo entre vogais”, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo da UFSC e direção de Carmen Fossari. A peça poderá ser vista até quinta-feira, dia 21, no mesmo horário e local. Gratuito e aberto à comunidade.

Sobre “Don Pablo entre vogais”

Trata-se de um texto de metateatro, com autoria e direção de Carmen Fossari, profissional de teatro no Departamento Artístico Cultural da UFSC, versando sobre a vida e obra de Pablo Neruda, poeta chileno, ganhador de Prêmio Nobel de Literatura. A peça é uma montagem cuja linguagem se reveste da busca da cena ritualística, como requer a linguagem da poesia.

O texto bilíngüe (português e espanhol) mescla o verso de Neruda com a prosa que verseja sua vida e, mesmo considerando serem tratados temas conflitantes como o golpe do general Pinochet em Salvador Alende, no Palácio de La Monedano Chile dos anos 70, ou mesmo o cotidiano popular das classes trabalhadoras,há em cada momento da peça na formulação da imagem e da cena teatral a buscado lúdico permeando todo o espetáculo.

Para contribuir na construção do lúdico, inúmeros elementos cenográficos e coreográficos, aqui vale acentuarmos que também o lúdico permeou, capitaneados por sua instigante personalidade, a vida do poeta Pablo Neruda. O espetáculo faz uso de vários recursos que sustentam a construção da cena, como: slides, máscaras, danças, tecidos artesanalmente pintados, dentre outros. Com os tecidos coloridos, por exemplo, se constrói uma cena, em que o tecido vira cenário em movimento, ou seja, um possível mar, mar do Pacífico, mar do Neruda,e pelo teatro, o mar de todos nós.

Na peça são trazidos à cena desde o amor inusitado de Neruda por objetos diversos (vidros coloridos, carrancas, postais, caracóis, globos etc…) até a sua vivência e atuação política na Espanha (contra o General Franco) e Chile.

O espetáculo acontece a partir da memória já vivida e da projeção do que viria a ser o futuro da personagem Don Pablo; na ação dramática da peça ele está com a idade de 50 anos.

A concepção cênica potencializa uma interpretação densa, porém as necessárias pinceladas do humor também são construídas em alguns momentos quando o elenco atua coletivamente como um coro. As personagens da peça se mesclam entre personagens reais e fictícias: Don Pablo, sua já viúva Matilde, uma Empregada, um Jornalista, uma Poetisa amiga e personagens que habitam a poética de Neruda se personificam como Olegário Sepúlveda um Sapateiro, Maria a Saliteira. Mas não falta um pequeno coro de Ópera Bufa, ou uma Estátua da Liberdade que insiste em reacender uma chama apagada na cena.

Esta peça estreou no dia 6 de Julho de 2004, para um público de 1.200 pessoas no Teatro “Ademir Rosa” do CIC, durante a programação da Semana Pablo Neruda. Após, foi ao Chile, em cinco apresentações para um público de 9.000 pessoas.O presidente da Sociedade dos Escritores do Chile, também poeta e dramaturgo chileno Oscar Aguilera, assistiu ao espetáculo e depois escreveu que a peça“Don Pablo, Entre Vogais”, encenada pelo Grupo Pesquisa Teatro Novo, lhe trouxe uma das mais comoventes emoções quando de sua estadia no Brasil.

Texto e Direção: Carmen Fossari

Assistente de Direção: Márcio Tessmann

Elenco:

Gringo Starr: Pablo Neruda,

Ivana Fossari: Viúva de Neruda

Sheila Sabag: Poetisa

Luigi Cutolo: Jornalista

Adriano De Brito : Ministro e Olegário Sepulveda

Charles Colzani: Garcia Lorca

Carmen Fossari: Empleada de Don Pablo

Marcelo Cipriani: Assessor do Ministro

Muriel Martins: Coro e Poesias

Rhamses: Coro

Figurino: Calu e GPTN

Cenografia: Nei Perin e GPTN

Iluminação: Operador Felipe Machado

Sonoplastia: Operador Márcio Tessmann

Professor de Tango: Nazareno Sabino

Realização e Promoção: Grupo Pesquisa Teatro Novo – Departamento Artístico Cultural – Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentação Teatral “Don Pablo, Entre Vogais” com Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC

ONDE: Teatro UFSC – Programação Cultural 58ª SBPC

QUANDO: Dias 17,18,19 e 20 de Julho às 20h30 horas.

QUANTO: entrada livre.

CONTATO: (48) 9971-7066

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: simpósio discute uso de plantas e conservação do ambiente

17/07/2006 16:58

Uso de plantas e conservação: abordagens etnobotânicas. Este é o tema do simpósio que vai discutir o uso de plantas que podem servir ao homem e como essa relação pode ocorrer em conjunto com a conservação do meio-ambiente. O simpósio, que contará com a presença da professora Natalia Hanazaki e dos pesquisadores Cristina Baldauf e Alexandre Siminski, todos da UFSC, acontece na tarde dessa segunda-feira, 17/7, das 16h às 17h45min, na sala EEL 004, bloco A térreo do Centro Tecnológico. O evento, que está sendo organizado pela Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (SBEE), integra a 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), está acontecendo na UFSC até segunda-feira.

A Etnobotânica

Essa é a ciência que estuda e interpreta a história e a relação entre as plantas e os homens em uma determinada localidade. Através dela é possível conhecer as sociedades, suas culturas e até mesmo criar subsídios para a recuperação de suas histórias. Congregando vários ramos do conhecimento humano, como a história, a antropologia, a botânica e a ecologia, a Etnobotânica utiliza o conhecimento tradicional de determinadas populações locais em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas e da conservação do meio ambiente.

Sua importância está na valorização dos conhecimentos e das medicinas tradicionais das comunidades, na utilização dos seus estudos para a preservação da flora, na ampliação do conhecimento sobre as propriedades úteis de espécies vegetais e na aquisição de subsídios para estudos étnicos, antropológicos, botânicos e ecológicos sobre os povos envolvidos na pesquisa.

A professora do Departamento de Ecologia e Zoologia, Natalia Hanazaki, vice-presidente da SBEE e doutora em Ecologia pela Unicamp, explica que o termo Etnoecologia é, assim como Ecologia Humana, referente à relação entre os seres humanos e o ambiente. A Etnoecologia, no entanto, possui suas raízes na Antropologia, apesar de possuir influências de outras áreas e de hoje constituir-se claramente como uma área de confluência entre as ciências biológicas e as ciências humanas.

Segundo a professora, o prefixo “etno” começou a ser usado com dois significados: primeiro, para fazer referência a um grupo étnico em particular e, segundo, para se relacionar às percepções ou visões do grupo local sobre o fenômeno em questão.

Natalia afirma que a Etnoecologia pode ser usada para cobrir toda uma gama de estudos de história natural derivados de populações locais – incluindo outras áreas de estudo como a Etnobiologia, a Etnobotânica, a Etnoentomologia e a Etnozoologia – não se restringindo, no entanto, à história natural a partir de uma perspectiva antropológica. A Etnoecologia procura, portanto, fornecer um entendimento dos sistemas de conhecimento de populações locais, investigando a sua percepção, conhecimento e relação com o ambiente natural, sem ignorar os aspectos históricos e políticos que influenciaram na cultura em questão.

Ainda segundo a professora, o conhecimento tradicional das comunidades pode complementar o conhecimento científico através do fornecimento de experiências práticas derivadas da convivência destas comunidades com os seus respectivos ecossistemas.

A ecóloga finaliza afirmando que entre as maiores contribuições do desenvolvimento da Etnoecologia para as questões que envolvem as populações locais, estão: a possibilidade de uma melhor compreensão de como estas sociedades percebem, estudam e classificam o seu ambiente natural e o estabelecimento de uma ligação direta entre o conhecimento construído localmente e o conhecimento acadêmico-científico, além da possibilidade de resgatar e valorizar um conhecimento que tende a desaparecer rapidamente. Natalia ressalta que os estudos etnoecológicos – junto às suas implicações sociais, ideológicas e éticas – possibilitam aumentar a representatividade de uma parcela da sociedade, que é freqüentemente marginalizada nos processos de tomada de decisão formais, em relação aos recursos que utilizam.

Estrativismo da samambaia preta

A pesquisadora Cristina Baldauf, do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), e do Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), vai falar sobre o extrativismo da samambaia-preta no Rio Grande do Sul. O trabalho, que foi tema da sua dissertação de mestrado em Biologia Vegetal, buscou subsidiar o manejo sustentável da espécie e fundamentar o processo de licenciamento da coleta deste recurso florestal.

Cristina afirma que a samambaia-preta destaca-se entre as demais devido à sua importância econômica, pois suas folhas são comercializadas mundialmente para a confecção de arranjos. Segundo a pesquisadora, é provável que mais da metade das folhas de samambaia-preta comercializadas no país seja oriunda do litoral do Rio Grande do Sul, onde a espécie ocorre de forma abundante e onde o seu extrativismo é fonte de renda de inúmeras famílias.

A coleta, que quase sempre é feita diretamente no ambiente natural da espécie, sofre restrições devido à legislação ambiental do RS, porém o seu manejo é permitido quando cumpridas algumas especificações, como o estudo sobre a produtividade da espécie explorada, sua demografia e interações com outras plantas, o impacto ambiental causado pela atividade extrativista e os procedimentos e alternativas que minimizem esse impacto.

A pesquisadora, que desenvolveu seu estudo no município de Maquiné (RS), afirma que os resultados demonstram que os sistemas de manejo estudados não afetam negativamente a estrutura demográfica e genética da espécie, sendo possível a regulamentação da coleta da samambaia-preta no RS. Cristina constatou, no entanto, um declínio das populações da espécie em ambientes com estrutura florestal em fases mais avançadas de sucessão (processo que implica na substituição progressiva de uma comunidade vegetal ou animal por outra mais apta). Ainda segundo a pesquisadora, os resultados obtidos permitem estabelecer indicadores de sustentabilidade para o licenciamento e monitoramento da atividade extrativista na região de estudo, no entanto esse licenciamento deve ser pensado de forma mais ampla e considerar a necessidade de medidas que viabilizem o manejo nas áreas de capoeira (área composta de uma vegetação nascida após a derrubada da mata virgem).

Roças em Santa Catarina

O pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais, ligado ao Departamento de Fitotecnia do CCA, e doutorando em Recursos Genéticos Vegetais pela UFSC, Alexandre Siminski, levará ao simpósio o seu trabalho sobre o conhecimento local no sistema de cultivo em roças em Santa Catarina. Segundo o pesquisador, ainda que potencialmente nociva ao meio ambiente, a atividade agrícola pode ter uma relação direta com a conservação dos recursos naturais, pois ela depende diretamente deles para a sua continuidade.

Alexandre explica que, mais do que uma atividade puramente comercial, a agricultura também é uma atividade cultural. As práticas utilizadas pelos agricultores tradicionais, em sua relação com o meio, são decorrentes das suas experiências acumuladas na luta pela reprodução das condições de existência material e social. Esse saber tradicional, explica o pesquisador, caracteriza-se por ser heterogêneo, contraditório, difuso, dinâmico e com capacidade de renovação, em função de seu caráter prático e vivo. Ele é parte da cultura do agricultor e instrumento fundamental na elaboração de sua identidade social.

