Encontro debate infância e educação

25/07/2006 17:16

Esse é o tema da segunda edição do EDUCASUL, evento sobre infância e educação que acontece entre os dias 26 a 29 de julho, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Com o sucesso da primeira edição que reuniu 1.232 congressistas, dentre professores de escolas das redes pública municipal e estadual como também da rede privada, além de estudantes, psicólogos, gestores e donos de escolas, essa segunda edição quer dar continuidade aos debates sobre a infância e educação entre crianças de 0 a 10 anos.

O EDUCASUL busca fortalecer o conhecimento sobre a educação dessas crianças, construindo práticas pedagógicas, debatendo questões em torno da educação de crianças de até 3 anos e aprofundando os conhecimentos do campo de educação infantil e do ensino fundamental. O público alvo são professores, profissionais da educação, gestores, coordenadores, formadores, pedagogos e psicólogos.

O evento terá conferências, minicursos, mesas -redondas, apresentação de pôsteres e exposição de produtos, serviços e projetos educacionais. Os palestrantes virão de todo o Brasil, para debaterem diversos temas sobre a educação na infância, como literatura e mídia, sexualidade na infância, imaginação e desenho, crianças no ensino fundamental dentre outros assuntos.

Mais informações www.educasul.com.br

Por Alessandro Menezes/bolsista de jornalismo da Agecom

Crise dos Hospitais Universitários é debatida na 58ª SBPC

25/07/2006 16:26

O hospital da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) atende hoje uma demanda de quase 3 milhões de pessoas, distribuídas em 86 municípios da macro-região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em Minas Gerais. Com o crescimento populacional na região, aumenta a necessidade de estrutura e pessoal. O déficit orçamentário do hospital torna recorrente a contratação terceirizada pelas fundações de apoio, entidades privadas no ambiente público da universidade. O pagamento do grande número de terceirizados intensifica o déficit, e a crise ganha proporções maiores progressivamente.

O processo descrito acima é histórico e estrutural em todos os 45 Hospitais Universitários públicos do país, tanto que a sua discussão chegou à 58ª Reunião Anual da SBPC, que aconteceu na UFSC de 16 a 21 de julho. Coordenado pelo reitor da UFSC, Lúcio Botelho, vice-presidente da Andifes, o encontro aberto “Hospitais Universitários – Proposta de discussão para a saída da crise” ocorreu a partir das 14h do dia 19, e trouxe o reitor da UFU, Arquimedes Diógenes. Eram esperados representantes dos ministérios da Saúde e Educação, que não compareceram.

Diógenes, que é segundo vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), expôs um raio-x da crise dos Hospitais Universitários Federais no Brasil. Atualmente, os recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) – que deveriam custear os hospitais – acabam utilizados para a folha de pagamento do grande número de funcionários terceirizados das fundações de apoio, que chega a quase 20 mil. O panorama gera uma dívida progressiva. A mais grave, com fornecedores de medicamentos e equipamentos, já passa dos 150 milhões, no país.

Fundações de apoio

De acordo com Diógenes, a demanda pelas fundações de apoio foi grande durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, no qual havia uma política de não permitir a ampliação do quadro de pessoal contratado pelo governo federal – através dos concursos públicos. “Essa política mudou com o governo Lula, que inclusive ampliou o fundo interministerial concedido aos HUs, de 60 para 100 milhões. Mas isso ainda não é suficiente”.

A relação com os ministérios é delicada. “Seria melhor para o Ministério da Educação (MEC) que o espaço e o número de leitos do hospital diminuísse. Mas o da Saúde (MS) nunca permitiria isso”, revela Diógenes. Lúcio Botelho, porém, afirma que o ministro da educação atual, Fernando Haddad é favorável ao aumento dos recursos.

Na UFSC, existem 5 fundações de apoio. Relacionada ao HU, está a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU). A polêmica em torno dessas empresas privadas é gerada justamente pelo contraponto que estabelecem, atuando na universidade pública. Um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores (Sintufsc), José de Assis Filho, esteve presente no encontro. O sindicalista alega que esse modelo, em vigência, é privatizante. “A nossa luta deve ser contra as fundações de apoio e pela contratação pública através dos ministérios”, defendeu, no encontro. O reitor da UFU, no entanto, afirma que acabar com as fundações de apoio é uma utopia, a curto prazo. “Isso faz parte de um complexo emaranhado jurídico, e nós ainda precisamos delas”, observa Diógenes, cuja universidade possui quatro fundações de apoio.

Discordâncias à parte, foi unânime no encontro a necessidade de regulamentação das terceirizações. Ainda de acordo com Arquimedes Diógenes, a maioria das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) ainda não regulamentou a atuação das fundações nos Hospitais Universitários, de acordo com o que estabeleceu o Decreto nº 5.205, assinado em setembro de 2004 pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Afirmar que a culpa dessa crise é do governo representa uma verdade parcial. Ela vem de nós, também”, salienta.

Hospital Universitário da UFSC

No início do encontro, Lúcio Botelho discorreu sobre o histórico do HU, contando que, desde sua fundação, o hospital, sempre esteve em crise. O HU da UFSC foi projetado e aprovado durante o governo de João Goulart, em 1962. Veio o golpe militar em 1964, e junto com ele uma interrupção no projeto, que durou mais de 20 anos.

A luta pela retomada da construção do HU ganhou força em 1974, no final do governo de Emílio Garrastazu Médici. Em 1976, as reinvidicações de alunos, professores e demais membros da comunidade universitária deu resultado, e o projeto foi adiante. Em maio de 1980 foi inaugurado o Hospital Universitário da UFSC, inicialmente com os leitos e ambulatórios da clínica médica e pediátrica. Depois, foram ativados o Centro Cirúrgico, a Clínica Cirúrgica I, a UTI Adulto e a Maternidade. Além disso, o hospital conta com 13 laboratórios didáticos, 13 salas de aula e um anfiteatro.

Lúcio Botelho possui uma história íntima com o HU da UFSC. Além de ser natural de Florianópolis e formado em medicina pela UFSC, Botelho é professor da universidade desde 1979 e já foi diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), tendo acompanhado a trajetória do HU desde sua inauguração. “Não me lembro do HU sem crise”, afirmou em suas primeiras palavras no encontro.

De acordo com o reitor, o problema dos HUs é estrutural, e a discussão acerca dele não é de hoje. “É difícil criar uma uniformidade na luta contra a crise, até porque os próprios dirigentes das IFES divergem”. Botelho defende que os Hospitais Universitários são os últimos redutos de defesa do SUS, e devem ser valorizados. Na mesa, também se concluiu que a saúde não pode ser mercantilizada, e que o HU deve ser concebido como parte do conjunto de uma universidade.

Por Gustavo Bonfiglioli / bolsista de jornalismo da Agecom

Curso de Jornalismo participa da cobertura da SBPC

24/07/2006 18:39

Alunos, técnico-administrativos e profissionais do Curso de Jornalismo da UFSC participaram ativamente da cobertura da Reunião Anual da SBPC. O evento, que começou no domingo (16/7) e terminou nesta sexta-feira (21/7), foi divulgado pela Rádio Ponto UFSC, pelo site de notícias Universidade Aberta (www.unaberta.ufsc.br) e pelo Laboratório de Telejornalismo. Estudantes de Jornalismo também participaram do trabalho de cobertura do encontro realizado pela Agência de Comunicação da UFSC e pela TV UFSC.

Para trabalhar durante a reunião, Unaberta e Rádio Ponto contaram com uma equipe de cerca de 60 pessoas, entre estudantes, jornalistas, professores e técnico-administrativos. No total, aproximadamente 150 notícias sobre a SBPC foram produzidas pelo Unaberta. Já a Rádio Ponto veiculou seis programas diários durante o evento, com informações sobre a reunião, a cada duas horas, das 10h até às 20h.

O Laboratório de Telejornalismo ficou responsável pela transmissão ao vivo realizada pela internet, no site www.sbpc.ufsc.br, e também pela gravação de atividades da SBPC para material de arquivo. Para isso, o LabTele contou com três técnico-administrativos, que atuaram como cinegrafistas, oito bolsistas de Jornalismo e um professor.

Outros estudantes de Jornalismo envolvidos na divulgação da SBPC foram os bolsistas da TV UFSC e da Agência de Comunicação da universidade. Sete repórteres da Agecom trabalharam produzindo notícias e fotografando atividades. Para a TV UFSC, quatro alunos participaram da cobertura do evento, apresentando em média dez boletins ao vivo por dia. Além disso, duas entrevistas coletivas serão veiculadas pela TV UFSC ainda esta semana.

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista em Jornalismo da Agecom

Inscrições para o processo seletivo do curso de ensino a distância de Libras vão até o dia 7 de agosto

24/07/2006 17:58

Mais uma modalidade de ensino a distância será oferecida pela UFSC a partir do próximo semestre. É o curso de Letras/Licenciatura com habilitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), que está com as inscrições para o processo seletivo abertas até o dia 7 de agosto. Serão disponibilizadas 500 vagas, todas distribuídas entre nove pólos de ensino de diferentes instituições que trabalham em parceria no projeto, entre elas a UFSC.

Poderão se candidatar a uma das vagas todas as pessoas que já completaram o segundo grau ou aquelas que vão terminar o ensino médio até o período da realização da matrícula, de 11 a 14 de setembro. Os interessados também devem fazer parte de uma das seguintes categorias: instrutores surdos de Libras certificados, surdos fluentes na Libras ou ouvintes fluentes na Libras.

As inscrições podem ser feitas apenas pelo site da Coperve, www.coperve.ufsc.br até às 20h do dia 7 do próximo mês. Os candidatos devem preencher o formulário de requerimento e enviá-lo pela internet para a Coperve. O pagamento do boleto bancário, referente à taxa de inscrição no valor de R$30,00 pode ser pago também até o dia 7 de agosto, em qualquer agência bancária do país.

