Artista argentina expõe xilograviras no hall da Reitoria da UFSC

20/04/2006 17:14

Mostra conta com 20 xilogravuras

Mostra conta com 20 xilogravuras

Acontece no Hall da Reitoria da UFSC a exposição “Minhas Folhas”, da artista visual argentina Candy Martinez. A exposição, que abriu na segunda-feira, dia 17, poderá ser vista até dia 28 de abril. A mostra traz uma série de 20 xilogravuras, de pequeno porte, impressas em papel a partir da matriz em madeira.

Candy Martinez, argentina, 28 anos, realizou aulas de desenho, pintura, gravura, História da Arte e murais até 1997 quando ingressou na Escola Nacional de Belas Artes Prilidiano Pueyrredon, em Buenos Aires, Argentina, onde se formou como professora nacional de gravura, em 2001, e licenciou-se em Artes Visuais, em 2005.

Desde 1999 expõe individualmente. Realizou exposições individuais e coletivas em Argentina (Capital Federal, Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Corrientes, Misiones, Jujuy), Brasil, Espanha, Japão, România e Itália.

Participou de inúmeros concursos, com menção especial em dois deles. Em 2005 realizou quatro mostras individuais e duas coletivas, participando do Encontro de Sol, em São Paulo. Trabalhou como professora durante seis anos em inúmeras estabelecimentos e no próprio Atelier. Durante três anos trabalhou como ajudante de professores de arte de IUNA (Instituto Universitário Nacional de Arte).

Além desta mostra no Hall da Reitoria da UFSC, outros trabalhos da artista estão expostos na Marigula Café, localizado na Barra da Lagoa, também em Florianópolis.

Para contatos com a artista: candycastelar@hotmail.com

Em Breve: www.candymartinez.com.ar

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC – Apoio de Divulgação, com informações da artista.

Pós-Graduação em Mecânica promove palestra sobre fenômeno chamado “flashing”

20/04/2006 16:18

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (Posmec/UFSC) promove na próxima terça-feira, dia 25, a palestra Análise numérica e experimental de jatos evaporativos – “flashing”, com o professor José Roberto Simões Moreira, coordenador do Laboratório de Sistemas Energéticos da Universidade de São Paulo (Sisea/USP). O evento ocorre às 14h, no auditório do Departamento de Engenharia Mecânica (EMC).

O tema da palestra é um fenômeno chamado flashing, que ocorre quando um líquido é exposto a ambientes de baixa pressão. Nessas situações, o fluido expande-se para além de sua pressão de vapor, atingindo um estado denominado “mestaestável”, que causa uma mudança de fase abrupta em seguida.

O professor do Departamento de Engenharia Mecânica Júlio César Passos explica que o estudo do flahsing é importante para várias atividades da área. Entre elas, destaca a análise da dispersão de combustíveis e do controle da injeção em câmaras de combustão dos motores de automóveis.

Fonte: Núcleo de Comunicação do CTC/ Por Felipe Silva

Informações com o professor Júlio César Passos (48 3331-9225) ou por jpassos@emc.ufsc.br

Saiba mais sobre o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica em www.posmec.ufsc.br

Conheça o Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC em www.emc.ufsc.br

Faleceu nesta quarta-feira a professora Mayke Hering de Queiroz

19/04/2006 21:05

A professora Mayke estava aposentada pela UFSC e era casada com o ex-Reitor Diomário Queiroz.Era Doutora e ingressou na UFSC em março de 1974, no Departamento de Botânica do Centro de Ciências Biológicas. Se aposentou em março de 2003. Natural de Blumenau, nasceu em 30 de dezembro de 1944. Atuou em inúmeros projetos de pesquisa, ensino e extensão, com destaques para a Estação de Conservação Ambiental Desterro e o Projeto Rede Semente Sul. O sepultamento acontece nesta quinta-feira, às 11 horas, no cemitério Jardim da Paz.

UFSC sedia 15° Fórum de Chefes de Gabinete da Região Sul

19/04/2006 18:45

A Décima Quinta edição do Forgab – Sul reúne na UFSC chefes de gabinete de 14 Instituições de Ensino Superior e CEFETs dos três estados do Sul. O evento terá três conferências – uma pela manhã e duas a tarde. Às 9h, a Dra. Eliane Pinto, Ouvidora Geral da União fala sobre o tema “Saber ouvir a comunidade”. Às 14h será apresentado o projeto da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social da UFSC voltado à valorização, capacitação, formação e dimensionamento de pessoal na universidade. Depois, às 16h, o tema é “Eventos e Formaturas – o exemplo do Departamento de Cultura e Eventos da UFSC”.

O Fórum de Chefes de Gabinete das Universidades Brasileiras surgiu em março de 1991. O primeiro encontro aconteceu em setembro daquele ano, na Universidade Federal de Santa Maria, RS. Depois ocorreram outros, em Salvador, Brasília, Campo Grande, Manaus, São Paulo, Fortaleza, Florianópolis, Niterói, além de Fóruns Regionais.

Segundo o professor Aureo Moraes, Chefe do gabinete do Reitor da UFSC, a intenção é trazer para a discussão questões que permeiam a vida universitária como um todo e que, invariavelmente, acabam buscando a resolução no Gabinete do Reitor. Além disso, o professor destaca a importância do conhecimento e da troca de informações entre os participantes do Fórum.

Mais informações no endereço www.reitoria.ufsc.br/forgab

Departamento Artístico Cultural oferece oficinas de teatro para adultos e adolescentes

19/04/2006 18:36

Exercício teatral em 2005. Foto: Nilson Só

Exercício teatral em 2005. Foto: Nilson Só

Estão abertas as inscrições para duas oficinas de teatro oferecidas pelo DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC: “Construindo Histórias no Teatro” e “Oficina de Teatro para Adolescentes”. As oficinas acontecem no Teatro da UFSC e são abertas a interessados da comunidade em geral. Ainda há vagas, mas o número de participantes é limitado.

CONSTRUINDO HISTÓRIAS NO TEATRO

A oficina “Construindo Histórias no Teatro” é voltada para o público adulto e acontece às terças-feiras, das 18 às 20 horas, até 25 de julho. Não há mensalidade, apenas uma taxa única de R$ 50,00. A oficina está sendo ministrada por Maris Viana, profissional de teatro do DAC, com mestrado em Literatura pela UFSC, autora da dissertação “Isolda e Tristão: um amor transgressor no teatro”.

Como proposta, a oficina busca possibilitar que o interlocutor possa construir imagens cênicas com o corpo, a partir da investigação de situações vividas pelo participante e situações do cotidiano. Assim, a partir de fragmentos de textos de jornais, contos e poemas são construídas histórias que implicam o mostrar e o assistir. Das imagens construídas são selecionadas e apresentadas aquelas que contam um pouco das impressões que vão se configurando a partir da troca entre os participantes.

Histórico do Projeto: A Oficina: “Construindo Histórias no Teatro” é resultante do Projeto de Extensão do DAC/UFSC “Investigando o processo de construção da narrativa no teatro”. O Projeto iniciou em março de 2005 e durante esse ano foram montadas duas Leituras Performáticas com fragmentos das obras “How it is” de Samuel Beckett e “A náusea” de Jean-Paul Sartre”. As Leituras Performáticas foram apresentadas em eventos culturais e congressos.

OFICINA DE TEATRO PARA ADOLESCENTES

A “Oficina de Teatro para Adolescentes” é voltada para o público na faixa etária dos 13 aos 20 anos e acontece às quintas-feiras, das 14 às 17 horas, até 13 de julho. Não há mensalidade, apenas uma taxa única de R$ 50,00. A oficina está sendo ministrada por Zélia Sabino e Maris Viana, ambas profissionais de teatro do DAC.

