2ª Feira Sustentável começa nesta quinta e terá seminário e mostra de energias renováveis

04/05/2010 15:54

Aproveitar os recursos naturais abundantes no país e produzir energia para o desenvolvimento e inclusão social, combatendo as mudanças climáticas. Isso é possível com a disseminação das energias de fontes renováveis. Seja pelo sol, vento, oceanos e rios, ou com o aproveitamento dos resíduos urbanos e rurais, a produção de energia elétrica de fontes limpas deve ser encarada como política pública nos estados, como contribuição ambiental e possibilidade de negócio para famílias, empresas e cooperativas.

Essas questões serão abordadas na programação da 2ª Feira Sustentável, que começa no dia 6 de maio, quinta-feira, no Expocentro Edmundo Doubrawa (anexo ao Centreventos Cau Hansen), em Joinville. O Seminário Energias Renováveis em Santa Catarina: potencial social e econômico, ocorrerá no dia 8 de maio, sábado, das 9h às 18h, no Teatro Juarez Machado, em Joinville. Todos os participantes receberão certificado com oito horas de duração, o qual poderá ser validado pelos acadêmicos como atividade de extensão junto aos seus cursos.

A promoção do seminário é dos Institutos Primeiro Plano e Ideal. A programação completa está disponível no endereço www.institutoideal.org/docs/folder_er_final.jpg. Não há inscrições prévias. Interessados em participar devem chegar um pouco antes do horário e acompanhar toda a atividade, que, como todas as demais da Feira, é gratuita.

Santa Catarina tem um potencial ainda inexplorado nessa área. E sua disseminação terá que passar, além de legislação específica, do comprometimento dos setores produtivos. O Estado já é referência internacional em estudos de energia solar, através da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e também tem parques eólicos em expansão. Além disso, já existem iniciativas para produção de energia a partir de dejetos animais (suínos e aves), sobretudo na região oeste. Outra fonte de destaque é a hídrica. Esta vem motivando amplo debate social e ambiental, em função do número expressivo de pequenas centrais hidrelétricas que podem ser construídas em todas as regiões.

MOSTRA DE TECNOLOGIAS

Além do seminário, a 2ª Feira Sustentável apresentará algumas tecnologias em energias renováveis para conhecimento do público. Iniciativas como aquecimento solar com painéis térmicos e com garrafas PET, geração de energia através do sol para mover um barco, aproveitamento de resíduos animais para energia e modelos de empreendimentos sustentáveis estarão expostos na Mostra de Tecnologias em Energias Renováveis, que acontece junto à Feira, a partir do dia 6 de maio, no Expocentro Edmundo Doubrawa.

Acesse:

www.institutoideal.org

www.primeiroplano.org.br

http://feirasustentavel2010.blogspot.com

Outras informações com Alessandra Mathyas, do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina – Instituto IDEAL – pelo e-mail alessandra@institutoideal.org ou pelos telefones (48) 3234-1757 e 9973-5101.

O socialismo na América Latina

04/05/2010 12:43

Por Elaine Tavares – jornalista

O socialismo ainda anda bem distante dos governos da América Latina, pelo menos é o que pensam alguns teóricos e pesquisadores que participaram das Jornadas Bolivarianas de 2010, cujo tema foi justamente este. Na análise de um dos criadores do termo “Socialismo do Século XXI”, esta é uma forma de governo que ainda não encontrou guarida na vida dos países que atualmente estão na ponta de lança das mudanças estruturais.

Segundo Heinz Dieterich, governos como o da Venezuela, Bolívia e Equador, apesar de avançarem no processo de transformação, ainda não deram rédea a mecanismos de consolidação do que define como sendo socialismo. “É certo que a discussão sobre o socialismo do século XXI começou na Venezuela, houve um grande debate, mas não redundou em profundidade, o que significa que, lá, não há grandes avanços na consciência anticapitalista”. Heinz também deixou claro que é fato de que na Venezuela, sob o comando de Chávez, o governo avançou nos mecanismo de democracia, garantindo mais poder ao povo, como é o caso da possibilidade do referendo. “Há eleições limpas, há muita participação popular, mas, a economia segue sendo a de mercado. Não há, portanto, socialismo, a empresa privada segue sendo fundamental, os meios de comunicação são privados”.

Heinz diz que a Venezuela segue os preceitos do chamado nacional/desenvolvimentismo, exatamente como o fizeram Getúlio Vargas, no Brasil, Domingos Perón, na Argentina, Lázaro Cárdenas, no México, Salvador Allende, no Chile e até mesmo Bolívar, logo depois da independência. “Eles seguiam o modelo da Grã Bretanha, de um capitalismo protegido pelo Estado. E para os ingleses foi bom, garantiu-lhes muito poder. Eles tinham o discurso do livre comércio, mas era para os outros, não para eles”. O teórico alemão insiste que este é o modelo também seguido pelo Brasil, Argentina, e outros chamados “progressistas”. “O Lula e os demais estão ancorados num modelo que foi extraordinário, e este era também o debate entre os independentistas. Bolívar queria o sistema inglês e os seus inimigos queriam o livre comércio, eram os neoliberais daquela época e foram os que venceram”. Segundo Heinz, os governos latino-americanos que, ao longo da história, decidiram-se por um nacionalismo/desenvolvimentista foram os que mais se aproximaram do povo, os que avançaram, e por conta disso sofreram as ditaduras.

Hoje, pode-se vislumbrar uma nova fase de desenvolvimento na América Latina que, sem dúvida, começa com Hugo Chávez, na Venezuela e depois se estende para Bolívia e Equador. É um desenvolvimento endógeno, uma proposta de valorização das coisas nacionais, de investimentos no mercado interno, acompanhado de transformações estruturais importantes na saúde, na educação, na organização comunitária, no próprio poder. “A oligarquia não podia combater o Chávez acusando-o de desenvolvimentista, não encontraria eco, então se aproveitou do fato de o presidente começar a falar em socialismo. Acusá-lo de socialista assustaria os conservadores. Mas não há socialismo na Venezuela. O que há é um nacional desenvolvimentismo, que tem seus avanços, é certo, mas que não é socialismo”.

E o que é, afinal, o socialismo?

A idéia de socialismo é eminentemente européia e aparece, segundo Engels, lá pelo século 15, embutida nas propostas dos revoltosos camponeses da Inglaterra e da Alemanha (como Thomas Münzer, por exemplo). A sistematização do conceito, na sua versão utópica, aparece nos séculos 16 e 17, como um sistema ideal para organizar a sociedade baseado na igualdade entre as pessoas, na distribuição das riquezas e na vida boa para todos. No século 18, teóricos como Morely e Mably pregavam um jeito espartano de viver, que garantia a liberdade e a igualdade, mas supria o gozo de viver. Mais tarde vieram os chamados “utopistas” como Saint-Simon, Fourier e Owen, que propunham a abolição das classes e a vida plena para todos. Ainda segundo Engels, o problema dos utopistas é que não propunham a mudança desde uma classe específica – como o proletariado. Eles reconheciam a sociedade burguesa, do capitalismo emergente, como uma coisa ruim, injusta, mas acreditavam que ela só não dava certo porque não havia nascido “o homem genial”, governando unicamente pela razão. Com a chegada deste homem, tudo poderia mudar, seria instaurado o Estado da Razão. Seus limites, pondera Engels, estavam determinados pela ainda incipiente produção capitalista. Acreditavam que bastava difundir a idéia de que o socialismo era a expressão da verdade, da razão e da justiça, para que ele se fizesse.

Marx vai propor mais tarde o que chamou de socialismo científico, baseado na razão sim, mas incluindo aí a historicidade, já ancorado na análise de um capitalismo real, desenvolvido, que incorporou a grande indústria e expôs as mazelas da divisão de classe. Observando as multidões exploradas e despossuídas que abundavam no século 19, as greves que assomavam entre os trabalhadores, as lutas operárias, Marx compreendeu que o socialismo não era algo nascido apenas no campo da razão, mas sim o produto necessário da luta entre as classes formadas historicamente no modo de produção capitalista. Com isso, pensou que havia que constituir um sistema para explicar essa sociedade capitalista e aí sim, desde esta materialidade, propor um novo jeito de organizar a vida. Ele discordava dos utopistas que apenas criticavam o mundo burguês, sem, contudo, explicá-lo para que, entendido, pudesse ser superado.

Assim, no desvelamento do sistema de dominação capitalista, Marx mostra que o socialismo é uma forma de vida que só pode ser proposta e construída pela classe dominada, naqueles dias, o proletariado. Assim, a sociedade socialista seria então aquela que aboliria a propriedade privada, acabaria com a exploração, reconheceria o caráter social da produção, socializaria os meios de produção, extinguiria as classes. Na prática, como esclarece Engels, seria um jeito de organizar a vida em que, através de um sistema de produção social, seria assegurado a todos os membros da sociedade, uma existência que, além de satisfazer as suas necessidades materiais, asseguraria o livre e completo desenvolvimento de suas capacidades físicas e intelectuais.

O socialismo do século XXI

A idéia de um socialismo do século XXI começou a caminhar pela América Latina a partir da reflexão do professor da UNAM, Heinz Dieterich. Segundo ele, os novos tempos exigem reformulações no conceito. “Com Marx aparece o socialismo científico, baseado no materialismo dialético, que em última instância significa que tudo está em movimento. Materialismo significa que tu reconheces um mundo fora de ti, objetivo, independente do observador, e dialético se refere ao movimento. O único que existe no universo é a matéria, ela tem extensão física e aí nasce o espaço, tem corporalidade e está em constante movimento, o que significa mudança. Por isso é ridícula a idéia de Francis Fukuyama, porque contraria o axioma do cosmos. Conhecer esse movimento pressupõe que podemos prever os desastres econômicos, assim como prevemos os furacões. Isso é ciência”.

O teórico alemão radicado no México recordou que Lenin tentou implementar o socialismo, experimentar na prática, mas as condições não o permitiram, surgindo então o bolchevismo, a economia planificada. Isso colapsou e hoje aí está outra concepção do socialismo, que chama do século XXI. “É uma democracia participativa, com economia planejada no valor do trabalho e não no valor de mercado. São diferenças abissais. Por exemplo, em nenhuma constituição do mundo é o povo que decide se o país vai para a guerra. A decisão está na mão de uma pequena elite. Nesta democracia burguesa o dinheiro tem uma influência tremenda. Exemplo: a taxa de milionários nos Estados Unidos é de 1% da população, mas no Congresso Nacional é de 60% a 90%, ou seja, é uma plutocracia. Mandam os ricos, que são minoria”.