No ato da inscrição o candidato deverá escolher o pólo de ensino que freqüentará nos encontros presenciais. O sistema de cursos a distância prevê atividades obrigatórias em encontros presenciais previamente agendados, inclusive aos sábados. As aulas presenciais corresponderão no mínimo a 30% da carga horária total, mas esse percentual também pode ser aumentado de acordo com decisão da coordenação do curso.

A prova de seleção será composta por 15 questões de conhecimentos gerais (todas formuladas em Libras) e cinco de Língua Portuguesa (formuladas em português). O exame será realizado no dia 27 de agosto em Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Salvador, Santa Maria, São Paulo e no Rio de Janeiro. O início das aulas está previsto para o dia 15 de setembro.

Os locais de provas são aqueles onde há pólos de educação a distância que oferecerão o curso de Libras. Além da UFSC, as instituições de ensino que vão ministrar aulas de ensino a distância da Língua Brasileira de Sinais são: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Ceará (UFCE), o Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás (Cefet-GO), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), do Rio de Janeiro.

Essas instituições estão trabalhando em parceria para se adequar a recente Lei de Libras, assinada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva com o objetivo de estimular o ensino língua brasileira de sinais dentro das universidades. De acordo com a lei, todas as instituições de ensino superior deverão ter disciplinas de libras em no máximo 10 anos.

Mais informações no site da coperve, www.coperve.ufsc.br. Ou ainda através do e-mail libras@ead.ufsc.br

Por Julia Fecchio / Bolsista de Jornalismo na Agecom / UFSC

Curso Pré-Vestibular Popular para Servidores Técnico-Administrativos que não possuem o título de graduação

24/07/2006 16:38

O Departamento de Desenvolvimento de Potencialização de Pessoas/PRDHS em parceria com a Coordenadoria de Educação Básica/PREG informam que estão abertas as inscrições para o Curso Pré-Vestibular Popular, para os servidores técnico-administrativos da UFSC, ativos, que não possuem o título de graduação, conforme informações abaixo:

Período de Inscrição: 31/7 a 4/8/2006

Horário: das 14 às 18 horas

Local: Centro de Capacitação (atrás da Ala B do Restaurante Universitário)

Documentos necessários:

· Carteira de Identidade (cópia e original);

· CPF (cópia e original);

· Comprovante de residência (cópia e original);

· Histórico Escolar do Ensino Médio (cópia e original);

· 02 fotos 3 X 4;

· Demonstrativo de pagamento atual da UFSC (cópia e original).

O DDPP esclarece que o servidor técnico-administrativo terá a vaga garantida no ato da inscrição, mas a matrícula só será deferida se o candidato apresentar toda a documentação solicitada.

Informações: 3331-9690

Congresso debate as “desigualdades em saúde”

24/07/2006 11:46

Professores, pesquisadores e estudantes da área da saúde são o público alvo do evento que discutirá no final do ano, na capital, as “Desigualdades em Saúde”. O I Congresso Catarinense em Saúde Pública acontece em 30/11 e 1/12, no Centro de Educação, Eventos e Lazer (CEEL) do Sistema Fiesc, na Praia do Campeche. As inscrições estão abertas até 31/7 para a inscrição de trabalhos em duas modalidades: comunicações orais e pôsteres.

“O congresso torna visíveis os diferentes trabalhos que vem sendo realizados em prol da população, que buscam amenizar essas desigualdades”, diz Luciana Medeiros, mestranda da comissão organizadora. Nos dois dias de congresso, os organizadores estimam que sejam apresentados 80 trabalhos na forma de comunicações orais. Eles estarão distribuídos em 20 mesas de discussão com temas diferenciados, cada uma delas com quatro palestrantes. A sessão de pôsteres conta com 120 vagas e premiará os melhores trabalhos apresentados. Os pôsteres também serão separados nos mesmos temas das comunicações orais.

Na programação do site oficial estão agendadas ainda três mesas redondas: Desigualdades no Acesso aos Serviços de Saúde: Gênero, Classe e Etnia, Possibilidades de Integração entre Epidemiologia e as Ciências Sociais e Humanas; e Desigualdades em Saúde: Implicações para o Planejamento de Serviços. Além disso, o segundo dia terá duas conferências.

O congresso, organizado pelo corpo discente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da UFSC (PPGSP), para a comemoração dos dez anos do PPGSP, já conta com a presença confirmada de vários profissionais de saúde de diversas universidades e instituições brasileiras, como a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), de Manguinhos (RJ), a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal Fluminenese (UFF).

Os interessados em inscrever seus trabalhos devem preencher o formulário disponível do site do evento, http://www.saudecoletiva.ufsc.br, no link “inscrição de trabalhos”. A lista dos selecionados será divulgada no mesmo site a partir de 15/8.

Por Talita Garcia / bolsista de Jornalismo da Agecom.

Atletas da UFSC participam das Olímpiadas Universitárias em Brasília

24/07/2006 11:32

Nesta última sexta-feira, dia 21/7, 14 acadêmicos / atletas da UFSC,embarcaram com destino a Brasília para participarem das Olimpíadas Universitárias – Jogos Universitários Brasileiros que a partir do ano passado,em Recife, com uma parceria entre Comitê Olímpico Brasileiro e Confederação Brasileira de Desportos Universitários, ganha um novo impulso e torna-se uma

das competições multi esportivas mais importantes do país.

Neste ano tendo como sede a cidade de Brasília, as Olimpíadas Universitárias estão reunindo 3.200 acadêmicos / atletas de várias Instituições de Ensino Superior (I.E.S) de todos os estados do país, que estarão competindo nas modalidades de : Atletismo, Basquetebol, Futsal, Handebol, Judô, Natação,Voleibol e Xadrez; todas no naipe feminino e masculino.

A UFSC enviou a equipe de Basquete Masculino ( Acelon Neto, Alexandre, André Tristão, Handersen Schmitz, Jailon Giacomelli, Marcelo Ballin, Marcelo Passos, Marcus Vinicius Mattos, Osvaldo André, Rodrigo Ferrari); Judô Feminino (Elisabete Weber); Judô Masculino (Marcelo Daros); Natação Masculina (Leandro

Rosa); Xadrez Masculino(Diogo Luz) e os professores Júlio César Schmitt Rocha e Paulo Marcelo Soares de Macedo. O direito de representar o estado de Santa Catarina foi adquirido pela participação destes acadêmicos / atletas nos Jogos

Universitários Catarinenses (JUBs), que foram realizados de 8 a 11/6/06 na cidade de Joinville.

Sábado dia 22/7 foi a abertura das Olimpíadas Universitárias e domingo iniciaram-se as competições.

Fonte: CDS/UFSC

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Pôster mostra a inclusão escolar de alunos com síndrome de Down

21/07/2006 20:36

Mais de 3 mil trabalhos foram apresentados nos pôsteres

Mais de 3 mil trabalhos foram apresentados nos pôsteres

Professores que dão aulas para crianças com síndrome de Down consideram o atendimento ao aluno deficiente como uma interrupção das atividades de classe, e não utilizam esse atendimento como forma de aprendizado para as outras crianças. Esse e outros dados foram mostrados no pôster “Inclusão escolar de alunos com síndrome de Down no sistema regular de ensino segundo percepções de professores”, apresentado quarta-feira (19/7), na 58ª reunião anual da SBPC, no Campus da UFSC. A pesquisa é parte da dissertação de mestrado em Psicologia de Fernanda Teixeira, feita pela UFSC com a orientação da professora Olga Mitsue Kubo, do Departamento de Psicologia da universidade.

Fernanda entrevistou professores e alunos de uma escola particular da capital, que possui quatro estudantes com síndrome de Down, a instituição com o maior número de alunos com essa deficiência do Estado. Ela constatou que a principal conseqüência gratificante em trabalhar com essas crianças, apontada pelos docentes, foi a socialização a que elas se submetem. Entretanto, os professores acreditam que o desenvolvimento social e o aprendizado são processos independentes. “Isso não acontece, pois o desenvolvimento da socialização necessariamente conduz ao desenvolvimento cognitivo (aquisição de conhecimento) da criança”, explica Fernanda.

Além disso, a inclusão escolar é vista pelos docentes como a simples presença física do aluno com necessidades especiais em sala de aula, e não a identificam como um processo de relacionamento. “Os professores não percebem que a deficiência não é algo localizado em um indivíduo, mas é algo que, se está localizado em algum lugar, está nas relações sociais”, diz Fernanda.

Para ela, tais constatações não são culpa de profissionais mal preparados. “Nós entendemos como características das próprias escolas regulares, características dos serviços que ela oferece”. Fernanda acredita que o processo de ensino é um dos fatores que mais dificulta a inclusão de alunos com necessidades especiais.

Por Ingrid Cristina dos Santos / bolsista em Jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: simpósio discute os caminhos da maricultura

21/07/2006 20:16

Como conciliar a produção artesanal com a industrialização e a tecnologia? Este foi um dos tópicos abordados no simpósio “Qual o futuro da maricultura brasileira?”, que reuniu nesta sexta-feira o pesquisador Sérgio Winckler da Costa, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e os professores Jaime Fernando Ferreira, Elpídio Beltrame e Vinícius Ronzani Cerqueira, da UFSC. O evento integrou o último dia da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

O pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Agricultura e Pesca da EPAGRI (Cedap) e mestre em Aqüicultura pela UFSC, Sérgio Winckler, lembrou que Santa Catarina é um dos estados com a aqüicultura mais desenvolvida do país, com destaque para a produção de ostras e mexilhões. O pesquisador, no entanto, advertiu que, para haver um crescimento contínuo e potencializado desta produção, é necessária a criação de um plano específico, junto a uma maior regularização e normatização da atividade. Dentro deste plano, deve haver a busca por novas áreas de cultivo e a regulamentação das já existentes.