Segundo o pesquisador, a floresta fazia parte de um ciclo de cultivo de espécies anuais nas pequenas propriedades agrícolas do litoral de Santa Catarina. Neste cultivo feito através da agricultura de pousio, tradição milenar da maioria das populações indígenas que foi assimilada pelas populações remanescentes dos processos de colonização, a floresta é suprimida e o solo é ocupado com culturas anuais por alguns anos até o declínio da sua fertilidade natural, sendo deixado em pousio até que tenha condições de suportar um novo ciclo de cultivo.

Através da observação do meio em que vivem, os agricultores adaptaram as técnicas de cultivo de modo a permitir a sua continuidade. Alexandre destaca que as observações dos agricultores permitem enfatizar que o processo de sucessão e de recuperação do solo na região é muito rápido, o que permitiria dizer que a agricultura de pousio é sustentável, pois nunca haveria a necessidade da derrubada de toda área de capoeira dentro das propriedades.

Com o surgimento de novas legislações ambientais no final dos anos 80 e com o conseqüente aumento da fiscalização, Alexandre mostra as transformações no sistema produtivo e exploratório das propriedades agrícolas da região como resultado dos conflitos de interesses entre as partes envolvidas na questão. Um dos pontos de maior discórdia estaria nos parâmetros que a Resolução no 04/94 do CONAMA estabelece para definir a vegetação no estágio inicial de regeneração, única vegetação passível de supressão total, como requer a agricultura de pousio.

Segundo a observação prática dos agricultores, este estágio inicial ocorre entre cinco e sete anos após o abandono dos terrenos, período que difere em muito dos 15 a 25 anos de pousio necessários para a nova utilização da terra pelos agricultores. Essa limitação ao uso das áreas com remanescentes florestais é apontada como responsável pelo comprometimento da continuidade do sistema produtivo, uma vez que pressupõe a derrubada da vegetação em um estágio de regeneração no qual a fertilidade do solo ainda não está recuperada do desgaste provocado pelos anos de cultivo.

Segundo Alexandre, em 65% das propriedades da região estudada houve redução da área de cultivo nos últimos 15 anos. Quanto às mudanças no sistema de cultivo, o tempo de repouso foi reduzido para evitar que as áreas onde a roça é implantada ultrapassem os limites permitidos pela legislação para derrubada ou corte raso. As roças também foram transferidas para locais mais distantes e de difícil acesso com a finalidade de se “esconder da fiscalização”, assim como a quantidade de roças diminuiu consideravelmente e estas passaram a ser “menos móveis”.

O pesquisador observa que as florestas passaram de integrantes do sistema produtivo, como uma das etapas do ciclo (pousio), a um empecilho ao atendimento das necessidades dos produtores rurais. Para Alexandre, a mudança na percepção da importância das florestas é resultante da intensificação das exigências para o uso de seus recursos, e da escassez de alternativas legais para o aproveitamento de seus benefícios. Os agricultores, por sua vez, têm como estratégia não deixar as áreas de pastagem e capoeirinhas se desenvolverem, pois para eles isso significa uma redução do potencial de uso e conseqüente perda de valor da terra.

Mais informações:

Natalia Hanazaki / natalia@ccb.ufsc.br / 3331-9460

Cristina Baldauf / crisbaldauf@yahoo.com.br / 3331-5337

Alexandre Siminski / alesiminski@yahoo.com.br / 3331-5337

Fonte adicional:

http://www.aultimaarcadenoe.com/etnobotanica.htm

Por: Daniel Ludwich / bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: religião como solvente cultural é tema de conferência

17/07/2006 16:26

Catolicismo, luteranismo e umbanda, as três religiões consideradas mais tradicionais pela sociologia, vêm perdendo fôlego nos últimos anos. Ao contrário delas, o pentecostalismo tem conquistado cada vez mais fiéis, por se tratar de uma religião universal, que convoca as pessoas na construção de uma comunidade nova. Com base em pesquisas e considerações de sociólogos como Weber, o professor de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), Antônio Pierucci, vai apresentar estas e outras idéias na reunião da SBPC, em Florianópolis. A conferência será realizada na terça-feira (18/07), das 16h às 17h45, no auditório do Centro de Convivência da UFSC.

De acordo com Pierucci, uma transição religiosa de rompimento com a tradição vem ocorrendo desde 1940. As religiões mais procuradas, nesse processo de “destradicionalização”, são as pentecostais e neopentecostais, de raiz protestante. Para ele, essa procura representa a ruptura com um passado religioso que antes parecia bastar. Além disso, Pierucci diz que uma vantagem do protestantismo em relação às outras crenças é o fato de ser uma religião de conversão individual. “O que vale é a inscrição pessoal num meio só de crentes, e não a herança religiosa”, explica.

O professor divide as religiões, de acordo com suas funções, em religiões étnicas e religiões universais. As primeiras seriam aquelas que têm por propósito preservar determinado patrimônio étnico-cultural. Já as universais estariam abertas à conversão de qualquer indivíduo, independentemente de tribo, etnia ou nacionalidade. Do ponto de vista dessa classificação funcional, vem ocorrendo nos últimos anos um deslocamento de religião étnica para religião universal, a desvinculação da crença religiosa com a origem de um povo, segundo Pierucci. Ele afirma que os cultos afro-brasileiros em sua totalidade já se comportam bastante acentuadamente como religiões universais.

Para comprovar essa mudança, o professor cita alguns exemplos baseados em pesquisas realizadas pelo Instituto DataFolha. No conjunto das religiões afro-brasileiras, a maioria absoluta é de brancos, que representam 51,2% do total de fiéis. Essa adesão de brancos a crenças originalmente da etnia negra, como o candomblé, faz com que suas identidades “africanas” sejam “africanizadas” pela fé, identidades, como afirmou Weber, “puramente religiosas”. Outro aspecto que embasa o argumento de Pierucci é o fato de que os negros convertidos ao pentecostalismo se mostram em proporção muito maior (14,2%) do que os que se dizem adeptos das religiões dos orixás (3%).

Pierucci afirma que a religião universal de salvação individual, forma religiosa que no desenvolvimento geral da cultura tende a predominar sobre as demais, funciona como um solvente, desligando as pessoas de sua cultura-mãe, de um contexto cultural que antes lhes parecia natural. Dessa forma, faz do estranho o verdadeiro próximo, com quem constitui uma nova comunidade, formando novos laços, puramente religiosos. Portanto, “religião de conversão não tem a menor consideração”, como afirma Pierucci, com base em estudos do sociólogo Max Weber.

Por Ingrid Cristina dos Santos / Bolsista em Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: arquivo fotográfico mostra como está sendo o evento

17/07/2006 16:19

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) está disponibilzando imagens da Reunião Anual da SBPC, que ocorre na UFSC de 16 a 21 de julho. Através do arquivo fotográfico, o visitante pode acompanhar a cobertura fotográfica das atividades relacionadas ao importante evento científico. O site é dividido em álbuns temáticos e nele já constam as primeiras imagens dos preparativos para a reunião.

O acesso ao arquivo também pode ser feito na home page do evento (www.sbpc.ufsc.br). O objetivo é criar uma memória fotográfica da reunião, devido à grande relevância do momento na história da UFSC.

Gustavo Bonfiglioli / bolsista de jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: déficit de atenção e hiperatividade são temas em debate

17/07/2006 13:33

Hiperatividade, impulsividade e desatenção são características que aparecem com certa freqüência em um grande número de crianças e, na maioria das vezes, isso deve ser considerado natural dentro do desenvolvimento de cada. No entanto, muitas vezes essas características ultrapassam os limites da normalidade e devem receber maior atenção. Isso porque esses são sintomas de um distúrbio que pouca gente conhece, mas chega a atingir cerca de 5% das crianças em idade escolar, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O assunto foi apresentado em um livro da psiquiatra Ana Beatriz Silva, com o sugestivo nome “Mentes Inquietas”, e ajuda a entender melhor as pessoas que são injustamente rotuladas de rebeldes, enroladas, preguiçosas, desligadas ou irresponsáveis. As causas e os efeitos desse distúrbio, bem como o comportamento das pessoas afetadas pelo TDAH serão discutidos durante a 58a Reunião da SBPC. Uma mesa-redonda vai reunir os professores da UFSC, Reinaldo N. Takahashi e Flávio Vicente, e a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Ester Nakamura-Palacios.

O TDAH é uma doença que de difícil diagnóstico e pode ser causado tanto por fatores genéticos como sociais. Normalmente aparece em crianças e se instala definitivamente antes dos sete anos de idade. Antigamente, acreditava-se que o transtorno diminuía durante a adolescência, chegando a desaparecer quando atingida a fase adulta, mas hoje já se sabe que isso não acontece. Cerca de 65% das crianças com TDAH atingem a idade adulta com os mesmo sintomas, e a falta de diagnóstico e tratamento corretos gera grandes prejuízos na vida profissional, social e afetiva.

Uma pessoa com TDAH tem dificuldade em assistir uma palestra, ler um livro ou fazer qualquer outra atividade sem se dispersar. Comete erros por falta de atenção aos detalhes e faz várias coisas ao mesmo tempo, deixando várias tarefas pela metade. A impulsividade domina seu comportamento, e por isso ela fala e faz o que lhe vem na cabeça sem pensar se é adequado ou não. Costuma ser compulsivo, impaciente, irritadiço e com alterações constante de humor.

Esse tipo de transtorno é caracterizado por uma falha na captação do neurotransmissor dopamina pelos neurônios. Em uma pessoa normal, a dopamina é liberada por um neurônio com o intuito de estimular outro. Após esse processo ela volta ao neurônio original, em um ciclo ininterrupto. No cérebro de quem sofre com o transtorno esse processo acontece mais rapidamente e, consequentemente, a dopamina tem pouco tempo para ativar os neurônios vizinhos.

O tratamento pode ser feito com medicamentos e também com terapias, quando os sintomas não são graves e não atrapalham tanto a rotina do paciente. O remédio mais utilizado pelos médicos para tratar o TDAH é o Metilfenidato, uma substância psicoestimulante, princípio ativo do medicamento Ritalina. Esse composto químico bloqueia a recaptação da dopamina, e com isso ela fica por mais tempo disponível entre os neurônios, aumentando suas chances de ser absorvida por algum deles e diminuindo os sintomas do transtorno.

A mesa-redonda

Um dos trabalhos que será apresentado na mesa-redonda mostra as vantagens do uso de animais espontaneamente hipertensos, os ratos SHR em particular, como modelos experimentais nos estudos sobre TDAH. Eles possuem um sistema nervoso mais simples, comportamentos de fácil interpretação e homogeneidade genética, o que beneficia o desenvolvimento de pesquisas sobre esse tipo de distúrbio. Nesse estudo foram feitas avaliações do comportamento dos animais depois de receberem diferentes tipos de tratamentos. Em um deles, os ratos SHR foram medicados com Metilfenidato e, a partir daí observou-se que, quando comparados com os ratos considerados normais, os que eram hipertensos apresentaram maior locomoção em ambientes novos e maior consumo de sacarina e álcool. No entanto não foi constatada nenhuma alteração comportamental entre esses ratos com hipertensão espontânea.

