REUNIÃO ANUAL DA SBPC: aborto é assunto de conferência nesta quinta-feira

20/07/2006 09:11

Uma comissão para análise da atual legislação que proíbe o aborto no Brasil foi instalada pela Secretaria Especial de Política para Mulheres em abril de 2005. Thomaz Gollop, professor da USP, que participou dessa comissão como representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), falará sobre a interrupção voluntária da gravidez na 58ª Reunião Anual da SBPC. O simpósio “Direitos sexuais e rerodutivos: a questão do aborto” será realizado nesta quinta-feira (20/7), das 10h às 11h45min, pelos expositores Lia Zanotta Machado (UnB), Maria José Fontelas Rosado Nunes (PUC-SP) e Thomaz Gollop (USP).

Atualmente a legislação brasileira só permite que o aborto seja feito quando não há outro meio de salvar a vida da gestante ou quando a gravidez decorre de estupro. Um projeto de lei foi apresentado pela comissão, que funcionou de 1º de abril a 1º de agosto do ano passado, e propôs a legalização do aborto. De acordo com o projeto, a interrupção voluntária da gravidez poderia ser feita em um período de até 12 semanas de gestação; em até 20 semanas de gestação, no caso de gravidez resultante de estupro; e em casos de grave risco à vida da gestante ou de má formação fetal que comprometa a vida ou ocasione doença grave e incurável.

Gollop lembra que existe um enorme preconceito contra o aborto. Ele diz que são realizadas mais de um milhão de interrupções clandestinas de gestação no país por ano. Isso custa cerca de 30 milhões de reais ao Sistema Único de Saúde, em conseqüência das complicações dos abortos, representando a quarta causa de mortalidade materna. “Fala-se em preservação da vida, mas deixa-se de observar que o abortamento clandestino afeta duramente, em suas conseqüências, as mulheres de classes sociais mais desfavorecidas”, afirma o professor.

Outro aspecto do aborto ressaltado por Gollop é o tratamento diferenciado da anencefalia em relação a outras malformações fetais graves. Ele lembra que uma liminar que permitia a interrupção da gravidez em casos de anencefalia foi concedida pelo então ministro Marco Aurélio Mello no dia 1º de junho de 2004, e durou até 20 de outubro do mesmo ano, quando foi cassada. O professor afirma que o Brasil é o único país em que a anencefalia recebe um destaque singular. Ele cita o exemplo da agenesia renal bilateral, doença igualmente grave e incompatível com a vida, mas que não é visível a olho nu, diferentemente da anencefalia que impressiona pela deformidade que provoca.

Maria José Nunes afirma que é comum a aceitação da maternidade de forma positiva, enquanto que a escolha pela interrupção do processo gestacional é vista negativamente. “Proponho uma aproximação do aborto e da maternidade, pensados como resultado de decisão e escolha, tão livre quanto possível”, diz. Ela defende a criação de legislações e políticas públicas que permitam o exercício da sexualidade e das funções reprodutivas, como forma de respeito aos direitos de cidadania.

Gollop complementa explicando que a reformulação da lei relativa ao aborto precisa ser discutida pela sociedade civil e esta necessita de muita informação, organização e articulação políticas. Entretanto, para o professor, a questão do aborto não deve ser resolvida com um plebiscito. “Antes de tudo, ter filhos ou não tê-los é relacionado ao direito individual; trata-se de uma questão de responsabilidade, afeto e projeto de vida. Não é uma questão de maioria”.

Por Ingrid Cristina dos Santos / Bolsista em Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: música do Cravo da Terra, encontro de corais, filmes Desterro e Naturezas Mortas, dança e teatro

20/07/2006 09:00

MÚSICA AO MEIO DIA:

O Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC, apresenta o grupo musical Cravo da Terra. Iniciado em 2000, o grupo tem na pesquisa da música tradicional do sul, sudeste e nordeste do Brasil a base de suas composições e de seus arranjos. Seus cinco integrantes, Ive Luna, Marcelo Mello, Mateus Costa, Rodrigo Paiva e Otávio Rosa, utilizam instrumentos de sopro, corda e percussão. Em busca da simplicidade e da singeleza, convidam o público para uma viagem pela música brasileira. O primeiro CD, intitulado Cravo da Terra, foi lançado em 2005. O show começa ao meio dia e meia.

DANÇA AO MEIO DIA

Grupo Mixtura de Bombinhas – Danças Folclóricas Açorianas, na Concha Acústica da UFSC, às 12h30.

CINEMA

Curtas Catarinenses: Desterro e Naturezas Mortas, no auditório do Centro de Convivência da UFSC às 12h30.

Desterro – Ficção 15’ 35mm/cor, 1992. Roteiro e Direção: Eduardo Paredes. Sinopse: Brasil – 1894. Sufocada a Revolução Federalista no Sul do País, o presidente Floriano Peixoto desencadeia violenta repressão contra os vencidos. Na antiga Desterro, capital do Estado, a população vive aterrorizada ante os fuzilamentos sumários na fortaleza da Anhatomirim e às inseguranças das delações.

Naturezas Mortas – Documentário ficcional – 15’ 35mm/cor, 1995. Direção: Penna Filho. Sinopse: Trajetória de um trabalhador no subsolo de uma mina na região carbonífera no Sul de Santa Catarina. Além da degradação física, o envelhecimento precoce e a pneumoconiose – doença incurável adquirida através da exposição ao pó de carvão –, apresenta a degradação ambiental provocada pela mineração.

As duas produções foram realizadas com o apoio da UFSC.

TEATRO

Apresentação de “Brincando de bonecos”, com Marcelo de Souza, no auditório do Centro de Convivência da UFSC às 18h30.

FOLCLORE

Apresentação do “Grupo Folclórico Boi de Mamão do Itacorubi”. O folguedo do Boi de Mamão é o mais tradicional do litoral catarinense, narra a morte e ressurreição do boi. Local: próximo do pavilhão cultural, às 18h30.

MÚSICA ÀS 18:30 HORAS:

Encontro de Corais de Florianópolis, no auditório da Igrejinha da UFSC, às 18h30.

Fazem parte deste concerto o Coral da UFSC, Coral do CEFETSC e Coral do Hospital Florianópolis, com um repertório variado, que valoriza o folclore e a Música Popular Brasileira.

Sobre os corais:

A Associação Coral Hospital Florianópolis, fundada em 1996, tem como principal objetivo abrilhantar as festividades do hospital e cantar para os pacientes internados. Em 2004 o coral associou-se a Liga Cultural Artística Alto Uruguay, uma liga de corais que reúne corais do sul do país em diversas localidades. O atual regente, Fernando Tadeu De Carli, é natural de Joaçaba-SC. Além de aulas de regência com Carlos Besen, fez cursos com Marcos Leite, Pablo Trindade e é aluno do Curso de Licenciatura em Música da UDESC. É preparador vocal e assistente de regência do coro Polyfonia Khoros junto à maestrina Mércia Mafra Ferreira, além de atuar como tenor solista junto aos grupos e Orquestras mais expressivos do Estado.

O coral do CEFETSC – Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina foi criado pelo maestro Carlos Besen e completa 30 anos em março de 2008. Atualmente, é regido hoje pelos professores Tânia Meyer e Irineu Melo, que ainda coordenam outros grupos artísticos da escola. O trabalho do coral se constitui em mais uma referência cultural do CEFETSC, juntamente com a Orquestra, a Big Band e o Grupo de Teatro Boca de Siri. Conta com alunos da própria instituição e da comunidade. No seu repertório, contempla músicas de vários períodos e estilos como Clássicas, Folclóricas e populares.

O Coral da UFSC tem mais 40 anos de história, desde 1963, e já passaram pelo grupo mais de 2500 cantores, entre brasileiros e estrangeiros. Atualmente o coral possui cerca de 50 componentes e é formado por alunos, professores e funcionários da UFSC, bem como por pessoas da comunidade externa. Em sua trajetória o Coral da UFSC gravou vários discos LPs e alguns CDs; encenou uma ópera e diversos oratórios; gravou especiais para TV; apresentou-se em inúmeras cidades brasileiras e cidades de vários países durante a sua “tournèe” pela Europa. Desde maio de 2004, conta com a regência de Miriam Moritz formada em 1987, que já regeu vários concertos em congressos, recitais e encontros de corais, atuou em diversos países da Europa, e é pós-graduada em Musicoterapia. Com novas propostas de trabalho, ano passado o coral produziu o espetáculo Vozes no Choro, e atualmente desenvolve o projeto “A música no corpo, O corpo na música”, em conjunto com o Grupo Vidança, da UFSC.

TEATRO:

Don Pablo Entre Vogais, sobre a vida e obra de Pablo Neruda, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC, sob a direção de Carmen Fossari. No Teatro da UFSC às 20h30.