Winckler destaca, também, a importância de buscar uma certificação sanitária e ambiental dos produtos através de cuidados conjuntos envolvendo as saúdes pública, ambiental e animal. Esta certificação, juntamente com a busca por novos mercados e por um maior beneficiamento para agregar valor aos produtos, seria imprescindível ao desenvolvimento da maricultura catarinense, que já desponta em novas áreas, como os cultivos de vieiras, polvos, macroalgas e peixes marinhos.

O professor do Departamento de Aqüicultura da UFSC e doutor em Oceanografia pela Université D` Aix Marseille II – França, Vinícius Cerqueira, falou sobre a piscicultura marinha no Brasil. Por possuir uma grande diversidade de peixes e diferentes demandas para cada espécie, Cerqueira lembrou que, para a piscicultura, precisamos procurar peixes com grande demanda, pouca oferta e alto valor de mercado. Segundo o pesquisador, não interessaria, por exemplo, a criação de sardinhas.

Entre os peixes estudados no sul do Brasil, Cerqueira destacou a tainha como precursora, visto que ela já é estudada desde os anos 1980. O seu preço baixo, no entanto, dificulta a criação. Outros peixes passaram a ser estudados a partir dos anos 1990, como o linguado e o peixe-rei, mas o destaque fica por conta do robalo que, além de ter um alto valor de mercado e ser conhecido por toda a costa, pode ser cultivado em diferentes ambientes e possui bom tamanho, carne de qualidade e boa taxa de crescimento.

Para o desenvolvimento de novas espécies, o professor ressaltou que clima e mercado devem sempre ser levados em conta. Como perspectivas para o futuro, Cerqueira enxerga o desenvolvimento da tecnologia para a criação de novas espécies e espera que esta tecnologia possa chegar aos pequenos produtores.

Professor do Departamento de Aqüicultura e doutor em Geografia pela UFSC, onde pesquisou Seleção de Sítios e Planejamento da Atividade de Cultivo de Camarões Marinhos com Base em Geotecnologias, Elpídio Beltrame, falou da sua experiência no estudo da carcinicultura (criação de camarões). A produção, que ainda sofre com os efeitos do vírus da mancha branca que atingiu a atividade, encontra-se em pausa por causa do inverno. Beltrame afirma, no entanto, que já existe um projeto de trabalho integrado junto às associações de produtores para tratar de alternativas para os sistemas de produção. Questões como genética, resistência e controle da enfermidade também estão merecendo pesquisas próprias e podem colaborar para a prevenção de problemas futuros.

Beltrame falou, também, da necessidade de agregar valor aos produtos por meio do seu processamento e da certificação da sua qualidade, garantindo melhor suporte e recursos para o início da produção. O cultivo de algas foi outra pesquisa que mereceu a atenção do professor. Muitos produtos biofarmacêuticos já são extraídos de bancos de algas naturais, que poderiam ter a sua produção ampliada com o auxílio da aqüicultura. Outras utilizações, como na alimentação humana, tratamento de efluentes e fabricação de biodiesel, merecem destaque. Nos laboratórios de reprodução do Departamento de Aqüicultura da UFSC já são utilizadas microalgas na alimentação dos larvários.

O supervisor do Laboratório de Moluscos Marinhos e pós-doutor em Genética Animal pela Plymouth Marine Laboratory – Inglaterra, Jaime Ferreira, comentou os problemas enfrentados pelos maricultores catarinenses, como a falta de procedimentos claros, a dificuldade do acesso ao crédito, a demora para que os processos de cultivo sejam aprovados e a falta de programas governamentais específicos. Por outro lado, os órgãos de fomento e controle também enfrentam problemas, pois desconhecem as circunstâncias locais e a multiplicidade de pequenos processos, como também falta a eles um procedimento participativo. As conseqüências, segundo o pesquisador, são a informalidade, a baixa tecnologia e o baixo investimento que, por sua vez, causam baixa produção, baixo aproveitamento e baixa qualidade.

Planos locais de desenvolvimento da maricultura, no entanto, já estão sendo desenvolvidos. Ferreira destaca a mecanização dos processos e a industrialização como formas de agregar valores aos produtos. O professor ressalta, no entanto, que deve haver um equilíbrio entre as produções artesanal e industrial, para que a maricultura possa continuar sendo feita por famílias de baixa renda e continue cumprindo a sua função social, que é a de manter os pescadores perto do mar e ajudar na organização das comunidades.

Por Daniel Ludwich/bolsista de jornalismo da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: transmissões via internet amplificam debates

21/07/2006 20:07

Coletiva permite balanço do evento

Coletiva permite balanço do evento

A invejável estrutura de ensino a distância implementada pela UFSC, e que permitiu a realização de um “encontro virtual paralelo”, foi um dos pontos destacados na coletiva de avaliação da 58a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, o presidente da SBPC, Ennio Candotti, e o secretário regional da sociedade, Mário Steindel, fizeram um balanço do maior encontro científico da América Latina, que em Florianópolis teve uma visitação de cerca de 15 mil pessoas por dia.

Ao mesmo tempo, no período da reunião os cinco canais de TV disponibilizados a partir do site www.sbpc.ufsc.br tiveram, de segunda a sexta-feira, mais de 22 mil acessos. Além de brasileiros de todos os estados, visitantes dos Estados Unidos da América, Portugal, Reino Unido, China, Japão, Argentina, França, Malta, Canadá deixaram sua passagem registrada. Foram, diariamente, mais de 3.500 acessos ao site. As principais mesas e debates foram também acompanhados por grupos que se reuniram nos seis pólos de ensino já implantados pela UFSC no interior de Santa Catarina.

O reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, lembrou que as reuniões da SBPC são sempre marcos para as instituições em que são realizadas e que o encontro eleva o patamar de todas as discussões. “A ampliação do acesso aos debates via internet imprime novos desafios, exige novas responsabilidades e posturas dos participantes, já que um número muito maior de pessoas pode acompanhar suas colocações”, complementou o presidente da SBPC, Ennio Candotti. “Queremos que a reunião se torne objeto de consumo”, destacou Candotti, fazendo uma referência à importância da divulgação e amplificação do encontro.

Além das transmissões via internet, a introdução de temas relacionadas à tecnologia em boa parte da programação foi outro diferencial do encontro em Santa Catarina. O reitor da UFSC lembrou que ainda há a visão de que a tecnologia está presente e vai auxiliar a sociedade somente nas chamadas “áreas duras” (as engenharias e a física, por exemplo), mas que o processo de desenvolvimento e transferência tecnológica é essencial para que as universidades públicas prestem contas à sociedade sobre os investimentos que são feitos nestas instituições. “A introdução da tecnologia na Reunião Anual da SBPC prova que é possível abranger todas as áreas na discussão da interdisciplinaridade”, lembrou. Para o reitor a Reunião da SBPC auxilia no processo de sensibilização da população para a importância do investimento em ciência, tecnologia e inovação. “E quanto mais acesso a estas informações as pessoas tiverem mais possível será o controle social sobre os investimentos. A aproximação com a sociedade mostra a necessidade de que o conhecimento seja produzido e que ele gere tecnologia e inovação”, avaliou o reitor.

“A separação entre ciência e tecnologia hoje desmonta no ar. Não há mais essa separação e as reuniões colaboram para que esta visão seja levada ao público, especialmente aos mais jovens”, reforçou o presidente da SBPC. Ainda com relação à introdução da área tecnológica na reunião, Candotti lembrou que foi inaugurado um novo espaço para discussão e divulgação da inovação.

Ennio Candotti disse que as novidades da Reunião, como a divulgação via internet, e a presença da tecnologia, vieram para ficar. Questionado sobre a ausência de candidatos à presidência no encontro, Candotti disse que alguns mostraram interesse em estar presentes e que as portas da universidade estariam abertas, mas não compareceram. Outra nova atividade no encontro e que foi avaliada positivamente foi a realização dos encontros abertos. Nestes momentos foram debatidos temas estratégicos para o país (saúde, justiça, ambiente, violência, por exemplo) e preparados dossiês que darão suporte à elaboração de documentos para encaminhamento aos candidatos à presidência.

O reitor também deixou um agradecimento público a todas as pessoas que estiveram envolvidas com a organização e realização da Reunião Anual da SBPC na UFSC. Reforçando o agradecimento, o professor da UFSC, Mário Steindel, secretário regional da SBPC, lembrou que a engrenagem que permitiu acontecer a reunião funcionou graças ao altruísmo das pessoas envolvidas. “As pessoas trabalharam voluntariamente e são exemplos que deveriam ser cultivados neste mundo egoísta e individualista em que vivemos”, avaliou. Steindel também ressaltou que durante a Reunião, em diversos momentos, foi reforçada a necessidade de investimento em educação, mas essa é uma ação depende de um ideal e de um projeto nacional. “As pessoas precisam ter acesso à educação e ao conhecimento para que tenham capacidade de reivindicar seus direitos”, ressaltou o secretário regional da SBPC.

Para a próxima reunião, que será realizada em Belém (PA), o presidente nacional, Ennio Candotti, tem a expectativa de que as inovações introduzidas em Santa Catarina sejam mantidas e aprimoradas. Uma das idéias é permitir que as discussões integrem pesquisadores em diferentes cidade, a partir da estrutura disponibilizada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O tema também já está definido: “Amazônia: o desafio nacional”.