A “Oficina de Teatro para Adolescentes” tem como objetivo a preparação de adolescentes para a montagem de peças teatrais para serem apresentadas em Escolas Públicas de Florianópolis, em eventos culturais e nas comunidades. As aulas envolvem o jogo teatral, a investigação do espaço cênico, a pesquisa do movimento corporal nesse espaço, a expressão vocal e rítmica do aluno-ator, que também participa da investigação dos elementos que compõem o cenário, o figurino, a iluminação e a sonoplastia pertinente à produção teatral.

Este projeto com adolescentes vem sendo realizado desde 1987 com a finalidade de promover o intercâmbio artístico-cultural entre a Universidade e a Comunidade. Os grupos de adolescentes, além de apresentarem os espetáculos em Escolas Públicas de Florianópolis e do Estado, participam de Eventos Culturais locais ou nacionais, como Mostras de Teatro-Educação e Festivais de Teatro em Florianópolis, ou em outros países, como aconteceu no “II Encontro Internacional do Teatro para Adolescentes” em Montpellier, França, em 2004 e no “V Congresso Internacional de Drama, Teatro e Educação” em Ottawa, Canadá, em 2005.

As Oficinas de Teatro são realizadas pelo DAC – Departamento Artístico Cultural – Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC.

SERVIÇO:

O QUE: Vagas para Oficinas de Teatro Adulto e Adolescentes

QUANDO: De abril a julho de 2006.

ONDE: Teatro da UFSC: DAC – Departamento Artístico Cultural

CONTATO: (48) 3331-9348 e 3331-9447 e www.dac.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC

Departamento de Filosofia recebe conferencista de universidade italiana para aula inaugural

19/04/2006 17:57

A aula inaugural do Departamento de Filosofia no semestre 2006/1 será ministrada por Paulo Butti de Lima, professor de História do Pensamento Político Clássico, na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bari, Itália. Na terça-feira, dia 2 de maio, às 19 horas, o professor fará a conferência “Imagens orientais na reflexão grega sobre a política”. O encontro acontece no Auditório do CFH.

Segundo o professor, metáforas de origem oriental são fundamentais para o desenvolvimento de uma reflexão grega sobre a política feita entre os séculos V e IV a.C. Uma delas é a metáfora do rei pastor – a própria idéia de uma cidade ideal desenvolvida por Platão na República só pode ser proposta depois que a natureza do poder político é colocada em discussão com a retomada da imagem do rei/ tirano como pastor de homens.

Paulo Butti de Lima concluiu a graduação na USP em 1984, doutorando-se na Università degli Studi di San Marino com a tese “L’inchiesta e la prova. Immagine storiografica, pratica giuridica e retorica nella Grecia classica”. Já lecionou como professor convidado na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris, por duas vezes, ministrando os cursos “Platão: uma poética para a filosofia” e “Prosa e história: gênsese e poética da historiografia grega”. No Brasil lecionou nos cursos de pós-graduação dos departamentos de filosofia da USP e da UFRJ, nesta última juntamente com o professor Luciano Cânfora.

Além de vários artigos publicados em periódios nacionais e internacionais, Paulo Butti de Lima publicou os livros L’inchiesta e la prova. Immagine storiografica, pratica giuridica e retorica nella Grecia classica, Einaudi, Torino, 1996, e Platone: esercizi di filosofia per il giovane Teeteto, Marsilio, Venezia 2002 (traduzido para o português como Platão. Uma poética para a filosofia, ed. Perspectiva, São Paulo 2004).

No Brasil, o conferencista participará de vários eventos. No Rio de Janeiro, ele faz conferência durante o II Colóquio Platônico Politeí (organizado pela UFRJ, UFMG e Université Pierre Mendès-France) e em São Paulo ele participa do VIII Ciclo de Estudos Antigos e Medievais

(organizado pela UNESP de Assis). Em Florianópolis, a Aula Inaugural é organizada pelo Núcleo de Filosofia Antiga do Departamento de Filosofia, com o apoio do Departamento de Filosofia/UFSC, do Curso de Pós-graduação de Filosofia/UFSC e da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos – SBEC/Regional Sulda Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, da qual o Paulo Butti de Lima é membro.

Mais informações:

Professora Arlene Reis – UFSC / macnel@fastlane.com.br

Professora Maria Cecília Coelho – SBEC / sbecsul@gmail.com

Abertas inscrições para simpósio sobre drogas

19/04/2006 17:07

Estão abertas as inscrições para o simpósio sobre drogas: maconha e ecstasy, promovido pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). O evento será realizado nos dias 26 e 27 de maio no Castelmar Hotel, no centro de Florianópolis, com o tema central Maconha e Ecstasy, modismo ou ameaça?

A conferência de abertura será ministrada pelo conferencista internacional Juan Negrete, do Canadá. O professor da UFSC, Tadeu Lemos, da Coordenadoria Especial de Farmacologia, é um dos convidados da mesa-redonda “Ecstasy: abordagens terapêuticas”. Lemos também faz parte da comissão organizadora do evento.

Assuntos como perspectivas terapêuticas das drogas, maconha e psicose, prevenção de drogas nas escolas, descriminalização e legalização da maconha no Brasil serão discutidos nos painéis, palestras, mesas-redondas e conferências do simpósio.

A ficha de inscrição está disponível no site www.abead.com.br/simpósio e as inscrições devem ser feitas até o dia 24 de maio. O simpósio é destinado a profissionais e acadêmicos das áreas Jurídica, da Saúde e Educação. O evento tem apoio do Conselho Estadual de Entorpecente (Conen /SC).

Para mais informações: http://www.abead.com.br/simposio/

ou

Professor Tadeu Lemos: lemos@farmaco.ufsc.br

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista em Jornalismo da Agecom

SBPC Jovem propõe participação em suas atividades

19/04/2006 15:12

O site da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) oferece, até o dia 16 de maio, as especificações para quem deseja propor atividades para a 14ª SBPC Jovem.

Estão abertas as inscrições para minicursos e oficinas, simpósios, usina jovem de idéias em ciências, comunicações orais e palestras. O site explica como devem ser abordados os temas para estimular a participação dos jovens, o conteúdo das propostas, os prazos para o envio, entre outras questões.

Este ano, a SBPC Jovem tem como tema Jovens talentos transformando a sociedade. Com uma programação dinâmica propõe atividades que agregam informações de ciências, cultura e artes para crianças e jovens do ensino básico.

A Reunião Anual da SBPC está marcada para os dias 16 a 21 de julho, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Mais informações sobre a reunião www.sbpc.ufsc.br

Contatos: jovem@sbpc.ufsc.br

Professor da UFSC é autor de livros que buscam estimular o ensino do latim

19/04/2006 14:31

“Latim para o Português: gramática, língua e literatura” e “Língua e literatura latina e sua derivação portuguesa” são as obras mais recentes publicadas pelo professor de Letras Latinas e Vernáculas da UFSC, Oswaldo Antônio Furlan. Os livros reúnem a gramática, a literatura e os estudos lingüístico-literários do latim, uma das línguas mais influentes da história, que deu origem a diversas outras, como a francesa, a espanhola e a portuguesa.

Um dos motivos que levou Furlan a escrever os livros foi a necessidade de seguir as novas diretrizes propostas pelo Ministério da Educação. As recomendações do Ministério são de que o ensino do latim seja reintroduzido no ensino médio, promovendo assim a valorização e a preservação da “língua-mãe”. Os livros publicados pelo professor privilegiam o apoio didático às análises e interpretações de textos latinos, dos mais simples até os poemas clássicos. A importância do latim para se conhecer e ensinar as culturas, gramáticas e também as línguas e as literaturas neolatinas foi outro estímulo para que o autor escrevesse essas obras.