“Don Pablo entre vogais” apresenta um texto de metateatro, com autoria e direção de Carmen Fossari, profissional de teatro no Departamento Artístico Cultural da UFSC, versando sobre a vida e obra de Pablo Neruda, poeta chileno, ganhador de Prêmio Nobel de Literatura. A peça é uma montagem cuja linguagem se reveste da busca da cena ritualística, como requer a linguagem da poesia.

O texto bilíngüe (português e espanhol) mescla o verso de Neruda com a prosa que verseja sua vida e, mesmo considerando serem tratados temas conflitantes como o golpe do general Pinochet em Salvador Alende, no Palácio de La Monedano Chile dos anos 70, ou mesmo o cotidiano popular das classes trabalhadoras,há em cada momento da peça na formulação da imagem e da cena teatral a buscado lúdico permeando todo o espetáculo.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentações Artísticas na 58ª SBPC para o dia 20/07

ONDE: Campus da UFSC

QUANDO: Durante a 58ª SBPC na UFSC

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

A programação completa para todos os dias está no site www.sbpc.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC www.dac.ufsc.br

UFSC sedia eventos sobre estudos Celtas e Germânicos

19/07/2006 20:14

´Europa e as culturas celta e germânica´ será o tema do I Simpósio Internacional e do II Simpósio Nacional de Estudos Celtas e Germânicos (II Sniecg), que acontecem de 25 a 28 de julho no campus da UFSC. Os eventos, promovidos pelo Grupo de Estudos Celtas e Germânicos Brathair e organizado pelo Departamento de Filosofia/CFH, discutirão, entre outros assuntos, as práticas religiosas, políticas, jurídicas e literárias das sociedades celtas e germânicas, bem como suas implicações na cultura ocidental. As inscrições para participação nos minicursos, mesas-redondas e conferências podem ser feitas na Fapeu (Fundação de Amparo a Pesquisa e Extensão Universitária) até 25/7.

Os eventos na UFSC serão precedidos pela “Semana do Cinema de Temática Celta e Germânica”, que será realizada de 21 a 24/7, na sala multimídia do Centro Integrado de Cultura (CIC). Serão exibidas produções norte-americanas e européias, num total de seis filmes, entre eles “Vikings, os conquistadores” (EUA, 1958), “Excalibur, a espada era a lei” (EUA/UK, 1981) e “O poeta do Armagedon” (UK, 1992).

No dia 25, às 18h, os reitores da UFSC e da Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) iniciam as atividades no auditório da reitoria da UFSC. Na seqüência, às 18h30min, acontece a primeira conferência: “Práticas religiosas germânicas à luz da literatura: natureza, asgard e o céu”. O encontro na reitoria termina às 20h, com a apresentação de músicas celtas.

Dia 26, segundo dia da programação, iniciam as atividades dos oito minicursos: Literatura germânica medieval, O ciclo do rei Artur, Fundamentos da história e da cultura dos vikings, Fundamentos da história e da cultura dos celtas, Os itálicos discutem o império: Dante e Marsílio de Pádua, Visões do feminino na idade média a luz da cinematografia, Isidoro de Sevilha: a síntese do cristianismo e da cultura clássica no reino hispano-visigodo de Toledo e Desvendando o Beowulf: o desafio da tradução de testos antigos.

Até 28/7, sexta-feira, os minicursos acontecerão sempre das 8h às 9h, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), seguidos de conferências, mesas-redondas e apresentação de trabalhos no CFH, no auditório da reitoria e no Centro de Convivência. O evento termina às 17h30min, com o “Mastro da Primavera: Festa Celta e Germânica”, na Praça da Cidadania (em frente a reitoria).

O valor da taxa de inscrição varia de acordo com a categoria profissional e os minicursos custam R$ 10,00 para todas as categorias. Os preços, as formas de pagamento e os temas propostos pelo Brathair para submissão de trabalhos podem ser consultados no site www.brathair.com, no link “II Sniecg”

Mais informações: celtasegermanos@cfh.ufsc.br ou em : 3331 8208 – Secretaria do II Sniecg.

Por Talita Garcia / bolsista de Jornalismo da Agecom.

Os Bárbaros estão chegando: mostra de filmes e instalação temática

19/07/2006 20:11

As exibições (em formato DVD) acontecerão na Sala Multimeios do Museu da Imagem e do Som/CIC e no Museu Victor Meirelles. As atividades fazem parte do I Simpósio Internacional e II Nacional de Estudos Celtas e Germânicos. Na medida em que boa parte das pessoas tem contato com essas culturas por meio do cinema, literatura e música, as duas iniciativas pretendem promover o debate sobre estes temas.

Acompanhe o cronograma:

21/7 – SEXTA-FEIRA

18h Sala multimeios do Museu da Imagem e do Som (CIC)

Erik, o Viking (Erik the viking, 1989, 106 min.,Terry Jones, UK/Suécia).

Apresentação e comentário: Professora Fátima Sebastiana Lisboa (UFSC)

22/7 – SÁBADO

18h Sala multimeios do Museu da Imagem e do Som (CIC)

Vikings os conquistadores (Vikings, 1958, 116 min., Richard Fleischer, USA)

Apresentação e comentário: Tonny O´Sullivan (Film and TV. Studies, Dublin City University)

23/07 – DOMINGO

15h Sala multimeios do Museu da Imagem e do Som (CIC) Sessão dedicada ao público infanto-juvenil

O Mistério da Ilha (The Secret of Roan Inish, 1994, 103 min., John Sayles, USA)

Apresentação e comentário: Professora Mônica Fantin (UDESC)

18h Sala multimeios do Museu da Imagem e do Som (CIC)

Excalibur, a espada era a lei (Excalibur, 1981, 140 min., John Boorman, USA/UK)

Apresentação e comentário: Professora Daniele Gallindo e Souza (UFRJ)

24/07 – SEGUNDA-FEIRA

15h Sala multimeios do Museu Victor Meirelles

Lancelot of the Lake (Lancelot du Lac, 1974, 85 min., Robert Bresson, França/Itália)

Apresentação e comentário: Professora Maria Cecília de Miranda N. Coelho (COGEAE/PUCSP)

18h Sala multimeios do Museu da Imagem e do Som (CIC)

O Poeta do Armagedon (Hedd Wyn 1992, 103 min., Paul Tuner, UK)

Apresentação e comentário: Professora Ana Donnard (UFMG)

2. Instalação Temática

Estará aberta de 21 a 23 de julho, no horário das 14h às 21h, na Galeria de Exposições Temporárias no Museu da Imagem e do Som /CIC (hall do MIS) e no espaço interno das salas do MIS. Na instalação destacam-se: linha de tempo com apresentação cronológica de diversos momentos de emergência das culturas celtas e germânicas na história; representações sobre a indumentária celta, exposta em desenho e versão digital, e ambientação sonora, com exposição de algumas características musicais celtas e germânicas.

Organização

Mostra de Filmes: Professora Maria Cecília de Miranda N. Coelho (COGEAE/PUC-SP)

Instalação Temática: Professora Mara Rúbia Sant´Anna (Departamento de Moda / CEART / UDESC)e Professora Márcia Ramos de Oliveira (Departamento de História/ FAED/UDESC) Graduandos: Alan Carlos Ghedini (Curso de História / FAED / UDESC), Camila Martins (Curso de Moda / CEART/UDESC), Rafael Boeing (Curso de História / FAED / UDESC), Roberta Maria Camargo (Curso de Moda / CEART/UDESC)

Coordenador Geral do Simpósio: Professor João Eduardo B. Lupi (Departamento de Filosofia/UFSC)

Entrada franca. Informações sobre o simpósio: http://www.brathair.com/II%20SNIECG/, e-mailceltasegermanos@cfh.ufsc.br ou pelo telefone 48 3331 8208, Secretaria do II Sniecg.

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REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Nota pede reforma de conceituação e dos procedimentos de controle dos trabalhos de pesquisa

19/07/2006 19:58

Nota da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) direcionada ao Ministério do Meio Ambiente pede reforma profunda de conceituação e dos procedimentos de controle dos trabalhos de pesquisa em ambientes naturais

A entidade reclama de novo episódio de intimidação de pesquisadores por agentes do Ibama e da Receita Federal

Eis a íntegra da nota, enviada à ministra Marina Silva nesta terça-feira:

“Senhora ministra,

Expressamos a V. Exa. os mais enérgicos protestos pela patética e agressiva ação de agentes do Ibama que, conjuntamente com um agente da Receita Federal que se negou a se identificar, em nome de normas e decretos de questionável legitimidade, intimidaram e solicitaram da pesquisadora Cristina Senna, do Museu Goeldi, documento autorizando a coleta de amostra de solo que ela havia recolhido na área do entorno de Porto de Trombetas, Pará.