Por Arley Reis

jornalista da Agecom / UFSC

Acompanhe abaixo alguns dos números da Reunião Anual da SBPC em Florianópolis:

Inscritos na SBPC Sênior – 8.000

Inscritos na SBPC Jovem – 2.070

SBPC Cultural – 500 pessoas envolvidas (incluindo grupos)

Feira do Livro – 120 pessoas envolvidas na organização

Imprensa – 230 credenciados, sendo repórteres, fotógrafos, operadores de câmera, entre outras funções) / 54 veículos ( jornais, sites, Tvs, Agências de notícias, entre outros)

Organização – 500 pessoas (sendo 300 monitores)

ExpoT&C – 250 pessoas envolvidas ( incluindo expositores)

Visitantes do campus – 15.000/dia

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Evento Paralelo: Encontro Nacional dos PETs (Enapet) – 1.200 pessoas (1.000 inscritos e 200 monitores)

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Acessos site UFSC (www.ufsc.br) – 16.000/dia

Acessos ao site www.sbpc.ufsc.br, organizado pela UFSC para divulgação dal Reunião – 3.500/dia

Transmissão dos eventos via internet – 22.500 acessos, em todos os 5 canais que estão disponíveis – até sexta pela manhã, com 30 minutos de média de permanência, sendo 22.150 do Brasil

Países: EUA, Portugal, UK, China, Japão, Argentina,França, Malta, Canadá.

Acessos álbuns de fotos especial do evento, organizado pela Agecom: http://br.photos.yahoo.com/ph/sbpc58/my_photos – 2.500 (desde que foi colocado no ar)

UFSC Tv/ Tv Cultura SC– Transmitiu 50 boletins e entrevistas, ao longo da semana.

Investimento/ UFSC – em torno de 1.200 mil reais. A SBPC gastou cerca de 1 milhão de reais para pagamento de hospedagem e passagens.

Dados coletados pela Agência de Comunicação da UFSC

Por Alita Diana/jornalista coordenadora da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: pesquisadores da UFSC desenvolvem software que pode auxiliar a reduzir perdas de energia

21/07/2006 20:04

A UFSC está desenvolvendo um software que vai beneficiar companhias elétricas e consumidores. O programa foi criado pela equipe do Laboratório de Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica, ligado ao Departamento de Engenharia Elétrica, e está em período de testes em cidades como Joinville, Tubarão e Itajaí. Ao ser implantado, o sistema deverá reduzir os gastos das concessionárias, aumentar a vida útil das redes e diminuir a perda de energia durante a distribuição. O software foi apresentado ao público durante a Reunião da SBPC, no estande do laboratório, na ExpoT&C.

Outra vantagem para as companhias é a possível melhoria nos indicadores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Um dos integrantes da equipe do laboratório, o professor Sérgio Mayerte, explica que a Aneel costuma fazer medições da freqüência de distribuição para verificar os períodos em que a energia é fornecida sem sofrer interrupções. Esse aspecto, segundo Mayerte, será beneficiado pela instalação do software, e por isso deve reduzir o número de multas pagas pelas concessionárias à Aneel.

A estabilidade da distribuição é um dos principais benefícios para os consumidores. Além de diminuir os riscos de quedas de energia, o software melhora também os níveis de tensão. Assim, os usuários vão receber voltagens mais constantes, o que resulta em maior durabilidade para os aparelhos eletrônicos.

O programa identifica circuitos elétricos críticos e faz análises para achar soluções. Normalmente, de acordo com Mayerte, os problemas na distribuição são causados por sobrecargas na rede energética. Ele explica que muitas vezes apenas um sistema abastece várias casas enquanto outro pode não estar ligado a nenhuma. O software localiza essas falhas no circuito e analisa qual a melhor forma de balancear essa rede para que a distribuição de energia seja feita com mais qualidade e sem perdas desnecessárias.

Durante a distribuição, normalmente ocorre uma perda de 5 ou 6% da energia e a instalação do programa pode reduzir esse número para 4%. Para Mayerte essa economia é expressiva porque chega a ser maior do que a obtida com o horário de verão, por exemplo. O software foi desenvolvido dentro do programa de pesquisa e desenvolvimento da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina).

Por Julia Fecchio / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC NA UFSC: Números da 58ª reunião anual são divulgados em coletiva

21/07/2006 16:41

Os números da reunião divulgados na coletiva:

Inscritos na SBPC Sênior – 8.000

Inscritos na SBPC Jovem – 2.070

SBPC Cultural – 500 pessoas (incluindo grupos)

Feira do Livro – 120 pessoas

Imprensa – 230 credenciados , sendo repórteres, fotógrafos, operadores de câmera, entre outras funções)– 54 veículos ( jornais, sites, Tvs, Agências de notícias, entre outros)

Organização – 500 pessoas (sendo 300 monitores)

Expotec – 250 pessoas envolvidas ( incluindo expositores)

Visitantes do campus – 15.000/dia

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Evento Paralelo : Enapet (Encontro Nacional dos PETs ( Programa de Educação Tutorial) – 1.200 pessoas (1.000 inscritos e 200 monitores)

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Acessos site UFSC (www.ufsc.br) – 16.000/dia

Acessos site SBPC da UFSC (www.sbpc.ufsc.br) – 3.500/dia

Transmissão internet – 22.500 acessos, em todos os 5 canais que estão disponíveis – até sexta pela manhã, com 30 minutos de média de permanência, sendo 22.150 do Brasil

Países: Estados Unidos da América, Portugal, Reino Unido, China, Japão, Argentina,França, Malta, Canadá.

Acessos álbuns de fotos especial do evento, organizado pela Agecom: http://br.photos.yahoo.com/ph/sbpc58/my_photos – 2.500 (desde que foi colocado no ar)

UFSC Tv/ Tv Cultura SC– Transmitiu 50 boletins e entrevistas, ao longo da semana.

Investimento/ UFSC – em torno de 1.200 mil reais. A SBPC gastou cerca de 1 milhão de reais para pagamento de hospedagem e passagens.

A coletiva foi realizada na Sala de Imprensa da reunião, com o reitor Lucio Botelho, o presidente da SBPC Ennio Candotti e o secretário regional da SBPC e ,professor da UFSC, Mario Steindel. Estavam presentes 25 repórteres, além de fotógrafos e cinegrafistas.

Dados coletados pela Agência de Comunicação da UFSC.

Por Alita Diana/jornalista coordenadora da Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: pesquisadores convidam a olhar o espaço com outros olhos

21/07/2006 12:45

Olhar para o céu e enxergar além das estrelas. Este foi o caminho apontado pelos professores Abraham Chian e Carlos Alexandre Wuensche de Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Antônio Nemer Kanaan Neto, da UFSC, na Mesa-Redonda “Visão Espacial do Século 21”. O encontro, que ocorreu nesta última quinta-feira, apresentou uma troca de idéias sobre astrofísica espacial e de como podemos aprender mais sobre a nossa história e o nosso presente a partir da observação do espaço. O evento integrou a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que encerra nesta sexta-feira.

O professor da Divisão de Geofísica Espacial do INPE e pós-doutor em Física de Plasmas e Descargas Elétricas pela Universidade da Califórnia – EUA, Abraham Chian, destacou a importância da utilização do conhecimento espacial para a observação dos fenômenos climáticos e para o desenvolvimento tecnológico, ressaltando a importância da pesquisa espacial congregar várias áreas do conhecimento. Como exemplo desta interdisciplinaridade, Chian citou o estudo do clima espacial, que reúne pesquisadores das áreas de Física Solar, Física de Alta Atmosfera, Matemática, Química, Biologia e vários setores das engenharias. No futuro, a integração entre os estudos da meteorologia e do clima espacial poderá permitir que fenômenos como o Ciclone Extra Tropical Catarina sejam previstos com maior antecedência e possam ter os seus efeitos minimizados.

Antônio Kanaan, professor do Departamento de Física da UFSC e doutor em Física pela Universidade do Texas – EUA, falou da importância do estudo das Anãs Brancas para determinar a idade dos grupos mais antigos de estrelas. As Anãs Brancas são estrelas em estágio final de sua evolução espacial. Nelas, todo o hidrogênio, combustível utilizado para produzir energia, já foi transformado em hélio, e todo o hélio, por sua vez, também já foi consumido. As Anãs Brancas são, portanto, cadáveres estelares que não produzem mais energia, corpos inertes que possuem carbono e oxigênio em sua composição interna. Assim, quando você encontra a Anã Branca mais fria, você encontra a Anã Branca mais velha, que se acredita ter por volta de 12 bilhões de anos. O estudo dos estágios da vida de uma estrela pode nos ajudar a compreender melhor o Sol, que aos cinco bilhões de anos chegou à metade de sua existência. Kanaan ressalta, no entanto, que ainda falta aos pesquisadores conseguir determinar a velocidade de esfriamento destes corpos celestes.

O professor da Divisão de Astrofísica e doutor em Astrofísica pelo INPE, Carlos Alexandre Wuensche, levou à mesa de discussões os seus estudos sobre observação espacial. O professor falou da importância de se olhar para o céu como uma forma de entender melhor a vida na Terra e procurar as respostas para algumas questões fundamentais, tais como a origem do universo e se o tempo possui começo e fim. Wuensche destacou o uso de satélites e balões estratosféricos na observação espacial, visto que a atmosfera é opaca à maior parte da emissão eletromagnética existente, o que compromete as observações feitas diretamente da Terra.

Os balões estratosféricos são estruturas gigantescas, podendo medir até 324 metros (altura da Torre Eiffel), capazes de carregar até duas toneladas e meia de carga e voar a 42 quilômetros de altura. Em relação aos satélites, os balões possuem menores custos e tempo de preparação, porém apresentam uma vida útil muito menor, que pode ser de algumas horas a alguns dias, e só podem ser usados uma única vez. Os balões são lançados da base de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, e, eventualmente, podem ser lançados de algum aeroporto de médio porte em outro ponto do país, dependendo do tipo de pesquisa que se pretende fazer. Foram lançados, do Brasil, cerca de 50 balões científicos nos últimos cinco anos.