Um segundo tratamento eliminou o uso de qualquer medicamento e priorizou a utilização de diferentes tipos de ambientes durante o período de desenvolvimento do animal. Alguns foram criados dentro de ambientes considerados enriquecidos, contendo túneis, escadas e rodas, e outros cresceram em lugares onde esses objetos não foram colocados, os chamados ambientes padrões. Ao final do experimento verificou-se que desempenho dos animais melhorou significativamente pela exposição ao ambiente enriquecido. Isso permite dizer que os tratamentos feitos a base de medicamentos nem sempre são os mais confiáveis, e que abordagens não farmacológicas, como o enriquecimento ambiental, por exemplo, pode ser mais significativo que o uso de Metilfenidato.

Esse medicamento também faz parte de outro estudo que será apresentado durante a mesa-redonda. Na pesquisa em questão, buscou-se verificar as possíveis alterações em diferentes funções cognitivas de crianças e adolescentes com TDAH a partir do tratamento com metilfenidato. Antes do início do tratamento, a comparação entre o grupo formado por pessoas que possuem o distúrbio e o de indivíduos que não têm o transtorno demonstrou que o primeiro apresentava déficits nas habilidades de leitura, escrita e aritmética e comprometimento das memórias de curto e longo prazo e da operacional. O tratamento com Metilfenidato reverteu vários desses déficits funcionais, como por exemplo, o da memória operacional e da memória de curto e longo prazo. Com isso, os pesquisadores concluíram que avaliação neuropsicológica dessas funções se mostrou extremamente útil, tanto no auxílio do diagnóstico do TDAH quanto na avaliação da eficácia do medicamento farmacológico utilizado para o tratamento do distúrbio.

A mesa-redonda será realizada na terça-feira 18/7, a partir de 16h, na sala Sala EEL 004 – Bloco A térreo do Centro Tecnológico.

Por Julia Fecchio / Agecom / UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: laboratórios do Centro de Ciências Agrárias marcam presença na ExpoT&C

17/07/2006 09:23

O desenvolvimento de técnicas limpas no cultivo de vegetais é o carro-chefe de várias pesquisas que serão apresentadas pelos laboratórios do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC durante a Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&C). O Laboratório de Hidroponia e o de Tecnologia de Frutas e Hortaliças, por exemplo, estudam essa temática e estarão presentes nos pavilhões da ExpoT&C para apresentar cada uma delas aos visitantes.

A ExpoT&C é um espaço para apresentação e divulgação de idéias e produtos inovadores desenvolvidos dentro da área tecnológica. O evento é mais uma das atrações da 58a Reunião da SBPC e acontece nos três ginásios do Centro de Desportos da universidade. A exposição vai contar com a participação de empresas públicas e privadas, de órgãos governamentais e de fomento, além de instituições de ensino e pesquisa através de seus núcleos, como é o caso dos laboratórios do CCA.

Laboratório de Hidroponia

O Laboratório de Hidroponia, vinculado ao Departamento de Engenharia Rural, vai estar presente na ExpoT&C com um experimento baseado na produção de tomates e morangos a partir de uma inovação na técnica hidropônica. No procedimento desenvolvido pelo laboratório, além da ausência de agrotóxico, utiliza-se leite na pulverização das folhas. Esse tipo de cultivo influencia positivamente o pH da planta e também proporciona um combate natural aos agentes causadores de doenças, resultado da ação das leveduras do leite. Esse e outros cuidados especiais, como uma nutrição balanceada, possibilitam a produção de frutas mais limpas e saudáveis.

Também no estande do Laboratório de Hidroponia será montada uma pequena horta, que será utilizada para demonstrar como é feito o cultivo hidropônico de vegetais e suas vantagens. O espaço da ExpoT&C também será aproveitado para apresentar e divulgar o curso de hidroponia ministrado pela equipe do laboratório e os outros trabalhos em andamento,

Laboratório de Tecnologia de Frutas e Hortaliças

O uso de tecnologias limpas no processamento de alimentos ganha destaque mais uma vez ao servir de base para uma das pesquisas do Laboratório de Tecnologia de Frutas e Hortaliças, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos. Esse trabalho tem como objetivo desenvolver novos produtos e processos que valorizem as matérias-primas e minimizar os resíduos nas propriedades rurais e agroindústrias. O laboratório também vai demonstrar outros estudos ainda em andamento.

Uma das pesquisas, por exemplo, investiga as propriedades físico-química, funcionais e sensoriais da bebida de farelo de arroz. Essa bebida, que reduz o colesterol, protege a pele e regulariza a menopausa, estará disponível para os visitantes do estande. Outros projetos em desenvolvimento estarão expostos durante a ExpoT&C. É o caso do trabalho que estuda formas de otimização da produção do polvilho azedo e da pesquisa sobre as características físico-químicas, nutricionais e toxicológicas da farinha de palmeira-real.

Micropropagação

Outro representante do CCA na ExpoT&C é o Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal. O laboratório faz parte do Departamento de Fitotecnia e vai apresentar um pouco de cada trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e alunos. O laboratório segue linhas de pesquisas que vão da cultura de tecidos e micropropagação de plantas, passando pela caracterização da variação genética das espécies por meio de marcadores moleculares até o sequenciamento genético.

Vários projetos de pesquisa estão em andamento e serão apresentados na ExpoT&C. Esses trabalhos baseiam-se no estudo de diferentes plantas, nativas ou exóticas. Entre as espécies nativas estão a Lipia alba, mais conhecida como erva-cidreira de arbusto, o Euterpe edulis, nome científico de um palmiteiro da Mata Atlântica, e a Araucaria angustifólia, ou simplesmente pinheiro-do-paraná. Já entre as espécies exóticas estudadas no laboratório destacam-se a maçã Malus domestica e a uva Vitis sp.

Por Julia Fecchio / Bolsista de Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: UFSC apresenta projetos inovadores na ExpoT&C

17/07/2006 09:05

Projetos desenvolvidos por laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão apresentados na ExpoT&C – Exposição de Tecnologia e Ciência, evento que integra a 58º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Em um espaço de 80 metros quadrados, a UFSC mostrará suas realizações na área tecnológica, assim como empresas públicas e privadas, órgãos governamentais e de fomento e outras instituições de ensino e pesquisa que participarão da exposição.

Ao todo, 19 laboratórios estarão presentes na ExpoT&C – quatro do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e 15 do Centro Tecnológico (CTC) -, levando projetos que abordam desde novos processos para o preparo de alimentos até o desenvolvimento de robôs. “O objetivo é fazer com que a exposição sirva de atrativo, convidando a comunidade a visitar nossos laboratórios”, afirma o diretor do Centro Tecnológico, professor Júlio Felipe Szeremeta.

Os estandes da UFSC estarão concentrados no Ginásio 1 do Centro de Desportos (CDS), onde ocorrerá a ExpoT&C. Confira abaixo os laboratórios que participarão da mostra de tecnologia:

– Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos (CTC)

– Laboratório de Controle de Processos (CTC)

– Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (CTC)

– Laboratório de Energia Solar (CTC)

– Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal (CCA)

– Laboratório de Hidroponia (CCA)

– Laboratório de Integração de Software e Hardware (CTC)

– Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas (CTC)

– Laboratório de Morfogênese e Bioquímica Vegetal (CCA)

– Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (CTC)

– Laboratório de Pesquisa Operacional (CTC)

– Laboratório de Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica (CTC)

– Laboratório de Projeto e Fabricação de Componentes de Plástico Injetados (CTC)

– Laboratório de Robótica (CTC)

– Laboratório de Segurança de Computadores (CTC)

– Laboratório de Sistemas de Apoio à Decisão (CTC)

– Laboratório de Soldagem (CTC)

– Laboratório de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (CCA)

– Laboratório de Tubos de Calor (CTC)

Por Débora Horn / Núcleo de Comunicação do CTC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Galeria de Arte tem exposição de Franklin Cascaes

16/07/2006 23:50

Pode ser visitada no perído da Reunião Anual, na Galeria de Arte da UFSC, a exposição “Olhares – Desenhos e Esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”. A mostra apresenta vários aspectos da cultura popular da Ilha, como o trabalho, a religiosidade, as brincadeiras tradicionais e as bruxarias, que foram artisticamente registrados pelo artista e pesquisador Franklin Cascaes. A Galeria de Arte da UFSC funciona no edifício do Centro de Convivência, no campus universitário.

Segundo Aline Carmes Krüger, que divide a curadoria da exposição com Cristina Castellano, a exposição está sendo viabilizada graças ao apoio do evento nacional, que tornou possível a aquisição de caixas para o transporte seguro das obras de arte do Museu Universitário até a Galeria de Arte da UFSC, mantendo assim a integridade e proteção das peças que se encontram em constante processo de conservação e preservação.

A exposição apresenta esculturas e desenhos. São 47 esculturas em argila crua e gesso, com peças que compõem três coleções, e cinco peças individuais, tendo como temas o Jogo do Bicho, o Sabá Bruxólico, o Lambe-lambe, A Procissão Nosso Senhor Jesus dos Passos, Vendedor Ambulante, Pescador, Fazendo Cigarro de Palha e Brincadeira Infantil, com menino soltando pandorga. Os 16 desenhos, em nanquim sobre papel ou grafite sobre papel, em temática diversifica, abordam temas da religiosidade, política, jogo do bicho, boitatá, festa junina, vendedores, pesca da baleia e bruxas.

A coleção O Sabá Bruxólico, de 1978, apresenta, em 13 peças, a cena de um ritual de bruxaria onde há o caldeirão das bruxas, em que Cobuche trabalha na preparação da poção, e Debrumu, figura com asas, passa unto sem sal no corpo de uma iniciada no sabá. Brudesa, outra figura alada, usa um bode como montaria, e na cena também há um sapo e uma porca bruxólicos. Movosdebo, com asas, é o secretário de Lúcifer, e há um diabo dançador, e o próprio Lúcifer. São tradições que se fazem presentes na idéia de divulgar Florianópolis como a Ilha da Magia.

Outra coleção desta mostra, O Lambe-lambe, de 1957, mostra um conjunto que ilustra o trabalho desse tipo de fotógrafo ambulante. Na coleção está o fotógrafo, o seu auxiliar – encarregado de fazer o fundo fotográfico. Além do freguês do fotógrafo, com o banquinho para se sentar e posar para a foto, a máquina fotográfica e até o balde, que era utilizado para lavar as fotos batidas. São peças que ilustram esse trabalho ambulante que circulava pelas ruas e praças da cidade.

Além de um conjunto montado de esculturas, há peças avulsas que mostram cenas como um homem fazendo cigarro de palha, um vendedor de gaiolas, um pescador torcendo fios de algodão num fuso manual de madeira, um menino em brincadeira infantil soltando pandorga – pipa ou papagaio, como também é conhecida em outros lugares -, e uma mulher com criança no colo, vestida de Senhor dos Passos para a Procissão do Senhor Jesus dos Passos. São alguns aspectos do cotidiano popular local – do trabalho, das brincadeiras e da religiosidade -, que foram pesquisados e artisticamente registrados por Franklin Cascaes.