Os documentos exigidos de competência do IPHAN e do DNPM encontram-se depositados na Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Goeldi, e não se exige o seu porte em pesquisa de campo de natureza geoarqueológica. Estas pesquisas vêm sendo realizadas há mais de 15 anos.

Não podendo apresentar os documentos solicitados, os mencionados agentes lavraram a notificação intimidatória anexa.

Solicitamos a V. Exa. rigorosa apuração desta nova agressão de agentes subordinados a seu Ministério a pesquisadores e, principalmente, uma reforma profunda de conceituação e dos procedimentos de controle e acompanhamento dos trabalhos de pesquisa em ambientes naturais, unidades de conservação e áreas indígenas.

Colocamo-nos a seu dispor para sugerir novas normas que permitam incentivar pesquisas científicas nas referidas áreas e contribuir assim para a conservação dos ecossistemas naturais.

Indignados, mas seguros que V. Exa. saberá avaliar o significado desta nova agressão, subscrevemo-nos,

Atenciosamente,

Ennio Candotti

Presidente”

Nota da Assessoria de Imprensa da SBPC: Não tivemos acesso à notificação citada na carta.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: conheça os eventos que serão transmitidos nesta quinta-feira pela internet

19/07/2006 19:44

A 58ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que está sendo realizada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, tem transmissão em tempo real. Qualquer pessoa pode acompanhar em seu computador as mais importantes conferências, mesas-redondas e simpósios do evento.

Para ter acesso basta entrar no site www.sbpc.ufsc.br.

Nesta quinta:

Conferência / CANAL 1

AERODINÂMICA E FUTEBOL

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório Laranjeira – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Carlos Eduardo Magalhães Aguiar (UFRJ)

Conferência / CANAL 5

LOGÍSTICA E NOVA CONFIGURAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório Pitangueira – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Bertha Becker (UFRJ)

Conferência

VENENOS – VIDA E MORTE / CANAL 4

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório do Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

Conferencista: Denise Vilarinho Tambourgi (Butantan)

Simpósio

DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS: A QUESTÃO DO ABORTO / CANAL 2

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório da Reitoria

Expositor e Coordenador: Lia Zanotta Machado (UnB) Expositor(es): Maria Jose Fontelas Rosado Nunes (PUCSP) ; Thomaz R. Gollop (USP)

Simpósio

GT COP8 – BIODIVERSIDADE: A MEGACIÊNCIA EM FOCO / CANAL 3

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)

Expositor e Coordenador: Peter Mann de Toledo (INPE)

Conferência Plenária

NANOTECNOLOGIAS: CONCEITOS, REALIZAÇÕES E DESAFIOS / CANAL 1

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 12h00 às 13h00

Auditório Guarapuvu – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Oswaldo Luiz Alves (UNICAMP)

Simpósio

AÇOS ESPECIAIS / CANAL 3

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 14h00 às 15h45

Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)

Expositor e Coordenador: Walter Weingaertner (UFSC) Expositor(es): Maria Teresa Paulino Aguiar (UFMG) ; Lirio Schaeffer (UFRGS)

Simpósio

ESCOAMENTOS COMPLEXOS NA ENGENHARIA E NATUREZA CANAL 1

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 14h00 às 15h45

Auditório Laranjeira – Centro de Cultura e Eventos

Expositor e Coordenador: Átila Pantaleão da Silva Freire (UFRJ) Expositor(es): Paulo César Philippi (UFSC) ; Francisco Ricardo da Cunha (UnB)

Simpósio

NANOELETRÔNICA E TECNOLOGIA DE DISPLAYS / CANAL 2

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 14h00 às 15h45

Auditório da Reitoria

Expositor e Coordenador: Adalberto Fazzio (USP) Expositor(es): Alaide Pellegrini Mammana (MCT)

Conferência

ANALGÉSICOS PERIFÉRICOS: UM NOVO MECANISMO / CANAL 2

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório da Reitoria

Conferencista: Sérgio Henrique Ferreira (USP)

Conferência

GREGORY BATESON: ANTROPÓLOGO E NATURALISTA / CANAL 5

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório Pitangueira – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Otávio Velho (UFRJ)

Conferência

ILHA DA MAGIA: TERRA DOS CASOS RAROS / CANAL 3

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Quinta-feira, 20/7/2006 – 16h00 às 17h45

Sala dos Conselhos – Reitoria

Conferencista: Gelci José Coelho (UFSC)

Conferência

VISÃO DE CORES E DIABETES / CANAL 1

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPCSociedade Brasileira de Psicologia – SBP

Quinta-feira, 20/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório Laranjeira – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Dora Fix Ventura (USP)

Ciência e Competitividade em debate na Expot&C

19/07/2006 17:25

Será realizada nesta quinta(20), das 17h às 17h30min, a palestra “O papel da Pesquisa e Desenvolvimento pré-competitiva na competitividade do setor aeronáutico”, na ExpoT&C, mostra de realizações em ciência, tecnologia e inovação desenvolvidas por universidades, institutos de pesquisa, órgãos governamentais e empresas que ocorre na 58ª. Reunião Anual da SBPC.

A palestra será ministrada pelo cientista-chefe da Embraer, Hugo Resende, vice-presidente da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras). A Embraer é hoje a quarta maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo. Com mais de 3.600 aviões produzidos, voa em 58 países e possui 16.500 funcionários (85% no Brasil).

Informações: Débora 9608-2199

Por Martha San Juan/assessoria de imprensa da SBPC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: nanotecnologia será um dos temas em destaque na quinta-feira

19/07/2006 16:29

A obtenção de novas substâncias e novos materiais através do uso da nanotecnologia é o tema principal de um dos eventos da Reunião da SBPC durante a quinta-feira, penúltimo dia do encontro. O professor Oswaldo Luiz Alves, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vem até a UFSC para comandar uma Conferência Plenária e falar sobre esse assunto que recentemente está na boca de grande parte da comunidade científica.

O interesse pela nanotecnologia é explicado por sua enorme aplicabilidade em diversas áreas, como a medicina e a farmacologia. Alguns nanomateriais já são usados na fabricação de cosméticos, tintas, tecidos e revestimentos, por exemplo. Essa tecnologia é utilizada para oferecer maior resistência aos materiais, pois está ligada a manipulações em escalas pequenas, de um bilionésimo do metro aproximadamente. Isso dá aos átomos que formam o material grande tolerância à temperatura, condutividade elétrica e reatividade, entre outras interferências naturais.

Os experimentos que utilizam a nanotecnologia ainda estão dando seus primeiros passos, mas suas potencialidades já estão comprovadas. Essas oportunidades bem como os desafios dos estudos sobre essa tecnologia também serão abordados por Alves durante a conferência.

O professor Oswaldo Luiz Alves é doutor em ciências pela Unicamp e realizou pós-doutorado na França. O interesse de pesquisa do professor inclui compostos lamelares, sistemas químicos integrados, nanocompósitos, nanopartículas metálicas e desenvolvimento de nanoecomateriais. Publicou mais de 160 trabalhos incluindo pesquisas e revisões. Alves pertence a várias sociedades científicas, dentre elas a Sociedade Brasileira de Química, da qual foi presidente entre os anos de 1998 e 2000.

A conferência “Nanotecnologias: conceitos, realizações e desafios” acontece na quinta-feira, dia 20, das 12h às 13h, no Auditório Guarapuvu, no Centro de Cultura e Eventos.

Por Julia Fecchio / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: laboratórios da UFSC buscam melhorias na produção de corantes naturais

19/07/2006 15:37

A ingestão de balas, sorvetes, gelatinas, refrigerantes e sucos artificiais pode estar ligada ao aparecimento de alergias, à indisposição gástrica, vômitos e até à hipertensão em crianças. A substituição de corantes sintéticos por corantes naturais na fabricação dessas e de outras sobremesas e bebidas evitaria esses problemas. Entretanto, as vantagens comerciais dos corantes sintéticos ainda é maior, o que faz com que o melhoramento na produção de corantes naturais seja foco de estudos.

Pelo menos dois grupos de pesquisa desenvolvem trabalhos nesse campo na UFSC. Eles fazem parte do Laboratório de Bioquímica (Engebio) e do Laboratório de Controle de Processos (LCP) do Departamento de Engenharia Química do Centro Tecnológico (CTC).

O primeiro trabalha com a produção de corantes naturais a partir da fermentação de matéria-prima (pode ser farelo de arroz ou glicose, por exemplo) feita por microorganismos, como o fungo Monascus ruber. Um dos principais desafios da pesquisa é fazer com que o fungo comece a fermentar a matéria-prima em menos de 12 horas, tempo que ele leva normalmente para iniciar o processo que dá origem a um corante de cor avermelhada usado na fabricação de “catchups”.

Já o Laboratório de Controle de Processos extrai do repolho roxo um corante vermelho púrpura, que também serve para aplicações na indústria alimentícia. Isso é feito através de um processo físico-químico com a utilização de solventes. O LCP também pesquisa novas formas de purificação desses corantes.