Mais Informações:

Abraham Chian / achian@dge.inpe.br

Carlos Alexandre Wuenshe / alex@das.inpe.br

Antônio Kanaan / kanaan@astro.ufsc.br

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: simpósio aborda a vida do naturalista Fritz Muller

21/07/2006 11:39

O médico Cezar Zillig participou nesta quinta-feira do simpósio que mostrou um pouco da vida e obra de Fritz Müller, um ilustre naturalista que viveu em Santa Catarina.

Zillig contou um pouco da história de Fritz Müller e de como ele chegou no território catarinense. Natural da Alemanha, Müller vem desenvolver sua pesquisa somente aqui no Brasil, após ler “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. Ele aplica a teoria de Darwin em uma população de crustáceos do litoral catarinense, por ser uma população abundante e por ter uma estrutura corporal conhecida.

Com a comprovação da teoria, ele publica seus estudos no livro “Für Darwin”. O próprio Darwin toma conhecimento de seu livro e se encanta pelo fato de existir uma pessoa, na América do Sul, que acompanhou o seu trabalho. Parte de Darwin a iniciativa de corresponder-se com Müller. A partir de então os dois mantém contato até o fim da vida de Darwin. Müller também ficou conhecido por desenhar células e sistemas complexos de animais em detalhes.

O simpósio apresentou uma série de trabalhos desenvolvidos por Müller, entre os quais está o “Mimetismo Mülleriano”, que foi estudado numa população de borboletas e seu ecossistema. Nesse estudo, ele mostra que borboletas agradáveis ao paladar dos pássaros se misturam entre as não-agradáveis para se camuflarem e não serem depredadas.

Müller deixou um grande legado para a fauna e flora brasileiras. Seus trabalhos foram apresentados em toda a Europa e ganharam prestígio no meio científico. Fritz Müller vem sendo discutido na SBPC desde 1996.

Por Alessandro Menezes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: burocracia ainda emperra sistemas estaduais de CT&I

21/07/2006 11:27

Na 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que termina hoje(21), realizada no Campus da UFS, em Florianópolis, ficou claro que os sistemas estaduais de ciência e tecnologia estão avançando, mas continuam longe de entender às demandas e necessidades da sociedade. Faltam recursos, autonomia e articulação, mas sobram burocracia e lentidão.

O tema “Política de Inovação e os Sistemas Estaduais de Fomento à CT&I”, coordenado pelo vice-reitor da UFSC, Ariovaldo Bolzan, protagonizou caloroso debate no Centro de Cultura e Eventos, reunindo, entre outros, o diretor de Pesquisa Científica da Fapesc, Edgar Augusto Lanzer, o professor Carlos Américo Pacheco, da Unicamp, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia (Consecti), Rafael Lucchesi, o presidente do Fórum dos Secretários Municipais de C&T, Florival Rodrigues de Carvalho, o presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI), Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio à Pesquisa (Confap), Jorge Bounassar Filho, e Carlos Alberto Aragão de Carvalho, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O evento foi também acompanhado pelo presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnologia do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Vladimir Piacentini, que aplaudir a iniciativa da SBPC.

Edgar Lanzer (Fapesc) destacou que o sistema de CT&I federal está bem organizado, funcionando, na maioria das vezes, a contento. Já os Estados, lembrou, estão ainda implantando, expandindo e consolidando os seus sistemas. Portanto, opinou, “é cedo para dizer que os modelos estão fadados ao fracasso”. Os desafios, adverte Lanzer, esbarram na brutal burocracia, na falta de autonomia e na instabilidade de recursos. “Santa Catarina, por exemplo, prevê constitucionalmente 2% de orçamento para a área, o que não significa que esses recursos sejam canalizados para a Fapesc”, arrematou.

O fato é que, conforme confirmou Jorge Bounassar Filho (Confap), os Estados ainda estão muito defasados em relação à estrutura federal (CNPq, Capes, Embrapa etc). Ele entende que a preocupação em aproximar a universidade do setor produtivo deve ser levada à sociedade brasileira. “O nosso debate, dentro de uma visão interdisciplinar, contemplou a questão estratégica, passou pelo prisma político e terminou no gargalo da operacionalização”.

Carlos Pacheco (Unicamp) encampou as políticas científicas mais focadas na consolidação dos sistemas de inovação. Considerou fundamental maiores investimentos em infra-estrutura e pesquisa acadêmica. Para ele, é preciso realizar “pesquisas voltadas ao conjunto do sistema, e não visando apenas pedaços”. Alertou que o Brasil costuma navegar ondas internacionais que aparecem, “sem definir uma estratégia e uma prioridade sobre o que precisa e quer”. Contudo, reconhece os avanços no campo dos marcos regulatórios, citando como exemplo a nova Lei de Inovação. Propõe a criação de um Sistema Nacional de Parques Tecnológicos, o qual poderia vislumbrar alternativas para novos investimentos e negócios no exterior.

Rafael Lucchesi (Consecti) pronunciou-se a favor de uma política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação, o que, na sua opinião, resultaria em estabilidade e fim das ingerências político-partidárias. Ele informou que o País já possui 22 fundações estaduais de apoio à pesquisa. Esse avanço representa que, segundo Lucchesi, mais de 30% dos investimentos em CT&I são feitos pelos Estados. Lucchesi acha que seria fundamental azeitar a articulação entre Governo Federal, Estados e municípios. “É preciso uma política nacional para consolidar e estabilizar as políticas científicas dos Estados”, salientou.

Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (ABIPTI) criticou o “eterno recomeçar” a cada mudança de dirigente, seja no Governo ou na reitoria da universidade. “É urgente uma mudança cultural. Os desmontes das políticas não podem continuar”.

Florival Rodrigues de Carvalho, representando os secretários municipais, criticou o distanciamento da academia em relação ao setor produtivo. “A inovação fica restrita à Universidade. É preciso deixar de olhar o próprio umbigo. O resultado das pesquisas na Universidade acaba, infelizmente, não sendo um bem, um serviço”, lamentou. Elogiou, todavia, as medidas do Governo para mudar essa realidade e considerou bem-vinda a decisão de interiorização das universidades federais.

Representando a Finep, o professor Carlos Alberto Aragão de Carvalho apontou o caminho da interdisciplinaridade do conhecimento, a aplicação maciça em formação de recursos humanos e a diversificação dos investimentos em CT&I para mudar a realidade científica e tecnológica do País. Aragão elegeu como prioridade a ampliação das parcerias do Governo Federal com os Estados e municípios. “A desconcentração científica pode mudar o País”, acredita.

A 58ª Reunião Anual é uma promoção da SBPC e realização da UFSC e UDESC, com apoio do Governo Federal e do Governo do Estado de SC, através da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica (Fapesc), ligada à Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, entre outros patrocinadores.

Por Moacir Loth / Fapesc

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: fisioterapeuta que fez mestrado na UFSC mostra na sessão de pôsteres projeto premiado

21/07/2006 09:22

Condições precárias de trabalho na cozinha, aliadas a excesso de calor e de umidade, estão ligadas ao surgimento de doenças venosas, como as varizes, em pessoas que lidam com o preparo de alimentos. Foi o que constatou a pesquisa “O trabalho na produção de refeições coletivas e as doenças venosas de membros inferiores”, que rendeu a sua autora, Clarissa Medeiros da Luz, o primeiro lugar no Concurso Alimentos 2006, promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Refeições Coletivas (Aberc) e será apresentado hoje na sessão de pôsteres da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), das 13h às 15h45min. Seu pôster será o 261, no setor de Nutrição.

O trabalho, dissertação de mestrado de Clarissa para conclusão do Mestrado em Nutrição pela UFSC, foi desenvolvido junto ao Núcleo de Pesquisa em Produção de Refeições Coletivas da universidade. A cozinha do Hospital Universitário (HU) foi o local escolhido para a realização da pesquisa. Catorze cozinheiras do hospital foram voluntárias da pesquisa durante os meses de julho e setembro do ano passado.

De início, todas elas foram submetidas a um exame clínico, feito pelo professor Gilberto Galego, do Departamento de Clínica Cirúrgica da UFSC, para a avaliação do seu estado de saúde. O diagnóstico mostrou que das 14 mulheres, 11 possuíam doenças venosas e algumas delas sofriam também de obesidade. De acordo com Clarissa, algumas delas contaram, em entrevista, que o problema apareceu quando começaram a trabalhar na cozinha, enquanto outras disseram já possuir a doença antes disso, mas que com a realização da atividade seus quadros pioraram.

Como passam a maior parte do tempo caminhando quando estão no trabalho, foi anexado aos sapatos das mulheres um pedômetro, aparelho que calcula quantos passos a pessoa deu em determinado período de tempo e possibilita determinar a distância percorrida em um dia de trabalho. Aliada ao pedômetro, Clarissa usou a prática da volumetria, que consiste em mergulhar a parte inferior da perna em um compartimento com água antes e após a jornada diária de trabalho a fim de se calcular o aumento de volume sofrido pelas pernas de uma pessoa. Esse compartimento possui um duto lateral que escoa a água acima do seu nível para um recipiente. A diferença entre os volumes inicial e o final registrados corresponde à expansão de volume sofrida pelas pernas. “O normal seria um aumento de 1,2% a 2,4% do volume das pernas, mas a média registrada entre as voluntárias foi de 5,13% do volume inicial”, diz Clarissa.

Isso se deve, além das altas temperaturas a que estão submetidas essas pessoas – durante a pesquisa o termômetro da cozinha registrou 31°C – a jornada de trabalho de 12 horas dessas mulheres, em grande parte trabalhada de pé (ao todo 89,6% do tempo total). Nesse período, algumas vezes elas têm de andar na água, que respinga da louça que é lavada na pia, e fica empoçada no chão da cozinha. “Nessas circunstâncias, a situação de quem tem varizes tende a piorar ainda mais”, diz a professora Rossana Pacheco da Costa Proença, orientadora da dissertação de Clarrisa.