Segundo Furlan, as publicações são destinadas, principalmente, aos cursos de letras latinas, mas isso não exclui todas as pessoas que se interessem em estudar e se aprofundar nessa área. Afinal, como lembra o professor, o latim constitui ainda hoje um importante veículo universal para mais de 200 milhões de falantes de português no mundo.

Sobre o autor

Oswaldo Antônio Furlan é mestre em Literatura Brasileira e doutor em Letras pela Universidade Clássica de Lisboa. Já escreveu 15 livros, entre eles o “Dicionário de novos termos de ciências e tecnologias”, com o qual obteve um dos troféus nacionais Jabuti, em 1997. Traduziu, do latim para o português, importantes obras da literatura, como “Arte Poética”, de Horácio.

Mais informações com o professor Oswaldo Antônio Furlan, ofurlan@hotmail.com

Por Julia Fecchio, bolsista de Jornalismo na Agecom

Saiba Mais:

Diretrizes do MEC para ensino/aprendizagem do Latim:No Brasil, o ensino das Letras Latinas tem sido prejudicado por deficiências de livros didáticos, despreparo e míngua de professores e inadequação de objetivos e métodos. A Lei 4.024/1961, minimizando o espaço curricular do Latim, se contrapôs à tendência dos países desenvolvidos e obrigou a alcançar, em poucas aulas, um grau de proficiência inalcançável. Diretrizes do MEC preconizaram a reintrodução do Latim no 2º grau, para compreensão mais lúcida da própria língua portuguesa, sua literatura e gramática.

Público-alvo:“Língua e literatura latina e sua derivação portuguesa” destina-se aos cursos de Letras Latinas e Neolatinas, em especial o das Letras Vernáculas, bem como (graças à tradução paralela dos textos) a todos os interessados em estudar as Letras Latinas (incluídos textos lingüístico-literários) e/ou em recapitular e aprofundar estudos já feitos nessa área. “Latim para o Português: gramática, língua e literatura” destina-se aos cursos de graduação em Letras Latinas e Vernáculas, bem como aos cursos de Direito, Filosofia e Teologia.

Conheça mais sobre as obras: www.ofurlan.prof.ufsc.br/

Índios, direitos e dívidas

19/04/2006 11:49

Logo após a Páscoa, eis que nosso calendário indica a chegada do Dia do Índio. Certamente, muitos professores vão envolver seus alunos na nova temática. Cartazes, pinturas, desenhos feitos pelos professores e seus alunos têm agora referências a seres humanos e suas culturas. Tendas e aldeias são os temas básicos, tendo como substrato aquilo que se sabe (e que é muito pouco) sobre os índios do Brasil e da América. Em razão da influência do farwest, e da cultura cinematográfica, a visão que é passada para os estudantes tem como foco dominante os índios americanos. Sobre o dia-a-dia dos índios brasileiros, inclusive daqueles que vivem em nossas cidades, pouco ou nada se comenta. Muito menos, a sua trajetória como povos minoritários, oprimidos por nossa sociedade, senhores de direitos sempre negados e titulares de muitas dívidas continuamente relegadas pelas autoridades.

Entre as recomendações programáticas do MEC, os índios aparecem como tema transversal. Isto é, um tema que pode e deve ser trabalhado pelas diferentes disciplinas do currículo. Mas isso, na prática docente, raramente tem acontecido, tanto nas escolas públicas, quanto particulares. Em Santa Catarina, a diretoria do ensino fundamental da Secretaria de Educação e Inovação abriga um Núcleo de Educação Indígena (NEI) que tem como objetivos a supervisão das escolas indígenas e a formação de professores índios. Os resultados até agora alcançados pelo NEI são relevantes, porém são praticamente ignorados pelo sistema escolar como um todo. Quem sabe, por exemplo, que mais de 50 indígenas estão freqüentando cursos superiores, a maioria em busca de melhor formação escolar para o exercício do magistério? E que alguns estão adentrando em cursos como direito, enfermagem e agronomia? Quem sabe dos direitos indígenas às terras que tradicionalmente ocupam, estabelecidos na Constituição Federal de 1988, em seus artigos 231 e 231? Quem sabe dos convênios internacionais de que o Brasil é signatário e que remetem aos compromissos do país em relação à defesa e à proteção das minorias indígenas?

Parece-me que no dia-a-dia escolar prevalecem as visões estereotipadas presentes em nossa sociedade dominante. Assim, também nas prefeituras e nas administrações regionais o tema índio quase sempre não está nas agendas e, quando presente, aparece como secundário. Os conflitos locais em relação ao domínio das terras que lhes pertencem em diferentes regiões têm renovado os discursos coloniais sobre os índios e suas culturas por parte de administradores, políticos, empresários e formadores de opinião. A exteriorização de preconceitos é a tônica, demonstrando que estamos longe de constituir uma sociedade multiénica e pluricultural, centrada na tolerância.

Nesses dias de abril, quando burocraticamente os indígenas são lembrados nas escolas e na mídia, seria estratégico pensar que temos dívidas para com eles. Além do extermínio que sofreram, do esbulho de suas terras, da falta de assistência econômica e de saúde, hoje continuam vítimas de políticas equivocadas que lhes negam a demarcação das terras tradicionais e seu reconhecimento como povos diferenciados. A intolerância e o preconceito precisam ser combatidos, a partir da melhor compreensão das perversas relações mantidas pela sociedade dominante. As escolas têm nesse sentido um papel altamente estratégico, e para tanto é necessário que os próprios professores construam, a partir da autocrítica, novos olhares focalizando os direitos dos indígenas e nossas dívidas, passadas e presentes.

Sílvio Coelho dos Santos, antropólogo, professor emérito UFSC, pesquisador do CNPq

Obs: O artigo do professor Silvio foi publicado nesta quarta-feira, na sessão Opinião do Jornal A Notícia

UFSC lança edital para Curso de Administração a Distância

18/04/2006 12:32

Programa é voltado a funcionários do Banco do Brasil e Servidores Públicos que atuam em Santa Catarina.

O Edital do Processo Seletivo destinado ao ingresso no Programa Especial de Formação em Administração, em nível de Graduação, oferecido na modalidade de ensino a distância, para turma única com início das aulas previsto para o primeiro semestre de 2006, está disponível desde 17 de abril.

Trata-se de um programa desenvolvido pela UFSC e voltado àqueles candidatos que concluíram ou estão em vias de concluir (até a data prevista para realização da matrícula) o Ensino Médio (curso de 2º Grau ou equivalente) e que estejam dentro de uma das categorias abaixo:

a) sejam Funcionários do Banco do Brasil; ou

b) sejam Servidores Públicos Federais, Estaduais ou Municipais, atuando em órgão situado no Estado de Santa Catarina.

São 500 vagas em 10 pólos de ensino, em 10 diferentes municípios. Das 60 vagas do pólo de ensino de Florianópolis destinadas aos Servidores Públicos, 50 serão destinadas a Servidores Públicos da UFSC.

O processo de inscrição se dará unicamente pela Internet, por meio do acesso ao site www.coperve.ufsc.br

no período de 02/05/2006 até às 20h do dia 9/5/2006.

Acesse o edital completo em

www.coperve.ufsc.br/ead2006/adm/edital/editalcompleto.doc

Escritório de Assuntos Internacionais da UFSC diversifica intercâmbio discente e investe nas redes

18/04/2006 12:06

O ESAI oferece dois grandes grupos de intercâmbio discente ou estudantil, no qual os alunos passam de um a dois semestres no exterior, tempo, aliás, regulamentado pelo Conselho Universitário. O famoso “paitrocínio”, e aquele no qual o estudante trabalha, arranja o dinheiro e cai na vida (no bom sentido), indo como aluno da UFSC para diferentes universidades que possuem acordo com a Universidade Federal, e que não são poucas. “Temos acordo com cerca de 200 universidades de vários países”, diz o professor Nivaldo Cabral Kuhnen, diretor do ESAI. De 2004 até agora foram assinados 62 convênios.