Por conterem metais pesados que têm efeito cumulativo no organismo humano, como titânio e cobalto, corantes químicos e sintéticos são substâncias densas e tóxicas, obtidas a partir de derivados do petróleo e do carvão mineral – processo que emite poluentes maléficos ao meio ambiente. O motivo pelo qual continuam a ser usados é o seu baixo custo quando comparado aos corantes naturais, sua melhor capacidade de fixação nos alimentos e maior estabilidade a luz e ao calor, além de cores mais intensas que deixam os alimentos mais atrativos para o consumo.

O que diz a legislação brasileira

No Brasil, quem produz alimentos que contenham corantes sintéticos são obrigados a alertar o consumidor, no rótulo das embalagens, sobre a condição sintética do corante utilizado nos alimentos. O país tomou essa medida a partir de recomendações da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês para Food and Agriculture Organization)

Diversos tipos de corantes sintéticos foram proibidos como o amarelo sólido, que era empregado em gelatinas, o laranja GGN, usado em pós para sorvetes, o vermelho sólido, para recheios e revestimentos de biscoitos, o azul de alizarina, corante em óleos emulsionados e gelatinas, e o escarlate GN, com uso em recheios de confeitarias.

Oito tipos ainda são permitidos no país e empregados em diversos alimentos como geléias, caramelos, gomas de mascar, frutas em caldas e iogurtes. Além disso, são utilizados em licores, refrescos e refrigerantes. São eles: os amarelos crepúsculo e tratarzina, o azul brilhante, o amaranto, os vermelhos eritrosina, ponceau (4R) e 40, e a indigotina. Outros cinco sintéticos idênticos aos naturais também são tolerados.

Informações: 3331 9554 / LCP e 3331 9842 / Engebio.

Por Talita Garcia / bolsista de Jornalismo da Agecom.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: realidade dos idosos na sociedade atual também estará em foco

19/07/2006 09:05

Boom demográfico, progressão tecnológica, desenvolvimento industrial, revolução conceitual e moral. A dinâmica urbana re-configura os indicadores e grupos sociais, e essa nova configuração abrange inclusive aqueles que acompanharam seu desenvolvimento – os idosos. Registra-se no Brasil um grande crescimento na expectativa de vida – de 33,7 anos em 1900 para 71,6 em 2004, segundo dados do IBGE. Em termos gerais, isso significa um considerável aumento da população idosa no país. A velhice deixa de ser raridade no cotidiano das cidades, desmistificando a concepção paternalista do “ancião”, sábio e sensato. Questiona-se: quais as implicações dessa nova realidade na vida dos idosos e em suas relações sociais?

Para discutir a respeito dessa e de outras questões, será realizado na 58ª Reunião Anual da SBPC o encontro “Envelhecimento Populacional e Organização da Sociedade Civil”, nesta quarta-feira, a partir de 14h, na sala Azaléia, no segundo andar do Centro de Cultura e Eventos. O coordenador é o professor Theophilos Rifiotis, do Departamento de Antropologia da UFSC. Além de Rifiotis, participam pesquisadores da UFSC, Unicamp, Udesc, do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI/UFSC) e da Sociedade Brasileira de Gerontologia.

Rifiotis explica o encontro como “uma atividade de reflexão visando contribuir para a orientação de políticas públicas, das instituições governamentais e de sociedades científicas sobre o envelhecimento no Brasil”, e fará sua colocação com base no artigo “O Idoso e a Sociedade Moderna: Desafios da Gerontologia”, de sua autoria.

As questões de Rifiotis

Na opinião do antropólogo, o saber científico sobre a gerontologia se defronta hoje com uma série de dilemas éticos e teóricos. Um deles é o desafio ético da minoridade, em que a problemática reside em um conceito reducionista em relação ao idoso, visto como vítima, excluído, objeto de assistência. Tal concepção é comum no meio urbano, e ainda que possua caráter solidário e intenção positiva, acaba por atribuir minoridade ao velho, infantilizando-o.

Outro dilema é o desafio teórico-ideológico, no qual com o crescimento da qualidade de vida das populações a figura do velho torna-se cada vez mais comum no meio urbano, e o país “envelhece” seus indicadores sociais. Este é um processo que se consolidou principalmente em países europeus, que possuem altos padrões de vida. No Brasil, essa transformação começa também a trazer um novo significado para o envelhecimento.

De acordo com Rifiotis, hoje é predominante a cultura co-figurativa, na qual os filhos e pais aprendem com seus respectivos pares, e a pós-figurativa, em que os filhos também ensinam a seus pais. Com isso, o modelo alicerçado primordialmente pela figura do pai instrutor deixa de ser tendência. O referencial paternalista do mais velho, espécie de “ícone disciplinar”, perde sua força à medida que o número de idosos aumenta.

Tais fatores vêm ocasionando a derrocada do estereótipo “ancião”, relacionado à figura de um patriarca, e criam novos parâmetros. “Cabe aos estudiosos do envelhecimento o desafio de reformular a mensagem da gerontologia, adaptando-a a essa nova realidade”, avalia o professor.

O NETI e a mobilização nacional

A discussão acerca dos novos rumos da gerontologia é cada vez mais freqüente e disseminada. Além do Estatuto e da Delegacia do Idoso, também foi criada a Conferência Nacional do Idoso, que teve sua primeira edição este ano. Saúde, previdência, educação, cultura e lazer foram os eixos temáticos principais. “Está sendo elaborado um relatório, que deve ser finalizado em dois meses. Houve uma boa manifestação de Santa Catarina”, conta Maria Cecília Godtsfriedt, presidente da Associação Nacional de Gerontologia no estado e professora do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI), da UFSC. Maria Cecília, que foi à conferência, também participa do encontro a ser realizado na reunião da SBPC.

Para o NETI, a oportunidade de integrar a discussão gerontológica no maior evento científico da América Latina é de grande importância. O Núcleo é pioneiro na incorporação dos idosos à universidade, através de cursos de capacitação e atividades voltadas para a gerontologia. “Serão apresentados três trabalhos do NETI no encontro. O objetivo é a elaboração de um documento, que será encaminhado para algum ministério, provavelmente o de Direitos Humanos”, revela Maria Cecília.

Por Gustavo Bonfiglioli / Bolsista de Jornalismo na Agecom / UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: encontro vai debater sustentabilidade na construção

19/07/2006 08:52

Não é possível um desenvolvimento sustentável no Brasil sem que a construção civil sofra transformações profundas. No segmento habitacional são necessárias 5 milhões de novas habitações para a população de baixa renda, mas é inaceitável que estas novas habitações sejam produzidas a partir dos velhos paradigmas insustentáveis.

Estas e outras idéias serão levantadas para debate pelo professor Vanderley John, da Escola Politécnica da USP, no simpósio “O desenvolvimento sustentável e a construção habitacional”, integrado à programação da Reunião Anual SBPC, que acontece de 16 a 21 de julho, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O encontro sobre sustentabilidade na construção será realizado na sexta-feira, 21/7, a partir de 14h, no auditório do Centro Tecnológico, numa promoção da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC). Vai contar também com a participação do professor Roberto Lamberts, do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, e da professora Angela M. Gabriella Rossi, da Escola Politécnica da UFRJ.

Desafios

Coordenador geral da Conferência Latino-Americana de Construção Sustentável, Vanderley John lembra que a construção civil tem importante papel social, pois é responsável pela produção da infra-estrutura coletiva do país e pela geração de cerca de 15% dos empregos nacionais. Mas seus desafios são significativos, pois boa parte dos operários da construção encontram-se na faixa da pobreza e possuem pouca educação formal.

“A construção sustentável impõe inovação tecnológica, formação de recursos humanos, mudanças de cultura e práticas gerenciais, alterações na legislação e normalização, além de exigir alterações na forma de relacionamento entre os diversos integrantes da cadeia da construção. Não é possível, portanto, um desenvolvimento sustentável sem que a construção civil sofra transformações profundas”, alerta o professor.

Visão sistêmica

Coordenadora do Laboratório de Assentamentos Humanos Sustentáveis, ligado à Escola Politécnica da UFRJ, a professora Angela M. Gabriella Rossi, ressalta que do ponto de vista urbano, habitação é um sistema, que precisa estar integrado às redes de infra-estrutura de saneamento básico, aos serviços de saúde, de educação e de comércio, à oferta de trabalho, esporte e de lazer, e à rede viária. “Pelo fato da vida cotidiana girar em torno da habitação, é que a busca pela cidade sustentável depende, em boa parte, do bom funcionamento de cada um desses sistemas e da integração entre os mesmos”, defende a professora.