A questão às vezes é cultural: voluntárias da pesquisa disseram à Clarissa que várias das tarefas que fazem de pé, poderiam fazer sentadas, como catar grãos de feijão, mas isso daria a impressão aos outros e a elas próprias de que são “preguiçosas”. “Isso é absurdo”, diz Rossana, “estar sentado para descascar batatas, por exemplo, não altera a produtividade de ninguém”.

Como prêmio, Clarissa viajará a Paris, na França, para participar do Salão Internacional de Alimentação – Sial 2006 – que acontece de 22 a 26/10, no Parque de Exposições de Paris Nord Villepinte. A final do Concurso Alimentos aconteceu dia 19/7, durante a Feira Internacional de Alimentação – Fispal Alimentos 2006 (Fispal Food Service 2006), no Anhembi, em São Paulo.

Cozinha do HU passa por reformas

Desde o início deste ano, a cozinha do hospital da UFSC vem sendo reformada. Antes mesmo de Clarissa realizar seu estudo de caso o ano passado no HU, as mudanças nesse ambiente já estavam previstas.

Com os resultados da pesquisa, Clarissa sugeriu mudanças na estrutura física do ambiente de preparo das refeições do hospital e a substituição de alguns equipamentos utilizados nessa atividade, que colaborassem com o transporte adequado dos alimentos, o que traria melhoras às condições de trabalho dos funcionários da cozinha. Algumas de suas recomendações serão incorporadas às reformas, como sistemas mais eficientes de ventilação e de exaustão e bancadas reguláveis à altura de cada pessoa.

Além disso, ela orientou as mulheres a caminharem de cinco a dez minutos nos intervalos do trabalho, a usarem meias de média compressão e a alternarem as tarefas feitas na cozinha. A jornada de 12 horas diárias de trabalho seria outro ponto a ser revisto.

A direção do HU estima que as reformas custarão mais de R$ 1 milhão.

Segunda colocada no Concurso Alimentos também é do Mestrado em Nutrição da UFSC

A pesquisa de Manuela Jomori, também orientada pela professora Rossana Proença, foi desenvolvida em um restaurante por peso da capital. Manuela identificou seis perfis de clientes desse modelo de serviço bastante difundido no país. Para isso, ela fez uso de basicamente dois recursos: um questionário aplicado às 293 pessoas freqüentadoras do restaurante e uma fotografia do prato de cada uma dessas pessoas.

Dessa forma, Manuela classificou como “tradicionais” aqueles que procuram pelos alimentos que já conhecem, sem se preocupar com o valor nutricional daquilo que irão comer. Eles também não demonstram interesse pela variedade de outros alimentos servidos, característica que marca um outro perfil: o dos “cosmopolitas”, que preferem experimentar no restaurante por peso aquilo que não costumam comer em casa.

Há os “gourmets”, que preparam seus pratos influenciados pela aparência e sabor dos alimentos. Eles não se importam, por exemplo, com sua estética corporal nem com o valor nutricional do que comem. Levam em conta a sensação prazerosa que lhes é proporcionada ao se alimentarem com aquilo que escolheram. Esse também é caso do grupo dos “hedonistas”, com a diferença de que estes desprezam a aparência e a preparação dos alimentos, preocupam-se apenas com a sensação de prazer que o alimento pode lhes trazer. Do lado oposto a esses dois últimos perfis, encontram-se os “aplicados”, representados em sua maioria por mulheres preocupadas com a saúde, o valor nutricional e a estética corporal, em detrimento ao sabor dos alimentos. E completando os seis perfis, há quem prefira se servir de carne e deixa de lado o arroz e o feijão. A opção é justificada pelo fato de considerarem a carne, em geral, um alimento mais caro do que os outros dois, e já que o prato será pago por peso (quilo), “porque comer arroz e feijão pelo preço de carne?” – esses, Manuela chamou de “calculistas”.

Informações: 3331 9784 e 3331 5042 / Rossana Pacheco Proença; ou pelo e-mail rproenca@mbox1.ufsc.br

Sobre o Concurso Alimentos: www.aberc.com.br

Por Talita Garcia / bolsista de Jornalismo da Agecom

Saiba mais sobre as sessões de pôsteres:

Estão sendo apresentados 2450 trabalhos de pesquisa submetidos por autores brasileiros e estrangeiros e 1147 trabalhos encaminhados por 79 instituições de pesquisa para a 13ª Jornada Nacional de Iniciação Científica: atividade destinada à integração dos jovens cientistas de todo o Brasil. Ao todo foram 3597 trabalhos programados, sendo 721 pôsteres por dia. Integram ainda a sessão os trabalhos dos 10 finalistas do 49º Concurso Cientistas de Amanhã, realizado pelo IBECC/UNESCO. As apresentações acontecem sempre das 13h às 15h45, nos pavilhões montados em frente à Reitoria da UFSC.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: reitor da UFSC e presidente da SBPC fazem balanço do encontro em Florianópolis

21/07/2006 09:12

O reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, e o presidente da Sociedade

Brasileira para o Progresso da Ciência, Ennio Candotti, concedem nesta

sexta-feira, às 14h30min, entrevista coletiva para um balanço da 58a

Reunião Anual da SBPC. A coletiva será realizada na Sala de Imprensa

da SBPC, localizada no Centro de Cultura e Eventos.

Informações: 48 3331 5940 ou 3331 5942

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: encontro vai debater sustentabilidade na construção

21/07/2006 09:07

Não é possível um desenvolvimento sustentável no Brasil sem que a construção civil sofra transformações profundas. No segmento habitacional são necessárias 5 milhões de novas habitações para a população de baixa renda, mas é inaceitável que estas novas habitações sejam produzidas a partir dos velhos paradigmas insustentáveis.

Estas e outras idéias serão levantadas para debate pelo professor Vanderley John, da Escola Politécnica da USP, no simpósio “O desenvolvimento sustentável e a construção habitacional”, integrado à programação da Reunião Anual SBPC, que acontece de 16 a 21 de julho, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O encontro sobre sustentabilidade na construção será realizado na sexta-feira, 21/7, a partir de 14h, no auditório do Centro Tecnológico, numa promoção da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC). Vai contar também com a participação do professor Roberto Lamberts, do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, e da professora Angela M. Gabriella Rossi, da Escola Politécnica da UFRJ.

Desafios

Coordenador geral da Conferência Latino-Americana de Construção Sustentável, Vanderley John lembra que a construção civil tem importante papel social, pois é responsável pela produção da infra-estrutura coletiva do país e pela geração de cerca de 15% dos empregos nacionais. Mas seus desafios são significativos, pois boa parte dos operários da construção encontram-se na faixa da pobreza e possuem pouca educação formal.

“A construção sustentável impõe inovação tecnológica, formação de recursos humanos, mudanças de cultura e práticas gerenciais, alterações na legislação e normalização, além de exigir alterações na forma de relacionamento entre os diversos integrantes da cadeia da construção. Não é possível, portanto, um desenvolvimento sustentável sem que a construção civil sofra transformações profundas”, alerta o professor.

Visão sistêmica

Coordenadora do Laboratório de Assentamentos Humanos Sustentáveis, ligado à Escola Politécnica da UFRJ, a professora Angela M. Gabriella Rossi, ressalta que do ponto de vista urbano, habitação é um sistema, que precisa estar integrado às redes de infra-estrutura de saneamento básico, aos serviços de saúde, de educação e de comércio, à oferta de trabalho, esporte e de lazer, e à rede viária. “Pelo fato da vida cotidiana girar em torno da habitação, é que a busca pela cidade sustentável depende, em boa parte, do bom funcionamento de cada um desses sistemas e da integração entre os mesmos”, defende a professora.

Ela lembra que em países periféricos e semiperiféricos, como o Brasil, o crescimento urbano acelerado tem provocado, historicamente, uma série de pressões de ordem social, econômica e ambiental. Na maioria desses países, a taxa de crescimento econômico não acompanhou a de urbanização, criando assim uma população em sua maioria com renda insuficiente para pagar pelos serviços e elevando os custos operacionais da cidade. Ao mesmo tempo, os governos locais não conseguem responder rapidamente a essa demanda, o que faz com que a população encontre suas próprias soluções, geralmente ilegais, gerando áreas precárias e superpopulosas.

“O Brasil hoje sofre intensamente as conseqüências da ocupação desordenada de seu território que apresentou nos últimos 50 anos uma das maiores taxas de urbanização do mundo”, lamenta a professora. “A busca pela sustentabilidade urbana não é tarefa fácil para o Brasil. Além de exigir respostas no setor construtivo e no setor econômico e social, o tema envolve atores públicos e privados, que devem interagir através de parcerias bem reguladas”, avalia.

Eficiência energética pode ajduar

Com inúmeros trabalhos nas áreas de eficiência energética, avaliação do desempenho térmico de casas populares, conforto ambiental e princípios bioclimáticos aplicados à construção, o professor da UFSC, Roberto Lamberts, vai mostrar no simpósio como estes campos podem colaborar com a busca da sustentabilidade na construção. Coordenador do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações, ligado ao Departamento de Engenharia Civil da UFSC, o professor já integrou projetos para elaboração das normas brasileiras na área de Conforto Ambiental e participa do projeto Casa Eficiente, desenvolvimento numa parceria da UFSC com a Eletrosul e Eletrobrás/ Procel. A casa modelo é uma vitrine de tecnologias de ponta na área de eficiência energética e conforto ambiental, além de ambiente para a demonstração e desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa.

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: conheça os eventos que serão transmitidos nesta sexta-feira pela internet

21/07/2006 09:02

A 58ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que está sendo realizada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, tem transmissão em tempo real. Qualquer pessoa pode acompanhar em seu computador as mais importantes conferências, mesas-redondas e simpósios do evento.