Existem hoje 200 alunos estrangeiros na UFSC. Só em 2006 foram recebidos 65 estudantes e enviados 48, isso considerando o movimento de paralisação no período.

Como funciona? “O aluno entra no nosso site e solicita um formulário, que ele preenche com os pré-requisitos. As condições são 50 por cento do curso e bom IAA. (Índice Acadêmico). Ele não pode estar cheio de reprovação para ir ao exterior. Esse aluno, querendo ou não, está representando a universidade federal, é a imagem dela lá fora”, enfatiza o professor Nivaldo Kuhnen.

O caminho é de mão dupla, explica Kuhnen. “Nossos alunos saem daqui e vão para uma universidade inglesa, por exemplo, e vem um aluno de lá estudar aqui. Devemos aí ter uma média anual de 200 a 250 alunos estrangeiros. Desde japoneses, finlandeses, africanos, americanos, franceses, mexicanos e portugueses, obviamente o maior percentual”.

Obviamente porque a UFSC está intensificando muito o convênio com Portugal. “Temos 60 ou 80 alunos estudando aqui de várias universidades, de Lisboa ao Porto. E mandamos quase o mesmo número para lá”.

A UFSC mantém, também, acordos que permitem a dupla titulação. No acordo de dupla titulação o estudante de graduação ou pós-graduação realiza em torno de 50% dos seus estudos em cada uma das instituições. O estudante no final de seus estudos recebe dois diplomas: um da UFSC e um da universidade de origem.

Kuhnen lembra que a Europa, via Programa Erasmus, também de intercâmbio, movimenta hoje não um ou dois mil, mas dezenas de milhares de estudantes por semestre. “Talvez para incentivar a globalização ou reforçar os laços da comunidade européia. O fato é que eles investem de forma maciça”.

E para o aluno não chegar lá fora só de “mala e cuia”, foi instituída a disciplina Intercâmbio, com zero horas e zero créditos, o que configura o vínculo com a UFSC e conta tempo de integralização do curso. “Ele vai lá, faz algumas disciplinas, retorna, revalida aqui essas disciplinas e inclui no seu currículo. Damos muita ênfase à parte acadêmica, até porque se não fizéssemos isso viraríamos um escritório de turismo, o que nós não somos. O aluno tem que ir, tem que render e tem que voltar”, arremata Kuhnen.

Mas como nem tudo são flores, onde é que está o estrangulamento disso? “No financiamento, infelizmente. Quem é que viaja aqui nesses 50 ou 80? Os que têm mais recursos, não só por mérito, mas porque podem pagar. O custo depende, evidentemente, do país. No caso da Europa, considerando passagem, estadia e moradia, de dez a 20 mil reais. “A intenção é ampliar o intercâmbio com financiamento de tal forma que os que não possuem recursos possam participar”, adianta Kuhnen.

Existe, é claro, o intercâmbio financiado para a graduação, com recursos da Capes, DAAD e Brafitec, de forma mais intensiva com Estados Unidos Alemanha e França. O aluno recebe passagem, estadia e alimentação, mas o processo de escolha é seletivo, meritocrático.

Aqui, abaixo da Linha do Equador, a capacidade de adaptação ao projeto europeu de intercâmbio pode ser percebido no Programa Escala, com intercâmbio de professores, alunos e grupos de pesquisa conjuntos e desenvolvido em conjunto com a Associação das Universidades do Grupo Montevideo, com universidades chilenas, argentinas, uruguaias e oito brasileiras. “Queremos dar ênfase às redes, mais do que instituições de forma individual, e diversificar intercâmbio em todas as áreas”.

Na categoria de programas novos podem ser incluídos, entre outros, os convênios de cooperação multilateral de universidades brasileiras com a Universidade de Quebec – UQAM, convênios entre o Conselho de Reitores das Universidade Brasileiras – CRUB – e o seu equivalente português, o CRUP, interação AUGM – Andifes e CRUP, Programa Alban (Bolsas de Formação de Alto Nível da União Européia para a América Latina). Desse último, por sinal, o reitor Lúcio Botelho faz parte do Comitê Diretivo na condição de conselheiro, representando a AUGM.

Acesse o site do ESAI www.ufsc.br/esai e saiba quais os países e universidades que têm acordos e convênios com a UFSC. No site também estão disponíveis as informações sobre bolsas de estudos, eventos e uma lista dos tradutores juramentados de Santa Catarina.

Contatos com o professor Nivaldo nos fones (48) 3331-8225, 3331-8220 e nivaldo@enq.ufsc.br

Por Artêmio Reinaldo de Souza/jornalista da Agecom

Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior se reunem em Brasília

18/04/2006 11:41

Nesta terça, em Brasília, acontece uma reunião do Diretório Nacional da Andifes, a partir das 14h, onde serão adiantados os principais temas de discussão da reunião do Conselho Pleno da Andifes, que acontece na quarta-feira, 19.

O presidente da Andifes, reitor Oswaldo Baptista Duarte Filho, vai listar os assuntos, entre os quais a participação do diretor do Departamento de Desenvolvimento do Ensino Superior do MEC, Manuel Palácios. Na reunião do Conselho Pleno Palácios vai falar sobre a PingIFES, Plataforma de integração de dados das Instituições Federais de Ensino Superior.

A Andifes também deve retomar a discussão em torno dos temas da agenda intelectual contemporânea “Cultura e Pensamento”.

Na área de Ciência e Tecnologia, será colocada em pauta a maior interação entre a Andifes, o Ministério da Ciência e Tecnologia, seus órgãos e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Os programas do MCT para 2006 e 2007 também entrarão na pauta de discussão.

A reunião do Conselho Pleno da Andifes vai acontecer na sede da Associação, das 9h30min às 17h, tratando ainda de assuntos gerais de interesse dos dirigentes.

O reitor da UFSC, Lucio Botelho, participa das discussões desta terça e da reunião do Conselho Pleno, nesta quarta-feira.

Fonte: Site da Andifes

Colégio de Aplicação da UFSC abre inscrições para ingresso de novos alunos

17/04/2006 11:02

O Colégio de Aplicação do Centro de Ciências da Educação da universidade Federal de Santa Catarina, abre inscrições para ingresso de alunos novos no Colégio de Aplicação, através do Edital 002/CA/2006.

a) VAGAS

As séries e as vagas serão divulgadas no dia 20 de abril às 17 horas no site do Colégio de Aplicação (www.ca.ufsc.br) e no hall de entrada do CA.

b) INSCRIÇÕES:

DATA: 24 e 25 de abril de 2006

HORÁRIO: 8h às 11h30min e 14h às 17h30min

LOCAL: Secretaria do Colégio de Aplicação

c) SORTEIO: 26 de abril, 16h30min, Auditório do Colégio de Aplicação

d) MATRÍCULAS:

DATA: 27 e 28 de abril de 2006

HORÁRIO: 8h às 11h30min e 14h às 17h30min

LOCAL: Secretaria do Colégio de Aplicação

e) VALIDADE DO SORTEIO

Este sorteio terá validade até o término do 2° trimestre (calendário de 2006)

f) DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA INSCRIÇÃO

1. Taxa de inscrição no valor de R$ 5,00 (cinco reais), paga no Banco do Brasil do Campus Universitário;

2. Fotocópia da certidão de nascimento do candidato ou Carteira de Identidade.

3. Comprovação de conclusão da Série anterior (declaração, certificado ou histórico).

g) OBSERVAÇÕES:

a) Cada candidato(a) poderá ter APENAS uma inscrição.

b) Será cancelada a 2ª inscrição se HOUVER DUPLICIDADE.

c) No caso da 1ª série do Ensino Fundamental a criança deve ter completado 7 anos até 2 de março de 2006.