Com alguns textos explicativos, os desenhos, em medidas que variam em torno de 90 por 60cm, mostram a pesca, a religiosidade, o trabalho ambulante, as brincadeiras tradicionais, cenas da política nacional, manifesto contra o progresso desenfreado, em que o asfalto acabou com a pesca tradicional, e até mesmo um demo surfista. São desenhos que retratam a pesca da baleia, um pombeiro vendedor de galinhas e um vendedor de capim de colchão, a corrida do saco, uma Festa Junina, um congresso bruxólico, e não falta um Boitatá Monsbaiche no paraíso mítico da Procriação Boitatariana. As peças fazem parte do acervo do Museu Universitário da UFSC.

Sobre o artista folclorista Franklin Cascaes

Nascido em 16 de outubro de 1908, em Itaguaçu, Município de Florianópolis, Franklin Joaquim Cascaes manifestou desde cedo interesse pelas histórias e eventos que diziam respeito ao processo de ocupação e colonização do litoral catarinense, mais especificamente da Ilha de Santa Catarina e ao modo de vida local.

Transformou, através de suas habilidosas mãos de artista, esse universo cultural num conjunto de desenhos, manuscritos e esculturas, criando ao longo de sua vida um acervo documental sobre a cultura popular do litoral catarinense.

Iniciou sua obra em 1946, aos 38 anos, e em seu trabalho “fala” muitas vezes de temas familiares ao artista, pois o mesmo também era descendente de açorianos.

Franklin Joaquim Cascaes falece em 1983, porém sua obra é uma referência para qualquer reflexão acerca das comunidades litorâneas catarinenses, não só no que tange a aspectos do passado, como ainda frente às intensas transformações que hoje são notáveis na cidade de Florianópolis. Sua obra é, todavia um clamor pelo respeito ao patrimônio natural e cultural.

O Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral é responsável pela guarda da coleção “Professora Elizabeth Pavan Cascaes”, homenagem póstuma prestada pelo artista à esposa. A incorporação desta Coleção ao patrimônio da Universidade Federal de Santa Catarina, ocorreu em junho de 1981, por doação em vida do artista.

“Para mim amigo artista a arte é um caminho inato colocado na vida de alguns indivíduos pelo Criador do universo, e o verdadeiro artista é solitário, mas de dentro dos caminhos da sua solidão ele arranca os frutos dos acontecimentos regionais do seu tempo e o entrega as massas para que elas conduzam de geração em geração como um dos mais verdadeiros testemunhos da verdade dos vestígios da humanidade através da passagem dos tempos.”

A Galeria de Arte da UFSC faz parte do DAC – Departamento Artístico Cultural / Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC.

SERVIÇO:

O QUÊ: Exposição “Olhares – Desenhos e Esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”

Visitação: Até 04 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h30.

ONDE: Galeria de Arte da UFSC, prédio do Centro de Convivência.

QUANTO: Gratuito, aberto ao público.

CONTATO: (48) 3331-9683 e galeriadearte@dac.ufsc.br – Visite www.dac.ufsc.br e www.museu.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material da curadoria da mostra.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: programação cultural valoriza talentos locais

16/07/2006 23:43

Teatro, dança, música e exposições fazem parte das atividades culturais que serão realizadas ao longo da 58a Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A programação destaca a cultura da Ilha de Santa Catarina, bem como seus artistas.

Durante os cinco dias haverá a feira do livro, o pavilhão cultural – exposição de arte e artesanato regional, e o Engenho do Seu Zico, um engenho que produzirá farinha de mandioca com tração animal, aos moldes dos povoadores açorianos, e venderá produtos derivados da farinha. Entre as exposições, está “Olhares, desenhos e esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”, na Galeria de Arte da UFSC. A mostra de parte da obra do artista com instalação artística sobre as bruxas da Ilha. A obra completa do artista faz do acervo do Museu Universitário da UFSC.

Para a programação musical estarão presentes as bandas Aerocirco e Cravo da Terra, que já foram atrações do projeto 12:30 da UFSC (veja abaixo). Formada em 2002, Aerocirco possui canções inspiradas nos grupos The Strokes, Coldplay e Los Hermanos. Já o grupo Cravo da Terra, além de ter composições próprias, interpreta músicas de Chico Buarque, Dorival Caymmi e Hermeto Paschoal. Haverá também um recital com o conservatório musical, a apresentação do coral Nuvens Azuis e de cantores de MPB e um encontro de corais de Florianópolis.

A programação cultural da SBPC contará ainda com exposições, museus e grupos folclóricos da cidade, além de grupos de dança, como o de dança folclórica da terceira idade da UFSC e o Mixtura de Bombinhas -premiado por três vezes no Festival de folclore da cidade de Itapema. O grupo participa, desde 1999, do maior evento da cultura açoriana no estado de Santa Catarina, o AÇOR, e possui um repertório de 26 modas de várias ilhas dos Açores.

Curtas catarinenses também serão exibidos diariamente, às 12h e 30min no auditório do Centro de Convivência. Estarão em cartaz os documentários Farra do Boi, Vôo Solitário, Ponte Hercílio Luz e as ficções Desterro e Alva Paixão. Entre as peças teatrais – cerca de três por dia – está “A Náusea”, leitura performática de fragmentos da obra de Jean Paul Sartre pelos alunos da Oficina de teatro do Departamento artístico-cultural (DAC) da UFSC. Também serão encenadas “Crimes Delicados”, “O Presente”, “Fim de jogo” e “Variações da morte de Trótski”, do grupo de teatro do Ceart da Udesc, e “Dom Pablo entre Vogais”, do Grupo Pesquisa e Teatro Novo da UFSC.

Conheça algumas atrações

Lenzi Brothers (segunda, 17/7, às 13h, na Concha Acústica)

Formada em 1996 pelos irmãos Marzio, Matheus e Samuel Lenzio, a banda já lançou dois cds e fez mais de 500 shows em dez anos de estrada. Grilo Verde, o primeiro cd, foi lançado em 2002 e produzido de forma independente, trazendo oito composições próprias da banda. A faixa título do disco tornou-se hit nos show e a música Pára-Quedas serviu de trilha para a vinheta do programa Toca aí da MTV Brasil, em fevereiro deste ano.

O segundo disco, Qualquer Cor, foi lançado em dezembro de 2005 e logo foi indicado ao Prêmio London Burning de música independente (RJ), um dos mais importantes do país, ficando em 2º na escolha do público e 4º entre os cinco melhores escolhidos pela crítica. Participaram da gravação o americano Greg Wilson, vocalista da banda carioca Blues Etílicos, que excursionou com o Lenzi Brothers no começo do ano passado, e Andrei Garcia, organista e pianista de Florianópolis.

Aerocirco (quarta-feira, 19/7, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30min)

Com os integrantes Fábio Della, vocal e guitarra, Hudson Cabala, guitarra, Paulo Sant’Anna, baixo, Henrique Monteiro, bateria e César Moreno, teclados e backing vocal, a banda Aerocirco foi formada em 2002 em Florianópolis. O repertório é formado por composições próprias influenciadas pelas bandas de rock The Strokes, Coldplay e Los Hermanos. Além de realizar shows em Florianópolis, o grupo se apresenta em cidades do interior de Santa Catarina. Aerocirco gravou também videoclipes, entre eles o da música “Tarde demais” e “Foi por você”, que foram exibidos em programas de TV e são vendidos nos shows.

Cravo da Terra (quinta-feira, 20/, no Teatro da UFSC, às 12h3min)

O grupo Cravo-da-Terra é formado pela vocalista e flautista Ive Luna, pelo violonista Luís Coelho, o contrabaixista Matheus Costa e o violinista Mercelo Mello. Já conhecido em Florianópolis por realizar um trabalho inovador de divulgação dos compositores da Ilha, a banda também tem interpretações delicadas de músicas de grandes compositores como Chico Buarque, Dorival Caymmi e Hermeto Paschoal. Além disso, as músicas próprias do Cravo-da-Terra também mostram a qualidade musical deste quarteto. A canção O Vinil, de autoria de Ive Luna, foi a vencedora da etapa regional do 4º Festival de Música do SESC e conquistou a segunda colocação no estado.

Grupo Mixtura de Bombinhas (quinta, 20/7, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30)

Em 1999, a professora de Educação Física, Vera Eli Pereira Pires, preparou um grupo de alunos de 3ª a 5ª séries da Escola de Ensino Fundamental de Bombas para fazer uma apresentação na Festa Junina da Escola. A comunidade gostou, os alunos se interessaram e esse foi o gatilho para a criação de um grupo folclórico que reconstituísse através da dança a cultura açoriana, outrora viva em nosso litoral.

Em 2003 foi criada a Associação Folclórica Mixtura – Afomix – para melhor estruturar o trabalho voluntário desenvolvido por 30 jovens e adolescentes.

Grupo premiado por três vezes no Festival de Folclore da cidade de Itapema. Participou do Encontro Comunitário de Ensaiadores, realizado nas Ilhas do Faial e do Pico, no arquipélago dos Açores em junho de 2005. Participa também, desde 1999, do maior evento da cultura açoriana no estado de Santa Catarina, o AÇOR. Atualmente, o grupo possui em seu repertório 26 modas de várias ilhas dos Açores.

Para mais informações: Joi Cletison – 3331 8304

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista em Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: na abertura do evento, autoridades defendem desenvolvimento da ciência

16/07/2006 23:37

Fotos: Gustavo Bonfiglioli

Fotos: Gustavo Bonfiglioli

A cerimônia de abertura da reunião anual da SBPC contou com a presença dos ministros Marina Silva, do Meio Ambiente, Sérgio Resende da Ciência e Tecnologia, representando o presidente Luis Inácio da Silva, e da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcea Freire, além do secretário de Educação Superior do MEC, Nelson Maculan.

Nelson Maculan, representando o minitro da Educação, Fernando Haddad, anunciou, em primeira mão, que o MEC e Ministério da Ciência e Tecnologia irão conceder reajuste, ainda este ano, às bolsas mestrado e doutorado, no valor de 10%. O secretário elogiou a Universidade Federal de Santa Catarina, destacando a o papel da instituição na Região Sul.

O reitor da UFSC, Lúcio Botelho, deu as boas vindas aos participantes da solenidade e falou da importância de um Estado que pense educação, ciência e tecnologia de uma forma integrada e que invista nesta área.

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Enio Candotti, em seu pronunciamento, fez um desabafo:”Precisamos reformular e acabar com o excesso de leis que restringe o desenvolvimento científico no país”, disse. Candotti referia-se às restrições que impedem a atividade científica, especialmente às leis que regulam o acesso ao patrimônio genético no Brasil. Mirando à biopirataria, a legislação atingiu o trabalho dos biólogos brasileiros que passaram a enfrentar uma burocracia, às vezes irracional, como reclamam, para coletar amostras. “É proibido proibir o estudo da natureza”, disse Candotti.

Além disso, Candotti referiu-se ao trabalho da arqueóloga Niède Guidon, que luta para obter recursos para a manutenção do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde desenvolve pesquisas sobre a origem do homem americano. O parque abriga a maior coleção de pinturas rupestres da Pré-História brasileira, mas a Fundação Museu do Homem Americano, presidida pela pesquisadora, e co-administradora do local, não consegue arrecadar dinheiro suficiente para bancar a sua manutenção.