Ela lembra que em países periféricos e semiperiféricos, como o Brasil, o crescimento urbano acelerado tem provocado, historicamente, uma série de pressões de ordem social, econômica e ambiental. Na maioria desses países, a taxa de crescimento econômico não acompanhou a de urbanização, criando assim uma população em sua maioria com renda insuficiente para pagar pelos serviços e elevando os custos operacionais da cidade. Ao mesmo tempo, os governos locais não conseguem responder rapidamente a essa demanda, o que faz com que a população encontre suas próprias soluções, geralmente ilegais, gerando áreas precárias e superpopulosas.

“O Brasil hoje sofre intensamente as conseqüências da ocupação desordenada de seu território que apresentou nos últimos 50 anos uma das maiores taxas de urbanização do mundo”, lamenta a professora. “A busca pela sustentabilidade urbana não é tarefa fácil para o Brasil. Além de exigir respostas no setor construtivo e no setor econômico e social, o tema envolve atores públicos e privados, que devem interagir através de parcerias bem reguladas”, avalia.

Eficiência energética pode ajduar

Com inúmeros trabalhos nas áreas de eficiência energética, avaliação do desempenho térmico de casas populares, conforto ambiental e princípios bioclimáticos aplicados à construção, o professor da UFSC, Roberto Lamberts, vai mostrar no simpósio como estes campos podem colaborar com a busca da sustentabilidade na construção. Coordenador do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações, ligado ao Departamento de Engenharia Civil da UFSC, o professor já integrou projetos para elaboração das normas brasileiras na área de Conforto Ambiental e participa do projeto Casa Eficiente, desenvolvimento numa parceria da UFSC com a Eletrosul e Eletrobrás/ Procel. A casa modelo é uma vitrine de tecnologias de ponta na área de eficiência energética e conforto ambiental, além de ambiente para a demonstração e desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa.

Saiba mais sobre a Reunião Anual e temas relacionados à sustentabilidade:

Agricultura sustentável

Na mesa-redonda “C&T para uma nova agricultura sustentável” , que vai contar com a presença do professor Miguel Pedro Guerra (UFSC), e de Sílvio Crestana (Embrapa), serão discutidos os caminhos da ciência e tecnologia na agricultura, com foco na sustentabilidade. O debate, na quarta 19/7, às 10h, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão, vai destacar o fato de que o Brasil é detentor da maior biodiversidade do planeta e os avanços da fronteira agrícola estão ameaçando os ecossistemas remanescentes. Por outro lado, são inegáveis os avanços que a agricultura brasileira experimentou nos últimos 30 anos, consolidando um dos mais importantes sistemas de produção da agricultura tropical no planeta.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Banda Aerocirco, filme Ponte Hercílio Luz, música na Igrejinha, nesta quarta

19/07/2006 08:45

MÚSICA AO MEIO DIA:

O Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC recebe a banda Aerocirco, com seu rock alternativo cantado em português. O baixista Jason Judson, último a entrar no grupo, após a saída do antigo baixista e tecladista, levou para as cordas os arranjos que eram feitos pelo teclado nos dois primeiros cds da banda. Da formação original, Henrique Monteiro cuida da bateria e Hudson Cabala da guitarra, dividindo a função com Fábio Della, que é também vocalista. A apresentação começa às 12h30min, como em toda semana do período letivo, ao ar livre, na Concha Acústica em frente ao CCE.

CINEMA

Curtas Catarinenses: PONTE HERCÍLIO LUZ – Patrimônio da Humanidade, no auditório do Centro de Convivência da UFSC às 12h30min.

Documentário que mostra a história deste que é símbolo de Santa Catarina – inaugurado em 1926 – desde a sua construção (1922) até os dias de hoje (interditado por razões de segurança) e como este monumento está incorporado ao real e ao imaginário catarinense. Documentário produzido em 1996, com o apoio da UFSC, com 30 minutos de duração, em 35mm, colorido. Produção de Jair dos Santos, Direção e Roteiro de Zeca Pires, profissionais de cinema do Departamento Artístico Cultural da UFSC.

OUTROS OLHARES:

Conversas relacionadas com a exposição de desenhos e esculturas de Franklin Cascaes, na Galeria de Arte da UFSC. A conversa desta quarta-feira, dia 19, às 16 horas, será com Henrique Luiz Pereira Oliveira, que é professor de História da Arte no Departamento de História da UFSC, doutor em Historia Social, desenvolve pesquisas sobre produção de audiovisuais de apoio pedagógico e coordena o Laboratório de Pesquisa em Imagem e Som.

A exposição poderá ser visitada até dia 4 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30min. A Galeria de Arte da UFSC funciona no edifício do Centro de Convivência, no campus universitário. Contato: (48) 3331-9683 e pelo e-mail galeriadearte@dac.ufsc.br.

TEATRO

“Fragmentos com máscaras” com Marquinho e Veruskua, no auditório do Centro de Convivência da UFSC às 18h30min.

DANÇA:

Apresentação do Grupo de Dança Folclórica da Terceira Idade da UFSC, às 18h30min, na Concha Acústica da UFSC.

MÚSICA ÀS 18h30min:

Recital do Conservatório Musical de Florianópolis, no auditório da Igrejinha da UFSC, com apresentação do Grupo Vocal Bocca Chiusa – cantando MPB, Quarteto de Cordas, Canto Popular e Erudito, e Piano Solo.

TEATRO:

Don Pablo Entre Vogais, sobre a vida e obra de Pablo Neruda, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC, sob a direção de Carmen Fossari. No Teatro da UFSC às 20h30min, até dia 21.

“Don Pablo entre vogais” apresenta um texto de metateatro, com autoria e direção de Carmen Fossari, profissional de teatro no Departamento Artístico Cultural da UFSC, versando sobre a vida e obra de Pablo Neruda, poeta chileno, ganhador de Prêmio Nobel de Literatura. A peça é uma montagem cuja linguagem se reveste da busca da cena ritualística, como requer a linguagem da poesia.

O texto bilíngüe (português e espanhol) mescla o verso de Neruda com a prosa que verseja sua vida e, mesmo considerando serem tratados temas conflitantes como o golpe do general Pinochet em Salvador Alende, no Palácio de La Moneda no Chile dos anos 70, ou mesmo o cotidiano popular das classes trabalhadoras,há em cada momento da peça na formulação da imagem e da cena teatral a busca do lúdico permeando todo o espetáculo.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentações Artísticas na 58ª SBPC para o dia 19/7

ONDE: Campus da UFSC

QUANDO: Durante a 58ª SBPC na UFSC

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

A programação completa para todos os dias está no site www.sbpc.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC www.dac.ufsc.br

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Reforma Universitária suscita debate caloroso

19/07/2006 08:44

O projeto de reforma universitária, em sua atual formulação, não corresponde aos anseios de uma melhora substancial e concreta do ensino superior. Este foi o consenso a que chegaram os integrantes da mesa-redonda “reforma universitária”, realizada no auditório da reitoria da UFSC, dentro da programação da 58ª SBPC.

O professor Álvaro Prata, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, resumiu a afirmativa, sentenciando que o projeto “focaliza o complemento e deixou o necessário”. Apoiando-se em dados do Inpe e da Capes, ele cobrou mudanças que promovam maior inserção social e tecnológica, fomento e sustentabilidade, uniformidade regional e flexibilização das universidades, entre outros. De acordo com as estatísticas, apenas 10% da população entre 18 e 24 anos está matriculada em instituições de ensino superior (IES); 50% das instituições está concentrada no sudeste; apenas 224 das 2013 IES é pública e, em alguns cursos, o índice de concluintes fica perto de 20%.

A professora Eunice Durham, da USP, se disse contrária à proposta e – ressaltando a precária situação social brasileira e a dificuldade de acesso ao ensino superior, também perceptíveis nos dados do Inpe – bateu na tecla da diversificação do ensino superior. Para tal, o investimento deveria ser direcionado a cursos técnicos e outros modelos, capazes de se adequar melhor a demanda da sociedade.

Paulo Speller, reitor da UFMT e presidente da Andifes, disse que o conteúdo da última versão do projeto, que agora vai tramitar na câmara, “suprimiu elementos que caracterizariam uma verdadeira reforma universitária”. Ele ressaltou a importância de um amplo diálogo com a sociedade e as universidades sobre a reforma e o que ela representa para as IES. Speller conclui que agora é preciso confiar no congresso para um desfecho produtivo da reforma. O reitor defendeu,ainda, um projeto de financiamento a longo prazo, capaz de sustentar a ampliação do ensino publico superior realizada pelo atual governo. Se isso não for feito “o formato atual não atendera as necessidades em três ou quatro anos”. O financiamento das IES públicas gerou um debate acalorado após a exposição inicial dos debatedores. Diante do questionamento do público, Álvaro Prata destacou projetos e pesquisas universitárias que geram um retorno para a sociedade e, indiretamente, para o ensino superior.

Não se chegou, porém, a um consenso sobre a sustentabilidade do modelo de universidade pública que vigora no Brasil. Dentre os pontos positivos da reforma, o reitor Speller citou a regulamentação das instituições privadas, a subvinculação dos recursos e a reserva de 75% dos gastos com educação para o ensino superior.

O debate sobre o tema polêmico contou com grande público que lotou o auditório da Reitoria nesta terça-feira.

Redação Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: encontro está sendo transmitido em tempo real

18/07/2006 21:04

A 58ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que está sendo realizada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, tem transmissão em tempo real. Qualquer pessoa pode acompanhar em seu computador as mais importantes conferências, mesas-redondas e simpósios do evento.

Para ter acesso basta entrar no site www.sbpc.ufsc.br.

A reunião deste ano tem como tema “SBPC&T – Semeando Interdisciplinaridade”, lembrando a constante relação entre as ciências, como a forma mais adequada para sua aplicação na vida real. Enquanto nas edições anteriores a programação estava mais voltada para a ciência, desta vez está dividida entre temas ligados à tecnologia e à ciência.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: UFSC mostra estudos para conservação de espécies nativas

18/07/2006 20:50

Pesquisadores e alunos do Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal (LFDGV) estão apresentando seus trabalhos na ExpoT&C – a exposição de tecnologia e ciência da 58ª SBPC. Fundado em 1985, o laboratório é vinculado ao Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e abrange as áreas de biologia celular, biologia e genética molecular. Atualmente suas atividades vão da cultura de tecidos e micropropagação de plantas ao sequenciamento genético.

A Araucária angustifólia, popularmente conhecida como ‘pinheiro do Paraná’, é uma das plantas que merece atenção especial. Devido ao corte indiscriminado – hoje resta menos de 2% da cobertura inicial das coníferas, que se estendia por 80mil quilômetros quadrados no Paraná e em Santa Catarina – é de grande importância que se encontrem maneiras de conservar e recompor as florestas de pinheiro.

O laboratório coleta embriões de cones imaturos de Araucária angustifólia na mata nativa. Em seguida induz a formação de calos em meio de cultura. Os calos são agrupamentos desordenados de células que, por serem indiferenciadas, podem desenvolver qualquer tecido, dependendo dos fatores e estímulos aos quais são submetidos. As pesquisas devem conduzir a um estágio em que, a partir desses calos, seja possível chegar a uma planta adulta, possibilitando assim, o reflorestamento. Atualmente o laboratório concentra suas pesquisas nesta proposta, buscando criar um protocolo (conjunto de processos laboratoriais) eficaz.

Hoje, a principal utilidade está relacionada à conservação. Os calos podem ser conservados em sua forma natural, o que implica na sua reprodução (réplica) assistida constantemente, ou serem criopreservados.

A criopreservação, realizada com nitrogênio liquido em temperaturas baixíssimas, por volta de –160C°, é uma solução para guardar amostras de material celular por um longo período. Todavia, uma série de procedimentos deve ser realizada para desidratar as células e adequá-las ao procedimento. O conjunto de procedimentos se inscreve no protocolo de conservação, desenvolvido pelo laboratório durante os últimos anos.

Devido à ameaça da extinção, a composição e conservação do material genético funcionam como uma espécie de ‘reserva genética’. No futuro, poderá ser necessário recorrer a esses bancos para o reflorestar o pinheiro do Paraná. Além da conífera, o laboratório estuda uma série de outras plantas nativas, como Euterpe edulis (palmito), Acca sellowiana (goiaba serrana), e bromélias. Espécies exóticas de frutíferas, como a Malus domestica (maçã) e a Prunos domestica (ameixa) também são estudadas. O stand do LFDGV fica no Ginásio1 do Centro de Desportos.

Informações: 3331-5336

Por Manfred Mattos / Bolsista de jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: especialista considera que paradas GLBTS não contribuem para a diminuição do preconceito

18/07/2006 20:26

Sala lotada. Carteiras coladas umas nas outras, sem espaços para passagem. O miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC estava assim quando começou o simpósio sobre homossexualidades no Brasil contemporâneo, nesta terça-feira (18/7). O evento, que atraiu um público muito maior do que o esperado, foi ministrado por Miriam Grossi, professora do Departamento de Antropologia da UFSC e presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e também por Peter Fry, um dos maiores especialistas mundiais no assunto e vice-presidente da ABA.

Peter Fry falou sobre sua trajetória de estudos relativos à questão homossexual. Conta que participou, em 1974, do primeiro grupo de trabalho sobre homossexualidade, organizado pela Associação de Antropologia dos Estados Unidos. O especialista também fez considerações sobre o preconceito. Ele afirmou que a discriminação contra homossexualidade se distingue de outras discriminações porque começa pela própria família. Além disso, diferentemente do racismo, o preconceito contra gays é muito direto.

O vice-presidente da ABA alertou ainda para a ilusão que muitas pessoas têm de que as paradas GLBTS promovem a libertação dos homossexuais. Ele caracteriza tais manifestações como movimentos de massa (a última parada de São Paulo contou com cerca de dois milhões de participantes), mas que não contribuem para a diminuição do preconceito. O especialista compara as paradas da diversidade com o movimento feminista que, de acordo com ele, foi menor, porém, muito mais eficaz.

Miriam Grossi fez comparações da situação dos homossexuais no Brasil e na França. Ela observou que, apesar de não ser muito visível, existem famílias de pais e mães GLT em todos os lugares do Brasil. Segundo a professora, a luta dos homossexuais no Brasil é pelo fim do preconceito, enquanto na França os gays querem conquistar o direito de ter filhos.

Miriam Grossi também falou sobre famílias homossexuais com filhos no Brasil. Uma das opções é a adoção de crianças. As outras mais comuns no país são a reprodução in vitro e a reprodução caseira, como por exemplo, no caso de um casal de lésbicas, utilizar o esperma de um amigo ou de um irmão da parceira. A professora afirma ainda que quando gays e lésbicas brasileiros têm filhos, passam a ser vistos como “alguém de bem”. “Isso limpa a sua homossexualidade, eles deixam de ser discriminados até pela família”, explica Miriam Grossi.

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista em Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Pesquisa mostra uso funerário dos sambaquis

18/07/2006 20:08

Os primeiros registros de comunidades pré-históricas de que se tem notícia no Brasil ocorrem no litoral. São os sambaquis, formações elevadas compostas de conchas, ossos, restos de fogueiras e artefatos – alguns com 35 metros de altura, mas que podiam ser bem maiores. Até os anos 90, os arqueólogos acreditavam que os sambaquis eram constituídos de restos deixados por habitantes nômades do litoral. As pesquisas mais recentes, apresentadas na 58a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Florianópolis, mostram que os sambaquis eram, na realidade, áreas funerárias de comunidades numerosas dotadas de arquitetura própria, que constituíam marcos paisagísticos.

O arqueólogo Ricardo de Blasis, da Universidade de São Paulo, estuda há mais de dez anos os sambaquis da região de Laguna em Santa Catarina e constatou que naquela região havia comunidades que se sucederam durante pelo menos 6 mil anos. “Por volta de 2 a 3 mil atrás, essas comunidades eram muito grandes e – somadas – podiam abrigar milhares de pessoas”, afirmou. “Portanto, não eram nômades, mas sedentárias e tinham um certo grau de complexidade, pois construíram espaços com funções específicas e possuíam uma dieta à base de peixe.Além disso, possuíam artefatos para processamento de sementes e objetos específicos para pesca, além de esculturas representando aves e peixes.”

As comunidades que construíram os sambaquis tiveram o seu auge há 3 mil anos, mas existiram muito antes disso, afirma Maria Dulce Gaspar, arqueóloga da UFRJ que também participou da conferência. Há registros isolados de sambaquis na região do Vale do Ribeira de 9 mil anos (o mais antigo). Além disso, há vestígios da existência de sambaquis em todo o litoral, inclusive no Pará e Maranhão. No entanto, eles são mais estudados no Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo os estudos mais recentes, a topografia do litoral brasileiro mudou nos últimos milhares de anos. As pesquisas mostram que na região de Laguna, onde os sambaquis são maiores e mais numerosos, eles foram construídos nas margens das lagoas e acompanharam o recuo do mar. “Ainda há muito para se descobrir sobre os sambaquis”, afirmou de Blasis. “Não sabemos, por exemplo, o significado dos pequenos sambaquis, que parecem ter uma finalidade bastante diferente dos grandes. Não temos também registros de onde moravam essas comunidades primitivas, uma vez que não encontramos vestígios de suas casas. São mistérios que somente novas pesquisas vão poder elucidar.”

Assessoria de Imprensa da SBPC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: associações de países do Mercosul fazem declaração conjunta

18/07/2006 18:28

A Associação Argentina para o Progresso da Ciência (AAPC), a Asociação Civil Ciência Hoy, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Sociedade Uruguaia para o Progresso da Ciência (SUPCYT), reunidas no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), durante a 58a Reunião Anual da SBPC, divulgaram a Declaração de Florianópolis em que propõe um programa de ação imediato com os seguintes pontos:

1. Criar uma comissão permanente de coordenação de atividades e programas conjuntos, integrada por delegados especialmente designados pelas entidades;

2. Fazer o máximo de esforço para a realização da 4a. Reunião “Ciência, Tecnologia e Sociedade”, em Montevidéu, em junho de 2007, com a ativa participação das mais representativas sociedades científicas dos demais países sul-americanos;

3. Trabalhar no sentido de atrair a participação sistemática nas atividades de representantes dos Governos e Parlamentos, Universidades e Centros de pesquisa e dos empresários de nossos países;

4. Prestar pleno apoio às iniciativas dos Governos e das organizações sociais de nossos países para aumentar a eficiência e os investimentos nos programas nacionais e regionais de desenvolvimento;

5. Ativar as diligências destinadas a promover a mais rápida implementação do acordo alcançado na Reunião de Buenos Aires, em junho passado, que criou um programa de fomento à pesquisa entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia da Argentina e o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, envolvendo a aplicação de US$ 2 milhões, já aprovada pelos dois governos;

6. Planejar desde já e propor a nossos Governos a implementação de dois programas especiais de fomento, um para a criação de Escolas de Informação nas áreas já tratadas em nossos encontros e outro para a realização de Intercâmbios de Curta Duração para atualização, treinamento e prospecção;

7. Solicitar a nossos governos que promovam o levantamento de todo o acervo de iniciativas e ações de cooperação científica e acadêmica vigentes entre nossos países, bem como a identificação de oportunidades a serem divulgadas imediatamente, em um portal conjunto, para cuja construção estaremos prontos a colaborar;

8. Informar amplamente de nossas atividades e programas através dos meios de comunicação de nossos países, e em especial por meio do “Jornal da Ciência” (eletrônico e impresso), da SBPC, que já atinge grande número de instituições científicas, pesquisadores e professores em nossos países.

Assessoria de Imprensa da SBPC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: estudo da UFSC indica possível relação entre alimentação e câncer de mama

18/07/2006 18:01

Um estudo do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC fornece mais um motivo para que as mulheres tenham um cuidado especial quando o assunto é alimentação. Ao lado das complicações mais conhecidas, como a obesidade e problemas cardiovasculares, a ingestão exagerada de banha de porco e carne bovina com gordura potencializa o câncer de mama. Sabendo-se que esse é o tipo de câncer mais freqüente nas mulheres e que 35% dos casos podem estar relacionados com uma má alimentação, pode- se ter uma idéia da importância de estudos nesta área.

O trabalho foi exposto na Sessão de Pôsteres da 58ª Reunião Anual da SBPC, nesta terça-feira. Coordenado pela professora Patrícia Di Pietro, teve como objetivo investigar a relação entre a ingestão de alimentos pregressos e o câncer de mama em mulheres atendidas no ambulatório de nutrição, de um Hospital Público em Joinville SC. Entre os meses de junho e novembro de 2003 foram selecionadas 66 pacientes, das quais 33 recém-diagnosticadas com a doença e 33 no grupo de controle (sem câncer). Após preencherem um Questionário de Freqüência Alimentar (QFA) – uma ferramenta usada para esse tipo de estudo, relativo aos hábitos alimentares dos quatro últimos anos -, no qual indicaram com que freqüência ingeriam certos alimentos, pôde-se chegar a uma conclusão sobre a relação alimentação x câncer.

Os resultados indicam uma propensão ao câncer entre as pessoas que ingerem, com freqüência os alimentos gordurosos já citados. Quem, por sua vez, consome habitualmente maçã, melancia e tomate, está mais protegido. Os responsáveis pelo estudo alertam que os resultados devem ser encarados com cuidado, já que o tempo de coleta de dados foi curto. Ainda assim, é um alerta e incentivo para o cuidado com a alimentação.

Mais informações: 3331-5316 ou 3331-5317 (curso de Nutrição)

Por Manfred Matos/ bolsista de jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: coletiva de Niède Guidon nesta quarta

18/07/2006 17:42

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no município de São Raimundo Nonato (PI), considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco enfrenta grave crise financeira e corre o risco de fechar. Com isso, estão ameaçados os mais de 700 sítios arqueológicos deixados por povos primitivos naquele local, nos quais destacam-se pinturas rupestres milenares. Há agum tempo, a arqueóloga Niède Guidon, que preside a Fundham (Fundação Museu do Homem Americano), co-administradora do parque, chama a atenção para a falta de apoio do Ibama na manutenção da área. Ela vai falar sobre o tema em conferência na quarta-feira (19) às 12h, na 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Está marcada também uma entrevista coletiva para quarta-feira (19), às 10h30.

Niède Guidon e sua equipe são responsáveis pelas pesquisas realizadas na região na Serra da Capivara que, pela sua importância, foi transformado em parque nacional em 1979. Mas o parque tem enfrentado desde aquela época ameaças de desmatamento, da caça e da depredação das pinturas rupestres. Em 1991, o governo federal estabeleceu um acordo com a França, prevendo a proteção da área e a execução de um plano capaz de tornar os atrativos da Pré-história um motor para desenvolver a região, gerando emprego e renda. Dessa maneira, a Fundham conseguiu arrecadar dinheiro suficiente para criar a infra-estrutura do parque, mas não tem como bancar a sua manutenção que depende do Ibama como outros parques nacionais.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: conferência aborda potencial terapêutico da maconha

18/07/2006 17:40

Maconha, droga perigosa ou importante remédio? Esta é a questão fundamental apresentada na conferência Maconha: Medicamento esquecido que renasce pela ciência, que será apresentada pelo professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Elisaldo Carlini, personalidade no estudo sobre drogas psicotrópicas. O evento, que integra a 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), vai ocorrer nesta quarta, 19/7, das 10h às 11h45min, no auditório principal do Centro de Cultura e Eventos.

Professor do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da UNIFESP e mestre em Psicofarmacologia pela Universidade de Yale – EUA, Carlini revela que muito foi estudado acerca dos efeitos do THC (delta 9-tetrahidrocanabinol), princípio ativo da maconha, nos últimos 30 anos. Desta forma foram descobertos alguns dos seus usos terapêuticos comprovados, como na redução das náuseas e vômitos causados pela quimioterapia, no aumento do apetite em pacientes com AIDS e no tratamento de pacientes com esclerose múltipla, atuando como eficiente analgésico. Além disso, a Canabis sativa, nome científico da maconha, já se revelou também um importante aliado no tratamento de pacientes que sofrem com convulsões.

Entre os efeitos nocivos, o professor destaca a diminuição da capacidade de medir intervalos de tempo e perceber diferenças de espaço, assim como das capacidades de atenção, memória e raciocínio. Assim como também pode causar reações desagradáveis, tais quais a dificuldade para conectar idéias, ataques de pânico, alterações na percepção e experiências alucinatórias. Os seus efeitos físicos e psicológicos em longo prazo, no entanto, não são conhecidos, visto que não existem estudos sobre o seu uso prolongado.

Segundo Carlini, poucas drogas tiveram tanto problema em serem aceitas como remédio. Apesar de não constituir risco à saúde pública e ser raro o seu uso abusivo, preconceitos, superstições, opiniões passionais e ideológicas têm levado a Canabis a altos e baixos na opinião pública. Nos últimos anos, no entanto, muitos avanços foram feitos e, ao menos parcialmente, o THC já é reconhecido como um medicamento valioso e a maconha não é mais considerada uma perigosa droga causadora de vício.

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: UFSC mostra processo que pode substituir gases poluentes nos sistemas de refrigeração

18/07/2006 11:59

Uma forma de amenizar as conseqüências da emissão de gases poluentes para a atmosfera, como os HFCs (hidrogênio, flúor, carbono), por equipamentos como geladeiras e ar-condicionados, seria a troca desses gases por gás carbônico (CO2) em seus sistemas de refrigeração. Tecnologia para isso já existe. Foi desenvolvida pelo Projeto CO2, do Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (POLO), do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, em parceria com a Empresa Brasileira de Compressores – Embraco.

Quando um sistema de refrigeração sofre vazamentos, ocorre a liberação de HFCs – um melhoramento dos CFCs – para o meio ambiente. Em suspensão no ar, esses gases (juntamente com gás carbônico, óxidos de azoto e metano) formam uma barreira natural aos raios infravermelhos refletidos pela Terra, provocando uma maior retenção de calor na atmosfera, o que tem elevado a temperatura média do planeta nos últimos anos.