Informações: www.ca.ufsc.br

VESTIBULAR 2006: UFSC divulga a quarta chamada

13/04/2006 18:01

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC está divulgando a quarta chamada do Vestibular 2006, por meio do Edital nº 11/GD/DAE/2006.

Os 60 candidatos convocados devem efetivar sua matrícula até o dia 20 de abril, no DAE.

Veja o Edital completo no site do Departamento Escolar www.dae.ufsc.br

O DAE está também divulgando o Edital de convocação de candidatos habilitados no Processo Seletivo/2006, matriculados e remanejados para o primeiro semestre. Os estudantes listados devem comparecer na secretaria do respectivo curso de graduação com urgência, para retirada do documento comprobatório de matrícula.

Mais informações junto ao Departamento de Administração Escolar: 48 3331 -9607

UFSC investe na divulgação da ciência

13/04/2006 10:05

A UFSC recebe nesta segunda-feira, 17/4, o jornalista especializado em divulgação da ciência, Ulisses Capozzoli. Presidente da Asssociação Brasileira de Jornalismo Científico, Capozzoli vem à UFSC para o primeiro encontro do projeto Papo Sobre Ciência, que acontece às 15h, no Auditório do Centro de Convivência. Durante o evento gratuito e aberto a interessados, Capozzoli fala sobre divulgação da ciência e jornalismo científico, além de lançar a versão nacional da Revista Astronomy Brasil, uma das mais conceituadas publicações internacionais da área.

A Revista

Astronomy Brasil vai chegar às bancas no dia 22 de abril. Com 84 páginas, a publicação traz a tradução integral, feita por astrônomos brasileiros, da revista americana Astronomy, que circula desde 1973. Seis páginas serão dedicadas a notícias e artigos produzidos e escritos no Brasil. Segundo o editor, Ulisses Capozzoli, o objetivo da revista é sensibilizar a sociedade sobre a importância da astronomia e da ciência em geral.

Quem é Ulisses Capozzoli

O jornalista trabalha com divulgação de ciência desde 1983, nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, Capozzoli é autor de livros como “Antártida, a Última Terra” (Editora Universidade de São Paulo) e “Origem e Evolução da Vida” (Editora Ática). Editou a Revista Brasileira de Tecnologia do CNPq e escreve artigos que são publicados, a cada quinze dias, na página eletrônica do programa Observatório da Imprensa. É o atual presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico.

O Papo Sobre Ciência

O Projeto Papo Sobre Ciência tem como meta aproximar jornalistas e pesquisadores da UFSC, estimulando a prática do jornalismo científico e a divulgação do conhecimento científico e tecnológico. Este ano o projeto tem uma meta especial, que é promover encontros que incentivem a cobertura e a participação em um dos principais eventos científicos do país, a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. A 58ª reunião da SBPC será realizada entre os dias 16 e 21 de julho no campus da UFSC, com o tema central “Semeando a Interdisciplinaridade”.

O Projeto Papo Sobre Ciência é organizado pela Agência de Comunicação da UFSC, que fica responsável pela promoção dos encontros entre pesquisadores da universidade e jornalistas. Este ano estão programados momentos para discussão de temas como divulgação da ciência, aquecimento global, materiais inteligentes, aqüífero guarani, plantas do futuro e direitos dos povos indígenas e afro-descendentes. Os eventos são também abertos ao público em geral.

Mais informações pelo telefone 3331 9601 / 3331 9602 e no site www.papociencia.ufsc.br

Papo Sobre Ciência

Cronograma

17/4 (15h) – Divulgação da Ciência/Lançamento da Revista Astronomy Brasil

Palestrante: Ulisses Capozzoli (Presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico – ABJC)

26/4 (10h) – Materiais Inteligentes

Palestrantes: Alexandre Lago (Engenharia de Materiais) e André Pasa (Departamento de Física).

11/5 (10h) – Alterações Climáticas

Palestrante: Magaly Mendonça (Grupo de Estudos de Desastres Naturais/Departamento de Geociências)

25/5 (10h)

Aqüifero Guarani

Palestrante: Cezar Augusto Pompeo (Laboratório de Drenagem Urbana / Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental)

1º/6 (10h) – Plantas do Futuro

Palestrante: Ademir Reis (Departamento de Biologia)

22/6 (10h) – Avanços da Medicina – Células Tronco

Palestrante: Andréia Trentin (Laboratório de Imunopatologia Celular e Molecular/ Departamento de Biologia)

Para mais informações sobre o projeto www.papociencia.ufsc.br

Informações também pelo telefone 3331 9601

Inscrições para o I Congresso Sul-Brasileiro de Saúde Mental vão até 17 de abril

12/04/2006 18:00

Santa Catarina será a anfitriã do primeiro congresso que abrange os vários campos profissionais ligados a saúde mental, que será realizado de 22 a 24 de junho no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. As inscrições de trabalhos para o I Congresso Sul-Brasileiro de Saúde Mental e o VI Encontro Catarinense de Saúde Mental devem ser feitas até o dia 17 de abril, pela internet.

O tema central Desafios para a saúde mental no SUS, entre a teoria e a prática será abordado na palestra de abertura, proferida por Ana Pitta, professora de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com os três eixos temáticos: Prática na atenção psicossocial, Gestão da saúde mental no SUS e Formação em saúde mental, os eventos contarão com palestras, oficinas, minicursos, mesas-redondas e apresentação de trabalhos.

As oficinas vão ocorrer no dia 23 e têm a proposta de construção coletiva de conhecimento, numa perspectiva prática, com a utilização de técnicas interativas, vivências, trocas de experiências e outras formas de trabalho em grupo. Já os minicursos, realizados nos dias 22 e 23, têm como objetivo proporcionar um aprendizado de técnicas, procedimentos ou conjuntos conceituais específicos. As vagas para oficinas e minicursos são limitadas.

A organização é do Departamento de Saúde Pública do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC.

Para mais informações acesse: encontrodesaudemental@yahoo.com.br

Tel (48) 9122-5702 e (47) 9957-0975

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista de Jornalismo da Agecom

Programa de Mobilidade Acadêmica Escala Docente AUGM 2006

12/04/2006 16:40

O Programa de Mobilidade Acadêmica para Intercâmbio de Professores e Pesquisadores entre as Instituições da Associação de Universidade – Grupo Montevidéu – AUGM – está recebendo inscrições até 5 de maio para o programa Escala Docente 2006.

A AUGM é composta atualmente por 18 universidades de cinco países da América Latina:Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile.

A UFSC participará deste Programa oferecendo 6 (seis) vagas para intercâmbio de 10 (dez) dias.

Serão apoiados projetos de intercâmbio de professores entre as Universidades da AUGM que se enquadram nas funções universitárias de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. A UFSC fornecerá as passagens e a universidade de destino oferecerá

hospedagem e alimentação.

As Universidades que oferecem vagas para o intercâmbio são:

ARGENTINA:

Universidad Nacional de Tucumán 1 vaga

Universidad Nacional del Litoral 1 vaga

Universidad Nacional de Córdoba 1 vaga

Universidad Nacional de Rosário 1 vaga

URUGUAI:

Universidad de la República 1 vaga

CHILE:

Unviersidad de Santiago de Chile 1 vaga

Mais informações: www.ufsc.br/esai

Data Limite de inscrição: 5 de maio de 2006

Gasolina adulterada pode passar em testes da Agência Nacional do petróleo

12/04/2006 11:05

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que a adulteração de gasolina tipo C, a mais vendida no mercado, pode burlar os testes de qualidade dos combustíveis realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o estudo, o problema pode estar na flexibilidade dos parâmetros adotados pela ANP.