O presidente da SBPC referiu-se também ao problema da violência que afeta São Paulo e que constitui, segundo afirmou, uma séria ameaça aos direitos humanos, afirmando que a criminalidade precisa ser enfrentada com inteligência, preparo e obediência ao estado de Direito.

O ministro Sérgio Resende disse que, este ano, o Brasil formará mais de 10 mil doutores e anunciou que as bolsas de mestrado e doutorado, que em 2002 somavam 11.400, alcançarão 16.200 até o final de 2006, um aumento de 42% no período. O ministro enfatizou a participação dos empresários no incentivo à pesquisa nacional, lembrando que o tema da reunião da SBPC este ano é SBPC&T – Semeando Interdisciplinaridade. Segundo o ministro, deve-se fazer das aplicações de recursos públicos e da formação de quadros em ciência e tecnologia, insumos mais poderosos para o desenvolvimento nacional.

A cerimônia de abertura da SBPC homenageou os professores Glaci Zancan, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ex-presidente da SBPC, e Caspar Stemmer, ex-reitor da UFSC. Além disso, foram entregues os prêmios José Reis de Divulgação Científica, Érico Vanucci Mendes, Cientistas do Amanhã, Destaque do Ano na Iniciação Científica do CNPq/SBPC, Jovem Cientista do CNPq e Prêmio Juventude, da Secretaria Nacional da Juventude. Estiveram presentes também o governador em exercício de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, o prefeito de Florianópolis, Dario Berger, e o reitor da UDESC Anselmo de Moraes.

A 58ª Reunião Anual da SBPC vai até o dia 21 de julho com uma ampla programação de palestras, mesas-redondas, simpósios e encontros de cientistas das mais variadas especialides.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: coletivas de imprensa nesta segunda-feira

16/07/2006 22:25

Às 11h, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, Jorge Guimarães, dá entrevista coletiva na sala de imprensa.

Às 12h, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, dá coletiva, no auditório da reitoria. Ele fala logo após a conferência “A política nacional de ciência, tecnologia e inovação”, que ocorre das

10h às 11h45.

A filósofa Marilena Chauí, da Universidade de São Paulo, também fará

uma coletiva, às 13 horas, após a realização de sua conferência

“Utopia”, que acontece entre 12h e 13h, no auditório principal do Centro de Cultura e Eventos (Guarapuvu). A entrevista acontece no mesmo local.

Mais informações: 3331 5940 / 3331 5942

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: informações úteis e serviços

14/07/2006 18:59

Após meses de preparação, a UFSC está pronta para receber os participantes da 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada de 16 a 21 de julho no campus da universidade. Confira informações úteis e serviços que serão oferecidos:

Hospedagem

O Instituto Estadual de Educação, localizado no Centro de Florianópolis, o Colégio Anísio Teixeira, na Costeira, e a Escola Estadual José Simão Hess, na Trindade, cederam espaço para alojamentos. Cerca de 800 estudantes de todo o Brasil, que tiveram os seus cadastros previamente aprovados, ficarão hospedados nestes alojamentos.

Hotéis, principalmente no Centro, próximos à UFSC e na Lagoa da Conceição, também estão sendo indicados pela organização na página do evento. Para conferir os estabelecimentos indicados, basta entrar na página www.sbpc.ufsc.br e procurar o link ‘hospedagem’.

Transporte

Quem vem de longe para prestigiar a Reunião Anual da SBPC e não está hospedado nos “bairros universitários”, em torno da UFSC, deve ficar atento ao transporte. Sem a possibilidade de carona, os participantes devem optar pelo transporte público, táxi, ou vans.

Para chegar à UFSC de ônibus, partindo do centro da cidade, o participante deve se dirigir ao Terminal de Integração do Centro (TICEN) e tomar as linhas UFSC–Semidireto, Volta ao Morro Carvoeira ou Volta ao Morro Pantanal. O preço da passagem é de R$2,10. Quem está disposto a desembolsar um pouco mais, pode pegar um táxi. O ponto mais próximo da UFSC fica na praça Santos Dumont, a poucos metros da rotatória da Trindade e entrada do campus. Haverá uma área especial para embarque e desembarque de vans e táxis perto do Centro de Cultura e Eventos. Uma corrida do centro à UFSC sai por menos de R$ 20,00.

Quem ficar em locais mais distantes, como o Norte e Sul da Ilha, deve tomar um ônibus em direção ao Terminal de Integração do Centro e, em seguida, optar por umas das linhas já mencionadas. Alugar uma van pode ser vantajoso para grupos maiores. Uma das empresas que oferece hospedagem durante a SBPC disponibiliza um micro-ônibus de dez lugares. O serviço pode ser requisitado pelo número 3233-6523.

Trânsito

Com exceção do estacionamento do Centro de Desportos (CDS), todos os outros acessos da UFSC estarão funcionando normalmente. Em função da Exposição de Ciência e Tecnologia (ExpoC&T), nos ginásios do Centro de Desportos, haverá um bloqueio na entrada da Fundação Certi, por onde só poderão passar veículos credenciados. Os ônibus que trarão os participantes do evento não poderão ser estacionados no campus. Para eles, a prefeitura disponibilizou duas pistas da Beira-Mar Norte, uma em cada sentido, do trevo do Córrego Grande até a entrada do Hospital Universitário (HU).

Alimentação

Todos os bares e restaurantes da UFSC foram mobilizados e estão preparados para receber os participantes da 58ª Reunião da SBPC. Além disso, três bares provisórios serão abertos no campus: dois no antigo Bar do Básico, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE), e um próximo ao Centro de Desportos (CDS), em uma estrutura especialmente montada para o evento.

Uma outra opção para os participantes do encontro será o Restaurante Universitário (RU). Os passes de visitantes serão vendidos no posto do BESC, das 10h às 13h, ao preço de R$ 5,00. Estudantes da UFSC, desde que devidamente identificados, poderão continuar a comprar os seus passes e utilizar o RU normalmente. O RU funcionará no horário normal, das 11h às 13h. Durante a noite, o jantar continuará sendo servido aos estudantes no restaurante do Centro de Convivência, das 17h30min às 19h.

Segurança

A segurança da SBPC será feita em conjunto pela Polícia Militar, pela guarda municipal e pela própria segurança do campus universitário. A guarda municipal cuidará do trânsito no trecho da Avenida Beira-Mar Norte reservado aos ônibus que vierem para o evento, enquanto a Policia Militar dividirá o seu efetivo entre os postos de vigilância e outros locais espalhados pelo campus.

Primeiros socorros

Um posto médico será montado na parte térrea do Centro de Cultura e Eventos, funcionando das 8h às 19h, durante todos os dias da reunião.

Orientações no campus

Balcões de informação nos principais centros de ensino da UFSC e pessoas identificadas espalhadas pelo campus serão os responsáveis por guiar os visitantes pelo encontro. Além disso, todo o campus está sendo sinalizado para que os participantes possam se localizar.

Por Daniel Ludwich e Manfred Mattos / Bolsistas de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: uma maratona científica, tecnológica e cultural

14/07/2006 14:40

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é este ano anfitriã de um megaevento da ciência – a 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 16 a 21 de julho. Os números da programação mostram porque este é considerado o maior evento científico do Hemisfério Sul: serão 50 conferências, 60 simpósios, 30 mesas-redondas, 50 minicursos, sessões de pôsteres com apresentação de 3.597 trabalhos.

Exposições de ciência e de produtos tecnológicos, e eventos paralelos, como o Encontro Nacional de Grupos PET (Enapet), além de uma programação cultural que inclui shows, apresentações teatrais, feiras de artesanato e de livros formam o “molho cultural” dessa maratona científica que vai contagiar o campus universitário. Serão seis dias em que a universidade estará recebendo cientistas de todo o país e a comunidade em geral, que pode participar de todas as atividades gratuitamente – apenas interessados nos minicursos e em contar com certificados precisam se inscrever para fazer parte dessa “festa” da ciência. A divulgação e a popularização da ciência, da tecnologia e da inovação estão entre os objetivos do evento.

“Precisamos que a mídia nos ajude a dizer que a reunião será realizada de portas abertas e qualquer pessoa pode participar”, ressalta o presidente da SBPC, Ennio Candotti. O reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, reforça a mensagem: “Queremos que a reunião anual da UFSC seja marcada pela popularização, pela massificação do acesso aos debates”, destaca o reitor, lembrando que algumas das principais conferências poderão ser acompanhadas em todo o país e fora dele, via internet. A instalação de telões em alguns pontos da cidade e a transmissão de conferências por videoconferências são outras estratégias que ajudarão a amplificar os debates.

Mas não são apenas os números que nos ajudam a dimensionar esse momento. A diversidade, atualidade e importância dos temas em discussão também auxiliam esse entendimento. Estão contemplados na programação debates sobre temas como a política educacional no Brasil; impactos sociais e tecnológicos da implantação da tv digital; gripe aviária; importância da inserção internacional da ciência brasileira; uso de plantas e conservação; nanociência e nanotecnologia. Serão também discutidos criminalidade e violência; déficit de atenção e hiperatividade; direitos humanos; atividade solar, efeitos no clima e em sistemas tecnológicos; aqüífero guarani; o fenômeno transnacional do futebol; doenças emergentes no novo milênio; agronegócio e agricultura familiar; direitos sexuais e reprodutivos.

Visão espacial do século 21, ciência e religião, desenvolvimento sustentável e a construção habitacional; utilização de robôs em projetos tecnológicos e aplicação de novos materiais são outros assuntos que fazem parte da programação.

A reunião

Crianças integram a SBPC Jovem

Crianças integram a SBPC Jovem

As reuniões anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência acontecem a cada ano em um estado diferente, permitindo a promoção da ciência em todo o país e a interação entre os pesquisadores. Com o objetivo de reunir professores do ensino superior, alunos de pós-graduação e de graduação, assim como o público do ensino fundamental, médio e técnico, a reunião é organizada em grandes atividades já consolidadas. Entre elas, a SBPC Sênior (composta de conferências, simpósios, mesas-redondas, minicursos, assembléias, encontros e sessões de pôsteres), a SBPC Jovem (versão infanto-juvenil da reunião anual) e a Jornada de Iniciação Científica (em que são apresentados trabalhos de pesquisa de instituições de todo o país).

Inovações

Com o tema SBPC&T: Semeando a Interdisciplinaridade, o encontro em na UFSCS traz como inovação a inclusão da tecnologia em grande parte de sua programação. Pela primeira vez, inclui uma série de “eventos TEC”, em que serão discutidos temas de impacto na indústria nacional, como a implantação da TV digital aberta no país, novas tecnologias na produção de petróleo, robótica, nanoeletrônica, aços especiais, engenharia biomédica e computação. Além disso, a Expociência, que costuma ser realizada ao mesmo tempo em que a Reunião Anual, ganha novo formato e passa a se chamar ExpoT&C, para mostrar produtos e idéias inovadoras. Empresas públicas e privadas, órgãos governamentais e de fomento, além de instituições de ensino e pesquisa, participarão da ExpoT&C, que também inclui um ciclo de debates sobre inovação tecnológica.