Para ter acesso basta entrar no site www.sbpc.ufsc.br. Acompanhe abaixo os temas das transmissões das 10h, 12h, 14h e 16h.

Nesta sexta, a partir de 18h, as transmissões via internet terão uma programação especial no canal 4, com o reprise de momentos importantes da Reunião Anual. A programação também inclui entrevista com o presidente da SBPC, Ennio Candotti, conversa com Vicente dos Santos, da UFRGS, sobre o grupo que trabalhou com a questão da violência e que gerou um documento que será encaminhado aos candidatos à presidência. Uma entrevista com Ingrid Sarti, da SBPC, sobre a relação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a política e leis também está prevista. A programação especial via internet ainda inclui a retransmissão do simpósio “O poder da imprensa e seus limites”, que contou com a presença dos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Bob Fernandes e do advogado José Paulo Cavalcanti.

Acompanhe a programação dessa sexta:

Conferência / CANAL 4

CAPRINOS TRANSGÊNICOS: O MODELO BRASILEIRO

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório do Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

Conferencista: Vicente José Figueiredo de Freitas (UECE)

Conferência / CANAL 1

POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório Laranjeira – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Samuel Pinheiro Guimarães (MRE)

Conferência / CANAL 2

PRODUTOS E PROCESSOS NANOTECNOLÓGICOS: MATERIAIS

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPCSociedade Brasileira de Química – SBQ

Sexta-feira, 21/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório da Reitoria

Conferencista: Fernando Galembeck (UNICAMP)

Conferência / CANAL 5

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO APLICADAS À EDUCAÇÃO – UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório da Biblioteca Universitária (BU)

Conferencista: Ronaldo Mota (MEC)

Simpósio

GT O MAR É INTERDISCIPLINARIDADE / CANAL 3

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 10h00 às 11h45

Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)

Expositor e Coordenador: Maria Cordélia Machado (MCT)

Conferência Plenária

(RE)PENSANDO O FUTURO DO BRASIL / CANAL1

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPCPrêmio Fundação Conrado Wessel – Prêmio Fundação Conrado Wessel-FCW

Sexta-feira, 21/7/2006 – 12h00 às 13h00

Auditório Guarapuvu – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: Aziz Ab`Saber (USP)

Simpósio / CANAL 2

MICROELETRÔNICA E MICROSISTEMAS

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 14h00 às 15h45

Auditório Laranjeira – Centro de Cultura e Eventos

Expositor e Coordenador: Carlos Galup-Montoro (UFSC) Expositor(es): Newton Cesário Frateschi (UNICAMP) ; Antonio Petraglia (UFRJ)

Simpósio / CANAL 3

UTILIZAÇÃO DE ROBÔS EM PROJETOS TECNOLÓGICOS

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 14h00 às 15h45

Auditório Pitangueira – Centro de Cultura e Eventos

Expositor e Coordenador: Sadek C. Absi Alfaro (UnB) Expositor(es): Raul Guenther (UFSC) ; Glauco Caurin (USP)

Conferência / CANAL 5

A ANTÁRTICA E O ANO POLAR INTERNACIONAL: CIÊNCIA E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL NA ÚLTIMA FRONTEIRA DA TERRA

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 16h00 às 17h45

Sala dos Conselhos – Reitoria

Conferencista: Jefferson Cárdia Simões (UFRGS)

Conferência / CANAL 1

ASTROFÍSICA DE BURACOS NEGROS

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório Guarapuvu – Centro de Cultura e Eventos

Conferencista: João Evangelista Steiner (USP)

Conferência / CANAL 2

SANTOS DUMONT E A INVENÇÃO DO AVIÃO

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório da Reitoria

Conferencista: Henrique Lins de Barros (CBPF)

Simpósio / CANAL 3

GT AGENDA NACIONAL PARA C&T NO BRASIL / COMPETÊNCIAS / LEI DE INOVAÇÃO

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Sexta-feira, 21/7/2006 – 16h00 às 17h45

Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)

Expositor e Coordenador: Celso Pinto de Melo (UFPE)

REUNIÃO ANUAL DA SBPC NA UFSC: Apresentações Artísticas nesta sexta-feira

21/07/2006 08:52

DANÇA AO MEIO DIA

Apresentação de dança folclórica na Concha Acústica da UFSC, às 12h30.

Batuque e dança com o Grupo Arrasta Ilha. Os integrantes do grupo são

pesquisadores de ritmos regionais, como o Maracatu do Baque Virado e o Boi de Mamão. O Grupo surgiu em 2002, da empolgação com as atividades afro-descendente da Ilha. O Maracatu foi o caminho achado para conhecer mais das manifestações culturais do Brasil, foco das atenções dos integrantes. Os trabalhos do grupo têm se fortificado com oficinas ministradas por mestres e músicos de

Pernambuco.

CINEMA: CURTAS CATARINENSES

Alva Paixão e Roda dos Expostos, no Auditório do Centro de Convivência da UFSC às 12h30.

Alva Paixão – ficção 15 min, produção Jair dos Santos e direção Maria Emília de Azevedo (1995). Sinopse: João da Cruz e Sousa, tísico e cansado diante do amigo Nestor, remete-se a lembranças. Recordações marcadas pelo dilema entre o equilíbrio que representa o alvo e a paixão soprada da África. O flash back interrompe em contraponto ao denso desabafo do poeta. Sentindo a morte, João confia ao amigo simbolista os últimos sonetos produzidos que seriam publicados postumamente em Paris.

Roda dos Expostos – ficção 15 min, produção Jair dos Santos e direção Maria Emília de Azevedo (2001). Sinopse: Roda dos expostos ou dos enjeitados nome dado ao mecanismo adotado por instituições religiosas da Idade Média onde crianças não desejadas eram abandonadas por seus pais. O filme é uma simbologia dessa prática, abordando o abandono e a exposição humana como condição cíclica e inevitável. Gira em torno do personagem central Hector, condenado pelo seu alter ego a repetir infinitamente nomes femininos que representam as mães que abandonaram seus filhos.

Os dois filmes foram produzidos com apoio da UFSC.

DANÇA / TEATRO

“Frágil”, dança/teatro, com o Grupo Octu’s, do CEART/UDESC, na Tenda do DCE, ao lado do Centro de Convivência da UFSC, às 17h30min.

ENCERRAMENTO: Música e Dança

“O Corpo na Música, a Música no Corpo” – Espetáculo conjunto do Coral da UFSC e Grupo Vidança do CDS/UFSC com regência de Mirian Moritz e coordenação de dança de Maria do Carmo e Luciana Fiamoncini. Local: Auditório da Reitoria da UFSC, às 18h, no encerramento da programação cultural da SBPC.

“O Corpo na Música, a Música no Corpo”, constitui um projeto de extensão que aproxima os trabalhos desenvolvidos com o coral da UFSC e o grupo Vidança, integrando o canto coral e a dança, promovendo diálogos dessas duas linguagens artísticas. Este projeto, aberto à comunidade, iniciou em março de 2006, e tem como regente e coordenadora Miriam Moritz e coordenação de dança Maria do Carmo Saraiva e Luciana Fiamoncini.

No repertório apresentado nesta sexta-feira, destaca-se “Odara” e “Jóia” de Caetano Veloso, “Fé cega, faca amolada” de Milton Nascimento e Beto Guedes e “Um canto de afoxé para o Bloco do Ilê“ de Caetano Veloso e Moreno Veloso. “O corpo na música, a música no corpo” conta com a participação dos integrantes do Coral da UFSC e das bailarinas do grupo Vidança (Laura Cascaes, Lisiane Farias, Vera Pardo, Verônica Bergero e Luciana Fiamoncini).

O Coral da UFSC tem mais 40 anos de história: sua fundação é de 1963. Atualmente o coral possui cerca de 50 componentes e é formado por alunos, professores e funcionários da UFSC, bem como por pessoas da comunidade externa. Desde maio de 2004, conta com a regência de Miriam Moritz, pós-graduada em Musicoterapia, que vem implantando novas propostas de trabalho.

O grupo Vidança integra projeto de extensão oferecido no Centro de Desportos da UFSC, desde 1989. As atividades são planejadas e organizadas por todo o grupo. O objetivo é desenvolver a consciência corporal, a criatividade e a imaginação dos participantes através da dança e da improvisação. As coreografias são divulgadas em espetáculos e em eventos culturais na comunidade.

TEATRO

Por questões técnicas, não haverá a sessão de “Dom Pablo entre vogais” agendada para o Teatro da UFSC às 20h30.

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC www.dac.ufsc.br

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Coral da UFSC e o Grupo Vidança nesta sexta-feira

20/07/2006 19:45

Nesta sexta-feira, dia 21 , ás 18h, no auditório da reitoria, o Coral da UFSC e o Grupo Vidança também da UFSC, farão espetáculo conjunto no encerramento da programação cultural da SBPC.

“O Corpo na Música, a Música no Corpo”, constitui um projeto de extensão que aproxima os trabalhos desenvolvidos com o coral da UFSC e o grupo Vidança, integrando o canto coral e a dança promovendo diálogos dessas duas linguagens artísticas. Este projeto, aberto à comunidade, iniciou em março de 2006, e tem como regente e coordenadora Miriam Moritz e coordenação de dança Maria do Carmo Saraiva e Luciana Fiamoncini.

No repertório apresentado nesta sexta-feira, destaca-se “Odara” e “Jóia” de Caetano Veloso, “Fé cega, faca amolada” de Milton Nascimento e Beto Guedes e “Um canto de afoxé para o Bloco do Ilê“ de Caetano Veloso e Moreno Veloso. “O corpo na música, a música no corpo” conta com a participação dos integrantes do Coral da UFSC e das bailarinas do grupo Vidança (Laura Cascaes, Lisiane Farias, Vera Pardo, Verônica Bergero e Luciana Fiamoncini).