A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado de Elaine Vosniak Takeshita, que realizou ensaios no laboratório da ANP em Brasília. Ela constatou que é possível fazer misturas de gasolina tipo C com até 30% de solvente AB9, 20% de solvente aguarrás ou 2% de óleo diesel, sem que isso seja detectado pelos testes da agência.

A gasolina tipo C tem sua composição regulada por uma resolução do governo federal de fevereiro deste ano: 80% de gasolina pura (ou do tipo A) mais 20% de álcool anidro, com tolerância de 1% para mais ou para menos. Qualquer alteração nesses percentuais ou a presença de substâncias diferentes na fórmula, como os solventes ou o óleo diesel, caracteriza adulteração do combustível. O uso de combustível adulterado pode causar problemas mecânicos no veículo e aumentar a emissão de gases poluentes e substâncias cancerígenas.

De acordo com Elaine, a flexibilidade dos parâmetros utilizados pela ANP ao analisar a gasolina pode ser a principal causa dos erros registrados. No teste de densidade do combustível, por exemplo, não há especificação de qual o valor-padrão para a gasolina ser aprovada. Já no ensaio de pressão de vapor é exigido apenas que o combustível testado não ultrapasse um parâmetro máximo de 69 quilopascais (kPa). Nenhuma combinação estudada na pesquisa, mesmo as com alto percentual de adulterantes na gasolina, excedeu esse limite.

Mas como não há um valor mínimo especificado pela agência, todas, inclusive aquelas que se aproximam muito do máximo permitido (68 Kpa, por exemplo), seriam aprovadas nesse teste. “Nossa sugestão é que sejam feitos ensaios mais rígidos”, afirma o orientador do trabalho, o professor Antônio Augusto Ulson de Souza, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (EQA). Apesar dos equívocos registrados em relação a alguns adulterantes, a pesquisa comprovou que os parâmetros da ANP são eficientes para detectar o excesso de álcool anidro (AEAC) na gasolina. Qualquer valor de AEAC acima dos níveis permitidos por lei foi facilmente flagrado nos testes.

Testes – Para a realização do estudo, a pesquisadora utilizou os mesmos métodos de avaliação de combustível adotados pela ANP. Foram feitos cinco tipos de análise: densidade, curva de destilação, pressão de vapor, octanagem (capacidade do combustível de resistir à compressão no interior dos cilindros do motor sem entrar em auto-ignição) e teor de hidrocarbonetos – compostos químicos constituídos por átomos de carbono e hidrogênio. Para que um combustível seja aprovado, ele não pode apresentar irregularidade em nenhum desses testes.

A pesquisa de Elaine foi realizada com o auxílio de uma bolsa da ANP, por meio do Programa de Formação de Recursos Humanos em Engenharias Mecânica e Química com Ênfase em Petróleo e Gás (PRH09-ANP). Ela enviará um relatório à Agência informando os resultados de sua pesquisa e fazendo sugestões para o aperfeiçoamento dos testes. Entre as principais recomendações, estão a revisão de alguns parâmetros e a inclusão de outros, para que possam ser detectadas adulterações causadas pelo acréscimo de pequenos volumes de solvente.

SAIBA MAIS

Prejuízos ao veículo e ao meio ambiente

Fraude aumenta lucro de revendedores

Consumidor deve estar atento

Por Felipe Silva, em 10 de abril de 2006

CONVERSE com o professor Antônio Augusto Ulson de Souza por telefone (48 3331-9448) ou por e-mail (augusto@enq.ufsc.br).

FALE também com a pesquisadora Elaine Vosniak Takeshita por telefone (48 3331-9448)

CONHEÇA o Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos em www.enq.ufsc.br

Revista internacional sobre astronomia será lançada na UFSC

12/04/2006 10:09

A partir deste mês, os aficcionados por astronomia, amadores ou não, conhecerão a versão brasileira de uma das mais importantes revistas do mundo sobre o assunto. Anstronomy Brasil será lançada oficialmente nesta quarta-feira, 12/4, em São Paulo.

Na próxima segunda-feira, 17/4, a publicação será apresentada na UFSC, durante o primeiro encontro do projeto Papo Sobre Ciência, que tem como convidado o editor da revista e também presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, Ulisses Capozzoli.

Na UFSC, o lançamento acontece às 15h, no auditório do Centro de Convivência, e prevê ainda uma palestra de Capozzoli sobre divulgação da ciência.

A Revista

Astronomy Brasil deverá chegar às bancas no dia 22 de abril. Com 84 páginas, a publicação trará a tradução integral, feita por astrônomos brasileiros, da revista americana Astronomy, que circula desde 1973. Dessas 84 páginas, seis serão dedicadas a notícias e artigos produzidos e escritos no Brasil.

Segundo o editor da Astronomy Brasil, Ulisses Capozzoli, a revista visa atender a grande comunidade de astrônomos amadores existente no Brasil, além dos profissionais. O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a importância da astronomia e da ciência em geral.

Essa sensibilização, na interpretação de Capozzoli, tem conseqüências diversas e promissoras. Uma delas está na possibilidade de as pessoas descobrirem que a ciência, em vez de representar um universo fechado, acessível apenas a iniciados, na realidade conta uma história de todos os homens, já que articula um relato para a criação e evolução do Universo e o aparecimento da vida, entre outros fenômenos.

Capozzoli entende que a ciência participa de um processo profundo de “humanização”, à medida que localiza o homem de um ponto de vista cósmico. Outra conseqüência, de natureza prática, na avaliação de Capozzoli, é que uma revista com a alta qualidade técnico-científica de Astronomy Brasil, expressa em linguagem clara e acessível, deve trazer estímulo, ampliação e consolidação da astronomia amadora no Brasil.”

Escolas

Capozzoli também pretende fazer com que a revista chegue às escolas. De acordo com ele, há uma carência no Brasil de informações e material didático sobre astronomia. “A revista pode e deve atender professores e alunos, suprindo essa carência”, diz. “Nossa publicação trará muitas informações sobre cosmologia e ciência planetária. Terá ainda, todos os meses, mapas do céu e calendário de eventos astronômicos, como passagens de cometas, eclipses e outros.”

O editor acredita que a revista vai incrementar o mercado que gira em torno da astronomia, com aumento das vendas de equipamentos, como telescópios binóculos e deve estimular a criação de observatórios astronômicos municipais. Esses observatórios podem tanto auxiliar a rede de ensino regional como atrair turistas, gerando renda e empregos locais.

A tiragem inicial de Astronomy Brasil será de 40 mil exemplares, a maior parte em princípio vendida em banca a R$ 10,90 cada. Aos poucos, no entanto, a intenção é conseguir assinantes em maior número do que os exemplares vendidos em banca, seguindo o exemplo da original. Da tiragem de 150 mil da Astronomy, 85% são destinados a assinantes. A assinatura anual de Astronomy Brasil custa R$ 117,00.

Depois que revista estiver consolidada, a idéia é aumentar o número de páginas para 100, dando mais espaço para a publicação de textos e reportagens feitas no Brasil.

Primeira edição

A história de capa da edição número 1 de Astronomy Brasil trata do choque de buracos negros, uma das mais exóticas criaturas do zoológico cósmico. Buracos negros, sorvedouros cósmicos de que nem a luz escapa, costumam refugiar-se no núcleos galácticos, onde a densidade estelar é maior que nas regiões mais externas.

No caso de choques de buracos negros, o único corpo formado pela fusão do par, costuma ser atirado para fora de sua galáxia original numa viagem sem retorno pelas profundezas do espaço, onde se reúne com outros “buracos negros errantes”.