Por conta disso, um sistema de voto secreto e universal por si só não significa democracia. Pois o socialismo do século XXI propõe outra forma de organizar a vida, democratizando não apenas a política – com outras formas de participação popular que não só a eleição ritual – mas também a economia, a cultura e o poder militar. “O orçamento deveria ser decidido pela população, outras questões da economia também. Com a televisão e a internet se poderia informar e formar os cidadãos”. Essa minoria que hoje manda no mundo pretende continuar apostando na economia do mercado, acreditando que o mercado tem mais eficiência para coordenar o processo, que essa é uma área complexa e não pode ficar nas mãos de um partido ou das gentes. Isso não é mais crível. “Há que clarear essa mentira. Na União Soviética o socialismo não naufragou por conta da planificação. Toda a economia é planificada, inclusive a de mercado. Até no neolítico 10 pessoas tinham que planejar como caçar um animal. No capitalismo também há planejamento. Mas tanto no socialismo soviético como no capitalismo era uma minoria que fazia isso. Não havia a consulta ao povo. No socialismo do século XXI tem de haver essa participação, essa planificação precisa ser democrática”.

Heinz também avança na proposição de outra medição do trabalho. Hoje, o preço de mercado é uma expressão de poder, o aumento de salário só vem se houver sindicato forte, lutas descomunais, competições. Os empresários tem o poder, dirigem e controlam a economia. No socialismo pode-se ter outra medida de valor, a quantidade de energia, a quantidade de informação ou valor do trabalho. “No socialismo do passado a propriedade privada era considerada o grande mal, havia que acabar com ela. Os social-democratas encontraram um jeito de mantê-la. Elas seguem privadas, mas pagam impostos que serão distribuídos. Não deu certo. No socialismo do século XXI, não importa quem tem os meios se for tirada do empresário a faculdade de explorar o trabalhador. Cada trabalhador tem direito ao valor total do seu trabalho. Se trabalha por 40 horas recebe produtos e serviços iguais aos de 40 horas. O que não há é a permissão de enriquecer”.

No socialismo do século XXI, diz Heinz, também não cabe haver partido único, porque se trata de trazer ao povo mais democracia. Hoje a conformação de classes é diferente da do tempo de Marx. “Nesta fase de transição é preciso organizar as forças em um centro comum, um centro de gravitação comum, mas não única, como a Frente Amplia, no Uruguai. Não é partido único. Não queremos monopólios nem na economia nem na política”.

A América Latina

Este espaço geográfico que hoje denominamos “Américas” foi conhecido pelos europeus nos estertores do século 15, quando por aquelas terras já começava a declinar a chamada Idade Média. As miríades de reinos que lutavam entre si iam se juntando e prenunciando o que mais tarde viriam ser as nações. Era um tempo de mudanças e as terras encontradas no caminho para as índias iriam acelerar estes câmbios, financiando, inclusive, a revolução industrial inglesa que foi o estopim da consolidação do modo capitalista de produção. Mas, o desconhecimento dos europeus nunca significou que por aqui, as gentes que habitavam o lugar, fossem povos sem história, como chegou aventar Marx. Grandes civilizações haviam florescido, muitas delas até mais avançadas na organização da vida, do que a Europa daquele então. Ainda assim, como os conquistadores não estavam dispostos a qualquer “encontro de culturas”, toda esta história das gentes originárias foi descartada como “barbárie”, “selvageria”, “ignorância”. Os que invadiram as terras de Abya Yala só queriam saquear as riquezas e nunca reconheceram os que aqui viviam como iguais. Quando o sistema colonial se instalou, trouxe para cá o modo de vida da Europa, solapando a cosmovisão autóctone, dizimando povos, submetendo os sobreviventes.

Este domínio se perpetuou, ainda que não sem luta. Desde a invasão, vários povos se rebelaram, na resistência e na tentativa de recuperar seus territórios, sua forma de vida. Foram vencidos, mas, enquanto todos achavam que ali estava uma gente derrotada, eles constituíam, no silêncio da opressão, suas estratégias de sobre-vivência. E, quando ninguém esperava, no bojo do que a Europa e os entreguistas nacionais chamavam de “celebração dos 500 anos”, surge, das profundezas desta Abya Yala, o grito das gentes originárias. “Nada há a celebrar a não ser a retomada de um novo ciclo. O pachakuti esperado”, diziam as gentes autóctones.

Segundo Pablo Dávalos, professor da Universidade Católica do Equador e assessor na CONAIE (Confederação Nacional dos Indígenas do Equador), os anos 90 trazem demandas dos povos originários que não são incorporadas pela esquerda, por isso há uma certa desconfiança com relação ao chamado “socialismo do século XXI”, porque ninguém viu ali contempladas essas reivindicações que extrapolam as já conhecidas lutas contra a dizimação de sua gente e da sua cultura. “A proposta de plurinacionalidade, por exemplo, passou incólume nos programas da esquerda. E esta proposta é a que converte o índio em um sujeito político que disputa no neoliberalismo”. Os povos originários ultrapassam o tempo reivindicativo, agora eles estão propondo novas formas de organizar a vida, que oferecem a partir de sua ancestralidade. E aí há que se pontuar muito bem: não é um retorno ao passado, mas uma retomada, desde o passado, de elementos que, dialeticamente, podem ser incorporados à vida atual, tais como a solidariedade, a cooperação, a distribuição coletiva das riquezas (elementos que, na verdade, se encontram com a idéia de socialismo). “O sistema político desconhece o índio como sujeito e para a esquerda o índio se converteu em camponês. Não há uma discussão sobre o que significa o território. O povo da direita fala em modernização no campo, a esquerda em reforma agrária. Os indígenas falam em território, que é muito mais do que terra para plantar, é espaço de vivência, de representação cultural e religiosa”.

Pablo Dávalos fala de uma ontologia política do movimento indígena que atua na radicalidade, oposta ao ser moderno, que propõe a alteridade, ou seja, a capacidade de as pessoas viverem juntas, respeitando, de verdade, o outro. “Na sociedade burguesa, e mesmo na esquerda, não se concebe o índio com vida e desejos próprios. Parece que sempre há que ter uma mão, controlando. Mas a história está aí mostrando que os grandes movimentos políticos dos anos 90 e desta primeira década do terceiro milênio tem uma assinatura indígena. A esquerda não vê porque os índios não estão nos seus manuais de desenvolvimento”.

E aí entra outro nó que, nesta parte do planeta, há que se desatar. Com uma população indígena bastante expressiva, a América Latina está propondo outras formas de organização da vida que não aparecem nos textos dos grandes pensadores socialistas. Porque, afinal, raros tem levado em consideração estas propostas teóricas que nascem da vivência originária. Mesmo nas experiências transformadoras como a da Venezuela e do Equador, pouco espaço se dá a cosmovisão dos povos autóctones. “Na nossa Constituição (do Equador) logramos muitas vitórias, como estabelecer os direitos da natureza e colocar nosso conceito político de organização que é o de Sumak Kawsai, mas, ele, na verdade, não é compreendido de fato. Basta ver como o governo de Rafael Correa está tratando a questão da água hoje, sem respeitar a decisão dos povos originários”, diz Pablo.

É importante lembrar que entre as comunidades originárias que vicejam na região que vai desde a Venezuela até a Patagônia, seguindo a coluna vertebral latino-americana, que são os Andes, as palavras que designam a organização da vida são outras. Não se fala em socialismo ou desenvolvimento (palavras e conceitos nascidos na Europa). Fala-se em “sumak kawsai”, que na língua quíchua significa “regime de bem viver” e expressa uma proposta complexa de organização.

Pablo lembra que no sistema capitalista, e na era moderna, de concepção européia, a idéia de progresso está vinculada a noção de “ir adiante”, já que a noção de tempo se expressa de forma linear: passado (ontem), presente (hoje) e futuro (amanhã). Assim, as gentes, para serem modernas, precisam avançar para o futuro. Mas, na compreensão dos povos originários o tempo se curva. A mesma palavra que designa passado é usada para dizer futuro, a vida se expressa em ciclos. Também na cosmovisão de grande parte dos povos andinos não existe a possibilidade da acumulação, tanto que se alguém tem algum “lucro”, se sente obrigado a destruído e isso se dá a partir de uma grande festa coletiva. Tudo o que sobra precisa ser repartido comunitariamente. E, no cerne de tudo isso está a capacidade do homem de viver em harmonia com a natureza. Este é um jeito de viver que se confronta diretamente com o sistema capitalista. E é um jeito originário, consubstanciado no sumak kawsai, originário de Abya Yala . “Mas e os marxistas, as gentes da esquerda, conseguem entender isso? Concebem respeitar essa forma de ver o mundo? Conseguem incluir este modo de ser nos seus manuais?”

O pachakuti

Para os incas, quando chegaram aqui os conquistadores, foi inaugurado um ciclo do pachakuti, que significa “o mundo pelo avesso, o mundo no caos”. Hoje, com as transformações que tomam forma na América Latina, os levantamentos dos povos originários e a percepção de que a preservação da natureza é também uma questão da sobrevivência da espécie, vive-se o início de um novo pachacuti, “el mundo al revés”, pelo avesso de novo, mas desta vez com as gentes organizando a vida e aí, não só os indígenas, mas também os empobrecidos de todas as cores. É a idéia do tempo que se curva, um outro começo, saída do tempo de caos para o tempo da harmonia. Por conta desta crença, as comunidades revigoram as lutas na defesa da Pacha Mama que é, em última análise, a defesa da vida mesma.

No que diz respeito ao mundo não-índio, os intelectuais de esquerda teriam de enfrentar eles mesmos um “pachakuti”, um desordenamento mental, capaz de compreender esta forma de ver o mundo. Quando aqui chegaram os invasores, sedentos de ouro, até havia um motivo para desconhecer as culturas locais. Mas, hoje, e desde a esquerda, isso não pode acontecer. E, se o socialismo é o que ordena e define as reivindicações da maioria, como diz José Carlos Mariategui, está na hora de incorporar aquilo que é essencial para as gentes originária como o estabelecimento do Estado Plurinacional, estatuto jurídico que reconhece as comunidades tradicionais originárias como sujeito político real. E isso implica numa mudança radical de perspectiva, principalmente num país como o Brasil, onde as comunidades autóctones foram quase dizimadas e, as sobreviventes, até hoje vivem tuteladas pelo estado como se fossem incapazes de organizar suas vidas de forma

autônoma.