Essa camada de gases é responsável pelo chamado “efeito estufa”, imprescindível à existência da maioria das formas de vida na Terra, por fazer desta uma verdadeira “estufa”, sem a qual os dias seriam muito quentes e as noites muito frias (o que impossibilitaria a sobrevivência de diversas espécies animais e vegetais). Entretanto, o aumento desenfreado desse fenômeno, em razão da utilização de tecnologias que emitem gases poluentes, têm sido responsável por desastres naturais como secas e inundações.

Embora também provoque o aumento do efeito estufa, o gás carbônico (ou dióxido de carbono) é 20 vezes menos nocivo do que os HFCs, que apesar de representarem um avanço rumo à obtenção de um gás ecologicamente correto, já que não reagem com o ozônio e portanto não agridem a camada que protege a Terra dos raios ultra-violeta (UVA e UVB), a Camada de Ozônio, continuam agravando o Efeito Estufa.

Como funciona o compressor do POLO:

O processo é semelhante ao dos compressores já existentes. A diferença do protótipo desenvolvido pelo Projeto CO2, com o tamanho de uma bola de futebol, está no seu funcionamento à base de CO2 – o gás carbônico ou dióxido de carbono.

O CO2 é comprimido no interior do compressor a uma pressão de 85atm. Essa é outra diferença em relação aos compressores fabricados hoje, que pressionam os gases a algo em torno de 10 atm.

A temperatura do gás dentro do compressor é em média de 100ºC. Quando sai do compressor, o gás carbônico entra em um condensador, ou um “trocador de calor”, que o esfria, fazendo com que passe para o estado líquido. O CO2 líquido passa por um dispositivo de expansão, ou válvula de expansão, e em seguida entra em um “evaporador”, que também consiste em um “trocador de calor” .

Esse equipamento é o responsável por “retirar” o calor do interior de uma geladeira, por exemplo, e transferi-lo ao dióxido de carbono que, ao receber esta energia, passa para o estado gasoso e retorna ao compressor, recomeçando o ciclo.

Mesmo com os benefícios que o uso de um compressor de gás carbônico pode trazer, ele ainda é comercialmente inviável. Dentre alguns motivos porque para que sua estrutura suporte uma pressão de 80 atm em seu interior, é preciso que ela seja mais espessa do que a dos compressores atuais, o que exige maior quantidade de aço em sua fabricação.

Outro empecilho tem a ver com o motor que coloca o sistema de refrigeração em atividade. Para que um motor trabalhe o suficiente a ponto de gerar uma pressão de 85 atm no interior de um compressor, ele necessita de uma quantidade maior de fios de cobre (responsáveis pela condução da corrente elétrica) em sua constituição, o que encarece o preço de produção de um motor.

Mesmo assim, com a tendência à proibição do uso de HFCs no Brasil e no mundo, os preços dos sistemas de refrigeração à gás carbônico devem se tornar, futuramente, competitivos para a comercialização

Informações: 3331 -9397 / POLO

Por Talita Garcia / bolsista de Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: pesquisador da UFSC desenvolve bebida a partir do farelo de arroz orgânico

18/07/2006 10:12

Obter uma bebida saborosa, rica em vitaminas, óleos e proteínas, que poderá ser usada tanto para reduzir os efeitos negativos da menopausa quanto para aumentar a imunidade em pacientes com AIDS. Este é o objetivo do pesquisador da UFSC Gerson Luis Faccin, que apresenta os resultados da sua pesquisa com o farelo de arroz orgânico na Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&C). O evento integra a 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que está sendo realizada na universidade até o dia 21 de julho.

O pesquisador do Laboratório de Nutrição Experimental do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e doutor em Ciência dos Alimentos pela UFSC, Gerson Faccin, explica que muito já foi estudado sobre as propriedades físico-químicas, funcionais e sensoriais do farelo de arroz. São, portanto, conhecidos alguns dos seus efeitos terapêuticos, como na diminuição dos efeitos negativos da menopausa, na redução do colesterol, na proteção da pele, no tratamento do câncer e no aumento da imunidade de pacientes com AIDS. As formas de ingestão deste farelo, no entanto, não têm sido atrativas aos consumidores. Desta busca por uma forma de facilitar o seu consumo, nasceu a bebida de farelo de arroz orgânico.

A bebida, que possui a consistência de um suco e uma cor que lembra o café-com-leite, ainda está em fase de testes. A Reunião Anual da SBPC será, justamente, uma oportunidade para testar a aceitação da bebida entre um público mais amplo, visto que até agora só foram feitos testes entre um pequeno grupo de estudos. Após experimentar vários sabores, Faccin decidiu produzir a bebida nos sabores morango, chocolate e café, pois estes se adaptaram melhor ao sabor natural do farelo. Destes, o pesquisador pretende excluir um e continuar o trabalho com apenas dois.

Faccin explica que o desenvolvimento da bebida foi apenas o primeiro passo e que ainda são necessários testes para verificar se as propriedades conhecidas do farelo se mantêm na bebida. Outro fator que está sendo analisado diz respeito ao prazo de validade da bebida e à sua vida de prateleira, que o pesquisador acredita ficar em torno de uma ou duas semanas, validade própria de uma bebida funcional, visto que todos os ingredientes utilizados são naturais e que não são usados estabilizantes ou conservantes.

Além dos benefícios terapêuticos, o desenvolvimento da bebida ainda poderá abrir um novo mercado para a indústria do arroz que, mesmo com todas as propriedades conhecidas do farelo, ainda destina esta parte da produção para a fabricação de ração animal.

Mais informações:

Gerson Luis Faccin – gersonlf@ccs.ufsc.br

Edna Amante – eamante@cca.ufsc.br 3331-5371

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Prêmio Jovem Cientista será lançado nesta terça-feira

18/07/2006 09:34

Nesta terça-feira (18/7) será lançado na 58ª Reunião da SBPC, em Florianópolis (SC), a 23ª edição do Prêmio Jovem Cientista, a mais importante premiação científica da América Latina, voltada para graduados, estudantes do ensino superior e do ensino médio.

A cerimônia acontece às 16h30min, no auditório nº 4, Bloco Q, da Universidade Federal de Santa Catarina. Na ocasião, poderão ser conhecidas as linhas de pesquisas e todas as informações sobre o tema deste ano: Gestão Sustentável da Biodiversidade – Desafio do Milênio, além das pesquisas vencedoras da edição do ano passado, cujo tema foi Sangue – Fluido da Vida.

O Prêmio Jovem Cientista recebe inscrições até 30 de novembro em cinco categorias: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio, Mérito Institucional e Menção Honrosa. Quem faz a apresentação ao público é a coordenadora do Prêmio Jovem Cientista, Melissa Martins.

A primeira colocada na categoria Graduado do Prêmio Jovem Cientista 2005, Ana Beatriz Gorini da Veiga, formada em Ciências Biológicas pela UFRGS, pesquisou alguns componentes existentes no veneno da taturana, que podem ser utilizados tanto no tratamento da síndrome hemorrágica quanto em doenças cardiovasculares, como por exemplo, a trombose.

A vencedora na categoria Estudante do Ensino Superior, Amanda Meskauskas, conseguiu expandir in vitro, em até dez vezes, o número de células-tronco presente no cordão umbilical. A quantidade obtida seria suficiente para a realização de transplantes em qualquer indivíduo, sem a atual restrição de peso, que é de 60kg.

A primeira colocada na categoria Ensino Médio, Natália Évelin Martins, bolsista do Centro de Pesquisas René Rechou, em Belo Horizonte (MG), apresenta a pesquisa sobre a doença de Chagas. Orientada pela professora Danielle Avelar, a estudante descobriu um método mais eficaz do que o empregado comumente em laboratórios para o diagnóstico da doença.

Também na terça-feira (18 de julho), às 15h, no estande do CNPq na 58ª SBPC, o público vai conhecer o livro Sangue – Fluido da Vida. A obra apresenta o resumo das pesquisas premiadas em 2005 e será distribuída, gratuitamente, a universidades, institutos de pesquisas, empresas, governo e escolas.

O XXII Prêmio Jovem Cientista é uma Iniciativa conjunta do CNPq, Grupo Gerdau, Eletrobrás/Procel e Fundação Roberto Marinho.

Mais informações sobre o prêmio no site

http://www.jovemcientista.cnpq.br

(Neiva Mello, Assessoria em Comunicação)

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: arquivo fotográfico mostra como foi o evento

18/07/2006 09:32

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom)disponibilzou imagens da Reunião Anual da SBPC, que ocorre na UFSC de 16 a 21 de julho. Através do arquivo fotográfico, o visitante pode acompanhar a cobertura fotográfica das atividades relacionadas ao importante evento científico. O site é dividido em álbuns temáticos e nele já constam as primeiras imagens dos preparativos para a reunião.

O acesso ao arquivo também pode ser feito na home page do evento (www.sbpc.ufsc.br). O objetivo é criar uma memória fotográfica da reunião, devido à grande relevância do momento na história da UFSC.

Gustavo Bonfiglioli / bolsista de jornalismo da Agecom