A edição zero, voltada para divulgação e anúncios, traz como matéria de capa viagens no tempo, um tema que pode trocar a ficção científica pela sólida realidade. Na verdade, embora a maioria das pessoas não desconfie, quando embarcamos num jato e voamos a alta velocidade, em torno de mil quilômetros/hora, retornamos ao solo frações de segundos mais jovens que os que ficaram em terra. Esse fenômeno está previsto na teoria da relatividade especial de Albert Einstein.

De acordo com Einstein, o tempo é relativo e depende da posição do observador. Se ele desloca-se a alta velocidade, o tempo passa mais lentamente para ele em comparação a outros observadores. Daí, entre outras surpresas, o chamado paradoxo dos gêmeos. De dois irmãos gêmeos, um fica na Terra e o outro faz uma viagem até Alfa do Centauro, estrela tripla mais próxima do Sistema Solar, deslocando-se em frações significativas da velocidade da luz. Quando o irmão que viajou retorna, continua jovem, enquanto, para o irmão que ficou, o tempo passou mais rapidamente e ele envelheceu.

Astronomy Brasil está sendo produzida pela Ulisses Capozoli ME-Editora Andrômeda, empresa criada há cinco anos com o objetivo de produzir inicialmente uma revista de astronomia acompanhada de uma série de outros produtos, como livros especializados e material didático.

Para mais informações sobre o projeto www.papociencia.ufsc.br

Papo Sobre Ciência, visite o site www.papociencia.ufsc.br

Informações também pelo telefone 3331 9601

Leia também: Encontros do projeto Papo Sobre Ciência voltam este mês

Por que uma revista de astronomia?

12/04/2006 10:03

Por que editar uma revista de astronomia no Brasil? Esta pergunta, que possivelmente já terá sido feita, tem várias respostas.

A primeira delas deve-se ao fato de a astronomia ser interdisciplinar e, neste sentido, fazer interagir todos os campos do conhecimento e não apenas os reconhecidos como de natureza estritamente científica. É o caso da literatura, ou mesmo da arquitetura.

Em 1848 o poeta e novelista norte-americano Edgard Allan Poe (1809-1849) publicou um de seus livros menos conhecidos, Eureka, onde se perguntou pela primeira vez porque a noite é escura. Nesta obra, cujas vendas decepcionaram seu autor, Allan Poe atribuiu a escuridão noturna ao fato de o universo ser finito.

Se o universo fosse infinito, considerou ele, a quantidade de estrelas infinitas tornaria o céu seria tão claro que a noite não seria escura.

Conhecido na astronomia como Paradoxo de Olbers o problema da escuridão noturna foi incorporado à astronomia como uma questão cosmológica que surgiu inicialmente na literatura.

Já a geometrização do espaço, preparando um conceito em que ser apoiaria a mecânica clássica, aparece no início do século 15 (o Quattrocento), inicialmente como um jogo de luz e sombras. Por volta de 1425 Tommaso di Giovanni Guidi, o Masaccio, pintou numa parede da igreja de Santa Maria Novella, em Florença, sua Trindade, obra que os historiadores admitem ser a primeira expor uma noção consciente e sistemática da perspectiva linear.

Recentemente, em Do Androids Dream of Electric Sheep? que inspirou o filme Blade Runner: O Caçador de Andróides, o escritor norte-americano de ficção científica, Phillip Dick, discutiu a clonagem e, no extremo, a humanidade dos clones.

Esses exemplos equivalem a dizer que o avanço do conhecimento manifesta-se nas mais diferentes áreas e não é um privilégio exclusivo da ciência. Equivale a dizer também que a ciência não é algo à parte da cultura, mas exatamente algo que é parte da cultura.

Neste sentido, uma revista de astronomia, ainda que restrita à abordagem astronômica, como é o caso de Astronomy Brasil, pode recorrer às várias áreas da ciência, entre elas a história da ciência e história da astronomia em particular, para oferecer inteligibilidade possível aos temas de abordagens mais diversas.

Editar uma revista de astronomia, neste momento remete a um conceito que os gregos antigos chamaram de “Cosmos”, a idéia de harmonia, de se pertencer a um todo.

O futuro, já disse Konstantin Tsiolkvski, o pai da Astronáutica (“A Terra é o berço da humanidade, mas ninguém vive eternamente no berço”) está no espaço. Assim, uma revista de astronomia, com a qualidade de Astronomy Brasil, também deve ajudar a preparar a sociedade para os tempos que se aproximam.

Uma revista de astronomia deve ajudar professores e alunos a desenvolver uma nova abordagem do céu e da Terra. Deve permitir que leitores de formação, idade e interesses diversos abram uma nova janela para o céu. Deve fazer com que uma sociedade, como a brasileira, neste início de século 21, se dê conta, de forma mais prática e próxima, da diversidade do que os astrônomos chamam de animais de zoológico cósmico.

Ulisses Capozzoli

Presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico / Editor da Revista Astronomy Brasil

Saiba quem é: O jornalista Ulisses Capozzoli trabalha com divulgação de ciência desde 1983, nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é autor de livros como “Antártida, a Última Terra” (Editora Universidade de São Paulo) e “Origem e Evolução da Vida” (Editora Ática). Editou a Revista Brasileira de Tecnologia do CNPq e escreve artigos que são publicados, a cada quinze dias, na página eletrônica do programa Observatório da Imprensa. É o atual presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico.

Núcleo Vida e Cuidado lança livro sobre infância e violência

11/04/2006 14:00

No dia 12 de abril, às 19h30min, no auditório da OAB – Florianópolis/SC, o Núcleo de Pesquisa Vida e Cuidado (do Centro de Educação (CED) da UFSC e do IPPSEA) lança o livro Ética e Gestão do Cuidado: a infância em contextos de violências que reúne um conjunto de treze textos com reflexões importantes sobre o tema.

No mesmo evento será lançada uma Base de Dados Experimental que contém indicadores sobre a gestão do cuidado à infância. Toda a pesquisa foi realizada pelo Núcleo nos anos de 2004 e 2005 junto à rede de atenção à infância violentada da região da Grande Florianópolis. Cerca de 100 prontuários de atendimento foram pesquisados junto aos Programas Sentinela da região. Cabe ressaltar que a pesquisa recebeu apoio financeiro da FAPESC.

Alguns resultados da pesquisa já nos chamam atenção para um cenário, provavelmente pouco conhecido pela população no geral.

1- Primeiro, constatamos que mulheres (mães, avós, entre outras familiares) produzem também violências sexuais contra as crianças, portanto, se até então associávamos o quadro das violências sexuais à figura masculina (agressor) agora, através da base, podemos saber quantas mulheres , por exemplo, compõem o quadro de abusadores. Também podemos saber mais detalhadamente o perfil desse agressor(a), dados como idade, escolaridade, raça, grau de parentesco são indicadores possíveis de se conhecer.

2- Quanto à idade das crianças que sofreram violências nos anos de 2001 e 2002, percebemos que o maior índice de violências encontra-se em crianças de 0 a 6 anos e 7 a 12 , correspondendo a 89 % dos prontuários pesquisados. Dado que nos aponta a criança como o sujeito de maior vulnerabilidade às violências sexuais praticadas por adultos.

3- O sexo feminino ainda é o alvo predominante da violência sexual. Cerca de 60% dos casos registrados entre crianças e adolescentes (0-18 ) são meninas.

A pesquisa foi realizada em 100 prontuários escolhidos aleatoriamente junto aos programas sentinelas da Grande Florianópolis (São José, Palhoça e Florianópolis), registrando casos atendidos nos anos de 2001 e 2002.