Ao fim, o que ficou dos debates de quatro dias em Florianópolis foi esse desafio. A capacidade da esquerda revolucionária de Abya Yala de desvendar as forças e os sujeitos que atuam no mundo de hoje, e a necessidade de colorir o conceito de socialismo, não com as facetas alegres da pós-modernidade que usa o multicultural como aceitação acrítica do que aí está. Mas o colorido da “wiphala”, a bandeira do movimento originário, incorporando neste conceito as demandas destes povos que não querem mais ser “atores” sociais, que falam um texto escrito por outrem, mas sim autores de sua própria história, escrevendo eles mesmos as suas falas. Aí sim, quem sabe, este espaço geográfico possa constituir, com o aporte de todos os que aqui vivem, e que sonham e lutam por transformações, o socialismo indo-americano, como queria Mariategui, ou, enfim, o sumak kawsai (o bem viver).

Doutoranda da Antropologia ganha 1º lugar no Meaning of Water Photo Competition da RAI

04/05/2010 10:55

A doutoranda em Antropologia Barbara Arisi, atualmente com bolsa sanduíche na Inglaterra, acaba de ganhar o primeiro lugar em uma das quatro categorias do Meaning of Water Photo Competition da RAI – The Royal Anthropological Photo Competition. A foto premiada intitula-se “The Matis and the capibara”. A categoria em que foi vencedora é “Religious and spirituality”.

A foto será usada em materiais educativos publicados pela RAI, uma das mais prestigiosas instituições de antropologia. As fotos serão publicadas no Flickr website ( www.flickr.com/photos/raieducation), no Discover Anthropology website (www.discoveranthropology.org.uk) e serão exibidas no London Anthropology Day on July 8th no British Museum Clore Centre (www.londonanthropologyday.co.uk).

Outras duas fotos suas entraram na listade “runner-ups”, concorrentes antes do corte de finalistas. Vão também ser publicadas no (www.flickr.com/photos/raieducation). Barabara Arisi é orientada pelo professor Oscar C. Saez e integra o NAVI – Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem.

Fonte: Centro de Filosofia e Ciências Humanas

TV UFSC lança programação especial sobre os 50 anos da universidade

04/05/2010 10:12

Será realizado no próximo dia 10, segunda-feira, a partir das 14h30min, na Sala dos Conselhos, prédio da Reitoria, o lançamento da Programação Especial da TV UFSC nos 50 anos da Universidade.

Serão apresentados os novos programas: “Eu faço parte desta história”, uma exibição de entrevistas com pessoas que participaram da construção da história da UFSC; “Memória UFSC”, com imagens produzidas pelo curso de Jornalismo resgatando momentos marcantes da história da instituição; “Universidade Já”, com cobertura factual dos eventos realizados conforme calendário comemorativo dos 50 anos; e “Depoimentos da Comunidade em Geral”, que apresenta depoimentos de pessoas da comunidade universitária (docentes, técnico-administrativos e alunos) sobre o tema “A UFSC em minha vida”.

A TV UFSC exibe sua programação no canal 15 da NET.

Contatos na TV UFSC pelos fones (48) 3952-1909 / 3952-1921.

Servidores ganham selo e adesivo comemorativos aos 50 anos da UFSC

03/05/2010 18:40

Cinquenta anos é uma data especial tanto na vida de uma pessoa quanto na de uma empresa ou instituição. Uma marca que a UFSC alcança em 18 de dezembro deste ano. Para integrar toda a equipe de servidores – mais de cinco mil pessoas – no espírito dos festejos do Jubileu de Ouro, a Reitoria tomou muitas iniciativas, entre elas enviou para todos os docentes e técnico-administrativos uma mensagem do reitor, acompanhada do selo e do adesivo alusivos à data.

A política da Reitoria se materializa na mensagem do adesivo: “UFSC 50 anos – Eu faço parte desta história”. Frase que expressa o reconhecimento à importância da participação de todos na construção da Universidade. Já o selo comemorativo aos 50 anos da UFSC, lançado junto aos Correios no dia 18 de dezembro de 2009, apresenta a imagem gráfica criada para marcar os 50 anos, com o brasão da UFSC sobreposto, e o slogan “Produzindo conhecimento para um mundo melhor”, de autoria de Magda do Canto Zurba, professora do Departamento de Psicologia da UFSC.

A correspondência timbrada com o selo dos 50 anos é um convite do reitor Alvaro Prata aos servidores de todas as unidades da instituição para que promovam debates, discussões e/ou palestras sobre o cinquentenário da UFSC. Sugere, ainda, que estas atividades representem integração entre alunos, docentes e técnico-administrativos.

Toda a programação do Jubileu de Ouro da UFSC pode ser acompanhada no endereço www.50anos.ufsc.br.

Mara Paiva /Jornalista da Agecom

Leia a mensagem do reitor:


CHARGE DA SEMANA

03/05/2010 15:08

CHARGE DA SEMANA – Boitatá campeão (no vôlei e no futebol)

Por Jorge Luíz Wagner Behr/Agecom

Inscrições para Prêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina são prorrogadas até 14 de julho

03/05/2010 12:23

Estão prorrogadas até o dia 14 de julho as inscrições para o Prêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina, lançado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Podem se candidatar jornalistas, alunos de pós-graduação, professores e pesquisadores que tenham publicado artigos científicos ou, no caso dos repórteres, notícias sobre plantas nativas e a conservação da biodiversidade catarinense. Os concorrentes deverão ser residentes no Estado há pelo menos dois anos.

As publicações científicas e jornalísticas poderão ser inscritas em três categorias, conforme seus focos. Se agregam conhecimento nas áreas de sistemática, ecologia, etnobotânica, fitodiversidade, preservação e conservação in situ de plantas nativas catarinenses, entram na Categoria Roberto Miguel Klein. Se abordarem a recuperação e conservação de matas ciliares, incluindo vegetação protetora de nascentes e demais espécies vegetais com ocorrência associada a recursos hídricos, adequam-se à Categoria Raulino Reitz. Se falarem exclusivamente da conservação da biodiversidade urbana e do paisagismo ecológico, devem ser inscritos na Categoria Burle Marx.

Para cada categoria haverá três prêmios, totalizando nove vencedores. Os primeiros colocados de cada categoria receberão R$10 mil, além de passagens Florianópolis-Rio de Janeiro (ida e volta) para visitarem o Sítio de Roberto Burle Marx. Os trabalhos premiados integrarão uma coletânea impressa. Também haverá certificados para autores de trabalhos cujo mérito seja reconhecido pela comissão avaliadora.

A avaliação dos trabalhos apresentados será feita por consultores ad hoc e coordenada por uma comissão interinstitucional vinculada ao Projeto Acorde Plantas Nativas da Secretaria de Estado do Planejamento. A aprovação final dos resultados ficará a cargo da Diretoria Executiva da Fapesc e deverá ser homologado por ato do Governador do Estado.

Os resultados serão divulgados no site www.fapesc.sc.gov.br e no Diário do Oficial do Estado de Santa Catarina, a partir de 1° de novembro. O mesmo site disponibiliza todos os documentos e orientações necessárias.

Para saber mais, use o telefone (48) 3215-1210 ou e-mail premiobio@fapesc.sc.gov.br.

Por Heloísa Dallanhol / Assessoria de Imprensa da Fapesc

Grupo da UFSC organiza terceira edição da Feira Estudantil Redescobrindo a Matemática

03/05/2010 12:17

O Grupo PET do Curso de Matemática da UFSC promove no dia 12 de maio a III Feira Estudantil Redescobrindo a Matemática (Fermat). O encontro será realizado das 9h às 17h, no Hall do Centro de Cultura e Eventos. Os professores e as escolas interessadas podem agendar visita através do e-mail grupo@pet.mtm.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-6809.

Ao longo do dia serão oferecidas atividades educativas para estudantes do ensino fundamental e ensino médio. Entre as ações fixas estão oficinas de origami, criptografia, geoplano, sólidos geométricos e módulos (música e probabilidade).

Durante o encontro será também realizado o CineMat, com mostra de curta-metragens cujo tema principal é a matemática. O objetivo é despertar interesse dos participantes, já que essa disciplina é abordada por uma perspectiva diferente.

As atividades livres consistem em jogos lógicos, sistema de contagem, linha do tempo, provas do Teorema de Pitágoras, sequências e oficina de Tangram (quebra-cabeça chinês de encaixe de triângulos) e Olimpíada Regional de Matemática de Santa Catarina.

A primeira edição da Fermat foi realizada em 16 de setembro de 2008, com a proposta de aumentar o contato tanto da graduação com as escolas, quanto dos alunos do ensino básico com a universidade. A feira busca desmistificar a visão de que a matemática é matéria difícil, além de difundir a história da disciplina para atribuir mais significado aos conhecimentos já absorvidos pelos alunos.

O nome da feira é uma homenagem ao matemático francês Pierre Fermat (1601-1665). Ele foi um dos pioneiros da geometria analítica, contribuiu para o desenvolvimento do cálculo e foi precursor da moderna teoria dos números. Fermat deixou um teorema que foi provado somente em 1994 pelo britânico Andrew Wiles, atualmente conhecido como o Último Teorema de Fermat.

O Programa de Educação Tutorial (PET) é destinado a alunos de graduação das Instituições de Ensino Superior. O objetivo é propiciar aos estudantes, sob a orientação de um professor tutor, condições para realização de atividades extracurriculares que complementem sua formação acadêmica.

Mais informações: (48) 3721-6809 / grupo@pet.mtm.ufsc.br

Por Gabriella Bridi / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Encontro ´Projovem descobre UFSC 50 anos` inicia nesta segunda-feira

03/05/2010 11:59

O grupo em preparação para o evento Alunos do curso de Turismo e Hospitalidade, do Programa Projovem Urbano, realizam nos dias 3, 4, 6 e 7 de maio o encontro ´Projovem descobre UFSC 50 anos`. O evento busca aproximar a Universidade Federal de Santa Catarina da comunidade que faz parte do programa, aproveitando o ano que marca o aniversário de 50 anos da instituição.

O primeiro dia do ´Projovem descobre UFSC 50 anos` acontece nesta segunda-feira, 3/5, no centro de convivência do Supermercado Angeloni, no bairro de Capoeiras, e é aberto ao público. A programação prevê também uma mostra fotográfica, que será oficialmente aberta na terça-feira, 4/5, às 19h, no mesmo local. Durante a abertura acontece um diálogo com a participação do diretor da Agência de Comunicação da UFSC (Agecom), Moacir Loth, sobre a influência da UFSC no processo de comunicação da sociedade catarinense.

Mas, já a partir dessa segunda, a exposição será apresentada em três instituições da Capital: Colégio Silveira de Souza (3/5), Colégio Rosa (6/5) Torres e Colégio Anibal Nunes Pires (7/5). A mostra fotográfica, planejada pelos alunos, conta a evolução material e intelectual da UFSC. As fotos são do acervo da Universidade.