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: simpósio discutiu o papel da agricultura familiar no Brasil

20/07/2006 18:34

Há alguns anos estamos acostumados a ouvir que a agricultura é um dos carros-chefes da economia brasileira, que equilibra a balança econômica e que cresce, sustentada pelas virtudes do agronegócio. Por trás destas afirmativas, porém, esconde-se outro cenário, que diz respeito muito mais à realidade social do que aos números absolutos. Praticada em 4,1 milhões de estabelecimentos rurais, a agricultura familiar é responsável por 10% do PIB (Produto Interno Bruto), levando em conta toda sua cadeia produtiva. Entretanto, ao compararmos essa atividade com o agronegócio, veremos logo que os dois campos não se desenvolvem da mesma maneira. Enquanto o agronegócio prospera calcado em políticas públicas, a agricultura familiar patina, não sendo atendida suficientemente pelo crédito governamental e tampouco dispondo de uma agenda política que a sustente.

O tema foi discutido por Sérgio Schneider (UFRGS), Fábio Luiz Búrgio (Consultor do Ministério do Desenvolvimento Agrário) e Lauro Mattei (UFSC), na manhã desta quinta-feira (22/7), durante a 58ª Reunião da SBPC. Expondo estatísticas a respeito da produção agrícola e principalmente das particularidades da agricultura familiar, os pesquisadores chamaram atenção para a necessidade de políticas públicas apropriadas para o setor. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por exemplo, financia apenas 27% das famílias rurais. As diferenças regionais também são contundentes: o Sul fica com 40% dos recursos. Fabio Búrgio ressaltou o desafio de “incluir mais o segmento menos capitalizado”. Centrado sobretudo na produção de mercadorias consumidas a baixo custo pela sociedade, a categoria não trabalha com os lucros extensivos do chamado ‘agribusiness’.

Indispensável ao país, a agricultura familiar é responsável pelo abastecimento de produtos do dia-a-dia, como o feijão. Possibilitar sua permanência e expansão no campo é vital, já que 85% dos estabelecimentos agropecuários são deste tipo. O êxodo rural e conseqüente favelização urbana nas décadas de 70 e 80, decorrentes da “revolução verde”, são um alerta neste sentido.

Por outro lado, os expositores reconheceram a significativa importância econômica do agronegócio. A ele pode, em grande parte, ser creditado o montante de 38.6% do PIB gerado no campo. O avanço da mecanização e a abertura de novas fronteiras agrícolas pelo setor aumentaram constantemente a produção brasileira. Isso foi possível graças ao apoio do estado, cujo plano de desenvolvimento agrário se baseou neste modelo. No entendimento de Lauro Mattei essa política unidirecional foi responsável pela heterogeneidade negativa hoje presente no meio rural.

Sérgio Schneider também alertou para a questão ambiental. Citou a monocultura – “carro-chefe do agronegócio” – como um fator preocupante, principalmente o estabelecimento das plantações de soja no cerrado e sua expansão na Amazônia. Como alternativa Schneider citou a existência de 106 milhões de hectares, atualmente usados na pecuária extensiva, e que podem ser ocupados pelas plantações, poupando a mata nativa.

Por Manfred Mattos / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Bolsas nos Cursos de Língua Estrangeira para estudantes de graduação da UFSC

20/07/2006 12:00

A Coordenadoria de Serviço Social da Pró- Reitoria de Assuntos Estudantis recebe as solicitações de 20 a 31 de julho.

As solicitações deverão ser realizadas por meio de Pedido formal, comprovantes de matrícula e histórico escolar atualizados.

Para realizar a solicitação o estudante deverá ter seu Cadastro Sócio- Econômico aprovado antecipadamente, na Coordenadoria de Serviço Social.

Último dia para retirada do cadastro sócio-econômico: 25/7/06

Último dia para devolução do cadastro sócio-econômico e da

documentação comprobatória: 27/7

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: mesa-redonda defende a importância de ler os autores clássicos

20/07/2006 10:51

Buscar nos antigos uma forma de compreender melhor a contemporaneidade. Este foi um dos temas abordados na mesa-redonda “Por que ler os clássicos? Traduzindo e adaptando autores gregos e latinos”, que reuniu, nesta terça-feira, os professores da UFSC Luís Felipe Bellintani Ribeiro e Arlene Reis, do Departamento de Filosofia, e Zilma Gesser Nunes, do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas. O encontro integrou a 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre até esta sexta no campus da universidade.

A professora do Departamento de Filosofia da UFSC e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Arlene Reis, falou do seu trabalho de tradução dos dois primeiros volumes da Física de Aristóteles. Arlene conta que foi muito questionada sobre o porquê de traduzir obras cujos conceitos estão superados. Para a professora de História da Filosofia, no entanto, isto é como perguntar a um professor de matemática o porquê de ele estudar equações e teoremas.

Arlene afirma que a Física, ainda que não seja um texto belo e tenha várias lacunas que levam a certas ambigüidades e incompreensões, é um dos pilares da História da Ciência Física Contemporânea e, o mais importante, é uma obra que nos apresenta o vínculo entre três afluentes do conhecimento: a busca sobre a natureza, a Ontologia (parte da Filosofia que trata do ser enquanto ser e do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres) e a Metafísica (segundo Aristóteles, é o estudo do ser enquanto ser e especulação em torno dos primeiros princípios e das causas primeiras do ser). Voltar ao texto de Aristóteles é, para a professora, uma forma de pensarmos mais amplamente sobre estes temas e entender os passos da Metafísica no Ocidente.

Zilma Gesser Nunes, professora do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas e doutora em Literatura pela UFSC, falou do seu projeto de adaptação da literatura latina para o público infantil. Por meio de livros ilustrados, histórias em quadrinhos, textos para teatro, músicas e confecção de cenários e maquetes, a professora, que trabalhou em conjunto com o professor de Língua e Literatura Latinas José Ernesto de Vargas e diversos alunos da graduação em Letras, levou o conhecimento clássico para dentro das escolas. Zilma afirma que o projeto, experimentado tanto em escolas públicas quanto particulares, apresentou excelentes resultados, seja para os alunos de graduação, que como adaptadores passaram a se tornar autores, seja para as crianças, que tiveram a oportunidade de aprender mais e entrar em contato com uma cultura que não lhes era familiar. Apesar dos resultados obtidos e de haver grande interesse em sua continuidade, o projeto agora está restrito à confecção de materiais didáticos. A falta de um suporte financeiro tem impedido que o projeto volte às escolas.

O professor do Departamento de Filosofia e pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Paris IV – França, Luís Felipe Bellintani Ribeiro, afirma que a importância de ler os clássicos gregos e latinos está relacionada, antes de tudo, ao fato de que o “hoje” é apenas o último momento do caminho histórico aberto por eles. Buscar entender os clássicos, portanto, é aprender mais sobre nós mesmos. O professor ressalta ainda que, mesmo que o “ontem” e o “hoje” pertençam à mesma linha histórica, são momentos diferentes e é preciso justamente que compreendamos o diferente para que duvidemos das obviedades dos nossos padrões estabelecidos e possamos continuar a história. Por fim, Luís Felipe destaca que precisamos estudar os antigos porque, simplesmente, foram eles que nos ensinaram a perguntar: por quê?

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: pesquisadora fala sobre perda de funções visuais em pacientes com doenças como diabetes

20/07/2006 09:35

Visão de cores e diabetes. Este é o tema da conferência que será apresentada pela psicóloga do Instituto de Psicologia da USP e doutora em Psicofísica Visual Humana pela Universidade de Columbia – Nova York/EUA, Dora Fix Ventura. Vice-presidente da SBPC, a psicóloga coordena uma equipe de psicólogos, biólogos, ortopedistas, oftalmologistas e arquitetos que estudam a visão de cores. O trabalha é dividido em duas linhas de pesquisa: uma que estuda o funcionamento das células da retina dos animais e outra que analisa as funções visuais em seres humanos. O evento, que integra a 58° Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), acontece nesta quinta, no Auditório Laranjeira do Centro de Cultura e Eventos, a partir de 16h.

A psicóloga, que realiza estudos relacionados à medida de funções visuais em pacientes com diferentes doenças que têm efeitos na visão, apresentará a sua metodologia de trabalho e os resultados obtidos na busca por novos instrumentos de avaliação que permitam um diagnóstico precoce. Entre as doenças pesquisadas, o Diabetes tem sido um dos principais tópicos. Segundo a pesquisadora, as perdas visuais, além de afetarem a capacidade de executar comportamentos básicos para a sobrevivência, podem ser reveladoras de outras perdas funcionais como memória, atenção e coordenação motora.

Dora explica que o grande desenvolvimento do estudo do sistema visual reflete a explosão científica e tecnológica da informática, das neurociências comportamentais e da biologia molecular. Hoje, a avaliação visual pode ser feita através de métodos não invasivos, possibilitados pelos avanços computacionais recentes. Para compreender os mecanismos responsáveis pelas perdas, no entanto, ainda são necessários estudos em modelos animais nos quais é possível acesso direto à retina ou aos centros superiores. Assim, com a utilização de métodos comportamentais e eletrofisiológicos não invasivos, aliados ao uso de modelos animais, é possível investigar as repercussões causadas por patologias neurodegenerativas no sistema visual humano.

Saiba mais

O diabetes é uma doença provocada por uma deficiência no pâncreas, que ocasiona o aumento de açúcar no sangue e pode afetar várias partes do organismo. A visão pode ser afetada de várias maneiras, ocasionando descolamento da retina, formação de catarata e hemorragias de fundo de olho. Quando os níveis de açúcar no sangue são bem controlados, através de regimes alimentares e medicação apropriada, estas doenças podem até mesmo ser evitadas.

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom