UFSC regulamenta eficiência energética de edifícios

16/02/2007 13:59

Desde 1993, os consumidores brasileiros podem escolher eletrodomésticos tendo como base o selo Procel, que indica os equipamentos com melhores níveis de eficiência energética, ou seja, aqueles que irão consumir menos energia ao funcionar. Em breve, esse critério também poderá ser analisado na hora de adquirir ou utilizar imóveis. Acaba de ser concluída pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da Universidade Federal de Santa Catarina (LabEEE/UFSC) a regulamentação para etiquetagem voluntária de nível de eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos.

Em parceria com a Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), os pesquisadores da UFSC elaboraram um texto que contém os requisitos técnicos necessários para a classificação do nível de eficiência energética em edifícios. “Essa regulamentação é voltada à aplicação voluntária em prédios comerciais, de serviços e públicos. No futuro, a classificação deve tornar-se obrigatória e também ser ampliada a edifícios residenciais”, explica o coordenador do LabEEE, professor Roberto Lamberts.

A regulamentação inclui três requisitos principais para classificar o nível de eficiência energética de um edifício: o sistema de iluminação, o sistema de condicionamento de ar e o desempenho térmico da envoltória do prédio. A análise da eficiência de cada um desses itens vai determinar a etiqueta a ser recebida, que pode variar de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente).

Para se ter uma idéia, um prédio comercial receberá “A” se utilizar aquecimento solar de água, com coletor e reservatório térmico que também tenham recebido a classificação máxima de eficiência. E se o edifício possuir mais de um elevador, deverá ser apresentado um controle inteligente de tráfego, que evite o desperdício de energia.

De acordo com Lamberts, assim como aconteceu no caso dos eletrodomésticos, a regulamentação deve beneficiar os usuários das edificações. “As pessoas terão a liberdade de optar por prédios eficientes no consumo de energia, gerando economia e menor impacto ambiental”, afirma. Além do professor, estudantes de graduação e pós-graduação da UFSC participaram da elaboração das normas, que levou cerca de dois anos para ser concluída.

A regulamentação completa está disponível no site do LabEEE

Por Débora Horn / Núcleo de Comunicação do CTC