O ´Projovem descobre UFSC 50 anos` será realizado em parceria com a Secretaria de Educação de Florianópolis, Departamento Artístico Cultural (DAC/UFSC), Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) e Angeloni.

Durante os últimos dois meses, os cerca de 50 alunos do curso planejaram a abertura oficial do evento e a mostra fotográfica. Com ajuda do professor Rodrigo Sommer, do Curso de Turismo e Hospitalidade, os estudantes realizaram visitas técnicas à UFSC e decidiram a decoração, divulgação e recepção das atividades. A iniciativa faz parte do exercício prático do curso e busca uma inserção dos alunos no cenário profissional.

Para a organização das atividades, os envolvidos tiveram suas funções divididas em comissões de recepção, cerimonial e protocolo, decoração e criatividade. “Os alunos estão utilizando esse momento para refletir sobre a importância de atender adequadamente seus clientes, que serão os alunos, professores, coordenadores, colaboradores do Projovem, além de autoridades e convidados”, explica Sommer.

Programa Projovem Urbano

Desenvolvido pelo Governo Federal, o Programa Projovem Urbano integra Política Nacional de Juventude, lançada no Brasil em 2005. Em Florianópolis, fazem parte do programa 179 alunos, todos com idades entre 18 e 29 anos. O objetivo do Projovem Urbano, executado pela Secretaria Municipal de Educação, é a inclusão social de jovens brasileiros que não concluíram o ensino fundamental, apesar de serem alfabetizados. Através de atividades presenciais e não presenciais, o programa busca a inserção desse jovem nos estudos e no mercado de trabalho ao mesmo tempo em que se exercita a cidadania, através de experiências de participação cidadã.

Mais informações pelo telefone (48) 8429-0186, com o professor Rodrigo Sommer.

Foto: Divulgação: G.S.

Agenda

Abertura Oficial

Terça-feira, 4/5

Horário: 19h

Local: Centro de Convivência do Supermercado Angeloni de Capoeiras

Mostra Fotográfica

Colégio Silveira de Souza: dia 3/5, às, 20h

Colégio Rosa Torres: dia 6/5, às, 20h

Colégio Anibal Nunes Pires: dia 7/5, às 20h

Teatro da UFSC recebe nova temporada do espetáculo As Luas de Galileu

03/05/2010 10:35

Retorna ao palco do Teatro da UFSC nos meses de maio e junho a peça As Luas de Galileu, do Grupo Pesquisa Teatro Novo, ligado ao Departamento Artístico Cultural da UFSC. Com direção teatral de Carmen Fossari, o espetáculo envolve 40 pessoas entre atores, atrizes, cantores líricos e técnicos.

A peça será exibida sempre às sextas-feiras, sábados e domingos. Em maio há espetáculo os dias 7, 8 e 9; 14, 15 e 16; 21, 22 e 23; 28, 29 e 30. Em junho entra em cartaz no final de semana de 11 a 13.

Os ingressos são gratuitos, e quem quiser garantir o seu poderá retirá-lo com antecedência no DAC/Teatro da UFSC, nas quintas e sextas-feiras antecedentes aos finais de semana de espetáculo, das 14h às 18h. Por se tratar de apresentação gratuita, os ingressos garantirão o acesso ao teatro até às 21 horas. Após esse horário, os eventuais lugares vagos serão liberados para o público excedente.

As Luas de Galileu estreou em 2009, no Ano Internacional da Astronomia. Sua montagem levou dois anos e meio de preparação, somando o tempo das pesquisas históricas, num trabalho que une a arte popular e erudita no mesmo espetáculo.

A apresentação da peça abre a programação Bodas de Cena – UFSC 50 Anos, que terá seis espetáculos teatrais da Universidade (grupos do DAC e grupos das Artes Cênicas) e mais três espetáculos convidados de Florianópolis, totalizando nove peças teatrais, com ingressos liberados mediante convites. Dessa forma, a universidade, através do projeto do Departamento Artístico Cultural e da Secretaria de Cultura e Arte, celebra, com o Teatro, o seu cinquentenário de criação.

Grupo Pesquisa Teatro Novo e Galileu

As Luas de Galileu é uma encenação do Grupo Pesquisa Teatro Novo (GPTN), do Departamento Artístico Cultural (DAC) / UFSC. O roteiro e a direção são de Carmen Fossari, com regência de um coro vocal convidado, da maestrina Miriam Moritz, e assessoria do professor Adolfo Stotz Neto, Presidente do Grupo de Estudos em Astronomia.

A Cia. de Teatro Bambolina Andattina (Metateatro) conduz a trama que se completa com cenas evocadas da vida de Galileu e a sua paixão pelo saber e o embate com a Inquisição.

Ficha técnica:

Elenco:

Nei Perin (Galileu), Mariana Lapolli, Ivana Fossari, Bruno Lapolli, Marcelo Cidral, Marcelo Cipriani, Rhamsés Camisão, Ana Paula Lemos, Julião Gularte, Lucia Amante, Emanuela Espíndola, Bruno Leite, Gabriel Orcajo, Juliana Rabello, Gabriel Ortega, Augusto Sopran, Eliana Bär, Rubia Medeiros, Luiza Souto, Jeanne Siqueira, Patrícia Medeiros e Anderson Sauthier. Participação do Madrigal da UFSC

Direção Musical e Regência do Madrigal: Miriam Moritz

Assessoria: Professor e Astrônomo Adolfo Stotz

Figurino: José Alfredo Beirão

Cenário: Márcio Tessmann

Iluminação: Ivo Godoi e Calu

Técnico Luz: Nilson Só

Cartaz: Michele Millis

Programa: Bruno Leite

Contra-Regra: Miguel Wendausen

Produção: Grupo Pesquisa Teatro Novo-UFSC

Promoção: Departamento Artístico Cultural – DAC, da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Sobre a diretora Carmen Fossari:

Natural de Florianópolis, Carmem Lúcia Fossari é mestre em Literatura Brasileira pela UFSC, com opção em Teatro; diretora de espetáculos do Departamento Artístico Cultural – DAC/SeCArte/UFSC, coordenadora e professora da Oficina Permanente de Teatro da UFSC e diretora e fundadora do Grupo Pesquisa Teatro Novo/UFSC.

Nessa categoria, recebeu inúmeros prêmios estaduais e nacionais, bem como representou o Brasil com espetáculos que dirigiu, escreveu e atuou nos países: Porto Rico, México, Paraguai, Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e Uruguai. Esteve com espetáculos no Chile por 13 vezes, onde mantém convênio através do GPTN/UFSC com a Cia. La Carreta que coordena, naquele país, o Enterpola – Encontro de Teatro Popular Latino Americano.

Teatro da UFSC

O Teatro da UFSC é um edifício que faz parte do conjunto histórico da atual Igrejinha da UFSC, que pertencia à Paróquia da Santíssima Trindade, localizada no bairro da Trindade, em Florianópolis. A data de fundação da paróquia é de 1853. O conjunto de edifícios foi adquirido pela UFSC em meados da década de 1970 e compreende a Igrejinha, o Teatro (antigo Salão Paroquial) e a Casa do Divino (edifício destinado ao culto do Espírito Santo por ocasião da festa).

Serviço:

O QUÊ: Nova temporada do espetáculo teatral As Luas de Galileu, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC.

QUANDO: Dias 7, 8, 9,14, 15, 16, 21, 22, 23, 28,

29, 30 de maio e 11, 12, 13 de Junho deste ano, sextas, sábados e domingos, sempre às 21 horas.

ONDE: Teatro da UFSC (Igrejinha), Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC.

QUANTO: Entrada gratuita e aberto à comunidade, mediante convite retirado com antecedência.

Contato: DAC/Teatro da UFSC: (48) 3721-9348 e 3721-9447, www.dac.ufsc.br

.

Fonte: Sendy Cristina da Luz, Acadêmica de Jornalismo – Departamento Artístico Cultural – DAC: SeCArte: UFSC, com material institucional e fornecido pela produção do espetáculo.

Fotos: Nilson Só, Fávio Lapolli e do Grupo Pesquisa Teatro Novo

Vestibular 2010: UFSC divulga sétima chamada de calouros

03/05/2010 10:13

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC divulgou o edital n° 18, referente à sétima chamada de calouros do Vestibular UFSC 2010. Os 17 estudantes contemplados devem realizar matrícula entre os dias 3 e 5 de maio.

As matriculas serão realizadas no DAE, em Florianópolis, entre 8h e 12h, e das 14h às 18h. Somente o candidato do curso de Engenharia de Energia deverá matricular-se no campus de Araranguá.

Informações: (48) 3721- 6553, 3721- 9331, 3721-9391 e 3721-6554.

Mostra Grandes Diretores – Manoel de Oliveira exibe filme O Meu Caso

03/05/2010 10:02

Filme será exibido em DVD

Filme será exibido em DVD

Acontece nesta terça-feira, dia 04/05, no Teatro da UFSC, a sessão do filme O Meu Caso (1986), que integra a mostra Grandes Diretores – Manoel de Oliveira, premiado diretor português, homenageado no Festival de Cinema de Cannes, em 2008.

O filme será exibido em DVD, utilizando projetor de alta resolução e uma tela apropriada para projeção, equipamentos especialmente instalados para esse fim no teatro da universidade. Os longa-metragens da mostra fazem parte da coleção Grandes Autores – Manoel de Oliveira, contendo os DVDs e um livro, editada pela Lusomundo Audiovisuais.

A atividade na universidade tem caráter didático-cultural, sendo realizada pelo Departamento Artístico Cultural da UFSC. Iniciou na semana passada e vai até 30 de novembro deste ano, todas as terças-feiras às 12 horas, seguida ou antecedida de eventuais debates. As sessões serão interrompidas para o recesso escolar, IV FITA, 14º FAM e feriados. A entrada é gratuita e aberta à comunidade.

A mostra no Teatro da UFSC é organizada por Zeca Nunes Pires e Camila Casseano Damazio, numa realização do Departamento Artístico Cultural, da Secretaria de Cultura e Arte, da Universidade Federal de Santa Catarina, com o apoio da Pró-Reitoria de Infraestrutura da UFSC. Todos os filmes serão exibidos em DVD.

Veja na página do DAC (www.dac.ufsc.br) o link do blog onde estão publicados os nomes e as sinopses de todos os filmes da mostra.

