Editora da UFSC relança livro sobre identidade homossexual
Quase vinte anos depois da primeira edição, o livro Identidade homossexual e normas sociais (histórias de vida), de Teresa Adada Sell, continua com uma atualidade que estimula o debate e a reflexão sobre o tema. Com relançamento previsto para o próximo dia 12 de julho, às 20h, na Pizzaria Michelangelo, rua Hermann Blumenau, no Centro de Florianópolis, a segunda edição da obra, segundo a professora Sylvia Leser de Mello, não deixa de incomodar.
“Se nesse intervalo ocorreram muitas mudanças, sobretudo políticas, que ampliaram o espaço público para as minorias, reconheceram direitos e tentam assegurá-los, o acolhimento social ainda não é tranqüilo. São freqüentes os episódios violentos envolvendo negros, índios, homossexuais, moradores de rua e outros concidadãos, vulneráveis e indefesos”.
Quando Teresa Sell realizou este trabalho, ainda não havia a questão do HIV e de tudo o que ele representou de construções imaginárias que tinham o homossexual como fonte e origem do mal. “Tempos difíceis, em que a discriminação se torna ativa, alicerçada no corpo homossexual e na ciência médica. Tempos dolorosos, de desconsolo e de perdas durante uma luta que não era só deles, como sabemos, e que não terminou para ninguém”.
Maltratados e perseguidos pelos regimes totalitários, mas não menos maltratados pelas sociedades que se querem democráticas, os
homossexuais são reduzidos a caricaturas e estereótipos, marcados a ferro pelo estigma. Teresa Sell lembra que piadinhas sobre “viados”, “bichas” e outros quetais são contadas entre grupos de amigos para deleite de todos, menos dos homossexuais presentes. A TV, em geral, continua mostrando estereotipias de comportamento homossexual em benefício do riso fácil de quem não se acredita homo e, se sabe que é, vai fazer questão de ocultar, para sobreviver neste mundo que precisa rir do Outro para afirmar seu próprio Eu!
“Pudemos assinalar um crescimento maior da cidade, com suas atrações e problemas. Percebemos que em termos de cultura e ensino a cidade avançou. O convívio com pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo poderia proporcionar comportamentos, no mínimo, mais tolerantes. Mas as restrições continuam e os constrangimentos também”, assinala.
“Se, por exemplo, meninos do ensino médio demonstram claramente desrespeito a um professor por este ser homossexual, há muitas coisas inalteradas sob este céu ilhéu! A educação não conseguiu extirpar preconceitos, e as formas de relacionamento continuam a penalizar as pessoas se conhecidas como homossexuais”, lamenta Sell.
Identidade homossexual e normas sociais (histórias de vida)
Teresa Sell
Editora da UFSC – Série Geral
255 p. R$ 29,00
Informações com Teresa Sell pelos fones: 3249-7002 ou 9916-4529, e-mail: tas@mbox1.ufsc.br



Nessa quinta-feira, 5 de julho, uma formatura discreta, mas muito animada, movimentou o terceiro andar do prédio do Departamento de Informática e Estatística (INE) do Centro Tecnológico da UFSC. Em volta de uma mesa repleta de doces e salgados, sorrisos de satisfação lotavam a pequena sala do Laboratório de Sistemas de Conhecimento (LSC). Eram os formandos de mais uma turma do “InfoCentro para a Terceira Idade”, uma parceria entre o INE e o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI), ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCE).
O vencedor do pleito teve 544 votos contra 529 de seu concorrente – 15 votos de diferença. Votaram ao todo 1.105 sócios
Formado pela cantora Karine Fogiel, o violonista Álvaro Fausane e o percussionista Derek Dellardi, o “Flôr de Bambú” surgiu de forma natural, sem planejamento prévio. Hoje conta com uma proposta que não se atém estritamente à música, usando-a como meio para resgatar e valorizar a cultura brasileira. A formação básica, com violão, percussão e voz é geralmente acompanhada por um flautista ou um cavaquinista, o que ajuda a caracterizar ainda mais o conjunto sonoro almejado.
O Projeto 12:30 é realizado pelo DAC – Departamento Artístico Cultural, vinculado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC e apresenta semanalmente, às quartas-feiras, ao ar livre na Concha Acústica, e às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC ou no auditório do Centro de Convivência, atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro.
Instituída em 1966, há mais de quatro décadas a Fundação do Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) tem sido a ponte que une a UFSC, em especial o Centro Tecnológico (CTC), a empresas e agências de fomento nacionais e internacionais. A Fundação, no decorrer desses anos, tornou-se elemento fundamental para o destaque e a excelência que a área tecnológica alcançou na UFSC e em Santa Catarina.