“Consideramos que foi dado o primeiro passo para a participação das empresas na reunião anual. O que almejamos é acelerar o processo de aproximação entre ciência, tecnologia e produção visando o crescimento sustentável”, afirma Ennio Candotti. “A reunião avança pois mostra que está claro que ciência sem conexão com a tecnologia e a inovação não tem sentido”, avalia o reitor da UFSC, professor Lúcio José Botelho.

O professor Álvaro Prata, integrante da comissão organizadora local, pessoa-chave na articulação dos eventos da área tecnológica destaca que o Brasil está entre as 20 nações que mais produzem ciência no mundo, mas ainda tem dificuldades para levar o conhecimento para a sociedade. “Esse processo passa pelo avanço da pesquisa e pela transferência tecnológica”, considera.

A importância da UFSC na área das engenharias, arquitetura e informática é também um fator que estimula esta presença da tecnologia na Reunião Anual da SBPC. Em departamentos como os de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Civil, Engenharia Química e de Alimentos e Engenharia de Automação e Sistemas, Informática e Estatística, entre outros ligados ao Centro Tecnológico, são desenvolvidas, em parceria com empresas, pesquisas de importância nacional e também internacional.

Ao falar sobre a escolha da UFSC para sediar o evento este ano, Ennio Candotti lembra que essa decisão é um reconhecimento ao modelol que a universidade vem buscando. “É uma homenagem ao esforço da UFSC em criar e atualizar um perfil moderno, em que ciência básica e tecnologia convivem e são responsáveis pelo avanço do próprio estado. É impossível imaginar a atuação industrial de Santa Catarina sem o papel da universidade”, avalia o presidente da SBPC.

Saiba Mais:

Sessão de Pôsteres

Serão apresentados 2450 trabalhos de pesquisa submetidos por autores brasileiros e estrangeiros e 1147 trabalhos encaminhados por 79 instituições de pesquisa para a 13ª Jornada Nacional de Iniciação Científica: atividade destinada à integração dos jovens cientistas de todo o Brasil. Ao todo são 3597 trabalhos programados, sendo 721 pôsteres por dia, organizados nas áreas de Ciências Exatas e da Terra; Engenharias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Agrárias; Ciências Sociais Aplicadas; Ciências Humanas; Artes, Letras e Lingüística. Integram ainda a sessão os trabalhos dos 10 finalistas do 49º Concurso Cientistas de Amanhã, realizado pelo IBECC/UNESCO. As apresentações acontecem sempre das 13h às 15h45min, nos pavilhões montados em frente à Reitoria da UFSC.

Minicursos

A 58ª Reunião da SBPC vai permitir o aprofundamento de conhecimentos em diversos campos. Estão programados 56 minicursos nas áreas de Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Engenharia e nos ramos de Artes, Letras e Lingüística. Ministrados por professores de várias universidades brasileiras, os cursos terão duração de sete horas e serão oferecidos no período da manhã ou da tarde. Os minicursos possuem enfoques diferenciados e serão divididos em nos níveis iniciantes e avançado. Para participar é necessário estar inscrito na SBPC Sênior ou na Jornada de Iniciação Científica.

Grupos PET

Evento paralelo à 58ª Reunião Anual da SBPC, o XI Encontro Nacional dos Grupos PET (Enapet), deve reunir cerca de 1000 bolsistas, entre acadêmicos e tutores dos grupos espalhados pelo país. Nesta edição do encontro, que tem com tema geral tema geral “PET – Organização e Reorientação para Ações Interdisciplinares”, serão discutidos os tópicos referentes ao Estatuto da Comissão Executiva do PET (Cenapet) e a nova portaria que regulamenta o programa.

O Programa de Educação Tutorial (PET) foi criado em 1979 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e desde 2000 teve sua gestão transferida para a Secretaria de Educação Superior do MEC (SESu). Com grupos em universidades de todo o país, distribuídos nas mais diversas áreas do conhecimento, o programa tem o objetivo de melhorar qualitativamente a formação dos alunos de graduação e o curso em que estão inseridos. Atualmente, existem 318 grupos PET no Brasil, sendo 18 em Santa Catarina

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: abertura oficial com pronunciamentos de autoridades e atrações culturais

14/07/2006 12:44

Peças de Mozart, Strauss e Brahms estão na programação prevista pela Orquestra Sinfônica de Florianópolis para a solenidade de abertura da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, neste domingo, a partir de 18h, no anfiteatro Centro de Cultura e Eventos da UFSC. A Reunião acontece de 16 a 21 de julho, no campus da UFSC, com o tema “SBPC&T – Semeando Interdisciplinaridade”.

A solenidade inicia com a apresentação do Grupo Folclórico Danças e Cantares Açorianos, de Biguaçu. Sob direção de Ana Lucia Coutinho, o grupo vai apresentar “Caninha Verde” (ritual de entrada), “Balho Furado”, “Irró”, “Pezinho de São Miguel” e “Lare” (ritual de saída). Estas músicas pertencem ao folclore açoriano e estão presentes no litoral catarinense desde o século XVIII, data em que chegaram os

primeiros colonizadores.

Depois desse primeiro momento cultural serão realizados os pronunciamentos oficiais. Já confirmaram presença os ministros da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende e do Meio Ambiente, Marina Silva, entre outras autoridades.

Após as falas, sob regência do maestro Carlos Alberto Angioletti Vieira, a Orquestra Sinfônica apresentará obras de Mozart, Brahms, Johann Strauss, Zininho e uma obra do próprio regente (Suíte do Boi de Mamão). A Orquestra é formada por 42 integrantes, músicos profissionais e estudantes de música mais destacados do Projeto Orquestra Escola.

O anfiteatro do Centro de Cultura e Eventos da UFSC tem capacidade para 1.300 pessoas, sendo o principal palco de eventos científicos e programações culturais na UFSC.

Leia mais sobre a programação cultural da Reunião Anual da SBPC:

Programação cultural em Florianópolis valoriza talentos locais

Teatro, dança, música e exposições fazem parte das atividades culturais que serão realizadas ao longo da 58a Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 16 a 21 de julho, em Florianópolis (SC). A programação destaca a cultura da Ilha de Santa Catarina, bem como seus artistas. Entre as atrações estão a orquestra sinfônica de Florianópolis, peças teatrais de grupos da UFSC e Udesc, mostra de curtas catarinenses, feira do livro, além da encenação do folguedo do boi-de-mamão, figura típica do folclore de Santa Catarina.

A abertura do evento (16/7) contará com a participação da orquestra sinfônica da cidade e do grupo folclórico Danças e Cantares Açorianos, de Biguaçu. Em todos os outros cinco dias haverá a feira do livro, o pavilhão cultural – exposição de arte e artesanato regional, e o Engenho do Seu Zico, um engenho que produzirá farinha de mandioca com tração animal, aos moldes dos povoadores açorianos, e venderá produtos derivados da farinha. Entre as exposições, está “Olhares, desenhos e esculturas de Franklin Joaquim Cascaes”, na Galeria de Arte da UFSC. A mostra de parte da obra do artista com instalação artística sobre as bruxas da Ilha. A obra completa do artista faz do acervo do Museu Universitário da UFSC.

Para a programação musical estarão presentes as bandas Aerocirco e Cravo da Terra, que já foram atrações do projeto 12:30 da UFSC (veja abaixo). Formada em 2002, Aerocirco possui canções inspiradas nos grupos The Strokes, Coldplay e Los Hermanos. Já o grupo Cravo da Terra, além de ter composições próprias, interpreta músicas de Chico

Buarque, Dorival Caymmi e Hermeto Paschoal. Haverá também um recital com o conservatório musical, a apresentação do coral Nuvens Azuis e de cantores de MPB e um encontro de corais de Florianópolis.

A programação cultural da SBPC contará ainda com exposições, museus e grupos folclóricos da cidade, além de grupos de dança, como o de dança folclórica da terceira idade da UFSC e o Mixtura de Bombinhas -premiado por três vezes no Festival de folclore da cidade de Itapema. O grupo participa, desde 1999, do maior evento da cultura açoriana no estado de Santa Catarina, o AÇOR, e possui um repertório de 26 modas de várias ilhas dos Açores.

Curtas catarinenses também serão exibidos diariamente, às 12h e 30min no auditório do Centro de Convivência. Estarão em cartaz os documentários Farra do Boi, Vôo Solitário, Ponte Hercílio Luz e as ficções Desterro e Alva Paixão. Entre as peças teatrais – cerca de três por dia – está “A Náusea”, leitura performática de fragmentos da obra de Jean Paul Sartre pelos alunos da Oficina de teatro do Departamento artístico-cultural (DAC) da UFSC. Também serão encenadas “Crimes Delicados”, “O Presente”, “Fim de jogo” e “Variações da morte de Trótski”, do grupo de teatro do Ceart da Udesc, e “Dom Pablo entre Vogais”, do Grupo Pesquisa e Teatro Novo da UFSC.

Conheça algumas atrações

Lenzi Brothers (segunda, 17/7, às 13h, na Concha Acústica)

Formada em 1996 pelos irmãos Marzio, Matheus e Samuel Lenzio, a banda já lançou dois cds e fez mais de 500 shows em dez anos de estrada. Grilo Verde, o primeiro cd, foi lançado em 2002 e produzido de forma independente, trazendo oito composições próprias da banda. A faixa título do disco tornou-se hit nos show e a música Pára-Quedas serviu de trilha para a vinheta do programa Toca aí da MTV Brasil, em fevereiro deste ano.

O segundo disco, Qualquer Cor, foi lançado em dezembro de 2005 e logo foi indicado ao Prêmio London Burning de música independente (RJ), um dos mais importantes do país, ficando em 2º na escolha do público e 4º entre os cinco melhores escolhidos pela crítica. Participaram da gravação o americano Greg Wilson, vocalista da banda carioca Blues Etílicos, que excursionou com o Lenzi Brothers no começo do ano passado, e Andrei Garcia, organista e pianista de Florianópolis.

Aerocirco (quarta-feira, 19/7, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30min) Com os integrantes Fábio Della, vocal e guitarra, Hudson Cabala, guitarra, Paulo Sant`Anna, baixo, Henrique Monteiro, bateria e César Moreno, teclados e backing vocal, a banda Aerocirco foi formada em 2002 em Florianópolis. O repertório é formado por composições próprias influenciadas pelas bandas de rock The Strokes, Coldplay e Los Hermanos. Além de realizar shows em Florianópolis, o grupo se apresenta em cidades do interior de Santa Catarina. Aerocirco gravou também videoclipes, entre eles o da música “Tarde demais” e “Foi por você”, que foram exibidos em programas de TV e são vendidos nos shows.

Cravo da Terra (quinta-feira, 20/, no Teatro da UFSC, às 12h30min)

O grupo Cravo-da-Terra é formado pela vocalista e flautista Ive Luna, pelo violonista Luís Coelho, o contrabaixista Matheus Costa e o violinista Mercelo Mello. Já conhecido em Florianópolis por realizar um trabalho inovador de divulgação dos compositores da Ilha, a banda também tem interpretações delicadas de músicas de grandes compositores como Chico Buarque, Dorival Caymmi e Hermeto Paschoal. Além disso, as músicas próprias do Cravo-da-Terra também mostram a qualidade musical deste quarteto. A canção O Vinil, de autoria de Ive Luna, foi a vencedora da etapa regional do 4º Festival de Música do SESC e conquistou a segunda colocação no estado.