Saiba Mais:

O Meu Caso (1986)

Ficha Técnica

Duração: 88 min.;

Produção: Filmargem; Les Films du Passage, S.E.T.E (França);

Cabeleireiro: Dominique Buisson;

Montagem: Manoel de Oliveira, Rudolfo Wedeles; Estúdios Le Havre (França);

Data Rodagem: Mai/Jun 1986;

Distribuição: Distribuidores Reunidos;

Intérpretes/Personagens: Luís Miguel Cintra (Desconhecido, Job), Bulle Ogier (Atriz; Mulher de Job), Axel Bougousslavsky (Empregado, Elifaz), Fred Personne (Autor, Bildad), Wladimir Ivanovsk (1º Espectador, Zofar), Gregoire Ostermann (2º Espectador, Eliú), Heloise Mignot (2ª Atriz). Voz: – Henri Serre.

Serviço:

O QUÊ: Apresentação do filme O Meu Caso (1986), da Mostra de cinema Grandes Diretores – Manoel de Oliveira.

QUANDO: Dia 4 de Março de 2010, terça-feira, às 12 horas.

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade

CONTATO: Departamento Artístico Cultural – DAC (48) 3721-9348 e 3721-9447 ou www.dac.ufsc.br e dac@dac.ufsc.br

Fonte: José Wilson O. Fontenele, Acadêmico de Jornalismo da UFSC – Assessoria de Imprensa do DAC – SeCArte – UFSC, com material da coleção de DVDs e dos organizadores da mostra.

Programa de Mobilidade Acadêmica Escala Docente abre inscrições

30/04/2010 17:39

Estão abertas até o dia 2 de junho as inscrições para o Programa Escala Docente, promovido no âmbito do acordo de cooperação internacional entre a UFSC e a Associação de Universidades Grupo Montevideo (AUGM). São oito vagas de intercâmbio de professores para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. O resultado será divulgado a partir do dia 14 de junho, no site www.sinter.ufsc.br.

As inscrições devem ser realizadas no Departamento de Articulação Institucional, da Secretaria de Relações Institucionais e Internacionais (Sinter), localizada nos fundos do prédio do Centro de Cultura e Eventos, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h.

De acordo com o Edital publicado pela Sinter, o programa está orientado a dois perfis de professores do quadro permanente da UFSC. Um deles é o docente jovem ou em formação, cuja mobilidade estará destinada principalmente a completar ou complementar a formação acadêmica, aprendizado de novas técnicas e participação de minicursos, por exemplo.

As vagas podem também ser pleiteadas por docentes formados, que deverão focar as funções de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária, visando cooperação entre as universidades.

A AUGM é uma entidade que congrega universidades públicas argentinas, bolivianas, brasileiras, chilenas, paraguaias e uruguaias. Seu objetivo é impulsionar o processo de integração por meio da criação de um espaço acadêmico comum, com base na cooperação científica, tecnológica, educativa e cultural.

Mais informações: 3721-8225 / E-mail: dearti@reitoria.ufsc.br

Veja o Edital.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais:

Universidades associadas a AUGM com vagas para o Escala Docente 2010-2011

Argentina:

Universidad de Buenos Aires (UBA) – 2 vagas

Universidad Nacional de Córdoba (UNC) – 1 vaga

Universidad Nacional de Entre Rios (UNER) – 1 vaga

Universidad Nacional del Litoral (UNL) – 1 vaga

Chile:

Universidad de Santiago de Chile (USACH) – 1 vaga

Paraguai:

Universidad Nacional de Asunción (UNA) – 1 vaga

Uruguai:I

Universidad de La República (UDELAR) – 1 vaga

Últimos dias de inscrições para o concurso de cartazes e redações sobre Lesbofobia, Transfobia e Homofobia

30/04/2010 17:04

Cartaz vencedor do ano passado

Cartaz vencedor do ano passado

Terminam no dia 10 de maio as inscrições para o II Concurso de Cartazes e Redações sobre Lesbofobia, Transfobia e Homofobia nas escolas da Grande Florianópolis. O objetivo é discutir a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTTT) no ambiente de ensino. A organização é do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Laboratório de Antropologia Social da UFSC, com apoio do Núcleo de Educação e Prevenção, da Secretaria Estadual de Educação.

A programação faz parte das atividades do Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia (17 de maio), instituído por lei no município de Florianópolis. Em 2010, o concurso está ampliando o público que pode participar. Na primeira categoria, que já existia ano passado, podem concorrer estudantes de escolas públicas do ensino médio e fundamental de Santa Catarina. Os alunos devem formar grupos, coordenados por um professor, e confeccionar um cartaz que aborde temas relacionados às violências contra LGBTTT.

A segunda categoria, novidade nesta segunda edição do prêmio, prevê a participação de estudantes de graduação em Pedagogia ou de outros cursos de licenciatura, em todas as universidades do Estado. Os concorrentes devem enviar uma redação sobre a mesma temática. “Esperamos atingir, pelo menos, as universidades de maior alcance e garantir uma boa reflexão sobre sexualidade. A ampliação do concurso surge como disparador do tema nos currículos de formação inicial dos professores”, explica Felipe Fernandes, um dos organizadores da premiação.

A exposição, votação popular dos cartazes e julgamento pela comissão julgadora serão realizados entre os dias 17 e 21 de maio, no Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades. A votação popular será limitada aos três primeiros dias da exposição. Estudantes vencedores nas duas modalidades serão premiados com livros sobre gênero e sexualidade. Os prêmios coletivos relativos aos cartazes serão doados às bibliotecas das escolas.

A iniciativa de promover o concurso partiu de pesquisas realizadas e projetos desenvolvidos pelo Núcleo junto a escolas de Santa Catarina, em que se percebeu a dificuldade que professores têm de incluir nos currículos de suas aulas atividades que discutam sexualidades, gênero e violências contra LGBTTT. O I Concurso de Cartazes foi pensado como uma possibilidade de satisfazer essa demanda, permitindo que a temática seja discutida dentro das instituições de ensino.

Em 2009, o evento contou com a participação de 97 alunos de quatro escolas de Florianópolis. “Os trabalhos do ano passado tiveram uma presença muito forte da visão positivada da sexualidade, com base no respeito às diferenças, através de diálogos com as moralidades religiosas e demonstrações do quadro de violência nas escolas e como superá-los”, conta Fernandes.

O edital do concurso e mais informações podem ser obtidas no site

www.nigs.ufsc.br e/ou http://sites.google.com/site/concursonigs e as dúvidas esclarecidas através do e-mail nigsnuc@cfh.ufsc.br ou do telefone 3721-9890 (Ramal 25) no horário comercial.

Por Claudia Mebs Nunes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Professor defende o entusiasmo como arma para o sucesso na atividade docente

30/04/2010 17:02

“Toda manhã, na África, uma gazela acorda sabendo que terá que correr mais rápido que o leão para não morrer. Toda manhã, na África, um leão acorda sabendo que deverá correr mais rápido que a gazela ou morrerá de fome. Quando o sol surge no horizonte, não importa se você é leão ou gazela, é melhor você começar a correr.”

Com este provérbio – lembrando que não devemos ficar parados – começou, nesta sexta-feira (30), no auditório do Centro Sócio-Econômico (CSE), a palestra “Management of Higher Education: moving forward, moving backward, moving at all”, de J. Patrick Murphy, professor de serviço público e diretor da Escola de Serviço Público da DePaul University, de Chicago, e também professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Representando o reitor Alvaro Toubes Prata, o professor Luiz Alberton, secretário de Planejamento e Finanças da UFSC, recepcionou e agradeceu a presença de Patrick Murphy e do seu anfitrião na PUC-PR, Victor Meyer Júnior.

Murphy falou sobre a situação e o futuro das universidades americanas e sobre a sua população, citando o grande desafio que os Estados Unidos enfrentam em vista da transição econômica e cultural do país. Sempre comparando o passado com a atualidade, o expoente em gestão universitária explicou esta transição com exemplos bem sucedidos como os do golfista Tiger Woods e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Além disso, Murphy lembrou da importância de ter o ensino de qualidade como fator prioritário na gestão universitária. “As universidades devem primar por excelência e cortar os professores ruins. Os professores devem ter entusiasmo, pois esses são os melhores professores”. Ele criticou a falta de interação e apoio mútuo entre acadêmicos. “Andar por uma universidade é como andar por um cemitério. Você ganha muito pouca ajuda dos ocupantes”.

O convidado americano ainda falou da importância da educação na erradicação da pobreza e da inserção de tecnologia no ensino, com atenção especial às mídias e redes sociais como o Twitter e o Facebook.

A palestra é parte integrante das missões de estudo do projeto “Mapa estratégico da educação superior fundamentado em um sistema de gestão integrado: uma proposta metodológica para a operacionalização do PDI-MEES”, financiado pelo Programa Pró-Administração/Capes.

Por Felipe Costa / Bolsista na Agecom

Evento busca revitalização dos museus de Santa Catarina

30/04/2010 15:33

Debruçada às margens do rio Uruguai, Itapiranga é uma poesia geológica entre águas e matas exuberantes, na descrição do historiador Francisco do Vale Pereira, coordenador do Núcleo de Estudos Museológicos da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC (Nemu). Essa cidade, berço dos achados arqueológicos, que já foi conhecida como Porto Novo, será sede do 32º Encontro Regional do Núcleo de Estudos Museológicos, do dia 2 a 5 de maio.

O evento promovido pelo NEMU com apoio da prefeitura de Itapiranga tem o objetivo de capacitar e orientar os participantes para os trabalhos nos museus de suas cidades. Profissionais que atuam na área em Santa Catarina, onde existem cerca de 200 instituições dessa natureza, vão apresentar suas experiências na administração dos acervos e mostrar atividades que ajudam a promover a integração dos museus com as comunidades, tornando-os significativos na vida das pessoas.

Localizada no extremo oeste de Santa Catarina, na divisa com o estado do Rio Grande do Sul e fronteira com a Argentina, a cidade anfitriã é em si um sítio arqueológico minado de achados arqueológicos, históricos e culturais que se encontram expostos no Museu Comunitário Almiro Theobaldo Muller. Itapiranga é uma palavra indígena que se pode traduzir como “Pedra Vermelha”, em consequência do solo basáltico predominante na região. O trabalho realizado pelo importante cientista arqueólogo Padre Alfredo Rohr constatou uma datação de 9000 anos de ocupação humana. Os vestígios são significativos, constituídos por objetos líticos como machados, mão de pilão, pontas de flechas e de lanças, entre outros utensílios de pedra, além de uma grande quantidade de objetos de cerâmica chamados igaçabas: grandes vasilhames com tampa que eram também utilizados como funerária pelos povos indígenas que habitavam a região.