Fonte: Núcleo Vida e Cuidado (UFSC/IPPSEA)

Mais informações: www.vidaecuidado.ced.ufsc.br

Informações:

Ana Maria Borges de Sousa – 3331- 9557 anabaiana@ced.ufsc.br

Patrícia de Moraes Lima – 9149 33 64 / 32331950 – patricia@ippsea.org.br

Período de matrículas da graduação para o semestre 2006/1 vai até 24 de abril

10/04/2006 18:25

Iniciou hoje, 10/4, o período para a realização de matrículas referentes ao semestre 2006/1. Os estudantes têm até 24/4 para preencher o pedido de matrícula através do site do Sistema Acadêmico de Graduação. O resultado dos pedidos será divulgado em 28/4 e as aulas do primeiro semestre acadêmico de 2006 começam no dia 2 de maio.

O ajuste de matrícula acontece de 2/5 a 8/5. Nesse prazo, calouros e veteranos podem incluir ou excluir disciplinas de sua matrícula para 2006/1. Esse procedimento também é feito via internet. A divulgação do resultado dos ajustes será em 15/5.

Para saber se o pedido de matrícula foi confirmado, o estudante deve consultar seu espelho de matrícula (em www.ufsc.br/cagr) e verificar o quadro “pedidos”. Após o processamento da matrícula, os quadros “consistências” e “resultados” serão complementados. Os alunos que cadastraram seu e-mail nos “dados cadastrais” receberão sua confirmação de pedido de matrícula via internet.

O estudante que queira trancar a matrícula do semestre 2006/1 deve procurar a secretaria de colegiado do seu curso até, no máximo, 14/6.

As aulas do semestre 2006/1 seguem até 26/8.

Calouros não podem faltar à primeira semana de aula

O calouro que faltar a todas as aulas dos cinco primeiros dias letivos (de 2/5 a 6/5) têm até 8/5 para apresentar ao Departamento de Administração Escolar (DAE) uma justificativa de infrequencia para que não percam sua vaga.

No dia 10/5 termina o prazo para desistência formal da vaga pelos matriculados em 2006/1. As vagas abertas serão preenchidas pelo candidato de classificação subseqüente no Vestibular UFSC 2006.

Os calouros podem alterar o “Pacote de Calouros” (matrícula com turmas e horários já definidos para a 1ª fase) junto à coordenação dos cursos, na primeira etapa matrícula, de 10/4 a 24/4, ou ainda no ajuste de matrícula, de 2/5 a 8/5.

Mais informações: 3331 9607 / DAE.

Por Talita Garcia / Bolsista de Jornalismo na Agecom/UFSC

Pesquisadores da UFSC aguardam resultados da Missão Centenário

10/04/2006 16:01

Após o retorno do astronauta brasileiro Marcos Pontes à Terra, ocorrido no último sábado, os pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aguardam pela liberação dos resultados dos testes realizados por ele na Estação Espacial Internacional com equipamentos desenvolvidos por dois laboratórios do Departamento

de Engenharia Mecânica (EMC). Segundo o professor Edson Bazzo, supervisor do Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos (Labcet), os dados devem chegar à UFSC em cerca de duas semanas. “Esse é o tempo necessário para a liberação

dos dados pela agência espacial russa e, depois, pelo Inpe [Instituto de Pesquisas Espaciais].”

Os dois experimentos da UFSC selecionados para os testes na Missão Centenário têm como objetivo auxiliar no controle térmico de satélites. A pesquisa do Labcet envolve o desenvolvimento de um dispositivo para refrigeração de equipamentos utilizados em área espacial chamado “evaporadores capilares”. O outro ensaio, elaborado pelo Laboratório de Energia Solar / Núcleo de Controle Térmico de

Satélites (Labsolar/NCTS), avalia os “minitubos de calor”, uma tecnologia para transferência do calor produzido por componentes eletrônicos instalados em satélites.

Assim que tiverem acesso aos dados dos experimentos, os pesquisadores dos dois laboratórios farão a análise dos resultados para saber quais foram as reações dos protótipos em um ambiente de gravidade próxima a zero e se houve algum tipo de erro. “Temos um aluno que acompanhou a chegada dos astronautas ao Cazaquistão e, pelas informações que ele nos passou, parece que não houve problemas durante a Missão”, afirma a coordenadora da pesquisa do Labsolar/NCTS, a professora Márcia Barbosa Henriques Mantelli.

De acordo com o professor Edson Bazzo, o experimento do Labcet também parece ter ocorrido dentro do que foi programado. “Recebi essa informação do nosso pessoal que está lá no Cazaquistão. Eles disseram, também, que os experimentos da UFSC foram bastante elogiados pelos astronautas russos e americanos que estavam na Estação Espacial Internacional.”

Novos testes – Os dois protótipos da UFSC já têm novos testes agendados para este ano. Em setembro, os minitubos de calor serão avaliados em um satélite lançado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), como parte da Operação Cumã II. Já os evaporadores capilares serão testados em um vôo suborbital da AEB em outubro. Como será uma missão não-tripulada, novos tipos de análise poderão ser feitas. “Na Missão Centenário, os russos não permitiram que usássemos em nosso experimento outro fluido que não fosse a água para o sistema de resfriamento. Isso porque se ocorresse algum acidente, não haveria como trocar o ar da espaçonave, o que peria perigoso para os

astronautas. Em outubro, faremos testes usando amônia no lugar da água.”

Os laboratórios que desenvolveram os equipamentos testaram durante a Missão Centenário pertecem ao Departamento de Engenharia Mecânica (EMC).

Por Felipe Silva, em 10 de abril de 2006

CONVERSE com o professor Edson Bazzo por telefone (48 3331-9390) ou por e-mail

(ebazzo@emc.ufsc.br)

FALE também com a professora Márcia Mantelli por telefone (48 3331-9379) ou por

e-mail (marcia@emc.ufsc.br)

SAIBA MAIS sobre o Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos

www.labcet.ufsc.br

CONHEÇA o Laboratório de Energia Solar em www.labsolar.ufsc.br

VISITE também o Departamento de Engenharia Mecânica: www.emc.ufsc.br

Empreendedor universitário pode contar com apoio em gestão

10/04/2006 15:17

Quem quer abrir um pequeno negócio em Florianópolis pode contar com o apoio do Sebrae. Principalmente se o interessado é universitário. A capital é uma das cidades de Santa Catarina envolvidas com a iniciativa Negócio Certo, promovida pelo Sebrae. O programa auxilia o empreendedor a identificar áreas de investimento no mercado, analisa a viabilidade do empreendimento, legaliza a empresa e orienta o gerenciamento do negócio.

O Negócio Certo funciona de quatro maneiras: informações impressas enviadas gratuitamente pelo Sebrae ao empreendedor que faz a solicitação por meio do telefone (0800-643-0401); o envio de um CD-Rom com informações sobre o programa para quem tem computador mas não tem acesso à Internet; o acesso direto ao site www.sebrae-sc.com.br/negociocerto; e ainda o atendimento tutorial, se for o caso, feito diretamente nos pontos de atendimento do Sebrae.

Em Florianópolis, a consulta com os tutores pode ser feita pelo telefone 3221 0835, ou diretamente na unidade que fica na Avenida Rio Branco, 597.

Agora, as universidades também terão uma estação de auto-atendimento, que é uma espécie de `caixa eletrônico`, só que com o fornecimento de informações sobre o passo-a-passo para identificar e montar um negócio. Cerca de 30 estações já foram instaladas em Santa Catarina, mas a expectativa é de que haja pelo menos uma estação nas quase 70 universidades do Estado. A responsável pelo programa no Estado, Eliete de Carvalho, afirma que há grande interesse em disponibilizar uma estação na UFSC.

Para atender aos universitários, o Negócio Certo ganhou mais uma fase, a quinta e última, que trata de vendas e mercado. “Algumas das universidades que nos procuraram, reclamaram que os alunos se formam sem ter experiência prática em gestão”, explica Eliete. A idéia é capacitá-los.

Mais informações: Negócio Certo em Florianópolis – 3221 0835

Por Bia Ferrari / Bolsista de Jornalismo na Agecom