Grupo Mixtura de Bombinhas (quinta, 20/7, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30min) Em 1999, a professora de Educação Física, Vera Eli Pereira Pires, preparou um grupo de alunos de 3ª a 5ª séries da Escola de Ensino Fundamental de Bombas para fazer uma apresentação na Festa Junina da Escola. A comunidade gostou, os alunos se interessaram e esse foi o gatilho para a criação de um grupo folclórico que reconstituísse através da dança a cultura açoriana, outrora viva em nosso litoral. Em 2003 foi criada a Associação Folclórica Mixtura – Afomix – para melhor estruturar o trabalho voluntário desenvolvido por 30 jovens e adolescentes.

Grupo premiado por três vezes no Festival de Folclore da cidade de Itapema. Participou do Encontro Comunitário de Ensaiadores, realizado nas Ilhas do Faial e do Pico, no arquipélago dos Açores em junho de 2005. Participa também, desde 1999, do maior evento da cultura açoriana no estado de Santa Catarina, o AÇOR. Atualmente, o grupo possui em seu repertório 26 modas de várias ilhas dos Açores.

A programação completa está no site www.sbpc.ufsc.br

Para mais informações: Joi Cletison – 3331 8304

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: MCT apresenta exposição “Alberto Santos-Dumont – E o mais pesado que o ar”

14/07/2006 10:52

Vinte painéis com imagens inéditas, restauradas e digitalizadas para grandes formatos vão revelar ao público na 58ª Reunião da SBPC algumas das ousadias de um brasileiro que apresenta ao mundo o resultado de um trabalho teimoso. A exposição “Alberto Santos-Dumont – E o mais pesado que o ar”, será um dos destaques da Exposição de Ciência e Tecnologia (ExpoT&C), que será realizada de 17 a 21 de julho, nos ginásios do Centro de Desportos da UFSC.

O trabalho de recuperação e restauração das imagens, que permitiu a redescoberta de detalhes apagados ao longo do tempo, foi realizado pelo fotógrafo e designer Ricardo Tilkian e constam no livro “Alberto Santos-Dumont – Eu naveguei pelo ar” dos autores João Luiz Musa, Marcelo Breda Mourão e do acervo do MAE – Musèe de l`air et de I`espace de Le Bourget, França.

A exposição descreve a construção do 14 bis até seu instante memorável em 23 de outubro de 1906, quando Alberto Santos-Dumont realizou o primeiro vôo reconhecido do mais pesado que o ar.

Também apresenta um painel iconográfico da sua vida e obra desde a dirigibilidade dos balões até os primeiros vôos do avião.

Além da exposição, o projeto “Ver Ciência” apresentará a “Sessão Santos-Dumont”, uma seleção de documentários composta pelos programas “Cenas do Século – TV Cultura”, “Do sonho aos ares – Comissão Interministerial”, “Missão Centenário” – Agência Espacial Brasileira, “Santos Dumont / Itaú Cultural” e o longa de Henrique Lins de Barros, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT).

A Exposição “Alberto Santos-Dumont – E o mais pesado que o ar”, produzida pelo Instituto Cultural Eco Econômico Espirito Santo para o Ministério de C&T, teve a supervisão e o apoio do Departamento de Popularização e Difusão da C&T da Secretaria para Inclusão Social.

Vera Pinheiro / Assessoria de Comunicação do Depto. de Popularização e Difusão de C&T do MCT

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: UFSC apresentará projetos inovadores na ExpoT&C

14/07/2006 09:49

Projetos desenvolvidos por laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão apresentados na ExpoT&C – Exposição de Tecnologia e Ciência, evento que integra a 58º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Em um espaço de 80 metros quadrados, a UFSC mostrará suas realizações na área tecnológica, assim como empresas públicas e privadas, órgãos governamentais e de fomento e outras instituições de ensino e pesquisa que participarão da exposição.

Ao todo, 19 laboratórios estarão presentes na ExpoT&C – quatro do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e 15 do Centro Tecnológico (CTC) -, levando projetos que abordam desde novos processos para o preparo de alimentos até o desenvolvimento de robôs. “O objetivo é fazer com que a exposição sirva de atrativo, convidando a comunidade a visitar nossos laboratórios”, afirma o diretor do Centro Tecnológico, professor Júlio Felipe Szeremeta.

Os estandes da UFSC estarão concentrados no Ginásio 1 do Centro de Desportos (CDS), onde ocorrerá a ExpoT&C. Confira abaixo os laboratórios que participarão da mostra de tecnologia:

– Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos (CTC)

– Laboratório de Controle de Processos (CTC)

– Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (CTC)

– Laboratório de Energia Solar (CTC)

– Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal (CCA)

– Laboratório de Hidroponia (CCA)

– Laboratório de Integração de Software e Hardware (CTC)

– Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas (CTC)

– Laboratório de Morfogênese e Bioquímica Vegetal (CCA)

– Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (CTC)

– Laboratório de Pesquisa Operacional (CTC)

– Laboratório de Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica (CTC)

– Laboratório de Projeto e Fabricação de Componentes de Plástico Injetados (CTC)

– Laboratório de Robótica (CTC)

– Laboratório de Segurança de Computadores (CTC)

– Laboratório de Sistemas de Apoio à Decisão (CTC)

– Laboratório de Soldagem (CTC)

– Laboratório de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (CCA)

– Laboratório de Tubos de Calor (CTC)

Por Débora Horn / Núcleo de Comunicação do CTC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Exposição de Tecnologia e Ciência está sendo montada

14/07/2006 09:43

De 17 a 21 de julho, a ExpoT&C – Exposição de Tecnologia e Ciência – reunirá em Florianópolis cerca de 60 participantes, entre empresas públicas e privadas, órgãos governamentais e de fomento, além de instituições de ensino e pesquisa. O evento integra a programação da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorrerá na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) a partir do próximo domingo, 16.

A ExpoT&C será realizada nos três ginásios do Centro de Desportos da UFSC, onde haverá estandes para que os participantes apresentem produtos e projetos inovadores em ciência e tecnologia. Além da exposição, haverá encontros abertos, nos quais empresas e entidades apresentarão ações bem-ucedidas na área, como os projetos vencedores do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica. Esses encontros estão marcados para todos os dias do evento, das 14h às 18h.

O Centro Tecnológico da UFSC organiza a exposição, em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCE) e a Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPE). Confira abaixo a relação dos participantes:

– Apilani Máquinas e Equipamentos Técnicos

– Armtec Tecnologia em Robótica Ltda.

– Associação Catarinense de Reflorestamento

– Axonal

– Biocampo – Califórnia Biotecnologia

– Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE

– Centro de Pesquisa Renato Archer – CenPRA

– Centro de Tecnologia Mineral – CETEM

– Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN

– Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq

– Embraco

– Engepetrol Ltda.

– Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina – FAPESC

– Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP

– Fundação Bradesco

– Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica – FUCAPI

– Fundação Certi

– Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP

– Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina – FAPESC

– Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP

– Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – Fundacentro

– Grupo Eletrobrás (Cepel, CGTEE, Chesf, Furnas, Eletronorte, – Eletronuclear, Eletrosul, Itaipu Binacional)

– Industrias Nucleares do Brasil SA – INB

– Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT

– Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – IDSM

– Instituto de Matemática Pura e Aplicada – IMPA

– Instituto Euvaldo Lodi – IEL/SC

– Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais – INPE

– Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA

– Instituto Nacional do Semi-Árido Celso Furtado – INSA

– Laboratório Nacional de Astrofísica – LNA

– Laboratório Nacional de Computação Científica – LNCC

– Laboratório Nacional de Luz Síncrotron – LNLS

– Makenzie

– Mecat Filtrações Industriais Ltda.

– Ministério da Ciência e Tecnologia – SECIS, SCUP e SEPED

– Ministério da Defesa

– Ministério do Meio Ambiente

– Missão Centenário – SECIS, CBPF, INT, INPE e AEB

– Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST

– Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG

– Nano Endoluminal

– Nuclebrás Equipamentos Pesados AS – NUCLEP

– Observatório Nacional – ON

– PCTEL

– Petrobras

– Pharmakos

– Projeto Carnaúba Viva

– Receita Federal

– Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP

– Tigre S.A

– Universidade Federal de Santa Catarina

– Weg

Por Débora Horn / Núcleo de Comunicação do CTC

Desconto de 50% nos Cursos Extracurriculares de línguas estrangeiras

13/07/2006 15:50

O Departamento de Desenvolvimento de Potencialização de Pessoas –

DDPP/PRDHS, atuando novamente em parceria com o Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras/CCE, no semestre 2006.2, vai oferecer aos servidores docentes e técnico-administrativos da UFSC o pagamento de 50% (cinqüenta por centro) da taxa de matrícula nos cursos de língua estrangeira – extra curriculares.

Os interessados deverão comparecer no Centro de Capacitação (atrás do refeitório “B” do RU), a fim de fazer sua inscrição prévia, observando as informações contidas no quadro abaixo:

PROCEDIMENTO

PERÍODO

HORÁRIO

LOCAL

Inscrição para Sorteio

17 a 27/7//2006

8h às 12h

14:00 h às 18:00 h

Centro de Capacitação

(atrás do refeitório “B” do RU)

SORTEIO

28/07/2006

9:00 h

Centro de Capacitação

(atrás do refeitório “B” do RU)

Matrícula ou

Nivelamento

31/7/2006

8:00 h às 12:00 h

14:00 h às 18:00 h

DLLE/CCE/UFSC (Bloco B – 1º andar – Sala 102)

Os servidores que freqüentaram os referidos cursos no semestre 2006.1,

obtiveram este auxílio junto ao DDPP e foram aprovados, terão suas vagas

garantidas, devendo comparecer diretamente no DLLV/CCE no dia 31/07/2006

para efetuar a matrícula.

Informações adicionais: Ramais – 9690 ou 8240.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: circo da ciência vai facilitar entendimento de conceitos da física

13/07/2006 11:42

Gyrotec será uma das atrações

Gyrotec será uma das atrações

Qualquer pessoa, pelo menos uma vez na vida, já deve ter imaginado como seria não sentir o peso da gravidade sobre o corpo. Quem não pensa nisso quando vê na televisão a imagem de um astronauta caminhando na lua, por exemplo? A sensação de estar em um lugar onde não existe gravidade pode sair da imaginação e se tornar realidade para quem visitar a UFSC durante a Reunião Anual da SBPC, de 16 a 21 de julho. Um dos experimentos da tenda Circo da Ciência, o “Gyrotec”, vai tornar isso possível.

Muita gente já deve ter visto alguém se aventurando em um “Gyrotec” em algum lugar. O equipamento é um simulador de antigravidade, que permite que as pessoas presas a ele tenham a sensação de flutuar no espaço sem sentir o peso do próprio corpo. O movimento giratório dos vários anéis que compõem o “Gyrotec”, é o que proporciona a impressão da falta de gravidade e trás para a realidade um conceito que normalmente só poderíamos constatar na teoria.