O evento abre neste domingo, 2 de maio, às 19 horas, na Sociedade Kolping (próximo à Igreja Matriz), com a conferência Museus e Turismo, proferida pela professora Telma Lasmar, ex-presidente do Conselho Federal de Museologia, seguida de apresentações culturais preparadas pelos municípios participantes. Na segunda-feira (3/5) pela manhã, o evento inicia com uma visita técnico-cultural ao museu de Itapiranga. As oficinas iniciam às 13h30min e a sessão de comunicações, com relato de experiências dos museus de Santa Catarina às 18 horas, sempre na SEI-FAI (Faculdades de Itapiranga). Na terça (4/5) o evento prossegue com oficinas pela manhã e à tarde. Às 18 horas ocorre novamente a sessão de comunicações. No último dia, quarta-feira, estão previstas as oficinas pela manhã e uma reunião de avaliação e encerramento às 12 horas.

Saiba Mais:

A programação prevê sete oficinas:

1. Gestão e documentação de acervos, com a professora da UFSC, Rosana Andrade Dias do Nascimento, museóloga e doutora em história social;

2. Organização e Conservação de Acervos Fotográficos, com Denise Magda Corrêa Thomasi, presidente da Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais Administradora do Museu da Imagem e do Som da FCC;

3. Plano Museológico: implantação de museus, ministrada por Maria das Graças Teixeira, museóloga e professora da Universidade Federal da Bahia e doutora em História Social;

4. Noções de conservação e restauração de documentos (suporte papel), com Jéferson Antonio Martins, bibliotecário, conservador e restaurador desde 1988;

5. Arqueologia do Oeste Catarinense, com a professora Ana Lucia Herberts, historiadora e arqueóloga, doutora em História pela PUCRS e Université François Rabelais, em Tours, França;

6. Museus e Turismo, com a professora da Universidade Federal Fluminense Telma Lasmar, museóloga, mestre em Engenharia de Produção e coordenadora do Espaço de Memória Bernado Monteverde/RJ; 7. Museus e Educação, com Bárbara Harduin, arte-educadora da Funarj.

Fonte: Raquel Wandelli, jornalista SeCArte/UFSC

Fones: 3721-8329 e 9911-0524

raquelwandelli@secarte.ufsc.br

www.secarte.ufsc.br

Informações: (48) 3721-6318 / Francisco do Vale Pereira / Coordenador executivo do NENU/UFSC

E-mail:: kikodovale@hotmail.com

Conversa sobre o ciclo Pensamento no Século XXI e vídeo sobre Blumenau são destaques na TV UFSC

30/04/2010 12:45

Como parte das comemorações dos 50 anos da Universidade, a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC organizou para 2010 uma série de palestras e worshops com teóricos e pensadores internacionais. O UFSC entrevista dessa quinta (6/5), às 19h30min, traz Maria de Lourdes Borges, diretora da SeCArte, para falar sobre a importância da iniciativa. O ciclo já trouxe, em março, o filósofo italiano Emanuele Coccia; em abril, a professora francesa Liliane Meffre e aguarda, para maio, o crítico cultural norte-americano Chris Dumm. Às 21h, acompanhe o programa Mundo Plano, trabalho de conclusão de curso dos jornalistas João Gustavo Munhoz e Grazielle Pascoal Schneider que mostra a história econômica da cidade de Blumenau. A TV UFSC exibe sua programação no canal 15 da NET.

Na terça (4/5), às 19h30min, o Tome Ciência inédito discute as novidades, demandas e obstáculos para que a ciência contribua para o desenvolvimento sustentável de todos os países. Na Sessão Cinema, quarta, às 20h, será exibida uma das primeiras obras do expressionismo alemão, O Gabinete do Dr. Caligari. Os cenários do filme de terror, criados em madeira e pano, ainda fazem parte do acervo do Museu do Cinema Henri Langlois, em Paris.

Durante a programação você acompanha os boletins do Universidade Já, que fazem a cobertura dos eventos dos 50 anos da UFSC, além de outros temas e fatos de interesse da comunidade. Fique atento também à agenda da semana, parceria com a Agecom, que traz os eventos e cursos mais importantes que acontecem diariamente na Universidade.

Você já pode assistir aos vídeos produzidos pela TV UFSC sobre os 50 anos da Universidade no site www.50anos.ufsc.br e ainda no canal de vídeos da UFSC, no link disponibilizado pela Agecom, em www.youtube.com/user/agecomufsc#g/u

Mais informações sobre os programas e a grade completa você confere no site www.tv.ufsc.br

Cursos e oficinas para graduandos e professores de filosofia e sociologia da rede estadual de ensino

30/04/2010 12:00

O Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Filosofia e Sociologia (Lefis) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoverá diversos cursos e oficinas, gratuitos, para professores de filosofia e sociologia da rede estadual de ensino.

As inscrições podem ser feitas, até o dia 4 de maio, com a professora Marilse Freze, por telefone (48) 3338-8357 ou pessoalmente no Lefis I, node segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

Cada curso oferece 24 vagas e os encontros podem se ser semanais ou quinzenais. Os participantes dos cursos e oficinas receberão certificados emitidos pela UFSC.

Os cursos e oficinas fazem parte do convênio UFSC e Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED/SC), através da Diretoria de Educação Básica/Gerência de Ensino Médio, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC.

Confira a programação:

SARAU DO LEFIS

“Entre o literário e o pictural: a imagem e a palavra e a criação das formas pensamentos”

Palestrante: Nestor Habkost (UFSC)

Professor de Metodologia de Ensino de Filosofia (CED/UFSC)

Dia: 7 de maio (sexta-feira)- das 19h às 21h

Local: LEFIS I – E.E.B. Simão José Hess

CURSO: ADEUS PLATÃO!

Ministrantes: Gígi Anne Horbatiuk Sedor (UDESC) e doutorando Leandro Cisneros (UFSC)

Ementa: Abordagem das posições de Richard Rorty e Michel Foucault centrada nas noções de verdade, essência e obrigações universais e no que resta à filosofia quando elas deixam a cena.

Início: 6 de maio (quintas-feiras) – das 19h às 21h – carga horária: 20 horas – encontros semanais

Local: LEFIS I – E.E.B. Simão José Hess

OFICINA: SÉRIE DE ENCONTROS TEMÁTICOS

Ministrante: Nestor Habkost (UFSC)

Ementa: Ensaios de pedagogia filosófica; desejo e Filosofia; o que significa aprender, interpretar e ou maquinar o texto filosófico; fidelidade ou traição filosófica; o problema da criação em filosofia; a relação entre o filosófico e o não filosófico no ensino da filosofia; o que significa avaliar em filosofia ou o que e como avaliar em filosofia.

Início: 20 de maio (terças-feiras) – das 19h às 21h – carga horária: 15 horas – encontros mensais.

Obs. Não haverá encontro em julho.

Local: LEFIS I – E.E.B. Simão José Hess

OFICINA PERMANENTE DE SOCIOLOGIA: METODOLOGIA DO ENSINO E EXPERIÊNCIAS DOCENTES NO ENSINO MÉDIO

Ministrantes: Nise Jinkings (UFSC) e Silvia Auras (UFSC)

Ementa: Reflexão sobre a especificidade do trabalho pedagógico nas ciências sociais, a partir do relato e da troca de experiências em sala de aula, da análise de propostas e orientações curriculares, assim como dos recursos e materiais didáticos voltados para o ensino de Sociologia nas escolas. Elaboração de texto coletivo de apoio ao trabalho do professor de Sociologia que tomará a forma de caderno temático.

Início: 4 de maio (terças-feiras) – das 14h às 17h – carga horária: 30 horas – encontros quinzenais.

Local: LEFIS I – E.E.B. Simão José Hess

OFICINA DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS (Curso de Multiplicadores)

Ministrante: José Cláudio Morelli Matos (UDESC)

Ementa: Introdução aos fundamentos teóricos e metodológicos para organização e coordenação de grupos de leitura crítica e dialogada de textos escritos. Sessões de leitura em grupo, pela metodologia da leitura crítica, reflexiva e dialogada, de textos literários e teóricos.

Início: maio (dia e horário a combinar com os interessados inscritos)

carga horária: 20 horas – encontros semanais.

Local: LEFIS II – E.E.B. Maria José Barbosa Vieira

OFICINA PERMANENTE DE FILOSOFIA: O Materialismo Histórico e Dialético para o Ensino Médio

Ministrante: Valcionir Corrêa (UFSC)

Ementa: Estudos sobre o Materialismo Histórico e Dialético a partir do referencial teórico dos clássicos Marx e Engels e os contemporâneos Lukács, Mészáros e outros. Em seguida, serão desenvolvidos exercícios de transposição didática destes estudos para facilitar o processo de ensino-aprendizagem no Ensino Médio, bem como metodologias próprias que facilitem a abordagem dos temas filosóficos propostos por este paradigma epistemológico. A oficina tem como meta a elaboração e sistematização de conteúdos para, no final, resultar em um livro com a co-autoria de professores da rede estadual de ensino e estudantes de graduação em Filosofia participantes dos encontro. O objetivo do livro é o de servir como um instrumental teórico, metodológico e de indicações de atividades didático-pedagógicas para auxiliar professores de Filosofia do Ensino Médio.

Início: 11 de maio (quartas-feiras) – das 15h às 18h – Término: dezembro – encontros quinzenais.

carga horária: 80 horas – semipresencial.

Local: LEFIS I – E.E.B. Simão José Hess

OFICINA DE SOCIOLOGIA: O Marxismo para o Ensino Médio

Ministrante: Valcionir Corrêa (UFSC)

Ementa: Estudos sobre o Marxismo partindo do referencial teórico dos clássicos Marx e Engels e contemporâneos Lukács, Mészáros e outros. Transposição didática dos estudos para o Ensino Médio de Sociologia, desenvolvendo metodologias próprias para abordagem nos temas propostos por este paradigma epistemológico, resultando em um livro no final da oficina, tendo como co-autores professores de Sociologia da rede estadual de ensino e alunos do Curso de Ciências Sociais da UFSC e de outras universidades inscritos nos encontros. O livro servirá de instrumental teórico e metodológico e de indicações de atividades didático-pedagógicas para auxiliar professores de Sociologia do Ensino Médio.

Início: 6 de maio (quinats-feiras)- Término: dezembro – das 15h30 às 18h – encontros quinzenais – arga horária: 80 horas – semipresencial.

Local: LEFIS II – E.E.B. Maria José Barbosa Vieira

Inscrições e informações

LEFIS I – Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Filosofia e Sociologia – UFSC e SED/SC

Local: E.E.B. Simão José Hess

Av. Madre Benvenuta, 463, Trindade, Florianópolis, SC.

