Os pecados e os milagres da comunicação
Como a profissão de jornalista é exercida hoje? De que forma as pessoas têm acesso à informação no século XXI? Como trabalham os órgãos de assessoria de comunicação em meio à revolução gerada pelas novas tecnologias? Essas e outras questões norteiam o livro Santos e pecadores – comunicação versus crise na era da informação,do jornalista Artemio Reinaldo de Souza.
A obra é baseada em sua dissertação de mestrado em Engenharia de Produção, na área de Mídia e Conhecimento, intitulada A assessoria de imprensa e as novas tecnologias: a comunicação integrada como ferramenta de gestão da imagem organizacional, e tem seu lançamento marcado para hoje, 9, às 19h30, na Pizzaria San Francesco, no centro da Capital, rua São Francisco, 190.
As transformações ocorridas com a globalização e o advento das novas tecnologias influenciaram também a forma como o homem se comunica, e a relação entre organizações e a imprensa, conforme sustenta o autor. “Globalizaram-se os processos, as emoções e, sobretudo, os fluxos e circuitos da informação. Nesse mundo novo, as instituições, incluindo-se as empresas, agem pelo que dizem, em especial pelos acontecimentos significantes que produzem, com os quais interferem na realidade, ao usarem a eficácia difusora do jornalismo, que tornou-se espaço público de socialização dos discursos particulares para os confrontos da atualidade, em todos os campos da atividade humana organizados sob a lógica da competição”.
Outra faceta desse mesmo ponto também é citado por Almyr Gajardoni, chefe do Núcleo de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, na apresentação do livro. “O problema real está na urgência de se preparar, técnica e culturalmente, para reagir instantaneamente – em tempo real, diz-se no novo jargão – ao permanente fluxo de novos acontecimentos (…)”.
Artemio reúne na obra o resultado de seus estudos sobre o tema com a experiência em assessoria de comunicação: ele atua há 19 anos na Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC. Mais que uma pesquisa de campo, seu livro é também uma análise ou ainda, um testemunho pessoal das transformações ocorridas na chamada comunicação empresarial. Traz também um pouco da história da própria Agecom, criada para ampliar o conceito de assessoria.
Reitor da UFSC de 92 a 96, o professor Antônio Diomário de Queiroz assina a orelha da obra, onde relembra. “Tornava-se necessário superar o conceito herdado de assessoria de imprensa, órgão subordinado ao reitor com a função restrita de divulgar seus projetos, programas e planos de trabalho. Foi então criada a Agecom, uma agência de comunicação independente, como órgão suplementar da Universidade. Além de dar continuidade à assessoria de imprensa ao reitor, passava a conduzir a política de comunicação em suas múltiplas funções. Considerou-se o Jornal Universitário um espaço aberto à expressão livre de todos. Fortaleceu-se o jornalismo científico. Facilitou-se o acesso externo dos órgãos de imprensa à informação produzida na Universidade. Assegurou-se à Agência toda a infra-estrutura avançada de comunicação para que pudesse utilizá-la com autonomia”.
Por esse caminho, o autor também vai ao encontro do pensamento do pesquisador João José Azevedo Curvello, que defende uma atuação mais estratégica dos profissionais de comunicação. “É essencial ainda superar as restritas visões meramente profissionais e operacionais da área. Os assessores de comunicação precisam assumir-se mais estratégicos e, entre outras coisas, assumir-se como educadores para a comunicação”. Assumir-se mais estrategicamente é o que Artemio sugere. “O que se propõe aqui é uma reflexão sobre como a instituição (ou instituições) pode(m) gerir a sua identidade perante a evolução interna e as mudanças externas”.
Santos e pecadores – comunicação versus crise na era da informação
Artemio Reinaldo de Souza
EdUFSC – Série Geral
165 páginas, R$ 20,00.
Informações na Pizzaria San Francesco pelos fones: 3222-1122 e 3222-7400.
Contatos na EdUFSC: (48) 3721-9605, 3721-9408.
Artemio de Souza: (48) 3333-3942, e-mail: artemiosou@hotmail.com
Cláudia S. Reis/Jornalista da Agecom



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