Já o experimento intitulado “Cineminha” explica um o conceito físico conhecido como persistência da retina. É esse fenômeno que permite ao ser humano enxergar o movimento das coisas. De acordo com esse conceito, todas as imagens que observamos ficam gravadas na nossa retina por uma fração de segundo e isso dá a impressão de que imagens paradas, pela sobreposição de cada uma delas, estão em movimento. É desse conceito que se vale o cinema e isso é reproduzido no experimento, que simula a união de planos estáticos, resultando em uma imagem móvel.

O fenômeno da reflexão da luz em espelhos esféricos é mostrado no experimento chamado “Miragem”. Em oposição ao espelho plano, no qual a imagem é formada no seu interior, o esférico produz uma imagem externa, ou real na linguagem conceitual, e isso dá a impressão que ela é o próprio objeto. Através do experimento podemos ver a imagem do objeto ao nosso alcance, refletida no nosso próprio ambiente, mas evidentemente não podemos pegá-la e é aí que se encontra a magia desse fenômeno físico.

Outro experimento, o “Gerador de Van Der Graaff”, vai deixar os visitantes do Circo de Ciência de cabelos em pé, literalmente. O equipamento em questão é uma máquina eletroestática que acumula eletricidade propositalmente e ao ser tocada por alguém transfere essa carga para a pessoa, o que arrepia o cabelo da mesma. Através desse experimento é possível então observar a concentração e o movimento das cargas elétricas, fenômeno intensamente estudado pela física.

Tão fascinante quanto ver o movimento das cargas elétricas ou não conseguir encostar em algo que parece estar ao nosso alcance é ver vários objetos elétricos funcionarem apenas com um simples pedalar de uma bicicleta. Isso também acontece dentro do Circo da Ciência e é apenas mais um experimento desenvolvido para mostrar outro conceito da física, que aborda os diferentes tipos de energia e a transformação de um tipo em outro. Nesse experimento, uma bicicleta é utilizada para ligar um rádio, um ventilador e uma lâmpada, o que é possível através das trocas energéticas. A energia mecânica, de movimento, produzida quando alguém pedala a bicicleta é transformada em energia elétrica e faz com que os outros objetos funcionem.

Além desses experimentos, outros 15 irão proporcionar a população a oportunidade de experimentar e entender importantes conceitos de física. O Circo da Ciência será montado no espaço entre o Centro de Convivência e o Centro de Educação (CED) da universidade. A criação do espaço é uma iniciativa da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC) e tem o apoio CNPq e do Departamento de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Por Julia Fecchio / Bolsista de Jornalimo na Agecom

Mais informações sobre o Circo da Ciência com Ribamar Ferreira, presidente da Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC): 21 9231 3891

UFSC divulga vagas para transferência e retorno em 2006/2

13/07/2006 10:52

O Departamento de Administração Escolar divulgou o Edital nº 23, de divulgação das vagas para transferências e retornos para segundo semestre de 2006. São 340 vagas em 25 cursos (incluindo opões) e diferentes modalidades.

Calendário referente à inscrição, divulgação de resultados, matrícula, início do 2º período letivo de 2006.

datas procedimentos

13/7 a 21/7

Período para requerer, nas Secretarias de Curso, exceto o Curso de Engenharia de Materiais,concessão de vaga para Transferências e Retornos, nos termos dos incisos I, II e III do art. 88 da

Resolução 017/CUn/97

24 a 28/7 -Período para requerer na Secretaria do Curso de Engenharia de Materiais concessão de vaga para Transferências e Retornos, nos termos dos Incisos I, II e III do art. 88 da Resolução 017/CUn/97.

22/7 Somente para o Curso de Matemática (222 e 224)- O teste seletivo será as 9h30min na sala CCM- 1.

27/7 Somente para o Curso de Letras – Italiano (427) – Divulgação da lista dos candidatos aptos para fazer o teste de nivelamento de Italiano.

28/7 Somente para o Curso de Letras – Italiano (427) – Prova de Nivelamento – Horário: 14h

28/7 Somente para o Curso de Letras – Inglês (429) – Divulgação da lista dos candidatos aptos para fazer o teste de nivelamento de Inglês.

31/7 Somente para o Curso de Letras – Inglês (429) – Prova de Nivelamento – Horário: 14h

2/8 Somente para o Curso de Letras – Alemão (421) – Divulgação da lista dos candidatos aptos para fazer o teste de nivelamento de Alemão.

3/8 Somente para o Curso de Letras Alemão (421) – Prova de Nivelamento – Horário – 9h

18/8 Divulgação das concessões de vagas (Transferências e Retornos), nos termos da Resolução 017/CUn/97

21 a 28/8 Período para realização da matrícula, via Internet, referente ao segundo semestre letivo 2006, sob

orientação das Secretarias dos Colegiados de Cursos .

11/9/06 Início do Segundo Semestre Letivo de 2006.

Veja o Edital no site site do DAE

Informações: Departamento de Administração Escolar: 3331-9607

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Prêmio Jovem Cientista será lançado na terça-feira

13/07/2006 09:42

Na próxima terça-feira (18/7) será lançado na 58ª Reunião da SBPC, em Florianópolis (SC), a 23ª edição do Prêmio Jovem Cientista, a mais importante premiação científica da América Latina, voltada para graduados, estudantes do ensino superior e do ensino médio.

A cerimônia acontece às 16h30min, no auditório nº 4, Bloco Q, da Universidade Federal de Santa Catarina. Na ocasião, poderão ser conhecidas as linhas de pesquisas e todas as informações sobre o tema deste ano: Gestão Sustentável da Biodiversidade – Desafio do Milênio, além das pesquisas vencedoras da edição do ano passado, cujo tema foi Sangue – Fluido da Vida.

O Prêmio Jovem Cientista recebe inscrições até 30 de novembro em cinco categorias: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio, Mérito Institucional e Menção Honrosa. Quem faz a apresentação ao público é a coordenadora do Prêmio Jovem Cientista, Melissa Martins.

A primeira colocada na categoria Graduado do Prêmio Jovem Cientista 2005, Ana Beatriz Gorini da Veiga, formada em Ciências Biológicas pela UFRGS, pesquisou alguns componentes existentes no veneno da taturana, que podem ser utilizados tanto no tratamento da síndrome hemorrágica quanto em doenças cardiovasculares, como por exemplo, a trombose.

A vencedora na categoria Estudante do Ensino Superior, Amanda Meskauskas, conseguiu expandir in vitro, em até dez vezes, o número de células-tronco presente no cordão umbilical. A quantidade obtida seria suficiente para a realização de transplantes em qualquer indivíduo, sem a atual restrição de peso, que é de 60kg.

A primeira colocada na categoria Ensino Médio, Natália Évelin Martins, bolsista do Centro de Pesquisas René Rechou, em Belo Horizonte (MG), apresenta a pesquisa sobre a doença de Chagas. Orientada pela professora Danielle Avelar, a estudante descobriu um método mais eficaz do que o empregado comumente em laboratórios para o diagnóstico da doença.

Também na terça-feira (18 de julho), às 15h, no estande do CNPq na 58ª SBPC, o público vai conhecer o livro Sangue – Fluido da Vida. A obra apresenta o resumo das pesquisas premiadas em 2005 e será distribuída, gratuitamente, a universidades, institutos de pesquisas, empresas, governo e escolas.

O XXII Prêmio Jovem Cientista é uma Iniciativa conjunta do CNPq, Grupo Gerdau, Eletrobrás/Procel e Fundação Roberto Marinho.

Mais informações sobre o prêmio no site

http://www.jovemcientista.cnpq.br

(Neiva Mello, Assessoria em Comunicação)

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Ministros participam da abertura oficial

13/07/2006 09:35

Está marcada para o dia 16 de julho, às 18h30, a sessão solene de abertura da 58ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na ocasião, estarão presentes os ministros da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; do Meio Ambiente, Marina Silva; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Soares Dulci, além do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Nelson Maculan Filho, representando o ministro da Educação; e Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Também estarão presentes o governador em exercício de Santa Catarina, Eduardo Moreira; o prefeito de Florianópolis, Dário Elias Berger; o reitor da UFSC, Lúcio Botelho; o reitor da UDESC, Anselmo de Moraes e o presidente da SBPC, Ennio Candotti.

A reunião desse ano terá como tema “SBPC&T – Semeando Interdisciplinaridade”, lembrando a constante relação entre as ciências como a forma mais adequada para sua aplicação na vida real. Diferentemente dos anos anteriores, nos quais a ênfase da programação estava na ciência propriamente dita, em Florianópolis, a discussão será dividida igualmente entre temas ligados à tecnologia e à ciência. “Nossa intenção é fazer com que as grandes empresas participem da discussão sobre a modernização do país”, afirma Candotti.

Serão discutidos temas de impacto na indústria nacional como a implantação da TV digital aberta no país, novas tecnologias na produção de petróleo, robótica, nanoeletrônica, aços especiais, engenharia biomédica e computação. Além disso, haverá debates sobre criminalidade e violência, eleições na América Latina, gripe aviária, biopirataria, o futebol e a Copa do Mundo, conquistas espaciais e outros.

Pela primeira vez também, a reunião terá transmissão em tempo real pela Internet (http://www.sbpc.org.br) das principais conferências, além de entrevistas com pesquisadores e notícias do campus. Por tudo isso, a reunião de Florianópolis já tem o maior número de inscritos de todas os encontros da SBPC. São 7 mil inscritos, sendo pelo menos mil de participantes da SBPC Jovem, a versão do evento para jovens e crianças. O tema deste ano é “Jovens Talentos Transformando a Sociedade”. Com esse objetivo, foram programadas oficinas, minicursos e atividades variadas de divulgação de ciência.

O que é a reunião anual da SBPC

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência reúne representantes de todas as áreas da ciência brasileira desde 1948, quando foi fundada em São Paulo com o objetivo de defender o avanço científico e tecnológico do país e o seu desenvolvimento educacional e cultural. A reunião anual é a oportunidade dessa comunidade se manifestar sobre questões fundamentais para a independência e desenvolvimento econômico nacionais. Todos os anos, ela é realizada em diferentes pontos do país, com o objetivo de ampliar o debate para todos os estados, com a participação de 53 sociedades e associações científicas.

Milhares de pessoas, incluindo cientistas, professores, estudantes e outros interessados participam desses encontros que desempenham duas funções importantes. A primeira é servir de ponto de encontro e unidade dos cientistas do país, tratando tanto de temas estritamente acadêmicos como dos problemas mais gerais que afetam a atividade científica. O segundo é mais geral, ou seja, discutir as grandes questões sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que afetam o país como um todo.

A primeira reunião da SBPC, realizada em outubro de 1949, realizado em Campinas, interior de São Paulo, reuniu 104 participantes. Em 2006, a reunião programada para Florianópolis deve contar com a participação de cerca de 600 palestrantes. Trata-se da maior reunião de cientistas da América Latina.

* O credenciamento de imprensa poderá ser feito pelo site da www.sbpc.ufsc.br no link IMPRENSA

SBPC – Assessoria de Imprensa

Maristela Garmes

Tel. 11 3259 2766 ramal 215

www.sbpcnet.org.br