Fone: (48) 3338-8357

E-mail: lefis@sed.sc.gov.br

Página: http://www.sed.rct-sc.br/lefis

LEFIS II – E.E.B. Maria José Barbosa Vieira

Rua Joaquim Vaz, Praia Comprida, São José, SC

Fone: (48) 3257-3010

Outras informações: http://blogdocalcs.blogspot.com/2010/04/cursos-e-oficinas-do-lefis-para.html

Margareth Rossi / Jornalista da Agecom

Projeto 12:30 recebe banda Veja Luz

30/04/2010 11:18

O grupo: música e mensagens de vida

O grupo: música e mensagens de vida

O Projeto 12:30 da quarta-feira, dia 5 de maio, apresenta o reggae da banda Veja Luz. O show acontece na concha acústica da UFSC, com início às 12h30min, é gratuito e aberto à comunidade.

O grupo tem influência da música brasileira, soul e jazz e vem se destacando no cenário musical brasileiro por sua ousadia. Procura em seus shows passear por várias vertentes musicais, tentando agradar desde o público comum aos mais exigentes críticos e apreciadores de boa música. O objetivo é um trabalho que vai além de música como entretenimento, procurando difundir mensagens de filosofia de vida.

Os músicos têm uma larga experiência no universo reggae: estiveram durante quase 10 anos à frente da banda Varal Roots, com exceção do novo baterista (Marcelo Caveman), que acompanhou por cinco anos a banda Killaman&Roots controllers.

A banda é formada por Fino (voz), Marcus Rosa (baixo e voz), Cebola (teclados), Nando Rangel (guitarra), Marcelo Caveman (bateria) e Edison Ricardo (teclado).

Saiba Mais:

Em dezembro de 2006 a banda recebeu das mãos de Sérgio Vaz (poeta e escritor) o prêmio Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia) pelos trabalhos desenvolvidos junto às comunidades ao longo daquele ano.

O primeiro CD da banda, intitulado ´É tudo nosso` foi apresentado por Thaíde no programa Yo Mtv Rap como a dica do mês. A mesma indicação o disco recebeu pela revista Rap Brasil, já que o álbum conta com as participações de Mc Gaspar e Dj Tano (Z’áfrica Brasil).

A faixa dois do CD (Justiça) foi usada como trilha do documentário ´Os Donos da Minha Cabeça`, filme sobre a ocupação do MTST no edifício Prestes Maia em São Paulo. Na sequência desse trabalho foi lançado o curta metragem ´Panorama Arte na Periferia`, que conta com a participação da banda Veja Luz e muitos outros artistas.

No ano de 2007 a banda gravou uma participação especial no álbum duplo de Rockin Squat, líder do grupo francês Assassin. O álbum contou ainda com as participações de Olodum, Zeca Baleiro, Z’áfrica Brasil, Dj Marlboro, Escola de Samba Vai Vai, Veiga & Salazar entre outros.

Em 2008 o acontecimento marcante foi a produção do vídeo clipe In a Babylon Music, faixa 1 do disco. Com roteiro baseado na história de vida do Sr. Zagati (ex-catador de papel que virou cineasta), tem um forte apelo com o resgate da auto-estima e superação de cada um.

O vídeo foi produzido pelo Instituto Criar de Cinema e TV, com a colaboração nas filmagens da produtora NCA. Foi ainda dirigido por Olindo Estevam, diretor renomado na área de cinema e TV que já dirigiu artistas como Marisa Monte, Chico Cezar, N de Naldinho entre outros. A faixa In a Babylon Music está entre as 18 da coletânea Circuito Reggae vol. 13, lançada no ano passado.

A banda Veja Luz acaba de fazer uma demo ao vivo para a circulação das novas músicas, mas já prepara repertório para o novo álbum que será lançado ainda esse ano. Além do disco estão em processo de produção materiais promocionais como camisetas, adesivos, bonés e site oficial da banda.

Os integrantes da banda somam também em trabalhos paralelos e antigos trabalhos:

Fino (vocal) – acompanhou o vocalista Kandiman dos The Wailers ( tour 2006 ), Solano Jacob ( ex leões de Israel ), David Hubbard, Dada Yute (ex leões de Israel), Qg imperial, Príncipe Messias, Carol Jahffe, Jah I Ras entre outros…

Marcus Rosa (baixo) – trabalhou com Killaman & roots controllers, Z’áfrica Brasil, Príncipe Messias, Solano Jacob, David Hubbard, Dada Yute, Mr Kuki, Carol Jahffe e Dina Dee.

Cebola (teclados) – trabalhou com David Hubbard, Jahcareggae, Z’áfrica Brasil, Killaman & roots controllers, Príncipe Messias, Solano Jacob, Mr. Kuki, Dada Yute, Carol Jahffe.

Nando Rangel (guitarra) – trabalhou com Z’áfrica Brasil, Detentos do Rap, Revolução P, Solano Jacob, Dada Yute, Príncipe Messias, David Hubbard e Carol Jahffe.

Marcelo Caveman (bateria) – integrou durante 5 anos aproximadamente a banda Killaman & roots controllers além de desenvolver trabalhos com: Dagô Miranda, Gérson da conceição (manu bantu), Príncipe Messias, Brother Culture( NY), Dj Yellow P entre outros.

Projeto 12:30

O Projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da UFSC e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro, nas versões ao ar livre na Concha Acústica e na versão acústico, quinzenalmente, no Teatro da UFSC.

Criado em 1986, foi a partir de 1993 que os shows passaram a ser realizados semanalmente na praça central do campus, a Praça da Cidadania. A cada ano, em cerca de 60 shows, mais de 300 artistas se apresentam para um público estimado em 20 mil pessoas. Em 1999, o Projeto gravou um CD com composições próprias de 12 grupos locais e neste ano teve aprovado seu projeto para captação de recursos e gravação de um novo CD. O trabalho deverá privilegiar o formato acústico.

Inscrições Abertas

Artistas interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 ou 3721-9447 ou ainda pelo e-mail projeto1230@dac.ufsc.br. Mais informações: www.dac.ufsc.br

Serviço:

O QUÊ: Show com Veja Luz

QUANDO: Dia 5 de maio, quarta-feira , às 12h30min.

ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, em Florianópolis.

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

CONTATO Projeto: projeto1230@dac.ufsc.br e (48) 3721-9348 ou 3721-9447. Visite www.dac.ufsc.br.

CONTATO com a banda: www.myspace.com/vejaluz

Fonte: Stephanie Pereira – Acadêmica de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30: DAC: SeCArte: UFSC, com material institucional e dos músicos.

Abertas inscrições para curso de introdução à astronomia

30/04/2010 09:55

Estão abertas as inscrições para o curso Introdução à Astronomia: Leitura de Céu e Sistema Solar, oferecido pelo Grupo de Estudos em Astronomia (GEA). A duração é de 30 horas/aula, entre 10 e 21 de maio. O local será o anfiteatro do Planetário da UFSC.

As aulas acontecerão durante duas semanas, entre 19h30min e 21h30min. Inscrições podem ser feitas na secretaria do Planetário da UFSC, e prevêem o pagamento de uma taxa: R$ 70,00 para a comunidade e R$ 50,00 para alunos.

Físicos, geógrafos e engenheiros ligados ao GEA darão o curso, que terá aulas teóricas e práticas, com sessões de planetário e observação em telescópio. O conteúdo prevê noção básica de astronomia, tratando de temas como história, conceitos básicos, constelações e prática com telescópio.

Informações: www.gea.org.br/curso.html, 3721-9241, 9914-5078 ou geraldomattos@hotmail.com

Por Vinicius Schmidt / Bolsista de jornalismo da Agecom

Congresso Brasileiro de Gerontologia Social incentiva melhoria de vida do idoso

30/04/2010 09:40

O Congresso Brasileiro de Gerontologia Social, promovido pela Associação Nacional de Gerontologia do Brasil, terá sua segunda edição nos dias 13 e 14 de maio. Nesse período, o Centro de Cultura e Eventos da UFSC recebe profissionais do Brasil e exterior envolvidos na área.

A intenção é discutir meios para melhorar a qualidade de vida da terceira idade, com palestras e mesas-redondas sobre temas como direito e saúde, previdência social e preparação para a aposentadoria. O público-alvo vai desde cuidadores de pessoas na faixa etária acima de 60 anos até os próprios idosos.

Trinta e cinco brasileiros se juntam às uruguaias Lida Blanc e Sylvia Korotky, à cubana Maria Magdalena Rodríguez Fernández e ao peruano Rafael Quispe para formar a comissão de profissionais que participam das atividades. As inscrições podem ser feitas online.

Informações em www.angbrasil.com.br

Pr Vinicius Schmidt / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Foto: Núcleo de Estudos da Terceira Idade na Sepex 2009 / Por Carolina Dantas / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica recebe inscrições até 17 de maio

30/04/2010 09:28

Pibic: incentivo aos jovens pesquisadores

Pibic: incentivo aos jovens pesquisadores

Estão abertas na UFSC até o dia 17 de maio as inscrições para professores interessados em bolsas de Iniciação Científica (IC) do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). O programa é voltado ao desenvolvimento do pensamento científico e à iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior. Na UFSC é coordenado pelo Departamento de Projetos Pesquisa (DPP), da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (PRPE).

As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto de pesquisa e encaminhadas à PRPE exclusivamente via internet. O formulário de inscrições está disponibilizado on-line. O Edital prevê o máximo de dois bolsistas para cada professor, sejam eles designados a projetos diferentes, ou a um mesmo projeto, mas exercendo funções distintas. Caso dois bolsistas estejam alocados na mesma função, uma das bolsas será cancelada.

O período da bolsa é de 12 meses, de 1º de agosto até 31 de julho de 2011, com valor mensal de R$ 360,00. O docente que foi aprovado no edital 2009/2010 deve apresentar um relatório parcial das atividades desenvolvidas pelos bolsistas, em um formulário específico disponibilizado junto às inscrições. Caso o relatório não seja aprovado, desqualificará a bolsa proposta.

Serão avaliados o perfil do coordenador e a qualidade do projeto. Uma comissão analisará o Currículo Lattes de cada orientador e sua produção científica/acadêmica a partir de janeiro de 2007 até 17 de maio de 2010.

A divulgação das propostas contempladas em 1ª chamada acontece em 7 de julho, com possibilidade de pedido de reavaliação. O resultado final sai no dia 23 de julho, no site www.pibic.ufsc.br. O prazo limite para indicação pelo professor orientador de alunos bolsista é 10 de agosto.

