Macas adaptadas melhoram atendimento de pacientes

07/02/2002 16:27

A adaptação de macas feita pelo Centro Local de Engenharia Clínica, ligado ao Instituto de Engenharia Biomédica da UFSC, está permitindo o transporte de pacientes com mais segurança e agilidade pelos corredores do Hospital Celso Ramos.

Antes das macas adaptadas, para o transporte de emergência eram necessárias, pelo menos, três pessoas: duas para conduzir a maca e outra para bombear oxigênio. O cilindro de oxigênio ficava pendurado na estrutura da maca, dificultando o transporte. A adaptação permitiu a inclusão de um ventilador portátil no modelo adaptado e eliminou a necessidade do bombeamento manual de oxigênio, aumentando a segurança porque os pacientes passaram a receber a quantidade adequada de ventilação. Além disso, os parâmetros de ventilação são os mesmos do ventilador fixo, ao qual o paciente estava ligado na UTI, por exemplo. Isso permite que a quantidade de oxigênio fornecida ao paciente seja monitorada continuamente, evitando complicação das funções vitais.

De acordo com Marcolino Cabral, médico da Emergência, a nova maca proporciona conforto e segurança para os pacientes e praticidade no transporte. Para ele, a adaptação é importante porque facilita o atendimento de pacientes em estado grave que precisam ser locomovidos para exames por quase 600 metros entre a emergência e a sala de tomografia do hospital. O médico lembra que o Hospital Celso Ramos atende, em média, 15 pessoas por dia que necessitam desse tipo de exame, em sua maioria vítimas de acidentes de trânsito.

Para construir as novas macas, o hospital gastou apenas 120 reais, ou seja, os recursos necessários para pintar as macas. O restante do material foi retirado do depósito da manutenção e reaproveitado. Com isso, o hospital resolveu o problema de transporte com uma grande economia. Segundo o técnico Sandro Vieira, somente a compra de um ventilador novo, do mesmo modelo, custaria em torno de 4 mil reais. A soldagem de uma grade para acomodar o ventilador pulmonar e o cilindro de oxigênio na maca não teve custos porque foi feita por um funcionário da própria manutenção.

Os resultados obtidos foram tão bons que a Emergência e a UTI já solicitaram a construção de mais duas macas. Segundo o coordenador do CELEC, engenheiro Gladston Hirawa, outros estabelecimentos (Hospital de Caridade, Hospital Florianópolis e Hospital Infantil Joana de Gusmão) também têm interesse em fazer as adaptações que têm baixo custo e tornam a rotina hospitalar mais prática e segura.