Mais informações: pibic@reitoria.ufsc.br

Por Vinicius Schmidt / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Portal disponibiliza materiais de sociologia e filosofia para o ensino médio

30/04/2010 09:26

Conteúdos de filosofia e sociologia acessíveis para todos. Esse é o objetivo do projeto Práxis, um portal com biblioteca e uma rede social. O site está no ar desde outubro do ano passado e já foram adicionados cerca de mil arquivos entre artigos, livros, fotos e vídeos. A meta é contribuir para a qualidade do ensino médio nas áreas de filosofia e sociologia, oportunizando também maior integração entre professores e alunos.

A biblioteca é atualizada diariamente por um estudante do curso de Sociologia e outro da Filosofia, que são bolsistas do Laboratório de Sociologia do Trabalho (Lastro) da UFSC. Além do acervo digital, há o físico, e o usuário pode localizar livros no Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Filosofia e Sociologia (Lefis).

“Desconheço outros sites com nossa proposta, que adota softwares livres com biblioteca digital especializada em conteúdo de filosofia e sociologia e comunidades. O projeto práxis é um trabalho inédito no Brasil”, comemora Valcionir Correa, um dos integrantes do projeto. Segundo ele, a rede social do Práxis é oportunidade de comunicação entre professores e estudantes. As comunidades são voltadas para a discussão de conteúdos de ensino das duas disciplinas e para debate sobre o processo de ensino-aprendizagem.

Professores podem trocar experiências – como aulas bem-sucedidas –, além de compartilhar planos de ensino e de aula. Em seis meses de funcionamento o site possui nove grupos de discussão. A equipe estimula a divulgação do site através de cursos e oficinas de capacitação, que por enquanto foram oferecidos para professores de duas escolas de Florianópolis, a EEB Simão José Hess e a EEB Maria José Barbosa.

O portal Práxis foi desenvolvido pelos laboratórios Lefis, Lastro e Centro de Geração de Novos Empreendimentos em Software e Serviços (GeNESS). Participam da iniciativa professores e alunos de Ciências Sociais, de Filosofia e do ensino médio, além de bolsistas do Curso de Sistemas de Informação, que fazem parte do GeNESS. A parceria com o GeNESS surgiu porque sua equipe produz software livre e esse é o conceito do site: livre conhecimento, acesso para todos. O trabalho conta com recursos do Ministério da ciência e Tecnologia, por meio do projeto Modelo de Referência de Inclusão Digital na Formação em Filosofia e Sociologia no Ensino Médio.

Saiba Mais:

Filosofia e Sociologia no ensino médio

No período da Ditadura Militar, essas matérias foram extintas dos currículos das escolas, por serem consideradas uma ameaça ao regime. Em 2008, o presidente da República em exercício, José Alencar, sancionou lei que torna obrigatório o ensino de sociologia e filosofia para os estudantes do ensino médio. Em Santa Catarina, estas disciplinas estão presentes na grade curricular desde 1998, por meio da Lei Complementar do Sistema Estadual de Educação.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-7552 ou pelos e-mails praxis@geness.ufsc.br e lefis@sed.sc.gov.br

Por Fernanda Burigo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Leia outras matérias de pesquisa:

– Projeto desenvolvido por estudante da UFSC ajudará motorista a estacionar o carro

– Estudo traça perfil de jogadores brasileiros que foram para grandes times de outros países

– Tese propõe nova aplicação para espécie nativa da Floresta Amazônica

– Tese mostra que fazendas produtoras de madeira de reflorestamento podem colaborar com recomposição da fauna e flora

Inscrições para Olimpíada Regional de Matemática devem ser feitas até 4 de maio

30/04/2010 09:17

“Esmeralda escreve 20.092 números inteiros em uma tabela com 2009 linhas e 2009 colunas, colocando um número em cada casa da tabela. Ela soma corretamente os números em cada linha e em cada coluna, obtendo 4018 resultados. Ela percebeu que os resultados são todos distintos. É possível que esses resultados sejam todos quadrados perfeitos?”. Para quem há tempos não se depara com um problema de matemática, a questão acima parece sem solução. Mas ela foi uma das perguntas que alunos de ensino médio, participantes da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), tiveram que solucionar ano passado. Aqueles que atingiram ou acertaram mais questões do que a nota de corte passaram para a etapa estadual, a Olimpíada Regional de Matemática (ORM).

As escolas públicas e privadas de Santa Catarina têm até o dia 4 de maio para inscrições. Várias instituições já começaram seus preparativos para a primeira etapa da prova, marcada para o dia 12 de junho. Muito antes disso, já no mês de fevereiro, os participantes do grupo PET de Matemática da UFSC se organizaram para as atividades relacionadas à olimpíada, como o encontro de professores das escolas participantes, em que são oferecidas oficinas de resolução de problemas e treinamentos gratuitos para alunos interessados em praticar questões da disciplina, duas vezes ao mês.

Tradicionalmente, seis professores do Departamento de Matemática da UFSC realizam as questões da segunda etapa da Olimpíada Regional, e são os bolsistas os responsáveis pela correção dessas questões. No ano passado, 446 alunos fizeram a prova, todas corrigidas pelos integrantes do PET.

Parece que este ano o 12 é o número da Olimpíada. Primeiro, por ser o dia que marca a primeira etapa. Isso porque o evento utiliza a primeira prova da Olimpíada Brasileira de Matemática para a seleção dos classificados para a segunda fase, essa sim produzida pelo PET da UFSC. Segundo, porque são 12 os participantes do PET, que colaboraram para 12 olimpíadas já concluídas ou que pela primeira vez estão programando a décima terceira, deste ano. E nesses 12 anos de caminhada, o evento só tem crescido. Se no primeiro ano, apenas sete escolas participaram da Olimpíada Regional, em 2009 foram oito pólos distribuídos pelas regiões com maior participação do Estado – um total de 185 escolas em 58 municípios catarinenses.

Mas não é só de números que a produção da olimpíada é feita. O professor José Pinho que o diga. Coordenador do PET-Matemática, formado em Física, exibe a última edição da Revista da Olimpíada Regional de Matemática e comenta a evolução do profissional e do aluno que trabalham a disciplina. “Já tivemos 100, 200 alunos que vinham com os professores até o curso de Matemática para o treinamento oferecido pelos bolsistas. Agora a procura diminuiu, porque muitos treinamentos estão sendo feitos nas próprias escolas”. Essa mudança é incentivada na revista, que reúne problemas e suas soluções, artigos, curiosidades, dados do evento e mais: pelas 102 páginas da publicação, são mostradas boas soluções dadas pelos alunos para os problemas da olimpíada; diferentes caminhos que não haviam sido pensados pela própria organização do evento. “O objetivo da Olimpíada é fazer o aluno parar para pensar”, sintetiza Pinho.

A ORM também ajudou muitos estudantes catarinenses que se destacaram ao longo das participações. Alunos como Gustavo Empinotti e Renan Henrique Finder provavelmente não esquecem das pontuações que despertaram o interesse do colégio Etapa, de São Paulo. José Pinho, ao menos, lembra bem dos participantes e de suas conquistas. O primeiro começou a participar das olimpíadas Regional e Brasileira de Matemática em 2005, quando ainda estava no nível 1, destinado a alunos de 5ª e 6ª série. No primeiro ano, já ganhou medalha de prata na etapa brasileira e medalha de ouro na regional. Agora, no terceiro ano do ensino médio, o estudante de Florianópolis tem na bagagem uma medalha de bronze na Olimpíada de Matemática do Cone Sul, realizada em 2008, no Chile, além de um prêmio na Romênia pelos acertos. Tudo isso lhe rendeu a oportunidade de assistir a disciplinas de cálculo na UFSC, além de lhe proporcionar uma bolsa de estudos no colégio Etapa.

Para Finder, florianopolitano que se mudou para Joinville, a história foi parecida. “O mesmo colégio o roubou”, brinca Pinho. Na primeira participação em uma das olimpíadas regionais, em 2002, o aluno foi premiado com uma medalha de ouro, a primeira de uma série de cinco de mesmo peso até ano passado, conquistadas na Olimpíada Brasileira e na do Cone Sul (no Uruguai). Mas não parou por aí. As medalhas de prata também fazem parte das conquistas. Elas foram adquiridas na Olimpíada Iberoamericana de Matemática, no Brasil e México, e na Olimpíada Internacional de Matemática, na Espanha e Alemanha.

Quem já acompanhava os treinamentos da Olimpíada Regional pelo site do evento percebeu uma novidade para este ano: agora eles foram gravados e podem ser acessados via internet. Oito questões dos três níveis (5ª e 6ª séries, 7ª e 8ª séries e ensino médio) fazem parte da primeira vídeo-aula produzida pelo PET. Os vídeos são mais uma alternativa para que o evento se popularize e motive outras escolas a se inscreverem na competição. José Pinho acredita que o desafio é estimulante e, o evento, uma chance para mudar a visão dos alunos que temem a disciplina presente em todo o ensino fundamental e médio.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-6809 ou pelo site www.pet.mtm.ufsc.br.

Por Claudia Mebs Nunes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

UFSC promove simpósio internacional sobre sinalização celular

30/04/2010 08:59

O Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizará o “International Symposium on Cell Signaling”, de 28 a 31 de outubro, no IL Campanario Villaggio Resort, Florianópolis. O evento contará com a participação de renomados cientistas brasileiros e estrangeiros, além de jovens pesquisadores que participarão do Fórum Jovem Cientista.

As palestras e trabalhos contemplam os temas Sinalização molecular na membrana plasmática; Interação de esteróides/vitaminas na membrana plasmática; Controle genômico e não genômico da tradução; Canais iônicos e transdução de sinal. Acompanhe a programação.

Com apoio da Capes, CNPq, Finep e Fapesc, o simpósio é direcionado a bioquímicos, farmacêuticos, biólogos moleculares e celulares, fisiologistas e outros cientistas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 31 de julho pelo site www.signaling.ccb.ufsc.br.

Os resumos de trabalhos deverão ser enviados, em inglês, para o e-mail signaling@ccb.ufsc.br, até o dia 1º de agosto. As propostas serão aceitas mediante a inscrição do autor no simpósio e pagamento da inscrição. No Fórum Jovem Cientista, será oferecido um prêmio para as quatro melhores apresentações orais e para o melhor pôster.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-6912 ou pelos e-mails da Comissão Cientifica: professores Ariane Zamoner Pacheco de Souza (ariane@ccb.ufsc.br), Fátima R. Mena Barreto Silva (mena@mbox1.ufsc.br) e Serge Carreau (serge.carreau@unicaen.fr).

Por Margareth Rossi / Jornalista da Agecom